Laços de Flor
2 Apaixonada
Notas iniciais
Dias se passam e nada do Albafica, deste aquele dia eu não paro de pensar nele não importa a onde eu vá, mas eu não o encontro em lugar algum, será que ele está em alguma missão? Quando irá voltar? Foi quando comecei a me sentir envergonhada a me ver apaixonada por um cavaleiro de ouro, toda noite vou dormi pensando em quando irei ver aqueles belos olhos é inevitável olhar o céu celeste e não lembrar, e todo dia me encontro torturando-me com esses sentimento de angustia.
Já se passaram-se semanas. O dia está quente as pessoas cansadas, trabalhando para não passar fome, crianças infelizes e mendigando, me sinto mal, quero fazer algo a respeito a minha terra ao meu povo, mas eu ainda não posso fazer nada, não posso defende-los e nesse momento apenas algo me faz feliz à bela imagem daquele homem. Quando termino de ajudar meu pai com as flores já está anoitecendo, começo a passear pelo nosso jardim onde paro e sento na grama onde aprecio as flores especialmente as rosas porque o Senhor Albafica parece gostar delas quando uma leve brisa toca meu rosto junto com ela vem uma voz silenciosa a sussurrar:
’’Albafica, Albafica’’
Dou um longo suspiro onde falta o ar, deito levemente na grama onde observo o céu e imagino onde ele pode está, e uma sombra se forma a minha frente... É meu pai ele senta-se ao meu lado para conversa porque está preocupado.
Agathia não parece muito bem esses últimos dias e durante aquela tarde não pronuncia nenhuma palavra, ela convence seu pai de que está tudo bem, logo, se levanta e lhe da um beijo em sua testa e sai andando de vagar.
– Agathia gostaria que levasse esse maço de orquídeas ao Mestre Sage você pode fazer isso por mim? Estou cansado por hoje – diz o pai da jovem.
Sem hesitar me apresso em ir animada para cumprir a tarefa, claro que estou cheia de esperanças de encontra-lo.
xx
Quando estou me aproximando do Santuário uma chuva com pingos grossos acompanhada de ventos fortes me pega de surpresa.
– Que desperdício... São belas orquídeas chegarão destruídas ao Papa.
Corro para tentar chega depressa e evitar que a chuva deixe o buquê imundo, ao ouvir aquelas palavras meu coração dispara quando paro de andar me viro em um instante sem pensar.
Do nada, algo branco cai sobre meu corpo.
Eu sabia! É ele, o Senhor Albafica, meu coração não se enganou por um segundo... Estou coberta por um manto é suave e nobre onde não sinto mais a chuva logo posso ver o dono desse lindo cabelo azul claro que se move ao vento.
Albafica está voltando da cerimônia daquela tarde quando reconhece a garota que outro dia levava rosas ao Grande Mestre a vê-la na chuva ofereceu-lhe proteção.
Agathia sem parar pra pensar corre em sua direção para agradece a sua gentileza ele não a olha pelo contrario a ignora, mas ela não se importa está esperando por isso há dias então vai á sua direção, tenta tocar sua mão para que virasse e pudesse agradece, sendo repelida por um olhar ameaçador.
– Não toque em mim!
– Eu só quero agradecer – minha voz está tremula nesse momento algo me machucou ser tratada daquele jeito foi horrível, o Mestre Albafica parece ser muito insensível.
Mesmo que ele pense que palavras não tem valor algum para ele, sabe que é mentira porque aquela moça o usou e seu coração doeu muito, ele não é completamente imune às pessoas. Essa foi à primeira pontada dentro de si que o cavaleiro sente em muito tempo. Ele não quis explicar nada apenas se vai deixando a menina confusa e espantada.
O que essa garotinha tem? A única, entre todos, que o faz sentir coisas que para ele já havia esquecido há muito tempo.
Paraliso no ar, minha mão vai de encontro ao meu peito apertando com força minha blusa onde sinto meu coração gelar, porque ele foi tão grosso? Todo aquele sentimento de paixão se vai não paro de pensar naquele fato onde só preciso saber o porquê dele ter agido tão rude, essa curiosidade está me deixando maluca.
Depois de entregar o buque ao Grande Mestre que agradece pelas orquídeas volto depressa pra casa.
xx
– Papai, o Senhor Albafica foi tão rude comigo... Eu só quis agradece por ter me protegido, mas ele me evitou como se eu fosse algo nojento e asqueroso! – Agathia desabafa.
