Let Me Love You

14 Extra II - Boate


Notas iniciais
UHUUUUUUUUUL, MAIS UM EXTRA! "Ah, sua puta, e meus reviews? Quando terei meus reviews respondidos?" Desculpaaaa T^T mas serão respondidos assim que eu terminar minhas provas (fiquei de recuperação em Exatas, sou de Humanas ;-;) Espero que gostem do cap :3 QUEM QUER UMA LIMONADAAAAA?

Vocês que sabem desenhar: não me xinguem, eu acabei de começar meu curso e fiz esse desenho antes de começar, então perdão pelos mil erros. Mas esse desenho representa um pouco do que lerão agora ♥ Boa leitura :3

Num universo completamente alternativo, onde esta história poderia ter tomado um rumo completamente diferente:

O caminho foi silencioso, Murasakibara notou que havia algo estranho com Himuro e ficou incomodado. — Muro-chin, aconteceu algo?

– A-ahn, nada. — Himuro olhou para fora, para evitar que o maior visse sua face completamente ruborizada, o que não adiantou muito.

– Pode falar... — Murasakibara tinha a voz atenciosa e doce, aquele era mais um de seus tantos golpes baixos com Himuro, que apenas deu de ombros.

– Só estava pensando que... que hoje vou fazer o show principal, faz tempo que não faço isso. — Murasakibara sentiu todo seu corpo se arrepiar ao pensar no que "show principal" queria dizer: pole dance. Há quanto tempo Himuro não dançava aquilo?? Muito tempo, perdera até a conta de quanto, mas hoje o veria novamente lá.

– Não fique nervoso. — Conseguiu falar para o moreno, que riu levemente.

– Não estou. — Himuro o encarou, observando que agora até mesmo ele estava corado. — Só fiquei um pouco envergonhado mesmo.

– Por minha causa? — Murasakibara perguntou divertido e Himuro suspirou olhando para fora. ONDE ESTAVA A CASA?, sua mente gritava em apelos para chegarem logo.

– Não exatamente. — Suspirou e permaneceu em silêncio pelo resto do caminho, era verdade que estava com vergonha de Murasakibara, se apresentar daquela forma não era como antes, visto que agora sempre que dançava, tinha os olhos do garoto em si de forma diferente. Ainda era aquele mesmo olhar malicioso, de desejo, mas a forma como Himuro encarava aquilo mudara muito, não era mais um cara o desejando, era Murasakibara, era o garoto que gostava. E quando dançava, dançava para ele, para ter aquele olhar em si.

Mas fazia tempo que Murasakibara não o via dançar, por vários motivos, ele só chegava para tirá-lo do palco, mas não naquela noite. Dessa vez o maior o veria dançar na primeira mesa, com aquele olhar queimando de desejo. Sentia-se nervoso, era a primeira vez que realmente queria dançar para alguém, que queria se sentir desejado por alguém daquela forma.

Himuro olhou para fora e suspirou, mordendo o lábio inferior para tentar controlar sua mente, que só pensava no quanto queria fazer sexo com Murasakibara. Mas aquilo estava parecendo impossível, já que sua mente projetava várias imagens do maior o tocando, mordendo sua pele, estocando-lhe. Sentiu o rosto corar ainda mais e respirou aliviado quando viu a casa. Graças a Deus, pensou quase chorando.

– Bem, te vejo daqui a pouco. — O moreno abriu a porta para sair e sorriu fraco para o garoto, porém antes que saísse, Murasakibara segurou seu pulso, estava sorrindo fraco e seus olhos brilhavam de uma forma intensa, Himuro sentiu todo seu corpo arrepiar.

– Muro-chin... vou estar na primeira mesa. — Falou o óbvio, claro que Himuro sabia que estaria lá, mas também sabia porque Murasakibara queria afimar aquilo, ele queria que Himuro o encarasse durante a dança, ah, sim, Murasakibara amava aquilo.

– O-ok. — Himuro afastou-se do carro e entrou pela porta de trás, enquanto o maior estacionava o carro com um pequeno sorriso no rosto.

Himuro entrou no camarim e sorriu para Andrej, o loiro o acompanharia no palco, em uma das pilastras, porém ele ficaria na principal. Viu a roupa que Andrej estava colocando e suspirou.

– Vamos usar roxo hoje? — Perguntou olhando para a roupa que Madame Edwin separa para si, estava sobre sua penteadeira.

– Uhum, eu gostei dessa roupa. — O loiro riu e mordeu o lábio inferior. — Aquele seu cliente vai ficar doidinho.

– Talvez... — Himuro tentou controlar as sensações que tomavam seu corpo e decidiu se vestir. Foi para o trocador e retirou suas roupas, enquanto Andrej falava sobre um cliente que vinha chamando-o bastante, era um homem casado, mas que sempre que podia, fugia para passar a noite com Andrej.

Himuro colocou a cueca que a Madame separara, não era bem uma cueca, a parte da frente tampava suas partes, mas atrás eram apenas duas faixas que deixavam parte de sua bunda amostra, logo em seguida colocou a cinta-liga e a meia 3/8 roxa transparente, ligou a cinta à meia e suspirou olhando-se no espelho, aquilo era mais sexy do que queria pensar. Ligando à cinta, colocou duas cintas que cruzavam às suas costas, eram negras, como as botas que íam até seus joelhos, mas estas tinham detalhes roxos.

– Uuuh, que delícia, hein, Tatsuya? — Andrej assobiou rindo e o amigo lhe devolveu a risada. — Madame disse para fazer maquiagem pesada.

– Hum, ok. — Himuro sentou em frente sua penteadeira e fez sua maquiagem escura, dando ainda mais valor para a pinta abaixo de seu olho, deixou o cabelo um tanto bagunçado, deixando a parte onde seu olho era normal para trás, passou muito laquê e suspirou. — Vou usar máscara.

– Não sei se a Madame vai gostar. — Andrej falou olhando-se no espelho. Sua roupa era parecida com a de Himuro, mas estava usando um espartilho roxo enquanto o moreno tinha toda a parte de cima nua.

– Eu só fico no palco principal de máscara. — O moreno falou colocando uma máscara apenas nos olhos, que não tampava tudo, mas ele sabia que ninguém notaria que seu rosto era queimado quando o cabelo saísse da frente. — Use também, só que roxa.

– Ooookaaaay. — Andrej cantarolou e sorriu para o amigo. — Posso te perguntar uma coisa?

– Hum? — Himuro levantou-se e foi pegar o sobretudo roxo que teria de usar na abertura e então olhou para o loiro.

– Você 'tá gostando do Murasakibara, né? — Himuro arregalou os olhos para o amigo e este riu um pouco. — Tatsu, eu te conheço há tanto tempo, poxa, somos amigos, lembra? Eu noto como olha para ele e como fica sem graça quando ele te olha daquela forma. — Andrej colocou o sobretudo preto e amarrou fraco, sentando-se para colocar as botas roxas escolhidas pela Madame.

