Left Behind

9 Pé na estrada.


Notas iniciais
Olá meus amores ♥ ♥ Só tenho três coisas a dizer: PS: Dedico um beijo novo ai a Aysha, vocês saberão de qual beijo eu estou falando *putaria claro* Ps2: Digamos apenas que no próximo capitulo, algo de inesperado vai acontecer nessa viajem. Ps3: Aos interessados, aqui está a minha primeira Still da minha próxima fic "Promise-me" > Still - Blaine Anderson - https://www.youtube.com/watch?v=Auuzy94B-Qk&feature=youtu.be

O mundo é um lugar tão bonito, tão agradável, tão feliz. Antes de tudo acontecer eu mal olhava ao meu redor, sequer observava a lua ou sentia o cheiro no ar em uma manhã fria, quando chovia o único motivo para eu sorrir era o fato de que eu ficaria um dia em casa e não o fato de que no lado de fora todas as plantas estariam em completa harmonia e a areia se molharia e transmitiria só aquele aroma que ela possui. Antes de tudo, me dava preguiça de me acordar cedo para observar o sol nascer ou mais preguiça ainda de sair do computador ou da frente da televisão e observar ao menos uma vez o sol se pôr.

São tantas as coisas que perdi em meus simples 18 anos, poderia ter dançado na chuva, ter visto algum eclipse ou quem sabe até ter me acordado apenas um dia mais cedo para ver uma das coisas mais belas que o mundo tem. Mas não continuo me culpando, hoje estou fazendo uma das coisas na qual milhares de pessoas se matariam para fazer, estou ao lado de uma pessoa que eu amo, cruzando todas as estradas e fronteiras, partindo em direções desconhecidas em busca de viver tudo aquilo que nos faltava. É engraçado como a minha vida só começou depois que a de todos terminaram.

–Esse mapa é meio confuso. –Kurt fala girando a folha de um lado para o outro

–Se você deixasse ele em pé, talvez conseguiria ler direito. –Rebato

–Uau, geógrafo, me desculpe por não saber ler um mapa com milhares de nomes pequenos! –Ele rebate irritado

–Hey! –Retruco – Eu estou brincando Kurt, calma. –Dou uma risada mais ele está sério – Não acredito que ficou com raiva Hummel, isso é sério?

–Não, eu não fiquei, mas gostaria que você parasse um minuto aí e me ajudasse.

–Mas se eu parar de dirigir. –Digo aumentando a velocidade – Nós vamos demorar um ano para chegar lá.

–Eu não sei mais se quero ir. –Ele diz fechando o mapa

–Por que não? –Questiono curioso

–Eu só não sei se é o certo a se fazer, entende? –Ele abaixa a cabeça e respira fundo – Talvez nós devemos mudar de rota e ir para o segundo plano.

–Não Kurt, nós vamos para onde você pediu primeiro e depois vamos a onde eu quero, ok? –Digo lhe observando

–Ok. –Ele suspira – Você ainda não me disse onde arranjou esse trailer.

–Em um estacionamento velho. –Rebato

–Nossa, por que será que eu deveria me preocupar com isso? –Ele retruca rindo

–Esse negócio não vai quebrar ok?

–Aham. –Ele debocha

–Estou falando sério. –Reduzo a velocidade gradativamente – E se quebrar? O que tem demais? Ninguém vai nos assaltar mesmo.

–Nunca se sabe. –Ele dá um sorriso mas observa o automóvel parando – Por que está reduzindo?

–Por que... –Digo parando de vez o trailer – Eu queria fazer isso...

Me viro de lado e levo uma de minhas mãos até o seu rosto e logo após os meus lábios, que se encontram aos seus. Os olhos do Kurt se fecham automaticamente assim como os meus, seguro a sua nuca e ele leva suas duas mãos até o meu peito e suspira com o movimento de nossos lábios.

–Ah Blaine... –Ele diz quando por fim afastamos nossos lábios mas continuamos próximos

–Me desculpa, mas eu precisava sentir o gosto da sua boca de novo. –Falo encostando meu nariz no seu e por fim dou uma bicada em seus lábios

–A cada dia que passa fico mais louco por você. –Ele diz sentindo o meu aroma

–Eu também... –Me afasto de seu rosto e lhe observo – Eu não queria dizer isso, para que não mudasse de ideia mais uma vez, mas estamos a mais ou menos duas horas da cidade.

