Let Me Love You
1 Girl, Let Me Love You - songfic
Notas iniciais
Ah, também não entendi direito a minha sinopse, fiquem calmos hehehe só saibam que eu quis fazer uma versão minha de Always (pré e pós), entãaaao ♥
Enjoy :3
Ainda não acredito em como ela pôde ser tão inconsequente comigo. Eu já a salvei de tudo, mas ainda não recebi o devido reconhecimento por isso.
Depois da briga que tivemos mais cedo, depois de tudo o que eu disse, de tudo o que fiz para protegê-la, Kate ainda teve a coragem de brigar comigo, dizer que ela não era criança, e que eu não podia fazer acordo nenhum por sua vida.
Está bem. Não irei. Não vou mais me importar com ela, afinal, já fiz mais do que a minha obrigação de parceiro.
Much as you blame yourself
Por mais que você se culpe
Kate nunca esteve num relacionamento duradouro. Um, pelos vários homens que não aguentavam a pressão de ter como namorada, uma policial. Dois, pelo passado dela, o que não a deixava ter paz. Nenhum homem em sã consciência aguentaria tanto tempo uma mulher dizendo sobre como ela deve desvendar o homem que assassinou sua mãe, e mandá-lo para a cadeia.
Eu não estou em minha sã consciência. Nunca estive. Ainda fitava aquele arquivo todas as noites, mas, agora, ele já estava na lixeira. Nunca mais estaria olhando para ele. Nunca mais deixaria Kate atrapalhar minha vida.
Já deixei por tempo demais.
You can’t be blamed for the way that you feel,
Você não pode ser culpada pelo jeito que você se sente
Agora, eu massageio minhas têmporas, tentando esquecer que ela já esteve em minha vida. Tentando esquecer que ela já teve alguma importância para mim, mas é quase impossível. Dói saber que eu me declarei e ela apenas me enxotou.
Por duas vezes.
Por puro medo.
Had no example of a love that was even remotely real
Não teve nenhum exemplo de amor que fosse remotamente real
Acho que, depois de tudo o que nós passamos juntos, nenhum dos homens com os quais ela se envolvia a tratava de um modo parecido com o que eu a tratava. Nenhum deles era páreo para o que eu conseguia fazer. Nenhum deles jamais conseguiria fazê-la se sentir como eu já fizera.
Mas, o que ela fez?
Tratou-me como se eu não me importasse com ela. Mesmo depois do que eu dissera, mesmo depois de eu me declarar para ela. Ela não via?
How can you understand something that you never had?
Como você pode entender algo que você nunca teve?
O meu celular vibrou na mesa. Fitei-o, apenas para lembrar-me de quais devaneios eu havia saído. Katherine Beckett, estava escrito. Katherine Beckett, era quem estava na foto. Katherine Beckett, chamada negada.
Por que ela queria falar comigo?
Oh, baby if you let me I can help you out with all of that
Oh, baby, se você deixar eu posso ajudar-lhe com tudo isso
Eu passei as mãos pelo penduricalho de Alexis – não, não sei o nome daquilo – e sorri para mim mesmo. Minha menininha havia crescido, e, agora, já estava indo para a faculdade. Como um pai poderia aguentar aquilo? Eu sabia que, mesmo longe, ela ainda era a minha garotinha.
“We’ll never grow old, daddy”, ela dissera “I love you, no matter what”.
Sorri, antes de algumas batidas na porta atrapalharem meus pensamentos. Larguei o penduricalho e andei até a porta. Abri-a com um meio sorriso, esperando ver algum amigo antigo dando-me os parabéns por Alexis estar formada.
Não era nenhum amigo antigo. Era ela; Katherine Beckett.
- Beckett, o que você quer? – eu indaguei. Ela respirou fundo.
Let me love you
Deixe-me amar você
- Você. – e foi só o que eu ouvi.
