Let The Flames Begin
13 Capítulo 13
Notas iniciais
Escondeu os olhos com o antebraço para protegê-los da luz que atravessava as janelas. Remexeu-se sobre o sofá, suas costas e braços doíam. Apertou os olhos antes de abri-los, levando o braço à testa. Fitava o teto da sala agora e sentiu-se um pouco confuso. Ali não era seu quarto. Os cinzelados, doloridos, varreram o cômodo, as sobrancelhas juntando-se levemente ao encontrarem um Eren adormecido no outro sofá.
Lembrou da festa da noite anterior ao dar uma olhada nas roupas que ainda estava usando. Passou os dedos pelos cabelos e abandonou um bocejo. Não lembrava exatamente do momento em que havia dormido, mas tinha certeza que o sofá não era o lugar que teria escolhido, chegando ao pensamento de que devia ter parecido ridículo quando pegou no sono.
Lançou as pernas para fora do estofado e sentou-se, descobrindo a dor latente em sua cabeça. Os dedos finos tocaram a testa imediatamente e logo ocupou-se em massagear as temporas. Precisava de um comprimido e de um bom banho e não esperaria mais para tê-los.
–
A palma de sua mão formigava sob a xícara quente de chá. Acomodou-se no sofá, as pernas dobradas. Eren ainda dormia, o que o fazia perguntar-se por mais quanto tempo o garoto ficaria desacordado. Como ele estava aguentando ficar naquela posição? As pernas jogadas para fora do estofado, deixando-o todo torto.
Queria acordá-lo, mas não queria tirá-lo do descanso. Uh. Se Eren não acordasse dentro de meia hora, tomaria providências. Afinal, não custava nada deixá-lo dormir pelo menos mais um pouco uma vez que ele havia feito o favor de dirigir até o apartamento. Bebericou o chá e ficou a observar o adolescente. Eren era um garoto bonito e, na medida do possível, educado. Curvou a cabeça, analisando o adolescente.
Rivaille não podia culpar os garotos que haviam o achado atraente. Contudo, Eren não era exatamente o tipo que mais gostava. Preferia homens mais maduros, que fossem direto ao ponto, e Eren não o demonstrava tal segurança para isso, quanto mais para colocar seu rosto contra a parede durante o sexo, que era o que estava em sua mente agora. Levou os dedos aos cabelos. O que estava pensando sobre o adolescente?
Gostava de brincar com o garoto. As reações tão sinceras que ganhava o incentivava a continuar. Limpou a garganta. Eren tinha uma voz agradável, um tanto infantil para sua idade, mas ainda sim. Pensava na voz dele, pois gostava do modo como ela parecia estar sempre sorrindo. O pensamento o dava uma sensação de enjôo, um tanto... Doce demais, mas não deixava de gostar. Observou-o remexer-se sobre o estofado, ainda dormia.
Sério, como ele estava conseguindo dormir naquela posição horrível? O assistiu virar o rosto em sua direção e após poucos segundos, os olhos abriam-se lentamente, expondo um feixe turquesa. Olhos tão bonitos mesmo pela manhã. Ah, sim, aqueles olhos. Olhos que Rivaille nunca havia visto igual. Não era como se tivesse algo realmente especial no olhar do garoto, mas era a cor que o fazia achá-los tão encantadores. Grandes e brilhantes globos turquesas... Eren piscou algumas vezes antes de permitir que seus olhos abrissem completamente.
Os sonolentos olhos fitavam, serenos, Rivaille. Quando se deu conta da presença do outro e de que aquele lugar não era onde costumava acordar, sentou-se imediatamente, atrapalhado. Resmungou, levando a mão à cintura, pois uma dor aguda o incomodava ali.
“Bom dia.” Rivaille disse, ganhando a atenção de Eren.
“Huh... Bom dia.” Ele respondeu, sem graça. Arrumou sua posição, sentando devidamente. “Que... Horas são?” Os dedos apressados corriam pelo cabelo bagunçado.
“Hm,” Procurou pelo relógio na parede antes de responder. “Quase 14 horas.”
“14 horas?!” Seus dedos abandonaram os fios castanhos. “Eu dormi demais! Me desculpe! Por que não me acordou?” Ele choramingava, fazendo suas palavras quase atropelarem as próximas.
Ah, certo, aquilo era fofo, mas barulhento. Riu baixinho. “Ugh, barulhento.” Torceu o lábio. “Não faz tanto tempo que acordei e não queria tirá-lo do sono.” Os olhos fixos no chá ainda em mãos. Suspirou.
“Desculpe por dormir no seu sofá.”
Que tipo de desculpa era aquela? “Vá lavar o rosto e volte para comer alguma coisa.”
Eren concordou e Rivaille rumou à cozinha, mas decidiu esperar pelo garoto antes de fazer qualquer coisa.
“Não precisa se incomodar em fazer algo para mim.” Eren disse ao entrar.