Kurt me observa e respira fundo, seu coração parece bater novamente acelerado até que por fim ele faz um sinal positivo com a cabeça e eu lhe dou outra bicada nos lábios e me afasto, voltando a minha posição inicial. Lhe olho mais uma vez e ele parece realmente estar apreensivo, na verdade qualquer um estaria nessa situação. Agarro o volante e dou mais uma vez partida.

–Vou no banheiro ok? –Ele diz se levantando

–Certo. –Falo acelerando

Kurt vai em direção ao pequeno banheiro do trailer enquanto eu observo o lugar em seus detalhes. Não me lembro de existir uma Pennsylvania tão assustadora quanto essa. Na verdade, esse estado sempre foi sinistro, talvez seja pelos castelos, ou pela grande variedade de matos e florestas, mas hoje em dia ele está mais sombrio do que nunca.

–Kurt! –Dou um grito

–O que? –Ele responde gritando

–Será que por aqui tem fantasmas? –Questiono olhando as casas abandonadas

–Será que você pode parar com isso? –Ele responde gritando – Eu tenho medo.

–Só estou perguntando, afinal e contas esse lugar já era assustador antes, imagina agora?

–Blaine, já disse para parar!

–Mas eu não falo de fantasmas estilo desenhos animados, falo de espíritos, demônios, ou coisas do tipo. –Agora eu estou provocando ele de verdade

–Blaine! –Ele grita e só então escuto ele fechando a porta do banheiro – Por que você está falando essas coisas?

–É bom saber desse tipo de coisa, já que vamos passar a noite por aqui. –Digo reduzindo a velocidade

–O que? Passar a noite aqui? Depois de você ter falado de espíritos? Nem morto! –Ele indaga assustado

–Kurt, já está anoitecendo, não vai dar para chegar lá agora. Fora o fato de que eu estou morto de cansaço.

–Blaine eu não vou dormir nessa cidade estranha. –Ele diz com os olhos arregalados

–Eu te protejo. –Digo sorrindo

–Pior ainda! –Ele indaga

–O que? –Indago, mas ele acaba dando uma risada – Kurt, eu não tenho medo de mortos e sim de vivos e como eles não existem mais, não temos mais com o que se preocupar.

–Não a acredito nisso. –Ele diz bufando pela boca

–Ok, estou parando. –Aviso reduzindo e por fim parando de vez o trailer

Saio da cadeira do motorista enquanto o Kurt se senta em um dos sofás no corredor do automóvel. Ele está cruzando os braços irritado.

–Kurt, eu estava brincando. –Falo me sentando ao seu lado

–Não gosto desse tipo de brincadeira. –Ele entorta a boca e vira seu rosto para o lado da janela

–Primeiramente, você fica lindo irritado, segundo se eu fosse você não ficaria olhando muito tempo para a janela. –Digo me levantando

–Blaine! –Ele grita assustado e me agarra pelo braço – Por favor, para, é sério, por favor!

–Ok, me desculpa, não resisti. –Falo rindo e por fim me aproximando de sua boca e lhe dando um selinho. –Vamos comer alguma coisa e depois ir nos deitar, certo?

Kurt apenas faz que sim com a cabeça e ainda agarrado ao meu braço se levanta do sofá e me segue. Pego algumas comidas enlatadas e sirvo para nós dois.

–O que pretende fazer quando chegarmos lá amanhã? –Questiono comendo

–Bom... quero ver algumas coisas e quero te mostrar também algumas coisas. –Ele diz comendo

–Eu vou adorar isso, se envolve você deve ser bom. –Digo sorrindo e ele retribui o sorriso

Um longo silencio se segue e nós terminamos de comer a comida ruim.

–Onde fica a cama nesse negócio? –Kurt questiona olhando ao redor de todo trailer

–Aqui. –Digo segurando as duas pontas de um sofá

Puxo o sofá e ele vira uma cama, um pouco empoeirada, mas já é um lugar para dormir. Kurt e eu limpamos todo móvel e acomodamos nossos travesseiros e edredons nele, logo em seguida pulamos ambos em cima do sofá-cama.

–Acho que esse negócio vai quebrar. –Kurt fala dando uns saltinhos

–Não vai! –Digo dando uma risada e por fim entrando debaixo do edredom

Ainda rindo puxo o Kurt para debaixo dos panos e lhe agarro, como se estivesse esquentando seu corpo junto ao meu. Deitados, ele fica com seu rosto de frente para o meu e permanecemos nos olhando por alguns segundos. Levo uma de minhas mãos até a sua pele e a aliso, delicadamente, enquanto ele enrosca seus pés gelados aos meus.

