Notas iniciais
A aventura começa com um grande numero de crianças estudando sobre o pequeno planeta Lestéria. Após perceberem que problemas se aproximavam do local onde estavam, todos precisavam sair urgente para não correrem perigo.

A grande estrela de luz já brilhava no céu do pequeno planeta Lestéria, quando muitas crianças se organizavam em uma grande tenda, localizada em uma montanha tão alta que quase superava as nuvens. Era quase impossível não se aproximar do penhasco para ver uma floresta lá em baixo, e muitas montanhas ao redor dela.

Lestéria é um planeta pequeno e com poucos recursos naturais controlados criteriosamente por seis tribos. Lá existe também áreas com clima seco e aspecto assombroso que carrega muitas lendas sobre animais selvagens, onde poucos se arriscariam conhecer e atravessar. Sem projeção nenhuma de crescimento e desenvolvimento, elas eram chamadas de zonas proibidas. Por essas razões, os primeiros líderes, também conhecidos como Alphas, decidiram criar algumas regras de alto rigor de controles para homens e mulheres nascidos posteriormente no planeta.

Haviam bandeiras cinzas marcando todo o local e em todas as montanhas vizinhas também. No topo de uma delas, também ficava um grande casarão, que só podia ser visto quando se ventava muito e dispersavam as nuvens que o encobriam.

Junto de todas as crianças, estavam vários guardas vestidos com uniformes na cor cinza, e por Cecília, garota de pele parda e de cabelos lisos e castanho na altura dos ombros. Ela é bem carinhosa e tranquila, e transmite uma paz a todos ao seu redor. Por este motivo, ela recebeu a função de ensinar as crianças de todas as tribos até a data da celebração. A cada três anos, era feita uma reunião entre as seis tribos governantes do planeta para decidirem em qual tribo as crianças escolhidas iriam servir. Elas só poderiam passar por essa celebração quando tivessem idades entre três e cinco anos. Os Alphas acreditavam que era nessa média de idade que as características de cada criança eram afloradas, a deixando aptas para sua seleção.

A cada dia da semana ela orientava as crianças de uma tribo diferente. Cecília aparentava ter uns vinte e cinco anos, e era a primeira filha do líder azul, justamente a cor da tribo que estava em aula naquele dia.

— Quem pode explicar a diferença entre a tribo cinza, e a tribo verde, que conhecemos semana passada? – Perguntava a garota a todos que estavam na tenda.

— Vamos estou aguardando alguém me responder.

— Que tal você? – Apontava para um menino mais ao canto direito do espaço.

Todas as crianças estavam sentadas em bancos de madeira, organizados normalmente como em uma sala de aula. O menino se levantou e se dirigiu ao centro, ficando ao lado de Cecília. Ele aparentava ter uns quatro anos e como todas as crianças no local, estava vestido com calça e blusa preta, apenas com detalhes em azul nas golas e mangas. As roupas eram em modelo padrão para todas as tribos, sendo diferenciadas apenas as cores que especificam cada tribo.

Verde, vermelho, azul, amarelo, cinza e preto, eram as cores que representavam as tribos que existiam no local, elas eram divididas pelas características que apresentavam, e pelas funções exercidas no pequeno planeta.

— Deixa eu ver, tia Cecília!

O menino começa falando referente a tribo verde. Informa que era localizada no floresta mais extensa do planeta, e que é a segunda tribo mais próxima da frente da grande imensidão de água, pois era assim que o planeta era determinado e que eles eram responsáveis pelo tratamento medicinal de todos os habitantes, normalmente sempre eram enviados alguns responsáveis para outras tribos para que pudessem efetuar consultas nos necessitados. Já a cinza, fica localizada no alto das montanhas de Lestéria, eles são responsáveis por todas as construções do planeta, dos muros de proteção, até as mais simples casas em qualquer tribo. Ela é liderada por Marcos, e a tribo verde por Lucas.

O menino nem acabara de falar, quando foi percebido a chegada de Alfeu, rapaz alto de cabelos cinza, olhos e pele clara.

— Tio Alfeu...tio Alfeu..., gritavam quase todas as crianças na tenda.

— Oi gente!

