Let Me Take You There
19 017.
Notas iniciais
Sim, capítulo novo. Rápido né? Viu como eu sou boazinha.
É um capítulo que, particularmente, acho bonitinho e talvez vocês gostem. Talvez um pouco de hot, mas queria por romance e então é isso. Espero que gostem, ;♥
E se preparem pra uma nota final gigantesca, que divertido... Pra mim. Aproveitem.
Bella manteve o rosto enterrado no pescoço de Edward, enquanto ele a carregava no colo para fora da casa mágica.
Nenhum barulho próximo, mas sentia um cheiro diferente misturado à brisa fresca do mar. Edward andava lentamente pela areia, mas não andou muito. E quanto mais andava, fosse lá pra onde, o cheiro ficava mais forte, assim como o calor e o barulho de algo... Crepitando?
— Pronto, chegamos. Não abra os olhos ainda, bebê.
— Tá.
— Promete?
— Para de ser uma maldita garotinha, Cullen. — zombou, escutando-o bufar. — Tá, tá, eu prometo Cullen, vamos!
Edward riu e a colocou no chão com cuidado. E Bella fez o que prometeu, manteve os olhos bem fechados.
— Pode abrir.
Bella abriu os olhos.
— O que... — piscou algumas vezes, se virou para ele e depois para o que ele tinha feito.
— Surpresa?
— Uau, Cullen. — Bella riu. — Isso é...
Ele tinha acendido uma fogueira. Era de tamanho médio – lembrava o que eles e Emmett faziam em Forks, boas lembranças – e agora ela entendia no que tinha usado a lenha, que agora ardia em chamas. Ao lado, em uma distância segura, tinha uma manta estendia com outra manta dobrada como um travesseiro sobre ela. Ao lado da manta, uma bandeja de madeira, das que usavam para café da manhã, com duas taças vazias e uma garrafa de vinho, assim como algumas frutas, pães e queijo. Do outro lado, em outra bandeja, estavam o saco de marshmallow, biscoitos e longos espetos de churrasqueira, o que supôs ser para assar os doces na fogueira.
— Quando você preparou tudo isso?
— Enquanto você dormia, e não foi tão difícil. Deixei tudo pronto na varanda, então apenas tive que montar. Como vai chover amanhã, pensei em aproveitarmos, o que pode ser nosso último dia de praia, em grande estilo. Muito exagero?
— Não. — suspirou, olhando tudo que ele tinha feito. Parecia o cenário perfeito para um filme de romance. Virou-se para ele, que sorria meio... Inseguro? Mas ainda malditamente deslumbrante. Sorriu. — Muita perfeição. Obrigada por fazer tudo isso por mim.
— Não é como se eu não fosse aproveitar tudo isso também, né?
Bella riu.
— Ainda assim, obrigada.
— Mereço um beijo, talvez?
— Talvez. Um ou dois beijos.
— Espero que essa seja a quantidade de beijo por, no máximo, minuto, porque temos uma noite inteira e eu pretendo ter muito mais do que um ou dois de seus beijos. — abriu os braços. — Vem aqui, bebê.
Ela foi para seus braços, segurou-o pela nunca e lhe beijou.
Ainda estava se sentindo fora de seus pés com tudo o que Edward tinha feito. Era estranho, porque era algo simples e ainda assim parecia ter um tamanho gigantesco. Céus, por que ele se mantinha fazendo aquele tipo de coisa, fazia tudo tão mais difícil.
Talvez seja porque ele quer te foder, a Cética sussurrou. E?, a Gueixa ergueu uma sobrancelha. Não é óbvio? Ele quer apenas usá-la sexualmente, a Cética exasperou. Você está tentando mostrar um ponto negativo aqui? Porque não estou vendo, a Gueixa ironizou, nunca trepamos na praia, tendo apenas o céu, o mar e uma fogueira de testemunhas, isso é maravilhoso! – Nunca usamos cocaína também, isso não quer dizer que devíamos experimentar! Estava bom demais para ser verdade, bem no meio do beijo, por favor! Ei, nem adianta nos culpar, você nos chamou, as duas disseram juntas. Eu?! Como?
— Então... — Edward quebrou o beijo, dando castos selinhos em seu lábio inferior. — Marshmallows?
Bella calou sua mente e se focou em Edward. Apenas ele e tudo que tinha preparado para os dois naquela noite importava. Apenas Edward.
— Eu adoraria. — sorriu, enquanto sua mente se tornava silenciosa.
Os dois tiraram os chinelos e sentaram lado a lado sobre a manta na areia. Edward entregou a ela um dos espetos de churrasqueira, então pegou o pacote de marshmallows.
— Sem gravetos, escoteiro? — ela provocou.
— Não achei nenhum, então que isso serve. E não zombe os escoteiros, somos uma família. — disse no tom defensivo de uma pessoa ofendida.
Bella lhe fitou por alguns instantes, então gargalhou.
— Cala a boca, você nunca foi a porra de um escoteiro.
— Por causa do seu pai. Eu tinha autorização para ir, mas seu pai não deixou o Emmett e é claro que ele sabia que eu jamais iria para o acampamento de escoteiros no verão sem o seu irmão, muito menos se tivéssemos que levar a pequena Bella.
— Chato. — Bella riu. Edward entregou a ela um marshmallow e pegou um pra si mesmo. — Mas você sabe que esse não foi o real motivo do Charlie, né?
— Claro que eu sei, ainda mais porque depois que ficamos chateados com ele...
— Oh, eu me lembro disso. — o interrompeu. — Vocês ficaram chateados comigo também, me lembro de vocês dois dizendo que eu era uma pirralha ranhenta insuportável que sempre atrapalhava seus planos.
— Ai você subiu correndo para o quarto, chorando. — Edward riu. E os dois esticaram os espetos para assar o doce na fogueira.
— Eu tinha onze anos e vocês quatorze! Vocês foram rudes comigo, uma doce e frágil criança! — Bella se defendeu.
