– Mê de sua mão, por favor. Quero lhe mostrar algo.
E ele estendeu sua mão com um sorriso doce e singelo, cujo não pude resistir. Segurando-a, como se fosse de porcelana, o acompanhei até onde ele queria em passos lentos e vagarosos, chegando à beira de uma praia inabitada, com algumas pedras visíveis ao meio do mar e um monumento religioso de seu pais.
Ele apertou minha mão de leve e eu não acreditei, como era gentil e tímido. Se eu pudesse, passaria o dia inteiro daquele jeito. Seus curtos cabelos negros balançavam com a brisa do vento enquanto ele olhava para o monumento à sua frente, soltando minha mão e levando uma ao encontro da outra, juntando-as como se fosse fazer um pedido. Tal gesto era reconhecido por mim como uma comunicação com meu Deus, que era diferente do dele; que seguia o budismo e acreditava em Buda, enquanto minha religião era a anglicana.
A cada momento me surpreendia com sua cultura, tão diferente da minha, dos costumes, tão únicos e inigualáveis... Mas por que então, se eramos tão diferentes, havia me apaixonado por Kiku? Esse pensamento não queria sair da minha cabeça. Ele então, reverenciando mais uma vez seu deus, o cumprimentando em despedida, sorriu novamente para mim e tentou me explicar os costumes daquela região de uma pequena província, que admirava, passando assim, mais um dia com meu amado Kiku Honda.
Se eu contaria para ele sobre meus verdadeiros sentimentos? Talvez. Mas preferi não arriscar, não naqueles tempos, cuja única felicidade para mim era sua presença, companhia e bem-estar. O que me fazia viver e o que é o mais valioso dos tesouros que conquistei em minha vida; o puro, doce e perfeito amor de Kiku, que possuo até hoje e desejo nunca perder.
Notas finais
Espero que tenham gostado. Tenho mais uma fic e logo postarei.
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