– Ahn... — O moreno suspirou e sentou-se ao lado do amigo. — Me dá um beijo, Drej? — O loiro riu baixo e colocou uma mecha loira para trás, Himuro sempre achara sua cascata de cabelo amarelo realmente bela. — Anda logo. — Riram juntos e então Andrej segurou seu rosto e selou seus lábios, iniciando um beijo envolvente, suas línguas batalhando por todo espaço possível, o moreno abraçou o pescoço do maior, enquanto este apertava sua cintura, sorriram em meio ao beijo e separaram seus lábios. — Eu estou louco por ele...

– É, eu sei, amigo. — Andrej sorriu fraco e beijou sua testa. — Eu também estou gostando do cara casado. — Suspirou. — Faz tempo que não nos beijamos, hein?

– Verdade. — Himuro riu baixo, Andrej era seu melhor amigo no momento, mas também era com quem se relacionava tempos atrás e mesmo depois de se tornar prostitudo por causa dele, continuavam aos beijos antes do trabalho, não que gostassem um do outro, era só um passatempo diferente daqueles homens pagos, para sentirem que, pelo menos alguém, era por vontade e não necessidade. — Sabe, desde que conheci o Murasakibara eu não faço sexo.

– Ahn?! — Andrej o soltou e Himuro caiu no chão rindo. — O quê?

– Ele nunca faz sexo comigo. — O moreno suspirou triste e sentou-se novamente, puxando as botas pretas que usaria. — Ele disse que não quer.

– Mas que diabos?! Ele paga tudo isso e ficam fazendo o quê? Chupando dedo? — Andrej parecia não acreditar no que estava ouvindo.

– Ele ficava assistindo televisão antes, mas ultimamente temos conversado e tal, nada além disso. — Himuro riu novamente. — Eu 'tô ficando louco já, nunca achei que ficaria irritado por um cliente não me comer. E... e o pior é que eu quero. Bosta, eu quero dar pra ele. — Himuro fez o maior bico que Andrej já vira, o que levou o loiro aos risos.

– Qualquer um quer dar para aquele homem.

– Garoto. Ele tem 18 anos. — Andrej arregalou novamente os olhos, deixando-se cair ao lado do amigo no sofá.

– Que porra é essa, Tatsu? — O loiro riu abobado. — Tem mais alguma coisa que esse cara tenha de absurdo?

– Ele é viciado em doces... é inimigo do meu ex-namorado, o Taiga, lembra? — Andrej assentiu. — E ele disse que me ama...

– Mas não quer fazer sexo?

– É! QUE PORRA ESSE MOLEQUE TEM NA CABEÇA, DREJ?! — Himuro saiu do sério e Andrej teve de rir ainda mais.

– Caralho, Himuro, a situação está feia, hein? — Escutaram mais uma voz e Himuro olhou choroso para o terceiro homem mais caro da casa, um ruivo de lindos olhos verdes, o corpo quase tão delicado quanto o de Himuro, seu nome era Charlie, outro estrangeiro que caíra no mundo da prostituíção. Usava uma roupa igual a de Andrej.

– 'Tá péssima, Charlie. — Fez um beicinho para o amigo, que depositou um selinho no local, fazendo Himuro sorrir levemente.

– Força, amigo. — Ele riu e se colocou de joelhos a sua frente. — Você vai conseguir.

– Você acha? — O ruivo acariciou sua face e piscou.

– Se não conseguir, tem eu e o Drej aqui para o melhor menage da sua vida. — Os três explodiram em risadas e Himuro assentiu. — Quanto tempo na seca?

– Dois meses e uns dias. — Charlie e Andrej arregalaram os olhos.

– Ok, eu tenho um plano. Vamos ver se ele aguenta ser provocado.

Andrej sorriu travesso.

Himuro olhou antes de entrar no palco, a casa estava realmente cheia e, como prometido, Murasakibara estava sentado na primeira mesa, a que ficava exatamente a frente do lugar principal, onde Himuro ficaria. Sorriu fraco, seu corpo começava a se arrepiar, por algum motivo, hoje estava particularmente animado em se apresentar, em dançar, em esbanjar sedução para todos aqueles pobres homens que não o tocariam como apenas Murasakibara podia. E queria provocar o garoto que o enlouquecia, queria fazê-lo arder em desejo, queria fazê-lo ficar ereto ali mesmo.

Seu corpo começava a ficar quente, sua face já expressando coisas maliciosas, a sensação de poder e êxtase tomando seu corpo. Suspirou contido e olhou para o lado, Andrej encarava alguém na platéia, que Himuro julgou sendo o homem que gostava, talvez também estivesse se aproveitando para provocá-lo.

– Vamos. — Falou Himuro quando as luzes se apagaram e os homens bateram palmas e assobiaram, alguns gritando o nome dos três, exclamando adjetivos bastante atraentes. — Vocês primeiro.

Himuro sorriu de canto observando as três colunas de pole dance, a do meio que ficava mais a frente era sua e estava iluminada por uma luz branca, enquanto a de Andrej e Charlie estava com luz roxa. Viu os dois amigos caminharem para suas colunas e se postarem abaixo da luz enquanto seguravam a coluna, movendo os quadris ao mesmo tempo e na mesma direção, de um lado para o outro, lentamente, ao som da música sensual, uma fumaça começou a subir por suas pernas e Himuro sorriu quando um caminho de luz foi feita a sua frente, as luzes alternando entre branca e roxa. Riu baixo e começou a desfilar lentamente pela luz.

A platéia aplaudiu e gritou, sentiu-se desejado novamente e riu, mordendo o lábio inferior. Há quanto tempo não se divertia fazendo aquilo? Mesmo sendo algo repudiante, houvera um tempo em que se divertira com seus amigos no palco. Sentiu uma leve nostalgia, mas aquilo passou rápido, estava se sentindo animado, excitado com a situação.

Parou em frente a sua coluna, segurando-a com ambas as mãos, como Charlie e Andrej faziam, a música parou por um momento e Himuro soltou uma risadinha, que ecoou pelo local e os homens aplaudiram, neste momento a música voltou e Himuro acompanhou os amigos no movimento dos quadris, agora as luzes alternavam entre ambos, até pararem novamente no mesmo tipo de iluminação. Andrej e Charlie começaram a desfazer o laço do sobretudo, enquanto Himuro apenas continuava a dança sensual.

Logo Andrej e Charlie estavam sem a peça e moviam o corpo de forma lenta, como Himuro. Os homens jogavam notas e exclamavam para eles, porém essa pequena parte não durou tanto, ambos os homens caminharam até Himuro, cada um pegando uma ponta do laço e puxando, para então começarem a tirar o sobretudo do moreno, que riu malicioso para Murasakibara, notando sua face corada.

Arrepiou-se quando Charlie e Andrej começaram a lamber o caminho de sua cintura até seu pescoço, passando as mãos por seu corpo, para então tornarem aquilo um beijo triplo, arrancando suspiros e mais adjetivos dos homens. Porém logo os dois se afastaram, dando aos outros uma visão perfeita do corpo de Himuro, que agora andava ao redor de sua coluna, mostrando suas curvas belas e bem moldadas aos homens.

