Notas iniciais
OLÁ MEU POVOOO! ASSGUYAGDSU
Tenho que postar correndo, tenho curso agora. *todos comemora porque não vou falar muito* q
Obrigada novamente por essas coisas lindas que leem aqui. Cês nem sabem o quanto eu as amo ♥

4.

Nem a maturidade nem o respeito se ganham com a idade.

I

As batidas contra sua porta o alertaram. O fizeram despertar em um segundo, e o fez tendo cuidado com o corpo que ainda roncava junto a ele. As batidas contra sua porta estavam se tornando um costume, e isso porque ele não era muito sociável.

Colocou uma calça de sarja e a primeira camiseta que encontrou e abriu a porta.

Do outro lado encontrava-se um garoto delgado, de cabelo grande e liso, e óculos pretos. Seus olhos eram de cor mel e os lábios finos; sem duvida era um homem muito bonito, mas não pode evitar pensar no que ainda dormia em sua cama.

–Sim? –Perguntou com toda a gentileza que conseguiu reunir depois de ser incomodado em seu doce leito.

–Você é amigo de meu irmão, verdade? Chama-se Gerard.

Frank abriu os olhos surpresos e assentiu com a cabeça, sem pensar.

–Bem, e o viu? Desde ontem a noite ele não voltou pra casa e minha mãe e eu estamos preocupados.

Frank assentiu e desviou o olhar. Esses olhos apesar de não ser como os de Gerard eram igualmente comoventes, com esse brilho terno e o ligeiro biquinho nos lábios delineados.

–Não o vi. –Disse depois de um tempo. –Mas se ele chegar aqui lhe direi que estão preocupados.

–Muito obrigado. –O homem sorriu. –Prazer, meu nome é Michael Way.

–Frank Iero.

E apertaram suas mãos. Mikey lhe desejou um bom dia e ele respondeu com um sorriso. Fechou a porta e suspirou angustiado. Era mau por querer Gerard um momento mais? Valia a pena a preocupação de uma família?

“Desde quando me tornei tão egoísta?” –Se perguntou uma vez que havia voltado para o quarto. E a resposta chegou ao vê-lo dormindo com os lençóis ao redor de suas pernas, barriga para baixo e deixando ver esse apetitoso traseiro. “Desde que te tenho”.

E, bem, tecnicamente não era seu, mas ele ia conseguir que fosse...

–---------X----------

Se aproximou, silencioso, da cama para se sentar em uma ponta. Gerard roncava ligeiramente e tinha a boca aberta. Frank se aproximou de suas pernas e as beijou com suavidade. Com gosto observou o espasmo que provocou em Gerard quando os folículos capilares de suas pernas se elevaram. Chegou até as coxas e sua língua correu o caminho até seu arredondado traseiro, que beijou e mordeu até ouvir o gemido de Gerard dando bom dia.

–Olá Gee... –Respondeu Frank, antes de lhe dar uma audível palmada, deixando essa parte de sua anatomia rosada e brilhante.

Gerard mordeu os lábios e ondulou contra o colchão tentando esconder a aparente crescente ereção.

–Como acordou?

–Aparentemente duo. –Respondeu Gerard brincalhão.

Frank começou a beijar as costas e massagear o suave traseiro, se esquecendo de Mikey, da família, e as preocupações durante todo o processo que levou para Gerard explodir em sua mão e se derramar sobre os escuros lençóis.

–E isto, sem duvida, é o melhor jeito de acordar. –Disse Gerard sorrindo e virando para beija-lo fortemente nos lábios. –Definitivamente é verdade o que dizem.

–O que dizem? –Lambeu seu pescoço.

–Você não conhece alguém até que dorme com ele. E eu pensava que você era frio, Frankie...

Frank riu um pouco, depois beijando a ponta do nariz. Não queria nomear nada entre eles, só desfrutar o calor asfixiante que o dominava cada vez que sentia os braços do maior rodeando seu corpo. Só queria deixar que o destino lhe dissesse o que uma pessoa má como ele merecia.

–Gee, seu irmão veio te buscar. –Disse de vez, tendo como resposta uma cara de pânico, então ele continuou. –Lhe disse que não havia te visto, mas sugiro que você vá logo.

Gerard assentiu e se colocou de pé, começando a se vestir.

–Certamente acreditam que fui fumar Obat. –Disse Gerard enquanto colocava a roupa de baixo.

–E você não o fez?

Frank não teve resposta, só viu a cabeça abaixar.

