Let It Be

11 Capítulo 11


Notas iniciais
Dedico a música do capítulo "Oh, Darling" dos Beatles, a Álefe, que indicou para a história!

Mu parecia exausto enquanto voltávamos do hospital. Dessa vez eu dirigi, eu acho que ele teria cochilado no banco do carona se eu não tivesse puxado assunto.

“Então, o que achou da dona Agnes? Ela não te deixou em paz por um segundo, já estava achando que você era o filho e eu o amigo...” Falei, na brincadeira.

Mu abriu um sorriso preguiçoso.

“Ela é ótima! Tem uma energia e tanto e um humor contagiante. Deve ser muito divertido tê-la como mãe.”

“Divertido, é... isso até ela inventar de meter o nariz em todo e qualquer detalhe da vida dos filhos. Acho que em algum ponto ela deve ter criado um caderninho para anotar tudo.” Balancei a cabeça, um tanto saudoso com a lembrança. Quando era adolescente achava terrível, mas hoje quando lembro sempre acabo sorrindo para toda a preocupação e zelo dela.

“Não seja maldoso. Isso é amor de mãe...” Dessa vez ele abriu um sorriso que não lhe alcançou os olhos, melancólico. Lembrei que os pais dele haviam morrido cedo e ele havia crescido sem esse amor. Fiz como ele havia feito comigo antes. Alcancei sua mão e a segurei, acariciando-a com o polegar. Ele me olhou atentamente, com a expressão séria por boa parte do percurso até a chácara. Havia um entendimento silencioso entre nós. E eu gostei de perceber isso, de ter criado isso. Era algo que eu tinha com poucas pessoas.

Quando chegamos à chácara, Aiolos voltou para seus cavalos e eu e Mu entramos na casa. Logo de cara já havia uma sala enorme, que se juntava a uma sala de jantar e a uma cozinha estilo americana, mas que ficava parcialmente escondida da visão da entrada. Um corredor levava até os quartos – três suítes e um quarto de hóspedes grande, com dois beliches. Era apenas de um andar porque minha mãe sempre odiou escadas. Na sala, havia um piano de cauda próximo aos sofás. Algo que era só decoração, porque ninguém naquela casa sabia tocar.

“Olia, você se importa se eu for dormir? Eu estou exausto...” Eram recém seis da tarde, mas ele parecia mesmo um trapo. As olheiras estavam mais profundas e eu acho que ele só não caía no chão e dormia ali mesmo por achar que seria falta de educação uma visita fazer isso.

“Mas é cedo ainda...” Eu me aproximei, fazendo-o recuar até que suas costas batessem na parte de trás de um dos sofás. O segurei pela cintura dele e sorri ao ver os pelinhos arrepiados em seu braço quando espalmou as mãos em meu peito para impedir que eu o beijasse.

Eu sei, estava sendo egoísta. Mu precisava descansar e lá estava eu, fazendo o que fazia de melhor: tentando agarrá-lo.

“Aiolia... não faça isso de novo.” Ele pediu com as bochechas coradas. “Você pediu que eu ficasse aqui com você para que pudesse entender melhor seus sentimentos. Seria melhor que os entendesse primeiro antes de fazermos esse tipo de coisa de novo.”

Eu me aproximei mais, o prensando contra o sofá e pressionando meus lábios contra sua orelha.

“Fazer que tipo de coisa?” Me fiz de sonso.

“Não se faça! Você sabe o quê!” Ele exclamou. Por que ele precisava ser tão sensato e controlado? Isso já estava me deixando louco! Há um bom tempo, por sinal. Segurei sua cintura com mais força e o fiz se mover contra meu corpo. Imediatamente senti meu querido amigo lá de baixo reagir. Mu levou uma mão à boca para se impedir de gemer quando comecei a lamber seu pescoço.

“Não sei não. Explique-se!” Falei me divertindo ao ver como ele parecia estar perdendo o controle em meus braços, tendo agarrado a frente da minha camisa com força. Chame-me de cruel, mas era restaurador tirar a sanidade dele como ele tirava a minha. Uma vingança deliciosa.