Os três pararam novamente na posição inicial e então a música realmente começou. O olhar malicioso não saía da face dos três, assim como o pequeno sorrisinho. Os três subiram pela coluna de dança e abraçaram-na com as pernas, suas mãos segurando com força enquanto abriam as pernas e desciam devagar, girando a cabeça lentamente, pararam no meio do caminho e Himuro olhou diretamente nos olhos de Murasakibara, piscando para o mesmo.

Charlie e Andrej desceram o resto do caminho até o chão, enquanto Himuro voltou a abraçar a coluna com as pernas, para então soltar as mãos e alisar o próprio corpo, arrancando mais exclamações desejosas e notas de dinheiro. Seu corpo voltou a cair e deixou-se sentar no chão. Olhou para Charlie e Andrej, que acenaram, então os três ficaram de quatro, porém de lado para a platéia e moveram os quadris, rebolando juntamente às batidas das música. Andrej e Charlie se aproximaram do moreno e então os três ficaram em pé, Himuro de costas para Charlie e de frente para Andrej, moveram os corpos com a música, Charlie roçando em Himuro enquanto este beijava Andrej.

– Muro-chin... — A voz de Murasakibara soou baixa, mas muito irritada. Que diabos Himuro estava fazendo?

– Caralho, quero esse moreno. — Murasakibara escutou um homem falar ao seu lado para seu amigo na mesa, olhou furioso para o loiro, mas seu olhar não foi notado, então olhou novamente para o palco, onde agora os três subiam na coluna do pole dance, Himuro sorriu para a platéia quando chegaram a certa altura e abriu as pernas, seu corpo escorregando e girando ao redor da coluna lentamente, enquanto jogava o rosto para trás. Sua expressão era entregue, desejosa.

Os outros continuaram com movimentos diferentes, enquanto Himuro segurava-se na coluna com as mãos para trás e fazia uma dancinha sensual com os quadris, lambendo os lábios e dando risadinhas maliciosas, até parar em certo momento para tirar as botas. Após fazê-lo, abraçou a coluna com uma das pernas e segurou com a mesma mão desta e girou o corpo, fazendo bastante força para jogar o corpo ainda mais para cima e abraçar a coluna e então desceu de uma vez, ficando com as pernas abertas ao chegar ao chão, ganhando gritos e aplausos, mas apenas deu risada e se levantou devagar.

E então os três caminharam para fora do palco e se dirigiram às mesas, Himuro teve de parar na mesa à sua frente, ou seja, a de Murasakibara. Sorriu de canto para o quão escuros estavam seus olhos e o quanto parecia bravo, viu Murasakibara lhe dar espaço e riu baixo, sentando-se em seu colo enquanto rebolava lento, juntamente à música, escutou este ofegar alto, realmente não estava esperando algo como aquilo, acabou segurando a cintura do moreno por impulso, que só conseguiu esfregar-se ainda mais contra a semi-ereção do mais novo. Pegou as mãos do garoto e fez com que passasse por todo seu corpo, enquanto saía — a contra gosto — de seu colo e apoiava-se na cadeira, para dançar de frente ao maior. Olhou em seus olhos, Murasakibara arfava um pouco e mordia o lábio inferior, aproximou-se lentamente da orelha do mesmo e falou numa altura que ele pudesse escutar.

– Eu preciso de sexo, Atsushi... vou para a cama com outro hoje... — Olhou para Andrej e Charlie, ambos encaravam aquele momento, era a última parte do plano para conseguir o que queria. Murasakibara não teve reação, então suspirou disfarçadamente e começou a se afastar, escolhendo algum homem, Murasakibara o viu começar a caminhar para o homem que dissera que o queria e, naquele exato momento, que conseguiu raciocinar sobre o que estava acontecendo.

Levantou-se rapidamente e puxou Himuro pelo braço, escutando protestos, mas não ligou, apenas puxou o rosto do moreno e o beijou com uma possessão a qual jamais havia beijado antes, Himuro nem tentou dominar a língua do maior, tão afoito que este estava, mas era um beijo delicioso e envolvente, apertou sua camisa quando o ar começou a ser necessário, mas Murasakibara não parou, muito pelo contrário, o beijo ficava mais intenso a cada segundo. Empurrou o maior devagar e o encarou, estava puto da vida.

– Você não vai porra nenhuma. — Murasakibara disse com a voz muito mais grossa que o habitual. — Você é meu, Tatsuya. — Himuro estremeceu dos pés a cabeça e suspirou sem conseguir controlar o ato, logo Murasakibara o puxou pela cintura e deixou-se ser guiado escada acima, nem ao menos quis olhar para o palco novamente, mas sabia que Andrej e Charlie fariam um ótimo show juntos. Sempre faziam.

Himuro entrou primeiro no quarto, ficando confuso, afinal o plano não era ficarem na casa, era voltarem para a casa de Murasakibara. Ia se virar para questionar aquilo, mas o maior o abraçou por trás e notou a falta de sua camisa quando sentiu o tronco musculoso e a pele quente encostarem em suas costas, as mãos grandes de Murasakibara passearam por sua barriga lentamente, fazendo seu coração acelerar e um choque gostoso passar por sua espinha.

– Oh, Muro-chin... então você precisa de sexo? — Sussurrou o maior lambendo sua orelha, estremeceu nos braços dele e suspirou. — Vamos, Muro-chin, preciso ter certeza de que precisa...

– A-ah... e-eu... eu preciso. — Murmurou jogando a cabeça para trás, de forma que ficou apoiada no ombro de Murasakibara, que estava curvado para frente. Seus olhos se encontraram e Murasakibara aproximou os lábios dos seus, roçando-os lentamente, colocou a língua para fora e lambeu lento os lábios do moreno, que atreveu-se a colocar a sua própria também e entrelaçaram uma a outra fora de suas bocas, movendo devagar, mas eroticamente. Himuro sentia que a qualquer momento perderia a força das pernas, mas as mãos grandes e fortes de Murasakibara seguravam sua cintura.

O maior deu alguns passos para frente, fazendo-os encontrar a cama, Himuro ia subir na mesma, porém Murasakibara o impediu de ir muito além, fazendo que ficasse de quatro na beira da cama, o que o fez corar fortemente, seu coração batia como louco em seu peito e sua respiração era rápida, podia sentir seu rosto todo vermelho. Olhou para trás, por sobre o ombro direito e encarou o maior, ele sorria de canto olhando para suas nádegas, parecia saborear a visão como se fosse o melhor doce do mundo. Himuro sentiu-o deslizar as mãos por suas costas e então as cintas que passavam por seu peitoral saírem, ele as havia desafivelado na parte de trás.

Murasakibara encostou sua cintura contra suas nádegas para que o moreno sentisse seu volume ainda escondido pela calça moletom grossa e a boxer, ofegou alto e rebolou contra a ereção do maior, gemendo manhoso, viu Murasakibara corar e suspirar contido encarando o ato, a roupa que usava facilitava muito a visão de sua entrada, então sabia que o maior estava encarando-a, mordeu o lábio inferior, ficando muito excitado. Dentro daquela roupa colada que usava para a apresentação seu membro doía e latejava.

