Notas iniciais
AEEE CHEGUEEEIII!! hehe Primeiramente... Quero muito agradecer a Metacase pelo contive de participar dessa coletâneas.. fico honrada de está junto com uns dos melhores autores(a) de fic's Faberry. Segundamente.. desculpem-me o atraso da postagem. Terceiramente.. Espero que gostem!! Enjoy, Kids!! Música: The neighbourhood- Lurk

Rachel POV

Não consigo ver muita coisa pelas janelas embaçadas do táxi, mas sei que há neve por toda parte, o motorista dirige com cuidado.

Finn não pôde me apanhar no trabalho hoje, está muito ocupado com os pesados treinos de futebol. “O capitão do time precisa mostrar exemplo”, ele diz quando o questiono sobre sua ausência, não que isso me incomode, a não ser na hora da carona.

Para falar a verdade, vivo constantemente pensando na frase “o que poderia ter sido?”.

Não estou de fato infeliz, se é isso que aparentou. Pelo contrário, estou mais do que satisfeita com minha carreira de atriz da Broadway que só vem crescendo nos últimos anos. Kurt diz que isso é apenas o começo, mas sei que não teria chegado nem a uma esquina dessa imensa avenida sem a ajuda dele. Contudo, há esses fragmentos de angústia e culpa por tê-la abandonado que insistem em atormentar meus dias ao longo desses 10 anos.

Por falar nisso, o clube vai se reunir em Lima para comemorar o Natal, e acredite quando digo que nem minha primeira grande peça me deixou tão ansiosa e preocupada quanto esse reencontro, tudo isso porque sei que ela vai estar lá.

Ela se tornou advogada, isso a ocupa bastante, segundo o que Santana – que também se tornou advogada – disse quando veio até a cidade para acompanhar sua namorada e estonteante dançarina Brittany em uma de suas apresentações. Talvez isso dificulte seu comparecimento, principalmente por que estamos “abandonando” a família em uma data tão especial. Isso faz eu me perguntar o quanto o clube foi importante para ela, o quanto eu fui.

– 15 dólares, senhora – Cobra o motorista, me arrancando dos pensamentos.

Olho para ele como se tivesse sido acordada de um sonho e me apresso em apanhar a carteira para lhe dar seu dinheiro.

O homem agradece e eu desejo-lhe uma boa noite ao bater a porta do carro atrás de mim e correr apressada para as escadinhas que levam até a porta, tentando escapar do frio torturante.

A porta está destrancada, o que significa que talvez Finn já tenha chegado. Confirmo minhas suspeitas assim que a empurro e sou recebida pelo cheiro do suor fedido dele.

– Rachel! – cumprimenta-me ao pousar seu imenso copo d’água no balcão da cozinha.

– Há quanto tempo você chegou? – pergunto diretamente.

– Há uns dois minutos atrás – ele se aproxima trazendo seu odor nauseante consigo. – Não, não dava para eu ter ido te buscar.

– E ainda não foi tomar um banho? – acuso, desviando do beijo que ele estava prestes a me dar.

Sigo para o quarto jogando a bolsa na cama e tirando os sapatos apertados, Finn me segue, mas passa direto para o banheiro, recebendo bem a minha reclamação.

Ele não insiste mais. É claro que acabou por perceber que nosso relacionamento já não é mais o mesmo, não há mais a mínima emoção nas palavras trocadas, nem da parte dele e muito menos da minha parte, é como se fôssemos estranhos vivendo sob o mesmo teto, aguentando um ao outro apenas para dividir as contas no fim do mês.

Pode ser que no fundo, tudo isso se deva à Quinn e ao fato de eu nunca tê-la esquecido, mas ele não sabe dessa parte.

Quinn. Só o som de seu nome em meus pensamentos é suficiente para me deixar nervosa, imagine quando eu tiver que dizê-lo novamente em voz alta... Na frente dela.

Ouço Finn ligar o chuveiro e começar a tagarelar sobre seu dia no jogo, enquanto termino de arrumar as malas fingindo que ele está apenas cantando uma música sem ritmo.

O celular toca na bolsa e corro para atendê-lo. O visor mostra o nome de Blaine.

– Alô? – Atendo e tudo que ouço em seguida é um falatório descompassado.

– Me deixa falar com ela! – grita Mercedes ao longe.

– Você fala com ela amanhã, queridinha. Agora, com licença – diz Kurt mais perto do telefone.

Ai! – exclama Blaine, provavelmente por Kurt ter puxado o celular do ouvido dele. Não duvido nada.

