Les Marcheé

17 Nos arredores do palácio


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Nos arredores do palácio de Isle, uma grande multidão bestificada entrava em pânico e desespero, sem saber o que ocorria. Devido ao grande incêndio, muitos fugiram para longe e poucos puderam ver o grande dragão prateado, que desceu sobre o palácio de Isle.

No momento seguinte, o calor fugiu e tudo ficou frio e estático conforme ordenado pelo poder daquele Tione gélido.

Codhe desmaiou e se perdeu naquela nuvem fria que lhe parecia tão escura, era como se fosse inverno novamente e o calor insuportável tornou-se frio de lhe gelar até o espírito. A última visão que Codhe teve antes de desmaiar, foi daquele ser de forma ainda disforme, que o envolveu em labaredas escarlates como um abraço, protegendo-o da imensidão fria e congelante que se fazia ali.

Há muito tempo Lorde Meyne não usava seus poderes plenamente. Menos ainda, para invocar seu brilhante selo Tione Cintilante, cuja presença congelava tudo em sua volta. E, talvez, por sorte ou por desejo do destino, aquele poder fulminante proveniente do selo recém quebrado, havia se submetido às ordens de Lorde Meyne, demonstrando que não estava ali para fazer afronta, mas sim, com propósito maior e desconhecido.

Lorde Meyne sentiu que deveria garantir a segurança do palácio e seus moradores, bem como preservar a vida de Codhe. Ao contrário do que muitos haviam pensado, aquele selo recém aberto não demonstrava ser maligno, apenas necessitava ser dominado e acalmado. Ele desceu até o quarto de Codhe e o encontrou inconsciente no chão. Codhe precisaria de um tempo para assimilar todo o poder que acabara de receber e, provavelmente, ficaria desacordado por vários dias.

Enquanto esperava por uma ordem de Lady Beriune sobre o que fazer, colocou Codhe na cama e permaneceu no quarto ouvindo a movimentação fora do palácio.

Quando acharam que tudo estava resolvido, muitas pessoas, moradores dali e também curiosos, dirigiram-se para Isle fazendo grande tumulto. Quando entraram no palácio foram cegados por uma densa nuvem negra, tal qual uma noite escura, era Lorde Guy evitando piorar a situação. Todos caíram em um sono mágico que os faria esquecer dos últimos fatos. Lembrariam apenas de que um novo selo foi quebrado ali e que a Tríade estava presente no momento; nada além disso.

No entanto, Lorde Guy deixou passar uma única pessoa, que corria num estado oscilante entre o medo e a coragem. Khei Protheroi havia acabado de sair da chocolataria quando começaram os rumores de incêndio em Isle, o que a fez correr apressadamente porque sabia que seu irmão estava lá. Não cogitou a ideia de que Codhe seria o causador, mas sentia que o irmão estava em perigo.

Era aquela ligação mágica que os gêmeos tinham, ela podia sentir seu medo e sua fúria, sua dor e seu desespero, sentia na pele o fogo lhe queimando e no coração aquele aviso de que algo estava acontecendo.

Quando Khei chegou nas portas do palácio, prestou atenção nas muitas pessoas que estavam deitadas no chão, pensou imediatamente que estavam mortas ou desmaiadas pelo incêndio. Eram muitas e khei sentiu seu coração divido entre prestar ajuda ali ou subir até o seu quarto para ver se seu irmão estava bem. Mas antes que ela pudesse tomar uma decisão, viu e reconheceu Lorde Guy que imediatamente a tranquilizou:

— Estão dormindo, eu já cuidei deles. Pode ir ver o seu irmão.

Khei fez uma reverência e sussurrou um "obrigada" apressadamente. Olhou o elevador mas achou que chegaria mais rápido se corresse pelas escadas. Foi assim que quando subiu correndo os primeiros degraus, resvalou e caiu deslizando alguns degraus abaixo, só então percebeu a estranheza que estava a escada, com uma fina camada de gelo. Se deu conta que o palácio inteiro estava naquele estado, semi-congelado e frio.

