Left Behind

16 Capítulo 16 - I'll See You Soon


Notas iniciais
Hello pessoas bonitas! Assim, eu queria agradecer pela paciência de vocês por não terem abandonado a fic ainda, mesmo eu demorando séculos pra postar! Acontece que esse capítulo já tava quase pronto e aí meu computador quebrou e ficou uns dias no conserto. Quando ele voltou eu não sabia mais como continuar, e aí eu fiquei muuito tempo com um bloqueio maldito de criatividade até que hoje eu consegui finalmente terminar o capítulo! Mas eaí, o que vocês acharam do primeiro episódio da sétima temporada? Não vou comentar muito porque se não vou acabar soltando spoilers - o que é bem chato pra quem não viu ainda - mas eu acho que acabou valendo a pena toda a espera. Pra mim foi um dos melhores - e mais tristes - episódios de TWD e me fez lembrar porquê eu gosto tanto dessa serie. Sem mais demoras vamos ao capítulo né, Enjoy ♥

Capítulo 16 — I'll See You Soon

S A M

Minhas mãos apertavam involuntariamente as barras de ferro que me separavam da queda livre. Respirei o ar frio da manhã, porém era como se houvesse uma grande quantidade de nada invadindo meus pulmões… Meus olhos captavam cada detalhe da paisagem à frente; as árvores, o gramado, a estrada de terra e as dezenas de errantes abaixo; nada viam, porém. Tudo o que preenchia minha mente era a imagem de minha irmã. Estaria viva? O que poderia ter acontecido para que estivesse demorando tanto? Juntei as mãos, cruzando os dedos uns nos outros enquanto apoiava os cotovelos no cercado de ferro.

— Um dia e uma noite — lembrei, engolindo em seco.

— Sam… — Beth fechou o caderno em que rabiscava. Virei-me para ela, tensa.

— Eles estão bem — repeti pela quinta vez, balançando a cabeça, como Beth havia me dito para fazer. — Mas e se não estiverem? E se…

— Você precisa se acalmar — disse ela com serenidade. — Glenn e Maggie estão procurando por eles, tenho certeza de que vão estar de volta antes do entardecer.

Encarei-a, não conseguindo compreender como conseguia manter a calma tão facilmente. Voltei-me então para a paisagem, buscando qualquer sinal de movimento na estrada de terra. A visão da torre de vigia era bastante favorável e era o único lugar em que eu conseguiria ficar enquanto Ellie não chegasse sã e salva.

— Eu não devia ter deixado ela ir… — reprimi a mim mesma, fitando o chão sob meus pés. — Eu sabia que não devia…

— Sam…

— Não, Beth, eu não consigo dizer isso de novo!

— Não, olha — ela apontou para baixo, não parecendo mais tão calma.

Segui a direção com os olhos e senti o coração pulsando forte em meu peito quando avistei os dois veículos se aproximando com uma motocicleta na dianteira.

Imediatamente corri para o interior da torre e puxei o alçapão, pulando para os degraus. Desci as escadas rapidamente com Beth em meu encalço e empurrei a porta de ferro, saindo para o pátio.

— Rápido! — Gritei para Beth que correu para puxar as cordas e abrir o primeiro portão enquanto eu empurrava o segundo.

Carol, que vinha correndo em nossa direção nos ajudou a eliminar os errantes mais próximos e a fechar os portões quando os veículos passaram. A caminhonete parou apenas para que um grupo de quatro pessoas pulasse da traseira; com alívio percebi que Ellie era uma delas. O carro acelerou pelo campo em direção aos blocos de cela enquanto Glenn e Maggie desciam do outro veículo.

Corri para Ellie e imediatamente a abracei, surpreendendo-a.

— Ei, calma aí — riu ela. — Até parece que gosta tanto assim de mim.

Segurei-a pelos ombros notando suas roupas manchadas de sangue seco.

— O que aconteceu? — perguntei exasperada, olhando dela para Carl e em seguida para as duas mulheres que também haviam descido da caminhonete.

Ela e Carl se entreolharam.

— É uma longa história…

— Encontramos outro grupo — Daryl se aproximou com Glenn e Maggie. — Um deles foi mordido. Sua irmãzinha cuidou dele.

— O que quer dizer com isso? — Soltei-a, voltando a olhar todo aquele sangue em sua blusa. — O que você fez?