Rachel? – Kurt chama baixinho.

– Sim, fala – digo ansiosa.

– Tive que correr pra esse matinho aqui, porque a Mercedes não pode ouvir o que eu vou dizer, obviamente, então okay, é o seguinte: Você-sabe-quem está aqui há quatro metros de mim tomando chocolate quente.

– Voldemort? – brinco temendo a resposta.

Quinn! – ele praticamente grita, fazendo “shiu” em seguida para si mesmo. – Francamente eu não esperava que ela conseguisse vir, mas agora nós temos uma missão!

– Olha, Kurt, sinceramente eu acho qu-

– Você não tem que achar nada, docinho. Eu e a Santana já armamos tudo. É só isso que eu queria dizer, obrigado, até amanhã.

E desliga sem esperar por uma resposta.

– Com quem estava falando? – Pergunta Finn, só agora me fazendo notar que havia saído do banheiro.

– Kurt – sussurro o nome, passando por ele direto para ir até o banheiro.

Começo a me despir. Quinn já está em Lima. Ligo o chuveiro. Quinn sabe que eu vou. Ajusto a temperatura. Quinn provavelmente não gostou da ideia. Deixo a água quente relaxar meu corpo exausto. Quinn, Quinn, Quinn! Ela vai ocupar os meus pensamentos até o dia seguinte.

Saio do banho após uns bons 15 minutos. Finn já está deitado na cama, encarando o teto apenas com a luz do abajur no criado-mudo.

Deito-me ao seu lado, suspirando.

– A que horas devemos estar no aeroporto amanhã? – ele pergunta bocejando.

– Às 9h – Digo virando-me na cama.

Sinto-o se virar para o outro lado também e apagar o abajur.

Ele se despede baixo e eu idem.

E assim terminamos a noite.

Sem sexo, sem beijos, apenas um ‘boa noite’ sussurrado com as vozes sonolentas.

[...]

Ambos os aeroportos estavam lotados, óbvio, é véspera de Natal. Mas a viagem não havia sido cansativa quanto eu esperava.

Finn é que o diga, não consegue tirar o sorriso do rosto.

Claro, voltar a Lima depois de 10 anos é mais do que emocionante, principalmente por não saber o que pode acontecer daqui algumas horas.

Vamos ficar hospedados na casa dos meus pais, mas Finn irá visitar sua mãe antes da festa na escola.

– Tem certeza de que não quer ir comigo? – ele pergunta mais uma vez ao colocar as malas no chão do meu antigo quarto.

– Sim – forço um sorriso.

Examino o espaço assim que ele se retira, sentindo saudade de tudo que já aconteceu naquela cama com uma certa garota de cabelos dourados e sorriso contagiante.

Deito-me na cama e abraço um travesseiro enquanto a lembrança invade minha mente.

“– O que você vai querer de presente, Q? – pergunto à garota que canta baixinho em frente ao espelho com uma escova como microfone.

Ela se vira e sobe na cama, sentando-se com as pernas cruzadas.

– Não há nada que eu queira mais do que você – ela diz, fazendo um biquinho manhoso em seguida, convidando-me para um beijo.

Sorrio, desviando o olhar envergonhado, mas acabo por beijá-la de qualquer jeito.

– Você já me tem – sussurro em seu ouvido, respirando o cheiro doce de seus cabelos ao passo que construo uma trilha de beijos de sua clavícula esquerda até sua orelha.

Ela abre as pernas para que eu me encaixe entre elas, e assim faço, uma perna de cada lado de seu corpo, quase sentada em seu colo.

– Que conversa clichê, Rachel – ela ri fazendo ecoar meu som preferido no mundo. O som de sua risada.

– Você se importa? – pergunto mesmo que já saiba a resposta.

– Nem um pouco – ela confirma o que estava na minha mente.

Isso é o suficiente para que eu agarre seus cabelos e volte a beijá-la mais vorazmente dessa vez, contornando seus lábios com a ponta da língua.

Ela agarra minha cintura e me puxa para si, agora literalmente me pondo em seu colo.

– Também não há nada no mundo que eu queira mais do que você – digo encostando minha testa na sua. Ela apenas sorri.

Sinto-a levantar um pouco as pernas para que eu me encaixe melhor, o ar começa a fazer falta no ambiente e ela interrompe o beijo apenas para sugar meu lábio inferior.

– Eu falo sério, Quinn – digo quando ela me deita na cama abruptamente.

– E eu acredito, Rachel.”

Ouço vozes conhecidas vindas do andar de baixo que me arrancam do devaneio.

