Left Behind
14 Venha o que vier.
Notas iniciais
22h00m
–Blaine, por favor, vamos entrar. Nós passamos mais de oito dias na estrada e você ainda não descansou. –Kurt fala se aproximando – Além do mais está frio aqui fora.
–Kurt, não vou entrar até conseguir escutar essa droga novamente. –Falo mexendo no botão de mudança de estações
–Blaine, aquilo foi apenas um chiado como você mesmo disso, não foi nada.
–Nós dois escutamos, nós dois vimos que aquilo não foi apenas um chiado.
–Você acha mesmo que alguém está se comunicando conosco? –Ele insiste se encostando na lataria do Jeep
–Se eu não estiver errado, não é apenas uma pessoa. –Rebato lhe encarando
–O que você quer dizer com isso?
–Ninguém consegue se comunicar em rádios militares estando sozinho Kurt, você precisa ter alguém lhe ajudando por trás disso.
–Talvez se isso for verdade a pessoa tenha conseguido mexer sozinha.
–Kurt, os carros possuem esses rádios, mas não podem se comunicar ao contrário de onde veem o sinal.
–Que seria...
–De alguma base militar ou algo do tipo. –Lhe encaro – Não estamos sozinhos Kurt.
02h35m
–Trouxe um cobertor já que você não vai entrar de jeito nenhum. –Kurt diz se aproximando
–Obrigado. –Falo bocejando
–Você está cansado Blaine, por favor, vamos entrar. –Ele insiste
–Não posso, e se eles se comunicarem?
–E se eles não se comunicarem? –Ele rebate
–Será que você pode me ajudar Kurt, isso é algo para nós dois e não apenas para mim.
–Ok. –Ele respira fundo e abre a porta do Jeep – Já que você vai ficar aqui, fico com você.
03h55m
–Não estou conseguindo mais ficar acordado. –Kurt diz agarrando o edredom
–Pode dormir. –Digo aproximando a minha orelha do som
–Blaine, não quero estragar sua felicidade, mas por que alguém em sã consciência iria estar acordado a essa hora da madrugada? Principalmente a procura de pessoas possivelmente vivas?
–Será que eu não posso fazer uma coisa certa na minha vida? –Rebato lhe encarando
–Do que está falando? –Ele questiona
–Kurt eu já cansei de ser sempre o que comete erros. Desde de pequeno eu sempre amei cantar e atuar, mas o meu irmão mais velho sempre foi o favorito e eu vivia na sua sombra...
–Mas Blaine, ele era seu irmão...
–Um dos piores sentimentos que alguém possa vir a ter é o de presenciar o seu brilho sendo ofuscado por outros. –Rebato
–Não sabia que isso era tão importante para você.
Lembrar das coisas que eu passei quando pequeno fazem voltar à tona uma infância e uma adolescência que eu nunca gostei. Sempre tive meu brilho ofuscado por outros, seja em relação ao que gosto ou a que eu deveria gostar. Quando mais novo sentia preguiça só de pensar por tudo o que eu passaria antes de ter algo que eu realmente queria. Não que ninguém deveria se esforçar para conseguir algo, mas o grande problema era que, tantos me menosprezavam que eu via meu futuro sendo algo normal e chato e isso me gerava cansaço só de pensar.
–Eu apenas queria ter feito as coisas corretas, talvez não ter me importado demais com tudo. Eu poderia ter brincado mais quando pequeno, ou quem sabe aproveitado mais a minha adolescência. Eu poderia muito bem não ter viajado até a Florida e ter arrumado todos aqueles problemas nossos.
–Primeiramente, desejar não vai mudar o passado, mas você pode fazer algo em relação ao futuro. E segundo, eu que pedi a viajem.
–Mas eu que insistir em ficar. –Retruco – Eu só queria saber se tem algum motivo para eu ter vivido.
–Bom, não sei o seu motivo, mas o meu com certeza foi para te conhecer. –Ele me olha e eu não consigo evitar de dar um sorriso triste
–Vem cá. –Falo puxando ele pelo braço
Kurt se acomoda em meu peito e nos cobre com o cobertor, aliso o seu braço por dentro dos panos e nós permanecemos em silencio apenas observando a rua vazia.
11h20m
Me acordo um pouco assustado e só então percebo que além deu ter adormecido o Kurt não está mais aqui. Me ajeito no banco do Jeep e retiro o cobertor de cima de mim pois o sol está escaldante. Olho para um lado e para o outro um pouco atordoado e só então respiro fundo.
