Let The Flames Begin
22 Capítulo 22
Notas iniciais
Eren havia visitado a academia de artes mais uma vez. Teve a inesperada oportunidade de ouvir Rivaille discutir e se posicionar em relação à política com Ian e o assistente de Hanji, Moblit, durante o horário de almoço que tinham. Jamais havia pensado, realmente, que teria tal oportunidade. Não que pensasse que o mais velho fosse algum ignorante sobre o assunto. Pelo contrário.
Doando seu braço para servir de apoio às costas de Rivaille, encantava-se ao ouvi-lo falar. Frases tão bem construídas, opinião tão bem expressada, nada premeditadamente montado. Chegava a sentir como se estivesse endeusando o outro de alguma forma. Não era isto o que estava fazendo.
Em um momento durante a conversa, recebeu os cinzelados que pareciam um pouco preocupados e um sorriso gentil veio. A conversa continuou até que o horário de almoço teve seu fim. Eren deixou o lugar, mas prometeu voltar quando Rivaille fosse liberado do trabalho, assim poderiam ir direto para o apartamento deste. Despediram-se com um selinho e o garoto rumou à casa do melhor amigo.
Pouco antes de anoitecer, estava de volta à entrada da academia. O dançarino não demorou a aparecer.
“Que é essa sacola?” Eren perguntou ao ver que o outro a carregava.
“Roupas.” Respondeu simplesmente.
“Deixe que eu a levo para você.”
“Ah, obrigado.” Seu tom era singelo. Entregou a sacola de papel ao garoto.
“Que tipo de roupa é?”
“Um casaco vitoriano, que provavelmente só usarei para tirar partes, e um vestido.”
Às vezes o adolescente esquecia sobre algumas peças de roupas do namorado. Mas somente às vezes. Livrou a mão da sacola ao entrarem no veículo, largando-a no banco traseiro.
Ao serem recebidos pelo quentinho do apartamento, Rivaille deixou a sacola e bolsa no quarto e decidiu tomar um banho. Eren descansou na cama do outro enquanto o esperava e agradeceu em silêncio quando este deixou o banheiro sem muita demora.
“Ugh!” Rivaille resmungou e estalou a língua ao tropeçar no salto que estava próximo ao seu guarda-roupa.
“Que foi?” Eren perguntou, sentando-se apropriadamente, dando-se conta, só agora, do par de calçados ali no chão.
“O que isto está fazendo aqui?” O dançarino sussurrou e prendeu o pump preto de 15 centímetros de salto entre os dedos.
“Você consegue andar nisso?” Claro que sabia a resposta.
“Tão bem quanto você descalço.”
“Será que você...” Entortou o lábio. Adoraria ver aquelas pernas definidas por um salto alto.
Um pequeno sorriso se desenhou no rosto de Rivaille e ele sentiu cócegas na garganta. Caminhou até a cama e apertou o nó em sua cintura antes de calçar o par de pump. Posicionou-se de frente ao adolescente para que ele pudesse ter uma inteira visão de si. “São lindos e,” deu ênfase ao e “recomendados por Lady Gaga.”
Uma sensação de nostalgia invadiu Eren. Mais uma vez, não imaginaria que o outro ficaria tão bem usando tal calçado. As pernas estavam ainda mais bonitas e o garoto tinha certeza de que, por debaixo daquele roupão, as nádegas e cintura haviam ganhado um grande charme a mais. Queria tocá-lo e abriu a boca para pedir que chegasse mais perto, mas lembrou de certa peça que o namorado tinha guardada e não resistiu a perguntar: “Se incomoda se eu pedir que use uma de suas cintas-liga?”
“Eren...!” Pronunciou o nome como se estivesse rindo cada letra para fora de sua boca. “Mas é claro que não.” Curvou-se para capturar os lábios do garoto, beijando-os sem pressa. “Um minuto.” Disse ao afastar-se. Procurou a peça que queria dentro de uma das gavetas do guarda-roupa e lançou um rápido olhar a Eren antes de entrar no banheiro.
