Notas iniciais
SUPRESA!!!
Não é miragem, é real. É a titia Candy trazendo mais capítulo de LMTYT - STAY, de capítulos pós-epílogos. Demorei muito pra dar esse prometido nascimento, mas também dei caprichei e escrevi muito; tem de tudo um pouco e está enoooooorme. Espero que gostem.
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Capítulo dedicado especialmente a duas pessoas:
Lígia, por ser tão fofa e ter me pressionando tanto por esse capítulo. Confesso, sem você insistindo, ele não teria saído tão cedo KKKKK ♥
E a MichelleBrasil, por entender e compartilhar todo meu amor pela Rosalie. Estou há muito tempo te devendo o nascimento da Noelle, né? KKKKK ♥

Mas elas são muito legais e divide com todas as outras leitoras da LMTYT. Espero que gostem ♥

Edward geralmente gostava de seu trabalho.

Claro que sua parte preferida era quando estava no tribunal, no meio de uma audiência, interrogando ou fazendo sua defesa, expondo seus pontos e tentando convencer o juiz e o júri a decidir o caso a seu favor. Adorava sentir a adrenalina correr em seu sangue enquanto estava em meio à batalha, e depois sentir o gosto da vitória. Mas ele também gostava da parte que tinha que ficar trancado no escritório, fazendo relatórios ou pesquisa de casos antigos para precedentes ou qualquer coisa que pudesse ajudar seus casos. Era um advogado nato, era vocação. Tanto que, mesmo podendo ser promotor público e receber mais, ele se mantinha como advogado.

Naquele dia, entretanto, ele não podia desejar estar menos em um lugar do que naquele escritório.

Entre aguentar os comentários de Victoria, sua simpática secretária, sobre como finalmente alguém o tinha colocado na coleira, as risadinhas e felicitações dos outros funcionários do escritório, conferir todo o trabalho acumulado, assinar documentos, fazer ligações e responder e-mails, tudo que Edward queria era voltar para sua Bella.

E ainda faltavam duas malditas horas para seu almoço, uma hora da tarde. Entrou no personagem de profissional dedicado e fez tudo o que pode para que aquela hora passasse. Até que recebeu a mensagem dela:

(11:40) Aonde vamos almoçar, namorado?

Edward sorriu.

(11:41) – Tão bom ler sua mensagem com 'namorado' no fim. Isso é lindo, NAMORADA.

(11:42) Bobo! Mas eu escrevi essa mensagem sorrindo. E estou sorrindo até agora, NAMORADO.

(11:42) – Bom. Tire uma foto e me envie.

(11:42) E eu pensando que só trocássemos fotos eróticas ;)

Edward riu suavemente e abriu a foto que ela lhe enviou em segundos. Ela estava linda. Penteada e suavemente maquiada, mas o fundo não era o do seu apartamento.

(11:44) – Onde você está?

(11:44) – Na minha casa. Precisava me trocar, né? E depois me arrumar para o nosso almoço.

(11:44) – Estava pensando em algo como almoçarmos no meu apartamento mesmo.

(11:45) – Impressão minha ou você estava pensando em sexo para o almoço?

(11:45) – Que tipo de pessoa você que eu sou, Isabella?

(11:45) – Me sinto até ofendido!

(11:46) – Cullen?

(11:46) – Tava ):

(11:46) – Quem pode me culpar? Como não pensar nisso tendo uma namorada tão gostosa quanto você? ):

(11:47) – Hahahaha. Você é tão besta!

(11:47) – E nada de sexo de almoço, Cullen. Me dê algum tempo. Podemos almoçar em algum lugar chinês? Acabei de ver o anúncio e estou meio com vontade. Por favor, NAMORADO.

(11:47) – Tentando me convencer com o uso da palavra 'namorado' em letra maiúscula?

(11:48) – Talvez... Funcionou?

(11:48) – Você sabe que sim, né.

(11:49) – EBA! MEU NAMORADO PERFEITO! TE AMO!!!

(11:49) – Prometo te recompensar hoje a noite.

(11:50) – Uau, essa animação e recompensa por um almoço chinês? Hora de procurar na internet algumas receitas de comida chinesa e aprender.

(11:50) – Se você cozinhar algo bom suficiente, eu posso ser boa pra você ;)

(11:50) – Hum... Interessante. E o que significa ser boa pra mim?

(11:51) – Alguns segredos só serão revelados depois que eu tiver minha comida chinesa no estômago.

(11:51) – Hahaha. Ok. Passo pra te buscar pelas uma, ok?

(11:52) – Perfeito. Estarei pronta. Bom trabalho e até. Beijo, NAMORADO ♥

(11:52) – Até. Te amo, NAMORADA ♥

. . .

(14:10) – Estou cheia até agora e acabei de colocar minhas flores em um vaso. Obrigada pelo almoço.

(14:10) – E obrigada por ser um namorado tão doce e perfeito. Amo você ♥

(14:13) – A unica perfeita aqui é você. Te amo bebê!

(14:13) – Vou parar de te encher o saco e deixar você trabalhar. Última pergunta, será que vamos nos encontrar mais tarde?

(14:14) – Não seja absurda, você nunca me perturba, bebê.

(14:14) – E claro que sim! Vamos jantar fora... E então minha recompensa.

(14:14) – Claro que você não esqueceu disso, né, Cullen?

(14:14) – Claro que não :)

(14:15) – Ok. Aonde vamos jantar?

(14:15) – Estava pensando em italiano para o jantar, o que você acha?

(14:16) – Amo! Estava morrendo de vontade de um bom ravióli de cogumelos.

(14:16) – Você anda cheia de vontades e desejos, tudo certo ai?

(14:16) – Como assim?

(14:17) – Não sei... Seu ciclo menstrual anda em dia?

(14:17) – Que?

(14:18) – AH TÁ! O processamento foi lento, mas agora entendi. Hahaha.

(14:18) – E não, não tô grávida, ando em dia com meus anticoncepcionais, não se preocupe, Cullen.

(14:19) – ):

(14:19) – ?

(14:20) – Não era uma preocupação.

(14:21) – Você quer um filho?!

(14:21) – :)

(14:22) – :O

(14:22) – Não disse que quero um filho agora, bebê. Só disse que não seria bem uma preocupação se você estivesse grávida agora.

(14:23) – Ai Cullen, você só me surpreende.

(14:23) – Vou trabalhar um pouco agora. Que horas podemos ir jantar?

(14:23) – Espero não ter te assustado com o assunto, foi só um comentário.

(14:23) – Passo aí as oito?

(14:24) – Não assustou, apenas não é o tipo de assunto que se resolve pelo telefone, né.

(14:24) – Perfeito. Até ♥

. . .

Bella passou o resto do dia trabalhando, mas gostava tanto do que fazia que nem gostava de chamar um trabalho. Escrever era um divertimento e seu vício, uma maneira de viajar ao redor do mundo e viver outras vidas sem sair de casa, não um trabalho. Ela só tinha a sorte de poder viver disso. E mesmo que agora ela não quisesse mais viajar ou ser outra pessoa, iria continuar escrevendo, estava erótica e romanticamente inspirada para fazê-lo.

Seus dedos corriam freneticamente sobre o teclado de seu notebook, descrevendo a semana de dois amigos de infância sozinhos em uma casa de praia, vivendo uma semana de descobertas através de seus desejos e inseguranças, rendendo em delicioso romance. "Eles não se entendiam, raramente concordavam em algo, brigavam sempre e se desafiavam todos os dias. Mas apesar das diferenças tinha algo em comum: eram loucos um pelo outro. Nicholas Sparks"; era a frase do começo. E lá estava sendo escrita a história de Anthony Cole e Isabelle Duck. Ela riu ao escrever esses nomes, como Edward tinha sugerido na Casa Mágica.

Ela escreveu até as sete, assim teria uma hora para se arrumar. E conseguiu fazer, então, quando a mensagem de Edward dizendo 'estou saindo de casa' chegou, ela estava pronta.

Não queria se arrumar demais e parecer como se estivesse se esforçando muito, mas também não queria ir largada a um jantar com seu namorado gostosão; não queria receber olhares do tipo 'o que ele está fazendo com isso?', por mais que dissesse a si mesma que isso não importava, ainda queria parecer merecedora do namorado que tinha; mesmo que ele a aprovasse sem nenhuma maquiagem e um moletom velho. Como tinha ido almoçar com ele de jeans, um top simples e sapatilha, então podia se dar ao luxo de se arrumar um pouco mais para o jantar.

Colocou um vestido sem alças azul marinho com pequenos brilhantes da mesma cor sobre ele e nos pés sapatos meia-pata preto com um grande salto. Deixou seus cabelos soltos em suaves ondas sobre seu ombro e de maquiagem apenas delineador azul formando olho de gato, um pouco de lápis e muito rímel, então uma cor nas maçãs do rosto e um brilho suave na boca.

Ia levar apenas uma pequena bolsa de alça – que era apenas um pouco maior do que uma bolsa-carteira – e estava vendo se estava tudo certo com os itens básicos e necessários nela, quando seu celular vibrou.

Uma nova mensagem.

(20:00) – Abra a porta, bebê.

Ela sorriu, guardou o celular na bolsa, fechou e colocou a alça no ombro, então abriu a porta. Suspirou com a imagem de Edward. Seu homem. Seu namorado.

Porra. Estava em uma calça jeans escura, uma blusa de botões branca dentro da calça, sem gravata e primeiros botões aberto, com o paletó preto por cima. Barba perfeitamente feita, cabelos desgrenhados e sorriso no rosto. Ele tirava seu fôlego sem o menor esforço. Devia ter sido uma menina muito boa na vida passada pra ter o direito de dizer naquela vida que aquele era seu namorado. Aquela era a unica resposta que ela encontrava.

— Vai mesmo continuar me encarando com essa cara de estou-te-imaginando-nu ou vai me chamar pra entrar? Ou talvez nós possamos ir? — ele disse divertido.

Bella piscou e saiu de seus devaneios. Sim, ele tinha lido sua mente, estava o imaginando nu. Porque ele ficava malditamente bom nu. Jantar era superestimado, devia convidá-lo pra entrar, arrastá-lo para seu quarto e deixar que fodesse até seus miolos. Sim, esse sim era o plano perfeito. Ah, se não estivesse com tanta vontade de comer ravióli com cogumelo. Quase riu com isso, trocar sexo por massa, sério?

— Bebê? — ele a chamou, rindo. — Conversa interna ou o que?

— Não... — suspirou, agitando a cabeça. Já estava sentindo até que falta da Gueixa e da Cética, elas ajudariam com aquele problema. Ou piorariam, fazia mais a cara delas. — Só estava pensando no que quero mais nesse momento.

— Quais suas opções?

— Sexo e massa.

Edward gargalhou.

— Tudo bem, eu posso te ajudar nisso. Deixe-me te alimentar primeiro, depois posso te garantir o sexo.

— Muito sexo?

— Todo o sexo que você quiser.

— Eba! — ela bateu palminhas, rindo. — Vamos, então.

— A propósito... — pousou a mão na bochecha dela e se aproximou. — Você está deslumbrante, bebê.

Bella corou e mordeu o canto do lábio, escondendo um sorriso, mas o soltou quando ele juntou suas bocas carinhosamente.

-

O restaurante italiano era luxuoso e grande, então o maître do lugar conferiu a reserva e os levou para uma cabine particular, em uma área exclusiva, no fundo do restaurante.

— Esse lugar é incrível, nunca comi aqui, como você o conhece? — Bella perguntou quando sentou em sua cadeira, olhando ao redor da cabine em que estavam. Era grande, mas confortável e aconchegante, com luz baixa e a pequena mesa redonda no meio, coberta com uma toalha branca e pequenas velas de enfeites dentro de copos rasos, além de taças.

— Eu fui o advogado no caso de divórcio da dona do lugar. Uma mulher que casou com comunhão total de bens, mas então descobriu as traições do marido e não queria dar um tostão pra ele.

— Nossa, que filho da puta. Espero que ela tenha conseguido.

— Eu era o advogado dela, bebê, claro que ela conseguiu. — disse com um sorriso convencido. — Ele era um pedaço de lixo e saiu de mãos abananando.

Bella riu.

— Então... Você e a mulher...

— Não. — ele disse rapidamente. — Nem vá por aí. Ela apenas sente que me deve alguma coisa, mesmo que tenha pagado tudo que me era devido. Então eu disse que a maneira que ela podia me pagar era sempre me garantido uma mesa e aqui estamos. Não importa o quão cheio esteja o restaurante, eu tenho uma mesa garantida.

— Muito bom, hein?

— Definitivamente. — ele riu.

— Boa noite. — o garçom se aproximou deles sorrindo e entregou a eles os cardápios. — Eu sou Riley e serei o garçom de vocês essa noite.

— Obrigada. — Bella disse sorrindo.

E o jovem garçom pareceu sorrir ainda mais para seu sorriso.

Edward sentiu todo seu bom humor ameaçar desaparecer.

— Bem! — ele disse mais firme, chamando atenção do garçom e devolvendo o cardápio. — Eu e minha namorada já sabemos o que vamos pedir. Pode nos trazer uma porção de bruschetta para entrada, dois raviólis de cogumelos e uma garrafa de Romanée-Conti.