–Acordou! –Kurt grita do quintal
Ainda um pouco atordoado abro a porta do Jeep e desço dele, sendo assim caminhando vou em direção ao Kurt que está limpando a piscina.
–O que está fazendo? –Questiono passando os dedos sobre meus cabelos assanhados
–Acho que é obvio. –Ele diz girando o limpador da piscina –Mas e você? Dormiu bem?
–Não era para você ter me deixado dormir. –Rebato me sentando na grama
–Você estava morto da viajem, precisava daquilo.
–E se o rádio deu algum sinal?
–Ele não deu Blaine.
–Eu só queria saber o que foi aquilo. –Comento me deitando –Essa história de “fim do mundo” está me deixando louco.
–Igual ao Sebastian? –Ele questiona rindo
–Não tão louco. –Rebato rindo
–Acha que ele pode nos seguir?
–Acho bem provável, mas ele pode demorar algum tempo até nos achar.
–E quando ele conseguir fazer isso?
–Nós matamos ele ou alguma coisa do tipo. –Rebato dando uma gargalhada
–Ok, esse é um bom plano. –Ele comenta se deitando ao meu lado – Mas você tem razão, não posso negar que uma pontinha de esperança surgiu em mim quando escutei aquele radio possivelmente nos mandando algum recado.
–Eu só queria dar continuidade a minha vida, com os dias normais, mas tendo você ao meu lado é claro.
–Eu também gostaria de ter uma vida normal, mas a cada dia isso parece mais difícil e impossível.
–O impossível é apenas um possível não tentado. –Retruco
–Nossa, que filosofia. –Ele dá uma gargalhada
–Eu apenas quero ter uma vida normal, quero poder te dar tudo, quero ter uma casa, filhos, cachorros, quero trabalhar e quem sabe estudar. Não quero viver num mundo assim.
–Você teria tudo isso comigo? –Ele me olha de um jeito meigo
–É claro que sim.
–Como eu odeio esse mundo! –Ele grita – Por que eu não te conheci antes? Meu deus! Imagina se eu estudasse na Dalton? Será que você ainda iria namorar o Sebastian?
–Provavelmente não, já que eu apenas namorei o Sebastian por falta de opção. –Kurt dá outra risada – Mas se você e eu tivéssemos nos encontrado antes tudo seria diferente.
–Na verdade, acho que eu não conseguiria estudar na Dalton por muito tempo. –Ele rebate
–Eu iria atrás de você onde quer que estudasse. –Lhe olho – Estudaria em seu colégio e te daria os melhores dias da sua vida.
–Mas uma hora eu iria me separar de você, já que sou mais velho e terminaria antes.
–Isso não importa, nada importa. Eu só queria ter te conhecido antes de ter cometido a minha maior burrada. Ainda me pergunto como pude ter algo com aquele cara.
–Eu me pergunto a mesma coisa.
–Mas e você? –Lhe encaro – Nunca me falou de seus namorados...
–Prefiro não comentar a respeito da minha vida amorosa. –Ele dá uma risada
–Vamos Kurt.
–Não.
–Qual é! –Insisto
–Ok, ok. –Ele respira fundo – Bom... além do meu irmão, eu me apaixonei por um novato do meu grupo de coral. O nome dele era Sam, mas não deu muito certo pois ele era hetero.
–Nossa, não tinha outro tipo de cara que você pudesse gostar?
–Na verdade tinha, no entanto ele me ameaçou de morte.
–O que? –Questiono assustado
–Um dos motivos pelo qual eu iria para Dalton era que um cara gay e não assumido, estava me atormentando mas eu consegui reverter isso.
–Então você...
–Não, eu não namorei durante a minha adolescência. –Ele olha para cima – Na verdade, eu só vim namorar quando me mudei para New York. Visitei a faculdade da Rachel e lá dei de cara com um Inglês, o nome dele era Adam, nós fomos nos conhecendo e por fim acabamos ficando.
–Ele foi...
–O meu primeiro? Sim, foi. Mas ao contrário de você não foi algo traumático, ele foi carinhoso comigo.
–Fico feliz por isso. –Dou um sorriso de canto de boca – Mas deu certo? Vocês estavam namorando quando tudo aconteceu?
–Não, nós na verdade apenas ficamos, não chegamos a namorar.
–E você teve outro cara?
