Left Behind
12 Nossa música.
Notas iniciais
–É tão estranho ter você por aqui. –Digo observando o Sebastian cozinhar
–Tecnicamente foi você que veio até mim. –Ele diz rindo e colocando a comida no prato
–Estou falando sério, é como se tudo isso fosse uma espécie de jogo ou uma espécie de reality show.
–Como aquele filme que nós vimos juntos? –Ele questiona me servindo
–Exatamente, o Show de Truman. –Digo lhe olhando fixamente nos olhos – É como se isso tudo não passasse de alguma brincadeira.
–Blaine, talvez o universo esteja conspirando ao nosso favor, afinal de contas estivemos juntos por um ano inteiro e não foi apenas um namoro de adolescentes, você sabe muito bem disso.
–Sebastian, já disse para não tocar no assunto do nosso namoro, eu realmente gosto do Kurt e não quero criar mais problemas com ele. –Rebato
–Não queria tocar nesse assunto, mas é obvio que você ainda sente algo por mim, noto isso nos seus olhos, na maneira de como você me trata e se surpreendeu ao me ver.
–Isso não quer dizer nada, apenas que eu estou feliz de ter mais alguém nesse maldito mundo.
–Se você realmente amasse o seu namorado, estaria feliz de ter apenas você e ele juntos e sozinhos. – Ele se inclina bem próximo a mim – Mas esse não é o caso, você está feliz em me ver e está mais feliz ainda em saber que eu estou disposto a ser sua diversão caso o seu namoradinho não queira dar o que você quer. — Sebastian leva uma de suas mãos até o meu rosto e alisa com seu polegar a minha pele
–Já mandei você parar. –Digo tirando a mão dele de meu rosto e me levantando da cadeira – E aquela sua história de não atrapalhar o meu relacionamento? Acho que isso não está acontecendo.
–Blaine, acho que não sou eu que estou atrapalhando esse relacionamento.
–O que você quer dizer com isso? –Questiono irritado
–Eu? Nada. –Ele dá uma risada e se senta na cadeira se concentrando agora na comida
Olho para o Sebastian, que ainda rindo come lentamente a sua comida e só então rapidamente me volto para a escada e enfim subo ela o mais rápido possível, indo em direção ao quarto. Assim que entro no cômodo me deparo com a perfeita imagem do meu namorado dormindo ao mesmo tempo que abraça o travesseiro e tem metade da sua perna para fora do cobertor.
Caminho lentamente em direção ao Kurt e assim que chego na cama retiro os meus sapatos e subo lentamente nela e sendo assim engatinhando chego ao lado dele e me deito com meu rosto bem próximo ao seu. Fico observando o Hummel e o fato de que ele parece um anjo enquanto dorme. Levo uma de minhas mãos até a sua pele pálida e delicada e a aliso, lentamente até o exato momento em que ele devagar abre os olhos.
–Blaine? –Ele questiona com uma voz sonolenta
–Sim. –Digo me aproximando mais de seu corpo – Bom dia.
–Bom dia. –Ele retruca sorrindo e encostando seu nariz ao meu
–O que você quer fazer hoje? –Questiono abraçando as suas costas
–Não sei. –Ele fechando os olhos pelo sono – Se eu pudesse ficaria o dia todo aqui com você.
Não consigo evitar de dar um sorrisinho bobo, eu realmente queria ficar aqui com o Kurt, mas nós estamos na Florida e seria meio que idiotice se nós não fizéssemos algo.
–Eu também ficaria o dia todo com você, mas eu quero fazer alguma coisa que não daria para fazermos em Lima.
–Eu estou tão cansado da viagem, não podíamos fazer isso amanhã? –Ele diz enfiando o travesseiro em seu rosto
–Mas Kurt...
–Me desculpa. – Ele boceja e só então um silencio se segue
Não posso acreditar que o Kurt vai preferir dormir do que passar o dia junto a mim. Lhe encaro por alguns segundos e uma raiva sobe pelo meu corpo, sendo assim me levando rapidamente da cama e mais rápido ainda saio do quarto.
