Let The Flames Begin
11 Capítulo 11
Notas iniciais
“Você está brincando, não é?” Eren perguntava à irmã, os olhos cerrados.
“Eu não acredito que não ia me contar.”
“Você também não disse nada e fomos convidados à mesma festa!”
Ambos discutiam com as mãos sobre o balcão da cozinha. A festa na casa de Thomas aconteceria dentro de algumas horas e Eren havia acabado de descobrir que Mikasa havia, também, sido convidada. Tinha ido pedir ao pai que o levasse até a casa de Armin para que fossem juntos à residência do outro loiro, e foi aí que tudo começou, uma vez que a morena estava ao lado do médico e escutou.
Eren apertou os olhos por um momento e estalou a língua antes de perguntar: “Aliás, Mikasa, como é que conhece o Thomas para ter sido convidada?”
“Não mude o tópico, Eren!”
“Não estou mudando nada, só responda logo.”
Mikasa rosnou. “Ele é amigo da Carolina, por isso nos conhecemos.” Ah, a garota da escola... Eren lembrava, um ou dois anos atrás, ter ficado sabendo que ela gostava de si. Mikasa voltou a falar. “Por que não me disse nada?”
“Não sou obrigado a te dizer nada sobre a minha vida, Mikasa.”
Os traços da morena contorceram-se numa careta. “É claro que você tem, idiota! E se alguma coisa acontecer com você?”
“Não, eu não tenho e eu sei me cuidar, Mikasa, por favor.”
“Ah, é claro que sabe.” Disse, irônica.
“Já chega dessa discussão, vocês dois, ou nem um sairá.” Grisha interveio, adentrando a cozinha. “Eren, não sei o porquê de não ter contado à sua irmã sobre essa tal festa, mas não quero saber, pelo menos por agora, pois minha cabeça está explodindo. De qualquer forma, não seja estúpido com ela.” Eren bufou. “E, Mikasa, pare de se preocupar tanto com o Eren. Eu sei que você o ama etc, mas ele precisa de um pouco de espaço.”
“Você está defendendo ele, pai.” Mikasa tinha uma expressão emburrada no rosto.
“Não estou, não. Vou tomar um remédio para dor de cabeça e descansar um pouco. Me chamem quando for a hora de levá-los até a casa de Armin. E parem de brigar. Vocês não são mais crianças.” E rumou para o quarto.
Eren mirou os turquesa à Mikasa ao passar por ela, ouvindo-a bufar. Cinco horas mais tarde, os irmãos já estavam arrumados e haviam feito as pazes. As noites estavam frias, o quê fez Mikasa decidir usar o cachecol vermelho que havia ganhado de Eren quando crianças. O tinha com muito carinho. O irmão havia a presenteado com ele pouco depois de ser adotada, em seu aniversário. Agora que somos irmãos, temos que proteger um ao outro e quando eu não estiver por perto, você pode se sentir protegida com isto, Eren disse ao enrolar o tecido vermelho em volta de seu pescoço.
A festa estava marcada para começar às 21h. “E à que horas sairão de lá?” Grisha quis saber. Seus olhos turquesa atrás dos óculos miravam o espelho retrovisor para poder dirigir o carro ao asfalto.
“Provavelmente tarde,” Eren respondeu “mas ligamos pro Armin e ele disse que não há problema algum sobre dormirmos lá.”
“Hm,” o mais velho murmurou. “Só me conta isso agora, não é?” Falou, desconfiado.
“O senhor disse para acordá-lo apenas quando fosse a hora de nos levar. Não tenho culpa.”
–
Havia mais pessoas do que Eren imaginou que realmente haveria. Não demorou para que encontrasse Jean, Marco e, claro, o dono da casa, Thomas. “Que bom que pôde vir, Eren.” Ele disse após o cumprimentar. Todos mostraram-se um tanto surpresos ao descobrir que Mikasa era conhecida do loiro, e este também não escondeu sua reação ao ter conhecimento de que ela e Eren eram irmãos.