Rivaille não demorou a voltar. Contudo, não tinha feito uma entrada como o adolescente pensou que faria. Os braços estavam cruzados na altura do peito. Todavia, aquilo não desmanchava nem um pouco a imagem dele: cinta-liga preta com pequenas rendas aqui e ali, nada de calcinha ou até mesmo uma cueca, camisa social de cor azul claro e os 15 finos centímetros de salto. “Está meio frio.”
Eren manteve-se em silêncio. A imagem em sua frente era tudo o que preenchia sua mente no momento. Sentia-se um pervertido idiota, mas nada poderia fazer quanto a isto. A cinta e meias eram simples, mas isto não as fazia parecer menos sensuais. Ou quem sabe fosse o corpo que estava vestindo – a imagem do membro livre à vista. Na verdade, aquilo não importava. Todo o tecido fino caía perfeitamente no outro, assim como tantas outras coisas que Eren pôde vê-lo usar.
“Bem,” Rivaille começou. O som muito baixo do salto contra o assoalho. “Que bom que pediu para que eu usasse, pois esta é nova. Escolhi uma simples ao comprar porque estava querendo algo com menos detalhes... E não me pergunte sobre o restante da veste. Detesto calcinha.” Deu as costas ao adolescente, avantajando as nádegas ao fazê-lo. “Ahn... O que achou?” Arrumou o cabelo atrás da orelha e contornou o maxilar com os dedos. Lançou os cinzelados a Eren e só então percebeu que a camisa social cobria as curvas que queria exibir a ele. “Oh,” Levantou o tecido.
A liga apertava sutilmente as nádegas, deixando toda a visão ainda melhor. Eren aspirou o ar com certa urgência e moveu a cabeça minimamente.
“Ah, espere.” A voz de Rivaille veio e este virou para encarar o garoto. Apoiou um pé na cama, logo ao lado de Eren, e arrumou a meia na coxa. Provocar o adolescente com aquele ato era algo também em mente além de realmente querer arrumar o tecido sobre a pele. “Mais confortável.” Comentou e posicionou-se entre os joelhos do outro, ainda de pé.
“Eu acho que você está mais alto do que eu.” Eren dizia não apenas por estar sentado, mas porque o salto aparentava deixar o namorado realmente mais alto ao seu lado caso levantasse.
“Gosto de olhá-lo de cima, mas prefiro que fiquemos da mesma altura no momento.”
“Ah, não, fique assim!” Apertou a cintura à frente, interrompendo o mais velho, que fez menção de se curvar para beijá-lo. Trouxe o corpo menor para mais perto de si. Inclinou o pescoço e beijou o tecido que cobria o pé da barriga do namorado ao erguer a camisa. Podia sentir os pelos pubianos tocarem seu queixo vez ou outra. Havia dedos em seu cabelo agora e afastou ainda mais o tecido azul da pele para poder beijá-la acima do umbigo. Por que Rivaille havia fechado a camisa com os botões? Ah... Tudo bem, ele disse estar sentindo frio, mas... Eren não queria aqueles botões em suas casas.
As pontas dos dedos foram para debaixo do tecido negro da cinta, abaixando-a minimamente como consequência. Deixou alguns beijos na região e fitou o rosto do dançarino. Observou-o se inclinar apenas um pouco, no novo intuito de capturar-lhe os lábios, mas antes que o fizesse, Eren obrigou, com as mãos, o corpo girar, ficando a fitar as nádegas marcadas pelo elástico da liga pressionando de leve a carne ali.
“Eren!”
Novos beijos. Desta vez, espalhados pela curva tão bem desenhada do traseiro do mais velho. Apertou com vontade, as coxas antes de deslizar as mãos para debaixo das ligas, esfregando os polegares na pele clara.
“Eren.” A voz veio calma, mas não conseguiu tomar a atenção do adolescente.
Eren mordiscou a pele exposta e prendeu um dos elásticos entre os dedos, puxando-o para então soltá-lo e ouvir o som gostoso que se fez, além do grunhido de dor de Rivaille.
