No momento em que alguém resolve escolher entre a sua segurança e a segurança de alguém, algo de ruim sempre acontece, uma mãe que se sacrifica no lugar da filha, ou uma garota de bom coração que resolve salvar uma estranha de um assalto... “Ei garotinha, o que uma pirralha que nem você faz em um lugar estranho como esse?”
Perguntava um suposto assaltante para uma garotinha de cabelos azuis. Naquele momento, uma jovem de aparência desleixada passava pela entrada daquele beco e ao ouvir os soluços daquela que estava em apuros, parou seus passos e ficou a escutar as ameaças escondida em um muro. Contudo, tudo muda quando a que parecia está amedrontada muda sua expressão.

–Certamente é um lugar estranho para se está não é?

Ao falar dentre um sorrido maligno ela fez em meio a escuridão surgir nove longas caudas que prende o suposto homem contra a parede, pressionava a mão sobre o peito do mesmo e lhe arrancava o coração, sorria ao ver como era fácil destroçar um humano até sentir o cheiro de outra pessoa no ar.

–Quem está ai? Apareça! Ou eu mesma irei até ti!

Aquela que observava tudo mostrou-se em um pulo diante daquela criatura.

–Ai meu deus! Isso foi top! -Apontava para o destroçado no chão complementando. -Você mereceu, idiota. -Cutucava o corpo com a ponta de seu sapato. -Pensou que ia se dá bem, em?

A criatura regalava os olhos ao ver que aquela humana achava bom o que tinha feito e confusa começou a farejá-la.

–Você é diferente, é um humano raro...

A moça que ainda cutucava o que estava em óbito, virou-se para aquela que quase a beijava ao farejá-la e sorriu erguendo sua mão direita.

–Oi! Eu não sou humana, sou uma deusa indígena, prazer sou Pietra Matsuda.

–D-Deusa? Interessante isso.

Olhava admirada para aquela jovem que brincava com o cadáver, erguia a mão esquerda e apertava gentilmente a mão da mesma.

–Meu Nome é Nanami... Nanami Matsumuda...
–Oh! Somos quase parentes, embora eu não saiba qual é a origem de meu sobrenome, a mamãe dizia que foi meu pai que escolheu, mas eu nunca o conheci, mas enfim... Não quero falar sobre isso. –Suspirava soltando sua mão daquela que se nomeou Nanami. –E você? O que você é?
–Sou uma Kitsune e vim do submundo para reencontrar uma pessoa muito querida para mim, pode me ajudar a encontra-lo? Ele se chama Roger é enfermeiro de um hospital chamado "Walker Medicine"

Olhava esperançosa para aquela jovem esperando ouvir que o conhecia.

–Ajudar até que posso, mas vou logo dizendo, não entro em hospitais e recomendo usarmos perucas, se é que você me entende. –Alertava apontando para seus fios verdes. –Isso aqui não é tintura, nasci assim, meus cabelos são das mesmas cores da floresta onde vivi antes de vim para o Japão. Já tentei corta-los, mas sempre nascem das mesmas cores, e o que complica é que são duas.

Os cabelos da raposa ficaram negros e seus olhos com heterocromia azul e verde, suas orelhas e caudas somem fazendo a jovem deusa ficar de boca aberta.

–Assim dá para misturar-nos?
–É-É, eu acho que vou alí na esquina compra uma peruca, ou melhor, roubá-la. –Abria um vago sorriso.

Pietra se redirecionava a uma loja de esquina, nela havia várias perucas de todas as cores e ao adentrar naquele lugar logo uma vendedora chamou sua atenção.

–O que deseja moça?
–É... Nada, só estou dando uma olhadinha.

A vendedora sorria abrindo passagem para Pietra adentrar na loja, a mesma ao avistar uma curta peruca preta logo a pegou e a pôs dentro de sua larga blusa. Contudo um jovem cliente viu todo o ato e logo gritou... “Ela está roubando!”. Pietra correu e ao tentar sair da loja um enorme homem parou bem em sua frente, a pequena não perdeu tempo e logo pôs seu dedo no pescoço daquele o eletrocutando, o mesmo cai e ficava se debatendo no chão, Pietra em um pulo passa pelo corpo e logo ver a Nanami.

–O que aconteceu, por que você está correndo? –Perguntava ela.
–Tome Nana-chan! –Deu-a a peruca roubada. –Corra, logo a encontrarei.

Nanami correu com a peruca e ao ouvir a sirene de policia, Pietra correu, porém ao chegar a uma segunda esquina acabou esbarrando em uma garota de cabelos azuis, ambas caíram no chão.

–Droga! Você está cega?
–Você que bateu em mim.

Duas viaturas pararam naquele local e dois policiais agarraram a Pietra pelos braços. A garota de cabelos azuis se levantava com a ajuda de um deles.

–Tudo bem senhorita?
–Sim, essa maluca é uma fugitiva?
–Sim, ela é uma ladra.
–Logo vi.

Pietra encarou bem aquela que a xingava.

–Prepare-se burguesinha, não irei me esquecer de você.

Pietra foi levada presa.

Nanami de longe avistou a sua mais nova amiga sendo levada e logo pensou em fazer algo para salvá-la.

–Pietra... Kansai! –Invocava Nanami umas chamas de tonalidades azuis.

As chamas espirituais seguem a viatura e assim a pequena Kitsune vai atrás, chegando à delegacia a mesma entra sorrateiramente e vai ao encontro da cela da Pietra, dá um simples soco que quebra a grade e dá outro soco que quebra a parede.

–Vim te buscar minha amiga, monte em mim.

A pequena se transforma em uma Kitsune de 6 metros e se abaixa para a pequena deusa monta-la.

–Eu sabia que você viria.

Pietra subiu nas costas daquela enorme raposa branca e ambas conseguiram sair da cela, anteriormente dois policiais correram em direção ao barulho feito pelo muro quebrado, mas ao chegarem à cela, não havia mais ninguém lá.

–Mas o que aconteceu aqui? –Perguntava-se um deles.
–Não faço a mínima ideia. –Respondia o outro.

A Kitsune correu mais de quinze quilômetros até se distância da delegacia, chegando próximo à praia elas descansam olhando o mar.

–Que dia foi hoje, em? Eu não sabia que você roubava Pietra... Bom eu sou uma assassina, então somos parecidas. -Sorria.
–Sim, somos. Fico feliz por eu não ser a única.

A noite surgia e junto a ela as garotas dormiam na areia, antes, elas desejaram-se uma boa noite.

–Amanhã começamos a busca do teu amigo, Nana-chan.

Continua...

Este é o último capítulo disponível... por enquanto! A história ainda não acabou.