“Estou fazendo nada.” Ficaram em silêncio. Os turquesa corriam da porta da lavanderia até o dançarino encostado à pia.
“Sente-se logo, está me irritando por ficar aí parado olhando de um lado para o outro. Há algo errado?”
Eren fez como foi pedido e caminhou até a mesa no fundo da cozinha. Uma grande porta de vidro grosso estava aberta, dando-o a visão dos prédios lá fora. Era um pouco assustador, devido a altura. “Por que há panos aqui?” Perguntou, apontando para os tecidos dobrados entre as dobradiças das portas transparentes.
“O vento.” Respondeu. “Faz um barulho horrível por conta do vento, por ser alto demais... Essas coisinhas resolvem o problema.” Explicou.
Eren apoiou o queixo sobre uma das mãos. “Você gosta dessas janelas enormes, não é?”
“São indiferentes para mim, na verdade. O apartamento era bom e foi por isso que escolhi morar aqui.” Uma pausa. “Então, o quê você come?”
“Não precisa se incomodar.” Recebeu o olhar tedioso de Rivaille. “Hm,” mordeu o lábio.
Um estalo de língua. “Acho que devo ter algum cereal aqui.” Resolveu que decidiria pelo garoto. O escutou resmungar alguma coisa, mas não deu atenção. Abriu o armário e após poucos segundos, retirou a caixa de cereal ainda revestida em plástico. Depositou a caixa sobre a mesa onde Eren estava e voltou ao armário. Pegou uma tigela, talher e não esqueceu o leite, levando-os ao garoto.
“Obrigado. Não precisava de tudo isto...” Ocupou-se em abrir a caixa de cereais após desfazer-se do plástico, mas não deixou de falar. “Você não come estas coisas, não é?”
Rivaille sentou-se à mesa, o rosto apoiado no punho. Abandonou um suspiro cansado. “É Hanji quem os compra para mim. Ela diz que preciso de um pouco de doce na vida.” Rolou os cinzelados. “Não vejo no que uma caixa de calorias pode ajudar.”
“Vocês são bem íntimos, hm?” Perguntou sem dar real atenção às palavras. O som dos flocos atingindo o fundo da tigela era o único som presente agora. Logo o leite juntava-se à mistura. Os turquesas fitaram o outro, que tinha a atenção em qualquer ponto da mesa. “Vocês são bem íntimos, hm?” Repetiu. O tom de sua voz demonstrando que não havia percebido ao perguntar pela primeira vez.
“Nos conhecemos há muito tempo.”
“Amigos de infância?”
“Não exatamente. Ah, Eren, verifique a data de validade desta coisa. Não tenho certeza há quanto tempo está aqui, apesar de arriscar dizer que há menos de um mês. De qualquer forma, verifique, afinal, foi aquela maluca quem trouxe.” Disse, observando-o levar a colher à boca.
Eren interrompeu-se a meio caminho e fitou Rivaille por alguns segundos antes de procurar pela data de validade registrada na caixa. Não estava vencido. Ainda sim, hesitou apenas por um instante antes de finalmente sentir o gosto e textura do cereal em sua boca. “Como se conheceram?” Perguntou após engolir.
Rivaille remexeu-se e respondeu: “Não sabe ficar quieto, não é?”
“Não gosto de silêncio.”
“Termine de comer e o levarei para casa.”
Ainda mastigando, Eren levou a mão à boca, cobrindo-a. “Tudo bem, voltarei de metrô.”
“Me fez o favor de dirigir até aqui. Cale a boca e eu o levarei até sua casa.”
“Não precisa.” Insistiu, mas desistiu ao receber o olhar de poucos amigos. “Ok.”
Apenas o baixo som dos flocos sendo triturados pelos dentes de Eren preenchia o ar e Rivaille não conseguia tirar os olhos da imagem distraída do garoto mastigando enquanto desenhava invisíveis círculos com a ponta do dedo sobre a mesa. Jovem e com um rostinho bonito, o fazia lembrar que já estava em seus 25 anos e que não ficaria mais novo, pelo contrário...
Valorizava uma boa aparência, claro, e cuidava para preservar a própria. Ainda que o assunto “beleza” ou mesmo “aparência” soasse fútil, houvesse infinitas discussões em cima (quais permitia-se integrar), não permitiria que fosse hipócrita em negar se importar com o próprio visual. Não era algo apenas para própria satisfação, pois a ideia de pessoas o observando com admiração, desejo e quase confusão o enchia de prazer a ponto de rir de si mesmo, ponderando sobre o quão egocêntrica algumas de suas atitudes ou pensamentos eram.
Como seriam aqueles enormes turquesas faiscando em luxúria para si? A expressão de desejo na face jovem... Ah, sentia-se quase horrível por ter estes pensamentos em relação ao garoto à frente.