Em segundos, meu quarto é invadido por Kurt, Blaine, Santana e Brittany.

– Olá, estrela da Broadway – cumprimenta Santana com descaso.

Não faz muito tempo que os vi, pois Kurt trabalha comigo e está sempre acompanhado de seu namorado Blaine. E Santana esteve em NYC outro dia mesmo com Brittany, então o momento dispensa abraços de reencontro.

Mas aparentemente, Kurt não liga para isso. Ele me abraça repetindo o que Santana havia dito, porém de um jeito carinhoso.

– Olha – começa Kurt. – Isso aqui vai ser rápido porque nós ainda temos que ensaiar na escola e-

– Ensaiar o quê na escola? – Pergunto confusa.

– É lenta mesmo, demorou 10 anos para vir atrás da mulher da sua vida, isso era de se esperar – debocha Santana admirando suas unhas perfeitas.

– Ei, eu não vim atrás de ninguém, que fique bem claro – rebato. – Agora que história é essa de ensaiar?

– Nós vamos cantar, ué. Por que você acha que o Will resolveu nos reunir depois de todo esse tempo? – informa Blaine.

– Ele ainda é professor? – pergunto impressionada.

– Sim, e o coral dessa geração de agora nunca será tão bom quanto o nosso, só dizendo – respondeu Brittany.

– Okay, gente. Foquem aqui – reclama Kurt ao pedir nossa atenção. – É óbvio que vai ficar um clima estranho entre essas duas durante esse ensaio e principalmente na hora do ‘vamos ver’ que eu prefiro nem imaginar detalhes, mas enfim, nós vamos fazer o possível para deixa-las sozinhas quando der, não aguento mais essa novela mexicana.

Abro a boca para protestar, mas sou interrompida por Santana.

– E não adianta dizer que não quer ou que já se passou tempo demais, acredite, eu convivo com a Quinn e sei que ela ainda te ama e nem venha me dizer que você não pode fazer isso com o Finn e blá blá blá porque francamente, nem você mesma deve saber o porquê de ter se casado com ele.

Kurt a aplaude orgulhoso.

– Então está tudo combinado? – Pergunta Blaine abraçando Kurt por trás.

– Pera aí, gente... – apoio a cabeça nas mãos.

– Pera aí o quê, anã? – Santana demostra a comum impaciência.

– Eu preciso pensar, não posso simplesmente desistir de tudo e...

– Você pensa depois, estamos atrasados para o ensaio – informa Brittany enlaçando seus dedos nos de Santana e se retirando do quarto.

[...]

Ao chegamos à William McKinley High School, percebo que está tudo diferente, as instalações estão maiores e até mesmo os alunos se portam de modo distinto do que era quando eu era uma aluna.

Finn está conversando com alguns antigos amigos de time, pelo visto ele ficou sabendo de tudo antes de mim.

Mercedes está rindo de alguma coisa com Tina, Mike, Artie e Puck.

Cubro a boca com as mãos emocionada por estar vendo-os novamente.

Corro até eles acompanhada dos casais atrás de mim. Mercedes é a primeira a me abraçar. Tina até derrama algumas lágrimas.

Colocamos a conversa em dia conforme o tempo vai passando. Ainda não a avistei em lugar algum. Isso está me deixando aliviada e preocupada ao mesmo tempo.

Mercedes nos conta como tem sido sua carreira de cantora e sobre os contratos abusivos de sua última gravadora.

Mike diz que passará a fazer algumas parcerias com Brittany em sua dança.

Tina quase não conseguiu escapar do hospital em que trabalha para vir até aqui hoje.

Somos interrompidos por um Will ansioso que nos cumprimenta emocionadamente, seus cabelos grisalhos complementando o ar de angústia.

Ele sinaliza para chamar Finn e nos guia para o auditório que também parece ter sofrido sérias alterações com o tempo.

O palco está maior e há mais lugares, é espaço suficiente para a família de todos nós, ainda bem.

Finn se posiciona ao meu lado com as mãos em meus ombros, desvio o olhar para longe finalmente notando os cabelos louros e curtos da mulher sentada na escada que leva ao palco.

Ela me encara e mesmo que queira não consigo mais olhar para outra direção. Seus olhos brilhantes me prendem como sempre fizeram.

Ela se levanta e se aproxima do resto do grupo, mas seus olhos continuam encontrando os meus.

– Olha só o casal real – ela diz com um pingo de sarcasmo na voz. Com certeza tem convivido muito com a Santana.