— Eu… Amputei o braço dele — respondeu ela, tensa.

— Você o quê?!

— Eles devem estar precisando de ajuda então — apressou-se Carol. — Vamos, Beth.

A garota a seguiu, assim como Maggie.

— Funcionou? — Perguntei. — Ele não vai se transformar?

— Eu acho que não, mas, Sam, não é só isso… — ela me encarou por alguns segundos como se estivesse prestes a me dar um notícia terrível. — O homem que foi mordido é o tio do Isaac, John.

Tive a sensação de ser acertada por um balde de água fria. Dei um passo para trás.

— John? — repeti. — Então…

— Isaac e Melissa estavam com ele na caminhonete.

— Isaac está vivo? — perguntei retoricamente, sentindo um sorriso involuntário se formando em meus lábios.

— Pois é… Mas devia dar um tempo para ele, sabe, o tio acabou de perder um braço e… Ele está pior do que eu achei que ficaria.

— O que? Não é como se eu fosse entrar lá e pular em cima do garoto… — balancei a cabeça, porém Ellie me lançou um sorriso malicioso. — Para com isso. Eu vou vê-lo quando estiver pronto.

— Claro, faça como quiser.

— Eu só não entedi ainda porque demoraram tanto.

— Ficamos cercados — dessa vez foi Carl quem respondeu. — Havia muitos errantes e tivemos que fugir e passar a noite em uma das casas.

— Mas isso não importa — Ellie balançou a cabeça. — Estamos aqui, não estamos? E mais vivos do que nunca. Agora se me dão licença, eu preciso trocar essas roupas.

Ela se virou e começou a se afastar.

— Ei Ellie, só mais uma coisa — chamei-a. — Você nunca mais vai sair em uma busca.

— Não me diga — disse, nada surpresa, e seguiu pela pequena encosta com Carl.

Demorei a me deixar relaxar e me dar conta de que tudo estava bem. Ellie estava a salvo, assim como o restante do grupo. Havia algo, porém que me intrigava…

Olhei para os altos prédios da prisão; Isaac estava lá dentro. Por alguns momentos tudo o que preencheu minha mente foi a noite em que fugimos de Woodbury, mais precisamente, o momento em que o abracei antes de partir… Por algum motivo irracional aquela lembrança me causava cócegas no estômago.

Balancei a cabeça e decidi seguir para o bloco de celas, pensando durante o caminho como agradeceria Isaac pelo que havia feito por nós. Praguejei mentalmente, não encontrando as palavras certas. Seria tão mais simples se ele apenas soubesse de minha gratidão, sem nada ter de ser dito… Talvez ele soubesse, afinal, mas mesmo assim eu me sentia na obrigação de dizer algo.

Mudei de direção, para o refeitório, eu precisaria de mais tempo para pensar, e acabei por encontrar Beth atrás de uma das bancadas juntando ingredientes e enlatados.

— Ei, o que está fazendo?

— Vou preparar algo para comerem — respondeu ela. — Sabe, o novo grupo. Eles devem estar famintos depois de tanto tempo na estrada.

— Achei que ia ajudar Carol.

Ela alcançou uma faca e começou a abrir as latas.

— Não tem muito como ajudar… Papai disse que ele precisa repousar.

— Você acha que ele vai se recuperar? — perguntei. Eu mal podia imaginar como seria para Isaac passar por isso. Pelo pouco que sabia, seu tio representava uma figura paterna para ele.

— Acho que sim — Beth respondeu esperançosa. — Papai se recuperou da perna amputada. Acho que ele só precisa de um tempo.

— Certo… — olhei para os lados, sem livrar os ombros da preocupação. — Você precisa de ajuda?

Beth sorriu.

— Claro. Você pode acender o fogo. Incrivelmente aquele fogão velho da cozinha ainda funciona. — Ela me empurrou uma caixinha de fósforos.

Dirigi-me à cozinha mal iluminada e girei um dos botões do fogão, acendendo um fósforo logo em seguida e colocando-o rente à boca. Na terceira tentativa as chamas iluminaram o ambiente.

Beth indicou uma panela pequena com um pouco de água ao lado; coloquei-a sobre o fogo baixo e observei a minúsculas bolhas de ar formando-se no interior da panela. Assim que a água começou a ferver a garota se aproximou e despejou o conteúdo dos enlatados no recipiente, misturando tudo com uma colher e jogando um pouco de sal aqui e ali.