–Não. –Ele diz sorrindo
–Espera aí... –Lhe encaro sem acreditar – Eu sou o seu primeiro namorado?
–Sim, você é o meu primeiro namorado.
–Oh meu deus Kurt. –Digo literalmente sem acreditar
Meu coração começa a bater acelerado, só de pensar no fato de que sou o primeiro namorado do Kurt me deixa nervoso e sem palavras. Isso é incrível, sou o seu primeiro namorado, não consigo acreditar.
–E em relação àquela música que você disse que queria para nós dois... –Ele arrasta sua mão até a minha – Acho que achei uma perfeita.
–Qual? –Questiono segurando sua mão
–Bom... por enquanto que você estava dormindo, fui até uma loja e peguei um CD com ela e um rádio a pilha. Quero escutar ela e cantar com você hoje à noite, apenas nós dois.
–Isso vai ser perfeito Kurt. –Me viro em sua direção
–Sim, vai ser. –Ele se inclina e eu lhe beijo
20h00m
Tomo um banho demorado e vou a procura de algum traje que sirva para essa ocasião. Abro o armário do morador antigo e depois de tirar tudo de dentro enfim acho que pode servir, um terno preto com uma gravata borboleta também preta, sinto saudades de usar esse tipo de gravata. De volta ao banheiro cubro meu cabelo com uma camada de gel e por fim me perfumo por completo.
Enfim pronto, desço as escadas e saindo de casa vou em direção ao meu quintal. Nada do Kurt, na verdade um silencio grande toma conta do lugar até o exato minuto em que uma música começa a ser tocada e por mais incrível que pareça eu conheço ela, sim eu conheço.
A música é uma das minhas músicas favoritas “Come What May” De Moulin Rouge. Meu coração começa a bater acelerado e minha respiração começa a ficar mais rápida. Não consigo acreditar que o Kurt escolheu essa música para ser a nossa. Durante o toque da música procuro o Hummel, mas ele ainda não apareceu, portanto, decido assim iniciar a música.
Never knew I could feel like this
Like I've never seen the sky before
Want to vanish inside your kiss
And everyday I love you more and more.
(Nunca soube que eu poderia me sentir assim
Como se eu nunca tivesse visto o céu antes
Quero desaparecer dentro do seu beijo
E todos os dias eu te amo mais e mais.)
Caminho pelo quintal a procura do Kurt, mas continuo sem lhe achar. Meu coração bate sozinho e isso é uma sensação horrível.
Listen to my heart, can you hear it say
Telling me to give to give you everything
Seasons may change, winter to spring
But I love you until the end of time
(Ouça meu coração, você pode ouvi-lo dizer
Dizendo-me para dar a dar-lhe tudo
Estações podem mudar, inverno para a primavera
Mas eu te amo até o fim dos tempos)
Estou quase gritando por seu nome, pois preciso tanto do Kurt ao meu lado, nunca amei ninguém como estou amando ele nesse exato momento.
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day
(Venha o que vier
Venha o que vier
Eu vou te amar até o dia da minha morte)
Até que enfim, o Kurt aparece vindo em passos curtos na minha direção ele caminha assim como eu usando um terno preto e canta a música me observando e eu lhe olho, como se ele fosse a minha joia mais preciosa.
Suddenly the world seems such a perfect place
Suddenly it moves with such a perfect grace
Suddenly my life doesn't seem such a waste
(De repente, o mundo parece um lugar tão perfeito
De repente, ele se move com uma graça tão perfeita
De repente minha vida não parece um desperdício)
It all revolves around you
And there's no mountain too high
No river too wide
Sing out this song and I'll be there by your side
(Tudo gira em torno de você
E não há montanha muito alta
No rio muito largo
Cante esta canção e eu estarei lá ao seu lado)
Ando em direção ao Kurt e seguro a sua mão, ele me olha e aos poucos aproxima seu corpo do meu em uma espécie de abraço. Encosto a minha cabeça em seu ombro e ele faz o mesmo em meu rosto.
Storm clouds may gather
And stars may collide
But I love you
Until the end of time
(Formem nuvens de tempestade
E as estrelas podem colidir
Mas eu te amo
Até o fim dos tempos)
Balançamos de um lado para o outro como se nossos corpos estivessem conectados desde a eternidade, como isso tudo estivesse premeditado a acontecer, como se já estivesse escrito em algum canto que nós nos amaríamos.