— Doce e frágil minha bunda, né? Você sempre foi terrível, pelo menos por fora. Mas por dentro você era como esse marshmallow, totalmente mole... E doce. — piscou para ela, que riu. — Mas eu ainda me lembro daquela noite, seu lábio inferior tremendo enquanto seus olhos se enchiam de lágrimas, você mordeu o lábio, como sempre faz, e subiu correndo. Quer saber de uma coisa?
— O que? Vocês eram cruéis e faziam garotinhas de onze anos chorarem por diversão? — disse sarcástica. Edward riu.
— Não qualquer garotinha, você.
— Eu sabia!
— Mas sério aquele momento quebrou meu coração.
Bella parou de rir, surpresa com sua revelação. Os dois puxaram seus espetos, para que o marshmallow não queimasse, e com a mão livre ele pegou os biscoitos para fazer o s'more com o doce derretido.
— Eu estou falando sério. Foi... Horrível te ver subindo tão... Quebrada por nossa causa. Eu e Emm nem falamos nada, nos entreolhamos, ambos culpados, e fomos atrás de você. E você estava no sentada closet, encolhida no canto, abraçando os joelhos e chorando. E eu sabia que o seu irmão se sentia da mesma maneira, ainda mais quando você disse que nos odiava. Foi meu fim, me quebrou.
— Por isso vocês fizeram tudo que eu queria durante aquela semana?
— Tudo para te ver feliz e sorrindo novamente. — Edward sorriu. — E então Charlie começou a nos levar para pescar, acampar na campina, pular do penhasco e várias atividades masculinas. Ele queria nos ensinar isso tudo, ao invés de deixar que um estranho de shortinho e algumas medalhas no peito fizesse. Aquele foi o primeiro verão em que realmente me diverti na vida. E eu ainda tenho a estrela que seu pai fez com madeira e pintou de amarelo para a gente, para compensar as do acampamento.
— O que, que estrela?!
— Merda, acho que falei demais, isso era realmente um segredo. — disse abaixando a cabeça, rindo envergonhado.
— Meu pai fez estrelas para vocês, e não para mim?! E ainda manteve segredo?! Eu fiz tudo com vocês!
— Você só fez tudo porque eu e Emm deixamos pra te fazer feliz, porque se não, seria apenas os meninos.
— Eu quero uma estrelinha também. — Bella choramingou com beicinho. Edward riu.
— Você é adorável. — se inclinou e beijou seu beicinho rapidamente. — S'more?
— Eu não gosto muito de você agora, mas eu quero. — disse ainda com beicinho, pegando o doce, enquanto Edward fazia isso para si mesmo, rindo.
— Quer cantar musiquinhas de fogueira? — Edward brincou.
— Não, eu quero uma estrelinha do meu pai. — choramingou com a boca cheia.
Edward riu, mas engoliu antes de falar:
— Você não deve dizer isso ao Charlie, ele vai chutar o meu traseiro.
— Você merece! É a primeira coisa que vou dizer quando encontrar esse velho trapaceiro e injusto. — bufou, fazendo-o rir.
Eles ficaram em silêncio instantes depois, assando novos marshmallows, apenas com o barulho da fogueira crepitando e o mar.
Quando terminou de assar, Bella tirou do fogo e tirou o doce parcialmente derretido do espeto entre dois biscoitos. Deixou o espeto na areia, com a ponta sobre a bandeja pra não sujar. Assoprou o s'more olhando a fogueira.
— Já que você está me confessando isso, posso te confessar algo também... Eu sempre tive ciúmes de você.
Surpreso, Edward engasgou.
— Não você, em si. — corrigiu rapidamente. E era verdade, antes não era dele. — Do meu irmão, do meu pai. Antes eu era a garotinha deles, sempre tinha toda a atenção, principalmente do meu irmão antes de nos mudarmos para Forks. Ele tinha seus amigos, momentos com os meninos ou sozinho, mas nunca me trocava por qualquer outra coisa ou então me levava quando eu queria muito, éramos um time. Mas então nos mudamos para Forks e ele conheceu você, então era como se eu fosse a segunda opção. Era sempre você, você e você. Até meu pai adorava os momentos com vocês dois. E aquela semana... — suspirou. — Foi uma das melhores semanas da minha vida, porque era como se eu e meu irmão fossemos um time novamente, apesar de você estar lá, eu tive meu irmão de volta.
— Por isso você não gostou de mim de cara? Muito antes de eu fazer qualquer provocação?
— Culpada. — riu, corando. — E você entrou no jogo, não é como se você não tivesse gostado disso.
Ele riu, agitando a cabeça.
— Era divertido, né. Mas eu... Eu sinto muito se te fiz se sentir dessa maneira, bebê. Acredite, eu nunca quis que você se sentisse excluída ou segunda opção de ninguém, muito menos seu irmão e seu pai, que sempre te amaram.
— Mas estava sempre lá em casa ou chamando meu irmão pra alguma coisa, né? — Bella provocou.
— Antes de vocês se mudarem, sempre tive alguma... Afinidade com o Chefe Swan. Ele ajudou minha mãe mais do que qualquer um, mas não passava disso, nada mais que alguns momentos rápidos quando nos encontrávamos, mas sempre imaginei que era alguém como ele que queria como pai. E então você e seu irmão vieram morar com ele, fiquei meio decepcionado, porque ele tinha os próprios filhos, por que ia se aproximar de mim, sendo que nem me conhecia? Mas acabei ficando na mesma classe do Emmett, ele não tinha amigos e nem eu, sentamos juntos e quando vi, éramos amigos. Eu sempre procurava motivos para ficar fora de casa, seu irmão me convidava e eu ia, adorando o fato de que Charlie também estava lá, além de uma pequena garotinha arrogante que não gostava de mim. Era diferente de tudo que eu já tinha vivido, eu amava.
— Meu pai te considera um filho, você sabe, não é?
— Eu sei, e eu realmente amava isso também. Assim como amava ter um irmão como o Emmett.
— Então você me considerava uma irmã, Cullen? Porque se considerava, toda essa situação será muito doente.