Depois de um animado “divirta-se o máximo que puder”, Thomas os deixou e os turquesa o seguiu até encontrá-lo rodeando o ombro de uma garota com o braço.
“Caramba, Mikasa,” Marco começou “então quer dizer que você é popular assim?” brincou.
Mikasa sorriu. “Não é isso.”
Grisha havia dito para que não bebessem ou fumassem, mas obedecer a isso não estava exatamente nos planos de Eren. Estalou a língua, porém, pensando na grande possibilidade de não conseguir encostar os lábios sequer numa lata de cerveja já que a irmã estava presente.
Os cinco adolescentes seguiram para o quintal dos fundos e logo sentaram em um dos largos bancos que havia lá, com exceção de Marco, que por algum motivo fora do conhecimento de Eren, preferiu sentar no chão. Uma garota morena aconchegou-se ao lado de Mikasa e poucos minutos depois, ambas conversavam como se conhecessem uma a outra há tempos. Ótimo.
“Cara, que droga a sua irmã estar aqui.” Jean disse, sua voz num tom baixo.
“Nem me fale.”
“Mas até que ela está bem gostosa com aquela saia-“ seu ombro foi empurrado com força. Riu.
“Idiota. Cale a boca, que nojo.”
Mikasa chamou a atenção dos garotos após um tempo, avisando que iria pegar algo para beber junto com a recém-conhecida. Seu lugar no banco foi ocupado por Thomas alguns instantes depois. Ele rodeou os ombros de Eren com um dos braços, exatamente como havia feito com a garota há momentos atrás, e o adolescente de fios castanhos pôde sentir o cheiro de maconha nos dedos agora apoiados em si.
“Ainda não bebeu nada, Eren?” ele perguntou, recebendo a resposta óbvia. “Ora, mas por que? Venha, vamos pegar algo para você.” Disse, pondo-se de pé e puxando Eren pelo braço.
O garoto fitou rapidamente os amigos ainda sentados e se deixou ser guiado. Entraram na casa e Thomas o levou até a cozinha. “O quê você bebe?”
“Hm, qualquer coisa.”
Uma risadinha. “Vamos lá, cara. Cerveja? Tem coisas mais fortes, se você preferir.”
“Acho que hoje é só cerveja.” Não era uma bebida da qual era fã, mas era a única bebida alcoólica que já havia experimentado. O gosto, porém, não o agradava realmente. A achava um tanto amarga. Todavia, não poderia beber algo mais forte por conta da presença da irmã.
Thomas largou seu braço e caminhou até uma geladeira, logo trazendo a latinha gelada. “Tem certeza de que quer beber isso? Podemos fumar, também, se quiser.” Não precisava especificar o quê iriam fumar.
Ainda não havia abandonado a ideia de um dia experimentar a outra droga, mas, novamente, não seria agora. Recusou, encostando-se ao armário. Desfez-se do lacre da lata de alumínio e bebericou o líquido amargo. Thomas ajeitou-se ao seu lado. “Então, Eren,” ele começou “me pediram para te falar uma coisa.” Disse enquanto Eren cruzava os braços, tomando cuidado para não derrubar a cerveja. “Está vendo aquele cara de touca ali fora?” apontou para o garoto que conversava com outros três adolescentes no quintal.
“O quê tem?” Tinha um pequeno palpite sobre o quê o outro iria falar, mas preferiu ignorá-lo.
“Ele disse que achou você bonitinho.” Eren disse nada, apenas direcionou os turquesa a Thomas. “Ele pediu pra que eu perguntasse a você se não aceita ficar com ele.” Uma pausa rápida. “Mas sabe, Eren,” deslizou uma das mãos para próximo da cintura de Eren, que franziu, muito sutilmente, a testa “vamos fingir que não te disse nada porque eu acho que ficaria com inveja dele caso você aceitasse.”