–Kurt, posso te fazer uma pergunta? –Questiono

–Claro que pode. –Ele diz me observando

–O que você ia me dizer na cama depois daquele jantar?

Ele arregala um pouco os olhos e muda de expressão rapidamente, como se eu tivesse perguntado algo inesperado.

–Nada. –Ele por fim diz

–Sim, você ia me dizer algo, mas mudou de ideia.

–Não ia.

–Ok, não vou insistir. –Digo alisando seu rosto – Seja lá o que for, saiba que eu vou adorar escutar.

Ele me olha e novamente abre um pouco seus lábios, como se quisesse falar novamente, mas ao invés de deixar qualquer palavra sair de sua boca ele simplesmente leva ela até a minha e me beija.

Um beijo delicado se apossa do silencio da noite, minhas mãos encontram o seu rosto e as suas as minhas costas. Nossos corpos se aproximam e nossas pernas se enroscam por inteiro. Abro os meus olhos e fixo eles nos seus, Kurt está mais lindo do que nunca ao reflexo da lua que bate na janela do trailer.

Volto a lhe beijar e vou subindo aos poucos em seu colo, permanecendo assim ainda lhe beijando. Sentado sobre ele afasto a minha boca da sua e retiro a minha camiseta, voltando logo em sua direção mais uma vez. Nossas línguas se entrelaçam e ele crava suas unhas em minhas costas ao mesmo tempo que faço isso em sua nuca.

–Por favor não me deixe doente por você. –Kurt diz entre o beijo

–Sou sua doença e seu remédio. –Respondo mordendo seus lábios

–Ah Blaine... –Ele suspira entre o beijo – Eu te quero tanto.

–Não mais do que eu te quero. –Falo beijando o seu pescoço

Beijo toda pele pálida do Hummel, e com minhas mãos tiro a sua camisa e largo ela longe. Nossos peitos se encostam assim como nossos órgãos já eretos. Sinto o volume do Hummel embaixo de mim e isso me excita como nunca.

Continuo beijando seus lábios rosados e vou descendo pelo seu corpo. Beijo seus mamilos e vejo seus pelos se arrepiarem, desço pela sua barriga e vejo seu corpo se contorcer, por fim chego a sua virilha e vejo ele gemer.

Abaixo sua bermuda jeans e vejo o volume de seu pênis transparecer pela sua cueca branca, sendo assim beijo o seu órgão ainda pelo pano.

–Você me deixa com água na boca. –Digo beijando a virilha dele enquanto ele geme com a minha frase

Continuo beijando sua virilha quando por fim puxo a sua cueca. Seu pênis ereto praticamente se guia em direção a minha boca, sendo assim de uma só vez encosto meus lábios nele. Desço e subo com a minha cabeça enquanto Hummel se contorce por inteiro e respira fadigado. Ele agarra os meus cabelos com força e guia a minha cabeça em movimentos lentos, ao mesmo tempo que eu passo minha língua por todo membro.

Retiro meus lábios de seu pênis e caminho em direção aos seus testículos, mordo eles de leve e isso aparece atiçar um pouco as coisas, resolvo então fazer algo que jamais fiz. Continuo beijando toda a sua região até que enfim, descendo e descendo chego ao seu ânus. Kurt mais uma vez se contorce e geme como nunca. Estou dando pela primeira vez em minha vida um beijo grego.

–Isso. –Ele diz gemendo enquanto continuo dando o beijo –Isso, oh meu deus, oh meu deus. –Ele geme como nunca, apoiando suas pernas sobre a cama. –Isso Blaine, isso. Ah meu... isso. Oh meu deus.

Nunca me excitei tanto ao ver alguém tão excitado como agora. Kurt esta gemendo como nunca. Ele bate com suas mãos ao redor da cama, a procura de algo em que ele possa se agarrar e quando por fim acha as pilastras da cama, simplesmente agarra com força.

–Eu quero você em mim! –Ele quase grita – Agora! Vamos Blaine!

Kurt quase implora e ele literalmente me puxa para cima, volto rapidamente e tiro a minha bermuda. Deito sobre seu corpo e beijo toda sua pele, seu peito e seu pescoço são as minhas favoritas. Ele continua louco e me agarra pelas costas, quando por fim abrindo suas pernas, penetro meu pênis nele.

–Isso! –Ele grita – Ah, isso, isso. –Ele diz mordendo os próprios lábios

Agarro a nuca do Kurt e faço movimentos rápidos enquanto ele continua a agarrar as minhas costas, o barulho de nossas peles se batendo ultrapassa quase os seus gemidos e meu pênis entra praticamente todo em seu ânus. Kurt agarra meus cabelos e puxa eles com força ao mesmo tempo que faço o mesmo na penetração.