Observou Murasakibara levar as mãos até as ligas da cueca que usava e começar a desfazê-las, deixando-o livre da mesma, então ficou completamente nu e exposto ao maior. Sentiu o rosto esquentar e olhou para frente, mas ali havia um espelho sobre uma estante, onde podia ver Murasakibara encarando seu rosto com um sorrisinho quase imperceptível, tentou desviar o olhar, mas o maior o puxou pelo cabelo, fazendo-o encarar a imagem no espelho.

– Não gosta do que vê, Muro-chin? — Murmurou rouco em sua orelha, enquanto uma de suas mãos segurava seu rosto com certa autoritariedade, a outra mão deslizava por sua barriga nua, a única coisa que Murasakibara deixara em si foram as meias sete oitavos roxas, o que lhe dava um ar ainda mais sensual do que com as outras roupas. — Vou dar a você o que quer, Muro-chin. Até entender que mais nenhum homem pode te tocar além de mim.

– Muraaah... — Tentou falar, mas o maior o impediu lambendo seu pescoço enquanto apertava um de seus mamilos entre os dedos, Murasakibara ainda o fazia olhar-se no espelho, o homem via seu rosto ficando vermelho enquanto a língua do maior brincava por seu corpo. — Ei, e-espera... — Tentava chamar a atenção do maior, mas este apenas continuava a lamber e morder seu corpo.

– Olhe bem a cara que você faz, Muro-chin, para não esquecer o prazer que vou te dar agora. — Murmurou ao pé do ouvido do menor, olhando-o pelo espelho, para então descer com beijos por suas costas, chegando às nádegas redondinhas, mordeu-as e alisou com suas mãos grandes, Himuro continuava se encarando no espelho, podendo ver um pouco do corpo de Murasakibara atrás de si. Sentiu a língua quente e molhada do maior rodear sua entrada, apenas molhando-a e avisando o que faria em breve. Estremeceu com o ato e mordeu o lábio inferior.

– U-uhn... — Ofegou baixo empinando-se mais quando sentiu a língua do maior começar a penetrá-lo, olhou-se no espelho mais atentamente, gostava do que via, de como sua expressão era entregue, ficou imaginando Murasakibara ali, atrás de si, estocando-o rapidamente. Todo seu corpo estava arrepiado com as sensações do momento, as mãos grandes do maior apertavam suas coxas e, às vezes, as nádegas.

Em certo momento, sentiu-se ser tocado num lugar diferente, que conhecia muito bem, mas, de todas as vezes que haviam lhe tocado ali com a língua, com certeza aquela era a melhor, Murasakibara era intenso. Gemeu mais alto e deixou seus braços perderem as forças e apoiou a testa na cama, perdendo a visão que tinha pelo espelho.

– M... Mur... — Não conseguia pronunciar nada concreto, então apenas deixou-se ser tocado pelo maior, gemendo alto e sotando algumas tentativas de pronunciar o nome do maior. Murasakibara o preparava enquanto movia a mão lentamente por seu membro rijo. Moveu o quadril contra a boca do maior, quando o sentiu parar tudo o que fazia e olhou para o espelho, procurando pelo homem que tanto desejava.

E o encontrou.

Murasakibara sorria de canto, os lábios brilhando pela saliva, os olhos banhados em luxúria enquanto encarava sua entrada exposta, não conseguiu sentir vergonha, mas sim, prazer. Adorava sentir-se desejado, sentia um prazer intenso quando alguém que estimava o encarava daquela forma, como se necessitasse tê-lo o mais rápido possivel, sentia-se belo e tentador. Arrepiou-se com as sensações que apenas aquele olhar lhe causada e empinou-se ainda mais, dando uma visão maravilhosa para Murasakibara, o qual levou as mãos até a fivela do cinto e começou a desfazer-se de suas roupas.

– Muro-chin, não devia me provocar dessa forma. — Comentou o maior, sua voz estava rouca e falava baixo, fazendo com que o moreno sentisse vontade de escutá-lo gemer e, mais do que isso, gemer seu nome.

– E por que não? — Sussurrou voltando a se apoiar com as mãos, para então olhar para trás com um sorrisinho malicioso, decidido a deixar toda vergonha de lado. Murasakibara estava deixando as calças caírem no chão quando o viu, notou seu membro ereto sendo apertado pela roupa íntima e desejou tocá-lo; lambeu os lábios e ofegou ao ver os olhos do maior semicerrarem.

– Porque eu posso perder o controle... — Falou o maior, se aproximando. Himuro riu baixo e levou uma de suas mãos até as nádegas, deixou seus dedos brincarem por sua entrada e gemeu baixo penetrando-se com dois deles, mordeu o lábio inferior e encarou o outro, que observava seu ato num misto de surpresa e desejo. Rebolou contra os próprios dedos e atreveu-se a gemer o nome do outro bem baixo, Murasakibara levou as mãos até suas nádegas, puxando a pele para que pudesse ver melhor. — Continue...

– Atsushi... — Gemeu baixo, contendo um suspiro, enquanto fazia seus dedos irem mais rápido dentro de si, seu corpo tremia tamanho seu desejo, tudo aquilo lhe parecia tão erótico. — E... e se eu quiser que perca o controle? — Murmurou, retirando os dedos de si lentamente, dando ao maior a visão de sua entrada dilatando-se e contraindo-se. E, naquele momento, Murasakibara sentiu todo seu corpo queimar em desejo, o mais puro e quente desejo.

Levou uma das mãos até o cabelo de Himuro e o puxou sem qualquer cuidado, o moreno estremeceu quando sentiu seu corpo chocar-se contra o do outro, ele estava muito, muito quente; o ato do maior apenas o fez sentir mais desejo, queria que ele entrasse daquela mesma forma em si, queria que o tomasse da forma mais desejosa que pudesse, que o fizesse gritar e perder as forças.

Seus lábios foram tomados com volúpia, suas bocas chocavam-se uma contra a outra, mordidas eram distribuídas por ambos, inchavam os lábios com chupões e ofegavam entre os beijos, gemendo baixo conforme o desejo apenas aumentava. Himuro sentia o membro escondido do maior roçar sua bunda e arrepiava-se com os pensamentos que tomavam sua mente, mas não conseguia nem tinha força suficiente para conseguir mudar de posição, estava sendo completamente controlado pelo desejo do maior.

Sentiu Murasakibara tocar um de seus mamilos e gemeu contra os lábio dele, rebolando contra seu membro. Agora o maior havia perdido totalmente seu controle e, em sua mente, só havia um único desejo: entrar em Himuro e senti-lo o máximo que podia. Empurrou o corpo magro do moreno, mas sem soltá-lo, escutou-o gemer seu nome e sorriu fraco. Deixou-o ajoelhado na cama e foi até a mesinha de cabeceira, onde sabia que sempre deixavam preservativos e lubrificantes, pegou um pacote de camisinha, mas deixou outros sobre a mesa, sabendo muito bem que não aguentaria uma única vez e jogou o pote na cama, para voltar até onde estava novamente.