–Não estou te repreendendo Gerard, só quero que veja o quanto que sua família se preocupa contigo e o quão certo eles estão em ter motivos para desconfiar de você.

–Eu sei, eu... Frank...

–Acredito que você pode superar as drogas. Eu vivi sem elas por toda a minha vida e, olha pra mim, estou bem.

Gerard sorriu mostrando seus dentes.

–Como você pode, sequer, imaginar que é uma má pessoa quando dá cor a minha vida?

A cara de Frank nesse momento era de um poema, eterno vermelho e olhar tímido. Quem iria imaginar que o louquinho era, também, um poeta?

Sem ter uma resposta o único que fez foi beija-lo até perder a respiração.

Haviam brincando na ponta do precipício e não haviam almofadas sobre as qual cair. Podia ver o fim chegar bem próximo...

Se despediu sem muito formalismo. Deu adeus com a mão e foi.

II

Quando Gerard entrou em sua casa Dona servia o café da manha. Tentou brincar, dizendo que havia chego na hora cera, mas a piada foi ignorada, quase tanto quanto sua presença.

Quando voltou á mesa havia tomado banho e mudado a roupa, Donna lhe abraçou levemente antes de lhe servir ovos com bacon e Mikey beijou sua bochecha.

Ninguém disse nada.

Gerard sabia que eles sabiam, e ainda assim ninguém reclamou; nenhuma reclamação ou um sermão á mais. Era como se, tanto sua mãe como seu irmão, haviam se dado por vencidos.

–Então não vale a pena lutar por mim? –Perguntou Gerard tão baixo que ninguém o percebeu, apesar do silencio que só era interrompido pelo som dos talheres contra o prato.

–Com certeza, Gee. –Disse sua mãe. –Vi essa manha no lixo seu caderno de desenhos. O deixei sobre sua cama.

–Obrigado mamãe.

–De nada querido. Agora vou trabalhar.

Donna beijou seus filhos e saiu dali mordendo os lábios, evitando começar a chorar.

–---------X----------

–Sim Gerard, sei o que fez. Sei que fumou Obat. –Mikey falou imediatamente depois que a porta fechou. –E sim, eu disse para mamãe. A pedi que não te dissesse nada, lhe expliquei que você ia entender que talvez fosse necessário que tivesse uma ou duas recaídas mais para que pudesse superar, mas se isto é porque a tem em frente de casa, então temos que te manter com chave e cadeado.

Gerard começou a chorar, deixando de lado o prato do café da manha.

–Você sabe que te amamos, Gee, que te amamos e faríamos o que fosse por você; por isso é tão difícil para nós te ver morrer consumindo essa porcaria.

–Mikey, não voltarei a fazer. –Disse ente soluços, suplicando, porque dessa vez ele acreditava.

–Queria confiar em você Gee, mas isso você nos disse tantas vezes...

–Mas é verdade! Me sentia tão só Mikey... Tão só que a única forma de me sentir humano, e não um morto, era fumando Obat, mas eu não quero terminar como Liam. Eu não quero ficar atirado no estacionamento de um supermercado! –Mikey lhe abraçou com força. Gerard se curvou e chorou com mais intensidade. –Por Deus, o que eu fiz? Eu voltei a fumar. Me perdoa Mikey, me perdoa!

–Gerard, calma...

Mikey beijou a testa de seu irmão menor. Conhecia, graças á internet, que pessoas que haviam sido dependentes de drogas podiam ter defeitos neurológicos, ainda que isso não significava que seu irmão estava louco, mas influía em seu estado de animo, em um comportamento mais compulsivo e um pouco de autismo. Queria tratar seu irmão como o adulto de vinte e cinco anos que sabia que era; mas mentalmente não estava preparado. Era um garoto frágil e assustado que já não queria se comportar mal.

–Se é por esse vendedor Gerard...

–Não. Não Mikey! Ele... É meu amigo. Me escuta.

–Ele te vendeu Obat?

–Sim. –Apertou mais o abraço. –Mas ele me faz feliz, Mikey. Ele gosta de mim. –Ficou vermelho. –E acredito que gosto dele também.

Mikey lançou um grande e dramático suspiro.

–Quero que seja feliz, Gee, que esteja são e feliz. E volte a ser meu irmão mais velho.

Gerard o separou de seu corpo para ver os olhos de seu irmão, sempre sério, sempre inflexível. Seu irmão que agora mostrava duas gotas em suas bochechas.

–Oh Mikey, eu sou um idiota, te fiz chorar. –Beijou seus lábios. –Me perdoa. Perdoa. Te amo Mikey. Te amo muito.

