Laços Quebrados
4 Capítulo 4
Notas iniciais
Se quiserem claro! xD
Três anos depois
Isabella
- O juiz declara o réu inocente, dando por terminada a sessão. – Anunciou a voz firme do juiz.
O meu cliente suspirou ao meu lado. Sorri-lhe e cumprimentamo-nos com um aperto de mão.
-Parabéns Dr. Isabella! – Felicitou-me o meu cliente.
-É a si que deve felicitar, Sr. Denali.
-Sim, mas sem sim, eu não teria conseguido. – Afirmou com firmeza.
Sorri de novo assentindo.
Guardei todos os papéis dentro da minha pasta e juntamente com Denali saímos do tribunal. Flashes de camaras surgiram de todos os lados. Os seguranças do meu cliente acompanharam-nos até ao estacionamento privativo onde os nossos transportes nos aguardavam.
-Até um dia Sr. Denali. – Despedi-me.
Ele riu e a sua voz grossa e o sotaque italiano preencheram os meus ouvidos antes de me virar e entrar no meu carro.
-Espero não a ver tão cedo, Dr. Isabella. Não a negócios! – Disse entrando no carro de vidros fumados.
Vi o carro deixar o estacionamento e depois dirigi para casa, onde um descanso me aguardavam ansiosamente.
Edward
-Preciso que venhas Edward! O meu pai ganhou o caso, irá festejar em família…e tu és família, agora, querido! – Falou Tanya.
-Irei pensar Tanya! – Prometi. Desligando o telemóvel de seguida.
Estava cansado. Tudo na minha vida era monótono e demasiado cansativo, para que pudesse ter um pouco de paz interior.
O meu corpo ajeitou-se na cadeira fria do escritório. A pressão pesava nos meus ombros, estava esgotado de mim próprio. Queria algo novo, verdadeiro.
Eu precisava disso. Eu sentia que sim.
O telemóvel voltou a tocar em cima da mesa. Apenas olhei o visor do mesmo ansiando ser uma pessoa diferente. Mas as minhas expetativas não foram ouvidas por uma força maior, pois ali estava o nome do qual eu tanto fugia nos últimos tempos.
Tanya Denali. Minha companheira, fútil, mimada e vazia. Sempre que a olhava, tentava, em vão, encontrar um sinal, uma particularidade de quem me marcou profundamente. Mas os cabelos não eram iguais, os olhos não tinham o mesmo tom, o sorriso não tinha o mesmo efeito em mim, e a personalidade era completamente desigual. Sentia-me egoísta em compará-las. E para contornar isso agarrava-me a um sentimento falso. Inexistente entre mim e Tanya.
Mas não era isso que ela pensava que tínhamos. Mais uma vez, eu errava, mais uma vez me entregava a alguém por aparências. Isso magoava ao ponto de não conseguir ultrapassar o passado, mas também era uma forma de me fazer ver o quanto eu estava arrependido. E fazia-me ver o quanto o medo se acumulava no meu interior, fazendo com que eu não me entregasse de corpo e alma a alguém.
O som de alguém a bater na minha porta acordou-me dos meus pensamentos. A voz fina da minha secretária pediu licença para entrar que rapidamente foi-lhe concedida.
-Sr. Cullen, recebeu um convite de Eleazar Denali. Ele pede-lhe que aceite e confirme a sua presença ainda hoje.
-Para que é mesmo Ângela? – Perguntei, ainda um pouco ausente.
-Uma pequena comemoração familiar. Tem aqui mais detalhes. – Informou depositando um papel com o selo dos Denali em cima e a assinatura de Eleazar, o homem de família.
-Tudo bem Ângela. Confirme a minha presença por favor.
Isabella
A noite estava um pouco fria. E a minha vontade de ali estar não era muito grande. Mas e sabia da importância da minha presença ali. Denali queria celebrar, em família, o facto de ter saído vencedor no caso judicial em que se encontrava. E modéstia á parte, eu tinha-me servido de um bom trabalho de persuasão e pesquisa. O que me levou a consumir bastante Red-Bull em muitas das minhas noites.
A casa de Denali transmitia poder. A enorme fachada branca, depois de um grande jardim frontal bem cuidado mostrava a imponência de tal família.
Eleazar, um homem de dinheiro e muito, tinha começado pouco a pouco, com um pequeno negocio de lavandarias que foi crescendo e registando-se em todos os países, depois os seus inúmeros hotéis, juntando á sua enorme herança a marca de vestuário da sua esposa, Carmen Denali.
Saí do carro desfilando o meu vestido. Rapidamente a grande porta da frente foi aberta para que eu pudesse entrar. Uma Carmen sorridente abraçou-me rapidamente e em seguida Eleazar orgulhoso, sorriu-me cordialmente.
-Bem vinda á minha humilde casa Isabella! – Cumprimentou Denali.