“Meu amigo diz que tenho de parar de comer tanta porcaria.” A voz de Eren o tirou dos pensamentos.
Relaxou os ombros apenas. Os turquesa agora em seus cinzelados. “Hm,” o garoto murmurou diante seu silêncio. “está tudo bem?”
“Devia escutar seu amigo.”
Eren bufou. “Minha irmã me enche o saco em relação à minha alimentação e falta de exercícios físicos.” Calou-se, parecendo meditar sobre o assunto.
“Devia escutá-la, também.”
"Não acho que seja realmente necessário. Não estou tão ruim assim.”
“Ah, é? E como tem tanta certeza?”
“Ora, bem,” levantou o olhar, como se buscasse por algo. “tem uma garota que gostava de mim. Se bem que... Faz pelo menos uns dois anos que fiquei sabendo disso, então não sei se ela ainda mantém os sentimentos.”
Rivaille perguntava-se se o garoto tinha noção do quão idiota estava soando. “Acho que dois anos atrás não é algo válido.”
Eren torceu os lábios. “B-bem... Teve o... Thomas e o outro garoto.” Sua expressão contorceu-se em algo quase doloroso e suas orelhas arderam apenas levemente.
Rivaille não pôde evitar uma risada de divertimento. Eren era mesmo um idiota ou quê? “Por que está rindo?” A voz do mais jovem parecia emburrada.
“Que fofo, Eren. Não há garotas em sua vida, não é?”
Eren rolou os olhos. “Sabe,” Começou. “isto já passou pela minha cabeça antes, mas tenho pensado bastante no assunto. Se uma pessoa é legal, qual é o problema de gostar dela? É que... Eu sinto como se estivéssemos nos limitando a gostar dos outros com essa coisa idiota de que um casal correto só pode ser formado por um homem e uma mulher...” Ele fez uma pausa, seus olhos antes nas portas de vidro miraram o dançarino. “Hm... Acho que não teve muito a ver com o assunto, não é? Me desculpe, falei demais.”
“Eu estava me referindo a sua saúde quando disse que devia ouvir seu amigo e irmã.”
“A-ah... Desculpe.” Desviou o olhar.
Então o garoto pensava. Por mais que suas palavras pudessem parecer ingênuas, eram verdadeiras, e mais: sinceras. Não fora as palavras de Eren que o fizeram pensar naquilo. Refletir sobre o assunto era algo que já havia feito há tempos e por muito tempo. Suas ideias referentes aquilo já estavam formadas. “Você está certo, Eren.” Disse, mais como uma forma de confortá-lo.
Os turquesas demonstravam um pouco de surpresa agora. Sorriu para o adolescente, que pareceu ficar sem graça e apenas acenou com a cabeça. “Vamos, vou te levar para casa.”
Eren concordou. Havia terminado o cereal e, após insistir e desistir de lavar a tigela e talher, rumou para sala, procurando por sua mochila. Logo estavam no pequeno corredor, esperando pelo elevador. “Desculpe por ter dormido no seu sofá.”
“Você já não pediu desculpas por isso? Você se desculpa demais.”
“Descul- Ugh, desculpe!” Não conseguiu evitar uma risadinha. Estava parecendo uma criança perdida.
“Agradeça por não ter babado, ou eu o mataria.”
“Mikasa diz que sempre babo quando durmo no sofá.”
Os traços finos contorceram-se no rosto pálido, uma expressão de nojo. “Eren, ew. Grosso.”
“Desculpe.” Riu, coçando o pescoço.
Rivaille preferia não pensar naquilo, com certeza. Encostou o ombro à parede, observando o garoto, ainda tentando entender como belos olhos como aqueles poderiam existir. “Seus olhos são lindos.”
“H-huh?” Uma pausa. “Obrigado.” O elogio veio tão de repente para seus sentidos, que “obrigado” pareceu algo errado para responder. Podia fazer nada, porém.
“Eles são realmente lindos.” Repetiu, agarrando a barra da jaqueta de Eren para puxá-lo para perto de si. Escutou a respiração alheia pesar por um momento e o corpo à frente tornou-se tenso, expressão rígida. Eren não sabia reagir à diversas situação e isto era, de certa forma, uma graça. “Só quero olhá-los mais de perto, não precisa morrer.”
Eren desviou os turquesa duas ou três vezes e então forçou-se a fitar os cinzelados. Faziam-no pensar em paredes de gelo, ah. Os cílios longos não conseguiam tirar totalmente a atenção das claras olheiras formadas abaixo dos olhos. Perguntava-se o porquê das manchas escuras, uma vez que o outro sempre estava tão bem apresentado. O som das portas do elevador o chamou atenção, mas não conseguiu fazer com que aqueles muros congelados parassem de atiçar sua curiosidade em descobrir o quê havia por trás... Era tudo muito subjetivo.