Come what may
Come what may
I will love you until my dying day
Oh, come what may,
Come what may
I will love you, Oh I will love you
(Venha o que vier
Venha o que vier
Eu vou te amar até o dia da minha morte
Oh, venha o que vier, venha o que vier
Eu vou te amar, Oh, eu vou te amar)
Terminamos de cantar e nos olhamos, esse é um dos momentos mais especiais que passei durante todo esse tempo com o Kurt. Meus olhos se fixam nos seus que por sua vez brilham durante a noite escura. Um silencio se segue e nossos corpos estão praticamente implorando para serem juntados.
Levo uma de minhas mãos até o seu rosto e aliso a sua pele, Kurt por sua vez fecha os olhos e permite ser alisado por mim. Virando um pouco o rosto ele beija a minha mão e aos poucos me aproximo mais dele, sendo assim de ponta de pés levo meus lábios até os seus, em um toque delicado e lento.
Kurt leva suas mãos até a minha nuca e puxa meu corpo para perto do seu. Abraço as suas costas enquanto ainda nos beijamos. Aos poucos me afasto e delicadamente retiro arrastando pelos seus ombros o seu terno, largando ele no chão. Kurt faz o mesmo comigo enquanto reversa em beijar o meu pescoço.
Com os dentes, ele dá um sorriso e puxa a minha gravata borboleta, conseguindo agilmente retirar ela ao mesmo tempo que abro um botão por vez em sua camiseta. Quando por fim abro todos os botões, também arrastando de leve sobre seus ombros tiro a sua camisa deixando o seu corpo branco transparecer sobre a minha vista.
Beijo o seu peito enquanto ele vai tirando a minha camisa e nós voltamos a nos beijar. Durante o beijo vou abrindo o botão de sua calça e ele faz o mesmo sem mim. Por enquanto que vamos tirando a calça um do outro vamos andando para trás, em passos curtos, e quando por fim chegamos a borda da piscina vou aos poucos puxando o Kurt que tira de vez a sua calça e cueca azul escura. Faço o mesmo comigo e só então ainda lhe beijando entro na piscina e aos poucos ele faz o mesmo.
Pressionando o Kurt contra a parede da piscina beijo seus lábios molhados enquanto ele arrasta suas mãos por todo o meu corpo. Ele arranha suas unhas nas minhas costas e aperta levemente as minhas nádegas ao mesmo tempo que aliso o seu peito. Hummel arrasta aos poucos as suas mãos em direção a minha barriga e vai descendo mais e mais, me fazendo ir a loucura até o exato momento em que ele toca no meu pênis.
Continuo lhe beijando enquanto ele me masturba. A sensação de estar fazendo isto na água é incrível. Beijo o pescoço do Kurt e sinto meu corpo estimulado por completo. Ainda beijando o Kurt, mordo seus lábios inferiores e lhe viro de posição comigo, ficando agora encostado na parede da piscina. Continuamos nos beijando até o exato momento em que ele me abraça com suas pernas e sobe em meu colo, sentando logo em seguida no meu pênis.
Rapidamente eu reviro meus olhos pelo prazer, enquanto o Kurt envolve seus braços em meu pescoço para se apoiar, ele sobe e desce em meu membro e volta a me beijar. Lhe seguro pelas costas e ele faz movimentos lentos que vão aumentando de velocidade gradativamente, e sendo assim começa a gemer.
–Eu te quero mais que tudo. –Ele sussurra entre o gemido
–Ah Kurt. –Falo inclinando minha cabeça para cima e observando de uma forma embaçada o céu com estrelas
Meu corpo começa a ficar quente, como se eu estivesse com febre, as minhas palavras são consumidas pela minha transpiração de prazer. Kurt aumenta cada vez mais sua subida e descida, e eu estou indo a loucura.
–Isso Kurt! –Falo em voz alta enquanto ele geme
Ele não para de se movimentar. Kurt me beija com força e nossas línguas se entrelaçam e nossos olhares se cruzam como se estivessem enviando uma mensagem de sentimentos fortes. Meu corpo está se sentindo escravo do Kurt.
Hummel agarra meus cabelos e os puxa com força, olhando para cima enquanto geme sem parar em completa satisfação. Levo a minha mão até o seu pênis e começo a masturba-lo rapidamente.
–Oh meu deus Blaine! –Kurt grita – Oh meu deus! –Ele geme como nunca – Isso! Oh! Oh!
