Let Me Take Care Of You
1 Prólogo.
Notas iniciais
Aqui estou eu me aventurando em uma nova fic.
Muitos devem estar pensando tipo "Meu Deus, ela mal dá conta das que tem atualmente!", mas calma sempre há um jeito, certo? Certo!
Essa será uma fic um pouco diferente do que eu costumo fazer, então se preparem para algo mais dramático e pesado, ok? Mas prometo que farei valer a pena.
Então é isso. Uma boa leitura! s2

- Prólogo. -
Em frente a uma casa modéstia, localizada em um bairro de classe média da cidade de Magnólia, uma garotinha de longos cabelos loiros brincava debaixo da sombra de uma árvore com um bonequinho de neve de pelúcia que ganhara de sua mãe, a quem ela deu o nome de Plue.
Do lado de fora, onde a menininha se encontrava, era possível ouvir uma fervia discussão que acontecia no interior da casa. Se isso acontecesse há uns meses atrás provavelmente a garotinha se assustaria, mas a essa altura do campeonato ela já estava mais do que acostumada com os tons elevados e, muitas vezes, palavras de baixo calão que eram proferidas por seus pais. Era como uma competição de farpas onde quem ferisse mais, ou desistisse por último, ganhava.
Dentro da casa...
- Eu não aguento mais Jude! Não nasci pra ter uma vida mais ou menos! – disse uma loira alta, Layla.
- Do que você está falando? Esse meu novo investimento vai dar certo Layla, tenho certeza! Só vamos esperar mais um pouco e... – ele foi interrompido.
- Não. Você perdeu todo o dinheiro que meu pai me deixou de herança com essas suas ideias idiotas. No começo eu achava fofo você querer subir na vida com seus investimentos, mas chega uma hora em que a realidade bate na nossa porta, Jude. Acorda! Procura um emprego de verdade para sustentar a tua família! – ela já não continha mais as suas lágrimas.
2 meses depois...
- Eu desisto Jude! Desisto de você e do seu fracasso contínuo! – Layla gritava enquanto colocava algumas roupas dentro de uma mala.
- Layla, por favor. Vamos conversar. – Jude, com uma feição desesperada, tentava convencer a mulher a desistir daquela ideia.
- Eu não vou mudar de ideia. – ela falou de forma seca. – Agora eu não tenho como, mas voltarei para buscar a minha filha. – uma raiva se apossou do corpo do homem. Se ela estava pensando que seria feliz com a menina e o excluiria de seus planos estava muito enganada.
- Pois eu não permitirei! – ele falou, extravasando o rancor que sentia naquele momento.
- Como disse? – ela perguntou incrédula.
- Se você passar por aquela porta com essa mala pode esquecer que Lucy é sua filha.
- Você não pode estar falando sério. – o coração de Layla pareceu se quebrar em vários pedacinhos.
- Nunca falei tão sério em toda a minha vida. Se você sair por aquela porta será constatado como abandono de lar e você não deve ter para onde ir agora. Que juiz em sã consciência dará a guarda de uma criança para uma mulher louca que largou o marido e vai morar debaixo da ponte? – ele falou com um sorriso malicioso brincando em seus lábios.
- É o que veremos. – ela falou séria e saiu pela porta.
- Você se arrependerá! – o homem falou enquanto olhava, com lágrimas nos olhos, a mulher que tanto amou se afastar cada vez mais de seu campo de visão. Mas não se permitiria chorar de forma alguma, não daria a loira esse gostinho.
Andando em direção à sombra da árvore onde sua filha sempre brincava esse horário, Layla não conseguia mais conter suas lágrimas. Não por Jude, a quem não nutria mais sentimento algum a não ser pena, mas sim por sua filhinha, Lucy, de quem teria que se separar pelo menos por enquanto.
- Lucy? – Layla se agachou para ficar da mesma altura que a filha.
- Sim mamãe. – a pequenina lhe lançou um doce sorriso, que sumiu ao notar as lágrimas nos olhos de sua progenitora. – Por que a senhora está chorando? – fez uma carinha de desconsolo e enxugou as lágrimas que insistiam em escorrer dos olhos da loira mais alta.
- Por nada meu amor. – ela tentou sorrir. – Mamãe vai ter que viajar por um tempo, mas depois virá te buscar, tudo bem?
- Não nutra falsas esperanças na menina, Layla. – disse Jude de forma fria, pegando as duas de surpresa já que não haviam notado a presença dele.
- O papai não vai conosco mamãe? – a menininha não estava entendendo nada. Por que seu pai tinha aquela expressão zangada e sua mãe parecia triste?
- Não meu amor. – acariciou o rosto da filha.
- Venha Lucy, vamos para casa. – seu pai a puxou de forma um pouco brusca.
- Espere, eu tenho que me despedir da minha mãe! – ela esperneava.
- Até logo meu amor. Eu prometo que volto para te buscar. – e beijou o rosto da garotinha, que não parou de espernear por um instante sequer enquanto gritava pela mãe, que só conseguia chorar ao presenciar a cena.
Atualmente...
PLAFT!
O som de um prato caindo se propagou pela sala onde anteriormente apenas o som da televisão, passando um jogo de baseball, podia ser ouvido.
- Você está louca garota?! – exclamou um homem, que aparentava ter uns 50 anos, sentado em uma poltrona usando apenas uma samba canção e tomando uma cerveja. – É uma desastrada que não tem serventia alguma! Experimente quebrar mais uma louça!
- Perdão papai. – falou uma garota loira, com seus 17 anos, que, distraída, acabou deixando cair um prato que estava a enxugar. – Isso não vai se repetir.
- Chega garota. Seus murmúrios estão me atrapalhando! – ele falou enquanto voltava sua atenção para o jogo que assistia.
- Perdão se os murmúrios de sua filha são menos importantes do que um jogo idiota. – ela disse em um tom baixo, como que para si mesma, mas não baixo o suficiente para que ele não escutasse.
- O que foi que você disse?! – ele a desafiou enquanto desligava a televisão e depois pegava o cinto que sempre deixava na mesinha que fica ao lado de sua poltrona. Apenas por precaução, ele dizia.
Os olhos da garota saltaram e o medo era visível não só em seu olhar, mas também em seus membros que insistiam em tremer e suas pernas que não aguentaram seu peso, fazendo com que ela caísse encolhida no chão da cozinha.
“De novo não. De novo não.” Era só o que se passava por sua mente enquanto ele se aproximava cada vez mais. A cena era épica. Como se a garota fosse uma presa indefesa que aguardava pelo bote do predador impiedoso.
- Eu vou te ensinar a respeitar os mais velhos sua vadia!
E a partir daí o barulho do cinto chocando com a pele era o único a ser ouvido no local já que Lucy se negava a chorar na frente de seu pai. Sempre apanhava calada, para que ele não tivesse o gosto de vê-la sofrendo.
Lucy POV on
Quando você vai chegar mamãe?
Notas finais
Lembrem-se que é apenas um prólogo >< .
Me deem suas opiniões, sim?
Até o próximo meus amores. Beijocas s2
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