Le Banquet

4 Capítulo 3 - La Redécouverte


Notas iniciais
Oi! Faz bastante tempo que postei, mas é que com essa coisa de não poder mais usar ships reais me desanimou e abandonei o Nyah. Ainda não sei onde vou terminar de postar a fic, porque acho uqe não vai dar tempo de postar aqui.
Mudar o nome dos personagens não é uma coisa que cogito, porque eles são Gerard e Frank e ponto final. Então a fic vai ser excluída, e não sei se devo continuar postando.
Mas me deu vontade e

Os próximos dias foram de adaptação. Frank se acostumava com uma rotina, cuidava de seu filhote, conversava e ria por horas com Bob, e ficou muito amigo de outra sub chefe, uma ruiva sardenta e engraçada, com os olhos mais verdes que ele havia visto na vida. Se chamava Olive, tinha 19 anos e gostava de ir com Frank ao parque depois do horário de almoço, conversar sobre tudo e nada, sobre teoria da relatividade, sobre vida e morte, amor e ódio. Olive era uma ótima companhia e ele poderia perder horas conversando com ela, seus cachinhos balançando quando ela ria com mais intensidade. E ela aturava as crises de egocentrismo de Frank, o que era muito importante para ser amigo de alguém como ele.

Ela virou uma confidente. Todos sabiam, mas só para ela disse sua opção sexual e contou algumas aventuras em Paris. Ela ria e Frank se perguntava porque não gostava de mulheres. Eram tão esquisitas, curvilíneas e comunicativas. Gostaria delas também, se pudesse. Olive parecia gostar dele também, porque sempre fazia elogios, e dizia adorar o sotaque de Frank, que ainda tinha vestígios de francês.

Então decidiu, num dia nublado com quase um mês de trabalho, que deveria voltar a sair e conhecer uma nova paixão. Ainda era cedo pelo prazo que tinha estipulado para si mesmo, mas já se sentia confortável no seu emprego, e já se setia ótimo consigo mesmo. Queria borboletas no estômago, e agora tinha a companhia certa. A chamou para ir a um bar, na noite de sexta, e Olive aceitou prontamente.

“Faz muito tempo que não saio.” Disse.

E então, depois do restaurante fechado, foram para um bar. Lá a música era alta mas não incômoda, e então sentou-se com Olive numa mesa, pediram cerveja e ali ficaram, conversando e rindo. Quando já estavam bêbados e mais felizes que o normal, decidiram cantar no karaokê.

Escolheram “I Wanna That Way” dos Backstreet Boys e cantaram e dançaram como se não houvesse amanhã, tropençando em si mesmos, nos fios e fizeram coreografia. De lá, Frank via um homem o observando, mas não se interessou logo de cara.

“Somos ridículos” Disse a ruiva, quando desceu do palco, ainda chorando de rir por uma bundada que Frank a deu, fazendo-a tropeçar e cair no chão. E ela lhe disse que devia ir para casa, não tinha disposição pra ficar até tarde nesses lugares, bêbada e desconcertada. Olive era muito inocente. Frank protestou, e ainda não queria ir, então decidiu que pegaria um taxi, vendo ela se despedir, saindo do bar. Mal sabia que não precisaria de taxi algum, pois assim que a ruiva saiu, o cara alto de cabelos castanhos como os seus, mas compridos, e olhos azuis, que já estavam quase pretos pelas pupilas dilatadas lhe puxou num canto e sussurrou em seu ouvido.

“Você estava lindo naquele palco. Porque não dança pra mim?”

Frank sorriu. Ignorou a pergunta.

Ainda era desejado.

Era uma pedaço de carne fresca. E ainda tinha a noite toda na cidade que nunca dorme.

Frank perguntou seu nome, mas não retribuiu a resposta quando foi perguntado sobre a mesma coisa. Na verdade, nem gravou o nome. Não importava. Gostava do mistério das transas de uma noite, dos calafrios que sentia quando o seu parceiro saía de fininho de madrugada, de deixar seu telefone quase sem querer nos bolsos desses homens, enquanto não estavam por perto. Conversaram um pouco, Frank rindo mais que o normal, seu ego inflando, as borboletas crescendo no seu ventre.