–Merda, você é muito gostoso! –Digo sentindo um prazer incrível e acabo assim como ele também gemendo

–Vai Blaine, isso! –Ele diz beijando o meu pescoço

Estamos os dois completamente suados, quando por fim sinto o Kurt gemendo além do normal. Ele agarra as minhas costas com a maior força possível e por fim sinto ele gozando.

–Ahh. –Ele respira fundo

E isso me deixa louco, tanto que acabo gozando logo em seguida.

Saio de cima do Kurt e me deito ao seu lado, nós dois permanecemos de barriga para cima observando o teto e completamente suados.

–Blaine, o que foi isso? –Ele questiona fadigado

–Eu vi em um filme, mas nunca fiz... gostou? –Questiono respirando

–Se eu gostei? Meu deus, nunca senti tanto tesão na minha vida. –Ele fala respirando mais fundo que antes

Dou uma risada e me viro em direção ao Kurt, beijo seu pescoço e nós continuamos respirando fundo quando por fim escutamos um barulho vindo da janela.

–Meu deus, o que foi isso? –Kurt questiona assustado

–Deve ter sido algum espirito que quer transar com a gente. –Rebato rindo

–Blaine! –Kurt grita entrando debaixo do edredom

Lhe agarro e por fim adormecemos aos poucos.

[...]

Acordo com o raio de sol batendo bem nos nossos rostos enquanto estou abraçando Kurt na mesma posição da noite anterior. Fico observando ele por alguns segundos, seus cabelos, seu cheiro, sua pele. Levo uma de minhas mãos até o seu cabelo e aliso ele, delicadamente, até que por fim ele se acorda.

–Bom dia. –Ele diz virando e sorrindo

–Não queria acordar você, é tão bonito dormindo. –Digo agora alisando seu rosto

–Bom... eu me acordei e por sorte fiz isso bem ao seu lado, já ganhei meu dia. –Ele diz e por fim da uma bicada em meus lábios

–Temos que pegar a estrada. –Falo alisando seu nariz

–Agora? –Ele suplica

–Se quisermos chegar lá ainda hoje, sim. –Digo me sentando e por fim bocejando quando o Kurt novamente me puxa pelas costas, fazendo com que eu deite abaixo dele e ele me beije.

Nossos lábios se juntam e nossas línguas se entrelaçam.

–Agora sim. –Ele diz afastando a boca

Dou uma risada e continuo deitado na cama, levo minhas mãos para trás da cabeça e observo Hummel se levantando. Olho todo o seu corpo caminhando em direção ao banheiro e assim permanece até a sua volta. Logo em seguida faço o mesmo e estamos os dois já prontos para mais uma vez cair na estrada, só que agora em direção ao nosso primeiro rumo.

–Vamos? –Digo pulando para a cadeira do motorista

–Vamos, quero sair dessa cidade estranha. –Kurt diz me entregando um copo de água

–Não aguento mais tomar isso, queria um café. –Falo bebendo por obrigação

–Temos que começar a plantar coisas em casa, frutas, verduras. –Ele fala também bebendo

–Assim que voltarmos vamos fazer isso. –Digo colocando a chave e girando ela

Kurt dá um sorriso para mim e só então seguimos viajem. Ele olha atentamente para o mapa e me indicada a cada placa na qual passamos, estamos indo em uma velocidade até alta para um trailer pesado como esse.

–Você não pode diminuir a velocidade não? –Ele questiona assustado – Sabe que não gosto quando corre.

–Kurt, estamos em uma estrada principal não temos o risco de bater em nada, ou muito menos em ninguém.

–De qualquer forma, reduza isso, pode ter algum carro abandonado por aí. –Ele diz apreensivo

Atendo ao pedido do Kurt e reduzo um pouco a velocidade. Nós seguimos viajem observando o lugar até que sem mais nem menos Kurt começa a cantar a música “Be Okay” Do Oh Honey. Olho para ele rindo e começamos os dois a cantar juntos.

Casas e mais casas abandonadas ficam deixadas para trás, dando espaço a prédios, pontes, restaurantes entre outras coisas. Até que enfim, Kurt e eu olhamos em direção a uma placa em cima de nós.

–Pois bem. –Respiro fundo

–Chegamos em New York City. –Kurt complementa

Olho para todos os lados desse lugar que está aparentando ter sido um dos mais devastados. Carros largados por todos os lados, prédios vazios, restaurantes e lojas descaídos.