— Oi amor, estava com saudades e resolvi fazer uma visita. – Falava ele para Cecília, que lhe respondeu com abraço apertado fazendo todos os pequenos começarem a fazer uns barulhos engraçados em resposta ao abraço.

Alfeu e Cecília eram noivos, eles marcaram a data do casamento para o ano seguinte, e já estavam tratando de todos os preparativos. O jovem era o responsável por toda a guarda da tribo cinza, uma das atividades mais importantes entre eles.

— Você esqueceu de falar a principal característica da minha tribo. — Falava o rapaz para o menino que ainda estava no centro.

— A tribo cinza, é conhecida como as pessoas mais compreensivas em toda Lestéria. Nós somos uma tribo amigável, que enxergamos as necessidades de cada um e procuramos ajudar sempre que possível. – Alfeu é tranquilo e muito passivo, combinado perfeitamente com sua noiva.

—Você já pode voltar para seu lugar! — Afirma Cecília para o menino.

— E você que veio nos fazer essa surpresa ilustre! Você poderia nos falar mais sobre sua tribo e sobre as outras também. – Completou a moça.

— Ok! Então deixa eu ver por onde posso começar.

Ele começou a falar sobre a divisão do planeta pelas seis tribos e pelas cores que cada uma é representada. Logo em seguida, ele começava a falar sobre a sua tribo, quando foi interrompido.

— Tio Alfeu, você também é um Alpha? – Perguntou um dos pequenos que estavam na plateia.

— Não! O Tio Alfeu é um Alpha em treinamento, ele só irá assumir a tribo cinza quando o outro Alpha morrer ou renunciar, não é tio?

Respondeu uma menina de cabelos castanhos e olhos claros, que se levantava e se dirigia correndo na direção do centro, recebida por um abraço e pelo colo do jovem Alfeu, que com um leve sorriso admirava a resposta da pequenina.

— Isso mesmo! – Respondeu para linda e meiga menina em seu colo.

A pequena criança era a irmã mais nova de Cecília, tinha cinco anos, e também estava na relação das crianças da tribo azul que iriam participar da celebração nos próximos meses.

— Minha querida você pode falar os nomes de todos os Alphas, para que nossos amigos possam saber também.

— Claro que sim! Tem o senhor Lucas que é o da verde, o meu tio Ariel da amarela, o da sua tribo que é o senhor Marcos, a tribo vermelha liderada por Zargon e a preta pelo senhor Julius, e é claro o meu pai Kairos que o líder da tribo azul.

— Muito bem Joa...

— Muito bem minha princesinha! – Rapidamente Alfeu interrompeu Cecília, quando ela começava a falar, e enquanto colocava a menina no chão.

Alfeu pede para a pequena voltar para seu lugar, e decide parar a aula por alguns minutos para que todos pudessem beber algo, e descansar um pouco. Ele também ordena que os guardas fiquem de olho em todas as crianças durante o intervalo.

— Cecília o que foi aquilo? – Com aspecto bastante nervoso Alfeu à interroga.

— Desculpe amor, foi só um descuido. Você sabe que a mamãe sempre fala que irá colocar o nome dela de Joana, e as vezes acabo esquecendo de todas essas regras.

Uma das regras impostas era a de nenhuma criança poder ser nomeada, desde o nascimento até a celebração. Após essa data, cada responsável poderia nomear suas crianças como achar melhor. Esse motivo era explicado para que nenhuma família pudesse se apegar a criança, pois não saberiam se elas seriam selecionadas. Então ao nascimento cada criança recebia uma pulseira com um número de cadastro.

Alfeu era muito apegado à família de Cecília, e principalmente a pequena Joana, nome que Alfeu achara lindo, mais que sabia que não poderia ser utilizado até a data de celebração. Sempre que ele visitava sua noiva, ele passava muito tempo com a pequena contando histórias antigas do planeta e dos antigos líderes.

— Se algum guarda tivesse escutado, e entendido que você provavelmente havia nomeado uma criança, eles prenderiam e levariam você a julgamento.

— Tenho certeza que você não deixaria algo assim acontecer.

— Estou falando muito sério Cecília. Por favor tenham mais cuidado, você e a senhora Amélia.