Subiu se segurando no corrimão com cuidado para não resvalar. No corredor tentou correr, mas viu que ainda estava tudo muito liso. Consequentemente, chegou ao quarto deslizando como uma manteiga na frigideira quente. Desajeitada, teve vontade de rir de si e agradeceu a Lorde Guy por ter feito todos dali dormirem, assim não tinha plateia para rir de sua situação cômica.

Agora que sentia a calmaria nos ares até se divertia com suas peripécias deslizantes, um pequeno momento de uma experiência inexplicável.

Quando entrou no apartamento, sentiu uma presença absurdamente incrível e soube que era essa pessoa o responsável por aquela nuvem gélida que envolvia o palácio. Entrou no quarto, escorregando.

No mesmo instante, Lorde Meyne percebeu sua entrada e olhou curioso em direção a porta para saber quem estava ali, tinha certeza que Lorde Guy não deixaria ninguém passar e foi surpreendido pela moça que entrava deslizando como se patinasse no gelo, viu Khei perder o equilíbrio e ir ao chão de forma desajeitada, lentamente deslizando em sua direção.

Claro que Lorde Meyne, cuja personalidade era mais espontânea do que ponderada, riu daquela cena. Vendo a moça estupefata sentada aos seus pés, o encarando como se tivesse diante de uma miragem, teve vontade de rir ainda mais, e entre risos, ofereceu sua mão para ajudar a moça a se levantar. Lorde Meyne reconheceu que aquela era Khei, a irmã gêmea de Codhe e por isso sabia que podia confiar nela.

— Me perdoe por este transtorno, deveria ter retirado o encanto gélido, mas me perdi no tempo. — Lorde Meyne se desculpava enquanto ajudava Khei a ficar em pé.

Assim que ela se levantou, ele desfez o encanto fazendo com que toda aquela atmosfera gélida sumisse. Khei o encarava abismada, encantada, seduzida, absorvida, quase entregando a alma para aquele ser tão espetacular que estava diante de si.

Notou que ainda segurava a mão dele e, mesmo assim, não soltou, pelo contrário, apertou mais ainda e começou a sorrir bestificada. Estava sem palavras e havia esquecido completamente do irmão e do motivo pelo qual viera até ali.

— Fique com seu irmão e cuide dele — falou ignorando a reação franca de Khei, afinal ele estava acostumado a isso.

Tentou soltar-se de Khei, mas ela lhe segurava firme.

— Suponho que queira saber o que aconteceu e em breve lhe será explicado.

— Ah, sim, claro! Meu irmão... — deu-se conta da realidade, fechou o sorriso bobo e quis fazer perguntas. — Me diga, Lorde de Bellephorte, o que aconteceu? Quem é o Senhor? Devo lhe agradecer por salvar meu irmão?

— Eu não salvei seu irmão, então não me agradeça por isso — tentou novamente soltar sua mão e dessa vez Khei soltou-o um pouco constrangida. — Não sei o que aconteceu, fui enviado apenas para dissipar o calor e proteger as pessoas em Isle — dirigiu-se a porta para ir embora e sem olhar para trás completou:

— Seu irmão lhe dirá o que aconteceu aqui, confie e cuide dele até seu despertar.

— Ooh, por favor, espere! Me diga seu nome e se um dia o verei novamente!

Khei não podia negar que seu coração sentiu um calor, apesar do palácio inteiro estar frio, estava sendo audaciosa mas poderia não ter outra oportunidade como aquela, lembrou-se da Dama Albina que vira dias antes na loja de presentes e impulsivamente deixou escapar seu pensamento:

— Vi alguns dias atrás a Dama Albina de Bellephorte, ela é sua irmã? É inegável a semelhança!

Lorde Meyne já estava quase na porta da saída quando parou surpreso. Não era surpresa por saber que as pessoas viam sua esposa pela cidade, porque ela gostava de se exibir, mas de repente, percebeu a perigosa relação que poderia haver em todos aqueles fatos. Era de seu conhecimento que Lady Hestea "perseguia" Boandis lançando maldições e maldizendo a cidade. Agora que o misterioso selo havia sido quebrado por Codhe, um cidadão de Boandis, alguns pontos se conectaram em sua mente; alguma coisa lhe dizia que era algo muito perigoso.

