Legião da Galáxia

1 Grupo de exploração K175


Notas iniciais
"É possível cometer nenhum erro e ainda perder. Isso não é uma fraqueza, isto é a vida."

- A nave vai entrar na atmosfera do planeta em 15 minutos pessoal, melhor se prepararem – falou a voz grossa da piloto Mérida.

- Então pessoal – começou Konan o líder do grupo de exploração K175 da Tropa Legionária, estavam todos reunidos na sala de reuniões da nave – A gente foi designado para uma missão de resgate de uma nave de droides de analise -.

- sério? Saímos de Alukart para resgatar uma nave-fing? Não me alistei na Legião para esse tipo de trabalho – começou Stynx, uma Argonoide do planeta Astron -.

- Você não precisa ir Stynx, acho que somente quatro de nós é o suficiente, vamos ter que usar as roupas de contenção, o planeta possui oxigênio, mas muito pouco e o ar e cheio de enxofre então, usem a proteção e por precaução vão todos armados -. Terminou o líder indo colocar as roupas.

- Estamos entrando na Exosfera do planeta, a partir de agora se segurem pessoal – falou a copiloto Mimi.

Enquanto a nave entrava no planeta, foi decidido que dos cinco agentes de campo apenas Stynx não iria. O grupo então ficou composto por Konan, o líder; Galk, uma Bolturiana especialista em combate corpo a corpo; Pityon, um hibrido humanoide com características de lagarto, crescido e criado em Vortax e Ey, garoto glamuriano especialista em geografia e biocientologia.

- Ok agora que a nave pousou, vou explicar novamente a missão, vamos pegar a nave-fing com os droides e procurar o droide de conhecimento número CF23 que não está mais mandando sinal, se alguma coisa ocorrer ou sentirmos qualquer tipo de perigo voltamos para a nave imediatamente. – terminou Konan olhando para todos.

Foram para a porta de carga da nave, todos devidamente vestidos e armados. A porta lentamente foi abaixando deixando entrar todo ar daquele planeta novo que ainda tem muito para crescer, os quatro foram saindo da nave com bastante cautela. O solo do planeta era muito parecido com o dos planetas verdes, sua vegetação era composta principalmente por plantas rasteiras e grandes arvores de tronco negro e folhas anil, a gravidade do planeta era um tanto incomoda como se suas cabeças estivessem sendo puxadas para o chão. A nave se fechou atrás deles. Konan tomou a frente do grupo.

- Ok, a nave- fing está a 14 metros daqui – disse ele olhando seu regulador de distancia no pulso esquerdo.

- então vamos indo, quando mais rápido sairmos desse lugar melhor- falou Galk.

- ha G vai falar que isso não te fascina, esse planeta ainda está em evolução, talvez essas plantas sejam os primeiros seres vivos dele -. Começou Ey.

- hak n’a eig tro yin – falou Pityon na língua de Vortax.

- não é justo a única que entendi Vortax aqui é a Galk, o que ele disse G? – perguntou Ey.

- Disse que se você me chamar de “G” de novo eu vou te dar um soco nessa cabeça branca e careca que você tem -. Respondeu Galk sarcástica.

- Ok pessoal, foco na missão, vamos indo – falou Konan.

Foi quase uma hora para conseguirem achar a nave-fing, uma nave pequena e esférica mandada com pelo menos cinco droides para estudar novos planetas, depois que os droides coletam todas as informações necessárias eles retornam a nave que retorna a base de estudos e inteligência da Legião da Galáxia.

- Bom aqui está, há apenas quatro droides, era para a nave ter partido a mais ou menos uma semana, mas ela só pode partir se todos estiverem acoplados nela -. Falou Konan olhando os dados no mini configurador da nave.

- Então temos que caçar o quinto droide, não deve estar ...- .

- VIRAM ISSO? – Gritou Ey, interrompendo Galk.

- Eu vi, parecia alguém correndo, era rápido – falou Konan. Neste momento estavam todos em posição de ataque com suas armas apontadas para as arvores negras ao redor deles.

- Não é possível ter vida inteligente neste planeta, é muito cedo, ele é muito novo – Disse Ey armado com pistolas de feiches.

- Olha o que faremos: Ey você volta para a nave junto do Vortax, passa as coordenadas de onde a Nave-Fing está para Mérida e a Mimi, fala para elas rebocarem a Nave-Fing para dentro da nossa Nave, eu e a Galk iremos procurar o droide perdido.

- Mas você disse que se acontecesse alguma coisa era para nós retornarmos a nave imediatamente. — disse Ey.

- Eu sou o líder desta equipe e estou te dando uma ordem – falou Konan agora olhando diretamente para Ey.

Assim Ey e Vortax retornaram o caminho e Konan e Galk continuaram a caça ao droide, prontos para atacar se alguma coisa passasse por eles novamente.

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Mimi saiu do banheiro e foi para a cozinha da nave comer alguma coisa. Por ser a única humana junto de Konan na nave era bem raro alguém estar na cozinha, à maioria deles se alimenta de comidas já prontas ou de pílulas vitaminadas, mas Mimi se assustou em ver Stynx ali sentada na mesa de refeição.

- Tá fazendo o que aqui? – perguntou Mimi se sentando no banco de fronte a Stynx.

- Nada, só pensando – falou Stynx segurando um livro cheio de gravuras e letra das quais Mimi não entendia.

- Você tem feito isso bastante não é? – Perguntou Mimi, automaticamente se arrependendo de ter feito uma pergunta tão boba.

- Por que você entrou para a Legião? – perguntou Stynx de repente, surpreendendo Mimi.