“Eren-“
O garoto repetiu o ato, recebendo outro grunhido, e esfregou o polegar na região novamente ao perceber que a coloração havia se tornado um pouco avermelhada. “Você devia ter usado uma dessas antes.”
Rivaille exalou uma risadinha. “Como se você fosse servir para alguma coisa.”
Eren sentiu uma alfinetada em seu âmago, mas sabia que o outro não havia falado sério. Voltou a apertar as coxas, rumando as mãos para o membro à mostra. Não o tocou, porém, apenas deslizava os dedos ao redor, provocando o mais velho.
Rivaille observava as mãos bobas e logo as impediu de continuar. Segurou-lhe os pulsos e virou o corpo para fitar os grandes turquesas. Prendeu as mãos com apenas uma das suas enquanto a outra ofereceu um carinho rápido nos fios castanhos.
“Como quer que eu faça algo se prende minhas mãos?”
Um suspiro calmo e os lábios finos tocaram a boca alheia, beijando lentamente. Livrou os pulsos de seu agarro e deslizou as mãos pela face do garoto, entrelaçando os dedos no cabelo dele. Eren não esperou para poder tocar as coxas uma nova vez e trouxe uma para cima da cama, logo abaixo de seu braço, sendo capaz de apalpá-la por inteiro.
Rivaille arfou baixinho quando os dedos do adolescente deslizaram até suas bolas, passando a acariciá-las. Toda iniciativa do garoto estava progredindo com o tempo e só podia gostar cada vez mais. Levou uma das mãos de encontro ao toque em sua parte íntima e o auxiliou de forma a continuar enquanto seu membro, muito lentamente, ganhava forma. “Pense numa música.”
“Huh?”
“Em alguma que o faça pensar em mim enquanto se masturba.”
Eren sentiu um levíssimo arrepio brincar em sua nuca, mas não conseguiu pensar em algum som. “A-ah... Hm, eu-“ Juntou as sobrancelhas e balançou a cabeça devagar. “Isto me lembra... Desde aquele dia na academia, nunca mais ouvi Madness, porque... Você sabe.”
Uma breve risada. “Você é tão lerdo.” Capturou os lábios rosados uma nova vez, beijando-os profundamente enquanto seu outro joelho descansava sobre a cama agora, possibilitando-o montar no colo de Eren, que deslizou as mãos por suas coxas, nádegas e cintura. Mãos famintas.
Gostava da ideia de “fome” diante o sexo. A ideia de sensação de fome ao olharem, tocarem seu corpo o enchia de algum prazer que inflava seu ego. Estranho ou não, adorava a ideia. Livrou o membro de Eren do zíper e aperto da calça para poder sentir melhor o volume sendo formado ali. Passou a se mover sobre o colo do garoto, pressionando seu íntimo contra o dele. As unhas arranhavam, provocantes, a pele das costas sob a camisa.
“Ahn, Eren,” aproveitava para provocá-lo ainda entre o beijo. Sabia que Eren gostava daquilo, de seu nome sendo chamado entre um gemido ou outro. Era até comum. Mas ainda sim era algo que poderia usar para provocá-lo sempre. Os lábios foram para o pescoço do adolescente, sorvendo a pele enquanto o despia o torso, arranhando logo após.
Eren cerrou os dentes e apertou os dedos na cintura do namorado. A língua em seu peito parou em seu mamilo, chupando-o e mordiscando ora ou outra. Os sons abafados que Rivaille fazia o excitava ainda mais. Recebeu uma mordida ligeiramente mais forte naquela área sensível e agarrou os cabelos negros com força. “Rivaille-” O calor da língua alheia voltou a sua pele. Seu colo foi livre e agora a língua estava em seu umbigo, dando-lhe um pouco de atenção antes de rumar para próximo ao elástico da cueca que usava.
Os dedos pálidos abaixaram o tecido para então lamber ali, causando-lhe um tremor no pé da barriga. “Ahn!” Roçou as pontas dos dedos no couro cabeludo do mais velho e arfou ao assisti-lo esfregar o nariz em sua quase completa ereção ainda oculta pelo tecido escuro. Fez com que o rosto de Rivaille ficasse a certa distância de seu membro para livrá-lo da cueca. Segurou a base e deslizou a glande pelos lábios do outro, que entreabriram-se apenas um pouco, depositando um beijo rápido.