“Isso... exatamente isso que você está fazendo...” Ele falou com dificuldade. Eu me afastei para olhar seu rosto. Seus olhos verdes tinham um brilho incomum, como se me sugassem para dentro deles. Deslizei minhas mãos para os glúteos dele, massageando-os, e aproximei nossos rostos, deixando minha boca rente à dele.

“Isso?” Perguntei inocente e sorri com o olhar fulminante que recebi. Eu adorava irritá-lo.

Nós ouvimos barulhos, um chamado, e Mu aproveitou a deixa para me empurrar e fugir. Eu me virei e vi a Katie entrando na casa. Ela sorriu ao me ver, um sorriso cheio de malícia que me fez franzir a testa.

“E aí, cowboy.” Ela se aproximou, fazendo barulho com as botas de couro marrom que usava. Se apoiou de lado no sofá bem próxima a mim, cruzou os braços e me encarou como se esperasse uma confissão. Mirei-a em confusão.

“O que foi?”

Ela me olhou de cima abaixo, demorando-se um pouco na minha... oh, merda! Eu estava excitado. Tentei disfarçar, abri um sorriso sem-graça, mas ela apenas gargalhou.

“Sabe, cowboy, de todas as pessoas, eu jamais imaginei que justamente você, que já levou para a cama praticamente todas as garotas da Grécia, acabaria pulando para o outro lado do muro.” Ela sorriu debochada voltando a gargalhar. Foi até um dos sofás e se jogou nele, parando numa daquelas posições despojadas que eu costumava achar muito sensual, pois ressaltava seus seios.

“Do que você está falando?” A olhei como se fosse louca, o que a levou a revirar os olhos.

“Você sabia que essa casa tem janelas? Não pense que eu não vi você se esfregar com o lilazinho.” Por lilazinho acredito que ela se referisse ao Mu. Me senti empalidecer. Eu recém havia admitido para mim e – em parte – para meus amigos como me sentia em relação ao Mu. Ter outra pessoa metida na história me deixou nervoso, ainda mais sendo uma garota que eu costumava levar para a cama.

“Eu... Erm... É só que...”

Ela sorriu ainda mais maliciosa ao notar nesse estado. E largou outra bomba.

“A cena de vocês no milharal também foi algo e tanto. Nunca vi tanta tesão acumulada.” Ondulou as sobrancelhas loiras e piscou os longos cílios, da maneira mais falsamente inocente possível. Essa mulher tinha o diabo no corpo, só pode!

“VOCÊ FICOU NOS ESPIONANDO?” Berrei, chocado, me segurando ao sofá e levando uma mão à testa.

“Hei, relaxa, cowboy, eu só fui atrás de vocês para ver se estava tudo bem. Não olhei tudo... eu escutei os gemidos e não nego que tenha espiado por alguns segundos. Mas eu não tenho preconceitos, Aiolia! Inclusive, já tive um caso com uma amiga minha, a Barbra, não sei se você se lembra dela.” Piscou para mim.

A encarei em choque.

“Você e a Barbra?” Isso era inusitado. “Tem vídeos?” Levei uma almofadada na cara e ri da indignação dela.

“Homens. Viram gays e continuam os mesmos. Ainda piores!” Exclamou. Ouvir alguém me chamando de gay pela primeira me fez parar e sentir um incômodo na boca do estômago. Dei a volta no sofá e me sentei, perdido em pensamentos. Ela percebeu e veio sentar do meu lado.

“O que foi?” Me encarou preocupada.

“Nada... é só que é tudo muito novo.” Abaixei a cabeça a escondi entre minhas mãos. “Não consigo me controlar quando estou perto dele.” Desabafei.

Senti sua mão delicada tocar meus cabelos, num carinho terno.

