League of Legends: A História Não Contada
12 Arco III - Veigar - Coração Negro

Arco III — Veigar
Capítulo 2 — Coração Negro
Em uma terra distante muito além dos seguros muros da gigantesca cidade dos Yordles, Bandópolis, um jovem gatuno que sobreviveu a meses de tortura em seu cativeiro, vaga em busca de esperança.
Com as mãos ensangüentadas, as unhas que já se tornaram garras de tamanha extensão que obtiveram, as presas machucando seus lábios secos e pálidos. Veigar estava há dias sem comer ou beber algo, andando dia e noite, sob o sol e a lua de Valoran, guiado pela força de seu valente espírito.
Mas... Essa não é a vida de um Yordles, muito menos de um civil... E sob os pés dos gigantescos pinheiros negros da Floresta Noxus, Veigar sucumbi ao sono eterno da morte. Pois dentro de seu peito, um aperto em seu coração é seguido pela dor e imediatamente ele sabia o que era... Seu coração havia parado de bater.
Veigar caí de joelhos pressionando o peito com a palma da mão, inutilmente, enquanto seus lábios se contraem em um desesperado pedido de socorro, mas a voz lhe for tomada e assim o pequeno Yordles caí sob o gramado de outono, naturalmente amarelado.
Pouco antes de seus olhos se fecharem, Veigar é capaz de sentir a caricia dos ventos do norte lhe aconchegando como um abraço frio.
E sob a escuridão em sua mente, as visões de seus pais falecidos surgem como um borrão de algo que um bebe Yordles vislumbrou há muito tempo. Mas as imagens são rápidas e logo lá esta ele, correndo floresta a dentro e sendo abandonado por seu amigo, por seu parceiro Teemo, sob o qual tudo que importava era sobreviver, não interessa o custo disso. – Teemo!! Não me deixa! Por favor! – A loucura de um Yordles pode ser cruel, ela não só o destrói mentalmente como espiritualmente, agora, Veigar realmente acreditava ter sido abandonado por Teemo... Esquecendo-se da verdade do fato de ter se sacrificado para salvar seu parceiro.
Lentamente seus olhos se abrem e tudo é um borrão, mas logo sua visão dopada começa a focar e o local se revela uma gigantesca mansão se comparado a gaiola que passou nos últimos meses.
Veigar estava dentro de um quarto iluminado sob uma luz de vela, que queima lentamente, enquanto um cobertor velho aquece seu corpo pálido. Há uma toalha úmida sobre sua testa e então percebe estar febril, zonzo e a repulsa entalada em sua garganta.
Aquele lugar era simples para não falar acabado, uma cama que dá o dobro de seu tamanho, um tronco de madeira que sustenta o lampião dourado, com a chama da vela queimando em seu interior envidraçado.
— Onde... Estou? –
— Ora... Quem diria que sobreviveu. –
Veigar não havia notado, mas no canto do cômodo havia uma figura encapuzada. Era alta e trajava um manto negro, não mais alta do que um humano adulto, mas era grande o suficiente para assustar o pequeno Yordles.
E imediatamente as lembranças de seu tormento vêem como flashes em sua mente, enquanto seu corpo reage ao medo tentando se afastar, arrastando-se para trás no colchão de plumas.
— Acalme-se pequenino. Não vou feri-lo. – Sua voz é doce e pacifica, quase hipnotizante.
— Quem- Quem é você?! – Seus olhos estão esbugalhados, seu coração batendo rápido e o suor frio fazendo seu corpo estremecer.
— Eu sou aquela que te salvou, menino. E eu sugiro que você se controle, ou seu coração irá parar novamente... E dessa vez, eu não poderei salvá-lo. – Há algo misterioso e mágico em sua voz, pois ao mesmo tempo em que sua imagem reflete medo, aquele som é harmonioso e apaziguante.
— Ah... Aah... – Veigar tenta respirar novamente, tenta manter a calma e por isso fecha os olhos, esperando que aquela sensação que antecede a parada cardíaca desapareça.
— Isso, muito bem. –Ela caminha até seu hospede e retira o pano de sua testa, checando sua temperatura com a palma da mão. – Sua febre está abaixando, isso é bom. – Aqueles dedos pálidos, brancos como neve por baixo de uma luva de combate preta.