— A única semelhança entre eu e ela é a característica albina, somente isso e absolutamente nada mais. — falou seriamente e saiu do apartamento.

Khei não ousou se mover, sentiu certa ira naquelas palavras e ficou com medo de ter dito uma grande besteira. Logo lembrou de Codhe e ajoelhou-se ao lado da cama onde o irmão parecia estar num sono profundo; parecia estar realmente bem. Tinha, inclusive, um leve sorriso nos lábios.

Quando Lady Beriune deu o sinal para que a Tríade interferisse, Lorde Thwar não perdeu tempo e moveu-se juntamente com os Lordes Lynzeths. De certa forma, não confiava plenamente na liderança da Tríade e preferia estar presente para um possível auxílio.

Na grande torre de Panapanézia, anexa ao Castelo de Bellephorte, dava ampla e mágica visão para todo o império, Lorde Thwar se fez presente ao lado de sua esposa, que observava apreensiva o desfecho do drama no palácio de Isle.

Ambos presenciaram a eficiência da Tríade, quando toda aquela magia de fogo e chamas que ocasionava grande calor, tão quente que parecia derreter até o aço, foi parada e dispersada pela grande noite fria e congelante que desceu sob o palácio.

— Não se trata de um poderoso selo Tione dado a Codhe, trata-se do retorno da própria Musa! — falou o imperador com tom rígido e descontente. — Era esse seu plano secreto, desde o início?

— Sim e não. Meu plano era dar a Codhe o selo Tione Flamejante, pois sendo um Protheroi, eu tinha a certeza absoluta que ele o dominaria facilmente. Porém, o poder que surgiu ao quebrar o selo não foi invocado por mim — falou óbvia. — Foi a própria Musa que se utilizou do selo para se materializar. Somos todos feitos da mesma matéria, mesmo que sejamos Imperadores, somos todos iguais e estamos todos nas mãos das Musas, que nos usam como bem entendem.

— Minha amada, pretendia usar Codhe para dominar um selo Tione e ser mais um aliado nos planos contra o mal, mas foi a Musa que usou-a para trazer o selo onde ela pudesse entrar fisicamente em Les Marcheé…

O Imperador fez uma pausa e pareceu refletir em voz alta.

— Até mesmo as Musas precisam de uma desculpa para vir ao mundo quando não desejam mais ser apenas magia nas estrelas.

— A Musa em questão não se materializou por completo, nós saberíamos se isso ocorresse. Me espanta ela não ter se mostrado explicitamente.

— Acredito que logo ela se manifestara, mas já podemos adivinhar qual delas é, pelo tanto que as conhecemos.

— Musa da justiça, como o fogo, quente e espalhafatosa, eu diria...

E ambos se entreolharam e disseram em uníssono.

— Ventura!

As preocupações de Lorde Meyne tornaram-se enormes após ouvir aquela simples e despretensiosa frase de Khei a respeito de sua esposa. Lady Hestea planejava algo relacionado aos Protherois de Boandis e Codhe estava exposto a um perigo iminente. Porém, agora, sendo detentor de um selo Tione, certamente poderia se defender.

A questão que perturbava o Lorde Mago do Gelo era o motivo pelo qual sua esposa se esforçava tanto em atingir os Protherois de Boandis. Qual seria a grande mágoa do passado que a fazia guardar tanto rancor?

Encerrada a missão bem sucedida, sob sua ordem, a Tríade retornou a Bellephorte, sem comentários a respeito do que acabara de acontecer. Não voltavam se gloriando e com felicidade radiante, voltavam em silêncio, pensativos e perturbados.

Aquele selo que acabara de ser quebrado era de mesmo nível e poder dos seus, cada um tinha suas próprias preocupações acerca desse fato. O nome Tríade denominava que somente três desses poderes eram bem vindos em Les Marcheé, ou pelo menos, assim determinara a Imperatriz quando fundou a Tríade.

Isso não preocupava Lorde Meyne, ele não temia ser substituído porque tinha plena confiança na sua liderança. Sua preocupação estava no fato de que agora Codhe Protheroi era o mais novo detentor de um selo Tione, e era alvo de Lady Hestea. Se perguntava o porquê sua esposa odiava tanto os Protherois de Boandis e como ela agiria de agora em diante.