Ela agarrou os dois lados do meu rosto com as mãos, encostando seus lábios nos meus. Levantei as mãos, pretendendo afastá-la de mim, porém, o estado de choque foi demais, tanto que não consegui.
Ao separar nossos lábios, Kate encostou nossas testas, respirando pesadamente. Posso presumir que ela correu, ou não.
- Sinto muito, Castle... Sinto muito... – e se aproximou novamente para beijar-me.
And I will love you
E eu irei amar-te
Segurei em seus ombros e afastei-a de mim. Fitei-a nos olhos, vendo como os verdes – agora mais escuros – fitavam-me de volta. Sem, ao menos prestar uma explicação, ela continuou olhando-me.
- O que aconteceu? – eu perguntei. Ela fungou.
- Ele escapou, e eu nem me importei. – ela sorriu levemente. Eu olhei-a, apenas absorvendo a informação – Eu quase morri, mas eu só pensava em você... – ela pausou, fechando os olhos e respirando fundo – Eu só quero você...
Ela se aproximou novamente de meus lábios, abrindo os próprios, quase que esperando que eu fizesse o mesmo, mas o estado de choque que ela me deixara era estrondoso. Quando ela voltou ao lugar que eu a pusera, pôs-se a tocar meus lábios com dois dedos. E foi aí que eu perdi o controle.
Until you learn to love yourself
Até você aprender a amar a si mesma
Joguei-a de encontro à porta, que ainda estava aberta, fechando-a com uma pancada. Beijei-a ferozmente, depositando toda a paixão contida por anos nele. Percorri seu pescoço, sua boca, fazendo tudo de novo, em questão de segundos. As mãos dela prenderam-me a ela, como uma tentativa de prender-se a mim naquele momento, como se pudéssemos nos transformar em um só ser.
Com a paixão sendo liberada, ela afrouxou suas mãos, que seguravam firmemente meus ombros, quando eu voltei a beijar-la nos lábios. Já estávamos indo mais levemente, como se pudéssemos apenas saborear o momento, sabendo que o sentimento, agora, era mútuo. Agora, eu já lhe dava beijos pelo colo, até o limite de sua blusa. Levantei superficialmente o rosto, apenas para desabotoar os dois primeiros botões da camisa, para encontrar, no meio dos seios, o sinal da dor. O sinal da mortalidade dela, a lembrança de uma angústia.
Let me love you
Deixe-me amar você
Toquei a pequena cicatriz com os lábios, enquanto ela beijava minha cabeça. Levantei a minha cabeça e beijei-a, agora, sem a voracidade de antes. Agora, com mais suavidade, sentindo o sabor dela. Olhamo-nos, depois de alguns selinhos trocados. Ela sorriu, mordendo o lábio inferior.
Olhei-a, ainda em estado de choque. Afinal, em tão pouco tempo, teríamos nos entendido assim?
And all your trouble
E todos os seus problemas
Agora era o momento que nós dois ansiávamos por todos aqueles anos. Esperávamos, ansiosamente, somente na expectativa.
Ela começou a nos guiar, segurando minha mão. Ela não conhecia o caminho para o meu quarto? Conhecia?
- Você me perdoa, Castle? – ela perguntou. Ora, mas que pergunta!
Eu sorri, acariciando a mão dela. Não disse nada, apenas dei um beijo leve em seu pescoço. Ela sorriu, de olhos fechados. Creio que ela entendeu que sim.
***
Don’t be afraid, oh I can help
Não tenha medo, eu posso ajudar
Minha cabeça latejava, e, creio que tive o melhor dos sonhos de minha vida. Ou, não! Virando-me para o lado, lá estava ela, serena, adormecida.
Fitei os cabelos castanho-claros e sorri para ela. Ela era tão linda enquanto dormia. Tão quieta, tão... Inocente, vulnerável.
Let me love you
Deixe-me amar você
Eu sorri, vendo como ela respirava tão tranquilamente, esperando que aquilo tudo não fosse somente um sonho, porque, me lembrava exatamente de como tudo começou, e, se eu tivesse que fazer aquilo todos os dias, eu faria.
