Le Banquet

17 Capítulo 16 - La Noyée


Notas iniciais
Oi, bonitinhas!
Obrigada por todos os comentários, depois vou responder todos. E desculpem não ter postado ontem, não tive tempo.

Estavam dormindo e Frank sentiu a cama se mexer e ficar vazia, deixando um arrepio em sua espinha. Demorou um pouco para se lembrar o que havia acontecido: tinha feito sexo com Gerard, cochilado, depois haviam tomado um banho delicioso juntos, para então dormirem feito anjos. Mas espere um pouco! Gerard estava indo embora?

Frank o segurou o braço quando se levantava, e o encarou de olhos bem abertos.

“Gerard, onde vai?”

Não queria mais aquilo, não queria ser deixado na noite com frio, não queria sentir os arrepios quando deixassem a sua cama, não queria acordar sozinho.

“Calma, Frankie, eu só vou ao banheiro.”

Ufa.

E então voltou a dormir, sentindo apenas quando um Gerard morno se encostou nele para dormir bem próximo, quase o abraçando. Ele sussurrou boa noite em seus ouvidos, e dormiu sorvendo seu cheiro. Frankie estava feliz. Quando acordou realmente, achou que havia tido mais um de seus sonhos. Sorriu ao ver uma confusão de cabelos negros sobre um de seus travesseiros, que teria puxado para abraçar durante a noite, mas agora tinha achado algo para substituir, e era mais morno, e o retribuiria se o beijasse. Viu as marcas do dia anterior. Por mais que tenha sido uma noite diferente das outras, por vezes fez coisas involuntárias que apareciam sobre a pele alva de Gerard: uma marca roxa no pescoço, um arranhão nas costas, e a provável dor no traseiro que sentiria quando acordasse. Sabia como era, e assim sendo, foi preparar-lhe um café.

Tinha uma bandeja de prata para esse tipo de ocasião, mas nunca havia usado. Estava empoeirada em cima de um armário, e Frank a lavou com cuidado, colocando frutas, waffles com calda de chocolate. Chá, café e suco (Frank não sabia qual agradaria mais Gerard, e optou por colocar todos de uma vez), e alguns pãezinhos que correu comprar. Estava emocionado.

Ah, sim! Ainda tinha uma flor, que havia colhido no caminho de volta da padaria, com Jubarte na coleira, o puxando e atrapalhando, porque já estava bem crescido.

Nunca se sentiu tão romântico.

Achou que deveria estar em Paris, e não em Nova Iorque.

O acordou gentilmente com alguns beijos nas costas nuas, que na noite anterior arqueavam de prazer, agora apenas subiam e desciam numa respiração lenta e tranquila. Gerard acordou e sorriu, se acostumando com a luz da manhã. Era impressionante como seu humor havia mudado, e agora conseguia mostrar seus dentinhos pequenos e engraçados.

“Frankie, hoje é seu aniversário, era eu quem deveria fazer o café!” Falou, birrento, enquanto comia seus waffles com muita vontade.

“Nah. Tá tudo bem, eu gosto de fazer coisas assim. E você pode me recompensar a noite, princesa.” Disse, malicioso, uma sobrancelha arqueada e um olhar atravessado.

“O que? Ah, não. Minha bunda tá dolorida.” Falou com uma careta.

Frank riu.

Depois que tomaram café, ainda ficaram na cama por mais um tempo.

Gerard analisava Frank, que estava deitado em seu peito. Se perguntava como tinha parado lá, como tinha sido atraído por tudo aquilo, e agora não conseguia se arrepender. Ao contrário do que pensou, não foi constrangedor. Nunca havia conseguido se imaginar numa situação parecida, mas acabou sendo como achava que devia ser: considerar a pessoa que se está junto como uma pessoa. Não como um gênero, não com suas partes do corpo iguais ou diferentes, mas apenas outro ser.

Frankie sentia paz.