— Sim, senhor. — o garçom disse ao anotar o pedido em sua agenda eletrônica. Ergueu o rosto, sorrindo e pegou o cardápio de Bella também. — Alguns minutos e trago suas entradas e vinho, depois o jantar.

— Ok.

— Obrigada. — Bella o agradeceu sorrindo.

O garçom sorriu de volta e saiu, para buscar os pedidos.

— O que foi aquilo? — Bella perguntou com o cenho franzido. Edward era sempre um exemplo de educação e simpatia, mas agora tinha sido todo rude e seco, não tinha entendido nada.

— Você tinha que sorrir tanto pra ele?

— O que?

— Essa... — murmurou como se estivesse com nojo. — Troca de sorriso de vocês.

— Oh meu deus, não, você não pensar que eu...

— Eu não tô pensando nada, agora o garçom... Bem, eu já não tenho nada certeza, ainda mais do que ele está pensando.

— Ciúmes, Cullen? Você é tão absurdo. — Bella disse rindo. — Fofo, mas absurdo.

— Você é uma mulher linda, tem um homem sorrindo pra você e não sou eu, seu namorado, bem, eu posso ser ciumento. E não vou me desculpar por isso.

— Não precisa se desculpar. É fofo, muito absurdo, mas fofo. — ela riu e esticou o braço sobre a mesa, pegando a mão dele. — Eu meio que gosto desse seu lado ciumento e possessivo, faz eu me sentir... Amada.

— Você é amada, bebê.

— E você também, Cullen. — sorriu. — Eu esperei minha vida para viver esse momento com você, acha mesmo que trocaria isso por um garçom bonitinho sorrindo pra mim? Eu amo você, Edward.

— Então... Você acha o garçom bonitinho?

— Sério? — Bella riu. — Isso foi tudo que você ouviu?

— Estou brincando. — riu suavemente, afagando a mão dela com o dedão. — Eu sinto muito por ser bobo é... Eu acho que sou egoísta, não gosto de ver você sorrir pra outro homem que não seja eu. É um dos melhores momentos da minha vida, acho que... Não quero dividir com ninguém. Eu amo você, bebê.

— Eu só tenho três homens na minha vida, meu pai, meu irmão e você. Eles são os únicos homens que você terá que dividir meu sorriso, de resto, todos os outros são apenas seus.

— Sabe o que? — ele se inclinou sobre a mesa, sussurrando. — Ainda bem que na hora em que te pedi namoro e pra usar minha aliança, eu falei sobre todos os exageros, romantismos, cafonices e idiotices que ser namorados permiti.

— Ainda bem mesmo, porque agora estamos exagerados, românticos, cafonas e idiotas. — ela riu. — Mas sabe o que? Eu não ia querer de outra maneira, Cullen.

— Nem eu, bebê.

. . .

(20:06) Bella? Estou com dor. Acho que é cólica.

(20:06) Ou será que são gases?

(20:06) Não sei se é cólica. Nem o Emmett sabe. Nem o Charlie. Algum conselho?

(20:07) Preciso da ajuda da minha melhor amiga.

(20:10) Ok, acho que não é cólica.

(20:12) Ai... Bella? Acho que estou em trabalho de parto.

(20:12) Ou preciso desesperadamente ir ao banheiro.

(20:13) Dorrrrrrrrrrrrrr.

(20:15) NOELLE VAI NASCER!

(20:15) – ONDE VOCÊ ESTÁ? ONDE O EDWARD ESTÁ? POR QUE OS DOIS ESTÃO COM OS MALDITOS CELULARES DESLIGADOS?

(20:15) – NUNCA VOU PERDOAR VOCÊS SE ESTIVEREM TREPANDO AO INVÉS ESTAREM DE COMIGO NA HORA DO MEU PARTO!

(20:15) AAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAA

(20:17) Eu odeio vocês ):

(20:17) =[[[[[[[[[[[[[[

. . .

— Sabe que é verdade? —Edward disse ao terminar de mastigar, estavam no meio do jantar e da conversa. — Eu nunca dancei com você. Nem na sua formatura, você não aceitou dançar comigo.

— Estamos falando do que nunca fizemos juntos e eu comentei isso, mas eu não sei dançar. — Bella corou. — Com Charlie é fácil, ele também não sabe dançar, então nos entendemos. Emmett também torna isso fácil, porque ele é grandão e me carregava. Mas você? Eu tinha medo que você fosse tirar sarro de mim ou qualquer coisa.

— Eu só... Queria dançar com você, fazer parte daquele momento e segurar você, só isso. — Edward confessou com um suspiro.

— Eu sinto muito. — ela sussurrou.

— Ok! Então, vamos resolver isso.

— O que?

Edward se levantou e foi para o lado dela, lhe oferecendo a mão.

— Posso ter esta dança?

— Edward... — ela riu, corando. — Não tem nenhuma música tocando.

— Eu tenho uma música na minha cabeça, no meu coração e agora eu preciso ter minha garota nos meus braços, vamos, me concede essa dança?

Bella suspirou, mordendo o canto do lábio inferior, mas pegou sua mão.

— Nós podemos dançar aqui? — ela perguntou ao se levantar.

— Sim, podemos. Vem.

http://www.youtube.com/watch?v=-Y-bd3aDMGA

(Elvis Presley — Love Me Tender)

Não muito distante da mesa, Edward passou o braço ao redor da cintura dela e juntou seus corpos, deixou que ela pousasse uma mão em seu ombro e segurou a outra no ar. Então eles começaram a se bailar suavemente no lugar.

Edward beijou sua testa e então aproximou o rosto de sua orelha.

— Love me tender, love me sweet, never let me go. — ele cantou suavemente. — You have made my life complete, and I love you so.

A voz rouca e baixa dele percorria seu corpo lentamente, fazendo um arrepio lhe percorrer.

Love me tender; love me true, all my dreams fulfilled... For my darlin' I love you, and I always will.

Bella sorriu, sentindo as lágrimas se formarem em seus olhos. Eles dançaram com suavidade e leveza, sentiam parecer flutuar no lugar e, ainda assim, mal se mexerem.

— Love me tender, love me long, take me to your heart… For it's there that I belong, and we'll never part.

Edward ergueu a cabeça e olhou em seus olhos, querendo cantar diretamente pra ela:

Love me tender, love me dear, tell me you are mine... I'll be yours through all the years, till the end of time.

Bella respirou fundo e cantou suavemente com ele:

— Love me tender; love me true, all my dreams fulfilled... — Edward juntou suas testas e cantaram de olhos fechados: — For my darlin' I love you, and I always will.

Eles ficaram juntos, apenas respirando e dançando em silêncio. Ao som da batida de seus corações. Então ele a beijou, tão doce quanto tinha cantado.

— Edward Cullen, você faz eu me apaixonar por você a cada segundo, cada vez mais. — Bella sussurrou.

Edward sorriu e beijou sua mão.

— Eu tenho te amado por muito tempo, minha intenção agora é faz você me amar tanto que não tenha outra opção a não ser ficar comigo, Isabella Swan.

— Eu já faço isso, eu quero ficar com você minha vida inteira.

Segurou o rosto dela entre as mãos delicadamente e beijou ternamente seus lábios, selando aquela promessa.

Depois de mais um beijo, eles voltaram à mesa para terminar o jantar.

Antes de sentar, Edward pegou o Iphone no bolso, estranhando a falta de ligação. Não que esperasse algo do trabalho, na verdade, era a falta de ligação de Rosalie. Tentou, mas ele não ligou, estava descarregado.

— O que foi?

— Meu celular descarregou e eu nem vi. Eu estava trocando mensagens com você e nem me toquei que a bateria estava acabando.

— Você está esperando alguma ligação importante? — perguntou e levou uma garfada de ravióli a boca.

— Na verdade, não. E mesmo se estivesse, ia recusar. Estou estranhando a falta de ligação da Rose, ela me ligou hoje à tarde e parecia bem empolgada por nós, pensei que ela iria nos importunar a noite inteira. — rindo, guardou o celular no bolso.

— É verdade, estranho. — Bella murmurou, deixou o garfo no prato e pegou o Blackberry em sua bolsa, estava desligado. — Desligado.

— Sem bateria também? — brincou.

Ela apertou pra ligar e o celular acendeu.

— Deve ter desligado quando eu sentei em cima da bolsa no carro. — disse rindo. E quando celular ligou, não tinha nenhuma mensagem ou ligação perdida. Franziu o cenho. — Nada.

— Será que está tudo bem ou devemos ligar? — Edward brincou.

— Eu não sei, não quero cutucar a onça com... — antes que terminasse a frase, as mensagens começaram a chegar. Ela esquecia que se as mensagens chegassem quando o celular estava desligado, só iriam aparecer alguns segundos após ser religado. Uma atrás da outra, todas de Rosalie. E ligações perdidas de Emmett. — Oh merda. Merda, merda, merda, vamos, temos que ir, Cullen, tipo, agora.

— O que?

— Hospital, temos que ir para o hospital. — entregou o celular pra ele. — Rosalie entrou em trabalho de parto.

-

— Não! Primeiro vamos pra minha casa, temos que ir pegar nossas camisas! — Bella lembrou, já dentro do carro.

— Que camisas? — ele franziu o cenho.

— As camisas de padrinhos que eu te falei há meses, Cullen. Eu pedi seu número para fazê-las, lembra?

— Ah sim! As camisas rosa?

— Isso, vamos rápido. Ah! E também temos que comprar flores pra Rose! E balões! Deus! Será que vamos encontrar algum lugar que venda tudo isso há essa hora? Se a gente perder esse nascimento, Rosalie vai acabar com a gente, você sabe disso, né?

— Se acalma bebê, dará tudo certo, vamos conseguir.

Edward dirigiu rápido, mas com segurança, para o apartamento de Bella e ficou esperando do lado de fora enquanto ela corria para buscar as camisas. Voltou com uma sacola e ele dirigiu para um shopping 24 horas. Estacionou o carro do lado de fora e se apressaram para buscar o que precisavam; resolveram se dividir para ser mais rápido, ela foi atrás dos balões enquanto Edward foi comprar as flores. E se encontraram junto ao carro e foram ao hospital.

. . .

(22:30).

Quando Edward estacionou na frente do hospital, Bella tirou as duas blusas especiais da sacola. Ele tirou o paletó, puxou a camisa de dentro das calças e foi abrindo os botões rapidamente, ela vestia a dela sua sobre o vestido mesmo. Tudo tão rápido quanto eles podiam.

— Deus, eu espero que a Noelle não tenha nascido ainda ou a Rosalie vai nos matar. Ou pior, me capar. — Edward murmurou vestindo sua blusa.

Bella gargalhou.

— Não foi você que mandou eu me acalmar, Cullen? — zombou. — E te capar é pior do que te matar?

— Isso foi antes. E claro! E você sabe disso, aposto que você ia sofrer mais com a falta dele do que a minha falta.

— Com certeza. — riu, arrumando o cabelo no espalho do carro. — Vamos.

Eles desceram do carro, desajeitados e apressados, terminando de arrumar suas blusas. As duas eram blusas rosa e combinando – na frente estava escrito "Seja-bem vinda ao mundo Noelle!" e nas costas "Finalmente! Minha afilhada nasceu!".

— Arruma seu vestido, não quero ninguém vendo seu traseiro. — Edward resmungou, indo para a porta traseira de seu carro.

— O que? — ela riu, abaixando o vestido.

Edward entregou a ela os quatro balões comemorativos que tinham comprado – eram grandes, prata com rosa com os escritos: Parabéns mamãe! Parabéns papai! Seja bem vinda! Melhor afilhada do mundo! –, então levou o grande buquê de rosas vermelhas. Fechou a porta e ativou o alarme.

Pegando a mão dela e foram rapidamente para o hospital.

Os dois nem precisaram pedir instruções sobre o lugar de tão acostumados que estavam. Emmett foi a todas as consultas de Rosalie, então ambos já os tinha acompanhados em alguma delas; inclusive, estavam os quatro quando foi revelado o sexo do bebê.

Subiram de elevador para o andar da maternidade e passaram na recepção apenas para perguntarem onde era o quarto de Rosalie Hale-Swan. E seguiram as instruções da enfermeira de como chegar até a ala das suítes particulares, onde ela estava internada.

Edward bateu duas vezes antes de abrir a porta pros dois entrar.

— Hey! Como está a minha mamãe favorita? — ele disse com um sorriso enorme.

— Oh, olha quem resolveu aparecer. — Rosalie disse sarcástica.

Ela estava de costas, inclinada sobre a cama com Emmett atrás, massageando suas costas; ele nem ousou rir alto, mas sorria.

— Pare de sorrir, Emmett.

— Como você...

— Ohhh. — ela choramingou e ofegou. Emmett massageou em círculos suas costas. — Merda.

— Como você está Rose? — Bella perguntou.

— Oh, então você veio também.