Já Lorde Guy tinha suas preocupações voltadas especificamente para o selo, pois durante todo o tempo em que houve rumores sobre o desaparecimento do livro, sempre achou que fosse obra do inimigo. Acreditava que o poder contido naquelas páginas fosse maligno como o das sombras do passado. Achou estranho quando a Imperatriz retirou a ordem para que ele recuperasse o livro, mas não contestou.

Porém, foi surpreendido ao descobrir que aquele selo, ainda incógnito, tinha a bênção de uma Musa. Lorde Guy era parente distante dos gêmeos, a família Protheroi era muito grande. Contudo, Lorde Guy estava do lado daqueles que não foram privados de sua magia, pois esses eram aqueles Protherois do passado que nunca aceitaram a loucura do Imperador naqueles dias negros e lutaram contra. Esses eram bem-vistos pelas Musas.

Aqueles Protherois que apoiaram o Imperador, foram aniquilados, e alguns poucos que se arrependeram e se redimiram, ganharam o perdão das Musas, mas tiveram seus poderes retirados ou restringidos.

Este era o caso, nos dias atuais, da família de Codhe, onde sua mãe após demonstrar que era merecedora, foi abençoada por uma Musa. No entanto, Lorde Guy não sabia sobre a profecia que Lady Nilla recebeu, tampouco poderia supor que Codhe já tivesse seu destino traçado pelas Musas. Se soubesse desses fatos talvez sua preocupação acerca do selo fosse menor; porque na sua mente, mesmo o selo sendo benéfico, Codhe pertencia aquela raiz Protheroi que não deveria usar magia e que tinham como herança um sangue de traição.

Entretanto, a preocupação maior e, talvez, a mais urgente fosse a de Lady Crissânea, cujo selo tão exuberante como um dia de verão, tão luminoso e ofuscante como o sol, por um motivo estranho, estava se apagando. Seu poder estava enfraquecendo dia após dia e em seu coração o sol estava sendo encoberto como em um dia nublado.

Quando a Imperatriz ordenou que fossem e interferissem no palácio de Isle para combater aquele poder que surgia, Lorde Meyne Vell, Mago do Gelo, foi o primeiro a invocar seu Tione Cintilante, materializando o Dragão de Gelo e descendo poderosamente sobre o palácio, com maestria e total domínio de seus poderes. Lorde Guy Protheroi, Mago da Noite, não teve dificuldades em usar seu Tione Umbroso e trazer seu Dragão das Sombras, auxiliando na tarefa de proteção e contenção dos populares que corriam sérios riscos devido às circunstâncias.

Porém, Lady Crissânea Laetícia, Maga do Sol, não conseguiu invocar seu Tione Resplandecente e materializar seu Dragão de Luz, simplesmente era como se o Tione não lhe pertencesse mais, não respondia ao seu chamado e sentiu-se abandonada.

Ainda tinha a magia, tinha grande poder, mas não como antes. Algo havia mudado e suas preocupações era enormes. E com razão, pois mesmo que tal fato ainda fosse unicamente de seu conhecimento, não poderia esconder para sempre sua ineficiência. Seria vergonhoso e desleal fingir possuir o que não mais possuía.

Em sua mente, gritava em desespero. Por sorte, sua ajuda não foi necessária em Isle, e por isso, não foi questionada sobre o motivo de estar presente sem nada fazer.

Desde que notara a diminuição gradativa de seu domínio com o Tione, pensava muito no que havia feito de tão absurdo para perder o controle, mas não conseguia chegar em nenhuma conclusão. Aparentemente não havia nenhuma razão específica para isso ter acontecido.

Lady Crissânea estava mais do que preocupada, estava desesperada e desapontada consigo, não poderia esconder nada diante dos Imperadores. Não tinha mais controle, nem autoridade sobre seu Tione, não poderia e sequer merecia pertencer a Tríade. Pensava unicamente em como revelaria aos imperadores esse fato e como se sucederia sua abdicação do título de Lady Maga do Sol.