Michael lhe abraçou e sussurrou um débil “também” ao fazê-lo. Era difícil se manter frio e indiferente perante a situação. Era difícil não explodir quando tudo saia do controle.

Teve que viver uma infância mais rápida e menos divertida que muitos garotos, mas não tinha rancor de seu irmão, era seu irmão mais velho e lhe daria a vida se fosse necessário, mas as vezes, como qualquer outro ser humano, Mikey Way precisava ser pequeno e se deixar ser consolado.

Só em ocasiões especiais.

III

Novamente Frank teve que trabalhar dia e noite. Big Jay, logicamente, havia se irritado pelo dia sem trabalhar, mas a fúria se apagou quando obteve o pagamento de todo o dia.

Apesar dos roubos e abusos de seu chefe ainda sobrou um dinheiro pra Frank e tempo, as nove da manha, para chegar a uma loja em especial.

Se era um dinheiro ruim ou não podia ser gastado igualmente...

IV

Gerard permaneceu na custodia de Mikey todo o dia. Estava desde de manha desenhando paisagens imaginarias e corpos nus, então seu cor de pele estava a ponto de terminar. Também o azul, o verde e o vermelho sangue. Não queria pedir um estojo novo para Mikey, não tinha coragem nem para lhe pedir que passasse o sal enquanto comiam.

Se sentia o pior irmão. Final de contas o havia feito chorar.

Agora preferia focar suas vontades em arrumar seu quarto, desenhar e pensar em Frank.

A ânsia por drogas passava em segundo plano e agora chegava a ânsia por Frank. As vezes se perguntava se seu vicio seria mais severo por um homem que por um pó vermelho. O que não explicava é porque nunca havia acontecido.

“Talvez eu estivesse drogado demais para notar. Para sentir saudade, para sentir...”.

–Gerard, tenho que trabalhar esta noite. Já vou, espero que se comporte.

–O farei, Mikey.

Ambos sorriram e beijaram ligeiramente os lábios.

–Volto mais tarde.

–Se cuida.

Pensou em cruzar o corredor e tocar em sua porta, mas não queria chatear Mikey, ainda estava muito recente sua falha e a confiança de seu irmão apenas estava em processo de recuperação. Gerard sabia que esta era uma prova para ver se ele voltava e o encontrava em casa, Mikey talvez não o perdoaria e o trancaria todas as tarde, como havia dito.

Então não, não abriria a porta, não cruzaria o corredor e não chegaria até Frank. Não importava o quanto precisava.

Voltou para a sala e tentou ver televisão. A programação, como sempre, era defeituosa e desesperante. Seu olhar se dirigia a cada cinco segundos até a porta. O quanto precisava...

Se aproximou da porta. A tocou, logo voltou.

Cinco minutos depois, fazia o mesmo.

–Frank... –Murmurou. –Frank, Frank, Frank!

E quando gritou logo encontrou a ideia perfeita. Começou a gritar com desespero, até que claramente pode escutar a porta se abrir e fechar e a sua sendo golpeada. Em menos de um segundo Frank estava em sua casa, contra sua porta, e sento beijado desesperadamente.

–Gerard... –Frank tentava falar nos lapsos em que outra língua não afundava em sua garganta. –Espera Gee...

–Não posso, Frank. Queima. –Sua boca agora traçava o delgado pescoço. –Te desejo tanto. –Sussurrou sem separar seus lábios, desfrutando do calafrio que provocou no menor. –Preciso de você.

Foram essas palavras que fizeram retornar as forças perdidas e empurrar o de cabelos negros com força, mas sem chegar a ser rude. Gerard ficou congelado a um passo do menor, com o olhar cheio de surpresa e a alma cheia de angustia e medo pela recusa de Frank.

–Não sou uma droga. –Disse Frank por fim.

–A melhor das drogas. –Respondeu com desejo, tentando cruzar o espaço que os separavam, contudo Frank voltou a recusar.

–Não Gerard. Quando te conheci você disse que precisava de Obat. E agora, você precisa de mim? Precisa de mim!

–Frank, não estou entendendo...

–Se eu não estou você continua respirando; se eu fecho os olhos e morro seu coração não parará. Se eu desapareço você continuará existindo, então, você não precisa de mim.

–Mas Frank, sim eu...