“Eren, o elevador.” Rivaille avisou, uma de suas mãos entre as portas, evitando que fechassem. Um meio sorriso brincou em seus finos lábios quando os grandes turquesas miraram o elevador. Pôde perceber o embaraço que tomou conta do garoto quando este percebeu que duas pessoas esperavam que entrassem logo.
“D-desculpe...” Desvencilhou-se dos dedos em sua camisa e adentrou o elevador.
Rivaille reprimia-se tanto! Mas não conseguia evitar. “Eren, volte.” Rolou os olhos diante a expressão confusa do garoto e segurou-o pelo pulso, puxando-o para fora.
Um dos homens dentro do elevador gesticulou, reclamando, mas Rivaille o ignorou completamente, assistindo as portas se fecharem.
“Por que fez isso?” Eren perguntou.
Rivaille não respondeu. A chave já estava na fechadura quando o garoto perguntou novamente. Manteve-se em silêncio e logo abriu a porta, adentrando o apartamento, observando o garoto à frente, esperando-o entrar.
“Mas me diga o porquê de ter me tirado de lá. O cara ficou bravo.”
“Eren, cale a boca.”
Os turquesa rolaram, mas Eren juntou-se a Rivaille, que voltou a trancar o lugar. “Esqueceu alguma coisa?”
“Hm,” Segurou a mão do garoto e o guiou até um dos sofás.
“Está bem, eu espero.” Disse na tentativa de quebrar o momento de estranheza quando foi obrigado a sentar sobre o estofado, como se o outro tivesse realmente pedido que esperasse.
Suspirou. Antes que Eren abrisse a boca novamente, abaixou-se, ficando de joelhos, e afastou as pernas do garoto. Sentiu as mãos em seus ombros, fortes. Ergueu o olhar.
“Wow, o quê?” Eren disse. “O quê você está fazendo?”
“Tenho certeza de que já assistiu a muitos pornôs para eu ter que responder.” Ergueu uma sobrancelha.
“Oh, wow.”
Rivaille não pôde segurar a baixa risada. Voltou sua concentração às pernas do garoto, afastando-as um pouco mais para que pudesse, mais confortavelmente, se posicionar.
“Espere,” a voz de Eren voltou ao ar e Rivaille rolou os olhos para ele. “Na-“ interrompeu-se com um suspiro, apertando os olhos. Estava sentindo-se um tanto patético, pois apenas a visão do outro ajoelhado entre suas pernas o havia dado gostosos arrepios.
“Eren,” sua voz soava abafada. Retirou as mãos em seus ombros e ergueu-se, permitindo-se sentar sobre o colo do garoto. Mirou os turquesas antes de encostar os lábios no pescoço de Eren, respirando contra a pele. Sentiu-o estremecer levemente sob si. O sorriso torto brincando em seus lábios claros.
“Rivaille, o qu-“ Rivaille o interrompeu, fitando-o nos olhos.
Não demorou-se, porém. Logo ocupava-se em espalhar mordiscadas pela curva do pescoço corado, tendo de afastar a gola da jaqueta.
Eren apertou um dos olhos. Quando as coisas haviam ficado daquele jeito? Mais importante: por que? Por qual motivo? Tais questões deixaram sua mente quando sentiu a língua do dançarino percorrer seu pescoço. “Rivaille...”
Ah, sim, seu nome. Não espera ouvi-lo daquela forma tão cedo. Aquela forma abafada... Não havia sido algo ruim para seus ouvidos. Com certeza, não. Contudo, seu trabalho não era com o pescoço do garoto. Queria algo melhor. Voltou à posição anterior. Seus dedos sobre o botão da calça de Eren, logo tirando-o da casa e desfazendo o zíper. O corpo tenso sob si quase o dava vontade de rir. Eren era tão inocente... Escutou a voz do adolescente num resmungar qualquer. Ignorou.
O pequeno volume sob o tecido da cueca do adolescente o fazia sentir quase completamente satisfeito. Lançou um último olhar para Eren antes de descansar os lábios sobre o pedaço de roupa íntima à mostra, pressionando-os contra volume que ainda crescia. Rumou a carícia para o pé da barriga do outro e arranhou com os dentes, sentindo um pequeno tremor na região.
“P-pare...” Eren choramingou.
Rivaille mastigou os lábios e o encarou. “Pa-“ O garoto tentou dizer.
“Eu paro.” Mas sua mão pressionando a ereção de Eren dizia o contrário. Escutou um gemido e seus ombros foram apertados pelos longos dedos do garoto. Repetiu o movimento com a mão e ganhou outro gemido. Era sincero e Rivaille apreciava isso.