Seus olhos lutam para encontrar a pessoa por trás da escuridão do capuz, mas eles caem em sono profundo antes que fosse capaz de encontrar algo. E por um breve momento, Veigar sentiu a presença de sua mãe... Ele sentiu o calor de seu toque sobre seus cabelos, os dedos passando entre seus fios, o fazendo sorrir.
Mais algumas horas haviam se passado e quando despertou, o tronco que sustentava o lampião agora mantinha um prato de comida e o objeto havia sido prendido na parede de madeira envelhecida e podre.
Ele não sabia quem e nem por que, mas alguém o estava alimentado e cuidando de suas feridas, pois os próximos dois meses que se passaram foram dentro daquela nova prisão. Mas não como um cativeiro, Veigar era livre para ir quando bem desejasse, mas havia algo ali que o fazia ficar e não era suas feridas, pois as mais graves já haviam curado.
Era um dia nublado na Floresta do Nexus e o vento do norte soprava com força, mas não era algo fora do comum, era apenas mais um dia naquela terra de ninguém. Um dia do qual Veigar havia deixado a residência, mas não para partir rumo a uma viagem, mas para poder explorar mais aquela região desconhecida.
Além dos grandes pinheiros negros que chegam há tamanhos absurdos, haviam alguns riachos que se encontravam e corriam juntos até o Lago Negro. Uma água que até mesmo os peixes mais corajosos se recusavam a nadar, pois a escuridão que cerca aquele ambiente é tão poderoso e maligno, que os animais morrem subitamente dia, após dia.
— Hm... Interessante. – Veigar estava com seus joelhos dobrados, observando uma flor morrer após uma corrente de vento. Ela não apenas morreu, mas murchou e se retorceu até toda sua extensão se tornar pó e desaparecer com o vento.
— Este não é um lugar para Yordles. – O pequenino olha para trás com espanto, antes de reconhecer a figura que o salvou... Mas quem era ela?
— Há algo drenando a vida deste lugar, não é? –
— Você é inteligente, sim. Há uma força sombria se alimentando da vida dessa floresta... – A mulher olha para o céu em busca de algo, de algum sinal que não encontra.
— Por que você esta aqui? – O interesse de Veigar sobre aquela figura aumentava a cada dia e isso estava incomodando-a.
— Não é do seu interesse, Yordles. – Ela vira-se e caminha em direção a casa de campo abandonada.
— Espera! – Gritou. – Você me salva, cuida de mim e não quer nem mesmo me dizer o seu nome?! Qual o seu problema?! –
—O meu problema...? – Ela olha-o por cima do ombro, enquanto a corrente de ar faz com que suas vestes dancem em um ritmo calmo e constante. – Foi ter salvado você. –
— Se não queria ter me salvado, era simplesmente me deixar morrer! – Gritou. – Eu não pedi por ajuda! –
— Ah você pediu... Mas não o salvei por isso... E... – Ela vira-se e caminha até o pequeno Yordles, que se mantém furioso. – Eu preciso ficar mais forte e usuária sua alma para isso. Mas se eu fizesse, não seria diferente do mal que assola este lugar. Desculpe. – Veigar recua com espanto.
— Você iria... Tomar minha alma? –
— Como eu disse, me desculpe. Você deve ir pequeno Yordles. Seu lugar não é aqui. –
Veigar pode sentir um poderoso mal naquele lugar, mas há algo de bom também... E ele sabe o que é. Ele não recua perante aquela mulher, mesmo seu coração dizendo para fugir, ele fica e se mantém em prontidão.
— O que está fazendo? –
— É você... Você é o mal daqui. – Ele não podia ver, mas por baixo daquele capuz havia uma pessoa que se surpreendeu com as palavras do pequenino. – Eu estou sentindo... Eu... Eu sinto bondade dentro do seu coração, mas posso ver medo também. E esse medo está te dominando. –
—Como você... – E então é quase como se ela tivesse alcançado um nível superior de visão, pois ela viu o interior do menino gatuno... Ela viu os fragmentos de energia que existem no mundo, que dão vida e as tiram, reunindo-se na alma daquele Yordles. – Você é um deles... – Suas palavras são de espanto para ambos.
