Notas iniciais
Ah... porra... eu estou chorando. Então... aqui estamos nós. No epílogo. E, cara... nem parece. Eu estava tão acostumada a vir postar Let Me Love You! Cacete... nossa... Bem, leiam, leiam T^T

Garoto, me deixe te amar

E eu te amarei

Até você aprender a amar a si mesmo

Garoto, me deixe te amar

E todos os seus problemas

Não tenha medo, garoto, deixe-me ajudar

Um coração entorpecido, começa a trazer a vida

E eu te levarei até lá

Ne-Yo — Let Me Love You.

Murasakibara abriu os olhos lentamente, ainda se acostumando com a pouca iluminação que entrava no quarto, ao olhar para frente viu Himuro sorrindo enquanto o observava, sorriu também e aproximou-se do menor, enterrando o rosto em seu pescoço, fechando os olhos novamente.

– Iie, iie, nada de dormir. — Exclamou o moreno empurrando o maior, sem realmente conseguir desfazer o contato entre ambos, já que aquele garoto enorme era muito mais forte. — Atsushi, onegai, não durma.

– Por quê? — Murmurou sonolento, aspirando o cheiro do menor.

– Porque eu já fiz seu café da manhã, vai esfriar se demorar muito. — O moreno fez um beicinho e suspirou. — Eu sei que hoje não temos faculdade, mas, por favor, acorda...

– Ah, Muro-chiiiin! — Murasakibara deu as costas ao maior e passou o cobertor pela cabeça e encolheu-se. — Só mais dez minutinhos. — Falou manhoso.

– Não. — O moreno se levantou e começou a abrir as cortinas, para em seguida puxar a coberta de cima de Murasakibara, que até lutou para ficar com ela, mas havia pego apenas a ponta, de forma que Himuro venceu a pequena batalha. — V-Vamos... — O moreno corou levemente ao notar que o maior usava apenas uma boxer, suspirou tentando não pensar besteiras. — Fiz aquelas omeletes doces que gosta.

– Mesmo? — Murasakibara sorriu animado e Himuro riu balançando a cabeça. — Ok, então eu vou... mas antes... vem cá. — O maior estendeu a mão e Himuro sorriu aproximando-se, colocou sua mão sobre a de Murasakibara, que a beijou com carinho e em seguida puxou o moreno para seu colo, selando seus lábios com intensidade e paixão. — Ohayo, moreno.

– Ohayo, Atsu. — O menor se levantou e apontou para o banheiro antes de sair do quarto, fazendo Murasakibara revirar os olhos e jogar-se na cama novamente.

Já havia se passado um ano e oito meses desde aquela noite onde tiveram a primeira vez, quando Murasakibara voltou da loja, abraçou Himuro e colocou um par de alianças em sua mão, pedindo o menor em namoro. Himuro ficou calado por vários minutos até aceitar o pedido e comemorarem, e desde então moravam juntos naquele apartamento e estudavam na mesma faculdade. Himuro havia ficado realmente surpreso por Murasakibara ter comprado alianças muito tempo antes de saber se conseguiriam ou não ficar juntos, mas, pelo que soube, Murasakibara realmente alimentara intensas esperanças de tê-lo. "A partir de agora somos nós, Muro-chin, nada de você ou eu.", foi a resposta para completar o "nós" que Himuro não havia conseguido.

Havia sido um pouco difícil para Himuro se acostumar com uma vida completamente normal de novo, morando com uma outra pessoa sem ter de se reprimir, até mesmo voltara a fazer coisas que não fazia mais, começou a agir como costumava agir. Sentia-se normal. Voltara a amar a si, como Murasakibara o ensinou.

Geralmente quem fazia o café da manhã era Murasakibara, mas ultimamente Himuro vinha fazendo várias coisas para agradar o maior, que começava a sentir-se mimado demais, mas não podia reclamar. O relacionamento de ambos estava perfeito, quase como se todos os empecilhos anteriores jamais houvessem acontecido.