Amélia era a mãe das meninas, e esposa do líder azul e irmã de Ariel, Alpha amarelo. Uma mulher determinada e de gênio forte.

— Quando ela for escolhida na celebração, vocês poderão chama-la por esse nome, antes disso só pelo número, ou por nomes carinhosos.

— Você sabe que não gosto e nem chamo nenhuma das crianças por número de inscrição não é! – Em um momento raro de raiva ela falava sobre a regra de Lestéria.

Alfeu completa afirmando que tem que ser dessa forma, até a data da celebração, e decide mudar de assunto.

— Lembro que você disse, que iria me falar algo sobre sua mãe, o que era? – Questionava Alfeu.

Percebendo que o assunto também levaria a uma discussão parecida com a que tiveram a pouco, Cecília decide falar que eram loucuras de sua mãe, e que já nem lembra mais o que se tratava, guardando com ela esse segredo por mais um tempo. Logo em seguida ela acha melhor encerrar o intervalo e dar prosseguimento a aula, ela chama todas as crianças de volta para a tenda e continua seus ensinamentos.

O dia foi se passando naturalmente e a aula parecia chegava ao seu final.

—Agora vamos falar um pouco sobre a celebração que vocês participarão.

Cecília já havia ensinado tudo que as crianças precisavam saber sobre a tribo cinza, e agora começava a afalar sobre o dia tão esperado para todos.

Ela informou que todas as crianças seriam apresentadas para o público, depois ficariam esperando em um local determinado e que seriam chamados em turmas de cem. Os meninos de cada turma deveriam subir em um púlpito para ser indicado a qual tribo pertenceriam. Já as meninas iriam ser contabilizadas e ficariam aguardando a quantidade necessária para cada tribo ser atingida.

Todos em Lestéria acreditavam que as habilidades especificas de cada tribo deveriam ser manifestadas entre três e cinco anos nas crianças. Os meninos foram desenvolvendo naturalmente as habilidades e por isso, decidiram que eles deveriam ser avaliados nessa idade. Já com as meninas aconteceu de maneira diferente, como nunca foi informado alguma manifestação nesse período, foi decidido que elas não subiriam para seleção no altar.

— Todos entenderam? – Questionava Cecília aos pequenos.

Uma imensa nuvem cobriu toda a estrela de luz, que naquele momento não estava com tanta intensidade como no início da aula. O céu ficou escuro, a brisa agradável no topo daquela montanha, que havia acompanhado todos durante o dia, já não existia mais. Os soldados que faziam a guarda dos alunos olhavam para o céu acreditando que se aproximava uma forte chuva. Eles olham uns para os outros com sensação de preocupação, pois não poderiam estar ao ar livre se começasse a chover.

Em Lestéria, se acreditava que chuva era sinal negativo, tudo isso porque no grande espaço de água, ao fundo na linha do horizonte, existe uma imensa parede escura onde percebesse que chove em todo momento com vários raios. Os mais antigos falam que sempre quando chove muito forte, coisas ruins sempre aconteciam à alguma tribo. Outros falam até em maldição.

Mesmo sabendo que as chuvas apresentavam seus pontos positivos, principalmente para à tribo amarela uma vez que era a que efetuavam as plantações, muitos não gostavam quando ela vinha, pois sempre temiam algo.

Uma menina perguntou para a professora por que seus pais haviam falado a ela que podiam acontecer coisas horríveis à algumas crianças, e que eu estava salva por que meu número de inscrição de nascimento é oitenta e um.

Cecília e Alfeu se olharam e o rapaz começou a falar.

— É, como posso te dizer. – Ficou Alfeu tentando achar palavras para explicar a menina.

E ele começou falando que os pais dela deveriam estar se referindo ao fato da criança ser destinada para outro lugar e crescer longe da sua família original. Eles queriam falar isso, e você deve ter entendido de outra maneira, minha querida.

— Então foi isso! – Completou Cecília.

E continuou informando que a celebração era dividida em três partes.

— A seleção, na qual já falamos anteriormente, a coleta, onde à tribo do tio Alfeu irá fazer um poder, que vocês esqueceram de tudo, e pôr fim a despedida.

— Mais fiquem todos tranquilos, as outras etapas da celebração vocês nem irão lembrar quando terminar. – Cecília olhando fixamente para Alfeu.