Edward gargalhou.
— Eu nunca te considerei uma irmã, bebê.
— Que bom, não sou adepta ao incesto, apesar de ter um irmão mais velho bem atraente. E sabe, sorte sua que Charlie jamais vai saber disso.
— Disso, o que?
— Que você está profanando a filhinha dele. — Bella provocou, rindo e parou de rir para comer seu s'more. Mas Edward não riu.
— E por que seu pai não saberá disso?
Bella mastigou encarando-o surpresa com a pergunta. Isso não era óbvio? Se ela não contava ao pai com o que trabalhava – escrevendo livros eróticos –, por que diabos iria dizer a ele que tinha ficado uma semana na casa de praia de Rosalie e Emmett fodendo com Edward? Seu pai era divertido, liberal, aceitava e apoiava todas as decisões de seus filhos, os amando incondicionalmente, mas ainda não ia ser confortável dar esse tipo de detalhes a ele. Nah, obrigado.
Deu ombros, resolvendo dar uma resposta mais resumida:
— O que se faz na Casa Mágica, fica na Casa Mágica. — brincou.
— Esse é o lema de Vegas. E eu não diria a Charlie que estava profanando a filha dele, podemos dizer algo melhor.
— Ou não dizer nada. — disse com sua melhor voz categórica, tentando encerrar o assunto.
Percebeu que Edward soltou o ar com mais força, parecia frustrado, mas não disse nada, deu atenção ao seu s'more.
— Parece que fazia anos que eu não comia um s'more. — Bella quebrou o silêncio antes que ficasse desconfortável demais, não queria estragar mais uma noite deles. — Mas foi há alguns meses, com você, Emm e Rose.
— Na vez que Rose teve desejo, mas não podia ser um s'more de fogão, tinha que ter uma fogueira e na praia? — Edward lembrou.
— A minha filha, snif, minha bebezinha, snif. — Bella começou a imitar Rosalie, colocando a mão na barriga e forçando uma voz fina e chorosa com soluços e fungadas. — Minha linda bebezinha vai nascer com cara de s'more porque o pai e os padrinhos não podem pegar o maldito carro e me levar pra praia pra acender uma fogueira e assar marshmallows.
Edward gargalhou, jogando a cabeça para trás.
— Ursinha, por favor, eu te amo, mas seja razoável, são quatro horas da madrugada. — Edward imitou Emmett, fazendo uma voz grossa e a cara de dor. — Não temos lenha ou marshmallows.
E Bella gargalhou.
— E depois que comeu uns trezentos s'mores, ela começou a chorar porque estava ficando do tamanho de uma casa em Boca Ratón. — Bella disse rindo. — Ela é tão patética.
— E você a ama.
— Incondicionalmente, ela é minha melhor amiga. Mas eu adoro esses surtos dela, ainda mais quando ela joga tudo em cima do meu irmão e ele, tão estupidamente apaixonado como está, não consegue dizer não e fazer o inferno pra fazê-la feliz.
— Ele tem sorte. — Edward sorriu.
— Os dois têm sorte. — Bella concordou, sem tirar os olhos da fogueira, de alguma maneira, envergonhada. — A Rosalie me disse que a gente zomba tanto dos dois que quando estivermos no lugar deles, vamos ser ainda piores. Porque o retorno é uma vadia
— Emmett me disse a mesma coisa — Edward riu. — O retorno é uma vadia, e uma vadia cara que cobra cada centavo de suas dívidas e com juros.
Bella gargalhou, aquela era uma das frases típicas de seu irmão. Edward tinha a boca cheia de s'more, então ela deu sua atenção ao céu.
— Não estou querendo te provocar, mas sinto muito pela falta de estrelas no céu. — Edward disse, fazendo-a rir suavemente. O céu estava realmente sem muitas estrelas, só algumas perdidas espelhadas pela imensidão azul escura, mas a lua estava ali. Uma grande lua cheia, mas que estava começando a ser encoberta por nuvens esfumaçadas, o dia seguinte realmente teria chuva, aparentemente. — Queria que o céu completasse nosso cenário, uma grande lua cheia cercada por um brilhante céu estrelado.
— Tudo bem. De qualquer maneira, o céu da Carolina do Norte é bem diferente do céu de Nova York, independente de qualquer coisa, eu amo isso. A noite está linda, tenho s'mores, uma ótima companhia. — bateu em seu braço com o cotovelo e deitou a cabeça em seu ombro. — Estou tendo um ótimo momento e graças a você, obrigada.
Edward sorriu e virou o rosto, beijando a cabeça dela. Bella se ergueu novamente, lhe dando um sorriso antes de voltar a pegar o espeto para assar mais marshmallows.
Eles comeram mais alguns s'mores, mas deixaram de lado para beberem um pouco. Edward pegou a garrafa de vinho, enquanto ela segurava as taças, e derramou o líquido. Devolveu a garrafa fechada a bandeja e pegou sua taça.
— Um brinde? — Bella perguntou, erguendo a sua.
— Perfeitamente. A que?
— Hum... A nossa noite?
— A nossa noite. A nós. — ergueu a taça.
Bella hesitou, corando lentamente.
— A nós. — bateu a taça na dele, suavemente.
Os dois sorriram e beberam o vinho. Um bom vinho, levando em consideração que era o melhor vinho comprado em um mercado.
— Por que você está me olhando desse jeito? — Bella perguntou, divida entre o desconforto e a vergonha. Edward simplesmente estava lhe... Cobiçando, despindo e devorando com os olhos. Mesmo quando bebeu o vinho, seus olhos não lhe soltaram.
— Bem. — lambeu o vinho dos lábios e sorriu; um de seus sorrisos de lado cheio de arrogância e malícia que a fez engolir seco, malditamente sexy. — De que jeito eu estou te olhando?
— Você... Sabe... — sentiu o rosto esquentar.
Edward riu e esticou a mão, afagando sua bochecha.
— Você é tão linda, bebê.
