Last Chance
63 Capítulo 62 - Insegurança
Notas iniciais
Bella POV
Despertei lentamente sem a mínima vontade de acordar, essa gravidez estava me transformando em uma preguiçosa viciada em sexo, corei me lembrando do dia anterior e como foi delicioso passá-lo ao lado de Edward ou melhor com ele dentro de mim. Safada! Minha mente me acusou e ri contra o travesseiro como uma garota travessa. Virei o rosto e encontrei Edward bem próximo de mim perdido em um sono profundo, seu braço estava na minha cintura e sua respiração calma batia contra o meu rosto. Suspirei igual uma boba apaixonada, me afastei erguendo minha mão e com extremo cuidado afaguei seus cabelos e seu rosto, Edward sorriu resmungando meu nome e me trazendo mais perto de si sem acordar, sorri com seu gesto e com carinho comecei a distribuir beijos delicados no seu rosto até que seus lábios se curvaram em um sorriso ainda maior.
–Hum... Que modo mais delicioso de se acordar. — Murmurou abrindo os lindos olhos azuis, meu coração acelerou, logo sua boca estava na minha em um beijo doce e quente. — Bom dia anjo. — Sorri largamente.
–Bom dia garotão. — Edward riu, me deu um beijo rápido e se curvou beijando e afagando meu ventre.
–Bom dia bebê. — Minha respiração ficou suspensa com sua demonstração de amor e carinho, quando se voltou para mim me olhou confuso, só então percebi que chorava. — Que foi amor? — Questionou com carinho se aproximando e enxugando meu rosto, segurei o seu e o trouxe para mim, o beijando com paixão.
–Eu te amo. — Declarei completamente, desesperadamente apaixonada, Edward sorriu daquele modo tímido que me deixava ainda mais entregue a ele.
–Eu também te amo. -Sussurrou com adoração e lascívia.
–Não me olhe assim. — Adverti rindo, o seu sorriso aumentou e se tornou mais safado, me deixando ainda mais ávida por ele.
–Você não quer? — Perguntou com a voz rouca cheia de desejo, beijando meu pescoço e me deixando zonza com as sensações que me provocava.
–Temos tempo? — Minha voz saiu em um sussurro tão baixo que pensei que não teria me ouvido.
–Todo o tempo do mundo. — Respondeu me deitando na cama e me beijando com paixão. Trabalho, responsabilidades e todo o resto ficariam para depois, agora só o que importava era matar todo o desejo que sentia por meu maravilhoso noivo.
–Anjo? — Edward me chamou enquanto seguíamos para a Cullens para iniciarmos nosso primeiro dia de trabalho juntos, mesmo que fosse só por uma semana estava eufórica com isso. Segurei sua mão e a acariciei com carinho.
–Fala amor. — Edward sorriu pegando minha mão e a beijando.
–Hoje meu dia esta bem tranquilo, que tal almoçarmos juntos? — Já estava a ponto de aceitar quando me lembrei que havia combinado de sair com Alice, meu rosto murchou.
–Não vai dar, já combinei com a Allie. — Disse chateada, Edward abriu um sorriso triste.
–Tudo bem Bell. — Respondeu desanimado. Bom, eu podia muito bem marcar outro dia com a Alice. Claro!
–Eu posso cancelar. — Ofereci o encarando, Edward sorriu e balançou a cabeça.
–Não anjo, é bom que saia com sua amiga, caso contrário Alice vai pensar que eu sequestrei você. — Rimos, o pior que Edward tinha razão, além disso precisava contar oficialmente a novidade da gravidez e começar a planejar nosso casamento. — Mas pode se preparar porque vou ligar para saber como esta. — Sorri e assenti.
–Ok. — Aquiesci, Edward me encarou surpreso.
–Não vai reclamar? — Perguntou desconfiado, neguei.
–Não, já disse que não quero lhe preocupar, se me ligar vai te deixar mais tranquilo não vejo problema algum. — Respondi serenamente, Edward sorriu.
