Last Nightmare
20 Fin ~
Notas iniciais
Amu ~~
Alguns dias se passaram depois daquele fadigo. Na verdade, poucas lembranças sobraram daquele dia. Lembranças simples, mas que trazem péssimos pensamentos. Depois da morte de Tadase o local foi tomado pelo caos. Um fogo inesperado surpreendeu a todos que ainda estavam lá e, em pouco s minutos, tudo foi consumido. Não sei ao certo o que aconteceu com Nagi ou Bara, mas algo me diz que ambos estão vivos. Também não sei ao certo o que aconteceu com os soldados ou aquelas informações sobre meu clã. Tudo indica que foram levados com as chamas, mas não tenho certeza. Ikuto conseguiu sobreviver e nós seguimos nossa vida.
Ontem foi meu aniversário. Comemoramos com uma festa simples apesar de todo o esforço da Utau em me convencer que deveríamos fazer uma festança. E falando nela, a loira vinha até mim com um largo sorriso. Eu estava encostada no poste próximo ao ponto de partida do ônibus da loira, ela e Ikuto iram partir. Uma parte de mim, que era maior do que eu imaginava, estava triste pela partida do moreno. Queria de todo o coração pedir para ele ficar aqui... Comigo. Mas eu simplesmente não conseguia.
-Tem certeza de que não quer vir conosco? – Utau indagou pela milésima vez Neguei com a cabeça. A loira desfez o sorriso e sua expressão se tornou meio abatida:
-Sentirei saudades – me aproximei dela e a abracei. Ficamos um tempo abraçadas quando a loira interrompeu o abraço resmungando algo que não pude ouvir, mas percebi que seus olhos estavam úmidos.
Dei um sorriso brando e ela respondeu por fim: -nos veremos novamente – soltando um leve sorriso.
A expressão de Ikuto era de tristeza e meu coração parecia mais apertado que antes. Seus olhos pareciam sem brilho e, desde ontem depois da festa, ele quase não disse nada além de monossílabos. Utau pegou sua mala e foi caminhando, não antes de lançar um olhar para o irmão. Ela o conhecia bem e sabia que ele não estava muito bom... Na verdade, até um estranho poderia perceber isso. Aproximei-me dele, meu coração parecia se apertar a cada passo que dava para perto dele. Tem tantas coisas que eu quero dizer, mas parece que não tenho força para fazê-las sair. Ele me olhou:
-Bem... Isso é um adeus? – sua voz rouca e abatida me deixou sem palavras. Só pude assentir levemente. O maior se aproximou de mim e tocou levemente meu rosto com o indicador, como se eu fosse uma boneca delicada. Aos poucos ele foi se aproximando e selou nossos lábios. Um beijo terno, porem rápido. Ele separou nossos lábios, mas permaneceu próximo a mim. Tão próximo. – Eu posso ficar se quiser... – meu coração se acelerou e um misto de felicidade e alívio tomou conta de mim – Mas... Só se quiser... — É claro que eu quero! Isso é o que eu deveria dizer, gritar! Mas minha voz não saia.
Meus lábios ficaram paralisados e eu mal conseguia formular algo decente pra dizer. -Eu... – disse hesitante. Queria ele ao meu lado, mais do que tudo, então por que não conseguia dizer a ele? Por quê?
-Ikuto! Vamos! – Utau chamou o irmão. O ônibus ia sair.
Essa é minha ultima oportunidade pra dizer. Ele olhou pra mim e sem dizer mais nada pegou a mala que estava ao lado dele e assim foi andando. Eu fiquei ali, parada o olhando partir. Ele estava indo embora, me deixando. Será que eu iria vê-lo de novo? Será que ele vai se esquecer de mim? Será... Uma lágrima desceu, o que eu faço? Minhas pernas pareciam não me obedecer, meu corpo parecia estar entorpecido.
