Notas iniciais
Tenho algum problema com longfics, uh, e detesto a minha escrita...
Mas! Espero que gostem etc. Primeiro capítulo, simples.
Me perdoem por qualquer erro e boa leitura.

O cheiro gostoso de café fez seu caminho pelas narinas dos adolescentes que entraram na cafeteria. Logo fizeram seus pedidos e sentaram-se numa das mesas do lado que fora do prédio. O sol aquecia o dia, instigando-os a ficar sob seu calor.

“Eren, não aceite essa aposta boba. Você sabe que o Jean só está te provocando.” dizia um garoto loiro, grandes olhos azuis.

“Eu sei. Não vou aceitar, não se preocupe. Sei que sou capaz de pegar aquela música, afinal. Jean não vai me convencer.”

Tsc, até parece, Jaeger.”

“Jean, você tentou pegar uma tema de jogo e foi um fracasso.” o garoto de olhos turquesa retrucou, ganhando uma expressão irritada do outro.

“Podemos levar em consideração que eu ainda estou aprendendo a tocar?”

Podemos levar em consideração que, exatamente por este motivo, você não deveria ficar querendo pagar de bom, tentando fazer coisas que sabe que ainda – perceba que estou sendo otimista” um sorriso zombeteiro surgiu junto com a frase. “não consegue fazer?” concluiu.

“Argh, foda-se vo-“

“Eren,” uma voz feminina se fez presente. “temos que voltar. O pai pediu para irmos cedo hoje.”

“Por que?” o garoto perguntou, fazendo pouco caso. “Ele nem vai estar em casa.” disse, dando fim ao suco que havia comprado.

“Eren.”

Bufou, concordando enfim. Os quatro adolescentes levantaram e jogaram os copos de plástico na lixeira antes de saírem. Eren e Jean arrumaram de maneira confortável a alça da capa de seus violões sobre o ombro. Despediram-se primeiro de Armin, na esquina de onde ficava a cafeteria, e rumaram para a estação de metrô mais próxima. Jean despediu-se duas estações à frente e os irmãos desceram na estação seguinte. O céu começava a mostrar suas cores laranja, vermelho e roxo quando entraram em casa.

Mikasa informou que iria tomar banho e Eren fez seu caminho até a cozinha a fim de um copo d’água. Logo o copo foi depositado na pia e o garoto subiu para seu quarto. Descansou o instrumento em cima da cama ao chegar, não demorando a fazer-lhe companhia.

Um suspiro alto. Lembrou-se dos exercícios de história que tinha para fazer. Soltou um “tsc” e sentou-se. Retirou o caderno e dois livros de dentro de sua mochila após pegá-la, e procurou as páginas desejadas em cada um.

Alguns minutos passaram até Mikasa aparecer em sua porta, batendo na madeira ainda que estivesse aberta, tirando-o da concentração.

“Vou fazer macarrão, você quer?”

“Seu macarrão é horrível, Mikasa.”

Tsc, você vai querer?”

Eren riu. “Não, obrigado. Não estou com muita fome.”

Mikasa inflou uma das bochechas e desapareceu no corredor.

O céu já mostrava-se completamente escuro quando Eren fechou os livros e caderno, espreguiçando-se. Olhou para o relógio ao lado da cabeceira de sua cama, descobrindo ser quase nove horas da noite. A sensação de vazio em seu estômago chamou sua atenção, obrigando-o a sair de seu quarto, finalmente, para comer algo. Escutou alguma música vinda do quarto de Mikasa ao passar por ele, mas não conseguiu identificar a banda ou o cantor.

Optou por comer cereal após confirmar que o macarrão não pareceria apetitoso. Mikasa realmente não era boa naquilo. Encheu uma tigela com os flocos adocicados e leite e sentou-se na sala, ligando a televisão e deixando em um filme qualquer.

-

Uma hora até ter que ir para a escola, quando abriu os olhos. Após realizar as necessidades matinais e se trocar, foi até a cozinha, encontrando a irmã sentada ao balcão, com uma tigela de cereais e leite entre os cotovelos apoiados no mármore.

“Ei, bom dia.” Eren disse, alcançando uma tigela para servir-se, também, do cereal.

“Bom dia.”

O garoto juntou-se à ela e comeram em silêncio. Mikasa terminou primeiro, colocou a tigela e colher na pia e subiu para o próprio quarto, informando que pegaria a mochila.