Observei pela janela da cozinha Melissa se aproximando com uma das mulheres desconhecidas, sendo acompanhada também por Carol, que as guiou até uma das mesas.

Ergui-me da ponta dos pés para pegar duas tigelas de plástico nos armários altos. Beth despejou o ensopado nos recipientes e me entregou duas colheres. Segui então de volta para o refeitório, dirigindo-me à mesa onde as três mulheres se acomodavam. O rosto de Melissa iluminou-se ao me ver.

— Samantha… — Ela me dirigiu um sorriso triste.

Pousei as duas tigelas na mesa e ela segurou minha mão.

— Como está, Melissa? — perguntei cordialmente. — Estou feliz que esteja bem.

— Ah, mas não estaríamos sem vocês. Se não fosse por sua irmã, não sei o que seria de John.

— Sinto muito por isso.

— Obrigada. Está tudo bem agora, ele está se recuperando. — Ela fez uma pausa. — Devia ir até lá. Isaac vai ficar feliz em te ver.

Balancei a cabeça, desviando o olhar para a outra mulher. Eu não sabia se ele ficaria exatamente feliz…

— Esta é Joyce — Melissa apresentou. — Ela tem uma filha na sua idade, Barbara.

— Tenho certeza de que vão se dar muito bem — Joyce sorriu. — E nós precisamos agradecer, vocês todos estão sendo muito gentis conosco.

— Acho que é o mínimo que podemos fazer — dircecionei o olhar para Melissa. Eu não sabia se Isaac havia lhe contado que salvara nossas vidas. — Bom, aproveitem a sopa, vocês devem estar famintas — comentei, já me afastando. — Se precisarem de algo vou estar na minha cela.

Depois de mais agradecimentos de Melissa consegui seguir caminho para o bloco de celas.

Adentrei o corredor longo e escuro, passando por diversas celas vazias, e outras que acomodavam os antigos habitantes de Woodbury. Tentei a manter a cabeça erguida e a visão focada no caminho em frente, porém ouvi uma voz baixa e familiar vinda de uma das celas. Aproximei-me lentamente sem fazer barulho e espiei o interior do aposento. Meu coração bateu duas vezes mais rápido quando notei que era a cela em que John repousava, porém ele não estava sozinho. Isaac estava sentado de costas para a entrada e ao lado de uma garota de cabelos escuros; repousava a cabeça em seu ombro enquanto ela acariciava seus cabelos cor de areia lentamente. No beliche, John dormia com a metade do braço enrolada em ataduras ensanguentadas.

Perdi-me no silêncio por vários segundos enquanto observava Isaac tão próximo da garota, e de alguma maneira aquela visão me incomodava profundamente. Eu queria chamá-lo, conversar sobre tudo o que havia acontecido desde a última vez que o havia visto, porém não imaginava encontra-lo daquela maneira. Não parecia o momento certo para incomodá-lo.

Desviei os olhos e decidi continuar, dirigindo-me a minha cela. Eu poderia ir até lá depois, quando estivesse sozinho.

Sentei-me de praxe no colchão e passei a mão pelos cabelos. Parte de mim sentia uma grande antipatia pelo que acabara de visualizar, enquanto a outra parte tentava entender a razão daquele sentimento. Afinal, não havia nenhum motivo para sentir ciúmes do garoto, não havia absolutamente nada entre mim e Isaac, e eu jamais desejara que tivesse.

Ouvi passos se aproximando do lado de fora e logo Daryl postou-se em frente à porta; ergui o rosto notando que ele trazia algo escondido atrás do corpo.

— Está ocupada? — perguntou.

— Entediada — corrigi-o, tentando não demonstrar nenhum rastro de emoção nas feições. — O que você tem aí?

Ele tirou as mãos de trás das costas, mostrando um violão clássico de aparência antiga, com alguns riscos na madeira e adesivos colados. Minha boca abriu-se em um sorriso, não conseguindo me conter.

— Ouvi dizer que sabia tocar — disse ele, entregando-me o instrumento.

Peguei-o sentindo o familiar peso e sendo bombardeada por diversas lembranças. Ergui o olhar para Daryl, sem palavras.

