Notas iniciais
Oi gente! Desculpa pela demora. Muito obrigado pelos reviews. Desculpa tbm os errinhos de português e sejam n=bem-vindos novos leitores

“É hoje”.

Isso foi a primeira coisa que Atena pensou aquela manhã. Finalmente havia chegado o dia de sua fuga. Embora tenha vivido em um apartamento durante a faculdade, ela finalmente seria livre. Livre pra fazer o que ela quisesse, ser o que ela quisesse. Sem a maçante pressão da sociedade, sem precisar ser a filha brilhante de um dos homens mais bens sucedidos, sem precisar ser a nerd de Q.I. alto, sem precisar ser o pequeno gênio, sem precisar ser a santinha totalmente educada e comportada que todos esperam que ela seja. Ela poderia ser ela mesma. Ela já havia viajado muito, mas agora seria diferente, ela faria isso se sentindo livre, porque mesmo sem querer admitir, ela passará boa parte da vida se sentido presa e sufocada por tudo que a cercava. Agora seria diferente, o mundo poderia ser visto diferente.

Sem que ela se desse conta já havia passado das 10 da manha e ela não havia se quer levantado e ainda tinha tanto a ser feito. Pequenos detalhes, mas não menos importantes por isso. Ela ainda tinha que pegar dinheiro no cofre da família e se arrumar para a bendita festa. Afrodite estaria na mansão as 17 horas para elas se arrumarem, afinal todos precisavam acreditar que tudo estava normal, e isso já era quase uma tradição para as duas.

Enquanto tomava banho aquela manhã, Atena pensou no seu passado. Ela realmente gostara de Poseidon, eles eram tão diferentes do que eram agora. Desde pequenos conviviam juntos. Brincavam juntos, viajavam, cresceram juntos. Na adolescência ela começou a gostar dele. Poderia ter sido de Hades, que embora fosse um pouco frio quando amava, amava de verdade. Mas não, tinha que ser ele. No fundo ela sabia que se ele fosse diferente ela nunca sentiria nada por ele. Ele tinha se tornado um completo babaca. Um rebelde sem causa que ficava com todas as meninas sem se importar com os sentimentos delas. Ela até hoje se perguntava o que, em nome de Deus, ela havia visto nele. Embora a resposta viesse dois segundos depois, o jeito dele. O fato de ele não fazer o que esperam que ele faça, como ela faz, e simplesmente faça o que ele tem vontade. Atena podia ser orgulhosa e nunca admitir em voz alta nada disso, mas seu bom senso a impedia de ser hipócrita. Ela sabia muito bem porque gostara dele. Ela sempre soube que não tinha chance. Ele saia com as mais belas, as mais cobiçadas, as mais ricas. E ela, bem ela era inteligente, mas naquela época, sem os brilhantes conselhos de estilo de Afrodite, ela não era o exemplo de feme fatale que o Poseidon parecia gostar, ela era bonita, mas nada que se comparece a elas. E há alguns anos atrás, quando estavam na faculdade ,ela ainda gostava dele, mas ele a magoou muito, mais a vadia que ele chamava de namorada do que ele,mas isso não fez diferença quando ela resolveu não ser mais aquela garota boba e sonhadora.

É impressionante o quanto duas pessoas podem mudar, e isso aconteceu com ambos. Ele agora era presidente da maior fabricante de navios do mundo, um doa negócios da família dele. Rico, bonito, cobiçado, impulsivo, arrogante e irresponsável . Ela era uma das maiores arquitetas do mundo, bonita, desejada, inteligente, calculista, sensata, nunca se arriscava. Extremo opostos. Nada poderia sair de bom desse casamento. Ela sabia disso, ele sabia disso, os seus pais sabiam disso, o mundo sabia disso. Ainda assim eles insistem nessa maldita farsa. Era isso que esse casamento era, uma farsa.

Com seus pensamentos concentrados em sua revolta, ela desceu para almoçar, já que passará toda a manhã no quarto resolvendo os detalhes e pensando em sua condição. Depois do almoço ela pegou um livro na biblioteca e se sentou no banco do jardim para ler, ela não conseguia se concentrar de verdade, mas precisava matar o tempo de alguma maneira. Ali sentada ela percebeu pela primeira vez que aquela poderia ser a ultima vez que se sentava naquele banco. Sua família tinha regras rígidas contra traidores, e era isso que ela se tornaria. Talvez ela jamais voltasse a ver essas flores que ela tanto amava.

Sua mãe sempre quisera um jardim, e assim que se formou, Atena fez questão de ela mesma projetar e decorar todo o jardim. Ela havia feito como sua mãe dissera que deveria ser. Com um delicado chafariz na entrada, um pequeno labirinto de arbustos com pequenas flores silvestres que levava a um chafariz central maior, rodeado por rosas azuis e violetas, o que dava um ar de paz ao lugar. Na direita havia uma mesa para refeições externas e alguns bancos, na esquerda um pequeno lago repleto de carpas cercado com pequenos bonsais. Era simples, delicado, mas lindo. Lindo porque sua mãe havia sonhado e ela tornado realidade. A tristeza dessa historia era que a mãe de Atena nunca chegará a ver o jardim, ela morrerá muito tempo antes.