–Eu agradeço por isso anjo. — Lhe dei um beijo enquanto Jasen estacionava na subsolo da empresa. — Pronta para trabalhar ao meu lado? — Edward questionou saindo do carro e estendendo a mão na minha direção, sorri largamente.
–Pronta para qualquer coisa desde que seja ao seu lado senhor Cullen. — Respondi me deixando levar por ele, Edward me puxou para os seus braços.
–Não existe outro lugar para você a não ser comigo senhora Cullen. — Sussurrou ao meu ouvido me guiando até o elevador, lhe dei um beijo delicado e seguimos para o trabalho.
Minha manhã foi bem corrida, a sala adjacente a de Edward era bem espaçosa e já estava pronta para as minhas necessidades, eu mantinha um contato direto com minha assistente que ficava no escritório de arquitetura, nos meus projetos e também na obra que ocorria no andar inferior, tinha tantas coisas para fazer que o tempo passou voando, antes de sair para o almoço passei na sala de Edward e me despedi dele e de Chance que havia sido trazido por Jasen para passar a tarde com o dono, depois de muitos beijos e promessas que iria me alimentar bem segui para o estacionamento da empresa onde Kline e Thompson me esperavam, entrei no carro e fui para o restaurante que havia combinado com Allie.
Assim que chegamos o maître me indicou onde Alice me esperava, caminhei até a mesa que se encontrava e quando me viu se levantou e veio me cumprimentar.
–Bella! — Exclamou entusiasmada me abraçando. — Você sumiu! — Me acusou logo em seguida, balancei a cabeça e sorri.
–Não seja exagerada Alice. — A censurei e nos sentamos, ela cerrou os olhos na minha direção.
–Estou longe de ser exagerada, não vejo você desde sexta-feira e não nos falamos desde domingo. Senti saudades da minha amiga. — Reclamou novamente, ri com sua bronca. O garçom apareceu trazendo os cardápios, escolhemos e ele se afastou. Tomei um gole de água enquanto Alice me encarava.
–Que foi? — Perguntei intrigada.
–Você. — Franzi o meu cenho.
–O que tem eu?
–Esta diferente. — Disse desconfiada, sorri.
–Você sabe muito bem o porque. — Ela reprimiu um sorriso.
–Não sei de nada, você não me contou. — Se fez de desentendida.
– Estou grávida Alice. — Contei finalmente, Alice bateu palmas chamando a atenção para nossa mesa.
–Menos Alice! — A repreendi sussurrando.
–Não seja chata, temos que comemorar! — Exclamou chamando o garçom pedindo dois sucos de uva. — Já que não pode tomar álcool, vamos celebrar com suco de uva. — Disse animada.
–Você pode tomar vinho Allie, não me incomodo. — Ela negou enquanto o garçom trazia dois copos de suco.
–De modo algum. Agora me diga, porque esta com essa cara?
– Já disse, estou grávida. — Alice bufou.
–Isso eu já sabia desde a semana passada, estou me referindo a essa cara de quem passou um ano no melhor SPA do mundo. — Não aguentei e ri com descrição que fez da minha aparência.
–Só você mesmo Alice. — Ela revirou os olhos.
–Não enrola, vamos, cuspa! — Balancei a cabeça.
–Nada demais, só passei três dias esplêndidos com Edward. — Sorri bobamente.
–Espero que esteja lhe tratando muito bem depois da burrada que aprontou.
–Como uma rainha e ele não foi o único culpado. — Antes que ela dissesse algo a cortei. — Além disso já passou, nos acertamos e estamos muito bem. Ontem ele me acompanhou na médica. — Alice sorriu.
–E como foi?
–Tudo certo, minha saúde e a do bebê esta perfeita.
–Que ótimo! — Na hora me lembrei de Alex.
–Como esta Alex?
–Muito bem, ele é tão tranquilo Bella, uma amor de menino, acabei de contratar uma babá para ficar com ele. — Comentou tomando um gole de suco.
–E como ela é?