— Você tomou menos de uma taça e já está bêbado? — tentou brincar agitando a taça, ou hiperventilaria até desmaiar.
— Não. E mesmo que estivesse bêbado, eu poderia te achar linda, mas depois de um banho frio e café, quando a sobriedade chutasse a minha bunda, eu ainda te acharia linda. Assim como acho todos os dias.
Bella engoliu seco. Edward estava ali, com uma marreta e pronto para derrubar o seu muro de sanidade que cercava seu cérebro, protegendo-o de seu coração. E seu maldito muro era cheio de buracos e feito com um material tão barato e vagabundo que qualquer sopro dele poderia derrubá-lo, quem dirá o que ele estava fazendo. Oh céus....
— Você não precisa falar tão doce Cullen, você já tem um passe livre de acesso às minhas calcinhas. — tentou brincar, mas sua voz saiu trêmula demais para passar frieza, era óbvio que fora afetada.
— Apesar de gostar do acesso as suas calcinhas, não falo doce para ter esse passe, esse passe eu ganho falando sujo mesmo. — disse com um sorriso divertido. — Mas ao que eu quero, preciso falar tão doce que faria um diabético entrar em coma.
Bella franziu o cenho, sem entender, mas acabou rindo, agitando a cabeça.
— Você não devia me dizer essas merdas, Cullen.
— Por quê?
— Por que... — suspirou, dando mais um gole no vinho. — Mmm... Porque me bagunça, me confunde e nada faz sentido na minha cabeça, me tira o pouco controle que eu tenho.
— A obviedade de toda a situação devia te explicar e encaixar tudo até que fizesse sentido em sua cabeça, bebê.
— Se você soubesse a bagunça que é minha cabeça, não estaria falando isso. Iria me abraçar, começar a chorar e dizer que sente muito.
— Uau, sua cabeça é assim tão complicada? — riu.
— Mais do que você possa imaginar. O mundo está sintonizado em FM, enquanto eu estou em AM. É completamente fodida.
— Por quê?
— Grande parte por culpa minha, assim como de uma Gueixa, usando um quimono vermelho, e uma Cética, usando terninho cinza.
— O que... — Edward franziu o rosto, confuso, e riu. — Do que diabos você está falando?
Bella virou a taça, bebendo todo o vinho, então gargalhou.
— Não faz sentido nem para mim, não esperava que fizesse sentido pra você. Er, podemos mudar de assunto?
— Você terá que me explicar isso de Gueixa e Cética um dia, mas tudo bem, vamos mudar de assunto.
Bella assentiu rindo, mas era claro que não iria dizer. O que, e assumir que era uma estranha, absurdamente anormal quase esquizofrênica? Acho que não, obrigada.
Silêncio.
— Eu quero te beijar.
Bella se assustou ao escutar aquilo, pensou ter perdido o controle da própria boca, assim como tinha perdido da mente, porque queria muito beijá-lo, mas então percebeu que vinha dele.
Ele queria beijá-la. E inferno, ela queria beijá-lo.
— Então... Beije-me, Cullen.
— Grande ideia, Swan.
Sorrindo, ele se inclinou e aproximou o rosto do seu. Estava com a mão pousada em sua bochecha, afagando-a com o dedão. Pensou que iria beijar rápido, como ela queria, mas ele foi lentamente. Os olhos deles desceram para sua boca, assim como seu dedão; sua boca se entreabriu com um suspiro. Edward roçou seu nariz ao dela, depois seus lábios. Beijou seu lábio inferior, chupando-o suavemente.
Bella estava derretendo sob seu toque, os beijos suaves em seu lábio inferior e seus rostos tão próximos que suas respirações se encontravam entre eles. Ele beijou seu queixo, subiu e esmagou seus lábios com os dele. A boca dele procurava a sua e ela aceitou, procurando por ele também, então se encaixaram com perfeição. Como sempre.
A mão dele foi para sua nuca, segurando-a ali enquanto o beijo ia lento e fácil. A língua dele foi carinhosamente para a sua em movimentos tão lentos, preciosos e minuciosos que parecia estar medindo cada centímetro ao tomá-los, tão lento quanto se memorizasse cada sensação, os sentimentos, o gosto, o momento. E ela malditamente gostava daquilo.
— Sabe... — mordeu seu lábio inferior e o beijou, mantendo seus rostos próximos. — Se lembra do nosso pacote? Minha roupa fora, algum sexo dentro, que tal isso?
— O que? Estamos na praia.
— E isso não muda nada, eu quero você.
— Você perdeu sua mente, Cullen? Estamos na praia, um lugar público.
— E é sério que você não vê o apelo sexual disso? E além do mais, essa é a nossa praia, um lugar vazio, sem público. Eu, você, o céu, o mar, essa fogueira e a noite inteira. Eu quero fazer amor com você... Aqui e agora, bebê. — sussurrou e a beijou novamente.
Isso era errado... Tão errado... Malditamente errado... Mas porra, isso não diminuía seu tesão em nada. Seus mamilos já estavam enrijecidos e sensíveis, implorando por qualquer toque, assim como sua vagina, já encharcada se apertava ao redor de nada com o clitóris pulsante, chorando por um toque a levasse até a libertação. Ela iria fazer aquilo.
Toda a situação era erótica, mas muito além de sexo duro e suado – como ela adorava – mas era sensual e... Romântico. E então tinha Edward, a personificação do erotismo, sensualidade e romantismo, tudo junto em um pacote que beijava muito bem e um pênis maravilhoso. Porra, ela realmente iria fazer aquilo.
As mãos de Edward foram para seu pescoço, soltando laço de seu vestido frente unica. Sem sutiã, seus seios ficaram expostos e um arrepio percorreu seu corpo ao sentir a brisa fria, mas também o mormaço da fogueira, banhar seus mamilos. Estavam em um lugar, teoricamente, público e Edward acariciava seu seio... Oh cara, no que estava se convertendo? E por que estava gostando tanto?
Fechou os olhos, sentindo os beijos em seu pescoço. Lambeu os lábios, suspirando sobre um gemido. O dedão dele circulava o pequeno mamilo enrugado.
