Last Christmas
1 CAPÍTULO ÚNICO
Notas iniciais
Primeira one shot, preciso muito saber o que acharam!
Não importa se for bom ou ruim, sua opinião é o conta e não quebra o dedo!
Deixe pelo menos um "Legal" ou "Que bosta" pra mim já vale o esforço!
Espero que gostem!
Feito de hunter para hunter!
(E não hunters também)
+_*
Simplesmente não podia acreditar no que estava vendo. Ninguém parecia poder me ver ou ouvir. Não é um pesadelo, disso tenho certeza. Eu posso sentir a dor latejante do profundo corte no meu antebraço direito causado por aquele maldito demônio na forma de uma doce garotinha de sete anos ao me lançar contra o espelho de cinquenta anos em meu quarto à minutos atrás. Mamãe e os convidados não ouviram nada com o alto volume em que rolava no andar inferior a playlist que ela havia preparado especialmente para essa véspera de natal numa tentativa falha de tentar me fazer esquecer dos males que andam me afligindo. Deus, porque eles não me ouvem? Estou gritando à plenos pulmões para que corram pra bem longe daqui e se salvem, não vêem que ela está querendo nos matar? Essa maldita peste! Ainda tem a coragem de sorrir assim tão descaradamente, não vê a dor que vai lhes causar? Eles são inocentes não merecem morrer assim sem nem ao menos saber a razão de seu assassino... Nem eu mesma sei o porque de estar sendo torturada de tal maneira, realmente não sei o que a fiz para tamanha brutalidade. Ela não vê a dor que vai causar nos seus familiares, não liga para a dor que irão sentir ao esperá-los voltar sãos e salvos depois de uma divertida noite de natal na casa de um amigo receberem a terrível notícia de sua morte sem fundamentos? Mas é claro que não, esse jogo é mais divertido para si do que amarelinha ou qualquer outro jogo de meninas de sua idade. Posso ver em seus belos olhos cor de mel o orgulho de ver seu objetivo sendo alcançado com tamanha eficácia. Não ligo para a dor física, não mais, e ela bem sabe disso. Antes quisesse ferir somente à mim, mais ela já não se contenta apenas com isso. Sabe muito bem que eles são o meu ponto fraco, a minha família. Sei que ela pôde ver o desespero nos meus olhos noite passada quando a vi apontar aquele canivete para matt meu irmãozinho caçula. Eu sabia o que ela estava fazendo, estava me testando, queria saber em que ponto apertar para ver-me sangrar. Eu sabia que não à devia ter deixado enxergar através desses muros revoltos que me cercam, me protegem. Ele é só uma criança, tem apenas dez anos. Não podia deixar que o machucasse só para manter segura essa bola de carne machucada que tenta se regenerar a todo custo dentro do meu peito. Ela conseguiu o que queria. Abriu uma fenda nesses muros de diamante que levei cinco anos para lapidar. Conseguiu acertar de raspão a flecha envenenada que direcionou ao meu coração, só para vê-lo definhar, jorrar sangue. Porque agora ela sabe onde fica o meu calcanhar de aquiles. sabe que vai me fazer cair, que vou rastejar e implorar para que pare. Sabe que isso me fere mais, que minha mãe e meu irmãozinho são tudo o que me restou depois que meu pai se foi. Meu porto seguro. Que agora só me mantenho de pé para lhes dar apoio, não deixá-los cair. Mesmo sendo só uma adolescente de dezessete anos. Porque maryssa não aguentou a dor de perder pennelope e depois peter. E eu não podia deixar minha minha mãe e meu irmãozinho sozinhos e desprotegidos à mercer do tempo, da dor da perda. Porque não era justo com eles perder pennelope e papai por um desleixo meu. Porque quis ficar em casa com mamãe naquele dia, pra que não escorregasse ou sofresse qualquer outro tipo de acidente que poderia acontecer com uma mulher grávida de nove meses sozinha, ao invés de ligar para a vovó para que viesse cuidar dela e ir com pennelope brincar perto do lago. E depois fazer papai derrapar na neve e cair da ponte fazendo seu carro explodir por eu ficar ligando a cada dois minutos para que se apressasse para minha performace idiota de o lago dos cisnes. Porque sou a única culpada, porque foi por minha causa que eles morreram. Porque eu sabia muito bem