O cheiro de maconha voltou à suas narinas e as sobrancelhas juntaram-se. Thomas estava dando em cima de si? Ou será que ele havia fumado àquele ponto? Soltou uma risada nervosa, falsa. “Estou bem assim.”
“Ah, qual é, Eren? É uma festa, ninguém se importa, há pessoas se beijando. Faz parte.”
“Você está brincando, não é?”
“Não.” Respondeu mais rápido do que Eren havia esperado. “Também acho você bem bonito.”
Eren escondeu os lábios com a latinha de alumínio, encolhendo os ombros. Os olhos fixos em Thomas. Bebericou a cerveja. Aquela situação estava mesmo acontecendo? “Hm, obrigado? Eu não fico com homens, Thomas.”
Alguns segundos. “Sério?” observou enquanto Eren cerrava os olhos, balançando a cabeça levemente em sinal de sim. Franziu o lábio e afastou os fios castanhos da testa alheia. “Ok.” Pronunciou, sorrindo.
Eren sentia um pequeno impulso para se afastar do outro. Sequer garotas davam em cima de si... Sentiu a falta da mão próximo à sua cintura e assistiu a Thomas caminhar até o gabinete para logo pegar um isqueiro. “Posso fazer uma pergunta?” perguntou ao loiro.
“Claro.”
“Me convidou para sua festa por conta... Disso?”
Thomas riu. “Não, cara. Achei você legal. Mesmo. Sem contar que é irmão da Mikasa, wow.”
Eren sentia-se estranhamente aliviado. O loiro brincava com o isqueiro que havia pegado, jogando-o para cima, para logo pegá-lo novamente. O deixou cair e riu sozinho. “Vamos voltar pra fora.”
Thomas o deixou sozinho, porém, antes que pudesse chegar ao banco, indo para perto do pequeno grupo onde o garoto de touca estava.
“Demorou, Eren.” Marco comentou.
“É...”
“Não deixe Mikasa ver que está bebendo, Eren.” Armin pediu, fitando a latinha entre as mãos do amigo.
“É só cerveja.”
“Sabe como ela é.” E então o assunto foi deixado de lado.
Eren deu atenção à cerveja ainda gelada. Fixou os turquesa no grupo de Thomas ao longe, mas logo desviou o olhar. “Thomas deu em cima de mim.” Fez-se silêncio entre os amigos por um breve momento.
“O que?” Armin foi o primeiro a falar.
“Está falando sério, Eren?” Jean perguntou.
“Sim.”
“Já sabíamos que o Thomas tem interesse em rapazes, mas, nossa.” Marco disse, mostrando-se surpreso.
Sem precisar dizer qualquer coisa, todos olharam para onde Thomas estava. Ele abraçava, pelas costas, um garoto loiro agora.
“Você está bem com isso, Eren?” Armin perguntou.
“Acho que sim. Não foi nada demais...”
“É, e parece que ele já esqueceu você, Jaeger.”
Deu de ombros, bebericando da cerveja e os amigos voltaram à conversa de antes. Direcionou os turquesa de volta para Thomas e o assistiu dar um selinho no adolescente em sua frente antes de levá-la para dentro da casa. Nunca havia beijado um homem, isso era verdade. É, nunca havia beijado um, mas havia se masturbado pensando em um. Sentiu-se desconfortável consigo mesmo e mordeu a borda da lata de alumínio, remexendo-se sobre o banco.
–
“Você trabalha aos sábados?”
“Apenas alguns.”
Eren apoiou a bochecha no punho, observando o outro tomar o café. Havia devolvido o guarda-chuva no meio da semana, conseguindo (e sentindo-se satisfeito ao fazê-lo) pagar o café de Rivaille. Bocejou. Talvez estivesse precisando de um café também.
“Você está horrível.” Rivaille comentou.