Sentiu os dedos apertarem seus ombros novamente quando retirou o tecido que cobria a ereção, deixando-a exposta. Ah, mas que bela ereção! Queria tocá-la e não esperou para fazê-lo. Fechou a mão em torno, recebendo o calor do membro e começou a estimulá-lo. Eren não conseguia esconder os abafados gemidos e Rivaille estava adorando. Esfregou o polegar na glande e um gemido mais alto escapou. Pescou os turquesas, arrumando delicadamente, o cabelo atrás da orelha. Substituiu a mão pela língua, deslizando-as lentamente pela extensão, sugando levemente a glande ao alcançá-la.
“Droga!” Eren encolheu os ombros, arrepiando-se.
Rivaille voltou a ocupar sua língua em percorrer o membro rijo e manteve a carícia por um curto tempo antes de começar a abocanhá-lo lentamente. Sentia as pernas de Eren ter pequenos espasmos e deliciou-se com o gemido alto do garoto ao ter o membro inteiro dentro de sua boca.
Um segundo apenas e logo fez o caminho contrário, chupando-o para voltar a engoli-lo calorosamente. Repetiu o movimento, lento de início, mas não demorou a mover-se um pouco mais rápido. O garoto arfava, tentando – e fracassando – conter gemidos. Rivaille gostava de sugar a ponta ora ou outra, apenas para ter a visão dos traços no rosto jovem contorcendo-se em prazer.
Retirou o membro, masturbando-o mais uma vez. Os turquesas, agora nevoados, estavam caídos sobre si. Lambeu os lábios e ocupou-os, novamente, com a ereção do outro. Seus cinzelados não desviaram da face jovem e pôde observar Eren morder o próprio lábio numa nova tentativa inútil. Ah, tão bela visão... O fazia quase querer se tocar ali.
“Ahh, Rivaille,” Eren arfava.
Abocanhou-o uma nova vez e o sugou forte e quase cruelmente, repetindo o movimento duas vezes. “P-pare-“ O garoto tentou falar e Rivaille recebeu um alto e quebrado gemido enquanto sua boca era preenchida com o líquido tão quente.
Sorveu-o, limpando, com a ponta da língua, os cantos dos lábios logo depois. “Você está bem?” Perguntou ao perceber que o garoto nada diria.
“Eu-“ Franziu a testa. Precisava de um momento para se manter. “Sim.” Pronunciou, fraco.
Rivaille colocou-se de pé. A língua contornando os lábios uma última vez. Os turquesas fixos, nervosos, em si. Riu baixinho. “Vou escovar os dentes, blá.” Informou, correndo, horizontalmente, a ponta do sobre o queixo do adolescente. O deu as costas.
“Eu-“ Eren limpou a garganta, o som rude a abandonando. “Eu gosto de sua cintura.” Confessou com insegurança na voz. “Do seu quadril.” Desviou o olhar por um segundo, voltando-o ao dançarino que o encarava. Suas orelhas ardiam como nunca.
Rivaille ergueu uma sobrancelha, mordendo o lábio inferior rapidamente. Voltou ao garoto e posicionou-se entre os joelhos mais uma vez, seu próprio joelho apoiado próximo à virilha do garoto, desta vez. “Gosta?” Não esperou que Eren respondesse para guiar as mãos alheia até o próprio quadril, apertando-as ali. Observou-o abrir a boca para nada ser pronunciado. Deslizou as mãos maiores do que as suas até a curva de sua cintura, logo refazendo o caminho de volta ao quadril.
“Rivaille,” sua voz mantinha o tom baixo.
Deu as costas ao garoto uma nova vez e o obrigou a apertar sua cintura. Sentiu os polegares se agitarem e desvencilhou-se, afastando-se. “Vou escovar os dentes.” Informou novamente, sua voz banhada em divertimento.
Ao voltar, Eren estava de pé, mochila pendurada nas costas e zíper e botão repostos. Rivaille fez um bico, inclinando levemente a cabeça, sem que o garoto o visse. “Vamos?” Ganhou a atenção de Eren, que concordou silenciosamente.
Dentro do elevador, o pequeno problema com o ouvido do garoto quebrou qualquer tensão que fosse causada pela vergonha que estava sentindo. Logo estavam no estacionamento e não muito depois, aconchegados dentro do carro.
“Posso perguntar uma coisa?” A voz de Eren fez-se finalmente presente ao passarem pelo terceiro farol.
“Além desta?” Recebeu um olhar entediado do garoto. “Vá em frente.”
“Uh,” coçou a cabeça antes de perguntar de uma vez: “Você já fez sexo com outro homem?” Houve um silêncio e Eren lançou os turquesa para todos os lados possíveis, mas acabou deixando-os no mais velho. “Desculpe. Não precisa responder.” Cerrou os dentes.
Rivaille suprimiu uma risadinha. “Se vai dizer que não preciso responder após fazer a pergunta, por que a faz?” disse, querendo soar gentil. Fechou um dos olhos e franziu os lábios, parecendo pensar em algo. “O chupei e já está pensando em sexo?” Riu.
“N-não é isso!” Como ele conseguia dizer aquilo com tamanha tranquilidade?