Mas, antes de tomar as rédeas da situação, Himuro virou-se e tirou a camisinha de sua mão, deixando de lado, junto ao pote de lubrificante. — Espere... — Sussurrou o moreno com um sorriso malicioso, o maior não entendeu, mas deixou que o menor fizesse o que desejava. Himuro passou a beijar seu pescoço, deixando algumas marcas pelo mesmo, Murasakibara se arrepiava toda vez que os lábios macios tocavam sua pele. — Atsushi... — Sussurrou novamente, para então morder a pele macia do maior, descendo ainda mais, até tocar um de seus mamilos. Murasakibara gemeu baixo quando o sentiu lamber o local, fazendo-o morder o lábio inferior e ofegar baixo, Himuro ficou algum tempo na região, até voltar a descer, parando apenas quando chegou à roupa íntima do maior.

Sentou-se na cama e puxou a boxer sem enrolação, deixando o membro rijo e levemente molhado a mostra. Gemeu baixo quando o viu e lambeu os lábios para umidecê-los. Passou a beijar o falo de Murasakibara desde a base, certo de que aquilo tudo não caberia em sua boca nunca na vida; deu lambidas no mesmo, sentindo o quão quente estava.

– Muro-chin... — Murasakibara ofegou baixo, levando uma das mãos até o cabelo negro do menor. — Por favor... eu preciso... — Sua voz saía carregada de desejo e necessidade, era como se dependesse daquilo.

– Precisa? Do quê? — Murmurou antes de voltar a lamber a glande do maior, que o encarou, os olhos pidões e o rosto corado, estava lindo, realmente lindo, parecia sentir vergonha enquanto via o moreno com a língua para fora, brincando com sua glande, mas também a forma erótica como Himuro fazia aquilo parecia excitá-lo ainda mais e controlava-se para simplesmente não enterrar-se na boca do menor.

– Preciso que me chupe logo... — Falou cheio de malícia na voz, não dexaria que o menor o vencesse naquela brincadeira de provocações, sorriu de canto ao ver o rosto do menor ficar ainda mais vermelho. — Vamos, Muro-chin, você também quer, não quer? — Sussurrou, seguando o queixo do mesmo com a mão livre, levando o dedão até o lábio inferior do moreno, fazendo sua boca se abrir lentamente. — Me deixa gozar na sua boca...

– Uhn... — Himuro sentiu o membro latejar com as últimas palavras do maior, talvez, em outra ocasião e com outra pessoa, teria sentido raiva e repulsa se lhe falassem algo como aquilo, mas não naquele momento... não com Murasakibara. Sua voz rouca, seus atos delicados, seu pedido erótico, íntimo e a forma como fazia tudo aquilo levavam Himuro a simplesmente desejar fazer tudo que o outro lhe pedisse. Queria sentir o maior chegando ao limite em sua boca, saber que o fizera senti prazer.

Sorriu fraco e segurou a base do pênis de Murasakibara, lambeu mais algumas vezes para que sua boca pudesse escorregar pelo mesmo e logo em seguida, o fez, sentindo parte de sua extensão deslizar quente por sua cavidade úmida, usou a língua para pressionar a glande, escutando o maior gemer em deleite com o ato. Apertou o cabelo de Himuro e ofegou, tentando não fechar os olhos para ver a expressão entregue que ele fazia, para ver seus lábios rodeando seu falo, não queria perder um segundo sequer daquele momento.

Himuro começou lento, tentando se acostumar com o tamanho e arriscando ir mais fundo do que achava que aguentava, chegando a quase se engasgar algumas vezes, mas continuou, queria dar prazer ao maior de todas as formas que lhe fossem possíveis. Fazia questão de olhar para o maior enquanto movia a cabeça num vai e vem erótico, cheio de lambidas e se atrevendo até a dar alguns chupões na glande do maior, causando-lhe certa dor, mas também um prazer inimaginável; era nesses momentos que soltava os gemidos favoritos de Himuro.

Arranhava as coxas, às vezes até as nádegas do maior enquanto o fazia, aumentando a velocidade do ato, sentindo-o ficar mais molhado. Levou uma das mãos até o membro do maior novamente e o masturbou na parte onde sua boca não chegava no mesmo ritmo que o chupava, fazendo Murasakibara revirar os olhos de prazer, gemendo seu nome um tanto alto. Apertava o cabelo negro, movendo o quadril contra a boca molhada de Himuro, estava perto do ápice, louco para atingir o máximo de seu prazer naquele local quente que o abrigava.

– Mu... Muro-chin, ah... e-eu já... — Tentou falar, sentindo vergonha de como sua voz soava eroticamente entregue e gemida. Mordeu o lábio inferior e se concentrou nas sensações que sentia, Himuro apertava seu membro ainda mais, chupando-o em completo deleite. Gemeu alto novamente quando sentiu-se atingir o limite, gozando na boca do moreno, que, ao afastar-se um pouco quando sua boca encheu-se de sêmen, teve o rosto sujo pelo mesmo em algumas partes, o que pareceu ainda mais erótico ao ver do maior. — Não engula.

Himuro corou e acenou, atendendo ao pedido do maior, que segurou seu queixo, erguendo-o um pouco, sorriu de canto, observando a face entregue do menor. — Abra a boca, Muro-chin... eu quero ver. — Himuro estremeceu forte e suspirou, moveu a língua, fazendo parte do orgasmo do maior ficar no céu de sua boca e abriu-a, dando ao maior a visão que queria. Estava completamente sujo, corado e sua expressão era entregue, em sua boca o orgasmo do maior dava um toque ainda mais intenso. Moveu a língua novamente e Murasakibara estremeceu, indo até sua calça para puxar seu celular, Himuro não teve tempo de protestar quando o maior voltou a segurar seu queixo e tirou a foto.

– Ficou louco? — Perguntou após engolir o que havia em sua boca, mas Murasakibara apenas sorriu e deixou o celular jogado no chão, aproximando-se do moreno, lambeu seu próprio gozo do rosto dele e sussurrou contra seus lábios em seguida.

– Não... apenas quero ter uma lembrança a mais para quando estiver sozinho. — Mordeu o lábio inferior do moreno, que entendeu muito bem o que ele quisera falar com aquilo e então iniciaram um beijo afoito, Himuro arranhava seu peitoral e os ombros, enquanto Murasakibara apertava sua cintura e, algumas vezes, suas costas, juntando ainda mais seus corpos suados e quentes, aos poucos voltava a ficar ereto.

Himuro mordeu sua orelha e gemeu lânguidamente quando apertou suas nádegas, ameaçando voltar a tocar sua entrada, fazendo-o empinar-se para senti-lo. O maior riu, dando um tapa em sua nádega esquerda como resposta ao seu atrevimento, Himuro gemeu alto e estremeceu. Murasakibara pegou o pote de lubrificante ao lado dos dois e molhou dois de seus dedos, o moreno viu o que fazia e decidiu molhar dois dos seus também, e sorriu atrevido para o maior.

– Você não presta, Muro-chin... — Suspirou o maior, observando enquanto os dedos de Himuro entravam novamente em si, com um pouco de facilidade por conta de ter sido preparado antes.