Deixaram a casa logo após a garota voltar. Eren levaria a bicicleta à escola, explicando que iria à casa de Armin quando saíssem e que não estava a fim de usar o metrô, e Mikasa optou por ir a pé. Contudo, o garoto não pedalou até o prédio onde estudavam, preferiu apenas levar a bicicleta ao lado do corpo para poder caminhar com a irmã.

“Lanche?”

Eren fez que sim com a cabeça e despediu-se de Mikasa. Os irmãos tinham a mesma idade, 17. Estavam no último ano da escola, mas estudavam em classes diferentes. Mikasa havia sido adotada pelos pais de Eren aos 9 anos. Um ano depois, porém, Carla, a mãe, faleceu após um acidente de trânsito. A licença de Grisha para ficar em casa com os filhos não durou muito, e estes não quiseram uma babá, que foi proposta pelo pai. Não houve grande problema, porém. As crianças conseguiram se adaptar ao básico. Grisha apenas precisava prepará-los o que comer (o que, agora, não era mais um problema).

As primeiras aulas passaram tão rápidas quanto lesmas para o garoto de cabelos castanhos. Parte dos alunos abandonaram a sala logo após o sinal que anunciava o intervalo. Eren ainda arrumava os livros em baixo da carteira quando Connie, um de seus amigos, baixinho e careca, se aproximou.

“Eren, vai fazer alguma coisa depois da escola?” perguntou com um grande sorriso no rosto.

“Marquei de ir à casa do Armin.”

“Ah, entendo... Nós vamos ao cinema e pensamos em chamar você e a Mikasa.”

“Não sei se ela vai sair depois da escola. Vamos nos encontrar agora, se quiser posso perguntar.”

“Por favor! Se ela puder, me avise.”

“Ok.” Eren sorriu e Connie o agradeceu antes de abandonar às pressas a sala de aula.

-

“Quem vai e o que eles vão assistir?” Mikasa perguntou.

“Eu não sei, não perguntei.” Eren respondeu e a garota rolou os olhos. “Você vai ou não?”

“Acho que sim... Se o Connie vai, sei que a Sasha também irá. Não quero ficar em casa sozinha o dia todo. É depois da escola, hm?”

Eren sentiu-se mal pelo comentário da irmã, mas fez que sim com a cabeça antes de voltar sua atenção ao lanche que descansava em seu colo.

As seguintes aulas passaram igualmente lentas para o garoto. Organizou o material dentro da mochila e ganhou os corredores cheios, não demorando para encontrar Mikasa, que o acompanhou até a entrada da escola, onde havia encadeado sua bicicleta. Eren despediu-se ao ver que Connie, Sasha e mais duas ou três pessoas se aproximavam.

O tempo estava ótimo e ele sentiu como se tivesse feito a melhor escolha de sua vida ao decidir que iria de bicicleta até a casa do amigo. Haviam marcado de se encontrarem na cafeteria do dia anterior. Armin passaria, de uma forma ou de outra, em frente ao lugar, ao voltar do colégio. Comprariam alguma coisa e iriam, por fim, para o apartamento do loiro.

Armin já o esperava quando chegou. O lugar quase vazio permitiu que Eren aproveitasse para deixar sua bicicleta encostada à uma das mesas do lado de fora do prédio. Pediu um suco e alguns brigadeiros, enquanto o loiro decidia o que iria comprar.

“Chocolate ou blueberry?” Armin perguntou sem olhar para Eren, referindo-se aos muffins.

“Blueberry. Já temos chocolate aqui.” respondeu, balançando a caixinha branca que continha os brigadeiros.

“Blueberry então.” observou o balconista registrar o pedido e, com a ponta dos dedos no queixo, escolheu um frappé para acompanhar.

Como pedido, ficaram ao lado do balcão, esperando que o frappé ficasse pronto. “O que vai querer fazer quando chegarmos?”

“Comer?”

Armin riu. “Claro, claro. Por acaso você trouxe seu notebook? Porque eu sei o que vamos fazer.”

Os traços de Eren contorceram-se confusos. “Por que eu traria meu notebook, Armin?”

Armin suspirou e sorriu. “Tudo bem, a gente pode usar o do meu avô.”

