Let Her Go
2 Capítulo 2
Notas iniciais
– Germán. – a voz de Angie saiu em um fio de voz, e um suspiro que tentara segurar — em vão — fora solto.
– Você... Você voltou. – arregalou os olhos – Você voltou! – sorriu largo. O tom de surpresa não deixara sua voz por um segundo sequer. Estava feliz demais com o retorno de Angeles, só German sabia o quanto havia sentido sua falta.
– Meu amor? – a voz esganiçada de Jade anunciou que a mesma se encontrava naquela casa. E o que mais assustou à Angie foi a maneira com que se referiu à German.
"Meu amor".
Eles estavam juntos?
Certamente.
Assim como Angie seguiu com sua vida, German também tinha o direito de seguir com a sua.
Mas estava doendo.
– Jade, oi. – o homem sorriu torto, dando um passo ao lado para que Jade pudesse ver quem estava ali.
– Ah, oi Angie. – acenou, sorrindo largo – Então, meu amor, – voltou-se para German outra vez – Violetta está na cozinha e nós precisamos da sua ajuda para decidir qual bolo ficará melhor para o aniversário da pequena.
Pera aí, aniversário?
Sim, aniversário! Em exatos quatro dias Violetta estaria completando 19 anos.
Como Angie havia se esquecido?
– Bom, acho que agora Angie poderá ajudá-las. – sorriu na direção da loira, que retribuiu, forçadamente.
– Será um prazer. Eu tô com tanto saudade da Vilu... – suspirou – Han, posso? – apontou para dentro da casa, pedindo permissão para entrar.
– Claro, claro! Que indelicadeza a minha. Entre. – German disse, atordoado, e então Angeles adentrou a casa. Estava tudo como vira da última vez.
Correu para a cozinha a fim de encontrar a sobrinha, e como presumira, lá estava ela.
Tão bela com seus finos cabelos sobre o rosto, abaixada ante a mesa analisando as três opções de bolo que ali se encontravam.
– Vilu? – disse, em um sussurro, quase incapaz de se ouvir.
– Sim? – a menina virou-se, arregalando os olhos ao ver a tia – ANGIE! – correu até ela, abraçando-a com toda força.
Lágrimas já molhavam o rosto das duas. Mas não lágrimas de mágoa e tristeza, e sim lágrimas de emoção e felicidade. Esperaram esse reencontro por um ano.
Comunicar-se por rede social ou telefone não era a mesma a coisa que poder sentir o contato das peles, e as duas sabiam exatamente o quanto um abraço verdadeiro valia.
– Eu senti tanto a sua falta, meu anjo.
– Eu mais.
Sorriram cúmplices uma à outra e se sentaram.
– Agora me conte! O que anda fazendo? Como vai a vida? Quero saber tu-do!
– Ah, então... – a garota riu da curiosidade da tia e começou a falar tudo que lhe vinha a mente.
Estava feliz.
***
– Angeles?
– Sim?
– Você já vai? – German perguntou, largando o jornal sobre a mesinha de centro e levantando-se – Sabe, se quiser ficar mais um pouco...
– Não German, não pretendo ficar mais um pouco. Violetta já dormiu e eu estou cansada, tudo o que quero é me jogar na cama e dormir.
– Então porque não dorme aqui?! – falou, mas só depois de alguns segundos percebeu o quanto idiota a pergunta soara.
– Porque Pablo tá me esperando, eu disse que voltaria ainda hoje.
– Mas...
– Acho que você deveria ter consciência do que faz, Castillo. Me pedindo pra dormir aqui sendo que tua esposa tá no quarto. – riu sem humor – Boa noite.
E após essas palavras, Angie saiu da mansão apressada.
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