– Não diga isso minha filha o Cavaleiro de Peixes é um homem muito bom e determinado, apenas evita contato físico com as pessoas. Dizem que seu sangue é venenoso por conta das rosas venenosas em que convive ele as cultivas para usa-las como armas em batalha, mas no final das contas ele só quis te proteger porque acredita que pode ferir as pessoas.
– Isso é muito triste papai... Não sabia... Vou devolver o manto e demonstrar um pouco de respeito nem que seja um pouquinho – Agathia está animada e ao mesmo tempo triste por tudo que tem escutado.
Com um sorriso no rosto pego o manto e coloco pra lavar e assim ficar impecável para o Albafica– Sama.
xx
Mesmo sabendo que não tenho chances de encontra-lo novamente para minha sorte soube que ele irá sair em uma missão para uma ilha vizinha pela manhã onde vou levar flores ao Mestre propositalmente.
Agathia para poder chegar à sala do Mestre Sage passa por áreas de circulação dos cavaleiros dourados, o único que ela não ver perambulando é o Mestre de Peixes. Nessa situação se aproveita para saber mais sobre os guerreiros de Atena.
Como esperado avisto o cavaleiro de Peixes, ele está descendo as escadas da casa de câncer fui a sua direção parei nos primeiros degraus, com um olhar distante eu posso reparar aqueles belos olhos que parece mais duas pedras preciosas isso faz com que todo meu encanto por aquele homem belo e gentil volte.
Não posso evitar e coro eu sei por que meu corpo paralisa, meu rosto esquenta e minhas mãos gelam ele continua descendo e para a minha frente uns dois passos atrás nossos olhos se cruza e parece uma conversa muda, minhas pernas tremem e o medo de não conseguir fica em pé eu respiro com intensidade porque me falta o ar quando ele olha para minha mão direita e ver seu manto, e na mão esquerda um buque de flores onde não mostra interesse.
– Se... Senhor Albafica eu vim lhe trazer seu manto... – digo toda sem jeito.
Ele não me dirige uma palavra apenas me observa.
– Estou muito grata por ter me protegido da chuva! – insisto pela sua falta de reação.
Sentindo-me envergonhada estico minha mão direita com seu manto e fecho os olhos eu não sei oque irá acontecer... Quando eu abrir os olhos ele irá desaparecer? Aqueles segundos parecem um século inteiro, abro meus olhos e ele ainda está aqui diante de mim, ele me da um sorriso leve e me fez sorrir junto com ele. Albafica estica seus braços em direção a minha mão cuidadosamente para que eu não o toque, suas mãos se aproximando eu não consigo evitar estou nervosa meu rosto começa a ferver mais e mais, tremendo, esbarro minha mão nas dele.
– Perdão – diz Albafica pegando o manto para que não caía no chão e me observa com aqueles olhos azuis misteriosos olhando diretamente nos meus.
– N-não peça perdão Mestre Albafica eu me sinto honrada por isso.
Albafica está machucado há algo por dentro o remoendo deste a noite chuvosa em que o cavaleiro dourado retornava para sua casa e no meio do caminho viu a pequena garota e acabou sendo rude com ela, ele não queria.
E com um leve sorriso ele observa suas mãos que agora se tocam com a da pequena moça, logo se afasta e vai embora sem dizer uma palavra.
Depois de ir à sala do Mestre saio correndo para casa onde tenho o dia mais feliz da minha vida, chego no meu quarto para minha surpresa vejo uma rosa vermelha abro um sorriso no rosto e caio na cama sentindo o cheiro da rosa, suspiro com expressão sonhadora eu sei que foi ele, só pode ter sido ele. Eu não paro de viver aquele momento aquelas mãos de toque suave de encontro a minha... E penso, será que nunca vou sentir seus lábios ou nunca vou está seus braços?
Agathia não imagina que está sendo observada pelo dono dos olhos azuis escuros que poucas vezes lhe tiram a frieza e a solidão que existe dentro de si. Com o tempo Albafica vai descobrindo sobre Agathia e sua família, sua mãe é uma dona de casa e o pai é jardineiro que também cuida dos jardins do Santuário, pessoas que ele deseja conhecer.
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