Laços

1 Capítulo 1


“Oi, me chamo Daniel. Não. Não sou um herói de mangá super poderoso com poderes inimagináveis. Eu sou uma pessoa normal, como você. Minha vida sempre foi solitária. Nunca tive muitos amigos. Bom, eu tenho dois. Um deles é Tiago. Meu melhor amigo. A gente já leu muitos mangás e assistimos muitos animes juntos. Gostamos de ouvir Jazz, Rock, Musica clássica entre outros estilos. Gostamos também de jogar vídeo game juntos. Meu outro amigo, desculpe, amiga, é Jessie. Jessie é minha amiga de infância. Ela tem uma doença que nenhum médico descobriu ainda. Ela tem o corpo muito fraco e frágil. O pai dela, Senhor Carlos, me paga 1.500 Reais para cuidar dela, quando ela tiver que sair de casa. As vezes ela acorda tão fraca que não consegue nem andar, e nessas vezes, eu tenho de carrega-la nas costas. Tenho que passar protetor solar na pele dela à cada 3 horas, e tenho que passar hidratante na pele dela a cada 5 horas. Isso são cuidados recomendados pelo médico. Desde quando eu tinha 13 anos cuido de Jessie.”

Era um dia cinza e chuvoso quando eu acordei. O céu parecia chorar por algum motivo que ninguém se importava. Eu me levantei da cama ainda com preguiça e fui fazer meu café da manhã. Depois de tomar um café que ficou um pouco doce demais, tomei um banho e me vesti para ir até a casa do senhor Carlos buscar a Jessie.
Ao sair de casa, a chuva molhava meus cabelos com gotas suaves de orvalho. O Tempo estava muito frio, parecia que iria nevar a qualquer momento.
Eu andei alguns quarteirões até chegar à casa do Sr. Carlos. Ao chegar, bati na porta. Após alguns segundos a empregada da casa abriu a porta.
-Olá dona Nora. Vim buscar Jessie. –Falei.
-A claro, Jessie esta muito fraca hoje e precisa ser carregada. O Sr. Carlos foi busca-la. –Respondeu Dona Nora.
-Tudo bem, eu espero.
Esperei alguns minutos até Jessie se arrumar e descer nas costas do pai.
-Ola Daniel. Jessie esta muito fraca hoje, pode carregá-la? –Perguntou o Sr. Carlos.
-Claro, sem problemas. –Respondi
Jessie tinha 16 anos, e eu tinha 17. Ela tinha a pele muito clara, Quase pálida.
O Sr. Carlos a colocou nas minhas costas.
-Bom dia Daniel. –Disse Jessie, depois que se agarrou nas minhas costas.
-Bom dia Jessie. –Respondi sorrindo.
Ela sorriu levemente.
Jessie não era tão pesada. Tinha cabelos não muito longos, passando um pouco de sua nuca. Seus cabelos eram um vermelho bem escuro. Eram cabelos Lisos e sempre cheirosos. Estavam sempre um pouco úmidos também.
Eu a carregava nas costas em direção ao metrô. O fino orvalho não parava de cair, e o sol parecia não querer dar as caras.
Ao chegar na estação, sentei ela no banco e sentei ao seu lado, para esperarmos o metrô.
-O dia ta tão frio hoje. –Falou Jessie.
-Verdade. –Concordei tirando luvas da mochila e colocando nas mãos dela.
-Obrigada. –Respondeu Jessie sorrindo.
-De nada. –Respondi, tirando o meu cachecol e enrolando no pescoço dela.
-Eu não sei o que eu faria sem você. –Falou Jessie do nada.
-Eu também não sei o que você faria. –Falei rindo.
-Engraçadinho.
O trem chegou à estação, e eu peguei Jessie nas costas novamente.
-Vamos nessa. –Falei.
Ao entrar no trem, a sentei perto da janela para não respirar o ar abafado de dentro do trem. O vento que vinha do lado de fora do trem balançava seus cabelos, alguns fios batiam no meu rosto e o cheiro gostoso dos seus cabelos era o único que o meu olfato detectava no momento.
Meia hora de viagem e nós chegamos ao bairro onde nossa escola ficava. Desci do trem com Jessie agarrada nas minhas costas. Ao chegar à escola, varias pessoas entravam e saiam do prédio. Algumas olhavam para nós e sussurravam com as outras. Chegando na minha sala, encontrei Tiago na porta me esperando.
-Olá Daniel, Olá Jessie! Como estão? –Perguntou Tiago.
-Jessie esta muito fraca hoje. –Falei.
