Laços Do Passado
3 Tão...Linda
Notas iniciais

PV Bella
A dor era enloquecedora Eu não conseguia entender, não fazia
sentido o que estava acontecendo. Meu corpo tentava rejeitar a dor, e eu era sugada de novo e de novo pra uma escuridão em alguns segundos, e até minutos de agonia, fazendo ser mais difícil ser racional.
A surrealidade era negra, e não doía tanto.
A realidade era avermelhada, e era como se eu estivesse sendo serrada ao meio,
Tentei me levantar, mas cambaleei instintivamente, porém mãos frias e ágeis me ampararam.
Mas meu corpo continuava se esticando, se expandindo...
Dentro de mim alguma coisa se moveu em outra direção, me rasgando, quebrando-me em pura agonia.
E a escuridão me tomou em seus braços num aperto de tortura, eu não conseguia respirar, estava em brasas assim como minha garganta, como se ar e o simples ato de respirar fosse sôfrego e abafado.
LDP
Pv Edward
O tão desconhecido e temivél momento chegou, tudo aconteceu rápido demais.
Bella contorcia-se em dores em meus braços, seu corpo estava em brasas e muito vermelho, parecia que o tempo parou ao meu redor naquele meio segundo.
A sala já estava equipada para a situação, repousei seu corpo agora inconsciente na maca, enquanto Carlisle já preparava os equipamentos e colocava uma bolsa de soro no braço esquerdo de Bella, enquanto eu rasgava as suas roupas e a tapava com uma lençol.
Bella recobrou a consciência gemendo de dores, seu ventre se esticando. Eu via seu olhar de sofrimento, mas mesmo assim ela tentava não me preocupar.
– Calma, vai ficar tudo bem, não se preocupe -disse-lhe, beijando seu rosto tentado passar tranqualidade que era tudo o que eu menos sentia no momento para além de uma medo atróz de perdé-la.
–Hum… AAIIIIIIII! — ela gritou, agarrada ao ventre.
– CARLISLE A MORFINA!
O ventre de Bella estava se esticando seu corpo agora, estava azulado.
– Ele está sufocando! — falei, enquanto Carlisle já administrava a injeção.
– TIREM ele daí! — Bella gritou. — Ele não consegue RESPIRAR! Façam isso AGORA!
Uma golfada de sangue saiu enquanto ela gritava. Segurei sua cabeça para cima desesperadamente e limpando sua boca para que ela conseguisse respirar.
Carlisle já pegava no bisturi, mas não podia usá-lo, não ainda.
– NÃO! DEIXE A MORFINA SE ESPALHAR — gritei segurando seu braço impedindo-o.
– Edward, não vai dar tempo, têm que ser agora antes que seja tarde demais.
Suas palavras me deixaram em choque, ele me olhava como se pedindo permissão, meus argumentos se esvaíram, sumiram. Eu só movi a cabeça para que ele seguisse em frente.
Ele perfurou a pele de Bella no ponto vermelho com o bisturi e a vi se contorcendo, mas não gritava como se estivesse a sufocar. Sua cor era azulada e seus olhos arregalados, seus lábios antes rosados estavam sem cor, seu ritmo cardíaco era baixo... não, não podia a perder, seu coração tinha que continuar a lutar.
– Edward primeiros socorros!
– Faça-a respirar! Eu tenho que tira-lo antes que…
Eu alternava em massagens cardíacas com respiração boca a boca, seu corpo estava ficando entorpecido. Foi quando um dos mais belos sons ecoou pelos meus ouvidos e se infiltrou diretamente no meu peito, um pequeno chorinho de bebê.
Carlisle o pegava cuidadosamente, o limpando e sorria para ele, eu podia ver seu pequenino corpo, seus bracinhos se mechendo, era perfeito.
– Edward — Carlisle me chamou visivelmente emocionado, presumi pelo seu tom de voz e pensamentos. Bella voltava novamente á consciência, seu olhar perdido como se estivesse focalizando na realidade.