— Adoro seus seios. Tão femininos, delicados... Perfeitos. — sussurrou com verdadeira adoração em sua voz. E desceu beijos por seu colo, tão lentos e cuidadosos que ela podia sentir exatamente o formato de seus lábios em sua pele, a maciez deles, sua respiração até que ele alcançou seu mamilo, lambendo todo o caminho ao redor.
Bella gemeu. Colocou sua taça de vinho de lado, então colocou os braços para trás, apoiando as palmas de suas mãos sobre manta, se oferecendo completamente a ele. Totalmente dele.
Edward lambeu um e depois o outro, então voltou pro primeiro. Bella adorou a sensação, a língua dele era tão macia e mantinha uma sucção com a força necessária. Ohhhh Jesus, era quase demais... Mas ainda não suficiente... Ohhh. Gemidos involuntários lhe escapavam, enquanto sua vagina continuava se contraindo e ficando cada vez mais molhada, podia sentir seus sucos escorrer por entre suas pernas.
Quando abriu os olhos e abaixou o rosto para vê-lo, sentiu-se ainda mais quente. Edward segurava a lateral de seu seio, enquanto a boca cuidava dele. Seus olhos estavam fechados, tinha tanto prazer em seu rosto que podia pensar que estava sendo chupado ao invés de estar chupando. Ele sentia prazer em lhe dar prazer. Ele trocou de seio, deixando o outro, quente e molhado com sua saliva ao ar livre, dando-lhe novos arrepios ao ser tocado pelo vento. A língua atrevida dele aparecia lambendo ao redor, então sumia junto com seu mamilo quando voltava a sugar. Escutando o som de sua sucção e gemidos de prazer, mesclados aos próprios.
Será que podia gozar assim, apenas com isso?, se perguntou, mas inferno, não estava realmente ansiosa para saber, a agonia do orgasmo eminente parecia demais, seu clitóris gritava por algum toque desesperadamente. Precisava se tocar.
Sorte que usava um vestido, que agora estava levantando até a altura de sua cintura, expondo suas coxas e sua calcinha cobrindo seu sexo quente e encharcado. Bem apropriado que ele tivesse escolhido essa peça, era útil e prático pra situação. Usou umas das mãos para alcançar seu ponto, sentindo o calor líquido que emanava dele. Sentia-se inchada e latejante. Acariciou por cima da renda, pronta para começar os círculos.
Mas sentiu a mão dele se fechar ao redor de seu punho. Gemeu de frustração e em protesto. Mas Edward ergueu o rosto, tinha um sorriso divertido em seu lábio.
— Acho quente que jogue com você mesma, mas essa noite eu serei o único responsável por seus orgasmos. Eu vou fazê-la gozar. Ontem foi tudo sobre mim, hoje é sobre você.
— Eu gozei e me diverti também ontem. — lembrou.
— Eu sei, mas foi por mim e meu egoísmo, porque adoro vê-la gozar, é tão quente. Mas hoje e agora é sobre você, tudo sobre você. — sorriu e lhe beijou.
O beijo foi mais rápido, apaixonado, se aprofundando e dominando sua boca. Enquanto lhe beijava, Edward começou a se erguer e, então, usou seu corpo sobre o dela para fazê-la deitar sobre a manta na areia. Ele teve cuidado para não machucá-la, mas lhe prendeu ali.
Soltou sua boca e voltou a beijar seu pescoço. Descendo, beijando entre seus seios e parou onde o vestido ainda estava. Bateu em seu joelho, fazendo-a flexioná-los e apoiar os pés na manta. Edward se colocou entre suas pernas, tirou sua calcinha e colocou de lado. Deslizou a mão ali, tocando seu sexo; e ela precisou dizer a si mesma que não tinha porque ter vergonha de estar tão molhada, afinal, era tudo por causa dele e por ele. E ele parecia bem satisfeito com isso.
Ainda mais quando se arrumou de joelhos e se inclinou sobre ela. Beijou sua coxa, desceu até seu monte-de-vênus e o beijou também. Bella ofegou, engolindo no meio da respiração.
— Sabe que você é linda em todos os ângulos. Impressionante até nesse... Linda. — Edward comentou, sem tirar os olhos de sua intimidade exposta.
Bella riu, corando.
— Você tem elogios estranhos, Cullen.
— É difícil ser romântico entre suas pernas, com essa linda visão para mim. Tão rosa, molhada e brilhante... — ele passou o dedão sobre seu clitóris, tão leve, mas estava tão sensível que o sentiu aquecer suas pernas. — Seu clitóris está tão inchado que não posso pensar em nada que não seja chupá-lo até que goze.
— Sim, por favor. — Bella ofegou.
— Amo que esteja tão pronta pra mim, bebê. — lambeu seu clitóris, fazendo-a gemer. — Amo seu gosto. — outra lambida, outro gemido. — E seus gemidos e reações. — lambeu longamente.
— Por favor...
— Tudo bem bebê, eu tenho você. E quero que goze pra mim, na minha boca. E várias vezes nessa noite.
Edward mergulhou a boca em seu sexo, fazendo-a gritar e arquear as costas. Ainda bem que não tinha ninguém morando ao redor, mas foda-se, mesmo que tivesse, sua vontade era gritar aos céus o quanto Edward era malditamente bom em tudo que fazia. Ainda mais sexo oral, ou sexo em geral. Esse era um homem que não precisava de nenhum manual de boceta para levá-la até o céu, ou tão quente que parecia o inferno. Ou uma corrida entre os dois, fazendo-a louca. Pooooorra.
Ele lambeu toda a extensão úmida até sua fenda, empurrando a língua adentro, então subiu novamente ao seu clitóris, chupando-o duro.
— Ohhhh, foda Cullen, sim! — gemeu alto, novamente arqueando as costas e empurrando o quadril contra o rosto dele.