Me irrita o fato de que nós dois estamos um lugar no qual eu sempre quis estar e não podemos fazer nada juntos. Me irrita o fato de que eu estou confuso e minha cabeça está repleta de coisas das quais não consigo nem definir.
–Hey, Hey! –Sebastian me chama – Aonde você vai?
–Não sei, vou andar por aí. –Rebato irritado – Não vim até aqui para ficar dentro de casa.
–Brigou com o namoradinho? –Ele retruca se aproximando
–Sebastian será que você pode parar de se dirigir a ele dessa forma?
–Ok, me desculpa. –Ele levanta as mãos em defesa – Posso ir com você?
–Não. –Rebato me afastando
–Eu vou, você querendo ou não. –Ele retruca se aproximando
Reviro meus olhos e bufo pelo a boca, Sebastian dá uma tapinha em minhas costas e nós saímos da casa, sendo assim vamos caminhando em direção a algum lugar que eu não faço a mínima ideia de onde seja.
–O que aconteceu entre vocês? –Ele questiona chutando uma pedra
–Eu só queria passar o dia com ele, mas acho que isso não vai acontecer.
–Rebato
–Por que ele não quer passar o dia com você?
–Ele disse que está cansado da viajem.
–Hum... –Ele diz de uma maneira que me incomoda
–Por que esse, “Hum...” –Questiono lhe encarando
–Por nada. –Ele rebate
–Vamos Sebastian, diga!
–Eu apenas acho que ele ao contrário de você, não quer que vocês passem o tempo juntos.
–Isso é ridículo. –Reviro os olhos
–Blaine, será que não percebe que vocês se conhecem há muito pouco tempo? Ninguém ama em tão pouco tempo assim.
–Acho que você está engando.
–Não, não estou. –Ele me encara – Você estava sozinho, em um mundo sem ninguém, e quando viu a única pessoa que poderia te trazer alguma espécie de prazer você se apaixonou rapidamente.
–Você não sabe do que está falando.
–Sim, sei. –Ele revira os olhos – Blaine, você e eu somos perfeitos juntos. O Kurt foi apenas uma distração, até você chegar a mim.
–Sebastian, só por que você e eu namoramos não quer dizer...
–Não apenas namoramos, você sabe muito bem disso. –Ele me olha
–Ok, você foi o meu primeiro, mas isso não significa que eu ainda sinta algo por você.
–Você se lembra daquela noite? –Ele questiona
–Prefiro não me lembrar. – Caminho um pouco a sua frente
–Você adorou, eu sei disso. –Ele rebate
–Você mentiu para mim. –Rebato
–Só por que eu disse que você também era o meu primeiro não quer dizer que eu não te amava.
–Sebastian, você me fez idiota. –Lhe encaro – Você disse que nunca tinha feito sexo e que eu seria o seu primeiro. Você tem noção do quanto aquele momento para mim tinha que ser especial?
–Você só está assim por que foi o passivo naquela noite. –Ele retruca
–Mais um motivo para eu sentir raiva de você. Acho que um namorado, que em sã consciência sabia que não era mais virgem, poderia muito bem ter trocado de posição comigo.
–Blaine, por favor, não é? –Ele resmunga
–Eu me senti usado quando descobri que você tinha mentido para mim. Com certeza se eu tivesse conhecido o Kurt antes, nada disso teria acontecido, ele seria gentil comigo.
–Oh Blaine. –Ele toca em meus ombros – Vamos, isso é passado.
–Um passado que não vou me esquecer Sebastian.
–Ok, você pode até não se esquecer, mas só aqui entre nós você e eu sempre combinamos muito.
–Nem tanto, Kurt e eu combinamos bem mais. –Rebato me virando
–Blaine. –Ele para e me vira de volta para ele – Cai entre nós que vocês não são compatíveis.