Muitas vezes Madame Edwin os visitava com Andreas, que começara a fazer um cursinho de culinária, dizendo que sempre quisera trabalhar em um daqueles restaurantes luxuosos, mas ainda eram planos para o futuro. Himuro nunca mais pisou na casa da Madame, mas continuavam sendo muito amigos, o moreno até saía para fazer compras com Andrej e Charlie muitas vezes. Uns dois meses depois Kagami havia voltado ao Japão, mas antes dele, as revistas de fofoca falando que havia sido fotografado aos beijos com outro garoto haviam chego à casa de Himuro primeiro.

Kagami estava radiante e atrás dele estava Logan, que Himuro apertou muito num abraço e chorou dizendo que sentia muita saudade. Murasakibara e Kagami não fizeram as pazes realmente, verdade era que Murasakibara jamais perdoaria Kagami, mas agora podiam suportar a presença um do outro e conversar como, pelo menos, conhecidos. Até mesmo haviam jogado basquete juntos.

Himuro havia conseguido a entrevista com o estilista estrangeiro que Kise lhe falara e acabou conseguindo um estágio na filial japonesa do estilista, que muitas vezes o enviava e-mails perguntando se estava tudo bem, dizendo que ele tinha futuro no ramo, mas ainda assim Himuro não abandonara a faculdade. Muitas vezes ele tinha de ir a desfiles em lugares longe demais e ficava dias longe de Murasakibara, mas eles suportavam, cada um ao seu jeito.

Kise, bem, Himuro acabara por se tornar o melhor amigo daquele loiro, e fora o primeiro a ser informado da situação do loiro. No começo Kise dedicara-se totalmente ao seu trabalho, não se envolvia com ninguém, fizera muitas viagens para fora do país e, numa dessas viagens, acabou por conhecer um cantor que morava na Inglaterra, chamado Kasamatsu Yukio, responsável pela música em um dos desfiles que fez. Foi o único homem com quem Kise conseguiu se relacionar em muito tempo, o cantor acabou indo para o Japão por sentir muita saudade de Kise e, algum tempo depois, ele e Kise iniciaram um relacionamento que era estável e Kise parecia se sentir cada vez mais apaixonado, porém Himuro sentia muita saudade do loiro, ele havia se mudado para Londres com o cantor, mas voltava algumas vezes para ver os amigos.

Bem, por falar em Kise, o assunto nos remete a Aomine Daiki, que iria ser papai em alguns meses. O de cabelos azuis quase surtou quando sua mulher o abraçou no meio de uma festa e sussurrou "Dai-chan, você vai ser papai", todos ficaram sem entender o motivo para o casal estar em silêncio e parado no meio da sala e Aomine petrificado, foi quando Momoi anunciou mais alto que estava grávida e os outros começaram a dar batidas nas costas de Aomine e comemorar, parabenizando o casal. E, dessa vez, Aomine chorou sem esconder nenhuma lágrima ao abraçar sua mulher.

Midorima finalmente oficializara seu relacionamento com Takao e acabaram por descobrir que aquele canceriano conseguia ser mais ciumento do que supersticioso, o que fazia com que Takao explodisse em muitas risadas. Takao fora morar com Midorima, pois seus pais não aceitavam bem seu relacionamento com o maior, mas quando entraram para a faculdade, tudo pareceu melhorar.

Para a surpresa de muitos, Akashi e Kuroko haviam começado a namorar, mas não parecia ser um namoro cheio de amor e declarações, e também ninguém jamais saberia definir como eram, já que um era mais inexpressivo que o outro, então apenas aceitaram calados o relacionamento que acontecera quase um ano após o casamento de Aomine.

De um modo geral, todos estavam muito bem, cada um vivendo sua vida, outros idealizando, mas vivendo um começo. Himuro sentia que aquele era o seu lugar, todas as manhãs agradecia pela sorte que tivera e sentia-se grato, era realmente bom. Tudo o que acontecera, todos que conhecera.

– Muro-chin! — Murasakibara entrou na cozinha usando uma samba canção apenas, fazendo o moreno suspirar.