As mãos deles prendiam suas coxas, enquanto as dela estavam na manta. Agarrava-se a ela com força como se não quisesse cair, sentia a areia junto com o tecido e não parecia ajudar muito, porque estava prestes a cair; caindo duro por ele. Empurrada a borda a cada movimento da língua dele, sentindo seu baixo ventre se agitar e desfazer-se na boca dele.
Sentiu os dedos dele fazer companhia a sua língua, penetrou com um dedo, mas estava tão molhada e dilatada que não era suficiente, adicionou mais um e logo um terceiro dígito, enquanto a chupava seu clitóris, raspando os dentes e mordiscando. Seus gemidos eram o resultado disso tudo. Porra era bom... Quase tão bom quanto o pênis dele. Quase. Ainda preferia o carne a carne.
— P-por favoooor... Ohhh... Cullen! — apertou-se ao redor dos dedos dele, até sentir a deliciosa picada de dor. E ele beliscou o broto hipersensível entre os dentes, gritou. — Simmm!
Ele aumentou a velocidade das estocadas e a profundidade indo até os limites de seus dedos, enquanto lambia, chupava e estimulava seu clitóris.
— Isso, tão perto... Eu vou... — era difícil falar em meio aos gemidos involuntários, choramingadas e ofegadas.
Mas Edward entendeu e ergueu os olhos para ela, era óbvio que estava sorrindo – mesmo com a boca ocupada, o sorriso chegava até seus olhos, tão safado que lhe empurrou direto ao limite. Seu corpo inteiro pareceu se contrair, fechando-se ao redor de si mesma e dos dedos dele, então com um alto gemido, explodiu em todas as direções em um forte orgasmo.
Queria fechar as pernas e apaziguar aquelas sensações duras demais para aguentar, mas ele se manteve ali, sentindo-a convulsionar ao redor de seus dedos e lambendo toda a nata quente de seu prazer, enquanto ela choramingava. Ofegante, com o corpo tremulo.
Edward puxou seus dedos e começou a beijar seu sexo; lambeu sua fenda, limpando tudo. Subiu lambendo até seu clitóris, lambeu ao redor e beijou. Subiu beijando por seu monte-de-vênus, então sua cintura, subiu por sua barriga – por cima do vestido – e então entre seus seios, onde estava exposto, beijou seus seios, seu pescoço, seu queixo e sua boca, algumas vezes.
— Apesar de não estar te vendo nu, sabe que gostei do pacote. — Bella brincou, tentando se acalmar.
Edward riu e beijou seus lábios rapidamente, se escarranchado sobre ela, apoiado nos próprios joelhos para não lhe machucar.
— Assim como eu. Mas eu posso resolver isso pra você, se quiser.
— Sim, sim, faça-me um stripper!
Ele se levantou rapidamente e começou a abrir os botões da camisa e realmente dançava, o que a fazia rir. Tirou-a, jogou no chão e voltou sua atenção a bermuda, que tirou mais rapidamente e ficou apenas de boxer. Bella ofegou com o volume de suas calças, sua ereção quase rasgava o tecido e em breve se tornaria parte permanente de sua virilha, com a pressão que o aperto trazia.
— Deus, eu seria um péssimo stripper, ainda bem que sou um bom advogado. — Edward disse com falso gemido de frustração, ela riu.
— Você podia ser apenas garoto de programa, ai você iria faturar.
— Nah, eu estou bem assim. — riu e voltou a se ajoelhar entre ela. — Agora estou pior que você, viu. Estou apenas de cueca, sobre você e em uma praia.
— Isso é bom, se alguém se aproximar e me acusar de atentado violento ao pudor, eu digo que você estava me atacando.
Edward gargalhou, se inclinando sobre ela.
— Você não seria capaz.
— Você quer apostar? — riu.
— Você é tão cruel, Isabella Swan. Tão fodidamente cruel.
— Exatamente, não se esqueça disso. — ergueu-se e beijou seus lábios rapidamente, mas voltou a deitar as costas na areia e olhou em seus olhos. — Mas eu sou uma pessoal cruel... E generosa, e posso retribuir o favor, se quiser. — ergueu um pouco o quadril, roçando em sua ereção.
— Isso não foi um favor, bebê. Eu não quero retribuição, porque é tudo sobre você. E eu acho que sei o que essa sua doce boceta apertada quer nesse momento, olhando pela maneira que apertou e ordenhou os meus dedos. — sussurrou maliciosamente e beijou seu ombro, mordiscando a curva para seu pescoço.
Bella gemeu; porra, como gostava quando ele falava sujo com essa voz baixa, meio rouca e fodidamente sensual. E era óbvio o que queria.
— Se é tão óbvio — ofegou, lambeu os lábios. — não devia me fazer esperar tanto para conseguir isso, ainda mais se é tudo sobre mim.
Ele sorriu de lado e beijou seu lábio inferior antes de capturá-lo com os dentes, puxando e arrancando outro gemido. Soltou e beijou novamente.
— Pare de me provocar, Cullen, faça! — mandou. — Foda-me!
Outro sorriso, outro beijo rápido.
— Não.
Bella franziu o cenho.
— Por quê?
Outro beijo rápido com uma mordiscada.
— Porque não quero uma foda rápida aqui.
— Por que não? Uma foda rápida aqui é uma coisa boa.
Ele deu uma risadinha. Outro beijo rápido, mais um e mais um.
Bella sempre tentava fazer aquilo durar muito, mas o maldito estava realmente querendo lhe provocar e torturar.
— Mas hoje temos uma noite linda, uma fogueira, um céu quase perfeito, um mar, nós dois, eu quero mais do que uma foda. — ele sorriu, mas então seu rosto ficou sério, ou melhor, sereno, com os olhos tão conectados aos seus que teve medo que ele conseguisse ler seus pensamentos ou sua alma. — Eu quero fazer amor com você, bebê.
Bella ofegou, respirou fundo até conseguir abrir um sorriso.
— Então faça amor comigo, Cullen, porque eu quero fazer amor com você.
Edward sorriu e lhe beijou novamente, mas manteve seus lábios colados antes de aprofundar o beijo, docilmente.