Carlisle me estendia o pequenino ser que parecia tão frágil. Ele me olhava fixamente com uma curiosidade evidente demais para um bebê, seus olhos eram os de Bella, castanhos chocolates, sua pele pálida e quente muito quente e suas bochechas rosadas. Mas aí reparei que não era um ele, mas sim ela, uma linda e perfeita menina.
–Renesmee — sussurrei, olhando emocionado para minha menina e em seguida para Bella.
Ela ergueu seus braços. -Me deixe... — ela gaguejou num sussurro partido. — Dá ela pra mim.
Com Cuidado lhe entreguei a nossa fila, a deixando ficar repousada delicadamente em seu colo. Ela gemeu em um som estranho, fraco.
–Renes... mee. Tão... linda.
Ela perecia encantada, e decorando cada parte de nossa filha, Renesmee olhava fixadamente Bella como se a decorasse também, eu não saberia explicar e expor tamanha felicidade de ver o que parecia inimaginavél, me senti completo.
Aquela imagem, aquele momento, que para mim era indescritível em mais de cem anos de existência. Bella, minha Bella com Renesmee, nossa filha em seu colo.
Mas um suspiro de dor me acordou de meu transe, quando vi que Renesmee tinha sua pequena boquinha coberta de sangue e o seio esquerdo de Bella uma leve mordida em forma de lua.
– Não, Renesmee — gritei, pegando-a dos braços de Bella, qual senti o coração perder uma batida, precisava agir, eu estava a perdendo, não podia perder a razão da existência. Entreguei minha filha a Carlisle que tinha ficado a admirar o momento.
Eu já continuava com as reanimações, ouvi Rosalie vir e pedir para cuidar de minha filha.
– Filho, não há mais nada a ser feito, chegou a hora. Tem que transformá-la.
Nem dirigi meu olhar a Carlisle, já pegava a injeção com meu veneno injetando no peito de Bella e ouvi seu coração palpitar acelerado. Carlisle continuava com as massagens cardíacas, enquanto eu mordia seu pescoço e pulsos impulsionando o veneno a penetrar em sua corrente sanguínea, passando minha língua em suas feridas, pressionando o veneno e seu sangue de volta a seu corpo.
– VAMOS, VAMOS, VAMOS! — Eu bombeava acelerado seu coração que parou de palpitar, não poderia perde-la, não agora, não, não é era o fim. — Ela não está morta , ela vai ficar bem — dizia mais para mim mesmo.
– Edward, filho? — Carlisle disse, pousando sua mão em meu ombro. — Ouça o coração, um coração em transformação
LDP
Pv Bella
Mais escuridão.
Ouvia vozes ao longe, enquanto tentava abrir mais uma vez meus olhos. Fui tentando abrir lentamente e habituar-me a luz ambiente branca do foco que reluzia em cima de mim. Eu estava na sala de equipamentos hospitalares de Carlisle. Novamente a dor em meu ventre, qual tentava rejeitar para não preocupar Edward, eu via em seu rosto o medo e a preocupação, e não queria isso. Queria que fosse um dos momentos mais felizes de nosso relacionamento.
– Calma, vai ficar tudo bem, não se preocupe — disse-me Edward, beijando meu rosto com ternura. Eu sei o que ele estava fazendo, estava tentando me tranquilizar, mesmo quando seu rosto era o oposto de tal sentimento. E ai num movimento forte dentro de mim, a dor voltou com mais violência.
– Hum… AAIIIIIIII — gritei agarrada a meu ventre, não conseguia aguentar. A dor era forte ao extremo.
– CARLISLE A MORFINA! — ouvi Edward gritar.
Meu bebê estava a sufocar eu sabia, o ar começava a ser escasso, respirar era um pouco dificil até pra mim.
– Ele está sufocando! — ouvi Edward falar quando senti uma leve picada em meu braço.
–TIREM ele daí! — gritei. -Ele não consegue RESPIRAR! Faça isso AGORA!