Ah, se faria!
And I will love you, until you learn to love yourself
E eu irei amar-te, até você aprender a amar a si mesma
Acariciei levemente os cachos no fim dos fios, tendo a cautela de não acordá-la. Eu sorri novamente, lembrando da preocupação dela, imaginando que minha mãe ou Alexis estariam em casa. Não era para tanto, ela não sabia que mamãe viajaria.
Arrependi-me completamente da risadinha boba que soltei depois;
A heart of numbness, gets brought to life; I’ll take you there...
Um coração entorpecido volta à vida; levarei você lá...
Ela se virou levemente na cama, dando de cara comigo. Por sorte, ela ainda estava adormecida, e pude ver como ela ficava dormindo. Uma graça, eu diria. Continuei tocando seus cabelos, mas, desta vez, pela raiz, fazendo um cafuné. Ela grunhiu, ainda adormecida, então, eu parei com os movimentos. Passei meus dedos pelo rosto dela levemente, memorizando cada traço do rosto dela com os dedos.
I can see the pain behind your eyes, it’s been there for quite a while
Eu posso ver a dor por trás dos seus olhos, já está lá por um tempo
Lembrei-me de como os olhos dela estavam melancólicos ontem à tarde, quando nós tivemos aquela discussão. A discussão que quase nos separou pelo resto da vida. Os meus deviam estar piores, pensei.
Mas, não. Não acho que seja possível. Vi o modo como os olhos dela ainda estavam daquela forma quando chegou aqui noite passada. O modo como ela falava, quase que pedindo perdão. É, acho que foi uma boa forma de pedir desculpas.
I just wanna be the one to remind you what it is to smile
Eu só quero ser aquele que te lembra de como é sorrir
Quando voltei meus olhos para o rosto dela, não mais adormecido, ela está sorrindo para mim. Eu sorri de volta, vendo como ela tinha dificuldade para levantar, sem que o lençol caísse de seu corpo.
- Bom dia, dorminhoca. – eu sorri.
- Bom dia... – ela disse, ainda num estado de torpor.
- Quer que eu te arranje uma camisa? – indaguei, acariciando o rosto dela. Ela apenas assentiu, emitindo um som. – Certo, espere aí.
Levantei-me, já com um short, porque, não queria que ela acordasse sentindo culpa, ou algo assim.
- Castle? – ela chamou
- Hm? – aproximei-me dela, pondo uma camisa minha pelos braços dela.
- Você se arrepende de ter feito o que fizemos? – ela perguntou, abotoando a blusa, de costas para mim – Sabe...
- Não. Não! Eu nunca me arrependeria, Kate, o que está dizendo? – eu sorri. Ela sorriu ainda mais amplamente.
Aproximei-me dela e beijei-a levemente, puxando seu pescoço para mim.
I’d like to show you what true love can really do
Eu gostaria de mostrar-lhe o que o amor verdadeiro pode realmente fazer
Levantei-me novamente, puxando-a junto comigo. Já de pé, ela pôs os braços ao redor de meu pescoço, e eu beijei-a levemente, abraçando-a pela cintura. Separamo-nos, e ela deitou a cabeça no meu peito, enquanto eu mantinha uma das mãos na cintura dela, quando a outra acariciava os cabelos dela.
- Eu amo você. – ela disse, meio incerta.
Levantou a cabeça para me olhar, e eu sorri. Beijei-a novamente, e respondi:
- Eu também amo você.
Let me love you, and I will love you
Deixe-me amar você, e eu irei amar-te
Olhei para ela, puxando-a pela mão, descendo as escadas. Assim que chegamos ao pé, ela hesitou, segurando no batente da porta, Fitei-a sorrindo.
- O que é? – perguntei, acariciando-lhe as bochechas.
Until you learn to love yourself
Até você aprender a amar a si mesma
- Martha e Alexis...? – ela gaguejou. Eu ri.