Eren forçou a cabeça do dançarino contra sua ereção, mas preferiu aproveitar da sensação tão gostosa – mas não totalmente satisfatória – de contornar os lábios finos. Recebeu os cinzelados e um pequeno sorriso torto, que logo foi desfeito para poder sugar de leve a glande, fazendo-o gemer.
Rivaille repetiu o ato de novo e de novo para então circundá-la com a língua, brincando, enquanto suas unhas traçavam um fraco caminho, repetidas vezes, pela extensão do membro do mais novo. Observou-o, de canto de olho, dobrar os dedos, apertando-os contra a palma da mão e baixos e afetados gemidos vinham ao ar. O membro tornava-se maior e mais rijo sob suas carícias. Correu as unhas pela extensão uma última vez antes de chupar, com vontade, a glande e então lamber todo o comprimento.
Sua cabeça era forçada – sem verdadeira força – para que abocanhasse a ereção e assim o fez. A mão do adolescente em sua nuca o auxiliava a sugá-lo mais rápido. Adorava os gemidos tão entregues de Eren. Sentia-o cumprimentar sua garganta e um grunhido de reprovação veio quando enfim desfez-se do membro em sua boca. Depositou um ou dois beijos antes de voltar ao colo do mais novo.
“Não queremos que isto termine agora, hm?” Rivaille disse. Abraçou o pescoço alheio com um braço e suas unhas deslizaram pelo peito exposto. Observou o garoto abrir a boca, mas não deixou que ele falasse. “Não acha melhor terminar isto dentro de mim?” Guiou a mão do adolescente até seu traseiro. “Aqui.”
Eren encheu os pulmões e beijou o mais velho, o ritmo rápido e quase atrapalhado. Apertou a carne da nádega e ao cortarem o contato em busca de ar, teve sua clavícula capturada pelos lábios e dentes do outro, que parecia fazer questão de deixar marcas. Seu corpo foi lentamente deitado no colchão e logo ver Rivaille do ângulo em que o via agora, era sua imagem preferida no momento.
“Rivai-“ Seus lábios foram tomados e mordiscados. “Tire isso.” Pediu, referindo-se à camisa social que o outro ainda usava.
O dançarino voltou à posição anterior no colo do garoto, mas se apoiou nos joelhos, deixando um pequeno espaço entre os íntimos. O sorriso torto estava lá e ele passou a mão pela curva do pescoço antes de começar a tirar o primeiro botão de sua casa, lentamente, assim como os seguintes. O abdômen ficou livre do tecido, mas não o tirou completamente, mantendo, assim, os ombros e braços ainda escondidos.
Curvou-se sobre o adolescente para capturar-lhe os lábios uma nova vez e ficou a mover a própria ereção contra a do outro, arfando e ouvindo-o arfar entre o contato das bocas. Dedos fortes em sua cintura o obrigavam a pressionar os membros com um pouco mais de força. Moveu-se de forma a deixar um de seus mamilos próximo à boca alheia, o tecido claro da camisa caindo ao lado do rosto de Eren. Não demorou, claro, a ter seu mamilo capturado pelos lábios do garoto, que o sugou enquanto amassava sua nádega marcada pelo elástico da liga.
Apoiou-se em um dos cotovelos e voltou a encarar Eren de cima. O tecido azul claro deslizou sobre sua pele para ir de encontro ao assoalho. Os dedos alheios tocaram seus ombros e o puxaram para outro beijo que não veio, pois o adolescente inverteu as posições, ficando por cima. Então, antes que pudesse dizer qualquer coisa, os lábios juntaram-se num contato profundo.
Eren estava entre suas pernas, encaixado – quase – perfeitamente. Ofereceu um sorriso ao garoto quando os rostos ganharam alguma distância e o empurrou de maneira a não ficar mais inclinado sobre si. A plataforma de seu salto tocou o peito do garoto quando teve alcance para tal e não demorou para que o fino salto se juntasse, afundando a pele muito levemente.