— Claro que eu vim, Rose. Sentimos muito pela demora; o celular do Edward descarregou e eu nem vi que o meu tinha desligado, nem imaginávamos que você ia entrar em trabalho de parto no meio do nosso jantar. Sim, estávamos jantando, não transando, mas viemos assim que eu vi sua mensagem. Desculpa, nunca perderíamos o nascimento da nossa afilhada de propósito.

— Você jura? — Rosalie choramingou.

— Claro Rosalie.

— Além do mais, esse é o bebê do meu irmão e da minha melhor amiga, acha mesmo que eu não ia querer estar aqui? Eu não perderia isso por nada nesse mundo.

— Eu, eu... — Rosalie se virou e parou surpresa. — Oh! Flores, balões e camisetas combinando? Own, isso tudo é pra mim e pra Noelle? Obrigada, vocês dois, obrigada... — fungou antes de cair nas lágrimas. — Isso significa muito pra mim, estava tão... Tão apavorada de ter que fazer isso sem vocês aqui.

— Nunca, coração. — Edward garantiu. — Não perderíamos isso por nada nesse mundo mesmo.

— Obrigada, eu amo vocês.

Bella se aproximou e lhe deu um abraço, muito desajeitado pela grande barriga entre elas, mas ainda parecia perfeito. E depois Rosalie foi abraçar Edward, recebendo dele também um beijo no alto da cabeça.

— É tão bom ter vocês aqui. — Rosalie sorriu, com as lágrimas secando em seu rosto. — Emm, pegue meus balões e minhas flores. E precisamos de fotos de vocês com essas blusas, são perfeitas e superlindas.

— Você não estava com dor? — Bella perguntou com o cenho franzido.

Emmett gargalhou, mas se manteve calado. Pegou os balões e as flores, amarrando os no braço de uma cadeira e deixando o buquê ali também, por não terem nenhum vaso.

— O que agora? O parto é hoje mesmo, certo?

— Claro que sim, acha que eu faria esse drama a toa? — Rosalie perguntou parecendo ofendida.

— Você realmente quer a resposta disso ou é uma pergunta retórica, Rosalie?

— Eu não gosto da sua atitude ou do seu tom, Isabella. — Rose bufou, dando as costas para elas com a mão sobre a barriga.

Ela pegou uma escova de cabelo sobre a cama e ficou escovando os longos castanhos, olhando a janela. Ela parecia enorme em seu pijama-vestido branco de algodão até o meio de suas canelas e pantufas de ursinho nos pés; ela tinha um acesso venoso preso com esparadrapo no seu braço, pra se precisasse tomar medicamentos; sem maquiagem, seu rosto parecia mais inchado e seus olhos menores que o normal, sua aparência estava mais cansada e abatida, mas ainda parecia linda. Brilhava; como brilhou antes e durante toda sua gravidez.

A suíte em que ela estava era grande, confortável e arejada. A parede aposta era com janelas do chão ao teto, mostrando o céu escurecido e com algumas estrelas da noite de Nova York. O resto era decorado em branco e tons de creme; uma cama hospitalar que parecia um pouco maior que a média e confortável, com um travesseiro amassados e lençóis bagunçados, mostrando que Rosalie estivera deitada ali há pouco tempo. Ao redor toda a aparelhagem médica e suporte de soro e medicamentos; no quarto também tinha um sofá de dois lugares, uma grande poltrona e porta que devia dar para o banheiro.

— Emmett, o que aconteceu? Ela vai ter esse bebê hoje ou o quê?

— Ela realmente entrou em trabalho de parto, mas ainda não está exatamente... Parindo.

— Parir é uma palavra feia. — Rosalie comentou e se virou pra eles de novo. — Dar a luz é um termo melhor. Eu não estou dando a luz ainda.

— Então...? — Edward franziu o cenho, confuso.

— Eu estava com contrações fortes e vocês não me respondiam, eu não queria passar por isso sem vocês, já basta o fato de que Charlie não está aqui, só vai chegar amanhã. Eu me desesperei, ok? Parem de me fazer parecer à louca neurótica e desesperada sempre, que saco.

— Então, o que?

— A obstetra já veio aqui e disse que ela está fazendo isso bem. — Emmett disse sorrindo para a esposa. — Disse que ela deve ter começado o trabalho de parto no meio da tarde, mas só quando chegou a uns quatro ou cinco centímetros de dilatação começou a incomodá-la de verdade.

— Como não queríamos fazer algo planejado, estávamos atentos a qualquer mudança, mas eu pensei que fosse só os incômodos de sempre, sabe? Nesses últimos dias estava ficando realmente difícil. Aí as dores ficaram mais intensas e aqui estou eu.

— Sua bolsa já estourou? — Edward perguntou.

— Hum... Nope.

— Ok. Rosalie, com quantos centímetros de dilatação você está agora?

— Primeiro, Isabella, eu devo informar que a dilatação é algo muito relativo, quero dizer...

— Rose...

— E que eu posso dilatar vários centímetros em poucos minutos...

— Rose.

— Assim como posso demorar, hum, algumas horas.

— Rosalie, quantos centímetros?!

— Tá. Seis. Seis centímetros. Mas se você quer saber, de seis para dez é um pulo. Apenas quatro centímetros.

— E qual a previsão para você completar isso?

— Hum... Um tempo pequeno se levarmos em consideração de que estou fazendo um milagre? — arriscou sorrindo e apontou para a própria barriga com as duas mãos. — Eu quero dizer, é um bebê.

— Rosalie!

— Eu não sei! Parem de me julgar! Emm, faz eles pararem. — choramingou com um beicinho.

— Tudo bem, tudo bem, parem de perturbar minha mulher, esse tipo de estresse não vai fazer bem pra ela ou pro bebê.

— Nem aqui tá estressando ela, queremos apenas uma estimativa.

— Nós chegamos aqui era dez pras nove, algo assim, ela estava perto dos cinco centímetros. Acho que ela chegou aos cinco centímetros às nove. Agora são... — ele pegou o celular no bolso, checou a hora e o guardou novamente. — Dez e trinta e sete, ela está com seis.

— O que? — Bella arregalou os olhos. — Uma hora pra cada centímetro, no mínimo? Eu pensei que a Noelle já estivesse coroando, não que faltassem, no mínimo, quatro horas!

— Do que você está reclamando?! Eu é que vou sentir toda a dor, tudo que vocês têm que fazer é sentar seus traseiros aí e não me deixar sozinha, só isso!

— Ou podemos ir pra casa, transar e dormir um pouco, então voltar daqui a quatro horas. — Bella disse com sua voz de 'não é óbvio?'.

— E você vai me trocar por um pedaço de pau?!

— Bem, se esse pedaço de pau for do meu namorado, bem, acho que sim. — riu.

— Você... — Rose estreitou os olhos e os homens estavam prontos para intervir para que não brigassem, mas então ela gargalhou. — Vadia. Não é como se eu estivesse te impedindo de ir para o banheiro e foder um pouco, só não quero vão muito longe.

— O que? Nem pensar. — Emmett rosnou. — Cara, não. Eu me recuso a ouvir os barulhos de vocês dois fodendo no banheiro. E eu sei o quanto o Edward é barulhento, imagina agora que é com uma mulher de verdade.

— O que? Cara. — Edward gargalhou.

— E não é verdade? Eu me lembro das tuas épocas de punhetas, meu irmão, você era um gemedor.

— E suas punhetas eram caladas, né? Vai se foder, cara, você batia punheta como se estivesse comendo alguém, cheio de palavrões.

— Oh, ele ainda faz isso. — Rosalie suspirou sonhadora e mordeu o lábio inferior.

— Vê essa cara? Ele está se lembrando de nós fazendo sexo. Consegue ver o prazer no rosto dela? E são apenas lembranças, meu caro. — Emmett disse presunçoso, fazendo Edward gargalhar.

— Mas que porra é essa? — Bella disse confusa. — Por que sempre que a gente se junta parece um programa do Jerry Springer? Do que estamos falando?

— Estamos falando sobre você ser minha melhor amiga, madrinha da minha filha e me dever isso, Isabella Marie Swan!

— Ok, Rosalie Lilian Hale-Swan! — caminhou para o pequeno sofá do quarto, sentando pra tirar o salto.

— Sabe bebê, acho que devíamos nos casar. — Edward comentou com a naturalidade de quem comenta o tempo, não matrimônio.

— O que? — ela ergueu a cabeça, realmente surpresa.

— Você sabe. Quando você e a Rosalie fazem essas discussões de nomes completos, acho que ficaria melhor 'Isabella Marie Swan-Cullen'.

— Mas que merda... — Rosalie franziu o cenho para Edward. — Isso foi um pedido de casamento? Porque se foi, saiba esse foi o pior pedido da história dos pedidos de casamento da história. — e gargalhou.

— Não foi um pedido de casamento, apenas um comentário. Você me conhece melhor do que isso, coração, sabe que eu nunca faria um pedido assim. — sorrindo, piscou pra ela.

— Esse é o meu garoto.

— Meu pé tá doendo. Não acredito que usei esse sapato alto horrível à toa e nem meu sexo de recompensa vou ter. — Bella bufou, massageando os próprios pés.

— Deu uma vez e agora quer dar mais do que chuchu na cerca? Mas que vadia.

— Há! Há! Há! Olha quem fala né, Rosalie?

— Eu criei um monstro. — Edward brincou e foi para sua garota. Sentou ao lado dela do sofá. — Vem, coloca seus pés aqui e eu massageio pra você, bebê.

— Hum, gosto assim. Obrigada, Cullen.

— E prometo de compensar depois, ok?

Mordendo o canto do lábio inferior, ela sorriu e assentiu.

— Vem aqui, me dê um beijo e eu faço sua massagem.

— Que chantagista. — ela brincou revirando os olhos e se inclinou, beijando-o suave e lentamente. — Eu amo você. Agora... Meus pés.

Edward riu e deixou que ela colocasse as pernas sobre seu colo, pegando o pé para massagear.

— Não é bonitinho? — Rosalie sussurrou para o marido. — Eles estão tão felizes e agindo como um casal.

— Muito. — ele se aproximou da esposa, pousando as mãos em sua cintura. Sussurrando também: — Gosto de vê-los tão felizes quanto à gente.

— E isso significa muita coisa, quer dizer, somos muitos felizes, né? Você é feliz, certo?

— Mais do que eu jamais imaginei que pudesse ser e graças a você. E agora a nossa bebê. Obrigado, Rose. — beijou a testa dela.

— Eu amo você, Emm. — colocou os braços sobre os ombros dele, acariciando sua nuca. Seus olhos marejaram. — Obrigada por me dar o que eu sempre sonhei... Uma família.

— Hey, para com isso, eu apostei com o Edward que não choraria nesse parto e você tá quase me fazendo perder cinquenta dólares.

— Deus, Emmett. — ela revirou os olhos. — Será que vocês tem apostar tudo?

— Não tudo, eu nunca apostei você.

— E eu não sei se me sinto lisonjeada ou ofendida, porque apostas com o Edward parece ser uma parte importante da sua vida.

— Isso porque apostas são coisas incertas e que eu posso perder. E eu nunca poderia correr esse tipo de risco sobre você. Eu não posso perder você.

Rosalie suspirou e as lágrimas descerem por seu rosto.

— Ainda não bem que eu não estou nessa aposta de não chorar, né?

— Com certeza. Eu também amo você, ursinha. — ele beijou a testa dela.

— O que vocês estão cochichando ai? — Bella perguntou. — Vocês cochichando nunca é uma boa ideia.

Emmett riu antes de beijar sua esposa apaixonadamente.

. . .

(22:43).

Bella bocejou.

— Há quanto tempos estamos aqui?

— Vocês dois? Uma hora. — Emmett respondeu.

— Ah, merda. — Rosalie choramingou e se arqueou na cama quando uma nova contração lhe atingiu.

Emmett se levantou e apertou a mão dela, usando a outra mão para acariciar seu rosto. Agora ela estava nos sete centímetros e as contrações estavam mais fortes e longas, apesar de terem vários minutos entre elas. Aquela pareceu durar um minuto e Rosalie parou com um suspiro.

— Está tudo bem, você está fazendo isso muito bem, amor. — Emmett a incentivou e beijou a testa dela.

Rosalie não respondeu, voltou a deitar e fechar os olhos, meio ofegante.

Edward estava sentado no sofá, Bella estava deitada com os pés sobre o colo dele, Rosalie deitada na cama hospitalar e Emmett sentado na poltrona, que tinha arrastado pra perto da cama e, assim, podia segurar a mão dela.

— Eu estou com fome. — Bella comentou.

— Vocês não estavam jantando? — Emmett perguntou com o cenho franzido.

— Paramos no meio da refeição. Aliás, você está me devendo um jantar. Edward? Hey, nem pense em dormir. — ela ergueu o pé e passou no rosto dele.

— O que? — ele piscou sobressaltado.

Os irmãos Swan riram.

— Nada de dormir, Cullen.

— Quem aqui estava dormindo? Eu não estava dormindo.

— Oh, não? Então o que estava fazendo? Meditando.

— Meditando? — Emmett repetiu e gargalhou.

— Refletindo? — Edward arriscou, arrancando mais risadas, inclusive de Rosalie.

— Era só um cochilo, nada demais.