–Do que você está falando?
–Eu falo que vocês não são a mesma coisa que você e eu éramos. Fato, nós tínhamos química.
–Já mandei você parar, Sebastian.
Ele me encara e me olha bem no fundo dos meus olhos, não sei por qual motivo ele está fazendo isso até o exato minuto em que:
–Baby, I love you. I never want to let you go. –Sebastian começa a cantar
–Oh, não, não, não! –Falo levando as mãos até as orelhas
–The more a think about, the more I want to let you know. –Ele insiste rindo
Sebastian está cantando a música Can't Stand It Do NeverShoutNever, mas essa não é qualquer música...
–That everything you do, is super fucking cute and I cant stand it. –Ele continua
Essa era a nossa música.
–Vamos Blaine, é a sua parte agora. –Ele diz me puxando pelas mãos
–Eu não vou cantar, essa música não é mais nossa.
–Vamos Blaine! –Ele insiste rindo – Blaine! Blaine! Blaine!
–I’ve been searching for a boy thats just like you! –Grito movendo o dedo no ar em sintonia com meu agudo
–Isso! –Sebastian grita
Sebastian segura a minha mão e rindo acabo me lembrando da época em que namorávamos o que acaba deixando um sorriso bobo escapar de minha boca. Cantávamos essa música quase todos os dias, era a nossa canção de amor, superação reconciliação e mais uma vez estamos cantando ela no meio de uma rua completamente vazia. Acabo cedendo de vez e começo a cantar na mesma sintonia que o Sebastian, até o exato minuto em que ele me puxa pela mão e dá um giro ao redor do meu corpo, indo e voltando com seu rosto junto ao meu, que lhe segue a cada passo. Continuo cantando junto a ele, até que por fim atrás de mim ele me abraça, continuando a canção em minha orelha e logo após se afastando mais uma vez. Ele me gira e eu não consigo evitar de rir pelas lembranças que percorrem a minha cabeça.
Por fim terminamos de cantar e nos encaramos com um silencio severo que se segue no ambiente.
–Eu disse. –Sebastian fala bem de frente para mim
Continuo olhando para ele em silencio.
–Senti sua falta. –Ele fala se aproximando – Senti muito a sua falta.
Continuo lhe olhando em silencio, enquanto em passos curtos ele se aproxima aos poucos chegando mais e mais perto.
–Sebastian, acho que estamos juntos demais. –Falo botando a minha mão em seu peito para impedir que ele ande mais
–Você não sentiu a minha falta? –Ele questiona, mas eu continuo calado – Vamos Blaine, me dê só um beijo, apenas um e eu prometo que não insisto mais.
–Sebastian...
–Apenas deixe que meus lábios toquem nos seus, lentamente. –Ele começa a falar mais baixo, quase sussurrando – Me deixe sentir o seu corpo e o seu aroma mais uma vez.
Sebastian se aproxima mais e me olha fixamente, eu não sei o que dizer, é como se cada palavra que ele soltasse de sua boca me puxasse em uma espécie de transe.
–Sebastian! –Grito lhe empurrando – Será que você não entende que eu estou com o Kurt agora? O que você e eu tivemos é passado, as coisas mudaram!
–Isso incrível! Não consigo acreditar que você vai negar algo comigo por alguém que nem ao seu lado está! Ele não gosta de você Blaine! Será que não percebe isso? Ele não te ama! Você está sendo um idiota! Um idiota! –Ele grita
–Eu não me importo, com nada do que você está falando agora, se ele gosta ou não de mim isso não significa nada, pois eu amo ele! E isso sim é o que importa! –Lhe encaro – Acho que cometi o pior erro da minha vida em vir para esse lugar. –Digo me afastando
–Aonde você vai agora? –Ele questiona irritado
–Vou ir atrás do meu namorado! –Grito
Corro como nunca o restante da rua toda, o ar quente invade os meus pulmões e eu fico fadigado, mas nada me atrapalha de chegar até ele e dizer o que sinto a respeito de tudo, de dizer que faria qualquer coisa para tê-lo ao meu lado.