Eren sentiu-se extremamente seduzido pela imagem do namorado, pelo salto em seu peito, a perna tão bem desenhada, a cinta-liga. Havia algo entregue e submisso na visão que tinha de Rivaille agora. A ponta do pump foi para seu maxilar e o contornou até o queixo.
“Fale comigo. Está tão quieto.” O mais velho disse.
O garoto afastou as pernas alheias, tendo mais espaço entre elas. “Você é delicioso.” Recebeu outro sorriso e afundou o rosto no pescoço pálido a fim de violentá-lo.
“Ahn,” Rivaille bagunçou os fios castanhos. “Ah, Eren, quero senti-lo dentro de mim.” Provocou. Aproveitou um pouco mais das carícias que lhe eram oferecidas antes de remexer-se, trocando de posição mais uma vez: apoiou os joelhos e cotovelos no colchão e exibiu ao garoto as duas belas curvas amassadas pelo elástico preto.
O arrepio na nuca veio irritante e Eren não resistiu a apertá-lo e afundar o rosto ali, deslizando a língua pela entrada do mais velho.
“Ahn!” Rivaille curvou as costas de maneira a deixar seu traseiro um pouco mais erguido. Eren não reclamou.
A língua brincava na região a fim de provocar o outro. As unhas curtas não tinham muito sucesso em arranhá-lo, mas ainda sim o fazia por debaixo das ligas, erguendo-as apenas um pouco para poder tocar toda a pele. Abriu espaço para sua língua com a ajuda dos polegares e penetrou somente a ponta.
“A-Ahn,” um gemido baixo e manhoso veio de Rivaille. Tocou o próprio membro, apenas para senti-lo, porém não se conteve em passar as unhas, levemente, igual a como havia feito no outro. Um forte arrepio percorreu de sua nuca até a lombar. “E-Eren...” Fitou o garoto, virando o pescoço dolorido no colchão. “Ande logo com isto.”
Eren queria aquilo, talvez, tanto quanto o mais velho. Contudo, ao mesmo tempo, queria provocá-lo mais e mais, tendo-o realmente necessitado de si. “Uh,” puxou um dos elásticos, soltando-o logo após. Um grunhido veio do dançarino. Amassou com pouca força a nádega atingida e então sua mão deu lugar à boca, que marcou a pele ali.
“Eren...”
O adolescente segurou a base de seu membro e deslizou a glande entre as nádegas. Recebeu um gemido baixinho e repetiu o ato. Deixou, também, que um gemido lhe escapasse dos lábios. O seu, porém, de forma mais rouca do que o do dançarino. Mordeu o lábio inferior rapidamente quando Rivaille moveu-se contra seu membro, como se estivesse pedindo-o. Considerou que ambos eram saudáveis para não haver diferença nos resultados de um próximo exame de rotina e começou a penetrá-lo finalmente. Observou que a marca que havia feito estava um pouco mais avermelhada e sentiu-se feliz por tê-la feito ali.
O gemido alto e arrastado que recebia ao penetrar Rivaille era incrivelmente satisfatório e estimulante. Sentiu-o fundo, mas não começou a se mover de imediato. “Tão gostoso...” Disse mais para si mesmo do que para qualquer outra pessoa e gemeu novamente ao apertar as nádegas ao redor de seu membro, esmagando-o prazerosamente.
Rivaille arranhou o lábio com os dentes e moveu-se para frente, fazendo o outro sair minimamente de dentro de si. Moveu-se para trás, voltando a engolir todo o membro rijo de Eren. Seu quadril o permitia ter um ótimo rebolado. Continuou a se mover contra o adolescente. O fraco aperto causado pelas ligas definitivamente não era algo que não gostasse.
Eren moveu-se timidamente. Após duas ou três investidas contra Rivaille, segurou-lhe firme a cintura e o estocou fundo.