“Pensei que tivesse ficado claro.” Respondeu após um momento.
“Bem... Não exatamente.” Uma longa pausa. “Uh, como é... Isso? Digo, deve doer.” Torceu o nariz. A sensação do próprio dígito em si ainda era muito clara e não havia sido algo ruim, mas um dedo não podia ser comparado a algo como um pênis.
“Pelo visto seu pai não fez o trabalho de conselheiro na vida sexual, não é? Tenho certeza de que nunca sentiu pior dor em sua vida.” Assistiu, pelo canto do olho, os traços do garoto contorcerem-se muito levemente.
“Tipo... Quebrar uma perna? Dói pra caramba, acredite.”
Livrou, finalmente, a risada um tanto zombeteira. “Você é uma graça.” Comentou. “Já considerou a ideia de algo grande e duro entrando num lugar que foi feito para que saíssem coisas invés de entrar?”
Eren permitiu-se a uma completa careta. “Por que optou por uma vida sexual assim, então?” Sentia-se um pouco hipócrita de alguma forma, mas não queria aprofundar seus pensamentos naquilo. Não por agora.
“Não ficaria apenas numa masturbação ou oral, uma vez que assumi minha preferência por homens.” Foi sua vez de fazer uma careta, como se a ideia não fosse óbvia. “Depois de um tempo você acostuma.” Disse, quando seus traços faciais já haviam voltado à expressão costumeira de descaso. “Depois de um tempo a dor vai embora. E vale a pena cada gemido de dor, acredite.”
Eren grunhiu. Não sabia se deveria ou não fazer algum comentário sobre o quê havia acontecido. Sentia-se envergonhado demais para formular qualquer coisa que não soasse ridículo. Com um baixo suspiro, optou pelo silêncio. Ver ou outra, informava em que rua o outro deveria seguir e não demorou para que chegassem em sua rua. Afinal, morava apenas uma estação de distância da casa do dançarino.
“Obrigado por me trazer.” Disse quando o carro parou de frente a sua casa.
Nada veio de Rivaille. Ficou a observar o garoto desfazendo-se do cinto de segurança e arrumar uma única alça da mochila sobre o ombro.
“Eh... Até mais.”
Rivaille descansou o cotovelo na janela do carro e apoiou a cabeça no punho. “Até mais, Eren.” Assistiu-o fechar a porta já de pé na calçada. O adolescente acenou e moveu os lábios em algo que não foi capaz de ouvir, mas deduziu ser um “tchau”. Mirou a rua à frente e logo não podia mais ver a imagem de Eren no espelho retrovisor.
–
“O quê esse mané está fazendo aqui?” Eren perguntou ao entrar no apartamento do melhor amigo, dando de cara com um Jean sentado no chão próximo ao sofá. Marco estava ao seu lado. Sempre perguntava-se o porquê de preferirem sentar ao chão invés do lugar apropriado. Nunca conseguia uma resposta.
“Jean dormiu aqui, Eren.” Armin informou, esfregando um dos olhos.
“Por que não me disse que ele estava aqui? Eu preciso falar com você.” Choramingou em forma de sussurro.
“Como está, Eren?” Marco perguntou educadamente.
“Bem.” Respondeu sem ânimo. “Eu preciso falar com você.” Repetiu.
“Está bem, Eren. Vamos para cozinha. Jean, Marco, volto já.” Avisou.
Eren buscou por um copo assim que mudaram de cômodo. Sua garganta estava seca.
“O quê quer tanto falar?” Armin cruzou os braços na altura do peito e encostou-se à pequena mesa.
“Lembra que te disse que iria à casa de Rivaille no domingo?” Armin fez que sim com a cabeça. Eren mantinha a voz num tom baixo, como se fosse muito fácil para Jean e Marco escutá-lo. “Então, eu fui. Fiquei lá um tempo e depois nós fomos numa festa de um amigo dele, não sei, e eu acabei tendo que dormir lá.”
“Você dormiu na casa dele?” Armin perguntou como se custasse a acreditar.
“Sim, Armin.” Fez uma careta sofrida.
“Eren-“ A expressão no rosto do outro e fez desistir de reprimi-lo. “Sim, e então?”
Eren inflou uma das bochechas e pescou a porta da sala por um segundo. “Ele me pagou um boquete.”
A mão que tateava o queixo de Armin, paralisou e ele pendeu a cabeça minimamente. “Oi?”
Eren riu nervoso. “Era isso o quê eu queria falar.”
O loiro piscou algumas poucas vezes e balançou os fios amarelos. “Eren, você está brincando comigo.”
“O que? Claro que não! Estou falando a verdade.”
“Eren!”
“O que? A culpa não é minha.” Ficaram encarando-se por algum tempo e então as risadas tomaram o ar.
“Eren, eu não acredito. Ele é um... Estranho. Por que deixou isso acontecer?”
