Le Banquet

21 Capítulo 20 - Free Fallin'


Notas iniciais
Boa noite! Desculpem a demora, mas eu estive na faculdade desde as 8 da manhã até agora, 22h. Ainda nem jantei, primeiro vim postar pra vocês. Olha que amor!
Espero que ainda estejam acordadas.
Essa é uma música LINDÍSSIMA do John Mayer, escutem, se quiserem.
Ah, eu adoro esse capítulo.

Na casa de Gerard, Frank fazia um bolo com calda de morangos. Doces eram sua especialidade, e o cheiro estava ótimo. Gerard usava o forno do outro lado da cozinha, para assar a sua lasanha com frutos do mar. Estava curioso e não podia se conter. Ia começar a falar sobre o quão distante Frank havia sido sobre aquele telefonema, assim como foi durante todo o dia, mas foi interrompido por uma ligação no seu próprio celular. Talvez fosse a sua hora de ser evasivo em relação à telefonemas?

“Gerard.” Falou, atendendo a ligação.

“Oi, sou eu.” A pessoa do outro lado da linha, uma mulher, parecia muito segura de que Gerard saberia de imediato quem seria, mas depois de um minuto silencioso, indicando que não, não sabia quem estava no telefone, ela disse impaciente: “Penelope, Gerard. Como pode se esquecer da minha voz? De mim?”

Dentro de Gerard, seu estômago se comportava como se estivesse em uma montanha-russa, querendo arremessar tudo que comeu durante o dia para fora. Não sabia se por rancor ou por ter relembrado como se sentia quando estava com ela, e essas sensações de repente ficaram muito grandes dentro de si. Ele olhou para Frank, que cantarolava enquanto provava sorrateiramente uma quantidade generosa de calda, esperando que Gerard não o pegasse no flagra. Se encaminhou para a janela, onde poderia tomar ar, antes que engasgasse consigo mesmo.

Dentro dele, tudo era confusão. Um caos completo. Mas não deixou isso transparecer.

“O que quer?” Disse apenas, com a voz mais firme que tinha em sua garganta.

“Você.” Ela disse, sensual. Gerard podia se lembrar com nitidez de seus lábios carnudos, os olhos bem abertos, os cabelos sempre bagunçados. Ele engoliu em seco, mantendo sua postura.

“O que está dizendo? Está louca.”

“Gerard, vi você com... Uma pessoa. Estou arrependida.” Ela disse, a voz aveludada, embargada.

“Eu fui obrigado a seguir minha vida, depois que você escolheu seguir a sua, não é mesmo?” Falou Gerard com desprezo. Mas dentro de si não havia só isso. Havia ódio, amor reprimido, indignação, nostalgia, talvez até saudade. Olhou para Frank, que o olhava de volta, um pouco confuso, mas não propriamente prestando atenção na conversa. Afinal, estava imerso na sua maior paixão (talvez depois de Gerard, ainda não sabia se colocar ele nesse posto).

“É, mas agora estou de volta. E quero te ver.”

“Não.”

“Por favor?”

“Não.”

“Eu vou continuar insistindo e insistindo.”

E desligou.

Poxa, justo agora? Estava realmente gostando muito de Frank, estavam num relacionamento estável e tinha se deixado levar. Sua vida estava certa agora, sua inspiração lhe tinha voltado, e tinha novos planos. Mas essa ligação o deixou transtornado.

Reascendeu algo por aquela mulher maluca que havia deixado sua vida de pernas para o ar. Ela era intensa.

Frank o olhava. Não perguntou quem era, porque havia mantido segredo mais cedo e achou que Gerard lhe dario o troco, caso perguntasse. Comeram quase em silêncio, ambos com suas ligações secretas rondando à cabeça. Só falaram quando a sobremesa de Frank estava na mesa, os dois se deliciando de morango. Quando decidiram falar, começaram ao mesmo tempo, e riram um pouco.

“Fale primeiro, Gee.” Disse Frank, educado.

“Tudo bem. Era Penelope no telefone.” Disse, olhando para a sobremesa em seu prato.

“E então...?” Frank falou, disfarçando a ansiedade.

“Ela quer me ver.”

“Você vai?”

“Nã-Eu não sei, Frankie.” Balançou a cabeça, ainda não tendo tempo de digerir a situação. “Às vezes acho que deveria por um ponto final na situação. Deixar essa tensão para trás. Outras acho que isso já foi enterrado quando ela saiu de casa.”

“Ainda sente alguma coisa por ela?”

“Mentiria se dissesse que não.” Ele disse, honesto. Frank fingiu não se abalar, por conta da sua reputação autossuficiente, mas aquilo foi como um soco no peito. Quase cuspiu o que tinha na boca. Queria chorar. Mas só balançou a cabeça negativamente. Ficou mais um tempo na mesa, e juntou os pratos, os colocando na pia.

Se sentiu ofendido. Mas entendia, afinal. Ele tinha uma história antes de conhecê-lo, e até conviveu com ela no começo. Era fácil, pois não tinha ninguém tirando o seu Gerard. Agora a situação era diferente. Quem essa vadia achava que era, afinal? Achava que era só voltar, estalar os dedos, e Gerard deixaria sua vida para voltar para ela?

Poderia ela ter esse efeito sobre Gerard?

Bom, ele parecia bem abalado.

Perdido em pensamentos, não notou Gerard atrás de si, e quando virou, levou um susto. Olhos muito brilhantes focados nos seus, respiração quente contra seu rosto. Ele estava muito próximo.

“Frankie... O que tinha para me dizer?” Disse finalmente, sem desviar o olhar, sem sair de perto.

