Notas iniciais
Oi, meus amores… 🤍 Esse capítulo tem uma energia MUITO especial pra mim porque ele mostra exatamente o que eu mais amo escrever: personagens felizes… enquanto o caos começa a se aproximar lentamente. “The Archer” é sobre medo. Sobre amar alguém tanto que isso passa a assustar. E acho que, pela primeira vez, Edward Cullen realmente entendeu o tamanho do sentimento que sente pela Bella. Mas também temos: Charlie Swan surtando como sempre ✅ Bella descobrindo um lado mais ousado dela ✅ e Edward Cullen percebendo que talvez sobreviver ao xerife seja mais difícil do que sobreviver à própria culpa. 😭 Espero que vocês amem esse capítulo tanto quanto eu amei escrever. 🤍

🌙 Capítulo 15 — The Archer

Forks amanheceu sob o domínio de uma névoa que parecia sólida, uma cortina de fumaça branca e gélida que transformava a paisagem em um cenário de sonhos incertos. O Volvo prateado de Edward Cullen deslizou pelo asfalto úmido do estacionamento da escola com a precisão de um fantasma. Ele permaneceu imóvel dentro da cabine, as mãos apertando o couro do volante até que os nós de seus dedos ficassem brancos. O mundo lá fora estava prestes a colidir com a mentira que ele tentara enterrar sob quatro meses de felicidade roubada. Ele sentia o peso do olhar de Tanya Denali cruzando o pátio; não era mais apenas despeito, era o brilho de quem segura a ponta de um pavio aceso.

Jasper, sentado ao seu lado, mantinha a calma habitual, mas havia uma tensão na linha de seu maxilar que não passava despercebida por Edward.

— Você está com a guarda baixa, Edward. E o arqueiro já puxou a corda — murmurou Jasper, os olhos fixos na névoa. Edward soltou um suspiro pesado, sentindo a vibração do motor sob seus pés.

— Eu sei. Eu só queria que o sol demorasse um pouco mais para aparecer. Eu não estou pronto para que ela veja quem eu fui antes dela.

Quando Bella desceu da caminhonete vermelha, o contraste foi imediato. Ela parecia emanar uma luz própria, o moletom de Edward pendendo em seus ombros como uma armadura de pertencimento. Ela acenou para ele, um gesto simples que carregava toda a confiança do mundo, e Edward sentiu uma pontada de dor lancinante no peito. Ele a amava com uma ferocidade que o assustava, uma devoção que tornava a possibilidade de perdê-la algo insuportável.

— Eu sou o arqueiro e a presa, Jasper — Edward sussurrou para o para-brisa, antes de forçar um sorriso e sair do carro para encontrá-la, sentindo que cada passo era dado sobre uma camada de gelo fino.

As horas letivas arrastaram-se como uma sentença de prisão. Bella percebeu o comportamento errático de Edward: ele estava atento demais, os olhos constantemente escaneando o ambiente, a mandíbula travada sempre que Tanya ou seu grupo passavam por eles. O ar no refeitório parecia saturado de segredos, e as risadas abafadas de Jessica Stanley soavam como estilhaços de vidro. Edward mal tocou na comida, mantendo o corpo inclinado na direção de Bella, como se tentasse protegê-la de uma ameaça invisível.

— Edward, você está me assustando — Bella disse, tocando a mão dele sobre a mesa de plástico. — O que está acontecendo? É o meu pai?

Edward olhou para ela, e por um microssegundo, Bella viu o desespero cru em seus olhos verdes.

— Não é nada, Bella. Só uma dor de cabeça que não passa. Prometo. — A mentira saiu amarga de sua boca, e ele desviou o olhar antes que ela pudesse ver a culpa transbordando. Alice e Jasper observavam da mesa vizinha, o silêncio deles confirmando que o tempo da calmaria havia expirado.

Naquela noite, a casa dos Swan era um refúgio de sombras e silêncio sepulcral. Charlie fora chamado para uma ocorrência na estrada e avisara que não voltaria antes da madrugada. A luz suave do abajur da sala criava um círculo de calidez onde Bella e Edward tentavam, sem sucesso, focar nos livros de biologia espalhados pelo tapete. A química entre eles, no entanto, era mais forte do que qualquer ciência acadêmica.

Edward estava jogado no sofá, o livro repousando distraidamente sobre o peito, enquanto Bella estava sentada entre suas pernas, apoiada contra o estofado.

— Você está me distraindo com esse perfume, Swan — ele murmurou, fechando os olhos enquanto ela se inclinava para trás, o pescoço exposto.