Entro na casa do Sebastian e corro em direção as escadas, subo elas o mais rápido possível e assim que entro no quarto me deparo com ele sentado na cama, como se tivesse acabado de se acordar mais uma vez.
–Blaine, está tudo bem? –Ele pergunta assustado
–Se levanta daí agora! –Digo indo em sua direção e ele arregala os olhos
–Por que? –Ele questiona assustado
–Você e eu vamos sair. –Falo puxando o lençol – Agora!
–Blaine, o que aconteceu? –Ele questiona se levantando
–Apenas veste a sua roupa. – Falo jogando a sua camisa para ele – Vamos Kurt!
Ele me olha assustado e só então começa a vestir rapidamente a sua roupa e logo após vai no banheiro escovar os dentes, ficando pronto em alguns minutos.
–Aonde nós vamos? –Ele questiona sendo puxado por mim
–Vamos fazer alguma coisa juntos. –Rebato lhe puxando pela escada
–Blaine, você está me assustando. –Ele freia a nossa caminhando
Como eu estou um degrau abaixo do Kurt me viro em sua direção e de ponta de pés agarro o seu rosto e lhe beijo, fazendo os músculos de seu corpo relaxarem. Ele leva suas mãos até as minhas costas e a alisa lentamente, ao mesmo tempo em que sinto o maravilhoso gosto dos seus lábios.
–Ok, vamos. –Ele diz por fim afastando os lábios
Volto a puxar mais uma vez o Kurt e em poucos segundos logo saímos da casa do Sebastian, vou guiando nós dois pela parte de trás das mansões que dão em direção ao mar. Ainda andando vamos agora rapidamente e em silencio na direção das lanchas e iates que estão estacionados.
–Blaine, o que nós vamos fazer? –Ele questiona impressionado com o tamanho dos barcos
–Sempre quis guiar um barco. –Falo observando os que estão parados
Começo a ir de um em um, e isso leva alguns longos minutos pelo simples fato de que estou verificando se tem gasolina. Quando por fim acho um barco, não tão grande, na verdade ele tem apenas dois andares, puxo mais uma vez o Kurt e só então nós subimos nele.
–Você sabe dirigir essas coisas? –Ele questiona me ajudando a retirar a corda que o prendia
–Aprendo agora. –Rebato indo em direção ao Timão
–Blaine, por favor, não quero morrer agora. –Ele diz olhando para a água clara
–Você não vai morrer. –Falo ligando o barco – E se for o caso, eu morro por você.
–Ah meu deus. –Ele abaixa os ombros e faz uma cara como se eu fosse um cãozinho numa loja – Você é tão perfeito.
–Nem tanto. –Rebato em voz baixa
–O que você disse? –Ele questiona se aproximando
–Eu disse que não sou perfeito. –Rebato
–Sim você é. –Ele retruca – Por que está falando isso?
Respiro fundo e continuo guiando o barco para longe dos outros, me afastando cada vez mais da terra.
–Blaine, você não me disse ainda por que falou isso, aliás você ainda não me disse por que saiu quase que me expulsando do quarto. –Ele me encara
Olho para todos os botões que tem ao redor do painel no barco e aperto em um que diz “Piloto automático” e só então me viro para o Kurt e lhe puxo pela mão. Vamos saindo para a parte externa do barco e juntamente comigo ele se senta em um acolchoado que tem no “chão”.
–Você está estranho. –Ele diz me olhando
–Kurt. –Digo segurando suas duas mãos – Quando você me disse que não queria sair comigo fiquei um pouco irritado e acabei indo dar uma volta.
–E daí?
–O Sebastian veio comigo...