– Oi? — Sorriu para o namorado, que estava com o queixo apoiado em sua cabeça enquanto abraçava seu corpo com carinho.

– Depois do café da manhã, podemos fazer amor? — Himuro sentiu seu rosto esquentar demais e continuou a lavar a louça, sem responder o maior. Mesmo depois de tanto tempo, Murasakibara o fazia ficar completamente sem graça com seu jeito direto de ser. — Hein, Muro-chin? Sinto sua falta.

– Podemos, Atsushi, mas coma o café da manhã, por favor... vai esfriar. — Himuro suspirou e secou as mãos, começando a virar-se para a mesa, mas antes que pudesse fazê-lo, Murasakibara o pegou pela cintura e o sentou na bancada que havia ali, seu olhar era intenso e seu sorriso pendia entre o divertido e o apaixonado. Ah, Himuro adorava tanto aquela expressão!

– Tatsuya... — Começou usando o primeiro nome de Himuro, coisa que sempre fazia quando faziam amor, mas antes que pudesse falar qualquer coisa o moreno sorriu fraco e colocou um dedo sobre seus lábios, encostando suas testas e fechando os olhos.

– Eu... eu só vou falar uma vez, então preste atenção. — Falou o moreno segurando o rosto do maior e olhando diretamente em seus olhos, sempre fora um pouco ruim em demonstrar seus sentimentos com palavras tão diretas como o maior o fazia, mas, naquele momento, seu corpo se aquecia de tanto sentimento. Estava se sentindo tão amado, tão feliz. — Você é o melhor homem que já conheci na vida e, com certeza, é o homem da minha vida. Eu não tenho palavras para descrever o quanto você me salvou, Atsushi, eu achei que já não tinha saída, mas você apareceu e me estendeu a mão, mesmo que eu tenha tentado soltar algumas vezes, você me tirou do poço e me ajudou a andar num novo mundo. — Agora Himuro tinha lágrimas nos olhos enquanto acariciava o rosto do maior. — Só... só quero que saiba... q-que... que eu... eu te amo. — Himuro riu choroso, sentindo a dor em seu peito se dissipar, sentindo seu corpo e seu coração aquecerem ainda mais. — Eu te amo muito.

Murasakibara estava boquiaberto e com os olhos um tanto arregalados. Depois de tanto tempo esperando em silêncio, depois de tanto tempo lutando para escutar aquelas palavras. E ali, numa manhã qualquer, na cozinha, depois de terem acabado de acordar, desarrumados e com o rosto inchado pelo sono. Podia ter sido em qualquer lugar, de uma forma grandiosa, mas não, fora simples, num lugar simples, num momento ainda mais simples e, talvez, tenha sido exatamente isso a tornar tudo ainda mais especial.

O maior segurou Himuro pela cintura, pegando-o no colo e, antes de sair da cozinha, tampou a comida, caminhava com um pouco de pressa para o quarto. Himuro não protestaria, sabia que aquelas eram palavras fortes e palavras que Murasakibara estava lutando há pouco mais de dois anos para escutar de seus lábios. O maior o sentou na cama e começou a fechar as cortinas, para em seguida acender o abajur embutido sobre a cabeceira da cama.

Retirou toda a roupa do moreno, ainda sem emitir qualquer palavra, sua expressão ainda era difícil de se entender, mas Himuro notou a felicidade em seus olhos. Momentos depois ambos estavam nus sobre a cama e Murasakibara sorria contornando seus lábios com a ponta do dedo.

– Fala de novo, Tatsu... — Pediu num sussurro apaixonado, depositando selos leves pelo rosto do menor. — Sei que ia falar apenas uma vez, mas, por favor, só mais um pouco...

– Atsushi, eu amo você. — Himuro sorriu e segurou o rosto do maior. — E isso eu posso repetir quantas vezes forem necessárias até você ter absoluta certeza do que eu sinto. — O moreno encostou sua testa à do maior e suspirou, agora não tinha mais medo, era seu Atsushi ali, o garoto estranho que o observava sempre, que o levava para um quarto e comia salgadinhos, era o garoto que jamais imaginaria que o salvaria, que o salvou. — Eu te amo, eu te amo, eu te amo, você é minha vida... e eu sou completa e unicamente seu, Atsushi, e eu vou te querer para sempre.

