P.O.V. Jace.

Eu me sinto o Romeu. Tudo bem que eu não tenho jeito para ser romântico, mas estou me referindo ao fato de estarmos em guerra e de eu estar completamente, incondicionalmente e irrevogavelmente apaixonado pela filha do nosso rival.

—Vai me dizer o que está te perturbando meu filho?

—O que você faz quando se apaixona por uma pessoa que você deveria matar?

—Você é um Shadowhunter e ela é uma abominação. Aquele ser que tem o rosto de Clarissa Morgenstern não deveria existir.

Então, o anjo Daniel entra pela janela.

—E o que você acha que sabe sobre o que deveria ou não existir?

—Pelo Anjo! É... um anjo de verdade.

—Arcanjo, na verdade. Mas, isso não vem ao caso.

—O que está fazendo aqui?

—Eu vim ver a história se repetindo.

—História se repetindo?

—Um garoto e uma garota que são a alma gêmea um do outro, entretanto há uma guerra e está cada um de um lado. Se eu encontrei uma brecha numa maldição lançada pelo próprio criador... o que te faz pensar que toda essa besteira vai ficar no seu caminho? Eles só vão ficar no seu caminho, se você permitir.

—Ficar no meu caminho?

—No seu caminho? Você ainda acha que é a protagonista desta história?

O anjo riu.

—Essa história é dele. Você e todos os outros são meramente o conflito que torna tudo interessante. O obstáculo que se interpõe entre dois destinos.

—Qual é a relação entre Katherine Mikaelson e a Clary?

—Não é óbvio?

—Na verdade não.

—É ela. É a alma dela. Mas, para deixar tudo mais divertido, ela está mudada, se quer se lembra de você. Mas, é ela. É a alma dela.

—Espera, tá me dizendo que a Katherine é a Clary?

—Essencialmente, é isso ai mesmo.

—E porque Deus, permitiu que uma criança como essa viesse a existir?

—Para dar um basta.

—Um basta em que?

—Em vocês.

—Deus a criou, para destruir os Shadowhunters?!

—Eu não disse nada sobre destruir. Foi você que presumiu isso.

—Porque essa criança existe? O que significa dar um basta?

—Você se acha tão importante. Mas, você é uma gota no oceano.

O anjo respondeu e saiu voando pela janela.

—O que isso quer dizer?

—Eu não sei. Bom, acho que sei.

—E o que você acha que significa?

—Talvez, seja a maneira do anjo dizer que Deus está fulo da vida porque abusamos do nosso poder. Porque, nos colocamos num pedestal. Sei lá.

P.O.V. Kat.

Eu não deveria sentir isso. Mas, desde o primeiro momento em que coloquei meus olhos nos dele, nele... me sinto atraída por ele.

—Kat. O que foi?

—Eu acho que o amo.

—Ama quem?

—O caçador. Eu sei, é burrice e talvez seja coisa da minha cabeça, mas desde o primeiro momento em que eu o vi. Quando ele trombou comigo lá na entrada da boate eu me sinto atraída por ele. Como se estivéssemos ligados, conectados. Sei lá.

—Não é burrice. A gente não escolhe quem a gente ama.

Cá estou eu sentada no colo da minha mãe chorando.

—Vai dar tudo certo. Você vai ver.

P.O.V. Imogen.

Os outros shadowhunters estão cientes de que os submundanos tem um Arcanjo do lado deles.

—Porque um Arcanjo apoiaria uma iniciativa contra a Clave?

—Ele disse que o nascimento da nova versão da Clary tem algo á ver com um plano de Deus.

—Que plano?

—Eu não sei. Só o que arcanjo disse foi que Deus quer dar um basta.

—Em que?

—Aparentemente, em nós.