Pensar em sua mãe fez com que ela ficasse triste. Não era fácil deixar tudo o que se tem pra trás, todas as suas lembranças. Tudo o que você tem de referencial, tudo o que você esta acostumado, tudo o que você ama, sendo trocado de repente. Tudo o que ela era, ela aprendera a ser naquele lugar. As ultimas lembranças de sua mãe foram ali, foi nessa casa que ela passou os melhores e os piores momentos de sua vida. Esse lugar estaria gravado no mais profundo do seu ser para sempre, faria parte dela por quanto ela fosse viva. Ela sempre quis ir embora, mas nunca passou por sua cabeça tudo o que ela teria que abrir mão para ter sua tão sonhada liberdade. Ela amava o pai, e sabia que seria para uma grande decepção. De filha invejada a decepção é um grande salto, salto esse que ela tinha medo de não suportar, mas era preciso tentar, ao menos tentar. Ela queria poder chorar, mas não podia gastar suas forças com isso. Não havia tempo para lagrimas e temores, ela precisava ser forte, precisava agir com sabedoria e cuidado. Não seria nada fácil passar pela tia e suas desconfianças.

Quando se deus conta de que horas eram, Atena quase deu um pulo, Afrodite estaria ali a qualquer minuto e como que para confirmar seu pensamento o empregado entra avisando da chegada de Afrodite.

Assim que chegou Afrodite se pós a trabalhar, ou melhor, a por os outros a trabalhar. Ela trouxera sua equipe de maquiagem e cabelo e apenas dizia o que deveria ser feito. Atena pediu que Afrodite distraísse Agnes para que ela pudesse ir até o cofre e pegar algumas coisas.

Assim que percebeu que sua estava bastante empolgada na conversa sobre as ultimas tendências de Paris, Atena se esgueirou pela porta do escritório do Pai que a essa hora com certeza estaria em seu quarto e se dirigiu a o grande retrato de sua mãe que fora pintado muitos anos antes de ela nascer. Ela podia ver o sorriso gentil e o ar brincalhão da mãe estampados ali. A combinação não foi nenhum desafio, ela já lera algum livro sobre isso, e considerando a mente previsível de seu pai, foi fácil decifrar. Principalmente porque era o dia em que seus pais haviam ido para um parque municipal e seu pai pediu a mão da sua mãe em casamento. Romântico, mas previsível. Quando Atena já havia pegado uma boa quantidade de dinheiro, algumas jóias e um medalhão que sua mãe sempre usava para guardar de recordação e estava prestes a sair, sua tia entra.Com cara de quem não quer nada, com ar de quem acaba de ganhar na loteria.

-O que faz aqui querida? Não deveria estar se arrumando. Hoje vai ser uma noite muito especial. Você terá que estar linda.

-Nada demais, tia. É só que... As vezes eu gosto de vir aqui ver o retrato de minha mãe. Sabe faz muito tempo, mas eu ainda sinto a falta dela, e ela esta tão bonita nele. Atena disse isso com sua melhor cara de tristeza, lagrimas encheram seus olhos. No fundo ela realmente sentia isso, então deixou simplesmente que seus sentimentos se tornassem úteis, uma jogada de mestre sem duvida.

-Ohhh, minha querida! Você não precisa se sentir assim. Eu sei que não a mesma coisa, mas eu estou aqui para te ajudar com o que você precisar.

Elas se abraçaram e partiram dali. Foi uma tarde longa, Afrodite não deixara Atena opinar muito como sempre. Atena nunca soube o porque, mas todos, inclusive ela, sempre se dobravam as vontades de Afrodite, acredite, ela sabia ser muito convincente quando era necessário. Assim que todas estavam prontas elas desceram para o hall para esperar o pai de Atena.

Quando esse chegou, parou para apreciar a maravilhosa visão a sua frente. Agnes usava um longo cor creme, frente única, com aplicações em pedras no busto. Seus rosto maquiado com um delineado perfeito e baton vermelho escuro, a deixava com um ar serio, quase severo. Afrodite usava um vestido rosa tomara-que-caía que ia pouco acima do joelho, justo, usando um cinto preto que moldava seu corpo esbelto. Sua maquiagem estava perfeita, olhos com sombra marrom pouco esfumaçada nos cantos e uma baton claro. Atena havia tentado ser o mais discreta possível, mais foi difícil já que seu vestido preto que ia até quase um palmo acima da coxa, com apenas uma alça e solto na barra. Seus olhos tinham uma maquiagem azul marinho esfumado com preto e em seus labios havia um gloss transparente que aumentava sua boca. Não havia como negar. A criança que ela vira nascer havia crescido e se tornado uma mulher incrível.

Eles foram todos na mesma limosine até a festa. No caminha, Atena tentou disfarçar o nervosismo o máximo que pode sendo mais alegre e espontânea que pode. Tudo que ela queria era que a meia-noite cegasse logo, e por acaso ela se lembrou de sua conversa com a tia essa tarde, e não pode deixar de ficar curiosa com a surpresa que ela disse haveria. Alguma coisa dentro de Atena se apertou com esse pensamento, de alguma forma Atena sabia que a noite não terminaria bem.

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.