Enquanto o beijo se desenvolvia, ele pousou uma mão ao lado da cabeça dela e usou a outra mão para abaixar um pouco sua boxer, puxando sua ereção para fora. Roçou a cabeça por seu sexo, sentindo o calor úmido lamber o topo. Guiou-se até a fenda e penetrou sua cabeça, manteve-se ali e soltou, para apoiar a mão do outro lado.
Soltou sua boca e parou olhando em seus olhos. Bella parecia meio ofegante, com os lábios avermelhados e inchados. Então empurrou o quadril e sentiu o apartado calor líquido rodear seu pênis.
Ela gemeu, adorava aquela sensação – quando tinha que se esticar ao limite para receber sua grossa e latejante ereção, sentir a deliciosa picada de dor, então a onda de prazer com a fricção. Ofegou pronta para fechar os olhos.
— Não feche os olhos, bebê. Olhe pra mim, porque quero ficar olhando pra você. — pediu suavemente.
Bella teve um pouco de dificuldade de obedecer, era instintivo aproveitar tal prazer de olhos fechados, mas não se arrependeu de mantê-los fechados. Edward era tão lindo, ainda mais quando estava conseguindo o próprio prazer. Seus ombros largos estavam duros, podia ver as marcas dos músculos enquanto ele se apoiava no chão para ficar deitado sobre ela sem sobrecarregá-la com seu peso. Sua mandíbula também estava dura, sua boca entreaberta, sua respiração ruidosa e longa, mas o que prendia eram seus olhos. Seus olhos verdes estavam mais escuros, queimando de desejo, tinham algo selvagem neles, mas também algo suave. Hipnotizante.
Ela passou os braços por seu tronco, subindo as mãos por suas costas largas, sentindo sua pele suave e quente sob os dedos até alcançar sua nuca, então subir para seus cabelos e fechar a mão em punho, entrelaçado as mechas bronze aos seus dedos.
Ergueu as pernas e enrolou ao redor da cintura dele, no ângulo perfeito para que ele estocasse mais fundo e que a fricção perfeita batesse em seu clitóris, ainda mais sensível depois de outro orgasmo. Edward gemeu. Aparentemente a posição era boa pra ele também.
Ofegou, puxou a cabeça dele para si e se beijaram novamente. A bolha tinha se formado ao redor deles, eram apenas os dois, apesar do resto do mundo. Nada mais importava. Apenas os dois. Suas bocas se fundiam e seus corpos encaixavam com perfeição, conectados de tantas maneiras que parecia não ter como explicar, era a utopia dos dois. Perfeito.
Os movimentos de Edward eram lentos e fundos, apenas agitando o quadril, enquanto o beijo parecia não ter fim. E eles não queriam por fim. Beijavam-se lentamente, assim podiam respirar pelo nariz e continuar apenas beijando até o limite, misturando as carícias de suas línguas aos gemidos e ofegadas de ambos.
Prolongaram o prazer ao máximo e chegaram ao limite, gozando juntos. Ambos sentindo seus fluídos quentes se misturarem em seus sexos. E apenas nesse momento suas bocas se separaram – Edward parecia rugir, mas enterrou o rosto ao pescoço dela e continuo gemendo ali, enquanto a vagina dela ordenhava seu pênis com espasmos; Bella ergueu o rosto para o céu com os olhos fechados, apenas gemendo e sentindo o orgasmo agitar seu corpo, assim como seu mundo.
Edward se manteve dentro dela, sobre ela e com o rosto em seu pescoço. Assim como ela manteve as pernas ao redor de sua cintura, apesar de tê-las trêmulas, e os dedos enterrados em seus cabelos. Ninguém falou nada. E o silêncio se misturava ao barulho do mar, fogueira crepitando, o som do vento na natureza, suas respirações ruidosas, seus corações.
— Obrigado, bebê. — Edward sussurrou em seu pescoço, beijando logo em seguida. Bella deu uma risadinha cansada.
— Você realmente gosta de fazer com que eu me sinta uma puta de luxo, não é, Cullen? Pelo que você está me agradecendo?
Edward riu, também parecia cansado.
— Eu... Eu não sei. — suspirou. — Só queria que soubesse que sou grato por você estar aqui comigo, agora. Eu não sei.
Bella olhou para o céu, agradecendo por ele estar com o rosto em seu pescoço e não em seus olhos ou veria o brilho das lágrimas que ardiam atrás deles. Não devia chorar depois de dois orgasmos, seria muito patético, até para ela. Então suspirou, fazendo um carinho preguiço no couro cabeludo dele.
— Se for assim... Obrigada também, Cullen. Isso foi... Diferente, de muita coisa que já senti. Obrigada.
Ela piscou algumas vezes, tentando afastar as lágrimas. E sorriu para ele, quando ergueu o rosto de seu pescoço e sorriu para ela.
— Estamos quites. — beijou seus lábios suavemente.
— Sabe Cullen, fazer amor é muito subestimado, lento e doce pode ser tão bom quanto duro e rápido. E agora você pode sair de dentro e de cima de mim.
— Por que tão rápido? Gosto de te segurar e de ficar aqui.
— Sabe, isso vai acabar ficando desconfortável até pra você. — sorriu. Edward riu e beijou-a novamente.
Já sentia sua ereção mais suave e ela tinha relaxado ao seu redor. Estavam meio cansados, talvez alguns minutos antes de um próximo round, que com certeza aconteceria, fosse bom. Deslizou para fora dela, puxando junto um rastro de sêmen, então caiu ao seu lado. Bella se ergueu um pouco, deitou sobre o braço dele e se aconchegou em seu peito. Edward arrumou-se dentro de sua boxer novamente, assim como arrumou o vestido dela.
Bella riu.
— Agora está preocupado com a minha privacidade e exposição do meu corpo, Cullen?
— O que fizemos aqui é apenas nosso. Claro que não me importo se alguém souber, porque é nosso e não me envergonho disso, mas também não quer dizer que vou deixar qualquer um te veja nua, é um material precioso demais para qualquer um.