– Você muito menos. — Murmurou, mordendo o lábio inferior do maior, apoiando-se com a mão livre em seu peitoral. — Coloque os seus também... — Pediu, sua voz carregada de desejo. Murasakibara atendeu ao seu pedido, juntando seus dedos aos de Himuro e, juntos, moveram os dedos no mesmo ritmo, fazendo a cintura do menor bater contra a do de cabelos lilás, que sentia o membro voltar a pulsar. — Pegue o pote de novo... — Pediu o moreno, estendendo a mão para que Murasakibara jogasse o gel em sua mão que antes estava apoiada em seu peitoral, este logo o fez.

Himuro sorriu fraco e levou a mão até o falo rijo do maior, lubrificando-o enquanto aproveitava para masturbá-lo, Murasakibara gemeu baixo em sua orelha e aumentou o ritmo das estocadas dentro de si. O quarto parecia ficar ainda mais quente, suas respirações estavam entrecortadas, era como se o mundo fora daquele quarto não mais existisse, eles não queriam que existisse.

– Ah! Aah! Atsu... p-please! — Gemeu o moreno, esquecendo-se de pronunciar em japonês, sua mente já estava completamente confusa e entorpecida por causa do frenesi entre seus corpos. Murasakibara encontrava-se quase no mesmo estado enquanto observava seus dedos juntos entrando e saindo da entrada do moreno pelo espelho. — I... I can't... no more... — Ofegava alto, largando o membro do maior para arranhar sua nuca e puxar seu cabelo, fazendo-o encará-lo. Murasakibara se arrepiou com sua expressão. Seus olhos brilhavam intensamente, as sobrancelhas estavam unidas, tornando sua expressão quase suplicante, a boca entreaberta deixava lufadas de ar quente escaparem e em uma de suas bochechas ainda havia resquícios do orgasmo de Murasakibara. — I need ya'... Atsu... aah, onegai... — Começava a misturar as línguas, já não aguentava mais esperar.

Murasakibara riu baixo e retirou seus dedos, para então segurar seu queixo e lhe dar um beijo caloroso, cheio de possessão. Cortou o beijo com certa brusquidão e empurrou Himuro para que ficasse de quatro novamente, olharam-se pelo espelho e Himuro ofegou ao sentir as mãos grandes apertarem sua cintura.

– V-vai... de uma vez. — Pediu o moreno, seu corpo inteiro tremia e sentia que perderia as forças nos braços e pernas em pouco tempo. Murasakibara arqueou uma sobrancelha, mas não contestou o pedido do maior e então respirou fundo, colocando sua glande contra a entrada do moreno, encarou-o pelo espelho, vendo-o morder o lábio inferior esperando pelo que viria e então, em uma única estocada, Murasakibara enterrou-se dentro de si, fazendo-o gemer alto e jogar a cabeça para trás. — Aah! Ngh...

– Muro-chin... você está bem? — Perguntou observando a expressão do menor.

– N-não pare... — Pediu o moreno, apertando os lenços abaixo de si, todo seu corpo reagindo ao prazer que sentia no momento. Murasakibara começou a se mover dentro de si, ainda lentamente, aproveitando o calor de seu interior, deliciando-se com a nova descoberta. De todas as vezes que havia feito sexo, o maior tinha certeza de que aquela era a melhor, o corpo de Himuro simplesmente chamava pelo seu, estava adorando como pareciam ter sido feitos um para o outro. — AH! Uhn... — Sua voz, não havia melodia melhor do que aquela, nem visão mais bela que sua face mergulhada luxúria.

Olhou para seu membro entrando no menor e estremeceu, estavam molhados e podia ver o menor contraindo-se, mordeu o lábio inferior, seu membro voltava a latejar e sentia que ficaria ainda maior, mordeu o lábio inferior e voltou a observar Himuro pelo espelho, seus olhos estavam fechados e gemia manhoso, suas mãos apertavam os lençóis e estremecia. Ah, como queria poder beijá-lo.

Saiu de dentro do menor e subiu na cama, também estava ficando sem forças para ficar em pé. Himuro gemeu em protesto e já ia virar-se para reclamar quando o maior o puxou, num movimento ágil segurou o próprio membro e o fez sentar-se no mesmo de uma vez, penetrando-o com força e profundamente, tocando seu ponto sensível bruscamente, Himuro soltou um grito mudo e levou a mão até seu cabelo, puxando-o com força.

– A-ah... — Parecia ter perdido a respiração e começou a ofegar com ainda mais veemência. Fechou os olhos, sentindo uma lágrima escorrer por seu olho, o prazer fora tanto que acabou tendo um orgasmo, mas seu membro continuou ereto. — Atsu... uhn... — Murasakibara levou as mãos até suas coxas, segurando-o próximo a dobra da parte detrás do joelho e ergueu-o um pouco, fazendo seu membro sair quase por completo, deixando apenas sua glante latejando dentro de sua cavidade quente, muito quente. Lambeu o pescoço do moreno, mordendo-o com força. — Aah! Oh...

– Tatsuya, uhn... — Gemeu o maior quando começou a mover o corpo do mesmo para cima e para baixo, fazendo seu membro raspar contra o interior do menor. Olharam-se pelo espelho e Himuro sentiu-se ainda mais atraído pela beleza de Murasakibara e, mais do que isso, ainda mais excitado vendo a posição na qual estavam. Suas pernas estavam completamente abertas e estava completamente molhado e sujo pelo recente orgasmo, ainda não se recuperara do mesmo, portanto ainda tinha espasmos e sua respiração era dificultada, parecia que estavam dentro de uma sauna. — Você é tão gostoso... — Arrepiou-se com as palavras do maior e tentou conter o sorriso orgulhoso, mordeu o lábio inferior e apertou a nuca do maior, usando-o como apoio, enquanto sua outra mãos apertava o braço musculoso do mesmo para que não caísse conforme ele o fazia descer e subir em seu colo.

Seus movimentos eram precisos e causavam as melhores sensações em Himuro, que tinha, agora, certeza de que aquele era o melhor sexo de toda sua vida, nem mesmo Taiga chegaria à poeira próxima ao dedinho do pé de Murasakibara naquele quesito. Mordeu o lábio inferior e jogou a cabeça para trás ao sentir ser tocado num local muito sensível, contraindo-se com força; Murasakibara aproveitou o momento para tomar seus lábios e iniciaram um beijo sedento, soltou a perna esquerda do menor e deixou que tombassem para o lado, mas continuou segurando a perna direita para deixá-lo bem aberto a si.

Murasakibara parou o beijo abuptamente e encarou o menor ofegando, tentando desesperadamente pegar mais ar para seus pulmões, parou também seus movimentos e o menor gemeu frustrado, quase chorando por indignação, estava tão bom!, por que parara? Olhou desesperado para Murasakibara, virando um pouco o tronco e puxando pela nuca para um beijo feroz, tentando fazer o maior voltar a mover-se, mas ele nada fez.

– Atsushi, continue! — Exclamou arranhando sua nuca, mordendo seu lábio inferior, puxando-o lentamete. — Don't st-

– Eu te desafio... — O maior lambeu sua orelha, mordendo-a no fim do ato, sussurrando roucamente, fazendo o menor estremecer. — mas eu já sei que vou vencer. — Sabia que só conseguiria o que queria se cutucasse o ego inflado de Himuro, então riu baixo quando este o encarou num misto de curiosidade e raiva.