“Me leva pra casa?” Disparou, de repente, o sataque europeu mais presente na voz grossa. O outro fingiu se assustar, parou por um segundo, mas logo assentiu fortemente e passou suas mãos pela cintura de Frank, sensual. Aquilo definitivamente era um sim.

Se perderam nos corredores do prédio em que Frank vivia, as línguas vermelhas cereja se encontrando bruscamente, as mãos perdidas por baixo das roupas um do outro. Se arrastaram até o apartamento, a porta sendo aberta com dificuldade – por Frank estar bêbado e com tesão demais para conseguir abri-la rapidamente -, e foram para dentro. Ele não conseguia se lembrar há quanto tempo não tinha uma transa lenta.

Depois que foi abandonado pela primeira vez, não confiava mais em noites românticas, lentidão e em fazer isso sem estar ao menos um pouco bêbado (e por consequência mais selvagem).

Frank ficou em seus joelhos, enquanto abria o zíper e abaixava a calça, olhando maliciosamente para o desconhecido. Passou a língua pela sua glande, ao passo que suas mãos trabalhavam, ágeis, deixando o outro gemendo alto, ofegante. Frank o levou para a cama, não sabendo se o que estava maior era seu ego ou a ereção pulsante em suas calças.

Estava caçando novamente.

E ali estava sua presa, com as pupilas dilatas, o coração batendo descompassado, o desejando. Deitaram-se, já estavam nus, seus membros quentes um contra o outro. Frank sorria, enquanto o beijava no rosto, no pescoço, nos ombros. O desconhecido montou em Frank, penetrando-o com cuidado e pouca força, do jeito que a maioria deles fazia. Não queriam parecer rudes no primeiro encontro, e dentro de si desejavam o cravar fundo, como animais. Mas não o faziam. Eram contidos, gentis, quando queriam outro encontro, que Frank nunca os cedia. Depois, pegou um ritmo mais rápido e agressivo, mostrando assim suas verdadeiras intenções, uivando.

Deixou-se derramar dentro de Frank, e então se arrastou para ele, abocanhando seu pênis até que ele pudesse ter a mesma sensação crescendo dentro de si para expor seu gozo, que manchou o rosto do homem minimamente. Frank nunca gozava enquanto estava sendo penetrado. Na verdade, preferia ser ativo, mas esses caras de uma noite poderiam ser realmente chatos com coisas assim, alguns nunca haviam sido passivos, e Frank não queria muita conversa, então apenas ficava em silêncio, e se o parceiro tomasse a conduta se deixava levar e não se importava.

Deitaram cansados, ofegantes e descompassados.

Quando ele foi ao banheiro, Frank deixou seu número. Só para receber a ligação, nunca sairia outra vez com eles. Apenas num caso de extrema carência. Depois, foi até lá também, tomaram um banho, e então dormiram. Sentiu a cama se remexer às 5 (olhou para o relógio ao lado da cama para garantir), e viu, com um olho aberto, o moço ir embora. Quando sentiu o frio ao lado da cama resmungou, mas ele não estava mais ali. Havia saído furtivo durante a madrugada.

Rolou na cama por alguns minutos, estava insone. Notou-se pensativo. Outra vez. Estava sempre assim, pensando em coisas que passavam por sua mente sem nenhum propósito. Isso nunca havia acontecido com tanta frequência.

Então Frank levantou para ver como estava seu filhote. Jubarte estava dormindo quietinho, e foi levado para a cama. Tinha certeza que sobreviveria. Teve um mês de cuidados, e agora não correria nenhum risco. Estava vacinado, mais forte e ainda mais redondo. Agora corria pela casa e afiava os dentinhos nas cadeiras ou nos pés de Frank, quando esse chegava em casa.

Ligou para Olive porque precisava contar a alguém as peripécias da noite, mas ela estava muito sonolenta, então apenas ouviu (ou estava dormindo) enquanto Frank tagarelava infinitamente sobre se sentir um caçador. Ela disse num resmungo bêbado que ouviria mais no dia de amanhã, porque estava muito cansada. Então eles se despediram, Frank deitando de barriga pra cima com as mãos cruzadas no estômago, encarando o teto. Não conseguiria mais dormir, logo levantaria para ir a feira. Ainda assim, sussurrou em seu cachorro:

“Boa noite.”


Notas finais
É isso! Provavelmente o próximo capítulo que eu postar vai ser para dizer qual é o novo lugar pra postagem
:3