— Fala doce, acaricia meu ego como ninguém, cozinha bem, o que mais eu poderia querer?
— Exatamente, nada, porque eu sou tudo que você sonhou... Se tivesse criatividade suficiente para sonhar comigo, é claro.
Bella gargalhou.
— Seu bastardo arrogante cheio de merda. — deu um soquinho em suas costelas. Ele gemeu, mas acabou rindo também.
— E por isso sou tão irresistível.
— Fazer o que, droga sempre vicia.
— Ouch. Por que tanto prazer em me ferir, mulher?
— Estou brincando. — ela riu e ergueu o rosto pra ele. — Só brincando. Você não é tãããão ruim.
— Oh, obrigado. — disse irônico.
Ela riu e voltou a se aconchegar no peito dele.
— Quer tirar uma soneca antes do próximo round? — Edward perguntou, fazendo carinhos em seu braço.
— Teremos um próximo round? — provocou.
— Com certeza, ainda temos uma noite inteira para nós dois, pra fazer todo o sexo duro e rápido ou lento e doce que quisermos. — sussurrou e beijou seus cabelos. — Temos a noite inteira pra amar.
Bella se aconchegou em seu peito novamente, bela colocação de palavras. A noite inteira para amar. E se sentia grata por isso, porque em toda sua vida, como mulher, nunca se sentiu tão amada. Era estranho, confuso. Mas tanto quanto lhe assustava, lhe fazia feliz. E a noite estava apenas começando.
Notas finais
E quando o sol chegar, a gente ama de novo, a gente liga pro povo, fala que tá namorando e casa semana, deixa o povo falar, o que é que tem? ♪
^ simmmmm, final do capítulo totalmente inspirado em Jorge e Matheus, porque eu amo demais essa música. Tem meio o climinha desses capítulos finais (spoiler, talvez). Eu não coloquei trilha sonora pq foi toda com músicas nacionais, tem que não goste né? Mas a desse capítulo foi a perfeição "É isso ai - Ana Carolina e Seu jorge", escutem também pra Pra rua me levar dos dois, é orgasmo musical garantido; e também escutei "Duas Metades" e "O que é que tem", ambas do Jorge e Matheus. Eu sei, eu sei, tenho um gosto musical incrível, eu sei u.u KKKKKKKK
E agora sobre a fic, o que acharam do capítulo? :3
Talvez faltou algo, mas não sei o que, mas acabei gostando do resultado. Acho que agora preciso treinar escrever romance, como treinei escrever cenas hots, pq né. E exatamente por isso as cenas quentes desses foram um tanto mais leves, eu queria focar no romance, consegui? Ah, e falando nisso, alguém mais acha que estou perva demais? Agora que percebi, acho que ando escrevendo muito sexo e não estou nenhum pouco arrependida disso, na verdade, adoro autoras de romances eróticos, isso é o problema ou tudo bem? Pq né, talvez haja solução, ou aperfeiçoamento KKKKKK O próximo capítulo é o dia seguinte à noite de amor, sábado. Agora não há como negar, existe uma ligação, como vão lidar com isso? E se quiserem dar algum palpite, tenho uma pergunta - cansaram do sexo, como comentei, ou ainda querem as brincadeiras com vibrador e pans? :3 Hahahaha.
E como tem várias pessoas comentando, acabei de perceber, sim, vamos entrar na reta final, nops ))))))): Agora falta apenas sábado e domingo, que é quando rolará o vocês tanto queriam, o acerto de contas final do "isso é apenas por essa semana ou pra sempre?" e a segunda-feira, de epílogo. E slá como tô sobre isso, vamos comentar mais pra frente, mas quem sabe não role uns bônus ou mini-segunda temporada, depende de vocês, claro. Ou outra fic. Não cansem de mim pq não tenho vida fora disso ): kkkk
Então é isso, comentem pq é triste ver que vocês aparecem mais quando demoro a postar e não quero demorar ): E tem muita gente nos favoritos e que marcaram para acompanhar. E quando digo muita é tipo "nossa, não sabia que tanta gente sabia que eu existo no nyah" e seria legal saber a opinião de vcs. Só pq não sou famosinha não quer dizer que não curta reviews tá? Sou até bem simpática poxa e carente como o burro do Shrek, acho que preciso de um abraço ): ou então podemos combinar algo, só comente se você estiver em alguma dessas situações: leu, gostou, quer mais, tá sem nada pra fazer, quer fazer amizade, almoçou hoje, tá respirando; tá em um desses? Comente. Basicamente, é isso, até o próximo, bjsbjs s22 KKKKKKK
PS¹: Faz tempo que não faço chuva de PS, quem leu Better Than Me sabe como era. E quem não, devia ler. Tem muita Leah, Rose, Ed dominante, Ed fofinho, em resumo, tem "Eu sou Edward Cullen, porra! Quem diabos é você?" pra que mais motivos? u.u parei. O fato é, eu sei que você está respirando, não adianta fingir, comenta ): kkkkkk
PS²: Queria agradecer especialmente a Gabby Baudelaire Cullen; pô Gabby, muito obrigada por sua linda recomendação, de coração! s2
PS³: MichelleBrasil, próximo post é com teu bônus cheio de Bella, Edward, Emmett e Rosalie, acho que ficou engraçado. E todos podem gostar. É a cena do Marshmallow, que Bells e Edward zuaram nesse capítulo. Meu presente procê por entender minha metáfora Gueixa/Cética; quer saber o que ela entendeu? Veja reviews do capítulo 15, dei uma resposta com caps lock =] KKKKKKKK
PS¹+³: Mentira, acabou. Fazia tanto tempo que não tinha surtos nas notas finais, estava tentando ser mais madura, mas não sou boa nisso e realmente senti falta, sentiram falta também? Não se assustem, faz mais sentido se vocês já me acompanham em outras fics, leitoras antigas devem estar oh, essa é realmente a Candy kkk, mas tá, acabou. É isso, calar-me-ei. E até o próximo s2222
Fale com o autor