“E por que se segurar, cawboy?” Ela falou aquilo tão naturalmente, que eu tive que rir. Como a Katie não tinha igual, ela levava a vida como se tudo fosse simples, com nada a complicar. Era bom ter alguém assim por perto.

“Tem a Marin...”

“Ah, essa!” Ela falou com deboche. “A que te fez ficar tanto tempo sem sexo. Sinceramente, né? Quem quer um homem assim, com o pinto encolhido entre as pernas?” Ela soltou exasperada. Eu gargalhei, balançando a cabeça. Katie sabia da aposta, isso porque logo depois de eu aceitar a empreitada, eu vim à chácara visitar minha mãe e o Aiolos, e ela não ficou nada feliz em saber que eu estava na abstinência por algo tão ridículo. Eu tive que concordar, mas mesmo assim não a levei para a cama. Eu me considerava um homem forte, que honrava seus compromissos.

Isso até o Mu aparecer lá em casa...

“Ela só estava insegura.” Murmurei. Katie bufou dando a entender que eu era um idiota.

“Ora, por favor, né? Insegurança todo mundo tem, em vários momentos da vida, pelos mais inúmeros motivos, mas é covardia jogar essa insegurança em cima dos outros!” Katie se levantou, ajeitando as roupas e jogando os longos cabelos loiros por cima do ombro. “Agora, vê se aproveita que está aqui na chácara, esquece aquela talzinha e não perde mais tempo. Vou te dizer que se já não tivesse entendido que o lilazinho curte é músculos e outro acessório que só vocês homens têm, eu já estaria toda assanhada para cima dele.”

“Você não presta.”

“Presto tanto quanto você, queridinho.” Ela me lançou um beijo e saiu movendo o quadril daquela maneira que só uma cowgirl tinha. Isso costumava me deixar louco de desejo. Mas no momento eu só conseguir pensar no balançar dos quadris do Mu quando caminhava. Não que fosse algo espalhafatoso, mas quem olhasse com cuidado poderia apreciar a sensualidade inconsciente que ele tinha ao caminhar.

Eu fui até o quarto de hóspedes e a porta estava chaveada, é claro! Baita injustiça. Tive vontade de chutá-la até que o Mu viesse abri-la, mas seria muita sacanagem, ele já deveria estar dormindo a essas alturas. Quando voltei para sala, encontrei meu irmão.

“Não sei o que preparar para o jantar. É sempre a mãe que cozinha.”

Não dava para acreditar numa coisa dessas. Um homem do tamanho dele, 25 anos na cara, ainda morando com a mãe e sem saber nem fritar um ovo. A mãe deveria adorar essa dependência toda, é claro. Soltei um ‘tsc’ de reprovação e fui preparar um jantar simples, macarrão com queijo ou algo do tipo. Eu também não era nenhum gourmet.

“E onde foi o teu amigo?”

“Foi dormir. Dirigiu a viagem inteira até aqui e não dormiu nada noite passada...”

“Por quê?” Aiolos se apoiou no balcão da cozinha e não moveu um dedo para me ajudar a cozinhar. Folgado!

Eu mordi os lábios. Não dava pra dizer que o Mu não havia dormido porque eu havia me agarrado a ele que nem camisa de força durante toda a noite, né? Dei de ombros, deixando o assunto morrer.

“E o que é feito daquela tua namorada da última vez?” Acho que galinhagem era de família, porque meu irmão era tão ou pior do que eu. Inclusive, nós éramos bem parecidos, com a única diferença que ele era mais alto e encorpado, no estilo troglodita mesmo, sabe?

“Ah, mandei pastar, era muito ciumenta.”

“Com razão?”

“É claro que não! Você sabe que sou fiel quando estou com alguém, mas olhar não tira pedaço, não é?” Uma filosofia e tanto. Tive de concordar.