–Shhh... –sussurrou colocando um dedo sobre os lábios do outro. –Você não precisa de mim, assim como não precisa de Obat para ser divertido, espontâneo e para ser feliz... –Gerard abaixou a cabeça, entendendo logo o ponto de Frank. -Enquanto você aprende a me amar estarei aqui Gee. Se você está comido será porque você gosta de compartilhar suas necessidades comigo, não porque eu seja uma delas. Tanto a solidão que eu tenho vivido, como sua dependência, estão ruim. Mas juntos podemos mudar.

O de cabelos negro mais velho assentiu com um sorriso. Em seu cérebro, fundido com álcool e drogas, ainda restava algo que lhe permitia entender a mensagem que o menor lhe dava. Sentiu um pouco de vergonha a se ver sendo educado por um mais novo, mas as palavras de seu irmão agora tinham mais sentido: Nem a maturidade nem o respeito se ganham com a idade.

–Te comprei algo, sabe? –Disse Frank começando a caminhar novamente até ele.

–Sério? –Os olhos iluminaram.

Para o vendedor de Obat não houve algo mais lindo que ver os olhos verdes brilhar com essa intensidade.

–É serio. Mas não está comigo, o deixei, no final descobri que não tinha dinheiro suficiente. Você vai ter que esperar umas semanas. –Frank sorriu e Gerard sentiu cócegas no nível intenso em seu peito.

–Você não precisa...

–Mas eu quero. Então, agora você vai ter que esperar e receberá meu presente.

Gerard rodeou o pescoço do mais baixo com seus braços e sorrindo provou o sabor de seus lábios uma vez mais. Agora entendia que não era necessidade que sentia por Frank, podia respirar sem beijar sua boca, mas não queria deixar de fazê-lo. Isso era ruim?

–Tenho que ir.

–Você está com sono, não é? –Beijou seu nariz. –Me desculpe, vá dormir Frankie, que tenha doces sonhos.

–Porque me gritou, em primeiro lugar?

–Prometi a Mikey que não sairia. O decepcionei e o vi chorar, tenho que ganhar sua confiança de novo.

Frank assentiu com a cabeça e lambeu o lábio inferior sem deixar de olhar a vitima. Gerard abriu a boca e acariciou seu ponta de seu músculo, mas Frank ignorou e continuou acariciando o lábio, agora superior.

–Frank...

Quando Gerard abriu a boca para dizer seu nome Iero aproveitou para violar a cavidade e se entreter enrolando sua língua com a contraria, em espiral. Os braços se grudaram ao corpo, a roupa e a qualquer superfície que tivesse ao seu alcance. As costas do vendedor novamente estavam contra a porta enquanto dava puxões no cabelo do mais velho sem deixar que suas línguas se afastassem, saíram de sãs bocas, continuaram lutando, até que Frank rompeu o encontro para dar uma grande lambia na bochecha esquerda.

–Agora sim eu vou...

Gerard quis reclamar, beijar esse sorriso safado e obrigar-lhe a ficar, mas ainda estava tentando regular sua respiração quando Frank já havia ido.

V

–É incrível que ninguém faça nada. –Disse Frank.

Estava sentado no sofá da família Way, em sua sala, olhando sua televisão, ao lado de seu... Namorado?

Gerard havia decidido ver as noticias e como sempre não havia mais que roubos, assassinatos e policiais sem saber o que dizer.

–Quando eu era pequeno, –Começou a explicar para Gerard. –eu queria ser policial.

–Não faz muito tempo, verdade Frankie?

–Acho que não. –E sorriu.

Havia passado uma semana e meia desde que começou. E definindo corretamente o termo “começou” me refiro aos beijos, as caricias, as conversas e as visitas a casa de Gerard. Não podiam ser diárias, as vezes Frank ficava trabalhando e Gerard continuava com sua atitude de homem de confiança, então se viam pouco. Talvez por isso tudo estava bem, cada nova visita era um novo: Senti tanto sua falta... Suspiravam, se beijavam e viam um filmes, comiam, ou passavam o tempo se beijando, não só na boca.

Frank nunca havia tido uma relação, mas acreditava que tinha um namorado e se sentia maravilhoso. Em todas as ocasiões que Frank havia chegado a sua casa não havia visto nem a mãe nem o irmão de Gerard.

–Então, porque não foi policial?

–Ah, sim. Vamos ver, eu estava com minha grande ideia de ser policial, salvar as pessoas de todos os maus, mas logo chegou um garoto e me tirou. Então soube que não seria um bom policial. Ao que parece não era muito forte. Então pensei em ser medico e ajudar as pessoas, mudar-lhes a vida e poder fazer com que vivessem melhor.