“Sim... Deitei tarde e não dormi muito.” Não estava calor e Eren agradecia a cada vez que sentia o vento tocar-lhe a pele. Havia dormido cerca de cinco horas no máximo e não era uma cota de sono a qual estava acostumado. Suas pálpebras pesavam. Não lembrava exatamente a hora em que saíram da festa de Thomas, mas já sentia-se suficientemente cansado para sequer tomar um banho quando chegou à casa de Armin. Os cinzelados não estavam em si quando perguntou: “Você já ficou com algum homem?”
Recebeu o olhar interrogativo do outro e se deu conta do que havia falado. “M-me desculpe.” Disse, o mais calmo que pôde.
Rivaille arqueou uma sobrancelha e um meio sorriso torto desenhou-se em seus lábios finos. “Posso saber o porquê da pergunta?”
“Não precisa responder, ok? É que... Fui numa festa ontem e...” Coçou a cabeça. “O dono da casa deu em cima de mim e também tinha um outro garoto e-“
“Parece que você é bem atraente para gays, hm?” levou a xícara à boca.
“Uh, não...”
“Claro.”
Eren juntou as sobrancelhas, confuso. “Claro o quê?”
Rivaille rolou os olhos, mas logo os lançou para Eren. Apoiou o cotovelo na mesa e descansou o queixo sobre a mão, inclinando-se minimamente sobre a madeira. “Na sua idade, eu já não sabia exatamente quantos pênis haviam passado por essa boca.” Disse num tom baixo, fazendo os olhos do adolescente arregalarem-se. Riu, voltando à postura anterior. “Exagerei um pouco para te assustar, mas é, basicamente, a verdade.” Deu atenção ao café preto.
O que? Queria dizer algo, mas não sabia o quê. Sentia como se as palavras o tivesse abandonado, algo do tipo. “Haha, claro.” Pronunciou, nervoso. Manteve-se em silêncio por alguns minutos, evitando encarar Rivaille, mas logo resolveu falar. “Acho que preciso de um café.”
“Não do meu, é claro.”
“É claro.”
Rivaille deu fim ao líquido escuro e consultou a hora no celular. “Tenho que ir.” Informou, guardando o aparelho de volta na bolsa. “Ah, sim, isso.” Ergueu um objeto pequeno, quadrado e fino, que Eren logo identificou ser um CD. “Showbiz.”
“Você tem esse CD!”
“Sabia que reagiria assim. Cuidado.” Entregou-o ao garoto.
“Esse álbum é lindo.” Disse, admirando a capa do primeiro álbum do Muse.
“Suponho que você não tenha este.”
Eren fez um bico. “E está certo. Só tenho um, na verdade. Black Holes And Revelations. Não costumo comprar CDs.”
“Trago comigo desde o começo da semana, mas havia me esquecido completamente de mostrá-lo a você.”
“Será que pode me emprestar? Quero copiar as músicas pro meu computador. O formatei nesta semana e se eu não fizer isso, sei que vou deixar de lado e ficar sem as músicas.”
“Claro, mas tome cuidado e me devolva o quanto antes.”
“Mesmo? Obrigado! Irei copiar hoje mesmo e te devolvo amanhã, se quiser.”
“Amanhã é domingo.”
“Uh, verdade.” Entortou os lábios. “Mas, bem, não farei nada amanhã e agora sei como chegar até sua casa. Se quiser, posso ir.”
Rivaille pareceu pensar um pouco, mas logo disse: “Tenho que sair amanhã, mas acho que pode ser, por que não?” Fechou a bolsa apropriadamente e arrumou a alça sobre o ombro.
“Certo, só precisa me dizer o horário.”
Cerrou os olhos, fitando diretamente os turquesa. Colocou-se de pé e o garoto fez o mesmo. “Você está podre por ter saído e com certeza irá dormir até tarde. Esteja lá às 16 horas. Está bom assim?”
Tarde, pensou, mas não refutaria. Pararam na saída da cafeteria. “Pode ser. Até amanhã então?”
“Até, Eren.” E o deu as costas, abandonando o lugar.
“Acho que vou comprar um café.” Eren informou ao chegar à mesa onde estava Mikasa e Armin.