— Você trouxe… pra mim? — perguntei, era óbvio, porém eu não conseguia acreditar. Tocar violão sempre foi uma das poucas coisas de que eu realmente gostava, mesmo antes de tudo acontecer. Costumava passar horas perdida no som das cordas. Daryl apenas balançou a cabeça positivamente, comprimindo os lábios.

— Você precisava se animar um pouco — comentou, puxando uma cadeira e se sentando.

Posicionei-o sobre o joelho deslizei os dedos pelas cordas, sentindo-as vibrar e produzir um som suave. Afinei-o em poucos segundos e logo estava perfeito.

— Obrigada — falei, com sinceridade. Talvez aquilo fosse exatamente o que estava precisando. Depois de Woodbury e de todas aquelas alucinações sem sentido, as quais havia compartilhado com Daryl. Ele poderia não saber o que era passar por aquilo, mas com certeza entendia melhor que todos os outros ali.

Toquei uma melodia rápida, a primeira que consegui lembrar e coincidentemente a primeira que havia aprendido.

— Quem te ensinou a tocar? — perguntou Daryl após a última nota.

— Meu pai — respondi, tentando controlar as emoções em meu interior. — Ele me ensinou quase tudo o que eu sei.

Daryl olhou-me com uma expressão indecifrável antes de se levantar.

— Ele deve ter orgulho de você — comentou antes de se retirar.

*

Já passava do meio-dia quando soltei o violão e voltei aos corredores. Há pouco Beth aparecera em minha cela, dizendo que as pessoas estavam começando a se reunir para o almoço e que Daryl havia conseguido abater um cervo em sua caçada.

Diminuí o ritmo dos passos quando a cela de Isaac começou a ficar próxima. Cedo ou tarde eu teria que vê-lo, não podia adiar isso por muito tempo. E aquela parecia ser a hora perfeita.

Ele estava sozinho dessa vez, olhava para o tio adormecido, parecendo ter a mente perturbada por milhões de pensamentos. Estava de pé e mais alto do que eu me lembrava e os cabelos não estavam tão rebeldes como costumavam ser, talvez pelo fato de estarem um pouco mais curtos. Aproximei-me, engolindo em seco.

— Isaac?

Ele pareceu despertar do transe em que se encontrava e ergueu o olhar para mim, porém levantou as sobrancelhas e assumiu uma expressão de surpresa, como se não esperasse por isso.

Abri a boca para falar algo, porém a fechei, repetindo o processo duas vezes antes de aceitar que eu realmente não sabia o que dizer.

— Oi Sam — disse ele com simplicidade após se recuperar da surpresa inicial.

— Como está o John? — perguntei. — Eu devia ter vindo assim que soube, me desculpe.

Ele olhou para trás, para o tio, e então retornou para mim.

— Ele está bem. Hershel está cuidando dele.

— E como você está?

Ele balançou a cabeça e riu sem humor.

— Estou bem, eu só… — ele olhou ao redor — ainda não me acostumei com isso.

— Isso? — repeti.

— Há algumas semanas eu estava atirando contra essas pessoas. E agora estou aqui.

— Não foi culpa sua — tentei consolá-lo.

— É eu sei, não estou reclamando nem nada, é só… estranho. — Ele suspirou. — Mas fiquei feliz em saber que estava bem. E viva.

— Não estaria se não fosse por você — lembrei-o. — Eu queria agradecer por…

— Isaac? — chamou uma voz feminina. Olhamos para o lado e a garota com que ele estava mais cedo se aproximava; trazia uma toalha com a qual enxugava os cabelos.

— Ah, Barbara, esta é a Sam — ele apresentou. Minha apatia por ela apenas aumentou; eu não gostava de ter a fala interrompida e muito menos pela tal Barbara.

E aí — ela se aproximou. — Eu estava no chuveiro, que por sinal é muito bom. Há tempos não tomava um bom banho.

— Agradeça ao Rick por isso — comentei, com a voz involuntariamente mais rígida que o comum. Ela pareceu surpresa com meu tom.

— Rick... Certo... — Disse, sem graça. — Me desculpe por ter interrompido, eu só ia dizer que nos chamaram para o almoço.

Por alguns poucos segundos me arrependi por ter sido grossa com a garota.

— Não se preocupe você não interrompeu nada... Eu estava indo para lá também, não quero me atrasar — comecei a me retirar.