Gerard lançou uma pequena risada abraçando-se mais a esse delgado peito. Suas pernas descansaram sobre as de Frank e sua cabeça se recostava no lugar onde ficava a união entre o pescoço e a clavícula.

–E depois?

–Depois soube que os médicos precisavam estudar muito, e eu não tinha tempo. Sempre pensava que havia tanto para fazer, tanto para muda... O mundo não ia poder esperar todos os anos de carreira. Então pensei que a melhor opção era ser presidente e então eu mandaria em todos, os ajudaria, mudaria o mundo, e não seria tão difícil.

–Você sempre pensou em mudar o mundo?

–Acredito que tem coisas más e coisas boas, mas o único em que podia pensar era em proibir o abandono de bebês em um orfanato. Não queria que ninguém sofresse. Ainda penso hoje...

–Porque você nunca ingeriu drogas? Se houvesse tido dinheiro o teria feito?

–Não acho. E você, porque o fez?

–Todos os meus amigos faziam. Bem, todo mundo faz nessa cidade. Se você não faz não é parte do grupo.

–Queria mudar isso também, sabe? Fazer entender que não pulará se o mundo pedir para que pule. Tem que fazer tudo por você, por sua segurança e seu proveito.

–Isso não é ser egoísta?

–Não. É mudar o mundo. Certamente alguém achou que as drogas eram o melhor. É tempo de dizer que as drogas matam e deixar de fazê-lo, porque se um muda o mundo pode mudar.

–Você é um sonhador, Frankie. –Beijou sua bochecha. –As pessoas são como são, o mundo é como é e uma pessoa não pode mudar isso.

–Talvez...

A conversa se interrompeu justamente no momento em que a porta se abriu. Donna chegava com o semblante chateado e três sacolas de plásticos em cada mão.

–Não pode ser, esta cidade está cada vez pior. –Donna chutou a porta para fecha-la e foi até a cozinha sem deixar de falar. –Tentaram me roubar as sacolas duas vezes. Levaram uma, onde tinha os bolos de seu irmão. É incrível! E são apenas três da tarde...

Gerard se colocou de pé em seu cômodo lugar. Frank lhe imitou e foram juntos até a cozinha, onde a loira já se movia como um pequeno furação, colocando as coisas no lugar adequado.

–Mamãe...

–Sim Gerard?

–Mamãe, olha pra mim.

Donna parou e seu olhar viajou até o rosto do desconhecido. Tinha olhos bonitos e era de estatura baixa. Usava um cabelo rebelde e roupas meio desgastadas.

–Ele é Frank. –Disse Gerard mostrando um sorriso.

–Olá senhora, muito prazer, Frank Iero. –Educado ofereceu sua mão. Donna ofereceu a sua e a apertou levemente, ainda impressionada. Sua boca continuava aberta e sabia que se arrependeria por haver sido mal educada e não responder dizendo seu nome, mas não podia acreditar que seu filho houvesse levado um amigo para casa.

–Podemos convida-lo para jantar mamãe?

–Não Gerard, não tem porque fazer. –Disse Frank olhando para seu filho e colocando as mãos no ar como se procurasse uma trégua. Gerard começou a insistir e ela teve que se segurar na mesa quando viu o sorriso de seu filho.

–Fique. –Disse por fim. –Por favor, Frank, será um prazer te ter como convidado.

Perante suas palavras o garoto não falou. Simplesmente sorriu e Gerard também. Agradeceu a sua mãe e seus olhos brilharam, Donna teve que virar para não começar a chorar. Seu Gerard estava de volta.

Foi impossível segurar o pranto porque teve que começar a picar a cebola para ter um pretexto.

–Frank, espere para ver meus mais recentes desenhos, alguns lápis estão terminando, mas... –A voz de seu filho desaparecia, mas Donna a escutava tão animada como não havia estado desde... Anos.

Levantou seu olhar para o céu e agradeceu pela existência de Frank e por ser tão bom para seu Gerard.

–---------X----------

No próximo...

5.

Sou só Gerard, e pela primeira vez em muito tempo eu gosto de ser só isso.

E com Frank montado em cima de si com entrega, desespero e muito movimento no colchão ambos chegaram a um eletrizante e incrível e soluçante orgasmo que liberou sêmen e um inconsciente e silencioso “Te amo” quicando ainda dentro de sua cabeça, peito e extremidades.


Notas finais
Respondo os reviews quando voltar, ok? Ok. TENHAM DÓZINHA DO GER, GER. ;-; qq