que pennelope era travessa e gostava de tentar afogar os patos mesmo não sabendo nadar. E porque eu sabia que a neve estava densa demais àquele inverno, principalmente naquela noite. E que muitos acidentes vinham acontecendo por isso. E pennelope estava enciumada com a chegada de matthew, porque pensava que ia perder a minha atenção assim como pensava já ter perdido a dos nossos pais com matt à caminho. Ela precisava de mim éramos gêmeas univitelinas, é a nossa ligação. Ela sentia a minha falta, sentia falta de um pedaço de si. Assim como sinto hoje. Me falta um pedaço. Um pedaço chamado pennelope. Pennelope... Olhos cor de mel... Vestido de cetim cor-de-rosa... Curtos cabelos negros... Laço vermelho no cabelo... É ela! Essa menina-demônio que me perseguiu pelos últimos dois meses, desde que a vovó morreu. É pennelope! Está do mesmo modo que estava quando morreu afogada no lago. Como pude não ver isso antes? Ela é o meu espelho! Minha falecida irmã gêmea. Só está sentindo minha falta, só tentou machucar matt e mamãe e todos os outros porque eu, logo eu não a reconheço mais, só está magoada não posso culpa-lá. Não eu. — Pennelope?- a chamei quando a mesma estava prestes a por fogo em uma cortina com uma vela e incendiar a casa com todos dentro. — Pay? sabe quem sou eu?- sorriu com lágrimas nos olhos. — Agora eu sei. Me desculpe.- pedi já me debulhando em lágrimas. — Tá, mais só se você vier brincar comigo!- fez biquinho. — Quer brincar de afogar os patos do lago?- perguntei secando as lágrimas do meu rosto e abrindo um sorriso espontâneo enquanto ela me dava a mão me ajudando a levantar do chão. — Vamos, vamos! Descemos silenciosamente pelas escadas sorrindo e saímos pela porta dos fundos. Já do lado de fora começamos a andar dando pulinhos indo em direção do lago que não ficava muito mais do que um quilômetro de casa, e cantarolar a canção de ninar que nosso pai cantava para nos fazer dormir. Chegamos à beira do lago e sorrimos uma para a outra enquanto o adentravamos lentamente, ouvindo os fogos da meia-noite em ponto que brilhavam no céu sem nuvens daquele último natal. 22 DE DEZEMBRO DE 2012, EM ALGUM LUGAR DO NEBRASKA — Dean, dá uma olhada nisso.- o moreno chamou a atenção do irmão mais velho o fazendo parar de cantar com a música alta demais para o seu gosto que soava do velho rádio do impala e olhar para a tela do notebook ao seu lado. "Terceira vítima encontrada morta no lago lewiston após suicídio da adolescente payton donovan de dezessete anos no mesmo." — Ah, sammy! logo é natal! Vamos pra vegas ou a casa do bobby, isso pode esperar até dia vinte seis. — Não acha que essas famílias também merecem um natal feliz? Podemos comemorar o réveillon com o bobby. — E ficar sem rabanada?- o loiro se exaltou recebendo um olhar reprovador do irmão caçula- Tá... Próxima parada Rawlins, wyoming!- e voltou a cantar fazendo caras e bocas e batucando no volante com a música que rolava- I'm on the highway to hell (Estou na estrada para o inferno) On the highway to hell (Na estrada para o inferno) Highway to hell (Estrada para o inferno) I'm the highway to hell (Estou na estrada para o inferno) No stop signs, speedin' limit (Sem sinais de "pare", sem limites de velocidade) Nobody's gonna slow me down (Ninguém vai me fazer reduzir a velocidade) Like a wheel, gonna spin it (Como uma roda, vou rodar) Nobody's gonna mess me 'round (Ninguém vai me sacanear) Hey satan! Paid my dues (Ei satã! Paguei minhas dívidas) Playin' in a rockin' band (Tocando em uma banda de rock) Hey mama! Look at me (Ei mamãe! Olhe para mim) I'm on my way to the promise land. Uau! (Estou no meu caminho para a terra prometida. Uau!) I'm on the highway to hell (Estou na estrada para o inferno) On the highway to hell (Na estrada para o inferno) Highway to hell (Estrada para o inferno) I'm on the highway to hell (Estou na estrada para o inferno)
Notas finais
Aproveitem a estadia e leiam minha outra fic s.o.s selene.
http://fanfiction.com.br/historia/297538/S.o.s_Selene
ARIGATO GOZAIMASU!!!
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