— Nada de dormir, Cullen, nem cochilos ou sonecas. E ainda temos mais umas três horas pela frente. No mínimo.

— Parem falar isso, vocês estão fazendo com que eu me sinta culpada. — Rose choramingou.

— Está tudo bem, coração, estou feliz por estar aqui. De verdade. — Edward garantiu. — Você sabe que eu amo você.

— Tá, eu preciso me levantar por que... Não aguento mais ficar aqui. Minhas costas estão doendo.

— Eu te ajudo, vem.

— E eu vou ir à lanchonete do hospital comprar algo pra comer. — Bella disse ao se levantar também e olhou pra Edward. — Quer alguma coisa?

— Eu apreciaria um café, por favor.

— Tudo bem. Cadê o dinheiro? — estendeu a mão.

— O que?

— O que? Eu deixei minha bolsa no seu carro, lembra? — ela riu. — Vamos.

— Gosto assim, Bells. — Rosalie disse. — Você abre as pernas, ele abre a carteira.

— Eu realmente não vejo a hora da Rose começar a passar seus ensinamentos para a filha. — Edward disse rindo e levantou para pegar a carteira no bolso da calça.

— Ela não vai.

— Por que, Emmett? A teoria de 'abra as pernas e ele abre as carteiras' me parece um ótimo ensinamento. — Edward ironizou e deu uma nota de cinquenta a namorada. — Aqui. Um café preto com açúcar.

— Não a minha princesinha. — Emmett rosnou. — Ela só vai começar a pensar nisso quando chegar aos trinta. Ou melhor, quarenta anos.

— Com os pais que ela tem? Acho que não. E cinquenta dólares por um café? As maravilhas de um namorado rico. Posso ficar com o troco? — Bella brincou.

— Eu aceito meu troco em favores sexuais, mais tarde. — ele sorriu maliciosamente e a beijou.

— Estou indo com você. — Rosalie disse. — Preciso dar uma caminhada.

— Então eu vou também.

— Emmett, por favor. — ela revirou os olhos.

— Eu não vou te deixar caminhar sozinha em pleno trabalho de parto pelo hospital, Rosalie.

— Não seja tão dramático, por favor.

— Eu, dramático? — ele ironizou com um sorrisinho de lado.

— Idiota. — ela riu, revirando os olhos novamente. — A questão é que eu não preciso de um cão de guarda. Além do mais, estamos em um hospital, tenho certeza que terei ajuda suficiente se sua filha resolver apressar as coisas. E agora, pare de tentar engolir o rosto dela, Edward, vamos.

— Mmmm... — ele foi parando o beijo aos poucos.

Bella riu e se afastou.

— Vamos.

Elas saíram do quarto e andaram lado a lado. Bella não podia evitar a vontade de rir pela maneira que Rosalie andava com uma mão nas costas e meio como um pato.

— Se você não parar de me encarar com esse risinho irritante, eu vou te dar um soco, Isabella. — Rosalie rosnou sem nunca olhar para o lado.

— Sério, como é que você faz essas coisas?

— O que?

— Saber o que estamos fazendo sem nem olhar?

— Eu conheço vocês muito bem. E também é meio que instinto materno, ou algo assim, que seja, pare de rir.

As duas foram de elevador para a lanchonete do hospital.

Bella comprou o café do Edward e pegou vários pacotinhos de açúcar e uma colherzinha de plástico pra mexer, também pegou dois misto-quente e duas cocas, enquanto Rosalie uma garrafa de água gelada.

Com os lanches e refrigerantes em uma sacola e o café na mão, enquanto a cunhada bebia sua água com canudinho, elas subiram de volta a ala da maternidade.

— Não, Mike, não. Eu disse lavanda e não lilás. Eu não vou ficar em um quarto decorado em lilás, eu quero lavanda. Vou esperar lá fora, dê um jeito.

Bella e Rosalie se entreolharam ao som da voz feminina aguda e nasal. Elas só não caíram na gargalhada porque no mesmo instante uma mulher grávida saiu do quarto, a dona a voz. Era uma mulher baixa e com a enorme barriga se destacando sob o roupão de seda e chinelo de dormir da mesma cor, lilás – ou, como ela devia chamar, lavanda. Ela tinha grandes rolos enrolados em seu cabelo e uma redinha roxa sobre eles. Seu rosto, obviamente inchado pela gravidez, estava maquiado, principalmente seus olhos, com uma forte sombra roxa, delineador, lápis e muito rímel sobre seus cílios postiços. E o pior era o cheiro, um forte e enjoativo perfume de lavanda., as duas podiam apostar.

— Oi, fabulosas. — a mulher disse com um sorriso enorme. — Vejo que você deve ser minha vizinha de quarto, não? Eu sou Jessica Newton.

— É... Eu sou. — Rosalie disse meio incerta, olhou para Bella e depois para Jessica. — Eu sou Rosalie Swan. E essa é a minha cunhada, Bella Swan.

— Swan? Como do grupo de advogados Swan?

— Exatamente.

Oh my gooood, isso é tão fa-bu-lo-so, quero dizer, é um prazer. — ela deu uma risada histérica assustadora.

Bella teve que morder os cantos das bochechas para não rir. A risada da mulher soava exatamente igual a da Janice de Friends. Tinha que dar créditos a Rosalie por conseguir manter um sorriso amigável e simpático no rosto; ela era profissional em manter uma imagem profissional, mesmo que quando chegasse no quarto fosse comentar e rir, Bella sabia.

— É o seu primeiro filho, fabulosa?

— Sim, minha filha...

— Oh my gooood, é uma menina também? Isso é tão... Alinhamento estrelar e cósmico, se vocês me entendem. Hahahaha. — e mais risada bizarra. — Eu também vou ter uma menina. Elas podem ser amigas, você pode imaginar isso? Fa-bu-lo-so. Sua filha, herdeira de um escritório de advocacia tão famoso e a minha, herdeira de uma grande fábrica de sabão, acho que vocês devem conhecer, é claro, Newton Soft, é do meu marido, estamos crescendo cada vez mais. Elas vão ser fa-bu-lo-sas. Hahahaha. Eu já estava assustada com que tipo de vizinhança teria nesse hospital. Não que eu tenha algum problema com pobres, claro que não, eu não sou esse tipo de socialite, eu até ajudo instituições de caridade, eu só não queria ter que dividir minha maternidade com eles, sabe como é, eles tem muito filhos e aquelas doenças do subúrbio e guetos, como... Piolhos. Vocês sabem, oh my god, ewwww, tão nojento. E minha filha vai ser uma princesa literalmente, porque pretendo escrevê-la naqueles concursos de beleza do Toddlers & Tiaras, você sabe, ela vai mandar tããão bem, vai ser fa-bu-lo-sa. E já comentei que o nome dela será Cleo? De Cleopatra, só esse nome já implica em poder, vocês sabem, né? Fa-bu-lo-so. Hahahaha.

— Ohhhh. — Rosalie gemeu com a mão na barriga, arfando. — Oh Bella, é uma contração. Eu sinto muito, Jessica, adoraria ficar e conversar, mas eu preciso sentar e... Meu marido, por favor.

— Oh não, não, eu totalmente entendo. Em breve também vou passar por isso. Boa sorte, fabulosa.

— Oh, você também, tenha um parto fa-bu-lo-so, minha querida fabulosa.

— Oh my god, obrigada. Tchau. — com sua risada estridente, Jessica voltou para dentro do quarto. — Ainda não arrumou tudo isso, Mike?!

— Vamos, vamos embora daqui logo. — Rosalie rosnou e elas se apressaram de volta ao quarto.

Quando entraram e fecharam a porta, caíram na gargalhada.

— Você não estava realmente numa contração, né? — Bella perguntou.

— Claro que não, mas se eu ouvisse outra vez "oh my god, fa-bu-lo-so" — imitou a voz nasal. — eu ia dar um soco na boca daquela mulher.

— Eu sei! — Bella gargalhou. — O que foi aquilo?

— Eu não sei. Só sei que aquela mulher tava me dando nos nervos e só ficamos juntas por alguns segundos. Quero dizer, aqueles comentários sobre pobre e piolhos? Juro, eu tive vontade de fazê-la calar a boca com um soco, que mulher mais... Ugh, desagradável. E me poupe, como se a Newton Soft fosse alguma coisa importante nesse mundo, testei o amaciante da marca uma vez e me deu uma coceira dos infernos, sem contar maldito aroma de lavanda. Você sentiu o cheiro da mulher? É como se ela usasse o próprio amaciante como perfume. Maldição. Espero não ter que trombar com ela novamente.

— Como não? Suas filhas são amigas e vai ser fa-bu-lo-sas. — Bella ironizou.

— Com certeza isso não vai ser nada fa-bu-lo-so. — Rosalie bufou e elas gargalharam novamente.

Edward e Emmett olhavam suas mulheres e depois se entreolhavam.

— Você está entendendo alguma coisa ou é um daqueles momentos em que, não importa meus anos de faculdade, nunca vou entender por ser algo Bellie? — Emmett perguntou confuso.

— Algo é Bellie, mano. — Edward respondeu resignado. — Nunca vamos entender algumas das coisas Bellie.

Bellie? — Bella repetiu com o cenho franzido.

— Bella e Rosalie juntos, Bellie. — Rosalie explicou. — Eu estava brincando de juntar nossos nomes e, para o seu irmão, Bellie é melhor do que Rosbella.

— Eu já te expliquei que é porque Rosbella parece nome de comida, por favor, tipo Rosbife.

— E Bellie é nome de cachorro, por favor.

— E como ficaria o meu e do Emmett? — Edward perguntou divertido. Bella segurava seu café, enquanto ele abria os pacotinhos e jogava o açúcar dentro.

— Eu estava pensando em Emward, talvez Edmett? — Rosalie disse com um sorriso divertido. — O nome de vocês é difícil. E eu realmente tentei pensar em uma maneira agradável, mas tudo que podia pensar era na relação yaoi de vocês, isso era muito mais divertido.

— Relação yaoi? — Edward franziu o cenho.

— Sem pergunta, sem resposta, por que você perguntou? — Emmett lamentou.

— Eca, Rose. — Bella gemeu, sabendo bem o significado de yaoi.

— O que? Vai dizer que nunca pensou sobre Edward e Emmett juntos? E que não iria ser bem quente? Qual é.

— O que?! — Edward exasperou.

— Ugh, não. Emmett é meu irmão, lembra? Eca.

— Mas ele é meu marido, enquanto Edward e eu não temos nenhum laço sanguíneo, então eu posso imaginar a vontade. — Rosalie riu debochada.

— E eu volto a dizer... O que?

— Cara, Rosalie tem alguns... Problemas.

— Que problemas? Ela é uma pervertida que fica imaginando nós dois juntos?

— Tipo isso. — Emmett riu.

— O que? Agora eu sou a pervertida? Vai dizer que vocês nunca imaginaram, viram ou fizeram nada juntos? Eu quero dizer, vocês são melhores amigos desde a infância, sabem como cada um agia durante as sessões de masturbação, mas nunca imaginaram fazendo nada?

— Não. — Edward disse firme. — Isso quer dizer que você e Bella já fizeram alguma coisa juntas?

— Não, mas porque eu já estava com o Emm quando a conheci e eu não sou do tipo que traí. Se eu fosse amiga dela antes, com certeza teríamos ficado em algum momento.

— Eu nunca sei se devo te dar meus pêsames ou felicitações pela sua esposa, cara, sério. — Edward zombou.

— Eu sei. — Emmett gargalhou.

— O que? Eu sou tão liberal quanto a Rose. A diferença é que ela é uma vadia aberta, eu sou mais discreta. Além do mais, nós já nos beijamos.

— O que? — os homens perguntaram juntos, de olhos arregalados.

— Estou brincando, seus pervertidos. — Bella riu. — Foi apenas um selinho.

— Nós sempre damos selinho, não é uma grande coisa. — Rose revirou os olhos.

— Também não temos a mínima vergonha uma da outra. — Bella lembrou.

— Tá, eu devo ter ciúmes de vocês juntas ou o que?

— Claro que não. Não agora que sou casada e serei mãe. — Rose brincou. — E agora volte a você e o Emmett, alguma coisa juntos?

— Não.

— Bem... A gente se via nu e até tomava banho juntos, né.

— Deus, você tinha sonhos homoeróticos comigo?!

— Eu tinha! — Rosalie disse rindo. — Quero dizer, sobre vocês dois.

Emmett gargalhou, mas todos pararam quando Rosalie começou a ter outra contração forte. Quando passou, ela parou ofegante.

— Eu estou bem, só preciso de um pouco de água. — ela guiou o canudinho da garrafa à boca e sugou vários goles. — Então, voltando aos sonhos...

— Não, não, assunto encerrado, próximo assunto. — Edward disse rapidamente.

— Tudo bem. Fica na sua imaginação, Bella.

— Meu irmão e meu namorado? Hum, não, obrigada. Prefiro imaginar meu namorado e um homem estranho.

— Até tu, Bella? — ele perguntou horrorizado, enquanto Rosalie e Emmett gargalhavam.