Fui incapaz de continuar a reproduzir minhas falas, pontos negros cobriram a luz da sala e dançaram diante dos meus olhos, quando um ponto frio de uma nova dor apareceu no meu estômago. Doía muito – eu me encolhi automaticamente pra proteger minha barriga, meu bebê, meu pequeno E.J. Edward Jacob, mas eu estava fraca. Meus pulmões sopraram o oxigênio pra fora.
A dor sumiu de novo embora agora, eu tivesse me acostumando a ela. Meu bebé, meu bebé estava morrendo...
Quanto tempo havia passado? Minutos ou segundos? A dor tinha ido embora.
Névoa. Eu não podia sentir. Eu não podia enxergar, também, mas eu conseguia
escutar. Havia ar nos meus pulmões de novo, como bolhas ásperas subindo e
descendo na minha garganta.
Eu tentei sentir meu coração, encontrar a pulsação, mas estava perdida no meu
próprio corpo. Eu pisquei e encontrei meus olhos. Eu podia ver a luz. Não
era o que eu procurava, mas era melhor que nada.
Enquanto os meus olhos lutavam pra se ajustar, Edward sussurrou, "Renesmee."
Renesmee?
Não era o pálido e perfeito filho que eu imaginava? Eu senti um momento de
choque. E então, me enchi de calor.
Renesmee.
Eu tentei mover os meus lábios, tentei fazer com que as bolhas de ar se
tranformassem em sussurros na minha língua. Eu forcei minhas mãos dormentes a se esticar.
– Me dê... Me dê ela.
Os reflexos estavam tingidos de vermelho, com o sangue que cobria sua pele. E mais alguma coisa vermelha em suas mãos. Alguma coisa pequenina e forte, Edward colocou o corpinho quente nos meus braços fracos, quase com se eu a estivesse segurando. A pele molhada dela estava quente — quente como a de Jacob.
Meus olhos focara; de repente estava tudo claro. Renesmee não chorou, ela respirou rapidamente, assustada. Seus olhos estavam
abertos, sua expressão tão assustada que chegava a ser engraçada. A pequenina
e perfeita cabecinha estava coberta com por uma pequena camada de cabelo,
molhado de sangue. Seus olhos erm de um familiar — mas surpreendente — cor de chocolate. Sob o sangue, a pela dela parecia pálida, um tom de mármore. Tudo, a não ser suas bochechas, que estavam coradas.
Seu rostinho era tão absurdamente perfeito que isso que isso me pegou de
surpresa. Ela era ainda mais bonito que o próprio pai. Inacreditavelmente. Impossível.
– Renesmee — eu suspirei. — Tão.. linda.
Aquele rostinho de repente sorriu — um largo sorriso. Por trás de de seus lábios
rosados havia um complemento de dentes branquinhos como a neve.
Ele encostou a cabeça no meu peito, aconchegando-se no calor. Sua pele estava
quente e sedosa, mas ela não cedeu como a minha.
Então, havia dor de novo — apenas uma onda quente. Eu ofeguei.
E ela tinha ido embora. Meu bebé com carinha de anjo, minha pequena cutucadora não estava em lugar algum.
Eu não podia vê-la ou sentí-la.
Não. Eu quis gritar. Devolvam-na pra mim.
Mas a fraqueza era maior. Meus braços pareciam mangueira de plástico por um
momento, e depois não pareciam com nada. Eu não conseguia sentí-los. Eu não
conseguia me sentir.
A escuridão invadiu meus olhos mais fortemente que antes. Como uma cegueira, firme e rápida. Cobrindo não apenas os meus olhos, mas a mim completamente, com um peso esmagador. Era cansativo lutar contra aquilo. Eu sabia que seria fácil demais me render. Deixar a escuridão me esmagar, me levar pra um lugar onde não haveria dor, cansaço, preocupações ou medo.
Se eu tivesse feito a coisa mais fácil agora, deixado o vazio negro me extinguir, eu os machucaria.
Edward. Edward. A minha vida e a dele se tornaram uma coisa só. Acabe com um, e então, os dois acabam. Se ele tivesse ido embora, eu não seria capaz de
sobreviver. Se eu tivesse ido, ele não sobreviveria, também. Um mundo sem Edward era completamente vazio. Edward tinha que existir.