–Blaine, o que vocês fizeram. –Ele diz largando as minhas mãos
–Nada, nós não fizemos nada. –Rebato assustado – Quer dizer, ele tentou me beijar, mas eu não deixei.
–Ele tentou te beijar? –Ele repete o que eu disse
–Sim, mas eu não deixei.
–Blaine, ele tentou te beijar! –Ele diz irritado
–Mas eu não deixei Kurt! –Rebato – Mas não te chamei aqui para conversar sobre isso.
–E então? –Ele questiona desconfiado
–Ele e eu conversamos a respeito de algumas coisas, uma delas foi o fato de que ele afirma que você não gosta de mim do mesmo jeito que eu gosto de você.
–Quem ele pensa que é para falar algo desse tipo?
–Isso é verdade? Por favor, me diz que você gosta de mim da mesma forma que eu gosto de você.
–Isso depende. –Ele rebate – Quanto você gosta de mim?
–Eu gosto mais do que qualquer coisa no mundo. –Falo quase fraquejando
–Então eu gosto isso e mais 50% disso. –Ele rebate sorrindo
–Que alivio. –Digo respirando fundo e agarrando suas mãos – Me desculpa por isso, mas ele me deixou com medo de que eu fosse o único a sentir algo aqui.
–Blaine. –Ele me olha – O Sebastian está fazendo isso para separar a gente, ele te quer só para ele e não vai desistir até o exato minuto que conseguir o que quer. Ele vai te seduzir, vai te pedir coisas, vai nos colocar um contra o outro, tudo para ter você em seus braços.
Observo o Kurt, tudo que ele disse faz todo o sentido. Ele realmente tentou me seduzir, pediu para me beijar e mais que tudo me jogou contra o Hummel. Ele é uma cobra, uma víbora, e eu estou colocando o meu relacionamento em perigo por conta dele. Não que eu vá fazer algo do tipo para nos prejudicar, mas da mesma forma que ele fez isso, ele pode fazer algo bem pior.
–Portanto, tenha cuidado com ele. –Ele finaliza
–Acho que já sei bem o que fazer, mas tudo em seu tempo. –Respiro fundo
–É só isso que vocês conversaram?
–Nós... –Digo lhe observando – Nós conversamos a respeito da minha primeira vez.
–Foi com ele não? –Kurt parece decepcionado
–Sim e eu me arrependo mais do que tudo. –Abaixo minha cabeça
–Por que se arrepende?
–Ele me usou além de ter mentido para mim. –Respiro fundo – A minha primeira vez não foi romântica, na verdade foi na adega de vinhos do pai dele, e não vou mentir que foi bem incomodo ter algo atrás de mim de uma forma sem ser delicada.
–Sinto muito. –Ele diz um pouco triste
–Talvez se eu tivesse te conhecido as coisas teriam sido diferentes. –Lhe olho bem nos olhos – Talvez você e eu esperaríamos até o momento certo e quando ele chegasse seria um dos dias mais especiais de nossas vidas.
–Acho que nunca é tarde para concertar algum erro. –Ele rebate me olhando
Meus olhos se fixam no do Kurt e ainda sentado ele se inclina em minha direção e antes de me beijar sente o meu aroma e só então aos poucos, delicadamente, junta seus lábios aos meus. Ele me beija, de uma forma completamente diferente do normal, meus olhos se fecham e minha respiração se perde junto a sua.
–Não temos nenhuma bebida ou rosas, mas quero que isso seja especial. –Ele diz entre o beijo
E só então se aproximando um pouco mais, Kurt se encaixa dentre as minhas pernas, em uma espécie de abraço com beijo nós permanecemos por alguns segundos, até que ele guia sua boca pela minha bochecha, orelha, por fim chegando ao pescoço. Ele beija toda a minha pele que tem seus pelos arrepiados instantaneamente. Olho para cima com os olhos semicerrados, e admiro o sol fraco e o céu limpo, ao mesmo tempo em que Hummel continua a beijar minha pele.