“Ahh!” Os ombros do dançarino quase penderam completamente no colchão ao sentir o namorado tocar-lhe diretamente no ponto mais sensível. “Ugh, Eren,” Entortou o pescoço para poder fitá-lo, mas a nova investida que veio o fez desistir. Seus gemidos eram altos e frequentes agora e o som e cheiro de sexo tomavam o ar.
“Ahh,” Eren inclinou-se um pouco a fim de beijar os ombros do namorado. Deixou que alguns de seus baixos e roucos gemidos fossem diretamente à orelha alheia e passou a masturbá-lo antes de voltar à posição anterior, mas sem interromper a ação.
Uma das mãos de Rivaille foi para coxa de Eren, apertando-a atrapalhado e arranhando de leve. Ao descansá-la de volta na cama para próprio sustento, não pôde evitar um gritinho quebrado. Eren, além de já lhe oferecer tão bom prazer, ainda brincava com sua ereção. Adolescente abusado. “Ahhn, Eren, que... Delícia.” Usou os dentes para arranhar o lábio uma nova vez e seus cinzelados rolaram. Estava tão bom, e sabia que alcançaria seu limite em pouco. Agarrou os lençóis deixou que seus gemidos continuassem a preencher o ar.
O peso de Eren sobre si fez-se presente e o garoto sussurrou: “Eu vou gozar dentro de você.”
Um sorriso afetado tomou conta de seus lábios e abriu a boca para tentar falar algo, mas o que veio foi apenas um alto e arrastado gemido puro em prazer, os olhos revirando-se mais uma vez, Eren havia passado a ponta do polegar em sua glande, estocando-o precisamente, fazendo gozar.
O adolescente sentia seu membro ser esmagado pelo interior de Rivaille e com mais duas ou três investidas, chegou ao limite, gozando dentro do mais velho, como havia dito. Não parou de se mover, porém, fazendo com que um pouco de seu esperma acabasse por escorrer de dentro do outro. Consequencia inevitável, pois aconteceria o mesmo quando saísse de dentro do namorado, o quê não esperou mais a fazer.
Descansou a testa na lombar de Rivaille. Sua respiração pesada e descompassada. Não resistiu em beijar uma das nádegas e afastar ambas com os polegares, sentindo-se ainda mais sujo ao assistir um pouco mais do líquido pegajoso abandonar o outro. Que sexo maravilhoso havia acabado de ter foi o que pensou.
“Eren,” Ouviu-o chamar. Baixinho e quase manhoso demais. Ou era sonolento? Ergueu a cabeça para encontrar o rosto tão bonito de seu namorado. Passou os dedos pela franja, jogando-a para trás e aproveitou para coçar o topo da cabeça.
Mais uma vez, Rivaille mudava de posição: jogou uma das pernas para o lado – não exatamente para provocar Eren – e deitou as costas sobre o colchão. Agora o garoto estava novamente entre suas pernas. Um dos saltos saiu de seu pé, mas não deu importância àquilo. Ofereceu-lhe um sorriso um tanto sugestivo e o abraçou com as pernas, trazendo-o para mais perto. Por pouco o garoto não conseguiu se equilibrar.
Rivaille sentia-se imensamente satisfeito e via, claramente, o mesmo em Eren. Quem diria que o adolescente conseguiria deixá-lo daquele jeito?
No momento, porém, ao fitar as marcas no pescoço do mais velho, o garoto se perguntava como estaria a marca na nádega. Sentia-se realmente feliz por tê-la feito.
Mais tarde, ainda naquela noite, pôde vê-la num tom roxo quando Rivaille parou em frente ao espelho para discutir sobre o tamanho da própria franja e acariciar o próprio pescoço com marcas claras. “Eren, pare de olhar para minha bunda por um momento. Estou te perguntando uma coisa.” Caminhou até o adolescente, que estava sentado à beira da cama.
Eren riu. “Desculpe.” Pousou as mãos na cintura do mais velho, dando-lhe espaço entre as pernas para que pudesse descansar um dos joelhos.
Rivaille entortou o lábio. “Seu cabelo cresce tão devagar.” Alisou os fios castanhos. “Mas está um pouco grandinho. Não acha?”
