Laços Quebrados
15 Capítulo 15
Notas iniciais
Especialmente á Angel Simpson (sabes que és importante fofa!! 143!), á CostaSalazar (a quem eu agradeço por tudo! mesmo ♥), e ás minhas novas leitoras : Ru Andrade e Mariza a quem eu agradeço por comentarem desde o inicio!! Bgd por todo!!
(Lamento se tiver erros mas o sono já é muito!!):P
Levantei-me da cama, ainda com a carta nas minhas mãos e dirigi-me para a sala a fim de me despedir de todos que ainda estavam ali presentes.
Eleazar veio até mim assim que acabei de descer as escadas.
-Eu fiz todo isto por vocês os dois! – Confessou.
Eu acenei positivamente com a cabeça. Afinal, eu percebi a as suas ações. Todo tinha sido feito em função dos filhos. Daquilo que era melhor para eles. Eleazar tinha trazido Edward para Itália, com apenas um propósito. Fazê-lo perceber se ainda me amava ou não, se estava pronto para se casar com Tanya.
-Tudo bem Eleazar!
-Espero que tenha uma boa viagem Isabella.
-Obrigada.
Um dos empregados da casa levou as minhas malas para o táxi que me iria levar para o aeroporto. Despedi-me dos empregados, abracei Lea, por fim.
Já fora de casa, o meu olhar recaiu sobre as paredes da mesma, tinha construído boas e más memórias ali, que ficariam guardadas em mim.
Finalmente entrei no carro e sem olhar para trás, pedi ao motorista que iniciasse o caminho para o aeroporto. Quando o táxi estacionou já na entrada do aeroporto, eu saí e as minhas malas foram colocadas junto de mim. Agradeci ao motorista. Eleazar já tinha pago a viagem como forma de pedir perdão pelo que acontecera dias atrás na sua casa.
Colocando a minha mão direita no bolso do casaco negro comprido, senti a carta que recebera de Garrett. Retirei-a do bolso e encarei-a, sem saber o que fazer com a mesma. Por fim, guardei-a novamente no bolso do casaco, e pegando nas malas que me pertenciam, entrei no aeroporto decidida do que faria dali para a frente. Dirigi-me ao balcão de informações, pedindo um depósito para a minha bagagem. Depois de toda a burocracia tratada, aluguei um carro simples, e dirigi-me para a residencial, decidida a falar com Garrett.
Demorei cerca de meia hora a chegar á residencial “II Bel Sogno” (O Belo Sonho). No saguão da entrada um dos empregados veio ter comigo para me ajudar com as malas. Imediatamente, neguei a existência de algumas malas e corri para o balcão de atendimento. Foi atendida por uma mulher bela e loira, de aproximadamente trinta anos de idade, que usava uns óculos simpáticos na cana do nariz, que usualmente os endireitava com o dedo indicador. Gesto, esse começou a denotar em mim alguma falta de paciência.
-O quarto do Sr. Denali. Garrett Denali. – Pedi, apressadamente.
Enquanto ela procurava nos registos do computador, demoradamente, senti o meu telemóvel tocar. Peguei nele vendo que era Eleazar que me ligava, provavelmente perguntado se tinha chegado bem no aeroporto, mas essa chamada foi rejeitada por mim.
-Quarto 66, mas nós…
Não dei tempo dela acabar a frase e corri para os elevadores, querendo chegar no quarto o mais rápido possível. Porém, estar ali fechada numa caixa metálica, durante alguns minutos pareceu horas intermináveis. Eu sabia que tinha até amanha para o ver, mas mesmo sabendo disso ansiava poder pedir-lhe perdão por tê-lo magoado.
E quando as portas do elevador se abriram dando-me passagem para o longo corredor, eu corri. Os meus olhos pairavam no número que cada porta apresentava, até encontrar aquele que eu procurava.
E ali estava eu. Em frente á porta, ganhando coragem para bater na mesma e poder, finalmente vê-lo. Fiquei inerte durante momentos, sem saber o que fazer. O que lhe diria assim que o tivesse frente a mim? O que faria?
Um suspiro profundo irrompeu do meu peito como se estivesse a ganhar coragem para o próximo passo. Mas eu sabia, que coragem era algo que eu ainda não tinha alcançado naquele curto espaço de tempo.
Finalmente decidi bater á porta. Alguns minutos e nada se passou. Bati novamente, e desta vez a porta deslizou suavemente abrindo-se sozinha. Abri a porta completamente e encontrei um quarto vazio. Fechei a porta atrás de mim, e caminhei pelo quarto á procura de alguma coisa que me pudesse dizer o que se passava ali. Ouvi um barulho de água cair atrás de uma porta e supôs que ali fosse a casa de banho e que Garrett deveria estar a tomar a sua ablução. Afastei-me da porta quando ouvi a água a ser desligada e sentei-me na cama de costas para a mesma.