–Muito boa, começou hoje e esta se dando muito bem com ele. Demoramos para encontrar alguém em quem confiássemos. — Na hora pensei no que faria quando meu bebê nascesse, será que conseguiria deixar ele nas mãos de outra pessoa enquanto trabalhava? O garçom se aproximou trazendo nossa comida e logo em seguida se retirando. — Se você tiver mesmo uma menina, nossos filhos podem até chegar a namorar, já imaginou Bella? — Alice disse animada, ri ao pensar na reação de Edward ao ouvir algo assim.
– Alice minha filha nem nasceu ainda e já esta arrumando namorado para ela?
– Não um namorado qualquer, meu filho, se os dois namorassem seriamos da mesma família.
– Acho que o Edward não ia aprovar muito essa sua lógica. — Disse rindo, Allie fez uma careta.
– Ele que se cuide, ainda estou de nele. — Assim que falou meu telefone tocou, sorri já sabendo muito bem de quem se tratava.
– Falando nele. — Disse sorrindo, levantei pedindo licença.
– Não esqueça de dar o meu recado.
– Deixa de ser chata. — Ela me mostrou a língua como uma garota mimada, me afastei da mesa rindo e fui até a varanda que havia no restaurante. — Oi garotão.
–Olá anjo. — Podia sentir seu sorriso através do telefone. — Como esta sendo o almoço?
–O prato acabou de chegar na verdade.
–Desculpe atrapalhar Bell, depois eu ligo. — Revirei meus olhos, Edward as vezes conseguia ser bem absurdo.
–Deixa de bobagem Edward. — Ralhei com ele e suspirei. — Sabe já estou com saudades. — Murmurei manhosa, Edward riu.
–Essa minha mulher esta muito carente. — Disse em um tom brincalhão, acabei rindo também. — Talvez ela mereça um agrado. — Meu sorriso tomou conta do rosto inteiro.
–Agrado? Que tipo de agrado? — Perguntei interessada.
–Segredo senhora Cullen.
–Ah Edward não faz isso comigo. — Choraminguei fazendo bico. — Me conta vai.
–Mais tarde anjo. — Bufei ruidosamente.
–Edward Anthony Masen Cullen o senhor não vai deixar sua mulher grávida se corroendo de curiosidade, colocando em risco minha sanidade e saúde. — Ok, peguei meio pesado, mas era injusto ele me deixar louca.
–Você esta sentindo algo? Esta passando mal? Quer que eu vá até aí? — Sua voz alarmada me fez perceber que tinha ido longe demais.
–Não, eu estou bem, mas ficaria melhor se me dissesse o que esta planejando. — Pude ouvir ele suspirando profundamente.
–Não me mate de susto assim Bell.
–Desculpa. — Pedi me sentindo culpada pelo meu pequeno drama.
–Esta se sentindo bem mesmo? — Perguntou sem esconder sua preocupação.
–Sim, estou bem, eu juro. — O telefone ficou silencioso.
–Melhor ir almoçar Bell. — Aconselhou com seriedade.
–Esta chateado comigo? — Questionei com receio.
–Não. — Respondeu simplesmente. -Promete me ligar se precisar de mim?
–Claro. — Foi só o que pude responder. — Eu te amo.
–Também te amo Bell. Bom almoço. — Desejou e nos despedimos. Senti um aperto no peito pelo modo como nossa conversa tinha terminado. Droga! O que estava acontecendo comigo? Porque eu tinha que ter dito tanta besteira sabendo que Edward era neurótico com qualquer coisa que acontecesse comigo. Estúpida! Me xinguei mentalmente enquanto caminhava até a mesa que estava com Alice.
–Tudo bem? — Ela perguntou com a expressão preocupada.
–Mais ou menos, acho que deixei o Edward chateado. — Comentei brincando com minha comida. Tinha perdido o apetite.
–Porque?- Fechei os olhos com força, massageando minha têmpora.
–Por que só saem besteiras da minha boca agora. — Abri os olhos e Alice me encarava intrigada.