Fechei meus olhos e inúmeras imagens vieram na minha mente. Imagens do Ikuto, dos momentos que vivemos, das vezes que ele me ajudou, que ele esteve do meu lado, que ele me fez sorrir. Eu... Eu o amo mais do que tudo. Abri meus olhos e vi Ikuto distante de mim e, sem hesitar, corri até ele. Não posso deixar ir. Enchi meus pulmões de ar e gritei por seu nome. O moreno parou, mas antes que ele pudesse se virar, o abracei por trás, afundando meu rosto nas suas costas
-Não vá! Fique comigo agora! – lágrimas caiam e, pela primeira vez na minha vida, não me preocupava em enxugá-las – Fique comigo... Pra sempre... – o abracei com mais força, não queria deixá-lo, mais do que isso, não queria
Ficamos assim por um breve momento. Senti as mãos dele sobre as minhas e escutei sua voz: -Claro que eu ficarei com você... Pra sempre O soltei e ele se virou rapidamente, me abraçando. Um abraço tão forte e tão acolhedor. Utau, que nos fitava da janela do ônibus, gritou:
- Até que enfim! – nos olhamos para ela
-Desculpe, mas não posso- antes que Ikuto terminasse a frase, a loira respondeu com um largo sorriso
-Não precisa se preocupar! – seu sorriso era tão sincero –Sejam felizes O motorista subiu no ônibus e em poucos minutos o ônibus saiu.
Ficamos lá, parados, olhando o ônibus partir. Sei que a Utau ficou feliz por nós. Depois daquilo ficamos mais algum tempo lá, parados. Me senti feliz e pela primeira vez, segura
//////
Passavam das sete horas, Ikuto havia saído pra comprar algo para ele jantar e eu estava sentada no sofá assistindo TV. Estamos em um apartamento simples e vamos ficar aqui por tempo indeterminado. Passava de canal em canal, na verdade, nem estava prestando atenção no que passava na TV. Viver com o Ikuto né? Suspirei, um sonho, mas tenho medo de acabar virando um pesadelo. Balancei a cabeça. Não vou ficar pensando nisso. Desliguei a TV, coloquei o controle sobre a mesa e fui para o banheiro. Quando fui fechar a porta que percebi que o trinco estava quebrado. Bufei, esse lugar esta bem caído.
Entrei de baixo daquela água gelada e fechei meus olhos. A água caia na minha nuca enquanto eu tentava esvaziar minha mente. Encostei uma das minhas mãos no azulejo quebrado da parede. Não sei quanto tempo eu fiquei assim, mas meu cabelo já estava super encharcado quando eu ouvi o barulho da porta abrindo. Deve ser o Ikuto.
Fechei meus olhos novamente e desta vez me distrai por completo, só fui “acordar” quando a porta do banheiro abriu. O boxe não tinha cortinas nem nada do tipo, então assim que Ikuto entrou no local, deu de cara comigo, debaixo do chuveiro, nua. Corei violentamente e fiquei de costas pra ele, levando minhas mãos aos seios, tampando os.
-D-desculpe, eu não sabia – ele disse
Eu apenas fiquei de costas, meu rosto estava fervendo. Escutei barulho de passos e achei que ele tinha saído, quando eu ia me virar, senti seu corpo próximo do meu. Congelei. Meu coração estava a mil, não sabia o que fazer, me encolhi. Eu o desejo mais que tudo, mas ainda sou muito tímida quanto a ficar com ele. Senti suas mãos pousarem nos meus braços e sua voz rouca acariciando minha orelha.
-Eu não vou te machucar — eu quase derreti ao escutar ele tão próximo
Seu corpo estava quase encostando no meu e eu podia escutar seus batimentos cardíacos tão acelerados. Respirei fundo e me virei lentamente. Ikuto já estava molhado, seus cabelos, levemente bagunçados e úmidos, estavam caídos sobre seu rosto, ele estava sem camisa, apenas de calça. Fitei seu abdômen, tão delicioso.