–Esse é o Central Park? –Questiono apontando para uma praça enorme

–Sim. –Kurt diz observando o lugar vazio

–Acho que você estava certo ao dizer que isso te deixaria deprimido, está até me deixando deprimido. –Digo abismado com o local

Continuamos na estrada por mais uns 45 minutos, até que por fim chegamos em um subúrbio que aparenta ter sido daqueles bem perigosos.

–Meu prédio é aquele. –Kurt aponta para um prédio acabado

–Tem certeza de que quer ir lá? –Questiono estacionando

–Sim. –Ele fala respirando fundo

Estaciono corretamente o trailer e nós dois saímos dele. Vamos caminhando em direção ao prédio abandonado, Kurt vai na frente e eu apenas lhe sigo.

–Fiquei escondido lá embaixo. –Ele aponta para uma escada

–Deve ter sido horrível. –Falo um pouco triste

–Bastante. –Ele diz tomando o outro rumo

Subimos os vários degraus da escada suja e empoeirada e depois de alguns minutos por fim chegamos a um apartamento.

–Essas bicicletas eram suas? –Questiono vendo duas bicicletas enferrujadas

–Um delas sim. –Ele diz arrastando a porta

Assim que a porta se abre me deparo com um enorme apartamento, porém com aparência de ter sido barato. Entramos os dois e eu caminho por toda sala bastante decorada.

–Gostei dessa cadeira. –Falo girando uma cadeira de couro

–Fiz ela para me lembrar do meu pai. –Ele diz olhando para ela

–Kurt, me responde uma coisa. –Digo indo em sua direção – Como você viu a minha mensagem? Dizendo que eu estava em Lima? Se eu não coloquei ela por esse lado do país.

–Bom... eu saí daqui e estava morando no Arkansas. –Ele dá um sorrisinho – Ainda bem que colocou o aviso lá.

Não digo nada apenas concordo, pois o que ele disse é a completa verdade. Hummel vai em direção a um dos “quartos” da casa, se é que isso pode ser chamado assim, já que a porta na verdade é uma cortina.

–Esse quarto era seu? –Questiono

–Não. –Ele suspira indo em direção a uma cômoda

–Você morava com mais alguém aqui? –Questiono curioso – Não me diga que era um namorado.

–Quase isso. –Ele dá uma gargalhada – Minha melhor amiga.

–Ufa. –Suspiro

–Essas coisas eram dela. –Ele tira de dentro de uma gaveta uma estrela dourada e outras coisas estranhas.

–Por que ela tinha isso? –Questiono observando a estrela

–Sonhos. –Ele afirma um pouco triste

–Sinto muito por ela. –Falo um pouco triste

–Acho que você ia gostar dela, na verdade ela tem algumas atitudes parecidas com as suas, um Blaine de saia. –Ele dá uma risada

–Como assim atitudes parecidas com as minhas? –Indago

–Vamos mudar de assunto. –Ele dá uma risada – Nunca me esqueço do maldito dia em que o Finn terminou com ela, foi terrível.

–Finn era o seu irmão?

–Isso.

–Aquele no qual você era apaixonado?

–Sim, Blaine. –Ele me encara

–Terrível Kurt, terrível. –Debocho

–Enfim. –Ele suspira – Vim aqui pegar algumas coisas minhas, você me ajuda?

–Claro. –Digo me aproximando

–Quero levar essas coisas dela e a cadeira do meu pai. –Ele me indica – Vou pegar algumas roupas e alguns produtos de higiene.

Obedeço ao Kurt e sendo assim ajudo ele a levar tudo que pediu para o lado de fora. Coloco todas as coisas com cuidado dentro do Trailer. Trazemos conosco também algumas comidas enlatadas e algumas bebidas alcoólicas.

–Eu era estagiário na Vogue. –Ele me diz enquanto fecho a porta do apartamento

–Serio? –Me empolgo

–Era legal, apesar da minha chefe ser meia estranha. –Ele diz descendo a escada

–Você quer dar uma passadinha lá? –Questiono saindo do prédio

–Melhor não, já tive lembranças demais para um dia. –Ele fala se aproximando do trailer

–Ok, você que sabe. –Digo abrindo a porta

–Segundo destino? –Ele questiona fechando a porta

–Florida, aí vamos nós. –Digo dando partida

Notas finais
Dicas? opiniões? Seja lá o que estiver pensando, comenta ai ;)