Le Banquet

1 Prólogo - Le Retour


Notas iniciais
Então, essa é a primeira fanfic que posto aqui. Sejam bonzinhos comigo! haha
Eu já tenho uma boa parte escrita e vou postando como posso. Espero que gostem! A capa da fic não é exatamente como imagino Frank e Gerard, mas na próxima eu digo como eles se parecem, qual é a época mais adequada pra se imaginar.

Exausto, porém com uma sensação quente e crescente de renascimento no estômago, o homem – sim, homem, que saiu daquela mesma cidade há anos atrás como apenas um garoto -, pisou em terra firme e suspirou aliviado. Viajar o fez bem. Aprendeu muitas coisas, inclusive a como seguir em frente. Os anos em Paris lhe ensinaram como cozinhar, como viver por si só, e principalmente como curar um coração quebrado.

Estava decidido em descansar por um tempo, e depois colocar em prática os ensinamentos que teve durante os 7 anos em que trabalhou e aprendeu nos melhores restaurantes parisienses, junto aos melhores chefs de cozinha. Saiu de sua cidade como um garoto pouco admirado, tampouco conhecido. E agora, mal havia chegado e choviam ligações, propostas de emprego, amigos e supostos amigos.

Nos primeiros dias se ocupou em achar um apartamento que condizesse com as suas expectativas de ressurgir em Nova York. “Sou uma fênix”, dizia se olhando no espelho, e depois ria por horas de si mesmo. Logo, achou um apartamento grande e de certa forma luxuoso – ele havia juntado todos os seus ganhos, sempre vivendo da forma mais simples possível na cidade das luzes, quando não fora sustentado por algum parceiro. Achava que era mais charmoso assim. Viver num pequeno apartamento em Paris. E ter uma vida luxuosa em Nova Iorque, porque combinava. E, durante esses mesmos dias, encontrou seus amigos. Um deles, Ray, lhe contou meio em segredo que um dos melhores restaurantes da cidade estava procurando um chef substituto também meio em segredo por algum tempo, já que o comandante da cozinha estava cagando (não literalmente, para alívio de Frank) nos pratos, ultimamente, perdendo assim a confiança de seus clientes e também da crítica. Essa fora a primeira possibilidade que considerou.

Encontrou também sua mãe, que lhe abraçou como se não houvesse o praguejado quando saiu de casa aos 18 anos para morar com um francês que estava partindo para seu país natal. O maior espanto de sua mãe, no entanto, não foi o fato do filho ser gay, mas sim o quão cedo o garoto queria deixar sua casa, com todo o conforto que tinha.

Depois de um ano com o homem, que lhe pagava todos os cursos possíveis de culinária e o incentivava muito, esse deixou-o por outro garoto. Dessa vez, um italiano. Era a vez desse outro garoto ser moldado para a vida, como Frank também havia sido. Chorou, se trancou em casa, ficou triste por dias que se tornaram meses, mas depois passou. Como um vento que derruba e quebra algumas coisas, mas passa. Deixando algumas coisas para trás, alguns estragos, mas vai embora.

Após essa desilusão, muitas outras acabaram por acontecer naturalmente. Afinal, Paris traz amores repentinos mas os tira com a mesma rapidez. Num piscar de olhos Frank estava com o coração partido, e logo depois começava a sentir a já conhecida sensação de borboletas no estômago novamente. Com o passar dos anos, aprendeu a lidar e não mais se apegava tão facilmente. Substituiu as dores no coração pelas dores no traseiro por sair com vários homens desconhecidos e charmosos, que lhe prometiam o mundo em uma noite, para depois sairem sorrateiros durante a madrugada.

Assim, quando fazia um mês e meio que havia pousado na América, procurou o tal restaurante que seu amigo o indicou, depois de ter procurado alguns outros, com uma autoconfiança que a França o deu de presente, em retribuição à paixão de Frank pela cidade em que havia morado, os lugares que havia passado e aos prazeres alimentícios que proporcionou aos habitantes da capital francesa.

Notas finais
E então? Me deixem suas opiniões se se sentirem confortáveis pra isso! Até mais.
xo