Mal havia acabado de falar, muitos dos ouvintes começaram a erguer as mãos chamando a atenção da moça afim de fazerem várias perguntas.

— Eu já sei o que vocês vão perguntar! Querem saber como é essa técnica, não é? – Alfeu se adiantando as crianças.

Alfeu afirma a todos no local, que pela grande possibilidade de crianças serem criadas por outras famílias, no caso de serem enviadas para tribo diferente da que seus pais pertencem, poderia causar grandes conflitos, ou até problemas psicológicos nas crianças, pelo fato de tão pouca idade e já ter que se acostumar com novos pais.

A regra de apagar a memória das crianças foi imposta muitos anos atrás pelos antigos Alphas, seu intuito era de que as crianças que agora fossem servir em outras tribos, não tivessem nenhuma memória de sua família anterior. Essa regra era ligada a outra de não nomearem os nascidos, para evitar vínculo.

Ela tinha a finalidade de apagar temporariamente ou permanentemente as lembranças de todas as crianças, e dominada apenas por esta tribo, também conhecida como tribo das montanhas.

As mãos das crianças continuam estendidas em ritmo acelerado, balançado de um lado para o outro, agora com alguns gritos tentando de alguma forma chamar a atenção dos seus responsáveis.

Ousados, alguns começavam a gritar perguntando como funcionaria essa técnica, a partir daí quase todos os acompanhavam nos gritos, quando um dos pequenos em voz mais alta, tentando se destacar entre os outros, pergunta se alguém iria abrir a cabeça deles e tirar alguma coisa. Como se todos quisessem ouvir uma resposta, o silencio tomou conta por toda aquela montanha gigantesca, sem vento e com grande possibilidade de chuva.

Alfeu, ficou muito sério olhando para todas as crianças. Com aquele olhar, todos já acreditavam que realmente era o que aconteceria com todos.

Cecília se preparava para falar, quando um grande som é entoado vindo do grande casarão. Um som muito forte de uma grande buzina, era tão alto que dava para escutar em todos os lugares da tribo. O som continuou por uns três segundos, depois parou por um tempo curto e começou de novamente, isso se repetiu mais uma vez.

Enquanto a buzina entoava o forte som pela segunda vez, Alfeu se dirige para ponta da montanha e com uma luneta que tirava do bolso de sua calça olhava em direção a uma das torres do casarão.

No final do terceiro toque Alfeu, já voltava em direção a tenda confirmando o que os mais velhos esperavam.

— Já chove na terceira tribo!

Todos os Alphas e seus futuros substitutos, tinham uma luneta para poderem olhar na direção da torre à qual emitisse o som. E passar as devidas coordenadas para sua tribo.

— Devemos ir logo para algum lugar seguro? – Cecília questionava a seu noivo.

— A tribo amarela fica longe daqui, acredito que temos tempo suficiente para voltarmos para o centro da tribo e acomodar todos em um lugar seguro. Não sei se seria seguro procurarmos um lugar mais próximo na floresta. – Alfeu respondendo Cecília.

Em seguida ele ordena que todos os guardas organizem as crianças e avisa que em dez minutos estarão todos saindo da montanha.

O tempo determinado por Alfeu já havia se passado e todos ainda estavam na organização das crianças e das coisas.

“Estamos atrasados, preciso conseguir uma maneira de proteger todas essas crianças dessa chuva.

Não sei se seria seguro procurarmos um lugar mais próximo na floresta.

Com certeza será mais rápido se levássemos todos eles para a cabana de caça, ela fica fora da comunidade, mais nenhum dos guardas está equipado com alguma arma, já que é apenas uma excursão de aula. O que eu vou fazer...”

Preocupado com o que poderia acontecer, Alfeu pensava no que fazer para resolver aquela situação.

— Já estamos quinze minutos fora do prazo estipulado anteriormente. Vamos soldados! corram com isso! – O tom de irritação começou a tomar conta de Alfeu.

Novamente ele pega a luneta e olha em direção a terceira tribo. O resultado não foi animador, pois ele viu que a chuva havia passado rapidamente pela tribo amarela, e estava se encaminhando com muita velocidade para eles.