Rindo, Bella deu ombros e sentou no sofá para comer seu lanche, dizendo ao irmão que tinha comprado algo pra ele também. Como Rose não podia comer, ela sentou na cama e tentou relaxar. E naquela conversa tentar passar o tempo.

. . .

(00:01).

— Está doendo, aaaaai. — Rosalie choramingava.

Aquela pareceu durar mais. Ela já estava deitada na cama novamente, de olhos fechados e apertando a mão do marido. E também pareceu ser mais dolorosa. E quando passou, ela estava ofegante, com Emmett secando o suor de sua testa.

— Eu sinto muito, gostaria de poder fazer mais pra você, amor. — Emmett sussurrou, secando o suor de sua testa com uma toalha de mão e então beijou o alto de sua cabeça. — Mas você está se saindo muito bem.

Ela lhe ofereceu um sorriso cansado.

— Querem saber da novidade? É oficial, Noelle Madeline Hale-Swan irá nascer apenas no dia 13 de junho. — Edward comentou olhando o visor de seu celular da namorada.

— Acho que esse deve ter sido o plano dela desde o início, não? Posso lembrar que daria pra gente ter terminado nosso jantar, ir para casa e depois voltar para o hospital, e ainda estaríamos aqui para o nascimento?

— Não reclame sobre sua falta de sexo comigo, Isabella, lembre que eu disponibilizei meu banheiro pra você.

— Nem sonhem. — Emmett bufou.

— Será que falta muito agora, coração? — Edward perguntou suavemente.

— As dores estão ficando mais forte, acho que... Não-ahhhh. — sua frase foi interrompida pela contração.

— Respire amor, apenas respire sobre a dor.

— Vejo que cheguei no meio de uma contração. — a enfermeira simpática que estava cuidando de Rosalie desde que entraram no hospital disse. Era uma mulher magra e pequena chamada Maggie. — Eu vim ver com quantos centímetros de dilatação você está e checar tudo sobre você e sua linda filha.

A contração de Rosalie acabou e ela parou ofegante na cama.

Bella observou a enfermeira calçar outro par de luvas descartáveis e se aproximar de Rosalie. Estava sentada ao lado de Edward no sofá, quase em seu colo, com o braço dele sobre seu ombro e sendo abraçada; sentia-se como uma gatinha escolhida e procurando carinho, estava confortável. Como se lesse seus pensamentos, ele beijou seus cabelos.

— Oito centímetros, isso é muito bem, Rose. — Maggie elogiou depois fazer um exame de toque para saber quantos centímetros de dilatação. — Você está fazendo isso maravilhosamente bem. Nesse ritmo, em duas horas você terá sua bebezinha nos braços.

— Isso vai ser muito bom. — Rosalie sorriu.

— Sim, certo? — a enfermeira tirou as luvas e a jogou no lixo. — Está tudo bem com a sua pressão e o bebê, agora é sua chance de decidir, você realmente quer fazer naturalmente? Sem epidural e nenhum tipo de medicamento?

— Eu... Eu estou. — ela gaguejou. — Meu corpo foi biologicamente feito pra isso, dar a luz. Ele pode fazer isso, eu posso fazer. Eu não vou acelerar ou atenuar nada, eu quero sentir toda a experiência, assim como minha mãe fez comigo, quero tudo da maneira mais natural possível.

— Eu não quero soar como se estivesse te pressionando ou tentando assustar para que tome os analgésicos, mas é meu dever como sua enfermeira, prezar pelo seu conforto. E a dor que você está sentindo, vai piorar. Você tem cem por cento de certeza de que não quer? Porque depois você não poderá tomar.

— Obrigada por se importar, mas eu realmente não quero.

— Tudo bem. Você é uma mulher jovem muito corajosa, minha querida. — Maggie sorriu. — Vocês sabem onde me encontrar e volto em breve para fazer uma nova checagem.

— Ok, obrigada.

— Você é bem-vinda. Agora se me dão licença.

Quando a enfermeira saiu, Edward e Bella se aproximaram.

— Você tem certeza disso, coração? — Edward perguntou suavemente.

— Sim. Eu e Emm já tivemos essa mesma conversa várias vezes e não vou mudar de ideia.

— Só me preocupo com você. — ele pousou a mão na canela dela e afagou. — Não gosto da ideia de que sinta dor sem necessidade, coração.

— Eu aprecio isso. Merda, eu preciso fazer xixi. — ela choramingou.

— Vem que eu te ajudo. — Emmett disse prontamente.

. . .

(00:34).

— Obrigada por vir comigo, eu estava realmente precisando de um tempo e de esticar minhas pernas. — Bella disse sorrindo, enquanto caminhava abraçada com Edward pelo corredor do hospital; com o braço na cintura dele, enquanto o dele estava sobre seu ombro.

— Eu precisava sair também. Eu te juro que quero estar ali com a Rose, mas vê-la com tentar dor estava acabando comigo.

— Isso é porque você a ama, é difícil ver quem amamos com dor. Não vê o Emm?

— Eu sei. Eu nunca vi seu irmão parecer tão desesperado e impotente como hoje. Ele está tentando ser forte pela Rose, mas também está perto de chorar. Deus, eu não posso nem imaginar como estaria no lugar dele.

— Como assim? No dia do nascimento do seu filho?

— Do nosso filho, bebê. — disse enfaticamente e beijou os cabelos dela.

Bella sorriu.

— Não se preocupe, eu vou pedir analgésicos. Muito analgésico. — brincou.

Edward riu e beijou os cabelos dela novamente.

— Mas ainda vai sentir dor e não gosto da ideia de te ver sentindo dor.

Eles pararam em frente ao elevador; Bella apertou o botão para chamá-lo e ergueu o rosto pra ele.

— Nem por um bom motivo? Nosso filho?

— No final eu posso ter a sensação de que valeu a pena, assim como Emmett terá, mas você não poderá tirar o desespero de mim por te ver sofrendo.

— E isso porque você também me ama e não gosta da ideia de me ver sofrendo.

— Pode ter certeza que sim. — sorriu antes de beijá-la.

Foram interrompidos pela chegada do elevador. Edward só garantiu de que estava vazio, então puxou Bella para dentro, empurrando-a contra a parede espelhada, e a beijou novamente, mais apaixonado e pressionando seus corpos juntos.

Tão pouco e já sentia seu pênis acordar novamente ao seu toque. Estava com as bolas suavemente azuis por não ter tido todo o sexo que deveria após o jantar – mesmo que fosse um maldito exagero, levando em consideração todo o sexo que tivera nos últimos dias, estava mal acostumado.

Queria que aquele maldito elevador demorasse mais, mas então ele parou e eles se separaram.

Bella estava meio ofegante, corada e com a boca vermelha, assim como a sua também devia estar, deixando como prova de que estiveram se beijando nos últimos segundos. Quando saíram do elevador, até receberam olhares de algumas enfermeiras. Ele só esperava que não olhassem direto para sua virilha ou veriam a tenda crescente ali.

— Para onde você quer ir? — perguntou. Como gostaria de poder levá-la dali e ter um pouco de seu doce corpo novamente.

— Carro. — ela lhe olhou, tentando esconder o sorriso mordendo o canto do lábio inferior. — Acho que podemos terminar esse amasso lá, certo?

Edward nem respondeu, agarrou sua mão e arrastou rapidamente para o estacionamento, de volta ao seu carro.

O Volvo estava estacionando na parte da frente do hospital. Ele desativou o alarme e entraram juntos. Bella nem perguntou o que ele estava fazendo, apenas o viu ligar o carro e dar a volta, indo pra parte de trás do hospital; tinham alguns carros espalhados pelo grande estacionamento, mas era uma área mais escura e com nenhuma transição de pessoas, pelo horário. Edward parou, desligando o carro e fechou as janelas, deixando apenas um centímetro nas da frente abertas, para não ficar muito abafado ou embaçar o vidro, mas o insulfilm escuro não deixaria ninguém ver nada.

Bella estava ofegante, com a adrenalina e excitação enrolando seu corpo rapidamente. Já sua vagina pulsar, quente e molhada.

— Você... Você quer fazer aqui?

— Eu quero você agora. — ele se esticou em sua direção, agarrou sua boca e puxou sua cabeça, juntando suas bocas novamente.

Mmm... Isso é tão errado... — ela murmurou entre o beijo, mas ele não lhe deu espaço para continuar, tomando mais de sua boca.

Sentiu a mão dele em sua coxa e deslizar entre elas, nem hesitou em separar as pernas para lhe dar acesso total, então sentiu os dedos afastar sem dificuldade sua calcinha e tocar seu sexo.

— Errado? — Edward sorriu arrogantemente. — Bem, sua boceta não parece concordar com isso, bebê. Ela está tão quente e molhada... Pedindo por mim.

— Bastardo. Mas não sou a unica animada, né, Cullen? — esticou o braço e tocou o pênis dele sobre a calça. — Quente e duro... Pedindo por mim.

— Inferno, sim! E não tenho vergonha disso, ele está implorando pra entrar dentro de você, como ele ama fazer.

— E será meu prazer. Mmm... — ela gemeu quando ele deslizou o dedo em sua boceta. — Foda-me, Cullen. Foda-me aqui e agora.

— Gosto do seu espírito, bebê. — Edward brincou ainda a estimulando e provocando com os dedos.

— Mas não devíamos ir para os bancos de trás? — perguntou hesitante. — Não sei, lá não seria mais confortável?

— Nunca fez sexo em um carro, bebê?

— Me diga que você nunca trepou com ninguém nesse carro, Cullen, eu realmente me recuso a fazer sexo aqui se a resposta for sim.

Ele puxou os dedos dela e voltou para sua coxa, acariciando para tranquilizá-la.

— Nunca, relaxa. — a beijou suavemente. Usando a mão livre, ele alcançou o botão na lateral de seu assento, fazendo o banco deslizar para trás, se afastando do volante e dando mais espaço para eles. Sorriu divertida. — Surpresa.

Bella riu.

— Perfeito. — ela se inclinou para ele e usou as duas mãos para abrir suas calças; cinto, o botão e zíper, até conseguir ver seu pênis apertado sob a boxer vermelha. Mordendo o lábio inferior, ela puxou seu eixo para fora. Ficando cada vez mais rijo e a cabeça brilhando com pré-sêmen. Sem tirar os olhos dos dele, com um ar divertidamente malicioso, ela se inclinou para seu colo. Passando a língua ao redor da cabeça, espalhando e sorvendo o líquido levemente salgado, lambendo ao redor de todo o topo antes de deslizar ele até o fundo de sua boca.

— Oh! — Edward gemeu jogando a cabeça para trás e olhos fechados. — Sim, bebê, foda... — Arfou. Ela nem mantinha as mãos em seu pênis, usava-as para se apoiava em suas coxas. Subiu sugando duro todo o caminho e desceu novamente. Juntou todo o cabelo dela e segurou com a mão, para poder ver seu rosto enquanto lhe chupava. Parecia entretida e se deliciando sua atividade. — Já disse o quanto adoro sua boca, bebê?

Ela ergueu os olhos pra ele, com divertimento, e chupou mais forte, fazendo-o arfar, cada vez mais duro.

— Porra. Você precisar parar agora, bebê.

Bella ergueu a cabeça na hora, parecendo assustada.

— O que? Tem alguém vindo?

— Não, mas se você continuar assim, eu vou gozar rápido e na sua boca. E tanto quanto eu gostaria disso, agora eu quero que dure e quero que gozemos juntos.

Bella sorriu.

— Amo que você se preocupe com meu prazer também, sabia?

— Claro que eu me preocupo. Até porque, seu prazer é o meu prazer. Eu amo ver você gozar pra mim, gemendo meu nome em puro êxtase. Agora tire sua calcinha e me monte, bebê.

Mordendo o canto do lábio inferior, Bella voltou a sentar direito em seu banco e tirou sua pequena calcinha de renda azul clara. Edward a pegou da sua mão e cheirou com um sorriso malicioso, antes de colocar no painel do carro; ele abaixou um pouco mais sua calça e a ajudou.

Com cuidado para não bater a cabeça no teto do carro, ela passou a perna para o outro lado e ficou pairando sobre seu colo, pronta para lhe montar. Ele segurou seu pênis e o esfregou nas dobras de sua boceta, circulando seu clitóris e depois o guiou para sua entrada.

— Senta bebê, me deixe sentir sua boceta ao redor do meu pau.

Bella se segurou em seus ombros, se posicionou melhor – pousando os joelhos nos bancos – e se abaixou lentamente, sentindo cada centímetro dele a empalar completamente. Sem tirar os olhos dos dele, mesmo que seu primeiro impulso fosse fechar os olhos e se deliciar das sensações que aquilo lhe causava – esticando ao limite e enchendo tudo.

Com um sorrisinho de lado, ela rebolou suavemente, ondulando seu quadril.

— Uma pequena provocadora, não? Só lembre de que podemos ser pegos a qualquer momento. Então vão saber que, ao invés de estarmos lá dentro, esperando o parto da nossa afilhada, estamos aqui fora, fodendo no meu carro.

Ela sabia disso. Era algo perigoso e proibido. Ela não sabia que não devia achar isso, mas deixavam as coisas um pouco mais divertidas.