— “Um deles”? O que significa? –
De repente, os ventos cessaram e a floresta foi tomada por um silêncio súbito, o que era um mal sinal. “Corre...”. Ela sussurrou em uma tentativa falha de alertá-lo, mas outra coisa havia sido ouvida e o som era estridente e apavorante, era um rugido espectral. “Corre!” Ela gritou dessa vez e então Veigar disparou em uma corrida alucinante para o coração da floresta, enquanto ao olhar para trás por cima do ombro, viu criaturas fantasmagóricas feitas de fumaça e sombras, vinda em sua direção.
Ambos corriam pelo gramado amarelado, enquanto eram seguidos por aqueles espectros que contornam os pinheiros que são os salva vidas de Veigar e a encapuzada, pois os disparos as lâminas esfumaçadas se estacam nos troncos negros, quando disparados.
Quando tomou uma distancia segura, há mulher conjurou algum tipo de esfera mágica feita de luz e sombras e bastou apenas lançar aquele globo de luz para aprisionar seus perseguidores em um tipo de barreira de luz.
E Veigar assistiu aquele tiro certeiro com fascínio, pois nunca em sua vida havia visto magia de verdade. Mas não se deu conta de que deveria olhar para frente e nisso acabou sob as mãos de um espectro diferente, mais imponente, mais poderoso e aparentemente mais letal que os outros.
Este ser formado de sombras e com grandes olhos brancos esfumaçante, sem uma parte física inferior, flutuando diante o pequenino Yordles que é erguido pelo braço que o estrangula, enquanto as lâminas negras que saltam de armamentos da armadura sombria regente em seu peitoral, estão apenas a alguns centímetros de perfurar o crânio de Veigar.
— Hehehehe! Um Yordles? Mas o que uma criatura como você faz tão longe de casa? – Sua voz espectral é ecoante e de causar calafrios. Era como um pesadelo vivo.
— Larga ele! – Ordena a feiticeira com as mãos emanando uma luz púrpura sombria e luminescente.
— Você acha mesmo que está em posição de me dar ordens? – E antes que se desse conta, os outros espectros os cercam. Eram cinco no total, contando com aquele que parece ser seu comandante.
— Hm... Acha que número é questão de força? Nocture. –
— Hm... Você me conhece. Quem é você? –
— Alguém que você não deveria provocar. Agora, largue esse Yordles! Não me teste, espectro. – A luminância da magia em suas mãos aumenta e isso faz com que as criaturas recuar em um primeiro momento, mas se mantém cercando o inimigo.
— Me... Larga...! – De repente, algo inesperado acontece... Uma luz roxa começa a emanar de dentro do corpo de Veigar e seus olhos recebem um brilho dourado, antes do pequeno Yordles liberar uma explosão de energia que faz com que Nocture seja arremessado junto com seus espectros.
Logo após a liberação de poder armazenado na alma de Veigar, o Yordles desmaia sem forças e seu corpo seria açoitado pelas furiosas lâminas negras de Nocture e seu exercito de espectros. Mas no ultimo minuto, a feiticeira encapuzada lança uma esfera de poder capaz de paralisar as tropas inimigas tempo suficiente para recolher o perco de seu protegido e correr.
Mas a velocidade de suas pernas não se comparada ao vôo de Nocture e as furiosas lâminas que rasgam o solo desprotegido, porem... “O que?!” O cavaleiro do pesadelo não esperava que aquela figura fosse algo além da humanidade, revelando suas asas angelicais em um gracioso vôo rumo as nuvens cinzentas.
Durante seu vôo sob aquela terra consumida pela energia das trevas, a figura alada surpreendeu-se com a perseverança de Nocture e suas tropas, que seguiam-nos pelo solo e não estavam muito longe.
Mas... Foi então que aconteceu...
De repente, o mundo foi tomado por uma escuridão não natural e diante seus olhos, um suspiro de pavor e pânico saiu de sua boca, quando um exercito de guerreiros alados vinham em sua direção com espadas flamejantes e armaduras douradas reluzentes. Porem, algo que Nocture não esperava havia acontecido... O medo infligido na feiticeira pelas alucinações do escuro, uma das habilidades do cavaleiro do pesadelo, havia se transformado em ódio e foi esse rancor que a fez partir para cima dos cavaleiros dourados de sua visão.
E enquanto ela combatia aqueles guerreiros imaginários, Veigar cada vez mais foi sendo deixado de lado até despencar para sua morte. Percebendo que o que via era apenas uma ilusão de sua mente, a feiticeira mergulhou em uma tentativa desesperada de salvar a vida do pobre Yordles que estaria prestes a ser uma mancha em uma terra sombria.