— É apenas sabonete, Cullen. Você que é dramático demais — ela riu, virando-se para ele. A brincadeira morreu em seus lábios quando viu a expressão dele. Não havia humor, apenas uma fome devoradora e uma necessidade de proximidade que parecia vital.

Bella subiu no sofá, sentando-se no colo dele com uma ousadia que a nova confiança lhe permitira. Suas mãos subiram para a nuca de Edward, puxando-o para um beijo que começou como uma súplica e rapidamente transformou-se em um incêndio. O calor entre eles era palpável, uma urgência que fazia os livros serem chutados para o chão. Edward a puxou para mais perto, suas mãos explorando a curva das costas de Bella com uma possessividade febril. Eles se perderam no tempo, no som da chuva voltando a açoitar as janelas e no ritmo acelerado de seus corações.

A paixão era cega, surda e muda. Edward havia acabado de abrir a braguilha da própria calça, o calor da pele de Bella contra a dele sendo a única coisa que importava no universo, quando o som estridente de pneus de viatura freando no cascalho os atingiu como um balde de água gelada.

Click.

O som da chave na fechadura.

— MEU DEUS! — Bella saltou do colo dele com a agilidade de um felino assustado, tropeçando nos cadernos e tentando desesperadamente alisar a blusa amassada.

Edward, em um estado de pânico absoluto e adrenalina pura, tentou se recompor. Ele pegou o primeiro objeto que viu no chão ,o livro de biologia, e sentou-se ereto no sofá, o rosto mais vermelho do que Bella jamais vira.

Charlie Swan entrou na sala com o semblante exausto, a jaqueta de couro pingando água no chão de madeira. Ele parou bruscamente, seus olhos de xerife treinados para detectar anomalias escaneando a cena com a precisão de um laser. Ele olhou para Bella, cujo cabelo parecia ter passado por um furacão, e depois para Edward, que estava estático, segurando o livro com uma firmeza suspeita.

O silêncio foi mortal. Charlie estreitou os olhos, descendo o olhar para o livro nas mãos do rapaz.

— Biologia, Cullen? — perguntou Charlie, a voz perigosamente baixa.

— Sim, senhor. Matéria fascinante — Edward respondeu, a voz uma oitava acima do normal.

— Engraçado... eu não sabia que agora vocês aprendem a ler de cabeça para baixo — observou Charlie, apontando para o livro invertido. O xerife deu um passo à frente, e seu olhar caiu para o colo de Edward. Ele soltou um suspiro pesado, uma mistura de indignação e cansaço extremo, enquanto levava a mão à ponte do nariz. — E a braguilha da sua calça está aberta, Cullen. Além de estar segurando o livro de um jeito que... bom, seja mais discreto.

Edward olhou para baixo, o pânico atingindo um novo nível ao perceber o volume evidente e a calça aberta. Ele fechou o zíper com uma rapidez que quase causou um ferimento, escondendo o rosto atrás do livro novamente.

— Conversamos depois, Isabella Marie Swan — disse Charlie, lançando um último olhar de "eu sei o que você está fazendo" para Edward antes de subir as escadas, os passos pesados ecoando como sentenças. — E Cullen? Dez minutos. Depois eu desço com as algemas.

Bella caiu no tapete, escondendo o rosto nas mãos enquanto gargalhava de puro nervosismo e vergonha. Edward jogou o livro longe, encostando a cabeça no sofá e respirando fundo.

— Seu pai vai me matar, Bella. Ele vai me enterrar no quintal e ninguém nunca vai encontrar o corpo.

— Ele não vai — Bella disse entre risos, engatinhando até ele e pegando sua mão. — Mas acho que a "discrição" vai ter que ser nossa nova matéria favorita.

Edward sorriu, mas o brilho nos olhos diminuiu quando ele olhou para a porta. Ele queria aquela normalidade. Queria o medo de ser pego pelo sogro. Queria o futuro. Mas o arqueiro ainda estava lá fora, na névoa, e a flecha da verdade sobre a aposta já estava no ar, pronta para atingir o centro do alvo. Ele a apertou com força, sabendo que aqueles dez minutos eram a última fronteira de paz antes do caos.

Notas finais
E oficialmente chegamos naquele momento PERIGOSO da história…Quando tudo parece perfeito demais. 🥹 Edward feliz. Bella feliz. Charlie começando a aceitar. Os dois criando memórias simples, bobas, reais…Enquanto a verdade continua ali...Esperando. E eu preciso perguntar: COMO VOCÊS SOBREVIVERAM À CENA DO CHARLIE PEGANDO ELES?! 😭 Porque eu honestamente acho que o Edward perdeu uns 5 anos de vida naquele sofá. Comentem MUITO porque eu quero saber: qual foi a cena favorita de vocês nesse capítulo? 🤍