O vento já estava mais forte, e o céu cada vez ficava mais escuro.

— Vocês cinco, venham aqui! Acompanhem esse grupo de criança e a Cecília na frente, faremos outro grupo assim que possível, em seguida desceremos e acompanharemos todos vocês. – Alfeu pensando em ganhar tempo e garantir a segurança de todos.

Alfeu decidiu enviar um grupo na frente com a crianças menores, que corriam mais lentamente, caso fosse necessário. No segundo grupo ficaram os maiores que podiam se deslocar com maior rapidez.

— Noval! Você está na liderança desse pelotão. Cuide de todos. – Alfeu indicou o líder imediato.

— Sim senhor! – Respondeu o oficial.

— Acredito que será mais seguro irmos logo para a cabana de caça nos arredores da tribo. É mais próximo daqui e nos encontraremos mais rápido. – Nesse momento, Alfeu decide trocar o caminho que deveriam seguir.

Noval escuta todas as orientações de seu superior atentamente.

— Sim senhor! – Responde o rapaz.

Cecília se aproximou de Alfeu e lhe deu um abraço, seguido de um beijo.

— Tem certeza que precisamos seguir em dois grupos? – A moça ainda abraçada em seu noivo.

— Tenho sim amor, a chuva esta chagando rápida demais, e precisamos ganhar o máximo de tempo possível. – Respondeu o rapaz já liberando a moça do abraço.

Ele continuou dizendo que ela deveria seguir no primeiro, para liderar as crianças e que ele lideraria o segundo que seria um número maior. Alfeu orientou também que Cecília levasse sua irmã junto com ela.

O primeiro pelotão começou a descida em direção a algum lugar seguro. E Alfeu continuava cobrando uma maior agilidade do segundo grupo.

Mais dez minutos se passaram e o segundo grupo estava pronto para descida.

— Vamos! Preciso que vocês sejam o mais rápido possível. Vamos correr. – Alfeu falando com o seu grupo.

***

A chuva já caia em boa parte da tribo cinza, e em alguns metros da tenda principal da comunidade, todas as crianças mais velhas já estavam protegidas e gritavam para os outros correrem mais rápido para se protegerem.

— Corre, corre, mais rápido! – As crianças protegidas

Alfeu com sua roupa toda ensanguentada e segurando duas crianças, cada uma em baixo de cada braço, corria desesperadamente ao encontro da tenda, olhando para trás e vendo a chuva que já caía naquele lugar.

Cecília vinha logo atrás dele com sua irmã nos braços, chamando e incentivando aos outro mais pequenos que estavam correndo um pouco mais atrás da moça.

— Vamos gente, corram por favor. – Cecília que também continha mancha de sangue em suas vestes.

Quando Alfeu Chegou em baixo da tenda, soltou as duas crianças e logo tentou voltar para fora e ajudar Cecília com as outras crianças, porem dois guardas o agarraram e não mais deixaram sair.

— Me larguem, me soltem, eu preciso ajudá-los! – Alfeu gritando com os guardas que estavam na tenda com ele.

— Olhe senhor, já está chovendo! O senhor não pode sair agora, e eles infelizmente não conseguiram. – Um dos oficiais.

Alfeu olhou pela porta e vê Cecília com um semblante de medo e desespero, com sua irmã no colo e varias crianças ao redor a seguindo, todos completamente molhados pela forte chuva.

Quando eles entraram na tenda muitos moradores da tribo cinza procuravam ajudá-los, envolvendo com panos e já trocando a roupa de algumas crianças.

Cecília e sua irmã, foram levadas para o casarão da tribo cinza e lá, puderam trocar-se. A mais velha chorava muito, e era consolada por seu noivo.

Naquele momento, a mensagem já havia sido enviada para todas as tribos do ocorrido e todas se solidarizaram com o ocorrido das pessoas da tribo azul.

No dia seguinte Cecília, que chorava copiosamente e todas as outras crianças foram levadas para a tribo azul em total segurança.

Lá o desespero tomava conta das ruas, por medo de uma possível maldição para tribo.

Notas finais
O que pode ter acontecido com os que ficaram pelo caminho?
A chuva irá matar todos os que foram apanhados por ela?
isso só saberemos nos proximos caítulos.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.