“Eu não sei. Eu acho que não pude evitar?” Sentia-se um pouco envergonhado pela frase.
“Você é um fraco.”
“Você também seria um fraco se aquela língua fizesse em você o quê fez em mim.”
“Ugh, Eren!”
“Hei,” Marco chamou. “desculpem. Vim colocar os copos na pia.” E assim o fez, passando entre os dois amigos.
“Desculpe.” Eren sussurrou, rindo.
“Idiota.” Lançou os enormes azuis a Marco. “Marco, já vamos voltar, ok?”
“Ok.” Ele sorriu e os deixou a sós.
“Então,” Armin começou. “pretende fazer algo em relação a isso?”
“Sinceramente? Não.”
O loiro juntou as sobrancelhas. Um suspiro. “Sabe ao menos o porquê de ele ter feito isso?”
“Não faço ideia.” Uma pausa. “Mesmo.”
“Eren, por favor, tome cuidado com este homem. Isso... Não é algo que qualquer um sai fazendo simplesmente. Eu acho.”
As vozes morreram e cada um ficou com seus pensamentos, mas logo o loiro falou: “Vamos para sala.” Tocou o braço de Eren, que concordou.
Sentaram-se ao chão juntos com os outros dois. “Onde está seu avô, Armin?”
“Foi à casa de um velho conhecido. Deve voltar em breve.”
“Hm,” Eren bocejou.
Jean e Armin prosseguiram com o assunto que parecia ter sido interrompido com sua chegada. Não quis atrapalhá-los e decidiu ficar quieto. Sua mente não o deixava descansar, tentando procurar uma explicação para o quê havia acontecido no dia anterior. Era normal se questionar tanto sobre algo do tipo, não? Quer dizer, ele sequer sabia o motivo. Suspirou. Seus olhos estavam em Marco e Jean agora. O dono das sardas tinha as costas descansadas contra um dos braços do outro, a cabeça pendendo no ombro alheio. Jean e Marco tinham a relação daquela maneira há anos. Nunca havia questionado o porquê e, pensando bem, Kirschtein tratava grande parte dos amigos, garotos e garotas, daquela maneira. Sempre os abraçava não se importando com o lugar em que estavam, andava de mãos dadas, braços cruzados etc.
Sabia que Jean nunca havia ficado com garotos. Não tinha certeza quanto a Marco, mas arriscava dizer que era a mesma coisa. Contudo, não podia negar que às vezes tinha a impressão do moreno nutrir algum sentimento por Kirschtein.
“Por que está olhando tanto, Jaeger?” A voz de Jean chegou a seus ouvidos.
“Ah,” Piscou duas vezes. “Estava me perguntando uma coisa.”
“O quê?”
“Algo idiota.”
“Não é surpresa.” Zombou e Eren rolou os olhos. “O quê estava pensando?”
Esperou alguns segundos e então disse: “Estava pensando em como você é carinhoso com Marco e Armin.”
As sobrancelhas de Jean e Armin juntaram-se e o moreno riu rapidamente. “Aw, você está com ciúmes.” Provocou. “Venha cá,” engatinhou até Eren, abraçando-o “me deixe te dar amor, também, Jaeger.”
Armin e Marco riram diante da cena enquanto Eren praguejava, tentando se livrar do outro, que não demorou para deixá-lo em paz. Praguejou uma última vez e passou os dedos pelos fios castanhos, arrumando-os.
Jean pigarreou ao voltar à posição anterior. “Certo, me deixe falar.” Recebeu o olhar de poucos amigos de Eren. “Olhe, eu realmente acho uma idiotice essa coisa de que só porque é um amigo do mesmo sexo, tem que ser tratado com menos afeto do que se fosse uma mulher.” Suspirou. “Continuam sendo pessoas que eu amo e eu quero demonstrar isso. Não me importo se é homem ou mulher, vou tratar da mesma maneira. Não me importo se, por isso, me xingarem ou qualquer droga preconceituosa. Não vou deixar de cuidar de quem eu amo por conta dessas merdas tão hipócritas.” Ele gesticulava enquanto falava.
Jean podia ser extremamente irritante na maior parte do tempo, mas algo que nunca pôde deixar de admitir sobre ele, era que tinha uma incrível maneira de enxergar e lidar com coisas que, normalmente, pessoas ignorariam com certo desprezo. Jean era um cara realmente legal (se desconsiderasse, claro, sua disposição imensa para ser um pé no saco).
“Eu queria,” o moreno continuou. “que todos, ou pelo menos a maioria das pessoas, pensassem desta forma. Teríamos mais amigos sentindo-se amados, pelo menos. Menos idiotice, eu acho. Menos julgamentos... Eu paro para pensar nestas coisas,” ele dobrou um dos joelho, apoiando uma mão e o queixo. “e todas elas parecem tão ingênuas, mas, ah,” Um novo suspiro. “eu penso desta maneira e vou continuar tratando vocês e os outros assim. Se alguém achar ruim, o quê eu posso fazer?” Riu. “Não me permito abraçar a ignorância de desprezar este afeto.”