— Olha como sua boceta reage a isso, fica ainda mais molhada, que bebê mais safada, aposto que gosta da ideia né? — ela contraiu seus músculos internos e o fez gemer. — Porra. Agora você está no controle, bebê, faça isso, faça nós dois gozar.

Bella bateu suas bocas juntas, investindo sua língua contra a dele, ao mesmo tempo em que começou a cavalgá-lo; usando as mãos e os joelhos para lhe dar o impulso de subir e descer em seu pau.

Separou sua boca e gemeu quando parou sentada com mais força, sentindo-o bater até o limite, e rebolou.

— Isso, bebê... Foda meu pau.

E ela voltou a montar, obedecendo a sua ordem, fodendo seu pau.

— Porra, eu preciso ver mais da sua pele. — Edward rosnou. Agarrando a base da sua camisa combinando, ele a ergueu e Bella parou pra ajudá-lo a tirar. Ele não podia deixar de sorrir, a falta de alças tornava tudo mais fácil, só uma puxada para baixo e os seios dela estavam amostra. — Já tinha te dito o quanto gostei desse vestido?

— Não. — ela disse divertida.

— Não? Que pecado, porque eu realmente gostei. Você devia ter vários vestidos assim, ele é muito mais prático.

— Isso porque você é um pervertido.

— Quanto se trata de você? Sim, eu sou. E tenho vergonha disso. Nenhuma vergonha por amar seu corpo e gostar de amá-lo.

— Você é um doce falador, Cullen. — sorriu apaixonada e o beijou suavemente, então voltou a se movimentar em seu pau.

— Isso é tão bom, bebê. Faça isso, monte duro e rápido. — Edward disse meio arfante.

— Oh, pensei que eu estivesse no controle, Cullen. — brincou.

— Eu... Sinto muito, não consigo evitar, eu...

Bella riu e se inclinou pra ele, aproximando a boca de sua orelha. Ela provocou lambendo e mordiscando – adorando os gemidos dele.

— Estou só te provocando, Cullen. Adoro quando você não consegue evitar ficar mais mandão comigo, é quente. Ao menos quando estamos fodendo.

— Bom que goste, porque não consigo evitar. Não quando meu pau está enterrado em sua boceta, isso parece fazer meu cérebro desligar e me deixa totalmente primitivo. Tudo que eu sei é que você é minha e preciso reivindicá-la.

Ela voltou a olhá-lo no rosto e sorriu.

— Eu sou sua, Edward. E agora é minha vez. Você é meu e vou reivindicá-lo.

O beijo faminto que compartilharam os calou, enquanto Bella voltou a montá-lo. Fazendo o carro se encher com os ruídos molhados e gemidos que soltavam entre suas bocas.

Edward agarrou os seios dela e os apertou, beliscando os mamilos entre os dedos. Desceu a boca para o pescoço dela, lambendo para baixo até alcançar o pequeno broto frisado. Lambeu antes de abocanhá-lo.

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Sim! Edward... — Bella gemeu arfante.

Batendo a bunda contra a coxa dele, tomando-o a cada punhalada, ela gritou quando ele a mordeu. Olhou para baixo e seus olhos se encontraram; mantendo o mamilo preso entre seus dentes, ele sorria divertido, então voltou a abocanhá-lo, sugando, fazendo uma corrente elétrica de prazer correr seu corpo.

O ar no carro estava ficando cada vez mais denso e quente, fazendo o suor começar a crescer em seus corpos ardentes e o cheiro de sexo impregnar em tudo, principalmente neles. Levando-os direto ao mundo do êxtase, onde apenas os dois fodendo em um ritmo frenético existia.

— Edward... Oh, isso é tão... Bom... — Bella gemia com a respiração crescendo cada vez mais irregular a cada investida que dava para baixo.

— Sim, muito bom — ele arfou e ergueu o rosto para ela novamente. — Diga que você está perto, bebê, porque você está tão gostosa no meu pau que não sei como fazer isso durar muito. Porra.

— Sim, sim, perto. — ela disse frenética, montando mais rápido e se inclinando um pouco mais a frente, aproveitando a deliciosa fricção contra seu clitóris. — Por favor, não para agora, por favor, tão perto... — ela ergueu o rosto para o teto e gemeu.

— Estou com você, bebê, não estou parando. — garantiu e aproximou o rosto no pescoço dela, respirando o cheio de morango de seu cabelo e lambendo a pele salgada pelo suor.

Bella soltou um gemido – que soou como se estivesse choramingando – quando tudo pareceu demais pra ela, precisava tanto gozar ou morreria, tinha certeza disso.

— Eu estou vindo... — ela o avisou ofegante.

— Isso, bebê, goza aqui pra mim.

E seu corpo pareceu obedecê-lo. O orgasmo parecia vim forte e pronto para sacudi-la, então enterrou o rosto no pescoço dele. Seus dedos se contorceram, agarrando a camisa dele e todo seu corpo se contraiu então se soltou livremente em queda livre no orgasmo, agitando todo seu corpo.

Os espasmos da boceta dela e seus gemidos chorosos foram suficientes para levá-lo a gozar também, jorrando todo seu sêmen quente dentro dela.

— Caralho, santa foda... — Edward disse ofegante.

— Literalmente. — Bella gargalhou com o corpo flácido sobre o dele. — Te juro que todo meu corpo virou mingau, você acabou comigo, Cullen.

— Eu? Quem estava no controle mesmo? — provocou. — Deus. Você sugou a vida de mim pelo meu pau, bebê. — ele riu. — Se soubesse que foder em algum lugar público te deixaria tão frenética assim, teríamos feito isso antes.

Bella gargalhou novamente.

— Nós já fizemos isso em público, Cullen. Na praia, lembra?

— É, mas lá não corríamos o risco de sermos pegos e você sabia, por isso não teve tanto apelo sobre você. Mas agora... Uau.

— Idiota. — deu um soco no braço dele. Fraco demais, ela sabia, estava sem força pra isso. — Temos que voltar ou Rosalie vai acabar com a gente.

— Eu tenho lenços no porta-luvas, vamos nos limpar e podemos voltar.

Eles usaram lenços descartáveis para limpar seus sexos, então arrumaram as roupas. Edward foi o primeiro a terminar, porque só tinha que arrumar suas calças e então levou o carro para o estacionamento da frente novamente, enquanto Bella vestia sua blusa e arrumava o vestido sob ela, após ter colocando sua calcinha.

— Deus, eu detesto não poder tomar banho depois do sexo. — Bella resmungou, olhando seu rosto no espelho do carro. Arrumou os cantos borrados de maquiagem em seus olhos com os dedos e então seu cabelo.

— Quer que eu te leve em casa, rapidinho?

— E arriscar a fúria da Rosalie? Acho que não. — riu. — Vamos.

Bella tinha certeza que todos olhavam para eles, enquanto subiam para a maternidade. Mesmo que não tivesse nada neles gritando "acabamos de foder freneticamente no estacionamento". A não ser a grande satisfação brilhando em seus rostos.

E eles foram recebidos no quarto pelos gemidos de dor de Rosalie.

Ela estava no meio do quarto com Emmett; frente a frente, ela se apoiava nele pra se inclinar pra frente, olhando para o chão, enquanto passava por mais uma contração. E quando passou, ela se ergueu ofegante.

— Voltamos. Você está bem, Rose? — Bella perguntou preocupada.

Rosalie se virou e parou.

— Eu estou morrendo de dor no meio do meu trabalho de parto e vocês fugiram pra dar uma rapidinha?! Eu não acredito!

— Rose, nós... — Bella começou sua tentativa de explicação, mas foi interrompida pela gargalhada da cunhada.

— Eu te disse. E eu acabo de ganhar um par de sapatos Louboutin. — ela cantarolou vitoriosa. — Foi no carro?

Bella corou e Rosalie deu uma nova gargalhada.

— Corrigindo, dois pares de Louboutin para mim, yeah!

— Droga cara, vocês realmente não podia esperar minha filha nascer antes de correrem para uma rapidinha? Maldição.

— Vocês não inacreditáveis, sério. — Bella disse revirando os olhos, enquanto Edward ria.

. . .

(1:56).

— Eu volto logo, está bem?

— Eu vou ficar bem. — Rosalie garantiu ofegante. — Vai com a Bella na lanchonete e o Edward fica aqui, cuidando de mim.

— Tudo bem. Eu amo você. — beijou os lábios dela, depois sua testa e acariciou sua barriga. — E você, cuide dela.

— Pode deixar irmão, não faria de outro jeito.

Emmett sorriu e bateu em seu ombro, saindo do quarto com a irmã para comer alguma coisa. Quando eles saíram do quarto, Edward se aproximou da cama, onde Rosalie estava deitada, pegou a mão dela, afagando suavemente.

— Você está bem, coração? — Edward perguntou preocupado.

— Cansada, mas bem. Está acabando, né? — ela perguntou um beicinho trêmulo.

— Sim. Você ouviu a enfermeira, você está perto dos dez centímetros e então vai começar o parto, falta pouco e você está incrível. — beijou a mão dela.

— Obrigada, Edward. Você é incrível, sabe? Se o Emmett não tivesse me ganhado de primeira, você até que teria tido chance.

— Se eu não tivesse sido apaixonado pela Bella por toda minha vida, você seria minha, Rose.

Ela riu suavemente.

— Existe algo especial sobre esses Swan, né?

— Existe mesmo e tenho certeza que herdaram isso de Charlie.

— Com certeza. Queria que ele estivesse aqui também.

— Ele também gostaria de estar aqui, coração. Mas em breve, Noelle estará aqui e ele poderá segurar sua primeira netinha, então, tenho certeza de que ele não vai a lugar nenhum tão cedo. E ficará muito orgulhoso de você, assim como eu estou agora. Estou orgulho de você e do Emmett.

— Ele está sendo incrível, né? — Rosalie deu um enorme sorriso apaixonado ao falar do marido. — Mesmo quando eu me torno uma megera detestável por causa da dor, eu sou tão sortuda. Por isso insisti que ele fosse comer algo com a Bella, o coitado não saiu do meu lado nenhum segundo desde que chegamos ao hospital, ele precisava de uma folga de mim.

— Não seja absurda, Rosalie. Emmett está tendo problema em te ver com dor sem poder fazer nada, mas ele não desejaria estar em nenhum outro lugar nesse mundo. Ele ama você e a Noelle, ele está muito feliz em poder fazer parte de cada segundo disso.

— Ele está mesmo, né? — as lágrimas se formaram nos olhos dela, mas o sorriso não desapareceu. — Eu sei. O jeito que ele sorri pra mim... Eu o amo, sabe? Passei muito tempo com medo de fazer as coisas erradas ou que ele fosse errado pra mim, como meu pai era pra minha mãe, mas acho que eu escolhi certo, né?

— Desde que eu não estava disponível, você não poda ter escolhido melhor, coração. — riu suavemente e beijou sua mão novamente. — Emmett nunca vai abandonar você e muito menos sua filha, ele vai estar com vocês e amá-las até sua última respiração.

— Exatamente como você pretende fazer com a Bella?

— Com certeza. Somos parecidos. Podemos não ter o mesmo sangue, mas compartilhamos do mesmo pensamento e ensinamentos de Charlie. Quando você tem a sorte de encontrar a mulher perfeita, você não pode ser idiota suficiente pra deixá-la ir.

-

— Você está bem? — Bella perguntou ao irmão, enquanto estavam sentados em uma das pequenas mesas na lanchonete do hospital.

Emmett, que parecia exausto, deu um suspiro e um gole em seu café preto.

— Não importa agora como eu estou, porque a minha unica preocupação agora é Rosalie. Ela está cansada e com dor, e isso só vai piorar. Eu estou me sentindo tão... — passou a mão no cabelo e agarrou um punhado. — Impotente e assustado. Não quero passar isso pra Rosalie, mas cada vez que ela sente uma contração, sinto vontade de chorar. E a pior parte é que agora estou voltando a me sentir daquela maneira insegura sobre ser pai. Se eu não posso ajudar minha esposa agora, como posso querer criar uma criança que vai depender de mim 24/7? E se eu estragar tudo? Deus... — com um suspiro pesado, ele apoiou os cotovelos na mesa e seu rosto nas mãos. — Eu sou tão ridículo.

— Sabe Emm, o Edward uma vez me disse que nós éramos bem parecidos.

— O que? — ele ergueu a cabeça. — Não temos nada a ver um com o outro.

— Eu pensei a mesma coisa, mas agora tô vendo que somos bem parecidos mesmo, duas ervilhas na mesma vagem. Não temos motivos pra isso, mas somos inseguros e nos subestimamos. Você está se subestimando agora, Emm.

Ele suspirou, ia dizer algo, mas Bella não deixou:

— Você não é ridículo, você é humano. Se estivesse no seu lugar, eu me sentiria da mesma forma e eu tenho a mais absoluta certeza de que o Edward também, porque é quem somos e como fomos criados. Quando a pessoa que nós amamos está com qualquer forma de dor, queremos ajudar. E se não podemos, ficamos assustados e impotentes. Mas você está se saindo muito bem. Nós dois conhecemos a Rosalie, ela está com dor e assustada, mas não está surtando como todos nós pensamos que ela estaria, sabe por quê?