–Não me canso de repetir que você é perfeito. –Ele fala guiando suas mãos até a minha camiseta e colocando elas por dentro dela.
Kurt alisa o meu peito e volta a me beijar, nossas línguas se cruzam e minha respiração vai ficando calma ao mesmo tempo em que o meu órgão já está completamente excitado. Ele volta aos poucos com suas mãos e quando por fim retira elas, puxa pelo fim da minha camiseta a tirando entre o beijo.
Nossos olhares se cruzam e sua mão segue em direção a minha nuca, ao mesmo tempo em que lhe puxo para cada vez mais perto do meu corpo. Kurt beija de uma forma lenta o meu peito, revezando com meus ombros e minha boca enquanto eu retiro a sua camiseta e tenho meu corpo estremecido ao ver seu corpo perfeito.
Aos poucos, ambos se ajudam na retirada das bermudas jeans e só então aos poucos, segurando a minha nuca, Kurt vai me deitando, lentamente no chão do barco, sem retirar um segundo sequer a sua boca da minha. Deitado sobre mim Hummel continua a alisar o meu corpo levemente, apenas com as pontas dos dedos que são arrastados do meu peito até a minha cueca que por sua vez é retirada aos poucos.
Ao contrário dos outros sexos, este não está sendo algo saliente e sim delicado, como eu jamais tive em toda a minha vida. Kurt afasta sua boca da minha e me olha por alguns segundos bem no fundo dos meus olhos, eu estou completamente apaixonado por ele, nunca gostei tanto de alguém como venho gostando dele, é como se fosse algo magico.
Ele volta a me beijar e aos poucos lhe ajudo a retirar agora a sua cueca, sendo assim nossos membros se tocam e em movimentos de subida e descida Hummel arrasta seu corpo sobre o meu, me deixando louco.
Agarro suas costas e ele se prepara para me dar o maior prazer possível, sendo assim abrindo as minhas pernas, Kurt insere delicadamente e entre o beijo seu pênis em mim. Devagar seu pênis vai entrando bem como as minhas unhas em sua pele, não consigo evitar de soltar um gemido entre esse ato.
Kurt faz movimentos lentos e graduais, enquanto eu olhando fixamente para cima, tenho a minha vista embaçada pelo simples fato de que mal consigo deixar meus olhos abertos. Ele continua a me beijar, alisando todo o meu corpo. São tantos toques, tantas caricias, tanto prazer sentido de uma forma delicada.
Hummel aos poucos vai me virando de lado, ficando deitado de banda atrás de mim sem ao menos parar de fazer os movimentos. Viro meu rosto em sua direção e ele me beija ao mesmo tempo que alisa as curvas do meu corpo e sente o meu aroma arrastando delicadamente seu nariz sobre meu rosto.
Levo o meu braço que se estica até as suas costas e aperto a sua pele com a minha mão, enquanto a velocidade aumenta um pouco. O barulho de nossas peles soa assim como alguns leves gemidos que estou dando.
Kurt leva uma de suas mãos até o meu membro e começa a masturba-lo, o que me faz começar a gemer mais e mais. Um prazer enorme invade o meu corpo e o meu suor denuncia o calor intenso que estou sentindo. Ele continua me beijando até o momento em que acabo gozando e entre caricias de nossos rostos o Hummel faz o mesmo.
Nos deitamos olhando para cima e respiramos fundo.
–Me desculpa por não ter preparado nada mais romântico. –Ele quebra o silencio
–Está brincando? Esse foi o sexo mais romântico que eu tive em toda a minha vida. –Digo me virando para ele – Ninguém nunca fez tantas caricias em mim como você hoje.
–Ganhei um ponto para o próximo jogo? –Ele questiona rindo
–Achei que você já tinha ganhado todos os nossos jogos. –Dou outra risada e só então me inclino lhe dando mais um beijo — Kurt...?
–Sim?
–Precisamos de uma música... a nossa música. -Finalizo
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