– O que, diabos, pode ser mais importante agora? — Perguntou entre ofegos e arfadas profundas.

– Te desafio a não gemer até eu te fazer gozar. — Sussurou rente à orelha do moreno, que estremeceu. Só podia ser brincadeira. Olhou para o maior e mordeu o lábio inferior, ele o encarava como se o subestimasse, detestava que o encarassem daquela forma. Murasakibara sorriu satisfeito, deixara-o irritado. — Sei que não vai conseguir. — E, antes que o menor pudesse responder, voltou a estocá-lo repentinamente e com mais força do que antes, apertava sua coxa para mantê-lo firme naquela posição. — Ah, Tatsuya... você é tão quente aqui dentro... — Murmurava enquanto lambia o pescoço alvo do menor, mordendo-o e provocando várias sensações em seu corpo já sensível.

Passou o braço livre por baixo do corpo magro, deitando-se também e passou e provocar a região de sua nuca com a lingua, enquanto atiçava seus mamilos com a mão que passara por baixo de seu corpo, seu membro batia forte contra o interior do menor, que apertava as mãos contra a boca, tentando por tudo não gemer, uma tarefa terrivelmente difícil. Murasakibara queria ouvir seus gemidos novamente, mas queria conquistá-los, não queria que ele gemesse por simplesmente gemer, mas por seu prazer ser tanto que não conseguiria controlar nem mesmo seus gritos.

Desceu a mão que antes segurava sua perna até o falo rijo, sentindo-o apoiar a perna na sua, rodeou o membro molhado e passou a masturbá-lo, Himuro mexeu-se inquieto, contorcendo-se em seus braços, quase como se quisesse se livrar da sensação, sabia que estava muito perto de escutá-lo gemer, então continuou daquela forma por mais algum tempo, apenas preparando-se para fazê-lo gozar.

– Tatsuya... — Sussurrou rente à orelha do menor, que estremeceu e passou a ter espasmos. Estava próximo, era agora que o faria gemer como nunca. Empurrou-se sobre o menor, obrigando-o a ficar deitado de bruços, separou suas costas da dele e, com a mão que antes o masturbava, o fez empinar-se, mas ficar com as pernas juntas, para então segurar ambos os seus pulsos contra a cama, impedindo-o de se mover direito.

– Atsushi... isso é golpe sujo! — Exclamou olhando para trás, mas Murasakibara apenas piscou lhe dirigindo um sorriso inocente, ficou ainda mais irritado, o maior tomou seus lábios com possessividade e mordeu seu lábio, parando ainda próximo apenas para sussurrar.

– Vou te fazer gozar agora, Tatsuya... pronto para gritar o meu nome? — Riu com sarcasmo contra seus lábios, depositando alguns selinhos nos lábios opostos, sabendo que agora o menor queimava em fúria, porém, mais do que isso, em desejo, queria sim que Murasakibara o fizesse gritar, que o fizesse sentir prazer como ninguém jamais o fizera. — Não se esqueça disso, ok? Só eu posso te tocar assim a partir de agora... — Mordeu a orelha do menor e sussurrou mais baixo do que nunca, sua voz soando rouca e possessiva. — Você é meu. Completamente meu... Tatsuya.

E estocou-o com toda a força que tinha, fazendo Himuro arregalar os olhos e gemer alto, sem conseguir se conter, lágrimas escorreram por seus olhos, Murasakibara saía e entrava em si com força e rapidez, tocando-o no local mais sensível de seu corpo com força, tudo parecendo aquecer mais do que nunca, sentia que queimaria por dentro conforme o maior saia e entrava em si novamente sem trégua para sua respiração.

– Aaah! Atsushi! Oh, my God! — Gemia alto, puxando os lençóis, tentando livrar suas mãos, quase desesperado. — Ahn!! No! I can't ta... take it! — Murasakibara soltou suas mãos e ficou de joelhos, erguendo seu quadril para continuar com as estocadas fortes. — Do-don't stop!

– Aaah, ah... uhn. — Murasakibara estremeceu, também começando a ter espasmos de prazer, mordeu o lábio inferior franzindo as sobrancelhas, estava chegando ao seu limite, mas não perderia a chance de ver Himuro perder a cabeça de vez. Parou o que fazia novamente e sorriu ao ver o olhar furioso que Himuro lhe lançara, deixou seu corpo cair para trás e sorriu de canto, o moreno estremecendo ao vê-lo exposto daquela forma, deixou-se admirar o corpo do garoto.

Engantinhou até o maior e subiu o caminho de seu corpo como um felino, estava bravo, seus olhos não se desconectavam por nada, uma batalha silenciosa por liderança. Himuro encaixou-se novamente e sentou no membro do maior, gemendo manhoso, aquela brincadeira de pega-pega estava começando a tirá-lo do sério, apoiou as mãos para trás, nos joelhos de Murasakibara e mordeu o lábio inferior, agora estava aberto diretamente para os olhos do maior, como jamais estivera para ninguém. Os outros homens simplesmente entravam e transavam procurando apenas se satisfazer logo, nunca queriam apreciar o ato e a beleza de seu corpo da forma que Murasakibara estava fazendo.

– Você não vai sair daqui até eu gozar, ouviu? — Falou olhando diretamente nos olhos do maior, que apenas sorriu, apoiando-se nos cotovelos para observar o outro cavalgando sobre si. E assim o moreno o fez, movia-se rápido, louco para encontrar o limite de seu corpo, não aguentava mais aquele prazer contido dentro de si. Gemia sem pudor algum, fazendo as expressões mais eróticas que podia, movendo seu corpo da forma mais sensual que podia, queria atriar Murasakibara, queria que seus olhos o devorassem, que seu corpo o desejasse mais do que nunca, que sua mente se perdesse em si.

Queria ser sua droga favorita, única.

– Oh! — Gemeu alto, o som de seu corpo chocando-se contra o do maior o fazia estremecer, tudo aquilo parecia tão sujo e errado, tão pecaminoso, mas talvez fosse justamente aquilo que tornasse aquele sexo especial. Sentia-se um animal. Mas não conseguia e nem queria parar de mover seu quadril, estava simplesmente adorando a forma como Murasakibara encarava seu próprio falo enterrando-se dentro de si.

– Ah, ah! Tatsuya... — Gemeu alto o maior quando Himuro o fez enterrar-se profundamente e rebolou sobre seu falo, contraindo-se ao mesmo tempo, cavalgando devagar para fazê-lo sentir tudo dentro de si. — Assim eu vou gozar, merda... ah... — Gemia sem vergonha alguma, apertando a coxa do menor com força, observando-o perdido no prazer tanto quanto estava.

– Atsushi! — Seu grito saiu um pouco gemido quando atingiu o orgasmo repentinamente, seu corpo tendo vários espasmos, tudo em si arrepiando-se, acabou sujando um pouco o rosto e muito o corpo de Murasakibara, mas este não se importou, já que, ao gozar, Himuro contraiu-se com muito mais força, fazendo-o gozar dentro do menor também.