— Certo, nos encontramos lá — disse Isaac antes que eu virasse de costas e seguisse pelo corredor.

Encontrei Carol no caminho para o refeitório e a ajudei a carregar dois baldes com água fresca até o local. O aroma da carne assada imediatamente invadiu minhas narinas e fez com que meu estômago implorasse por comida. Maggie e Beth começaram a servir a todos à medida que o grupo se reunia nas mesas espalhadas. Encontrei Ellie sentada juntamente a Carl e para a minha surpresa, ela carregava meu novo violão e tocava algumas notas aleatórias.

— É muito difícil tocar esse negócio — reclamou ela. — Meus dedos já estão doendo.

— Esse negócio tem um nome — comentei, sentando-me ao seu lado.

— Por favor ensine ela a tocar — pediu Carl com as mãos nos ouvidos.

— Se está tão ruim assim porque você não tenta? — Ellie empurrou o violão para Carl, que o pegou desajeitadamente.

Ele segurou algumas cordas com a mão esquerda e dedilhou-as com a direita, produzindo um som agudo e totalmente desafinado. Ellie fez uma careta.

— Faça o favor de nunca mais encostar em nenhum instrumento — ela o pegou de volta, arrancando uma risada de Carl.

— Não foi tão ruim assim — consolei-o, porém ele balançou a cabeça.

— Não, foi péssimo.

— É, acho que já chega de música ruim por hoje — Ellie me entregou o violão. — Sua vez, Sam. Manda ver.

— O que? Você quer que eu toque?

— Não, eu quero que jogue ele no chão e pise em cima — ela revirou os olhos. — É claro que é pra tocar.

— Seria bom ouvir isso — comentou Michonne na outra mesa, apreciando a carne do cervo.

— Talvez depois — falei, envergonhada.

— Ah, vamos lá — insistiu Maggie, se aproximando com um prato nas mãos e sentando-se ao lado de Glenn. — É só uma música. Beth te ajuda a cantar, não é?

A loira sorriu e de repente notei que havia muitos olhares sobre mim, inclusive o de Isaac que acabara de adentrar o aposento acompanhado de Barbara. A última coisa que eu queria fazer era cantar e tocar na frente de todos, porém o grupo parecia muito propenso a ouvir uma melodia.

Suspirei, ajeitando o instrumento e comecei a dedilhar as cordas, dando origem a um som lento e agradável. Um pouco nervosa, comecei a cantar para acompanhar a música; eu não era a pessoa mais afinada do mundo:

So you lost your trust,

And you never should have, you never should have,

But don't break your back,

If you ever see this,

Don't answer that.

In a bullet proof vest,

With the windows all closed,

I'll be doing my best,

I'll see you soon

In a telescope lens,

And when all you want is friends,

I'll see you soon.

So they came for you,

They came snapping at your heels,

They come snapping at you heels,

But don't break your back,

If you ever see this,

Don't answer that.

In a bullet proof vest,

With the windows all closed,

I'll be doing my best,

I'll see you soon,

In a telescope lens,

And when all you want is friends,

I'll see you soon,

I'll see you soon.

And oh you lost your trust,

And oh you lost your trust,

And oh don't lose your trust,

And oh don't lose your trust.

Quando terminei, notei que o ambiente parecia muito mais agradável. Tudo o que estava lá fora, toda a morte e a tristeza havia desaparecido. Acima de todos, Isaac olhava-me fixamente, porém desviou as orbes escuras quando encarei-o de volta.

Depois de muitos elogios e pedidos para uma outra canção consegui me servir da carne do cervo e acalmar meu estômago. Já não me sentia mais tão deslocada em meio ao grupo, nem mesmo os antigos habitantes de Woodbury conseguiam me fazer lembrar dos tempos ruins, pelo contrário, apenas completavam aquela divergente família de sobreviventes, da qual eu, pela primeira vez, senti-me grata por fazer parte.

Notas finais
Capítulo meio rápido, eu queria mostrar a visão da Sam sobre essa nova adaptação agora que as tretas com Woodbury acabaram, epero que tenham gostado. A música que a Sam tocou é do Coldplay e se chama See You Soon. Pra quem quiser ouvir ---> https://www.youtube.com/watch?v=E9wULeTFhN8 O próximo já está em andamento, mas não sei exatamente quanto tempo até eu postar, perdão amores. Beijinhos e até os comentários!
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.