Ficamos durante todo o tempo em que eu preparava o jantar colocando a conversa em dia. Era sempre bom conversar com Aiolos, éramos bem próximos e eu sabia que podia contar com ele para qualquer coisa, mas preferi não comentar sobre meus dramas recentes. Até porque eu não sabia de Mu se sentiria confortável com isso – Aiolos era tão discreto quanto um alce de patins, se eu contasse, certamente ele traria o assunto à tona durante um jantar de família junto com o Mu e aí seria aquela algazarra.

Imagine minha mãe anotando em seu caderninho: vinte de agosto, querido diário, hoje meu filho tornou-se gay. Não, era melhor omitir o fato por enquanto. Até porque não sei se sou hétero momentaneamente homo, se sou homo que era hétero, ou se sou bi. Também não quero pensar em rótulos agora.

Nós jantamos só nós dois, porque fiquei com dó de ir acordar o Mu. Se ele acordasse mais tarde e estivesse com fome, eu cozinhava algo para ele de novo. Porque é óbvio que meu irmão estivador acabou com todo o macarrão em questão de minutos. Não sei como consegue se manter em forma comendo desse jeito. E eu ainda tive que tirar a mesa e lavar os pratos! Ao menos Átila, que ficou incomodando o jantar inteiro querendo comida, me fez companhia.

“Ah, sabe uma coisa que eu encontrei no meio das tralhas esses dias?” Meu irmão veio na cozinha quando, claro, tudo já estava limpo e guardado.

“O quê?”

“Teu primeiro violão! Estava cheio de pó, mas eu testei e ainda está afinado. Lembrei de como você gostava dele, não sei por que não levou junto na tua mudança há três anos.” Aiolos foi buscar o dito violão. Eu gostava muito dele mesmo, mas eu o havia deixado porque, antes de meu pai ficar doente, eu sempre tocava para ele e a mãe. Era um símbolo de momentos que nunca mais voltariam, então o deixei para trás.

Mas quando Aiolos o trouxe e me entregou, eu senti uma sensação boa no peito, algo como uma saudades serena, que reconforta. Sorri, indo até o sofá e me jogando nele, com o violão em meu colo. Fechei os olhos e fiquei arriscando algumas notas. Um tempo depois, Aiolos avisou que iria dormir. Ele tinha mania de dormir cedo. Já eu continuei ali por mais algum tempo, tocando baixinho e cantarolando. Átila deve ter enchido o saco da cantoria e capotou no chão, dormindo o sono dos justos – havia corrido o dia inteiro de um lado para o outro.

Eu fechei os olhos também, quase seguindo pelo mesmo caminho, mesmo que ainda tocasse o violão, quando escutei uma voz baixa perto do meu ouvido.

“Olia...?”

Abri os olhos e dei de cara com os belos orbes verdes de Mu bem próximos aos meus. Como não o havia percebido sua aproximação? Ele sorriu para mim e olhou para o violão.

“Quase tinha me esquecido que você sabia tocar...” Falou, admirado. “Pena que não sabe nenhuma do Beatles!”

Revirei os olhos.

“Viciado.” Resmunguei, mas comecei a vasculhar minha mente e sorri ao perceber que eu sabia cantar e tocar uma música sim. O encarei tão empolgado, que ele franziu a testa em desconfiança. “Eu sei uma!”

Me empertiguei, sob seu olhar atento, e comecei a tocar e cantar.

Oh, darling.

Please believe me.

I'll never do you no harm.

Believe me when I tell you,

I'll never do you no harm.

Oh, darling.

If you leave me,

I'll never make it alone.

Believe me when I beg you,

Don't ever leave me alone.

Eu queria que fosse romântico, mas o Mu caiu para trás e começou a gargalhar, isso porque eu canto mal pra cacete. Eu era ótimo no violão e até já havia participado de uma dessas bandas de garagem como guitarrista, mas vocal não era meu forte. Mu colocou um dedo sobre meus lábios, poupando nossos ouvidos da minha voz terrível e começou a cantar no meu lugar.

When you told me

You didn't need me anymore,

Well, you know, I nearly

Broke down and cried.

When you told me

You didn't need me anymore,

Well, you know, I nearly

Fell down and died.