As palavras de Jean soavam realmente ingênuas, mas as suas, há horas atrás, também soavam. Apreciava infinitamente esta parte do outro, sentia até um certo orgulho. Orgulho de como ele era e de ser seu amigo. E, basicamente, seu próprio ponto de vista não era muito diferente da forma que Jean havia falado.
“Jean, céus, você é linda.” Armin brincou. Uma de suas mãos sobre o peito, fingindo drama.
“Na verdade, sou maravilhosa, mas obrigado, meu amor.” Jean riu, fazendo pose. Aceitava tão bem as brincadeiras.
“Você soa tão gay.” Marco comentou, divertido.
“Nah, sabe que eu acho essa frase um tanto errada?” Jean o encarou. “Eu sinto como se, se você dá amor à certa coisa, você é isso. Se dá amor à outra, é aquilo. Muito rótulo, muito rótulo. Todo mundo só deveria dar amor e acabou.”
“Você é um hippie.” Eren brincou.
“Rótulos, Jaeger, rótulos.”
“Jean,” Eren o chamou após um curto tempo. “você beijaria um cara?” Perguntou.
“Claro, por que não?”
“Mesmo?” Eren remexeu-se.
“Não vejo problema algum. É legal você ampliar os seus pensamentos em relação a isso, também, pois é como se você estivesse se presenteando com mais opções para depositar amor ou simplesmente carinho. Tudo bem que isso também pode significar que você tem mais chances de se foder, mas...” Riu, sacudindo os dedos.
Eren sabia, mas nunca imaginaria que o outro expressasse tudo tão confortavelmente. Sentia quase admiração pelo amigo. Sorriu. “Por que nunca ficou com um então?”
“Ah, não sei. Não tive chances? Hmm. Não saio muito, você sabe.”
Eren dobrou as pernas, abraçando-as. “Duvido que beije o Armin.” Disse, casualmente.
“O que? Eren!” Armin se pronunciou.
“Ok.” Foi o quê Jean falou antes de receber o olhar confuso do loiro e segurar a nuca do mesmo, trazendo-o para perto, beijando-o.
Os azuis arregalaram-se e as mãos pousaram nos ombros do moreno. Eren não pôde conter sua surpresa. Não achou que o outro o faria realmente. Marco não estava diferente. Podiam ver os dedos de Jean aninhando-se entre os fios loiros de Armin enquanto as bocas abriam um pouco.
O menor apertou os olhos e deslizou uma das mãos até o rosto do moreno, segurando-o sem jeito. Contudo, tão rápido quanto suas pálpebras relaxaram, o beijo foi partido.
Eren e Marco trocaram um olhar antes de voltá-los para Jean e Armin. O maior abraçou o loiro e depositou um beijo no topo de sua cabeça logo após. “Eu devia ter perguntado antes. Me desculpe.” Jean disse.
“T-tude bem.” A voz trêmula de Armin não combinava em nada com o olhar que lançou a Eren.
“Caramba,” Eren começou. “eu não imaginei que você fosse mesmo fazer isto. Armin, desculpe, eu só estava brincando e-“
“Tudo bem, Eren.” O loiro falou, penteando os cabelos da nuca com os dedos enquanto aceitava outro beijo de Jean, desta vez na bochecha. “Não podemos fazer mais nada. Já foi.”
Eren fez uma careta. “Desculpe.” Sussurrou. “Mesmo.”
“Está tudo bem, Eren, sério.” Seu ombro pesou ao que o melhor amigo deitava a testa, balançando a cabeça como numa forma de se redimir. “Marco, socorro.” Armin choramingou, vendo-se obrigado a amparar Kirschtein e Eren.
O dono das sardas deixou uma risada gostosa no ar e puxou Jean para perto de si. “Se soubesse que vocês ficariam assim, teria impedido os dois.”
Armin cutucou as costelas de Eren. “Eren, pare com isso.”
“Armin, você beijou o Jean. Desculpe te fazer passar por essa humilhação.” Zombou e logo sentiu a dor causada pelo pé de Jean em sua coxa.
“Jaeger, você só está com inveja porque dou amor ao Marco e Armin e não a você. Deixe-me lhe dizer o porquê: bem, simplesmente porque eles são lindos e você é horrível, puta merda.” Foi sua vez de receber um chute, mas não reclamou.
Três minutos depois e os quatro adolescentes pareciam ter esquecido completamente sobre o beijo. Eren havia insistido para que Armin pedisse algo para comerem, alegando estar com fome. Pediram duas pizzas e passaram o resto da tarde conversando sobre nada em especial. Todos mostravam-se satisfeitos apenas por estarem juntos.
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