– Oi, Quinn – Cumprimenta Finn educadamente.

Não consigo me lembrar de como abrir a boca para falar.

Quinn sorri e caminha para se sentar ao lado de Santana, que por sua vez, me olha transpirando desaprovação.

Finn me puxa para sentar, fazendo-me perceber que além de Will, só nós dois ainda estávamos em pé. Meus olhos vidrados em Quinn.

– Então, pessoal – começa Will – o outro grupo que eu estou coordenando já vai cantar um mashup de músicas natalinas, então eu gostaria que vocês cantassem algo diferente, para que a noite não fique chata e clichê. Vocês estão de acordo?

Todos concordam empolgados, mesmo sabendo que seria difícil aprender uma música em apenas algumas horas, porém já passamos por isso juntos, não seria o fim do mundo.

– Então tudo bem, a música que eu estava pensando é Lurk do The Neighbourhood.

– Eu conheço! – exclamou Puck.

– Eu também – concordou Quinn.

– Ótimo, então vocês podem ajudar os outros, vamos começar – Will esfregou as mãos empolgado.

.

O ensaio se seguiu repleto de brincadeiras e nostalgia. Eu estava travando toda vez que Quinn se aproximava, principalmente por se tratar de uma música extremamente sensual.

É claro que ela iria cantar a maior parte, sua voz é perfeita para esta música, mas eu a acompanharia na segunda parte do refrão. Só espero não ter um colapso nervoso na hora.

Aliás, o camarim está se esvaziando rapidamente. As meninas não exageraram na maquiagem e rápido deixaram o lugar para se posicionar atrás do palco. O primeiro grupo já está se apresentando.

Tina termina de passar seu batom vermelho às pressas, sendo praticamente arrancada dali por Brittany e Santana. Eu sei o que elas estão tentando fazer.

E pelo que posso ver, Quinn também sabe, mas não vai admitir. Ainda a conheço bem.

As meninas finalmente abandonam o camarim. Quinn e eu estamos sozinhas.

Paro tudo que estou fazendo e a encaro nervosa. Ela não dá a mínima.

Quando o silêncio se torna constrangedor, ela me assusta perguntando sem olhar para mim:

– O que foi, Rachel?

O som de meu nome escapando por seus lábios rosados me faz suspirar inevitavelmente.

Tento desviar o olhar ou responder com um “nada”, mas simplesmente perdi os sentidos.

Quinn ajeita seu decote olhando no espelho a parte mais chamativa de seu figurino. Ela está tão linda, ela é tão linda.

Ela se vira para mim na cadeira giratória.

– Você vai ficar aí me olhando com essa cara de idiota ou vai vir aqui me agarrar? – desafia Quinn.

Me levanto abruptamente, ela faz o mesmo e nesse momento nada mais existe.

Quinn não espera que eu vá até ela, simplesmente me puxa pelo braço e nos gira, me encostando na parede como em um ensaiado passo de dança.

O que vem a seguir é apenas o melhor beijo de toda minha vida. Seus lábios macios dominam os meus com maestria e sua língua se enlaça na minha fazendo com que todas as partes do meu corpo se aqueçam.

– Não acredito que você está aqui – ela sussurra em meio ao beijo molhado.

Não respondo, apenas a puxo para mim com força, fazendo nossos corpos se chocarem. Não quero perder tempo falando quando há coisa melhor para fazer depois desses 10 anos.

Quinn coloca suas mãos para trabalhar ao deslizá-las a partir dos meus ombros, como se estivesse me esculpindo, faz uma pausa na cintura apreciando a curva e então volta a deslizá-la passando por minha bunda e parando ali por um momento mais demorado.

Deixo escapar um gemido e ela sorri sem tirar os lábios dos meus por um segundo sequer.

Enlaço meus braços em seus ombros me entregando completamente, sabendo que ela é a garota que eu quero, ela é a garota que eu sempre quis, e ao que aparenta não é tarde demais.

Quinn abre o primeiro botão de meu vestido, mas tem seu plano interrompido quando ouvimos o nome de nosso grupo ser chamado no palco.

– Droga! – ela exclama irritada.

– Está tudo bem – a reconforto falando diretamente com ela pela primeira vez desde que cheguei. – Nós vamos continuar, ok? – prometo.

Ela balança a cabeça afirmativamente, depositando um último beijo singelo em meus lábios.

– Preste atenção na minha parte da música – advirto.

Então caminho para o palco com Quinn logo atrás de mim. Finn me pergunta por que demoramos tanto e me limito a dar de ombros.