Emmett agitou a cabeça, não.

— Porque ela tem você. Ela sabe que você está com ela e que sempre vai estar lá, não importa o quê. E sobre ser pai? Emmett, você foi o melhor irmão do mundo, imagina então sendo pai, você será incrível. E não só por você ser incrível, mas porque você teve o melhor exemplo do mundo, nosso pai. E sabe por que eu sei que você não vai estragar tudo? Porque você tem a Rosalie. Se você fizer qualquer coisa muito errada, ela vai chutar seu traseiro, então você vai perceber o que fez de errado, pedir desculpas e vocês vão seguir em frente. Porque você é inteligente demais para deixá-la ir embora e ela é apaixonada demais por você para chutá-lo pra fora.

Lentamente, Emmett sorriu mostrando suas adoráveis covinhas. Sobre a mesa, ele pegou as mãos da irmã.

— Quando minha irmãzinha ficou assim tão esperta, hein?

— Eu sou mais do que uma ótima escritora erótica, né? — piscou maliciosa.

— Edward é um homem de muita sorte, Bella.

— Eu acho bem o contrário, eu sou a sortuda, mas ele já tem um ego bem inflado para deixá-lo saber disso. — brincou.

— Eles parecem irmãos, né? Edward e Rosalie, eu quero dizer.

— Acho que eles são nossos presentes dados pela vida, feitos especialmente para os complicados irmãos Swan, eles nos melhoram. — Bella disse sorrindo.

— Eles nos completam. — Emmett disse da mesma maneira. — A Rose hoje me perguntou isso e agora vou te perguntar, você está feliz? Ou melhor, você é feliz?

— Eu sou. — respondeu sem hesitar. — Mais do que eu jamais imaginei que pudesse ser.

Emmett sorriu. Ela tinha respondido exatamente como ele, então devia se sentir da mesma maneira e isso significava muita coisa. Era felicidade suficiente para uma vida inteira.

. . .

(2:35).

Rosalie parou no meio do quarto, apertando as mãos do marido e soltando um alto gemido pela contração. Elas estavam mais fortes e frequentes agora, apesar de curtas. Quando passou, ela abriu os olhos, ofegante e em lágrimas.

— Quer mais água, amor? — Emmett perguntou suavemente.

— Não. Ain... Está doendo... — ela choramingou e se inclinou pra ele, encostando a testa em seu ombro. E se ergueu rapidamente. — Merda, eu preciso andar um pouco mais.

Ela estava andando lentamente ao redor do quarto há quase vinte minutos, quando as contrações pioraram.

— Eu te ajudo, vem.

— Não! — se esquivou da mão dele. — Saco, eu preciso respirar, me deixa!

Bella e Edward se entreolharam, mas não falaram nada, enquanto Emmett se afastou, tentando não levar para o lado pessoal. Era o que ele vinha fazendo a noite inteira – tentando não levar pessoalmente qualquer coisa grossa ou ofensiva que Rosalie pudesse lhe dizer, porque sabia que ela estava sendo dominada pelos hormônios e a dor.

Rosalie suspirou e se virou para o marido.

— Me desculpa Emm. Você está sendo todo compreensivo e eu estou sendo uma cadela odiosa, é que tá doendo o inferno e...

— Está tudo bem, ursinha. — ele a interrompeu. — Eu entendo e sinto muito, gostaria tanto de poder te ajudar mais.

— Você me ajuda só por estar aqui comigo. — ela sussurrou com lágrimas nos olhos. — É que... — ela foi interrompida pelo próprio gemido de dor. Á passos largos, Emmett estava ao seu lado e segurando sua mão.

— Eu amo você, ursinha.

Eu també-ahhhh, Deus... Isso... Dói... — ela se inclinou pra frente, enquanto sentia uma nova contração. — Elas estão vindo rápido e eu... Oh Deus, eu preciso sentar, por favor...

Emmett e Edward se apressaram para ajudá-la; cada um de um lado, eles a levaram para a cama. Antes de subir na cama, ela parou e gritou de dor.

— Você está fazendo xixi? — Edward perguntou confuso.

— O que? Não. — ela ofegou e olhou para baixo, vendo a poça da água formada ao redor de seus pés. — Minha bolsa. Oh Deus, minha bolsa estourou, eu... — ela gritou, interrompida por uma nova contração.

— Eu vou chamar a enfermeira. — Bella disse freneticamente e correu atrás dela.

Eles a ajudaram a subir na cama e deitar, mas ela voltou a gritar de dor.

— Deus, isso é... — outro grito de dor.

— Estou aqui, Rosalie. — Maggie, a enfermeira disse, entrando na sala seguida por três auxiliares de enfermagem. — Está tudo bem, vou checar você e ver se esse bebê bonito está pronto para nascer, está bem?

— Sim, aaaaaaaai. Eu... — ofegando de dor, ela começou a chorar. — Está doendo mais, muito mais e eu sinto... Pressão, como se tivesse que empurrar, eu... Ah, aaaaaaaah.

— Tudo bem, é perfeitamente normal. — ela garantiu enquanto calçava um novo par de luvas, então foi para o lado de Rosalie e pôs a mão entre suas pernas, para fazer o exame de toque. — Muito bem, você tem aqui dez centímetros Rosalie, você fez isso perfeitamente bem e agora está pronta. Noelle precisa nascer e você vai fazer isso, sei que sua primeira vontade é empurrar, mas preciso que aguente um pouco, está bem?

— Chamem a Dra. Siobhan, Rosalie está pronta.

Segundos depois, a médica obstetra entrou no quarto, enquanto as outras arrumavam tudo para a chegada do bebê.

— Você está pronta agora, Rosalie? — Dra. Siobhan perguntou. Ela era uma mulher alta e corpulenta, cabelos ruivos e forte sotaque irlandês, mas também era bem simpática e experiente. Tudo estava pronto para o nascimento de Noelle.

— Eu... Acho que sim... Eu... — gritou de dor. — Empurrar, agora, eu preciso...

— Está tudo bem. Papai — ela se dirigiu ao Emmett. —, ajude segurando o joelho dela. E padrinho também, se for ajudar.

— Sim, Edward, aqui. Não quero que você veja minha... Vagina coroando, eu... Aaaaaah! Deeeus! Eu. Preciso. Empurrar. Agora. — rosnou pausadamente.

— Tudo bem, Rosalie. Conte até três e empurre com toda sua força, está bem?

— Ok. Eu... Eu posso fazer isso. — ela disse ofegante. — Um, dois, três...

Ela empurrou com toda a força.

— Isso, Rosalie, isso, continue empurrando, empurrando.

— Ah. — ela caiu ofegante na cama. — Dói... Dói... Dói...

— Eu sei Rosalie, mas você precisa continuar, está bem? Você empurrou muito bem e já posso até ver a cabeça dela. Noelle quer nascer e você tem que fazer isso por ela. Vamos fazer mais uma. Conta até três, respira fundo e empurra com toda a sua força.

Rosalie assentiu, respirou fundo, contou e empurrou com força. Quando chegava ao final de toda sua força, ela gritava e caia ofegante.

— Deus... Eu... Não... — empurrou novamente quando a dor foi demais.

— Respire Rose, você precisa respirar enquanto faz isso. — a médica mandou.

Rosalie parou pra respirar.

— Você está fazendo isso bem, ursinha. — Emmett disse suavemente, segurando sua perna e sua mão, então beijou seus cabelos suados. — Perfeita.

— Uma filha, Emm. — ela disse ofegante, de olhos fechados. — Eu te juro. Uma unica filha.

— Ela não pode ser filha unica, qual seria a graça? Você mesma disse isso, que queria que ela tivesse algo como minha relação com a Bella. — tentou dizer mais divertido para relaxá-la.

— A graça? — Rosalie abriu os olhos. — Eu não vou sentir essa dor. Ou nos próximos, você carrega e você dá a luz.

Todos – menos ela, obviamente – riram.

— Podemos conversar e negociar isso depois.

— Sem conversa. Sem negociação. Preciso... Empurrar. — respirou fundo e empurrou com força.

— Isso, coração, continue. — Edward a incentivou também, segurando sua outra perna.

Rosalie perdeu a noção enquanto empurrava sob as instruções da médica e o incentivo de Emmett, Edward e Bella. Estava com mais dor do que jamais sentiu em toda sua vida; mesmo empurrando com toda sua força, não parecia ser suficiente e já estava exausta.

— Eu não posso... — ela disse chorando. — Desculpa Emm... Desculpa... Desculpa...

— Não, não, amor. — Emmett disse rapidamente e beijou a mão dela. — Você é está sendo perfeita, ursinha. E eu não poderia estar mais orgulhoso.

— Está doendo tanto... Tanto... Deus, minha mãe era louca, te juro... Isso é... Tortura.

Emmett riu suavemente e beijou o topo de sua cabeça.

— E você tão é tão louca quanto ela, por isso está se saindo tão bem. Assim como ela conseguiu, eu sei que você consegue, vamos, só mais um pouco.

— Edward?

— Sim, coração?

— Você jurou me proteger, lembra? Então, chuta seu amigo nas bolas, assim ele nunca mais vai fazer isso comigo de novo.

Edward riu.

— Pode deixar.

— Tá. Um, dois, três... — Rosalie respirou fundo e empurrou com toda a força, com as lágrimas se misturando ao suor seu rosto.

Empurrou com força que nem sabia ter em seu corpo, erguendo suas costas e forçando sua barriga com o movimento. Seu rosto foi ficando cada vez mais vermelho enquanto ela ia até o limite, até onde aguentava ficar sem respirar e um grito rasgou sua garganta no final, ecoando pelo quarto.

— Muito bem, Rosalie, agora falta pouco e eu já posso ver a cabeça da sua filha, está coroando. Não desiste agora, empurra mais um pouco.

Rosalie assentiu, respirou fundo e empurrou novamente.

— Isso, Rose. Isso, ursinha, só mais um pouco para a nossa Noelle. — Emmett a incentivou, beijando sua mão.

Tomando uma nova respiração, deixando as palavras de Emmett e o pensamento de que era tudo por sua filha a guiassem, Rosalie empurrou com mais força. Ajude-me mamãe, por favor, ela implorou mentalmente, e fez mais força. E se tinha ficado surpresa com a dor que tinha sentido antes e a força que tinha feito, agora estava pior e ela fez mais força. Ignorando a dor que parecia estar lhe rasgando ao meio e empurrou. No último grito e suspiro de sua força, caiu para trás. Doce alívio.

— Oh meu deus. — Bella suspirou, vendo a médica, após cortar o cordão umbilical às pressas, levar o bebê silencioso para os primeiros atendimentos e para desobstruir as vias respiratórias.

— O que? — Rosalie perguntou assustada. — Ela nasceu? Não está chorando? Por que ela não está chorando? Emmett, por que ela não está chorando?!

— Calma, amor, calma. — Emmett sussurrou, beijando a mão dela, enquanto ela chorava.

— Vai ficar tudo bem, coração. — Edward tentou tranquilizá-la, beijando seus cabelos.

— Minha filha, eu quero ela. Ela está bem? — choramingou. — Minha bebezinha, por favor. Noelle!

E no timing perfeito, como se ouvisse a voz de sua mamãe, o choro da recém-nascida ecoou no quarto, trazendo lágrimas e sorrisos ao rosto de todos.

Rosalie suspirou de alívio e deitou, enquanto chorava aliviada. Emmett juntou a testa a da esposa, sorrindo com as lágrimas descendo por seu rosto.

— Nossa filha, Emm, nossa Noelle... — ela sussurrou.

— Sim, nossa filha. — beijou os lábios dela suavemente. — Obrigado, Rose, obrigado, eu amo tanto você...

Edward, que já a tinha soltado, foi para junto de sua namorada, que chorava ao observava a cena. Passou os braços ao redor da cintura dela e a abraçou forte. Beijou os cabelos dela e, quando ela ergueu o rosto, beijou sua boca. Bella sorriu.

— Incrível, não? — ela sussurrou divertida.

— Muito. Essa foi uma experiência muito... Uau. — riu suavemente. — Imagina quando for o nosso? Eu te juro, não sei como o Emmett aguentou isso, foi... Porra.

— Você vai fazer isso bem, Cullen. — Bella riu. — E você foi incrível pra Rose, aliás. Hey, temos uma afilhada agora!

— Temos! Isso não é divertido? Uma menininha pra gente ir treinando e estragando até chegarmos aos nossos? — brincou.

— Oi bebê... Oi, meu amor... — Rosalie sussurrou para sua filha, com a voz trêmula pelas lágrimas. — Eu esperei tanto por você... Eu amo você, minha linda.

— Ela é tão linda... — Emmett sussurrou, passando o dedo suavemente na bochecha da filha.

— Obrigada, Emm, por me dar tudo que eu sempre quis... Nossa filha, nossa família. Eu amo tanto você.

— E eu amo você, ursinha. — a beijou suavemente.

— Aqui, segura sua filha.

— Eu... — ele arregalou os olhos, recuando. — Não, ela é tão... Frágil, não quero machucá-la ou deixá-la cair.