Sorriu para mim e eu correspondi. Eleazar voltou a desaparecer entrando num comodo da casa, enquanto Carmen me guiava até a uma enorme sala, onde os seus três filhos conversavam animadamente. Kate, a mais velha, fazia-se acompanhar do seu marido e os dois filhos, os enormes cabelos loiros caiam-lhe perfeitamente pelos ombros nus pelo vestido, esta sorriu-me assim que me viu, levantando-se para me abraçar também. O seu marido, Hindley, cumprimentou-me com dois beijos no rosto, num sofá um pouco mais distante estava Tanya, a filha mais nova. Sempre que eu a olhava, o seu rosto parecia trazer um sentimento de superioridade, desdenho pelos outros, e assim como a irmã e a mãe Tanya era extremamente loira e carregava um par de olhos verdes esmeraldas. O filho do meio Garrett, amigo que tanto me ajudou a continuar a minha carreira, falava animadamente com o seu sobrinho mais velho, Ephraim, enquanto carregava no seu colo o pequeno Edgar. Quando me viu sorriu-me e eu contribuí. Sentei-me ao pé de si no sofá e ele beijou-me o rosto. O pequeno Edgar estendeu-me os seus pequenos braços e Garrett depositou-o no meu colo, acolhi o pequeno confortavelmente e brinquei um pouco com ele. Ephraim rapidamente beijou-me o rosto, talvez fosse ciúme de irmão mais velho.
-Eu acho que se eles pudessem trocavam a mãe pela tia Isabella! – Resmungou brincalhona Kate que me sorriu.
-Seria uma escolha interessante! – Brincou Garrett.
Kate mandou-lhe uma almofada bege do sofá que Garrett apanhou de imediato fazendo todos os presentes na sala rir, menos Tanya que ainda se encontrava afastada mexendo no seu telemóvel.
Senti alguém sentar do meu lado, era Carmen que sorriu.
-Está esperando o noivo chegar. Edward é um homem muito ocupado, acho que não é o certo para a minha mais nova mas ela… Esta convicta que sim!
Sorri-lhe, porem o nome mencionado fez o meu estomago embrulhar por momentos.
Levantei-me perguntando onde era a casa de banho. Carmen indicou-me sorrindo, como sempre.
Segui-a pelo corredor argo e entrei na porta que me foi instruída a abrir. A casa de banho era ampla e extremamente branca. Pousei a minha bolsa de mão na bancada de mármore e abri a torneira para molhar a nuca um pouco. Se só de referir o nome dele mas sentia tonta como me sentiria se um dia o voltasse a ver.
-Isabella? Está tudo bem? – Perguntou a voz de Garrett.
-Sim sim! Já vou sair. – Respondi.
Garrett estava encostado á parede que ficava de frene para a porta e senti os seus olhos observarem o meu rosto por momentos. Depois sorriu-me e vi alívio em seu rosto.
-Eu estou bem! Sério. – Disse.
Ela riu e eu vi-me obrigada a rir com ele. Conhecíamo-nos há três anos mas parecia que nos conhecíamos há muito mais tempo.
Começamos a descer as escadas que nos levariam para o salão quando Kate passa por nós e me pede para segurar o pequeno Edgar e, o passa para os meus braços. O pequeno logo se ri e eu ri-me também acariciando a sua bochecha e depositando um pequeno beijo na face rosada.
-Chegou o convidado do meu pai, noivo de Tanya. Vamos? – Perguntou-me Garrett.
Chegamos á sala e o silêncio parecia ter-se instalado de imediato. Olhei ao meu redor e vi Tanya com um homem de porte atlético. Ele estava de costas para nós enquanto ela me observava com expectativa. Estranhei a sua atitude.
Eleazar mal me viu com o neto nos braços correu para ao meu encontro e brincou com o neto nos meus braços. O menino gargalhava com as caretas do avô e chamava todas as atenções para si.
Senti alguém me observar e levantei o olhar do pequeno em meus braços.
E ali vi, o meu mundo ruir, novamente, a muralha que construíra, parecera não servir de nada naquele momento. Lágrimas queriam tomar os meus olhos mas cerrei os maxilares rapidamente.
Os meus olhos não se desviavam dos deles e vice-versa. Ele caminhou até mim e eu senti que perdia o ar a cada passo seu, em direção a mim. Quando ela estava realmente perto, pode sentir o seu perfume abalar cada molécula do meu quarto. Ele olhou de relance o pequeno em meus braços e a mão de Garrett em minha cintura de forma possessiva.
Sabia o que significava aquele olhar.
Ele estendeu a sua mão larga para me cumprimentar. Estendi-lhe a minha tocando a sua pele. Arrepios passaram pelo meu corpo e eu queria poder fugir dali.
-Prazer, Edward Cullen. – A sua voz firme e grossa soou maravilhosamente nos meus ouvidos.
Mas então apercebi-me de um facto importantíssimo.
Edward Cullen, era noivo de Tanya Denali!
Notas finais
Para que fiquem cientes, esta será uma short-fic. Ainda não sei ao todo quantos capitulo terá.
Se houve alguma coisa que não perceberam perguntem.
Bjs ♥!
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