Ouvi a porta a ser aberta e depois uma gaveta abrir e a fechar. Ele, nada disse. Estranhei. Teria ficado tão chateado comigo ao ponto de não me falar? Não, esperava que não. Novamente, ouvi uma comoda ser aberta, e fechada de seguida. Suspirei.
Levantei-me e sem olhar para ele sentei-me no sofá que fazia a divisão do quarto e da sala. Ele continuou sem dizer nada. Porém, ouvia-o mexer em algumas gavetas, depois no que parecia ser papéis e por último ouvi que ele caminhava devagar até onde eu estava.
Em cima da mesinha de centro que ficava em minha frente, uns papéis foram atirados violentamente sobre ela.
Estranhei e peguei-os na mão.
-Assina! – Aquela voz tão bem conhecida por mim, não era de Garrett mas sim de Edward. E olhando os papéis nas minhas mãos, percebi o que eram.
-O que fazes aqui? – Perguntei. – Foste tu que mandas-te aquela carta?
-Acredito bem que sim! Caso contrário verias aqui o teu amigo Denali, não concordas? – Disse irónico. – Assina!
Pousei os papéis em cima da mesinha de centro e levantei-me para o encarar.
-Porque só agora? Porque esta mentira? Era necessário fingires ser Garrett?
-Virias ter comigo se te dissesse a verdade? – Perguntou.
Os seus olhos estavam vazios, solitários e não demonstravam nenhum sentimento. Não era o mesmo Edward.
-Eu não sei. – Respondi francamente á sua pergunta.
-Eu sei. Tu dirias que não! Não virias a correr como vieste, pensando ser Garrett quem te esperava aqui, e não eu…o homem que dizes amar…
-O homem que eu amo! — Interrompi-o. — O homem que me traiu, e que não se mostra arrependido disso… O que querias que eu fizesse? Que não te ultrapassasse? — Interroguei.
-Tu não sabes o que eu passei quando te foste embora de nossa casa sem me dizeres nada!
-O que tu passas-te?! – Questionei sarcástica. – E tu? Sabes o que eu passei, ao ver-te com outra mulher…na nossa casa, ela vestida com as minhas roupas e vocês os dois sorrindo um para o outro…como se fossem um verdadeiro casal. – Ele encarava-me. Nesta altura as nossas vozes já aumentavam o volume. Dizíamos um ou outro, aquilo que ficou por dizer á três anos atrás. – E todo isto depois de eu dizer o que te amava! Por isso não me podes dizer que tu sofres-te, porque se formos a comparar dores do passado, poderíamos colocar a minha num pedestal Edward Cullen!
Edward virou-me as costas. Aproximou-se de uma escrivaninha que ali estava e tirou de uma gaveta um maço de tabaco, do qual acendeu um cigarro e fumou apressadamente. Ele estava nervoso. Ambos estávamos nervosos. Mas não pode deixar de notar, que fumar era algo que ele não fazia antes. Quando ainda estávamos juntos.
Ele olhou-me rapidamente e viu que eu encarava o cigarro que pousava entre os seus dedos. Apagou-o no cinzeiro e eu sentei no sofá novamente.
Ele abriu a porta de vidro que dava para a pequena varanda e o ar fresco de Itália entrou. Fechei os olhos para poder aproveitar o vento na minha face e respirei fundo. Quando abri os olhos Edward estava á minha frente, um pequeno sorriso delineava os seus lábios e ele acabou por me esticar a sua mão com uma caneta. Incerta do que fazia, peguei a caneta e tirei a tampa, ficando a olhar para o papel.
-Está na hora Bella! Se acabou para os dois…é o certo a fazer! – Disse firme.
Olhei para os seus olhos verdes e ele desviou o olhar. Acho que ambos não tínhamos a certeza do que estávamos a fazer. Mas naquela altura pareceu ser errado e não o fiz.
-Bella…
-Não! – Disse firmemente, quase gritando. Passei as mãos nos meus cabelos nervosamente. – Eu não consigo! O que vais fazer depois? O que eu vou fazer depois de tudo ter acabado?
Edward caminhou a pequenos passos para a frente da porta de vidro, as mãos nos bolsos das calças de malha e o tronco nu que brilhava debaixo do sol de Itália. Ficou sem dizer nada alguns segundos e depois perguntou-me aquilo para o qual eu ainda não tinha resposta.
-Consegues perdoar-me então?
Eu imaginei que sim. Mas então a imagem dele com aquela mulher na nossa antiga casa assaltou-me a mente, e como aconteceu naquele dia tinha acontecido, lágrimas desciam agora pela minha face, traçando caminhos incertos, relembrando-me de toda a dor que eu senti. E se eu era capaz de o perdoar?!
-Não! – Respondi.