“Não acho que seja oportuno. Não mais.” Falou, acenando negativamente com a cabeça. Estava notavelmente triste.

“Me diga, pequeno.” Insistiu Way, roçando seu nariz pontudo na bochecha de Frank, deixando beijos nas comissuras dos lábios, mandíbula e pescoço, as mãos já acostumadas com o corpo dele, passeando pelas suas costas.

“Eu só... Só achei que tivéssemos em outro nível, entende? E agora essa mulher volta e...” Resmungou Frank, já meio rendido entre beijos e carícias.

“Shhh... Eu vou colocar um ponto final nessa situação. Vou me encontrar com ela e resolver isso.” Ele prometeu, os lábios passeando contra dos de Frank, ainda não se atrevendo a beijá-los propriamente.

“Eu duvido. Ela tem uma espécie de poder contra você.”

“Não pense nisso. Deixe pra lá.”

“Viu? Não nega. É verdade.”

“Eu quero você.” Disse somente, a voz mais baixa, para então grudar a boca na de Frank, num beijo longo, apaixonado. As línguas se encontrando levemente, suaves e doces pela sobremesa. Estava sendo evasivo.

Mas foi convincente.

Guiou Frank pelo apartamento, as mãos perdidas entre as costas e as coxas dele, os beijos sendo deixados nos ombros que já estavam descobertos. Frank havia se esquecido do mundo, porque era beijado estrategicamente próximo à orelha, onde era mais sensível. Sentia uma ereção crescendo constante entre suas pernas, as calças o incomodando.

Gerard desfazia seu próprio cinto quando caía na cama, Frank tendo invertido as posições, montando em seus quadris para lhe beijar de forma sensual. Deitaram-se os dois, beijando-se avidamente enquanto terminavam de se despir como podiam. Gerard agora gemia o nome de Frank abafado contra sua pele, esquecendo totalmente do telefonema que recebeu mais cedo, esquecendo de tudo, pensando apenas naquele momento. Seus corpos quentes um sobre o outro, o começo de inverno sendo esquecido lá fora, nada disso pertencia ao mundo deles quando tinham um ao outro entres os lençóis macios da cama de Gerard.

“Gee...” Frank choraminga, quando se posiciona no colo de Gerard para ser penetrado, pronto pra que se tornem apenas um.

Está perdidamente apaixonado por Gerard e espera que seja recíproco. Dá tudo de si essa noite para satisfazer as vontades de Gerard, para que ele esqueça a mulher que ligou mais cedo e pense apenas nele, na forma com que seus corpos se encaixam com perfeição, nos momentos bons que passaram, na cama ou não.

Arranha Gerard porque é seu.

O morde, para que vejam que tem um dono.

Enquanto isso, já encontrou um ritmo confortável para sem mexer sobre Gerard, que ofega como louco, os cabelos grudados na testa, a boca já seca por estar aberta buscando ar por algum tempo, sem conseguir discernir palavras para falar no momento. O nome de Frank é dito algumas vezes, eles invertem as posições, Gerard o penetra mais forte e rápido, o masturbando enquanto o faz. Minutos depois, talvez horas, os dois caem, tendo chegado ao orgasmo, os corpos cansados e suados, sujos, um sobre o outro.

Gerard sai de Frank vagarosamente, ofegante. Afaga seus cabelos generosamente, calmo e delicado, ao contrário das atitudes que tomou nos momentos anteriores. Beija a confusão de cabelos castanhos e arranha devagar as costas de seu pequeno, que se encaminha para o sono sem restrições.

Gerard não o deixa dormir.

“Vamos tomar um banho?” Pede somente, mas é mais uma intimação.

Frank se levanta contrariado e está se arrastando. Gerard o banha, se sentindo aliviado por dentro, leve como uma pluma. Se deitam e agora Frank está deitado sobre o peito de Gerard, que tem seu braço passando por trás do pescoço dele, respirando calmamente.

“Você cheira como um bebê. Fresquinho e doce.” Diz Gerard, calmo como sua respiração.

“Oh, obrigado.” Frank responde, com os olhos já pesados.

“O que ia dizer mais cedo, Frankie?”

“Ah, boneca...”

“Por favor, diz.”

“Tudo bem. Temos uma semana livre no restaurante, ele fechará entre o natal e ano novo. Era Bob no telefone, confirmando que isso realmente vai acontecer. Eu tinha pensado em... Em te chamar para um passeio, para passar as festas comigo...” Frank suspirou pesadamente. “em Paris.”

Gerard ficou surpreso. Não esperava pelo convite.

E não sabia o que responder.

Esperava que Frank já estivesse dormindo quando disse: “Vamos pensar sobre isso, gostei da ideia.” Sendo vago e pouco claro com a resposta. Frank estava acordado e consciente de que talvez não tivesse feito a escolha certa quando o contou sobre seus planos.

O telefonema de Penelope definitivamente mexeu com Gerard.


Notas finais
Eu adoro, mas acho que vocês não vão gostar muito da atitude do Gerard. Não o odeiem, odeiem a Penelope (sim, não é a Lyn-z).
Ela que faz isso com ele. Aposto que -talvez- também tenha uma Penelope na vida de vocês, essa pessoa que tem algum tipo de... magnetismo. Que por mais que fiquem felizes com alguém, essa pessoa sempre tem algo sobre você.
Mas se vocês não tem, um dia terão.
Amanhã respondo os comentários e espero que tenham novos, mesmo que eu tenha postado tarde. O FRANK É LINDO, NÉ? QUE SURPRESA MAIS AMOR.
AMO VOCÊS ♥ SEUS LINDOS