Oh, darling.

If you leave me,

I'll never make it alone.

Believe me when I tell you,

I'll never do you no harm.

Como sempre fiquei embasbacado com o quanto cantava bem. Eu podia me perder na sua voz por horas, sem dúvidas não seria nada difícil. Ao final da música, ele foi diminuindo o tom de voz e lentamente aproximando seu rosto do meu. Meus dedos perderam toda a sincronia e um som bizarro saiu do violão, o qual eu imediatamente toquei longe para puxar de uma vez a boca de Mu para a minha. Dessa vez pareceu ainda melhor – acho que toda a coisa do Beatles o derretia; pensei comigo que precisava aprender a tocar mais músicas deles.

Mu me beijou empolgado, como se quisesse experimentar todas as piruetas que minha língua poderia dar, e eu já começava a ficar sem fôlego. Precisei me afastar por um instante, abri um sorriso, respirei fundo, e voltei a beijá-lo, cheio de desejo. Foi extraordinário, logo já me sentia excitado e sabia que precisava parar por ali para não rolar algo mais. Só que Mu pareceu pensar a mesma coisa antes de mim e se afastou.

Eu tentei puxá-lo de volta, mas ele virou o rosto, fazendo com que eu desferisse um beijo em sua bochecha.

“Isso é maldade...” Murmurei, resolvendo então ser prático e descer para seu pescoço, contornando a linha do maxilar e percorrendo o caminho de sua veia jugular. Ele suspirou, fechando os olhos.

“Eu não entendo você, Aiolia... Por que está brincando comigo desse jeito?”

Eu parei. Sua voz era tão sofrida... Imediatamente o puxei para um abraço e ele não se negou a se aninhar em meus braços.

“Não estou brincando com você...”

“Eu tenho medo de me machucar. Me desculpe, eu não sei bem como lidar com essa situação.” Ele acariciou minha nuca, com seu rosto escondido no meu pescoço. “Eu ao menos queria entender um pouco como você se sente.”

“Eu não sei explicar...”

“E por que não tenta?” Ele se afastou para me olhar intensamente. Era impossível tentar fugir do assunto com ele me encarando daquela maneira, era como se eu estivesse completamente preso sob seu encanto. E, é, eu sei que isso soa como a mais pura viadagem, mas o que posso dizer? É apenas a verdade.

“Eu... quando estou com você, sinto uma vontade imensa de te beijar, te tocar...” Eu parei por aí. Achei que estava fazendo uma bela declaração de amor, mas o olhar de Mu mudou completamente. Tornou-se algo entre frio e chateado, de uma maneira que eu ainda não tinha visto antes, e ele se levantou parecendo querer distância de mim.

“Se é só isso que você tem para dizer, eu vou voltar a dormir.” Ele tentou ir em direção aos corredores, mas eu pulei do sofá e segurei-lhe o braço, impedindo-o.

“Mu, calma! O que foi? O que eu falei de errado?”

Ele me olhou primeiro com raiva, talvez por eu ser tão estúpido e cego, mas depois sua expressão suavizou, tornando-se apenas, sei lá, não sei definir... algo como resignada, ou cansada. Para melhorar a minha confusão, ele me abraçou, me beijou no rosto e acariciou meus cabelos.

“Eu gosto muito de você, Aiolia.” Ele falou isso com tanto amor, que eu fiquei ali paralisado como um pateta. Ouvi ele fechar a porta do quarto de hóspedes e eu continuava lá, feito um poste. Voltei para o sofá e peguei de novo meu violão. Átila resmungou quando eu recomecei a tocar, meio desesperado com a ideia de ter destruído com os avanços que tinha feito com Mu naquele dia.

Eu nem conseguia entender direito o que o chateara tanto. Como eu conseguia ser tão idiota?

Notas finais
O cap. ficou meio curto, mas é que eu queria mudar o ponto de vista para o do Mu nas próximas cenas!
Obrigada novamente pelas reviews! :D