Observava cada gota acariciando sua pele, sua respiração descompassada, seu olhar malicioso. Todos esses detalhes eram tão irresistíveis. Ele acariciou meu rosto e me beijou ternamente. Quando nossos lábios se separaram ele desceu sua mão até as minhas, tirando elas de cima dos meus seios. Lá estava eu, totalmente a mostra, a mercê dele. Me senti tão vulnerável, mas não me importei. Por mais que eu estivesse morrendo de vergonha, não queria fugir. Nos beijamos novamente, mas desta vez, seu corpo tocou o meu me pressionando contra a parede. Esse beijou foi mais quente, mais sedento, mais prazeroso. Ele desceu seus lábios pelo meu pescoço, lambendo e dando leves mordidas e, enquanto fazia isso, colocou uma das mãos sobre um dos meus seios e o apertou.
Fechei meus olhos e mordi meu lábio inferior. Ele desceu seus lábios até o outro seio e o abocanhou. Larguei um gemido abafado e ouvi uma leve gargalhada vindo dele. Meu rosto, a essa altura, deveria estar mais vermelho que tomate. Ele retirou os lábios do meu seio e voltou a lamber meu pescoço. Levei minhas mãos até as costas dele, passando minhas unhas levemente por sua pele. Depois de mais algumas mordidas e chupões no pescoço, eu o empurrei. Ele me olhou sem entender nada.
Levei minhas mãos até a calça dele, a abrindo e retirando o membro ereto. Eu o apertei e comecei a fazer alguns movimentos, o masturbando. Sua face receada de prazer foi deliciosa. Eu sorri e o masturbei com movimentos mais rápidos. Senti seu membro pulsante na minha mão e, quando ele estava quase gozando, pediu para que eu parasse. Eu encostei na parede e ele se aproximou. Nos beijamos mais uma vez. Quando separamos nossos lábios, ele encostou a testa na minha. O moreno segurou o pênis com uma das mãos, levando o para próximo da minha intimidade. Senti-o começando a entrar, mordi meu lábio novamente. Ele foi me penetrando lentamente e assim aproximando nossos corpos.
Quando faltava pouco para o membro estar totalmente dentro de mim, ele o penetrou por completo de uma vez só. Cravei minhas unhas nas costas dele e soltei um gemido alto e desinibido. O moreno me ergueu e eu lacei minhas pernas na cintura dele, deixando meu corpo totalmente sobre o controle dele. Aos poucos ele começou os movimentos, primeiro lento e depois aumentando a velocidade. Eu já havia perdido a vergonha e a essa altura, já soltava gemidos altos. Ele encostou seu rosto no meu pescoço e assim eu sentia sua respiração acelerada. Os movimentos passaram a ficar frenéticos, tinha vezes que ele chegava a retirar o membro completamente e depois penetrá-lo de uma vez. Foi algo muito bom e ambos chegamos ao orgasmos juntos.
Depois daquilo ficamos abraçados por um tempo e depois tomamos banho juntos. Agora estou sentada na janela, olhando o moreno deitado na cama, dormindo calmamente. Apenas o luar clareando o cômodo. Eu não sei o que nos espera, mas agora tenho uma certeza que eu nunca tinha tido antes, não importa o que acontecer, com Ikuto ao meu lado, não devo temer nada. Sorri, depois de tanto tempo enfim encontrei a felicidade. Sei que ela não vai durar pra sempre, mas tenho certeza que aproveitarei cada segundo.
Notas finais
Aos leitores fantasmas, a tia ainda os observa -Q Mesmo sem terem comentado nos cap. anteriores, seria de muito bom grado que eu aceitaria a opinião de vocês, mesmo que sendo expressada em apenas um review.
Enfim, os agradeço do fundo do meu coração e fiquem a vontade para lerem outras fics de minha autoria se quiserem xD
Até algum dia, Tia Bou ~♥
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