–Como assim? — Suspirei e enquanto tentava comer contei o que tinha acontecido. — Bella, foi o Edward exagerou, como sempre aliás. — Balancei a cabeça negativamente.
–Não, sou eu Alice, sei o quanto ele se preocupa comigo e fui burra o bastante em brincar com ele usando nosso bebê e minha saúde.
–Não esquenta com isso Bella, são os hormônios, lembra quando eu estava grávida e enlouqueci todo mundo? — Assenti e acabei sorrindo. — O Jasper então, coitado, pagou todos os seus pecados na minha gravidez. Tenho certeza que o Edward entende isso, além disso ele também precisa controlar esse excesso de preocupação que tem com você, assim vai ficar doente.
–Eu sei, já disse isso a ele, eu tento fazer o possível para evitar que se preocupe, até mesmo mudei meu escritório para dentro da Cullen’s...
–Como é? — Alice me interrompeu.
–É, decidimos isso no fim de semana, acho que vai ser bom para nós, assim ele vai poder curtir melhor a gravidez e se preocupar menos conosco.
–Acho que esta fazendo as vontades dele sem nem pensar em você. — Arguiu séria.
–Claro que não Alice! — A encarei aborrecida. — Eu preciso do Edward, agora mais o que nunca.
–Eu sei que muitas grávidas se tornam bem carentes durante a gestação, mas não acha que esta exagerando? — Franzi meu cenho. Eu estava exagerando? Será que o Edward se cansaria de mim? Foi então que me lembrei das conversas no chá de bebê de Alice e das suas amigas reclamando que seus maridos não a viam mais como mulheres, só como a mãe de seus filhos, algumas disseram que os maridos tinham até deixado de sentir desejo. Isso poderia acontecer com Edward? Ele poderia se sentir obrigado a ficar comigo? Subitamente o medo de ser rejeitada me tomou por completo.
–Você acha que o Edward se sente assim? — Alice me olhou confusa.
–Se sente como?
–Obrigado a ficar ao lado de uma mulher carente.
–Claro que não Bella! — Alice protestou firmemente. — Aquele homem é absolutamente louco por você, só acho que estabelecer certos limites é bom. — Assenti sem muita segurança. — Não vai comer mais nada? — Neguei. — Você só comeu metade do prato Bella. — Ralhou comigo.
–Não é sempre que sinto fome.
–Bella...
–Estou bem Allie. — Assegurei e logo em seguida mudei de assunto, algo mais agradável. — Preciso falar com você sobre o meu casamento. — Seus olhos brilharam. — Eu ia esperar a Rose voltar da lua de mel, mas dai as coisas iam ficar muito em cima.
–Para quando esta pensando?
–Fim do mês.
–Sério? — Assenti.
–Acha que dá para fazer? — Perguntei com receio.
–Claro que sim, para Alice Brandon nada é impossível. — Acabei rindo e relaxando com sua animação. Meu humor melhorou muito depois que começamos a planejar o casamento, não seria repleto de flores como havia imaginado, afinal estávamos no fim do inverno, mas Alice me garantiu que iria deixar com tudo o mais perfeito possível, estava bem mais animada quando o almoço acabou e nos despedimos, combinando de nos encontrar durante a semana para ver algumas coisas para o casamento e começar o enxoval do bebê.
Cheguei na empresa e minhas preocupações caíram como uma bomba na minha cabeça. Será que Edward ainda estava chateado? Até quando ia aguentar meus ataques e minha carência desmedida? Suspirei tomando coragem e segui até sua sala.
–OláAngela! — Cumprimentei a secretária, ela sorriu.
–Senhora Cullen. — Respondeu educadamente, já tinha desistido de pedir que parasse de me chamar de senhora.
–O Edward esta?
–Sim senhora, ele inclusive pediu que a senhora fosse vê-lo assim que voltasse do almoço. — Assenti.