Eu continuava me empurrando pela escuridão, embor quase num reflexo, eu não estivesse tentando levantá-lo. Eu estava apenas resistindo. Não permitindo que ele me esmagasse completamente.
Eu sabia que Edward estaria fazendo tudo o que ele podia. Ele não desistiria. Nem eu. Eu tinha domado a escuridão da não-existência por centímetros.
Não era o suficiente — aquela determinação. Enquanto o tempo passava, a
escuridão retomava o poder, eu precisava tirar forças de alguma coisa.
Não! Eu tinha que sobrevive a isso. Edward dependia de mim. Charlie,
Alice, Rosalie, Renée, Esme...
Renesmee.
E então, embora eu ainda não conseguisse ver nada, de repente eu podia sentir
alguma coisa. Como braços fantasma, eu supus que eu podia sentir meus braços
de novo. E neles, algo pequeno e duro, e muito, muito quente.
Meu bebê. Pequena Cutucadora.
Eu tinha conseguido. Apesar das possibilidades, eu tinha sido forte o bastante pra Renesmee, pra cuidar dela até que ela ficasse forte o bastante pra viver sem mim. Aquele ponto quente nos meus braços parecim tão reais. Eu os trouxe mais pra perto.
Estava exatamente onde meu coração devia estar. Me agarrando fortemente à
memória de minha filha, eu sabia que seria capaz de lutar contra a escuridão o
quanto fosse necessário.
Mais quente. Muito , Muito quente
A queimação aumentou — aumentava ao máximo e depois aumentava mais até que ultrapassasse pra algo que eu jamais senti.
Eu senti o pulsar sob o fogo crescente no meu peito e eu vi que havia encontrado meu coração de novo, no momento em que eu desejava jamais tê-lo feito.
O fogo ficava mais quente e eu queria gritar. Implorar pra que alguém me matasse agora, antes que eu vivesse mais um segundo naquele sofrimento. Mas eu não conseguia mover meus lábios. O peso ainda estava ali, me esmagando.
Eu percebi que não era mais a escuridão pesando; era o meu corpo. Muito
pesado.
Me consumindo em chamas que se dirigiam pro meu coração agora, espalhando uma enorme dor nos meus ombros e estômago, escolhendo seu caminho pela minha garganta, indo pro meu rosto.
E, por um espaço de infinito, aquilo era tudo. Só a intensa tortura, meus grunhidos inaudíveis, implorando pra que a morte viesse. Nada mais, nem mesmo tempo. E aquilo era infinito, sem apelações e sem fim. Um momento infinito de dor.
A única mudança veio quando, de repente, meu sofrimento foi dobrado. A parte de baixo do meu corpo, anestesiada antes mesmo da morfina, repentinamente
começou a queimar também. Alguma parte quebrada tinha se colado — unidas
pelas brasas do fogo intenso em minhas veias.
LDP
( Enquanto isso em La Push )
“ A telepatia dos lobos se lembra?
É mais que uma atração."
"Séra que vou querer saber o que isso significa?" (Bella)
"Ter um Imprinting com alguém é como... Quando a vemos …Tudo muda.
De repente, já não é a gravidade que nos agarra ao planeta
É ela!
Nada mais importa . Faríamos qualquer coisa… Seriamos qualquer coisa por ela"
"Alguma vez tives-te um imprinting com alguém? "(Bella)”
Não, não, não, eu queria reprimir as lembranças. Tudo o que me fizesse lembrar dela, mas eu não estava acordado estava inconsciente, não eram recordações saudosas que conscientemente nos faz viver e sentir a falta de quem ama-mos. Eu sentia-me á deriva na inconsciência tudo era escuro, mas á minha volta em flashs rápidos e luminosos, eu me via em cada momento com ela, cada sorriso, lágrima, cada palavra, e dor, uma dor que corroía meu corpo, como se ele se desmembrasse em metades, eu não conseguia respirar, eu tentava inspirar para recobrar o fôlego, mas meu peito queimava pela falta, pela sua ausência, mais imagens e palavras que envolviam “ Tudo esta perfeito agora" ela me disse no dia da despedida.