— Você não vai, Emm. Além do que, você treinou pra isso, lembra? — piscou divertida. — Aqui, pega ela.

A técnica de enfermagem pegou Noelle com cuidado, pra então passá-la para os braços de Emmett. Foi bonito de ver o grande e musculoso homem segurando a bebê em seu braço como se fosse uma delicada e frágil boneca de porcelana.

— Ela é tão... Suave e delicada, tão linda. — Emmett sussurrou com adoração para a filha e seus olhos marejaram lentamente. — Minha filha... Minha filha. Deus, isso é tão... Espetacular. Oi bebê, oi... Vocês dois, venham conhecer minha filha. — chamou, olhando orgulhoso o pequeno embrulho rosa nos braços. Ergueu a cabeça e virou o bebê para os dois. — Eu tenho a honra de apresentar a vocês Noelle Madeline Hale-Swan.

Os dois se aproximaram observando a bebezinha. Era como todos os outros bebês, rosto pequeno e enrugado, mas não chorava, olhava para o pai com o que aparentava ser curiosidade.

— Oi coisinha doce. — Bella sussurrou, afagando rosto da afilhada e sobrinha com os dedos. — Own, ela é tão linda.

— Você está chorando, cara, você perdeu nossa aposta. — Edward brincou. — Eu te disse que você não devia apostar sobre lágrimas. Se você chorou no seu casamento, quem dirá no nascimento do seu primogênito.

— Eu sei cara. — Emmett riu. — Te entrego seus vinte dólares depois, porque eu não podia me importar menos com isso, estou tão feliz e nunca senti emoção parecida, eu não me importo de chorar agora.

— Parabéns, irmão. — Edward disse sorrindo e abaixou o rosto para o bebê. — Hey princesinha, bem-vinda a nossa família.

Vários minutos depois, mesmo depois da primeira amamentação e que levaram Noelle para o berçário, Rosalie ainda resistiu a dormir, queria ficar acordada até que a trouxessem de volta, com medo de que pudessem levá-la ou fazer qualquer coisa ruim com sua bebezinha. Edward e Bella prometeram ir ficar de olho nela, enquanto ela e Emmett dormiam. Afinal, apesar de estarem sem dormir e cansados também, nenhum deles tinham passado por algo tão exaustivo quanto Rosalie ou estressante quanto Emmett. Eles parabenizaram e passaram seu amor a nova mamãe então ao novo papai, antes de seguirem para o berçário, observar Noelle.

O lugar estava com cinco bebês, mas eles só tinham olhos para a pequena adormecida em um body rosa. Sua nova afilhada Noelle. Nascida com 3,340 g, ela era saudável, perfeita e adorável. Quando já estava limpa, puderam ver que ela era mais bonita que qualquer outro bebê – ou talvez fossem tendenciosos por ser sua afilhada –, mas ela era linda com sua boquinha no que parecia formato de coração, o rosto redondo igual à mãe e cabeça com coberta por suave cabelo escuro, exatamente como Emmett tinha sido um bebezinho cabeludo.

— Ela é tão linda. — Bella disse olhando com adoração para Noelle. Acariciando o braço de Edward ao redor de sua cintura, já que ele estava lhe abraçando por trás com a cabeça sobre seu ombro.

— Muito. Atualmente ela é o bebê mais lindo que eu já vi, mas aposto que nossa filha seria ainda mais.

— Não deixe que Rosalie escute isso ou ela vai chutar seu traseiro, Cullen.

— Eu tenho minha namorada pra me defender. — beijou o pescoço dela, fazendo-a rir e se arrepiar.

— Contra a Rosalie? Só se você estiver me traindo, porque se eu sou a namorada em questão, esquece.

— Você é uma mulher cruel, bebê.

— Sou mesmo. — Bella riu. — Mas agora também sou uma mulher com um pouco de inveja. Eu nunca pensei que esse sentimento me bateria tão rápido, ainda mais depois de presenciar um parto ao vivo, mas também quero um bebê.

— Bem, eu posso te ajudar com isso agora mesmo, se você quer saber.

Rindo, ela colocou a cabeça para trás, apoiada no ombro dele, assim podia olhá-lo no rosto.

— Eu sei. Mas acho que temos que esperar um pouco, certo? Quer dizer... Acabamos de começar nosso relacionamento.

— Não ache que isso seria um empecilho pra qualquer coisa, bebê. Eu te conheço por toda uma vida, tenho certeza que você é à mulher da minha vida e será a mãe perfeita para os meus filhos. Mas, tanto quanto eu quero muito começar nossa família, também não quero dividir você ainda. — a beijou suavemente.

— Me sinto da mesma maneira. Então podemos esperar alguns anos, antes de começar nossa família?

— Alguns anos? Quantos anos, exatamente? Porque ‘alguns anos’ me parece um grande exagero.

— O que? Talvez dez anos?

— Dez anos? Não, é muito. Eu vou ter quase quarenta anos. Quero ser pai, não avô.

— Você é tão dramático e exagerado. — Bella disse rindo. — Quantos anos você acha que devemos esperar?

— Tá. Vamos fazer as contas. Podemos noivar esse ano. Casamos ano que vem. Temos filho no próximo. Três anos, perfeito. Trinta anos é uma idade boa para ter filhos. E eu ainda acho muito, se você quer saber.

— Só pra saber, eu tenho opinião nisso? Porque isso já me parece um plano formado.

— Plano formado e em ação, bebê, você não pode fazer mais nada a respeito. Eu já desperdicei muito tempo esperando o momento certo ou perfeito para fazer algo que eu queria muito, não vou cometer esse erro de novo. Por mais que eu acho que as coisas aconteceram da maneira que tinha que ser, dessa vez eu vou fazê-las acontecer. Três anos é tempo suficiente para eu aproveitar todo meu egoísmo e ter você só pra mim, então depois posso te dividir, mas apenas com nossos filhos.

— Você sempre fala de um jeito que é impossível não concordar.

— Esse é plano, bebê. — sorriu.

Bella subiu a mão para os cabelos dele, acariciando e o beijou.

— Mmm... — Edward quebrou o beijo. — Só pra dizer, esse plano pode ser sujeito a mudança de acordo com seu irmão.

— Por quê? — franziu o cenho.

— Por enquanto eu sei que eles querem aproveitar a Noelle, mas se eles começarem a falar sobre o segundo filho teremos que providenciar o nosso e rápido. Vai que ele tem um menino e eu perco minha aposta?

— Eu não posso acreditar que você vai me engravidar só pelo nome Charlie, sério.

— Então você não quer isso também?

Bella hesitou, mas suspirou em rendição.

— Assim eles falarem sobre segundo filho, eu paro minhas pílulas.

— Esse é o espírito, bebê, por isso eu te amo. — rindo, ele a beijou.

. . .

(6:13).

— Deus, finalmente, uma cama! — Bella disse aliviada ao se jogar de costas na cama. — Será que você seria doce suficiente para tirar meus sapatos, por favor?

— Isso é um abuso, sabe? — ele brincou, mas foi tirar o salto dela.

— Oh, doce alívio! — ela gemeu quando estava livre do aperto do sapato e ele massageou cuidadosamente. — Obrigada, baby.

— Meu prazer.

— Eu estou tão exausta, te juro... — ela murmurou em meio a um bocejo.

Edward riu, vendo ela se espreguiçar em sua cama. Como ela ficava bem em sua cama. Ou melhor, em sua vida.

Eles só voltaram para o quarto de Rosalie e Emmett quando Noelle acordou pronta para ser amamentada, então foi transferida para o quarto da mãe. E só puderam ir embora quando Charlie chegou, assim poderia ficar com eles. Prometeram voltar à tarde, depois de um bom banho, descanso e refeição. Eles não estariam sozinhos por um bom tempo, não enquanto Charlie estivesse ali e pronto para babar sobre sua "pumpkin", como chamava à pequena neta.

Edward tirou a blusa rosa em homenagem a Noelle, depois os sapatos e meias, então foi se livrar das calças.

— Quer que eu vá te preparar algo pra comer, bebê?

— Humm... Você é tão doce, mas não, agora eu quero apenas dormir e... — parou ao abrir os olhos e ver Edward tirando as calças. — Ou...

— O que? — ele franziu o cenho, agora apenas de boxer vermelha. E então entendeu o olhar malicioso de Bella. — Ou o que?

— Eu não sei... Você parece tão delicioso e... — ela sentou, tirou a blusa de homenagem rapidamente e deitou novamente, abrindo os braços na cama. — Agora temos espaço, uma cama, meu vestido prático... Não te parece um desperdício ir dormir sem aproveitar nada disso nem um pouco?

— Hum... — sorriu tão malicioso quanto ela. — Eu gosto da sua linha de pensamento. Gosto muito. E sim, um maldito desperdício, bebê.

— Então vem cá, Cullen, vamos combater contra o desperdício juntos. — ela brincou, fazendo rir.

Edward subiu na cama de joelhos e se aproximou entre as pernas dela. Acariciando e beijando suas coxas, ele ergueu o vestido dela até a altura da cintura e pegou a calcinha; Bella ajudou, erguendo o quadril o suficiente para que ele a tirasse.

— Tire o vestido, bebê, não queremos estragar algo tão bonito.

Ele mandou que ela o fizesse, mas ajudou a erguer o vestido por sua cabeça quando ela sentou então ela deitou novamente.

— Finalmente. — ele se inclinou, beijou a parte interna da coxa dela e o monte de seu sexo, beijou sua cintura, sobre seu umbigo e foi subindo uma trilha de beijos, por entre seus seios, colo, pescoço, queixo e então seus lábios. — Tanto quanto gosto das nossas rapidinhas, eu ainda prefiro poder ter o pacote completo, podendo ver e apreciar cada centímetro de você.

— Não reclamo de nenhuma das versões, aprecio todas. — ela disse rindo. — Agora tire essa maldita boxer e me dê um pouco do seu pau, Cullen.

— Adoro quando você fala sujo. É a Gueixa?

— Nem Gueixa, nem Cética. — ela riu. — Apenas Bella.

— Ótimo, porque eu gosto da Bella. Eu amo a Bella.

— Ótimo, porque a Bella também gosta de você. A Bella ama você.

Edward a beijou, profunda e lentamente, se deliciando de cada segundo, enquanto moía seu quadril contra ela, aproveitando a fricção sobre seu pênis, endurecendo rapidamente.

— Hum... E já que não estamos planejando ter filhos agora, eu acho que podemos ir treinando, o que você acha?

— Acho um bom plano, é como dizem, a prática leva a perfeição. — ela piscou.

— Então, sobre a perfeição, bebê, posso te levar lá?

Bella riu suavemente.

— Acho que já estamos na perfeição, Cullen, e é aqui que eu pretendo ficar.

Sorrindo apaixonadamente, eles se beijaram.

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Observando tudo de longe, sentadas lado a lado, estava a Gueixa e a Cética, orgulhosas para sua pequena pupila. Enquanto Bella não parasse de viver por causa de seus medos e inseguranças, nem sentisse vergonha de seus desejos e vontades, nem se esquecesse de quem era e que isso era suficiente, o trabalho delas estava concluído.

Um ótimo trabalho, se você quer saber, a Gueixa comentou. Olha o homem que ela conseguiu, por favor, eu devia ser promovida.

Promovida pelo que?, a Cética. Eu a ajudei mais do que você.

Você?, a Gueixa gargalhou. Você era uma dor na nossa bunda, enquanto eu a fiz ter o melhor sexo de nossas vidas!

Eu era sua voz da realidade e sua consciência. Sem mim, ela seria apenas mais uma vadia nesse mundo. E já temos muitas, se você quer saber.

É... Você pode ter razão. Pronto, cada fez metade de um ótimo trabalho. Acho que... Até que fazemos uma boa dupla?

É... Talvez...

Assume que você gosta de mim, Boceta-Seca, a Gueixa provocou.

Não força a barra, Cadela-Pervertida, Cética disse revirando os olhos.

Mas então se encararam por alguns instantes e riram juntas.

Acho que vou chorar, detesto despedidas.

Então não encare isso como uma despedida, encare como um... É um até logo.

Notas finais
E entããããão, o que acharam? ♥
Nossa, mas eu caprichei na melação, hein? Deus. Espero que as tentativas de descontrair o capítulo e o pequeno hot tenha funcionado pra quebrar um pouco isso. Não quero ninguém tendo problemas por estar com níveis alto de açúcar no sangue depois de ler isso, hahahaha.
Mas espero que tenham gostado. E se estavam com saudades, espero que tenha servido pra matar um pouco.
E não, ainda não vou marcar como finalizada. Agora quando você marca é definitivo ou tem que pedir ajuda ao staff, eu ainda não decidi se já tive suficiente dela ou se vem mais bônus surpresa por aí. Quem sabe né? Vai de acordo com vocês, se ainda estiverem por aqui, se ainda se interessarem kkkk.
Sério, muito obrigada a todas que leram e recomendaram a LMTYT até aqui, até mesmo as que estão fazendo isso depois da fic 'finalizada', muito obrigada mesmo ♥
E até uma próxima, bjsbjs s22
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.