“Eren, não sabia que estava amiguinho daquele homem.” Mikasa disse.
Suspirou. “Claro que sabe, Mikasa. Eu te falei quando fui na casa dele.”
“Não gosto desse homem, Eren.”
O garoto a ignorou, pedindo a Armin que guardasse o CD para pegar apenas quando fossem embora, uma vez que estava sem mochila ou bolsa. “Showbiz?” A voz do loiro fez-se presente.
“Ele me emprestou, gosta de Muse também. Legal, não é? Eu já volto.”
–
Fechou o notebook e guardou o CD dentro da capa. Jogou-se na cama, cobrindo os olhos com o antebraço e suspirou pesado. Estava cansado e não demoraria a dormir. Rolou sobre o colchão e ficou a encarar a parede. Na sua idade, eu já não sabia exatamente quantos pênis haviam passado por essa boca. “Uh,” murmurou.
Aspirou o cheiro de sabão em pó de seu pijama e fechou os olhos. Rivaille era gay? Certo, ele poderia não ser gay, mas bissexual. Mas o quê realmente não saía de sua mente era aquela frase. Mesmo que o outro tivesse ‘exagerado’, as palavras não desistiam de perturbá-lo. Sentiu-se envergonhado consigo mesmo ao que certas cenas voltavam à sua cabeça. Desta vez, porém, não pôde evitar imaginar como seria os traços do rosto do dançarino contorcendo-se em prazer e toda aquela pose de superior caindo. Apertou os olhos.
Levantou-se e rumou até o guarda-roupa, puxando uma gaveta. Retirou um pequeno vidro de lubrificante. Havia ganhado como presente de aniversário de Jean, que não perderia a oportunidade de ser um babaca consigo. Franziu os lábios e voltou à cama. Rivaille ainda estava em sua mente e logo sua mão estava em seu membro, massageando-o. Estava curioso.
Manteve-se com aqueles movimentos por um curto tempo, abandonando-os para poder abrir o pequeno vidro. Espalhou apenas um pouco do líquido pelos dedos e descansou o recipiente sobre a prateleira do computador. Uma de suas mãos voltou à ereção e os dedos, agora lambuzados, seguiram entre suas nádegas. Circundou a região, sentindo-se não muito seguro do estava prestes a fazer, mas não demorou para introduzir, lentamente, um digito, mordendo de leve o lábio inferior.
Tentou uma, duas vezes, mas a sensação incomoda não o abandonava. Como homens conseguiam fazer sexo com outros homens? Uh. Talvez fosse a posição em que estava. Uma terceira vez e logo a sensação de incomodo total o abandonou, deixando apenas seus resquícios. Não era tão ruim. Não, não era (mesmo levando em consideração ser apenas um dígito ao trabalho).
–
O relógio marcava 14h17 quando seus olhos conseguiram finalmente focar nos números. Retirou-se, apressado, da cama. Os pés tocando o chão frio. Rumou ao banheiro para satisfazer suas necessidades matinais e tomar um banho. Serviu-se de um café da manhã reforçado e voltou ao quarto para arrumar sua mochila, não esquecendo o guarda-chuva desta vez, mesmo que não achasse provável chover naquele dia.
Logo se despediu de Mikasa e Annie, que estava em casa novamente. Seu pai havia saído. Não se preocupou em perguntar à irmã para onde ele havia ido. Ganhou a rua e fez seu caminho até a estação, perguntando-se se lembraria realmente de como chegar ao prédio de Rivaille. Tinha quase certeza de que não teria problemas para relembrar o percurso de dias atrás, mas ainda sim. Ao menos havia arranjado algo para fazer naquele domingo, pois a ideia de passar o dia dormindo ou fazendo nada em casa não conseguia agradá-lo.
Levou a mão aos fios castanhos. Sua cabeça doía um pouco, mas imaginou que logo o remédio que havia tomado antes de sair de casa faria efeito, optando por não pensar na dor.
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