Os olhos malignos de Nocture via aquela cena como um presente dos deuses antigos, o Yordles prestes a atingir o solo, enquanto a feiticeira alada desce com o braço estendido em uma tentativa de salvamento. Veigar havia sido salvo, mas um preço em sangue foi pago, pois a alada foi obrigada a aproximar-se muito do solo para conseguir pegá-lo e com isso, Nocture crava sua lâmina nas costelas da feiticeira que berra em dor.
E sob o riso maléfico de sua vitória, o outro braço ergue a segunda lâmina que cortará a cabeça de seu alvo. Porem... Sua lâmina atinge uma barreira quadriculada que se forma em torno do corpo da mulher. Antes de tentar um terceiro golpe, o espectro sente seu poder e sua vida sendo drenados e é quando da conta do fio de energia negra que interliga os dois, obrigando-o a recuar.
A feiticeira ergue vôo e desaparece no horizonte antes mesmo que os soldados de Nocture a alcancem, enquanto o cavaleiro do pesadelo recupera-se da terrível sensação de fraqueza e impotência que aquele dreno de magia lhe causou.
Carregando o Yordles em seu colo, suas asas batiam com fervor, enquanto o vento soprava contra seu rosto e a luz do sol iluminava sua faceta pálida e exausta, após uma batalha que quase custou sua vida. A bela e cicatrizada no olho esquerdo por uma batalha de tempos atrás, a feiticeira alada desliza pelo céu, enquanto pingos de sangue caem sobre os povos desavisados, pois a ferida em suas costelas está aberta e o sangue não para de escorrer.
E sob as ruínas de um antigo castelo ela pousa, ou melhor, ela mergulha em uma terrível aterrissagem pouco antes de desmaiar.
Veigar é atirado de seus braços e rola pela superfície rochosa e gélida daquele conjunto de pedras empilhadas que um dia já foi um glorioso castelo. E isso o faz despertar e ver o rosto pálido da jovem desacordada, com fios de cabelo negro caindo sobre seu rosto e sua ferida exposta.
Veigar observa seu estado e vê que ela está respirando com dificuldade, seu coração esta acelerado e se não fizer nada em relação à ferida causado por Nocture, sua salvadora morrerá.
Por isso, ele rasga um pedaço do manto que a moça veste e o usa como atadura no local da ferida, conseguindo estancar o sangue por hora.
— Você salvou minha vida de novo... E olha só como está. Droga! Se eu fosse mais forte! Se eu tivesse poder para protege-lá! – Veigar esmurra o solo até suas mãos sangrarem, pois a raiva que consome seu coração é além do que qualquer Yordles pode suportar.
— Para... – Em um próximo golpe, sua mão sente o gelado toque dela, com olhos entre abertos lhe observando com tristeza.
— Eu não sei o que fazer! Eu não quero que você morra! –
— Você é... Bom. Vá embora... Antes que ele nos encontre... Eu não vou sobreviver, pequenino... – Por mais que não quisesse admitir, Veigar era capaz de ver a energia fluindo de dentro para fora de seu corpo... Como se abandonassem uma causa perdida.
— Não! – Disse furioso e triste ao mesmo tempo. – Eu não vou deixar! –
— Acabou... Garoto. Você não pode salvá-la. –
De repente, um sussurro que lhe causou arrepios paralisou Veigar completamente, pois jamais havia ouvido um timbre tão tenebroso quanto este. Mas de onde vinha aquela voz? Não havia ninguém lá além dos dois e o fluxo de magia que Veigar passou a ser capaz de enxergar, não mostrava nenhuma alteração.
— Não adianta. Você não pode me ver. – Novamente a voz do além.
— Quem está ai?! Apareça! – Ele gritou em fúria.
— Me-ni-no... – A mulher sussurrou. E quando Veigar vira-se para ela, seus olhos estão extremamente arregalados, estáticos e em completo pânico. Ela via quem estava lá e isso deixou Veigar ainda mais apavorado, pois como iria lutar contra alguém que não se vê e nem se sente?
— Chegou a hora garota. –
De repente, o corpo da mulher diante Veigar irradiava uma luz espectral azulada e isso fez suas pupilas desaparecerem, deixando seu globo ocular completamente esbranquiçado e sem vida. Era como se sua alma estivesse sendo arrancada de seu corpo e Veigar podia sentir isso, pois muita energia estava sendo arrancada de uma só vez.