O moreno ofegava alto, observando a expressão exausta do maior, achando-o ainda mais belo. O maior passou um dedo sobre o sêmen de Himuro em seu rosto e levou-o ao lábio, como se quisesse degustar um novo doce e sorriu pervertido para o menor, deixando-o ver enquanto passava o dedo sujo pela língua, o moreno estremeceu quando viu o que fazia, mordendo o lábio inferior. — Você é uma delícia, Tatsuya...

– Pervertido. — Ofegou olhando para o lado enquanto sentia o rosto aquecer.

Ainda ficaram algum tempo tentando nomalizar a respiração, Himuro deixara seu corpo cair sobre o do maior, fazendo com que seu falo saísse de si, mas o maior ainda não estava satisfeito, queria ver uma última coisa. Segurou o corpo do menor com cuidado e ficou atrás do mesmo, sorrindo malicioso.

– Consegue tirar? — Perguntou enquanto fazia o menor ficar de quatro, completamente exposto para si. Himuro corou forte ao entender o que o outro queria, jamais haviam lhe pedido algo daquele tipo, nem mesmo um cliente ou Kagami. Estremeceu, aquele lado de Murasakibara era realmente sujo.

– N-não sei... — Sussurrou olhando para trás, vendo Murasakibara lamber os lábios. Deixou os braços descansarem e ficou apoiado com o rosto na cama, perdendo a visão do maior, que, notando sua falta de atenção, voltou a pegar o celular, que continuava com a câmera ligada.

– Tente, Muro-chin... — Pediu como se fosse a coisa mais simples do mundo, tirando mais fotos do moreno naquela posição. — Eu quero ver... — Sussurrou beijando uma das nádegas do menor, que, corando, forçou seu interior, tentando expulsar o orgasmo do maior de dentro de seu corpo, sentindo o líquido quente sair de seu ânus e começar a escorrer por suas coxas, nesse momento, o maior aproveitou para capturar mais uma foto, sorrindo para a visão. Lambeu a entrada do moreno, sentindo-o estremecer.

– Você só se faz de inocente. — Acusou o moreno, deixando seu quadril cair, para então virar-se e encarar o maior, que aproveitou a nova posição para tirar outra foto. — Não acredito nisso! Pare de tirar fotos minhas! — Exclamou tentando pegar o celular da mão do maior, que jogou o objeto sobre o tapete novamente e sorriu, tomando os lábios do moreno com um pouco de carinho. — Pare!

– Não. — Falou decidido, começando a deitar-se sobre o menor, aconchegando-se entre suas pernas, para então tomar seus lábios novamente.

– Você... você não se cansa, não? — Perguntou irritado, fazendo o maior rir.

– Não se for com você. — Sussurrou, começando a distribuir beijos pelo pescoço alvo. — Acabei de notar que peguei a camisinha a toa.

– Droga... Madame Edwig não gosta disso... — Suspirou passando a mão pelo rosto, nem reparara que haviam esquecido daquele detalhe.

– Você não é um objeto dela. — O maior ficou irritado.

– Muito menos seu. — Retrucou o moreno, tentando empurrá-lo, mas Murasakibara o prendeu pelas mãos, neste momento, Himuro notou que o mesmo estava ereto novamente e pronto para enterrar-se em si. — N-não... Murasakibara...

– Prefiro quando está gemendo meu nome. — Comentou com um sorriso de canto e penetrou-o novamente, sem chance de protesto. — E, não, Muro-chin, você não é meu objeto. — Comentou, para então sussurrar rente a sua orelha sensualmente. — Você simplesmente é meu.

– Cale a boca! — Exclamou irritado por estar gostando daquela forma possessiva do maior e, mais ainda, por estar ficando excitado de novo. Sentiu o maior lamber o lóbulo de sua orelha e arrepiou-se.

– Vou te deixar ainda mais melado... — Murasakibara teve de conter o riso ao ver como o menor ficara irritado e corado, queria fazê-lo ficar louco de raiva, mas totalmente submisso aos seus desejos. — Muro-chin, você perdeu a aposta, então agora vou te punir.

– Seu idiota, cale a boca! — Tentava livrar-se das garras do maior, sem conseguir qualquer resultado, o viu rir e voltar a estocá-lo, acabou gemendo alto e manhoso, contraindo-se.

– Vou transar com você a noite toda... não se preocupe. — Sorriu fofamente e beijo a bochecha do menor, para então murmurar contra seus lábios. — Até você perder a voz...

– Eu te odeio! — Gritou irritado, sentindo o maior voltar a mover-se sobre si, mas não podia negar que todo seu corpo estava reagindo às suas palavras. Mas que droga! Como podia aquele garoto ser tão irresistível?

– Então vou ficar com você até que me ame. — Sussurrou o maior soltando seus braços, para então abraçá-lo com certo carinho e continuar movendo-se dentro de si. — Porque eu amo você, Tatsu...

Himuro estremeceu e fechou os olhos, aceitando os sentimentos do maior e abraçando-o com o mesmo carinho, cansado demais para deixar seu orgulho superar o novo sentimento que aquecia seu peito. Então apenas dedicou sua voz a gemer o nome do maior e fazer pedidos para que não parasse.

~x~

No dia seguinte, quando Himuro finalmente acordou, sentindo todo seu corpo protestar; notou-se sozinho na cama, gemeu fraco e virou-se lentamente, tudo estava limpo, até mesmo seu corpo, que, quando fora dormir, estava muito sujo pela quantidade de vezes que chegara ao orgasmo e suado, mas agora estava limpinho, como se tivesse simplesmente deitado para dormir, os lençóis estavam limpos e o cheiro do quarto era de produto de limpeza, algo como lavanda. As janelas estavam abertas, mostrando-lhe o pôr-do-sol, já que fora dormir quando o mesmo nascia ainda.

Escutou um barulho e olhou para o lado, Murasakibara saía do banheiro usando apenas uma bermuda dobrada nos joelhos, seu peitoral cheio de marcas de mordidas e arranhões que Himuro reconheceu sendo seus, o corpo e cabelo ainda estavam um pouco molhados por conta do banho. Caminhou sério pelo quarto e parou a frente da cama, para então passar as mãos pelo cabelo e encarar o menor, que não conseguiu conter a vergonha perante a beleza do maior.

– Bom dia, Muro-chin. — Sussurrou com a mesma voz que usara na noite anterior, contendo um sorrisinho travesso. — Dormiu bem?

– Vai se foder, Murasakibara... — O maior apenas riu, pegando um doce que estava sobre a mesinha de cabeceira, ao lado de seu celular, o qual Himuro encarou sentindo seu rosto ficar completamente vermelho.

– Se quiser, te deixo fazer isso por mim um dia. — Brincou piscando. — Mas acredito que prefira que eu faça isso em voc-

Mas sua frase foi cortada por um travesseiro que voou para seu rosto. Riu ainda mais.

Ah, como amava Himuro.

Notas finais
Huhu, gostaram desse lemon? Eu até que gostei, sabe... O próximo extra não sei como virá, mas estou me dedicando nele tanto quanto me dediquei no primeiro e neste, quero que toda informação seja clara. Então peço que tenham paciência comigo
Você chegou ao fim do livro. Parabéns!