“Ah, sim, reparei nisto.” Imitou o namorado ao alisar seu cabelo. “Vou cortá-lo.”
“Não! Não o corte. Deixe assim, está lindo.” Não estava realmente maior do que o normal. Dois ou três centímetros a mais faziam alguma grande diferença?
“Mesmo? Acho que tudo bem... Então.”
Minutos depois, deitaram e ficaram a conversar sobre qualquer assunto banal. Eren tinha o peso da cabeça de Rivaille sobre seu braço e os dedos estavam entrelaçados com os dele. Houve um momento durante a conversa em que não prestou devida atenção ao que o outro falava. Enquanto o observava fitar o teto e soltar palavras, pensou em quantas coisas ele havia vivido – muito mais do que havia conseguido lhe contar, claro – e pensou em como todas, ou pelo menos a grande parte delas, o tornaram quem era hoje, naquele exato minuto. Perguntou-se se faria parte do conjunto de acontecimentos que mudam algo em alguém, no caso, em Rivaille.
Relembrou as coisas ruins que o namorado havia contado sobre sua adolescência e sentiu-se entranho ao perceber estar um pouco feliz com aquilo, pois sem tais coisas ruins, talvez, o dançarino não fosse quem era ali, e todas aquelas coisas, as boas e as más, haviam construído até ali a pessoa pela qual havia se apaixonado.
–
Algo havia acontecido naquela semana: Eren havia experimentado o famoso “cigarro natural”. Estava na presença do namorado ao fazê-lo. Rivaille sentiu-se estranhamente atraído pelo adolescente ao vê-lo fumar. Não diria algo como “sim, Eren, continue com isto”, afinal, era critério do garoto, mas não podia negar ter apreciado assisti-lo.
“Eu nunca gostei do cheiro disso.” O dançarino havia comentado em certo momento, uma careta em seu rosto.
“Tem gosto de papel de pão.” Eren disse, juntando as sobrancelhas após entregar o cigarro feito à Carolina.
“Papel de pão?” Rivaille fez uma careta. “Já comeu papel de pão?” Não houve resposta, apenas a risada da garota de cabelos negros no ar. “Por favor, cale a boca.”
“Tome.” Carolina o ofereceu.
“Ah, não, obrigado. Ficarei com o papel de assistir.”
A garota deu de ombros.
Alguns minutos depois, Eren não tagarelava como normalmente fazia, mas estava mais lerdo do que de costume. Estavam sentados num banco de madeira improvisado e Rivaille viu-se obrigado a receber o abraço apertado em sua cintura. Descansou o braço sobre as costas de Eren e aproveitou para pentear-lhe os cabelos com os dedos. Trocava palavras com Thomas, que parecia ser o menos afetado pelos efeitos da maconha, e tentava ignorar coisas sem importância que seu namorado, ora ou outra, dizia.
Foi obrigado a chamá-lo de coisas como “amor” e “querido”, pois foi chamado assim e Eren exigiu que fizesse o mesmo, mostrando-se disposto a abrir uma discussão sensata onde mostraria os motivos pelos quais Rivaille deveria chamá-lo daquela maneira.
No mais, o dançarino sentia uma satisfação um pouco incomum. Arriscava pensar que era por estar presenciando algo diferente acontecer com o adolescente. Não era a primeira vez. Nem de longe era a primeira vez... Mas aquele bom sentimento estava ali.
No dia seguinte, Eren tocou Letter to Hermione para si e quase não pôde decifrar o quão confortável e contente ficou. O meio que havia encontrado para demonstrar aquilo ao garoto foi tirar o violão, cuidadosamente, de seus braços e abraçar-lhe o pescoço.
“Não faz ideia do quanto gosto desta música. Me faz sentir bem.” Disse próximo ao ouvido do mais novo. Percebeu-o mover o maxilar. “Obrigado.”
“Pelo quê está agradecendo?” Não houve resposta e Eren aceitou o silêncio, aspirando o cheiro de roupa limpa do namorado.
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