As lembranças de se perder alguém querido, as lembranças que um bebe havia visto, mas ela era uma estranha em não deveria significar nada para ele. Mas significava e Veigar faria de tudo para salvá-la.
Foi então que seus olhos foram preenchidos com uma luz dourada e seu corpo emanando uma aura púrpura, aura esta que se tornou a fonte de seu poder. Pois na palma de suas mãos reunidas na frente do peito, uma esfera de energia se formou com alguns segundos de concentração.
— DEIXE ELA EM PAZ!! – O Yordles se lançou para cima do corpo que tentava proteger, golpeando algo que não podia ser visto e nem sentido. Mas Veigar sabia que havia atingido algo, pois sua esfera pairou no ar e uma explosão de luz ocorreu em conjunto com um berro ensurdecedor.
A explosão arremessa Veigar para a outra extremidade do pátio arruinado e então parece ter funcionado, pois a dama alada está inconsciente, mas respirando. E uma figura transmuta entre visível e invisível, revelando-se um ser de pele pobre e cinzenta, de longos cabelos brancos e de olhos reluzentes. De vestes vermelhas com armadura prateada, carregando um cajado com uma esmeralda cintilante na ponta.
— Então você esta ai... Hehehehe. Agora posso vê-lo! – A loucura de sua mente o dominava, Veigar gargalhava por ter sido capaz de emanar tamanho poder.
— Você é mais poderoso do que pensei... Foi capaz de me revelar. – O esqueleto vivo torna-se invisível novamente. – Mas não pode impedi-la de receber o abraço da morte! Ninguém pode! –
— Hahahaha!! – Com a mão sobre seu olho direito, ele gargalha euforicamente. – Eu quero ver você passa por cima de mim!! –
O ceifador avança contra o pequeno Yordles, que não é capaz de vê-lo ou senti-lo, mas mesmo assim se mantém perto do corpo da feiticeira e usa seu corpo como escudo para protege-lá.
E outra vez a criatura recebe uma esfera mágica disparada de Veigar, que mesmo lutando as cegas, seus golpes eram exatos e ele não sabia entender por que, mas aproveitou-se deste fato até cair de joelhos arfando.
Por mais bravo que lutou, Veigar ainda estava cego e isso era uma grande desvantagem, pois ele mais foi ferido do que feriu. Agora, de joelhos perante o corpo que protege, a criatura revê-la para o pequeno Yordles como um ato de clemência e honra.
— Ultimo aviso, Yordles. Saia da frente ou será enviado para o além junto a sua amiga. –
— Aah... Aah... Hehehehe... Faça! – Veigar se mantém de pé e com os braços estendidos, formando uma barreira humana.
— É uma pena... Adeus, pequeno Yordles. – E então a mesma luz que rodeava o corpo da feiticeira, agora está sobre Veigar e ele sente sua alma sendo arrancada de seu corpo como havia temia estar acontecendo.
E quando o fim parecia ter chegado para Veigar, ele desaparece junto com sua parceira... Um ato que deixa até mesmo o ceifeiro assustado, pois quem teria tamanho poder para teleportá-los sem mesmo estar presente?
Tudo aconteceu em um piscar de olhos e quando Veigar se deu conta, ele estava diante um enorme salão reluzente e belo, com esferas negras flutuando por todo o salão, candelabros emanando uma luz safira e o fluxo da vida por todo o local.
— Onde... Eu estou? – Veigar havia retomado ao seu estado de Yordles normal e só agora o peso do poder caiu sobre ele, deixando-o curvado e fraco. Apoiado com as mãos contra o chão, Veigar respira com dificuldade quando se da conta de que há um trono de prata diante dele.
Seus olhos seguem a extensão do objeto luxuoso e magnífico até o alto, revelando um par de belas pernas calçadas em botas pretas até as coxas, combinando com o junto do vestido preto que deixa seus seios em destaque, enquanto as longas mechas de cabelo branco estão caídos por cima e por trás dos ombros. E aqueles encantadores olhos violetas estavam fitados no pequeno Veigar, que se via diante uma bela mulher que transborda poder.
— Você é muito poderoso e valente, Yordles. Mas lhe falta pratica e poder. Meu nome é Syndra e eu posso ajudá-lo com nisso. -
Fale com o autor