Ouvi um suspiro seu e ele virou-se para mim. Uma lágrima grossa corria-lhe na sua face também.
-Então que queres que faça? Que espere por ti? Até te decidires se me perdoas ou não? – Perguntou chateado. – Vamos andar nestas voltas e círculos repetitivos por mais quanto tempo Bella? Até um de nós sair magoado novamente?
-Eu não consigo… — Gritei enquanto chorava e soluçava fortemente. – Como é que e vou conseguir ver-te casado com outra?
-Então vamos ficar juntos! – Ele disse. – Vamos esquecer os erros do passado, e criar uma nova vida, uma nova fase, novas etapas e objetivos para concluir…juntos Bella! Vamos fazê-lo juntos!
Eu queria dizer que sim. Mas sentia que fazê-lo seria abandonar os meus princípios, aquilo pelo qual lutei para me manter em pé depois do que ele me fizera…E lá estava eu, a pensar novamente no passado…Eu não conseguia, viver sem pensar no passado!
Peguei na caneta e quando ia a assinar ele tirou-a bruscamente da minha mão. Segurou o meu pulso fortemente e puxou-me para junto do seu corpo. Abraçou-me pela cintura com os seus braços fortes e eu encostei a minha cabeça no seu peito, ouvindo o bater do seu coração. Ele beijou-me os cabelos e suspirou.
-Sabes o que dói mais? É estar tão perto…ter tanto para dizer, mas saber que não é o certo, para os dois! – Ele disse, sussurrando. – E eu amo-te tanto, meu amor! Eu não te posso perder, simplesmente, não posso!
Encaramo-nos e mesmo sabendo que algum de nós sairia magoado, beijamo-nos. Entre lágrimas e suspiros saudosos, Edward levou-me para a sua cama onde me deitou suavemente e me encarou sério. Ambos sabíamos que não iriamos resistir um ao outro. E por isso não adiantaria parar agora.
Ele beijou-me novamente os lábios carinhosamente e as suas mãos acariciaram a minha barriga enquanto a minha camisola era retirada. Rapidamente entre beijos e declarações de amor ficamos os dois nus.
Eu sabia que mal acordasse na manha seguinte, me arrependeria, e eu não queria que isso acontecesse, porque eu amava Edward e entregar-me a ele, era algo natural, algo pelo qual eu ansiava poder fazer. Eu sentia as suas mãos percorrer o meu corpo, tentando gravar todas as formas e tamanhos na sua mente. E eu sufocava para poder fazer o mesmo com o seu corpo. As minhas mãos começaram a percorrer o seu abdómen, as minhas unhas passeavam loucamente pelas suas costas fortes. Ambos gemíamos sempre á espera do próximo toque. Ele beijou-me os lábios e desceu uma trilha de beijos profundos pelo meu pescoço até ao meu peito. Beijou os meus peitos como se os gravasse na memória, bem devagar e deliciosamente. Senti o seu membro pulsar fortemente na minha perna e pedia-lhe entre gemidos, suspiros e beijos, que ele me fizesse sua. Uma última vez, eu entregar-me-ia a ele. Ele acedeu ao meu pedido e penetrou o meu corpo. De forma carinhosa, mas logo acelerando o ritmo dos seus movimentos. Os meus olhos estavam cerrados enquanto eu esperava pelo ápice. Edward beijava-me os lábios.
-Abre os olhos Bella! – Pedia.
Ele encarava-me com os olhos verdes intensos de desejo. Os nossos corpos ardiam e eu senti que rapidamente iria chegar ao ápice. Ele continuava a beijar os meus lábios enquanto os meus dedos se infiltravam fortemente nos seus cabelos revoltos e com cheiro a maçã. E eu senti quando juntos, chegamos ao máximo do nosso prazer e nos beijamos profundamente entre lágrimas.
Edward abraçou o meu corpo e chorava copiosamente no vão do meu pescoço. As lágrimas desciam silenciosamente pela minha face, os meus lábios pressionados com força um contra o outro, evitando um soluço de dor. Porém, ao contrário de mim, Edward chorava toda a sua dor, e ele fazia bem, mas eu não tinha mais forças para isso, não aguentava chorar mais pela mesma causa perdida.
…
Edward ainda dormia quando, na manha seguinte eu saí do quarto, tentando não o acordar e ter de encarar uma realidade que eu não queria para mim.
Contudo, antes de abandonar o quarto, os papéis em cima da mesa, foram assinados por mim. Dessa maneira Edward seria finalmente livre para poder seguir em frente com a sua vida e quem sabe…talvez…casar com Tanya.
Quanto a mim, cabe-me voltar para Londres, e poder atender as mais de vinte chamadas perdidas no meu telemóvel. E assim poder fazer voltar tudo ao normal, sem dor nem perdas para ninguém.
Notas finais
Bjs,♥!
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