As cortinas se abrem e percebemos que o auditório nunca esteve tão lotado. Meus pais estão de mãos dadas na primeira fila ao lado do pai de Kurt.

Will agradece os aplausos e sinaliza para sei-lá-quem que vai colocar a música para tocar.

Caminhamos para os pedestais, ajustando conforme nosso tamanho. A música começa.

Mike: I wanna be honest

(Eu quero ser honesto)

I want to be bad

(Eu quero ser mau)

Tina: I want to destroy you

(Eu quero te destruir)

I want to move fast

(Eu quero me mover rápido)

Kurt: I want the attention

(Eu quero a atenção)

I want all the cash

(Eu quero todo o dinheiro)

Puck: I want all the ass

(Eu quero todas as bundas)

Is it too much to ask?

(Isso é muito a se pedir?)

Finn: I want to be faithful

(Eu quero ser fiel)

I want to be raw

(Eu quero ser bruto)

I want to be ignorant

(Eu quero ser ignorante)

And I want to know all

(E eu quero saber de tudo)

Artie: I want to die someday

(Eu quero morrer um dia)

I want to live long

(Eu quero viver por muito tempo)

I want what I ask for

(Eu quero o que peço)

And I get what I want

(E eu consigo o que quero)

Quinn: I’m thinking we should ride

(Eu acho que nós devemos ir)

To a place that we don’t know

(Para um lugar que nao conhecemos)

To a place where no one has seen us before

(Para um lugar que ninguém nunca tenha nos visto)

I’m thinking, you and I

(Eu estou pensando que voce e eu)

Better just go with the flow

(Melhor irmos com a correnteza)

Last thing that we should do is go slow

(A última coisa que devemos fazer é ir devagar)

Quinn olha para mim e repetimos o refrão juntas como o ensaiado. Enfatizo a primeira parte como um convite e ela pisca entendendo.

O resto da música segue com as outras vozes até que voltamos ao refrão, cantando as palavras com clareza, como se estivéssemos confirmando a ideia.

Há esse momento, Santana não esconde que já entendeu, assim como Brittany e Kurt.

A música termina os aplausos são como uma explosão no auditório.

Quinn me puxa para sussurrar em meu ouvido:

– Me encontre no estacionamento após a ceia.

Confirmo com a cabeça sorrindo disfarçadamente.

.

Nem preciso dizer que a ceia pareceu demorar uma eternidade, decidiram comer antes da 00:00 pois seria impossível conter todos aqueles adolescentes famintos e eu agradeci por isso.

Mas a meia-noite estava chegando, trazendo consigo o agora costumeiro nervosismo.

Quinn já havia se retirado me lançando um olhar de confiança.

23:56

– Já volto, Finn – minto.

– Onde vai? Já está quase dando meia-noite – ele reclama.

– V-vou buscar a Quinn – gaguejo.

Ele assente, então ando apressada pelos corredores que me levariam para fora da escola, onde o amor da minha vida me espera.

O caminho parece não terminar nunca e a impaciência me faz correr.

Avisto-a encostada no capô de seu carro, girando a chave pelos dedos.

– Você veio! – exclama ela.

– É claro – me aproximo tocando seu rosto com as costas das mãos, ela fecha os olhos.

– Muito bem – ela aprova enlaçando os braços em minha cintura.

– Não há nada no mundo que eu queira mais do que você – repito o discurso de 10 anos atrás, pegando-a de surpresa.

Ela sorri corando e há tantas pessoas na escola que podemos ouvir a contagem regressiva de longe.

3...

– Vamos mesmo fugir para um lugar em que ninguém nunca tenha nos visto antes? – ela pergunta apaixonada pela ideia.

2...

– Sim – respondo singelamente, emocionada com o momento de ternura.

1...

Ela ergue uma sobrancelha e cola seus lábios aos meus. Onde sempre pertenceram.

– Falo sério, Quinn – olho em seus olhos.

– E eu acredito, Rachel – ela sorri, correspondendo ao meu amor.

Assim que os fogos começam, ela me puxa para entrar no carro e o liga como se estivesse tomando a decisão de sua vida. E está mesmo. A decisão de nossa vida.

Nada mais me importa, nem mesmo Finn e nem mesmo o lugar para qual estamos indo.

Qualquer lugar em que ela esteja é o suficiente.

Notas finais
Então.. muito obrigada mais uma vez!! Espero que tenham gostado.. Tive ajuda da Sophia para fazer esse pequeno on.. se quiserem seguir ela no TT : @forksyou