Murasakibara riu choroso e o beijou. Beijou com tanto amor quanto podia beijar, e então fizeram amor com tanto amor quanto podiam fazer. Passaram quase todo o dia ali sem saber que, num futuro próximo — ou não -, um dos dois teria coragem suficiente para propor um casamento, que logo em seguida Himuro se tornaria um dos estilistas mais caros e famosos de toda a Ásia ao fazer a roupa do casamento da Princesa da Família Real Britânica, indicado por Kise. Sem saber também que Murasakibara entraria para uma das mais almejadas empresas de computação do mundo, que comprariam uma casa nova e com um pouco mais de espaço para receber visitas, quando então poderia surgir a ideia de adotar uma filha, por que não?

Fizeram amor e sussurram juras secretas naquela cama de casal sem fazer ideia do que o que era para ser simplesmente uma noite numa casa de prostituíção se tornaria uma vida repleta de felicidades e vitórias. Sem lágrimas. Já haviam chorado demais para uma vida toda.

E, bem, talvez aquelas juras de amor tivessem durado até a noite se um tal de Kise Ryouta não estivesse tocando insistentemente a campainha para todos os colegas irem logo jogar basquete como nos velhos tempos. Bem, digamos que Himuro tivesse esquecido completamente daquilo.

– Tatsuya... — Murasakibara murmurou quando já estavam prontos para sair, o menor o encarou. — Obrigado por me amar...
E então aquele homem grandalhão e desajeitado, com jeito de moleque e rosto sonolento sorriu tímido. Sorriu como se tivesse descoberto o real significado de se sentir amado. E, naquele momento, sentia-se muito feliz por ter entrado naquela boate naquela noite, por ter visto Himuro naquele lugar e por ter amado-o no mesmo instante.

– HIMUROCCHI, EU ESTOU CANSADO DE ESPERAR! — Escutaram o grito insistente daquele loiro que não mudara nem um pouco. Himuro apenas sorriu. — O AOMINECCHI VAI PARIR DAQUI A POUCO TAMBÉM! TÁ P... AI, AOMINECCHI, ISSO DÓI!

– KUSO, CALE A BOCA, BAKISE! — Escutaram o grito de Aomine e riram baixo.

– Urasai! Vocês gritam muito, nanodayo!

– Você está um pouco chato hoje, Shin-chan.

– Shintarou é sempre chato.

– Se até Akashi está falando isso, é um problema sério, Midorima-kun.

– Nossa, Kuroko usando sarcasmo, isso é inédito. — A risada alta de Kagami tomou o local.

– Sua risada é escandalosa, Ka-chan.

– Momoi está certa...

– Logan, até você?

– Ele está certo...

– BaKamatsu, ninguém pediu sua opinião!

– URASAI! — O grito de Aomine superou todos e um silêncio se espalhou pelo local.

– Aominecchi... arrog- AAI!

– Atsushi. — sussurrou o moreno, após rir um pouco, subindo na cama para dar um selinho rápido nos lábios do maior e sair correndo deixando aquele homem grandalhão com um sorrisinho bobo, mas sincero, brincando nos lábios.

– Tatsuya...

– Vamos jogar basquete! — Himuro riu animado abraçando o pescoço de Kise enquanto os outros se levantavam para segui-lo e Murasakibara pegava as chaves para fechar a porta.

Fim...

Notas finais
BUAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAAHHHHHHHHHHHHH T^T Então, calma, não me matem. Eu não fiz um epílogo cheio de explicações pelos seguintes motivos: Eu quero fazer os extras ainda. Quero mostrar exatamente o que aconteceu entre o Logan, o Kagami, o Himuro e o Kuroko. Quero mostrar como o Kasamatsu e o Kise ficaram juntos. E esses são os próximos extras e mais um que é especial :3 Então, até o "Extra I Especial - Um dia na boate de Madame Edwin."