Os olhos turquesa arregalam-se e Eren meneou a cabeça para frente. Outro suspiro vindo do loiro. “Day Z, Eren.” uma pausa. “Nós vamos jogar.” o olhar de Eren ascendeu-se por um momento, como se ele tivesse acabado de descobrir algo fantástico.

“Espera, por que tem Day Z instalado no computador do seu avô?”

O loiro abriu a boca para responder, mas o balconista tomou sua atenção ao chamar seu nome, estendendo o frappé. Armin sorriu e agradeceu. “No dia que Jean foi dormir em casa.” começou. “Ele me pediu que mostrasse o jogo e depois disso, praticamente me obrigou a instalar no outro computador para que pudéssemos jogar. Que bom que não excluí.” disse enquanto caminhavam em direção à porta do lugar.

“Que idiota.” Eren zombou e sugou mais de seu suco, não dando atenção ao caminho que fazia, acabando por chocar-se contra algo. A tampa do copo de plástico quase abriu, por pouco não derramando o líquido contido. Apertou os olhos, sentindo as mãos de Armin agarrando seu braço e a voz preocupada querendo saber se estava bem. Voltando a si, pôde ouvir outras duas vozes que não lhe eram familiares. Uma masculina e uma feminina. Aparentemente, a mulher tentava acalmar o homem. Abriu os olhos lentamente, deparando-se com um tufo loiro. “Estou bem, Armin. Pode soltar.”

“Moleque!” Eren não teve tempo para se recompor. Um homem baixinho havia se posto de frente para si, contendo uma expressão assustadora. Sobrancelhas finas juntas e olhos cinzelados explicitando irritação.

O garoto recuou e quase deixou que a caixa e o copo caíssem. “D-descul-“

“Você tem muita sorte por não ter me sujado, caso contrário, eu mataria você!” Eren considerou a ameaça do outro e estremeceu.

“Ei, ei, Rivaille.” a voz feminina se fez presente. Uma mulher alta, de cabelos castanhos presos no alto da cabeça e óculos de grau aproximou-se. “Já passou, foi só um acidente, sim?” ela tocou os dedos no braço do rapaz, mas este o balançou quase violentamente, no intuito de afastá-la.

Armin olhou ao redor, rapidamente. Havia apenas quatro pessoas, fora eles e os funcionários, na cafeteria, e todos os olhares estavam fixos na pequena confusão formada ali.

Rivaille suspirou e encarou Eren. “Preste atenção por onde anda, garoto.” disse num tom mais baixo, mas ainda ameaçador.

“Me desculpe.” Eren disse hesitante.

“Nos desculpem por isto, também. Ele não está de bom humor.” a mulher riu forçadamente e recebeu o olhar do amigo.

Eren fez uma careta e desculpou-se mais uma vez, fitando o homem menor, percebendo que este já não ocupava os olhos consigo. Percebendo o quanto ele era pequeno. Menor que o Armin.

“Melhor irmos andando, Eren.”

O garoto concordou e após outro pedido de desculpas, recebeu um meio sorriso da mulher e nada do rapaz.

Passado o momento embaraçoso e alguns comentários sobre o mesmo, os dois garotos descansavam no conforto de um sofá. Antes que a escuridão fizesse-se completamente presente no céu, Eren despediu-se do amigo. As ruas estavam movimentadas. Pessoas saíam de seus trabalhos, o garoto imaginou.

Ao virar uma esquina, as imagens do acontecimento na cafeteria lhe vieram à mente e ele fez uma careta. Perguntou-se se era realmente possível alguém tão pequeno expressar tanta irritação.

Acho que vou ficar um tempo sem ir lá... Pensou, deixando que um longo suspiro o abandonasse. Ele, Armin e Mikasa costumavam ir com frequência à cafeteria, acabando por ficarem familiarizados pelos funcionários. Sentiu-se constrangido e um pouco irritado.

-

“Cheguei.” anunciou sem ânimo ao entrar em casa.

Encontrou a irmã e o pai sentados na sala. Mikasa assistia algum programa sobre esportes, enquanto Grisha tinha um livro aberto entre as mãos. Os dois olharam para Eren, quando este se aproximou.

O garoto franziu a testa ao deparar-se com o pai em casa. “Plantão de ontem, folga amanhã.” o homem explicou.

Após escutar perguntas como “como foi seu dia” e Mikasa relatando a ida ao cinema, Eren tomou banho, jantou e jogou-se na cama.

Notas finais
Me desculpem, qualquer erro, ah!