Meu coração está completamente acelerado e eu sinto que o Kurt nesse momento é a única coisa que eu necessito por toda a minha vida. Esperei por toda a minha vida alguém como ele e agora encontrei e mais que nunca quero tê-lo até o fim.
Kurt por fim em um suspiro profundo seguido de um gemido goza e me beijando faz com que eu faça o mesmo logo em seguida. Meu coração ainda continua batendo forte e meus membros tremem pelo êxtase.
–Eu quero te dar tudo, quero te dar o meu amor, quero te dar a minha vida, o meu mundo. –Kurt diz me beijando
–Eu não quero mais nada a não ser você. –Falo entre o beijo –Esperei anos por isso e agora mais que nunca sei que fiz a coisa mais correta em toda minha vida.
–Por favor não me deixe sair desse sonho. –Ele diz me beijando mais e mais
–Agora mais que nunca. –Afasto meus lábios dos dele – Sinto que sem você estou perdido.
Ainda juntos meu coração continua a bater forte, não quero sequer imaginar o Kurt longe de mim, por mim eu faria uma promessa de que estaria sempre ao seu lado, por mim eu gritaria dizendo o quanto eu faria qualquer coisa por ele e o quanto ele torna a minha vida melhor. Por mim, diria a mim mesmo nesse exato momento que eu estou pronto, para fazer algo que já deveria ter feito ou melhor, falado a muito tempo. Esse é o momento e eu não ligo para futuro, presente ou muito menos passado, aja o que houver ele é a pessoa certa e a pessoa que me deixa sonhar a cada dia. Com o Kurt eu realmente vivo e sinto que nada pode me derrubar, pois apenas a sua voz me fortalece e eu preciso dizer o que não sai da minha mente.
–Kurt. –Falo lhe olhando fixamente
–Sim? –Ele me olha da mesma maneira
–Não quero mais esperar para te dizer algo desse tipo, você pode até não sentir o mesmo por mim, mas eu realmente quero que você saiba o que meu coração e meu corpo sentem ao seu respeito.
–Estou te ouvindo –Ele dá um sorriso
–Kurt, eu...
“aaaaaaaaaaaaaaaaa...aaaaaaaaaaaaaalllguééééém?” – O som do Jeep Soa
Kurt me encara e eu faço o mesmo, esse seria o momento perfeito para eu falar no entanto, o rádio de novo está mandando sinal.
“aaaaaaaaa.....llllll.....guééém?”
–Blaine, vamos. –Ele fala saindo da piscina
–Droga. –Sussurro para mim mesmo também saindo da piscina
Kurt e eu corremos rapidamente para o Jeep que está estacionado a poucos metros da piscina, e mesmo pelados entramos nele e permanecemos em silencio apenas a espera de algo.
–Ficou mudo? –Kurt questiona aumentando o volume
–Que merda! Quando eu quero que pegue ele não pega! –Digo irritado
–Blaine, calma. –Kurt me adverte
“fffffffffffffffffffffffff.......”
“Fooorça...... Força militar dos EUA, capitando sinal....”
Kurt me encara na mesma hora e nós ao mesmo tempo abrimos a nossa boca literalmente. Eu não acredito nisso, não posso acreditar.
“Alguéém?......”
–Blaine, eles estão pergunta se tem alguém, meu deus. –Kurt diz completamente nervoso
“hááááááa..... sobre...sobreviventes?”
–O que é isso? –Digo tremendo
–Aperta esses botões, agora! Procura, deve ter alguma coisa para mandar de volta. –Ele diz começando a apertar os botões
Começamos a apertar todos os botões de uma só vez na esperança de que eles recebam algum sinal.
–Meu deus. –Digo nervoso
–De onde eles estão falando? –Kurt questiona ainda nervoso
“ccccccccccccc.....onnnnfirmação de localidade. Lima, Ohio.”
–Oh meu deus! –Exalto completamente alto
–Eles sabem onde estamos. –Kurt diz quase chorando – Quem são eles? Onde estão? Oh meu deus!
–Kurt, tem mais gente! –Falo chorando – Tem pessoas além de nós.
–Oh meu deus, não estamos completamente sozinhos. –Ele fala chorando e tremendo ao mesmo tempo
“Enviiiann....dd.... reeeeesgaat...”
Nos encaramos novamente ainda com as bocas literalmente abertas e por fim nos olhando simplesmente ficamos em silencio sem acreditar que isso realmente está acontecendo.
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