-Estou bem, não se preocupem, posso assistir à aula normalmente. –Respondeu Jessie sorrindo.
De tanto Tiago andar comigo, ele acabou começando uma amizade com Jessie também. O Sr. Carlos paga ele também para cuidar de Jessie. Tiago recebe 700 Reais para me ajudar.
Na verdade, nem eu nem Tiago aceitávamos esse dinheiro, mas o Sr. Carlos insistia em nós pagar.
Por causa da determinação médica, Jessie sentava entre eu e Tiago na mesa 3 da sala, que era a primeira da terceira fileira de mesas na sala, pois ela podia desmaiar a qualquer momento.
Assistimos às aulas de física e matemática, e logo começou o intervalo. Jessie parecia estar melhor agora, e já conseguia andar normalmente.
Descemos as escadas em direção ao refeitório. No refeitório sentamos os três juntos em uma mesa e eu fui buscar o meu lanche, o de Jessie e o de Tiago.
Demorei alguns minutos, e quando voltei, alguns jogadores de futebol americano da escola cercavam a mesa. Pareciam armários ambulantes cheios de Bomba pra musculação.
-Iai gatinha, que tal sair conosco hoje de noite? Prometemos um passeio bem empolgante. –Falava o mais grandão deles para Jessie.
Os outros jogadores riram.
-Desculpe, eu não posso, tenho que estudar com Daniel. –Respondeu Jessie.
-Quem é esse Daniel? –Perguntou outro cara gigante ainda com capacete de futebol americano.
-Não interessa pra vocês. –Respondeu Tiago se levantando.
-O que você disse moleque? Quer virar pasta de dente? –Disse o grandalhão, que parecia ser o chefe.
-Não mexa com a Jessie, vá procurar algum lugar pra vagabundarem sozinhos. –Falou Tiago.
-Vamos surrar você moleque. –Gritou o Grandalhão.
Todos cercaram Tiago. Eu carreguei Jessie e levei até a sala para deixar ela em segurança com algumas amigas dela. Voltei correndo para o refeitório. Tiago estava levando vários chutes, jogado no chão, se defendendo com os braços.
Eu entrei na briga, acertando um soco na cara do maior deles. Não pareceu surtir muito efeito.
-Filho de uma cadela no cio! –Gritou o gigante, me pegando pela gola da camisa e me levantando como se eu fosse um saco de lixo, talvez eu não fosse muito diferente disso pra ele.
O soco chegou destroçando o meu nariz e me jogando em cima da mesa. Perdi sangue e fiquei meio tonto. Sai de cima da mesa. Tiago tinha se levantado e correu em minha direção.
-Tiago, é agora! –Gritei.
Eu e Tiago corremos em direção à lanchonete.
-Malditos, não fujam! –Gritaram os jogadores, correndo atrás de nós.
Fazia alguns dias, que Tiago estava me ensinando Parkour.
Pulamos e nos seguramos no telhado da lanchonete, depois subimos no telhado e pulamos numa pequena janela bem alta. Passamos pela janela e caímos do lado de fora, no campo de educação física.
-Ufa, fugimos! –Disse Tiago, exausto.
-Verdade. –Falei respirando aliviado.
-Melhor voltarmos para a classe, o intervalo já acabou. –Falou Tiago.
-Droga, não deu nem pra comer um pouco. –Reclamei, limpando o sangue do nariz.
Ao chegar na sala, fui direto para o meu lugar e tirei um pano da mochila para limpar o pouco de sangue que escorria de mim.
Jessie percebeu. Ela se aproximou do local onde sentávamos.
-Desculpe por te dar problemas. –Falou ela.
-Não precisa se desculpar. –Respondi, sorrindo para ela.
Ela se sentou do meu lado e abraçou o meu braço.
-Obrigada por me defender. –Disse fechando os olhos e apertando o meu braço direito.
Eu fiquei feliz, para um fracassado da vida como eu, aquilo era tudo o que eu queria ouvir das pessoas, um sincero “obrigado”.
Tivemos o resto das aulas, e logo as aulas terminaram. Jessie já podia andar normalmente. Caminhávamos lentamente em direção à estação.
O dia todo se passou e o sol não deu as caras.

Notas finais
Essa é minha primeira tentativa de criar um "Romance", então peço a compreensão de todos e só posso dizer que daqui pra frente vou tentar melhorar o máximo possível.
Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.