Let It Burn
1 Prólogo
Notas iniciais
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Acordei ainda atordoada, não sabia ao certo o quanto havia bebido na noite anterior. Olhei ao meu redor e vi Louise, minha melhor amiga, dormindo no sofá. Eu não fazia ideia do que havia acontecido!
Levantei, peguei uma toalha do quarto de Loui e fui tomar banho. A dor de cabeça que eu sentia era muito forte. Sentei-me no chão do Box e deixei com que a água caísse sobre meu cabelo, que caía sobre meu rosto. Depois de algum tempo, saí do banho, me vesti e fui acordar minha amiga:
— Loui, que que aconteceu ontem?
— Oi Ay. Vish, não faço ideia maluca, pelo amor de Deus. Que horas são?
— Não sei, acordei agora à pouco também
— To morrendo de dor de cabeça, vou tomar um banho. Faz um café bem forte pra gente?
— Faço.
E saí. Comecei a mexer nos armários dela e mesmo sabendo onde as coisas estavam, eu não conseguia acha-las. Fiquei tonta, por um momento sentei no chão da cozinha. Retomei os sentidos e procurei mais uma vez, fracassando. Enchi um copo com Coca-Cola e tomei rapidamente, estava fazendo muito calor, os raios de sol que batiam no vidro da janela faziam com que minha dor de cabeça piorasse.
Louise saiu do banho e fez o café. Sentamos no sofá da sua casa e ligamos a televisão:
— Obrigado por me deixar ficar aqui por uns dias, anjo.
— Pare meu amor, você sabe que pode ficar aqui quanto tempo você quiser... Mas como você está se sentindo com relação à ontem?
Hesitei. Não tinha me lembrado disso até então. Minha mãe me expulsando de casa, meu pai dizendo palavras horríveis... Ah!
— Não sei. Não havia pensado nisso... Eu vou ficar bem.
— O que você vai fazer daqui para a frente?
— Vou ligar para a Gena á tarde, ver como as coisas estão. Estou pensando em voltar para Huntington Beach, rever meus amigos e começar algo novo lá. Voltar a estudar, me “endireitar”, sabe?
— Entendo... Vou sentir muita saudade de você pequena.
Subitamente, sentia suas palavras ecoando em minha mente, Louise teria de ficar. Juro que se pudesse a levaria junto, ela era minha melhor amiga desde que me mudara para lá, minha companheira de festas e farras, iria sentir uma puta falta dela. Abracei-a.
Já eram quase 18:00 quando liguei para Gena. Faziam o que, uns 6 meses que não nos falávamos? Como o tempo passa rápido, meu Deus!
O telefone tocou por longas três vezes e então a suave voz disse:
— Alô.
— Alô Gena, sou eu, Ayme.
— PEQUENAAAAAAAA! QUE SAUDAAAADEEEEEE!
Rimos. Fazia tempo que não era obrigada a ver seus ataques de ciúmes e seus gritos.
— Como você está, bebê?
— Estou ótima, e você?
— Eu estou bem.
Entre o curto espaço de tempo entre sua resposta, pude ouvir alguém atrás dela, resmungando algo como “Me dá o telefone, eu também quero falar com e...” interrompido. Suspirei, temendo ser Brian, um menino pelo qual fui apaixonada por anos.
Zacky – o primeiro amor de Gena – então pegou o telefone e quase me deixou surda com imensa empolgação:
— AYMEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEEE, MEU DEUS, QUANTO TEMPO! QUE SAUDADEEEEEEE! SUMIDA, NÃO GOSTA MAIS DA GENTE...
— Zacky, meu Deus! Quanto tempo! Minha nossa! Como você está?
— Estou ótimo e você?
— Eu também. Meu anjo, queria pedir um favor pra Gena, será que você poderia passar o telefone para ela rapidinho?
— É claro anjo – entregou o telefone para ela. Fala meu anjo.
— Gena, é o seguinte. Eu tenho problemas com meus pais desde que vim embora e nesse final de semana eles me expulsaram de casa. Estou voltando para Huntington Beach, mas preciso de um lugar para dormir pelo menos por uns dias. Eu sei que é chato e t...
- QUE HORAS VOCÊ CHEGA?
- Não sei ao certo, tenho que ver os horários no aeroporto inda...
- Então faz assim: veja e antes de sair daí, você me liga e me avisa que horas você chega que eu e Zacky vamos te buscas lá, pode ser? Você sabe que tem entrada e saída livre da minha casa!
- Muito obrigada Gê! Mesmo, mesmo! Vou arrumar minhas coisas e vou para o aeroporto. Eu a amo!
- Eu sei, eu sei – ela e Z. riram. Estou te esperando!
- Até logo, amor.
- Até logo.
Desliguei a ligação e dei mais um abraço em Louise. Minhas roupas já estavam dentro da mala e eu apenas coloquei uma roupa mais apropriada para viajar.
Depois de pronta, me despedi de Louise e fui para o aeroporto, dei sorte: havia um avião indo para Huntington Beach em meia hora. Retirei as passagens e liguei para Gena:
— Em 2 horas eu estou aí.
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