Assim que tiveram ordens para se retirar e os outros deixaram a sala, Lady Crissânea usou a oportunidade para pedir uma reunião especial com os imperadores imediatamente. Porém, ficou surpresa quando teve seu pedido negado.

— Lady Crissânea, eu sei o que te aflige, e isso não é importante no momento — Lady Beriune falava com rispidez. — Guarde suas preocupações e fique tranquila, pois lhe tenho grande apreço e ainda desejo que seja minha Maga do Sol, até que haja um substituto para seu Tione na Tríade.

Depois de ouvir, em total espanto, Lady Crissânea se retirou, fazendo uma longa reverência em silêncio, atordoada por saber que, de fato, nada podia ser oculto dos imperadores. Era certo que eles já sabiam o que lhe acontecia, seria possível que soubessem, antes mesmo de acontecer. Entretanto, não conseguiria ficar tranquila, porque pensava em qual seria então, o seu destino.

Lady Crissânea Laetícia, a brilhante Maga do Sol, era de uma beleza extraordinária, tinha várias características peculiares que lhe diferenciavam das demais beldades de Les Marcheé. Era mais alta que o padrão feminino, tinha o rosto de um oval perfeito, usava os cabelos louros e muito longos, sempre presos para o alto em um rabo de cavalo, ornamentados com pingentes de ouro e citrino em forma de gotas.

O nariz era redondo e arrebitado, olhos amendoados em tom de âmbar, sempre bem delineados com uma tintura dourada. Tinha os lábios grossos, sua pele era negra e gostava de usar um pó dourado em todas as partes do corpo que ficavam expostas, para lhe dar um aspecto ainda mais brilhante.

Essas qualidades de Crissânea enlouqueciam Lady Hestea, que a invejava mais que todas, principalmente pela cor da sua pele. Ambas não suportavam uma a outra e não faziam questão de disfarçar, mas se Lady Crissânea tinha vantagens por ser a Maga do Sol da Tríade Imperial, também Lady Hestea tinha favores por ser da família Vell, a Dama Albina e esposa de Lorde Meyne. Por isso, os atritos entre ambas eram estáveis e evitavam ficar uma no caminho da outra.

Porém, agora Lady Hestea preocupava Lady Crissânea, pelo fato de que se a outra soubesse que ela não mais possuía o Tione e logo sairia da Tríade, certamente faria de tudo para humilhá-la. A Lady Maga do Sol, mesmo tendo uma personalidade dócil e gentil, tinha seu orgulho e ser humilhada por uma megera como Hestea, não era algo que ela desejava.

Ainda que a Imperatriz lhe garantisse o título, não seria por muito tempo. Decidiu que ficaria reclusa, até encontrar uma solução. Aceitaria qualquer destino, menos, ser humilhada pela Dama Albina.

Sozinha com seus pensamentos, Lady Crissânea pensou sobre o novo selo que havia sido quebrado, não teve dúvidas, seu substituto já estava ali. Apenas queria entender o porquê as Musas decidiram dessa forma. Primeiramente, pensou que haviam lhe tirado o poder e dado a outro, no entanto, ao analisar melhor, entendeu que eram poderes diferentes e que sua teoria não fazia sentido.

Não era uma transferência, pois seu selo Tione era o Resplandecente, enquanto o selo Tione dominado por Codhe era o Flamejante. Assim, Codhe não poderia ser seu substituto em Tione, mas poderia substituí-la na Tríade. Lady Crissânea não se importava com isso, afinal, agora Les Marcheé tinha mais um Lorde Mago.

A questão que lhe importava continuava sem resposta: o que teria lhe acontecido? Por que perdeu seus poderes? Preferia que tivesse sido uma troca, e tudo estaria esclarecido.

Crissânea e Guy eram amigos há muito tempo, tinham uma história juntos que se transformou em amor. Unidos ainda mais quando se tornaram parte da Tríade. Certamente Lorde Guy era o único que poderia lhe dar alguma ajuda, por isso, até a Imperatriz decidir sobre a sua hora, escolheu não ver ou falar com ninguém, a não ser o Lorde Mago da Noite.

Notas finais
Obrigada pelo apoio e incentivo. Amo vcs!!! Bjsss e até o proximo!