Beijei-a novamente, o que a fez largar o batente da porta rapidamente.
- Elas não vão voltar até amanhã à noite, o que é bom... – eu sorri.
Kate riu baixinho, acompanhando-me enquanto descíamos as escadas.
Let me love you and all your trouble
Deixe-me amar você, e todos os seus problemas
Soltei as mãos dela e caminhei até a cozinha. Pus-me atrás do balcão, vendo como ela ainda observava o loft, como se estivesse ali pela primeira vez. Ela parecia tão vulnerável, tão... Tão criança.
Ela notou que eu estava observando-a de alguma forma, então, apenas veio até mim sorrindo, enquanto a franja caía em seus olhos. Quando ela se aproximou de mim, assoprou a franja, para que saísse da frente de seus olhos.
- O que você está olhando?
Don’t be afraid, oh I can help
Não tenha medo, eu posso ajudar
- Não é nada, detetive. Por quê? Olhá-la agora é crime? – indaguei, divertido. Ela sorriu, pondo as mãos em meu pescoço novamente.
- Depende de você, escritor. Olhar-me é crime? – ela sorriu, beijando meu queixo.
- Oh, sim. Se não for eu a pessoa a olhá-la, sim, é um crime hediondo. – beijei-a novamente.
Let me love you, and I will love you
Deixe-me amar você, e eu vou amar-te
Ela sorriu enquanto nos beijávamos. Eu separei nossos lábios, e, por consequência, nossos rostos. Fiz uma expressão confusa, o que só a fez sorrir mais amplamente. Ao indagar-lhe silenciosamente, ela disse:
- Você me assusta às vezes. – começou – O modo como fala como um policial treinado...
Eu sorri, apertando-a ainda mais contra mim.
- Ah, sim? – comecei, próximo ao ouvido dela – Assusto você, detetive?
Pude ver que ela engoliu em seco, com o modo como ela respirava pesadamente perto de meu pescoço. Sorri, mordendo o lóbulo de sua orelha.
- Castle... – ela sussurrou.
Afastei-me dela sorrindo.
- Com fome? – indaguei.
Until you learn to love yourself
Até você aprender a amar a si mesma
Ela me olhou com um olhar confuso, como se esperasse que eu estivesse brincando. Eu ri, apertando-a ainda mais contra mim. Ela arfou.
- Com fome, detetive? – repeti. Ela engoliu em seco.
- Não... – sussurrou. Eu ri.
- Não é aquele tipo de fome, Becks. – eu sorri levemente. Ela assentiu, com um pigarreio.
Let me love you
Deixe-me amar você
- Eu sei, Cas... – ela sorriu, como se esperasse que eu lhe dissesse outra coisa. – Mas, não, não estou com fome.
- Hm, então, tudo bem, acho. – respondi. Realmente, não esperava por aquilo. – O que quer fazer?
Ela enroscou os dedos nos meus cabelos, apertando os olhos, como se estivesse pensando.
A heart of numbness, gets brought to life
Um coração entorpecido volta à vida
- Podemos ler alguma coisa, ou... Podemos ver um filme... – ela mordeu o lábio inferior – O que acha?
Eu sorri. Soltei-a, deixando na cozinha. Peguei um livro de uma das prateleiras de meu escritório e voltei para lá, onde ela se apoiava na bancada.
- Que tal? – indaguei, mostrando o mais novo projeto, que eu ainda não publicara.
O sorriso no rosto dela aumentou de tamanho, enquanto eu pegava sua mão.
***
I’ll take you there...
Levarei você lá...
Já nos encontrávamos sentados, ela encostada no meu peito, segurando o livro. Meu rosto estava no vão entre o pescoço e o ombro, enquanto ela lia em voz alta. Fechei meus olhos, apenas imaginando que, contanto que ela deixasse que eu a ame, estarei nas nuvens.
Contanto que nossos dias se resumam a isso, estou completamente bem.
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