- hã, eu sempre achei a legião o máximo, meu pai é um mecânico em marte então de vez em quando algumas naves aparecem lá, quando eu era pequena, eu adorava quando eles apareciam, todos com seus trajes de legionários, contando suas historias de exploração e batalhas – Mimi parou um pouco e meio que sentiu uma tristeza muito grande de repente – Daí quando fiz 15 anos me inscrevi no concurso de mecânica da legião, fui um dos 25 colocados do sistema solar terrestre, foi o dia mais feliz da minha vida e do meu pai -. Terminou Mimi dando um sorrisinho.

- quando eu passei no concurso para cadete também foi o dia mais feliz da minha vida – começou Stynx olhando o céu verde do planeta desconhecido pela janelinha da cozinha – mas agora, parece que nada faz sentido, provavelmente serei uma exploradora para sempre, resgatando droides e perambulando por pobres planetas anões, quase toda a galáxia já foi descoberta ou explorada, nossa equipe é só mais uma entre outras e nunca teríamos permissão para explorar fora da zona da Legião – Stynx não teve tempo de terminar a frase, estava congelada com o som estridente dos gritos de Mérida pelo comunicador central da nave.

— O que diabos foi isso? – Falou Mimi de pé e visivelmente assustada.

- Eu não faço ideia mais seja o que for não é coisa boa – Stynx se levantou e foi em direção à saída da cozinha enquanto tirava do bolso uma faca de vidro âmbar – vá para os quartos de contenção e só abra se for eu ok?

- Mas e você? O que vai fazer? E a Mérida? — .

- Vou ver o que houve com a Mérida, ela pode só ter tomado um susto sei lá, não se preocupe eu sei me virar, agora vai -.

Mimi saiu para o corredor norte que leva as salas de contenção enquanto Stynx foi pelo corredor sul que dá diretamente para a sala de controle. Mal sabiam elas que já estavam condenadas.

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Cassandra estava concentrada revisando todos os sistemas de analise das naves que lhe foram mandadas quando Ismivoel e Arant entraram na sua sala como duas balas e começaram a fechar as cortinas de ferro do lugar. Depois de todas fechadas ligaram o grande telão acoplado em uma das paredes e colocaram um fiolter de informação no leitor de mensagens.

- Senhora antes de tudo me desculpe muitíssimo, mas precisamos que a senhora veja isso. – Começou a Altuir Ismivoel, era muito difícil para Cassandra brigar com Ismivoel, ela era uma ajudante muito dedicada e uma Legionária exemplar. – Hoje as 2:00 horas do horário terrestre, uma nave de exploração chegou aqui na base de treinamento da Legião.

- Mas e daí naves de exploração constantemente pousam aqui para descanso, passar informações e afins – disse Cassandra impaciente – Vá ao ponto, por favor.

- Bom, essa nave chegou vazia senhora, quer dizer não completamente vazia, dentro dela foi encontrado o corpo de três legionárias, uma piloto, uma mecânica e copiloto e uma exploradora. -.

Cassandra levou um choque, naves exploradoras da legião não sofriam um ataque há quase 20 anos. Um assassinato de exploradores é inconcebível na galáxia.

- Não sabemos o que aconteceu com o resto da tripulação, mas de acordo com os nossos dados, a missão deles era recuperar uma nave- fing.

Cassandra estava sem fala, quem faria isso? Piratas? Não, piratas não matam apenas roubam, mas então quem foi?

- senhora – disse Arant o androide – temos um vídeo retirado das câmeras de vigilância – o androide apertou um botão no leitor e o vídeo começou a rodar no telão.

Lá estava Mérida sentada aparentemente dormindo em uma das cadeiras da sala de controle, quando uma criatura negra com braços longos e cinzentos a abraçou pelas costas durante algum tempo e então retirou sua cabeça. O vídeo corta para uma segunda cena novamente na sala de controle, Stynx sem o braço esquerdo, apertando alguns botões no painel com o braço que restava quando derrepente alguma coisa a puxa para fora do campo de visão da câmera, e o vídeo corta novamente, aparece o rosto de uma humana, olhando diretamente para uma das câmeras da nave, com feições de desespero e na língua oficial terrestre ela diz: A LEGIÃO CONDENOU TODOS NÓS. As imagens ficam borradas e o vídeo termina.

- Parece que todas as outras gravações foram apagadas, a senhora está bem? – Perguntou Ismivoel

- Mas é claro que não, quero que entre em contato com o conselho legionário e peça uma reunião imediatamente, também quero peritos da inteligência na nave agora e quero.. — .

- senhora tem mais uma coisa -. Falou Ismivoel com bastante preocupação — o Líder do grupo de exploração, um dos tripulantes que não sabemos o paradeiro, ele tem um irmão, cadente aqui na base.

- Mais essa agora. E os outros possuem parentes? -.

- Apenas três possuem família, todos os outros os pais já se foram ou eram órfãos – Respondeu Arants.

- Ok entrem em contato com as famílias – Cassandra se levantou da mesa e abriu as cortinas da sala – Mais uma coisa não quero que isso vaze na base estão me ouvindo, quero que mantenham segredo -.

- Sim senhora! – respondeu os ajudantes em uníssono e se retiraram apressados.

Desde que tornara diretora da Base de treinamento da legião Cassandra tem estado preocupada. Desde que a guerra estelar terminou uma onda de calmaria muito grande tomou a galáxia, seria esse o inicio de alguma outra coisa, outra guerra? Mais mortes? Isso ela não podia saber, mas o que Cassandra sabia é que esse trágico acontecimento terá vários efeitos colaterais. E o primeiro efeito vai começar ali mesmo na base de treinamento da Legião da Galáxia.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.