Assim, Gerard disse que tinha de ir, mas voltaria para o almoço. Frank insistiu para que ficasse, mas ainda assim ele foi. Disse que tinha coisas a fazer. E realmente tinha. A tarefa era difícil, mas compraria um presente para Frankie. Foi para o shopping, pensativo e intrigado. Acabou por descobrir que não o conhecia realmente; tudo era muito novo e intimidador. Então vasculhou sua mente atrás das coisas que Frank gostava, que acabaram por consistir em: cozinhar, cachorros, rir, ler e encabular as pessoas. O que não era uma boa lista, mas era um começo.

Quando já estava próximo do horário do almoço e Gerard ainda não havia pensado em nada, estava se descabelando. Queria dar um presente que significasse algo, que o agradecesse por ser tão cheio de vida. Não achava um presente que significasse tudo isso, e então decidiu por uma compilação de coisas que Frank gostaria. Dentro da mais maravilhosa caixa de presente que encontrou em todo o shopping, colocou uma coletânea dos Smiths, a coleção dos filmes Guerra nas Estrelas, uma coleira para Jubarte. Mas ainda assim, estava muito impessoal. Era uma tarefa difícil. Gerard queria se matar. Quando estava quase desistindo da merda toda, simplesmente algo apareceu na sua frente sem avisos. Era perfeito e era pessoal, mas era muito... Possessivo? Nah.

Chegou na casa de Frankie atrasado, o que o irritava. Mas quando viu o que trazia, logo abriu maior sorriso de seu acervo, enlaçando o pescoço de Gerard, gritando “Presente! Presente!”, como uma criança na noite de natal.

Abriu os presentes ainda sustentando o sorriso animado, mas seu rosto se iluminou quando viu o último presente: um chapéu de cozinheiro, como os que as pessoas acham que eles usam, com as palavras “meu chef”, bordadas em vermelho.

AI, MEU DEUS! Eu sempre quis ter um desses” Disse, olhando surpreso para o presente, o examinando antes de colocá-lo na cabeça. “Pareço mais comível assim?” Disse, as mãos na cintura, o olhar atravessado.

“Assanhado.”

“Ao menos agora sou o assanhado de alguém?” Disse, tirando o chapéu da cabeça, analisando a escrita outra vez, risonho. Gerard corou. Sabia que era possessivo demais. Esperançoso demais.

-x-

Durante o dia, Frank recebeu um milhão de telefonemas, dois bilhões de mensagens e tudo o que tinha direito. Gerard estava enciumado. Mal recebia ligações de seu irmão nas datas comemorativas, não estava acostumado com popularidade ou felicitações, e por isso mantinha sua cara fechada.

Decidiram ir à um pique-nique no parque, Gerard se tornando pensativo e distante durante o dia.

“Gerard, querido, o que foi?”

“Frankie, o que vai ser de nós agora?” Dizia, Frank levemente encostado em suas pernas enquanto estava deitado sobre uma toalha, observando as nuvens formarem desenhos. Olhou para Gerard.

“Eu não sei, porque não apenas deixamos acontecer?” Gerard maneou a cabeça negativamente.

“Não consigo. Preciso de algo que soe como um plano.” Disse, sorrindo leve. Frank se levantou, ficando próximo de Gerard, o olhando nos olhos.

“Então eu tenho um plano do que vai acontecer daqui pra frente. Eu vou te querer por perto cada vez mais. Você será minha inspiração. Os dias vão se passar, e eu vou te observar dormir, vou te dizer o quanto é bonito, vou te convencer a gostar de mim tanto quanto gosto de você, vou te fazer ver estrelas e te fazer experimentar meus novos pratos. Vou te dizer o quanto é especial e te conquistar todos os dias. Quero que seus joelhos tremam, que você sinta arrepios bons e que admire a si mesmo, para depois poder me retribuir.” Falou, sincero, romântico e piegas.

Gerard engoliu em seco. Seus joelhos tremiam.

Notas finais
Então, é o seguinte: a fic tá pronta
são 22 capítulos e o epílogo.
Vocês vão notar que a partir agora as coisas vão acontecer bem rapidamente, não se assustem!
xo