Eu queria parar com isto, mas não tinha controle minha mente não me obedecia, não sabia o que estava pra acontecer tudo girava depressa demais, em um redemoinho que me sugava, sem eu poder lutar ou fazer algo. Meu nome ecoava, queria sair dali, mas como?
Eu estava a dormir mas porque não conseguia acordar? Mas antes de me deixar ser arremessado na escuridão, no vazio, seus olhos, seus lindos olhos de cor de chocolate brilhantes me suspenderam com sua profundidade, em seu mundo, em sua alma!
E de repente a escuridão me tomou e eu tentava recuperar o ar.
– Jake, Jake... Jacob, Jacob ACORDE!
Ouvi uma voz... Rachel, minha irmã, me chamando e sacudindo meu corpo e dando tapas na cara para acordar. Abri meus olhos e inspirei com a sensação de quem se estava a afogar e conseguiu vir á superficie.
– Hey... garoto – disse -me com voz falha e preocupada que se aliviou assim que abri os olhos. – Ufa, o que deu em você? Hein? Já estava a pensar em acorda-lo com um balde de água gelada.
– O que aconteceu? — Minha voz saiu estranha, minha garganta arranhava e levei minha a mão ao meu peito acelerado com a respiração ofegante.
– Isso eu que pergunto? Seus gritos se ouviam em toda La Push. Você estava a sonhar com o quê? Sonho não, deveria ser mais um pesadelo para gritar e se espernear daquele jeito.
– Ahm... desculpe se a assustei, realmente eu não sei…
Levei as mãos ao rosto para tentar me situar e espantar aquela merda de pesadelo. Aquele olhar único era como se fosse a luz ao fundo de um túnel a única imgem que perpetuava em minha mente juntamente com a dor em meu peito como se o arrancassem lentamente. Eu precisava de ar, de correr em forma de lobo para libertar está dor, de sair sem destino.
– Hey Jake, você está bem? O que é isso? — Perguntou-me assim que viu uma lágrima escorrer por meu rosto e secando-a com seu polgar me abraçando em seguida. Eu não era de chorar, muito menos em frente as pessoas, preferia guardar o que me atormentava e sofrer sozinho. — Olhe pra você esta todo suado. Quer me contar com o que sonhou?
– NÃO! — Falei bruscamente separando-me de seus braços, não queria dividir com ninguém, já me bastava ela estar me vendo nesse estado.
– Ok então, mas saiba que se precisar de falar de desabafar, eu esta...
– Não, não quero ninguém pra falar. Não preciso de consolo, eu não sou nenhum garotinho assustado para precisar de colo. Agora saia e me deixa sozinho.
– Realmente não sei por que ainda me preocupo, para próxima deixo você ficar se esperneando e gritando como um louco. — disse-me irritada, já se retirando do meu quarto.
– Rachel! — Chamei e ela parou entre o batente da porta me olhando.
– Me desculpe, sério... eu só... não está sendo fácil tudo isso, mas obrigado. Por mais que não queira a companhia de ninguém não precisava trata-la mal, ela não merecia. Ela assentiu, sorriu fraco e saiu.
Estava a sentir-me enclausurado, meu lado lupino urrava dentro de mim, lidar com o sofrimento seria melhor na forma de lobo, correr sem destino era libertador para tentar esvaziar a mente e o pesar que fazia questão de permanecer em meu peito.
Não aguentava mais, passei pela sala apressado sem nem ao menos falar com ninguém, não queria os olhares de pena ou de sofrimento de Billy, que ainda me chamou, mas eu não queria ver ninguém mesmo. A única coisa que eu queria não poderia ter mais, não como humana. Deixei o calor vir se apoderar de meu corpo e pronto lá estava eu, o lobo castanho avermelhado correndo e vagando sem saber muito bem para onde ir ou que procurar.
Mas sair me parecia a melhor coisa no momento.
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