–Obrigada. -Sorri e me dirigi até a porta do seu escritório a abrindo lentamente. Entrei e encontrei Edward em pé olhando pela janela, perdido em pensamentos, me aproximei da forma mais silenciosa possível, ele parecia tão concentrado que nem percebeu minha presença, com certo receio levantei minha mão e toquei suas costas, ele na hora ficou tenso e se virou rapidamente, antes que dissesse qualquer coisa me puxou para seus braços, enterrando sua cabeça no meu pescoço, meu corpo todo relaxou, se afastou minimamente e me beijou, passei meus dedos pelos seus cabelos, Edward gemeu na minha boca. Distribuiu selinhos nos meus lábios e me olhou com carinho.
–Como foi o almoço?
–Bom. — Seus olhos pareciam procurar algo de errado. — Estamos bem. — Garanti afagando meu ventre, Edward sorriu. -Desculpa pela chantagem ridícula que fiz para me contar sobre a surpresa.
–Eu que fui um idiota deixando você nervosa de bobeira. — Se condenou.
–Não Edward, eu exagerei, como ando fazendo e muito ultimamente. — Suspirei pesadamente. -Desculpa. — Pedi novamente.
– Voce precisa parar de pedir desculpas. — Respondeu me dando mais um beijo.
– Preciso é parar de falar bobeiras. — Murmurei insatisfeita, ele balançou a cabeça achando graça.
– Me conta em detalhes como foi o almoço. — Pediu mudando de assunto e se sentando na sua cadeira e me puxando para seu colo.
–Contei para a Allie sobre a gravidez e já começamos a planejar o casamento. — Falei animada, Edward sorriu largamente.
–Isso é perfeito Bell, pois já liguei para o juiz de paz e consegui a data que queríamos, teremos que correr com os proclamas, mas isso não será problema. Também liguei para a agência de emprego e amanhã teremos alguns currículos para analisar.
–Que homem eficiente eu fui arrumar. — Elogiei lhe dando um beijo. — Agora o senhor me diz, que horas almoçou?
–Sai para comer aqui perto e você, comeu direitinho?
–Comi muito bem. — Menti. Edward estreitou os olhos. Droga! Porque eu não conseguia mentir para ele? Mas o que ele disse a seguir me surpreendeu.
–Ok, vou aceitar sua palavra, afinal de contas é uma mulher consciente e sabe o que é o melhor para você e nosso bebê.
–Obrigada pela confiança garotão. — Ele sorriu timidamente, decidi que era hora de voltar ao assunto que tinha ficado pendente. — Agora que estou aqui vai me mostrar a tal surpresa?
–É isso que deseja senhora Cullen? — Meu coração acelerou pelo modo sensual que falou.
–Eu desejo muitas coisas senhor Cullen, inclusive o senhor. — Só isso foi o bastante para o desejo que até o momento estava adormecido fosse acordado com força total, Edward me ajeitou sobre sua mesa, suas mãos passeando pelas minhas pernas.
– Terei o maior prazer de realizar todos os seus desejos meu anjo. — Declarou me beijando com volúpia e me deitando sobre a mesa, nos perdendo um no outro.
Quando já estávamos sem fôlego pela nossa sessão sexo no escritório, Edward se sentou em sua cadeira me trazendo para seu colo, minha roupa estava toda amassada e desgrenhada, ele beijou com leveza meus lábios, o abracei e fiquei ali no seu colo tentando me lembrar como se respirava.
– Preciso voltar para o escritório. — Disse sem a mínima vontade de sair, ele suspirou.
– Também preciso fazer algumas coisas, mas esta tão bom aqui. — Ri, me apertando ainda mais no seu corpo, olhei o escritório e só então percebi que estava vazio.
– Onde esta Chance?
– Pedi para o Jasen dar uma volta com ele, o coitado estava entediado.
– Pobre do seu segurança que tem que servir de babá do Chance. — Falei brincando, Edward riu. — Vai me contar sobre a surpresa agora? — Perguntei indo direto ao assunto que me interessava, ele sorriu e me deu mais um beijo, abriu a gaveta da sua mesa e pegou um pacote todo decorado em tons de lilás e outro menor, uma caixinha de veludo preto.
– Este é para você. — Disse me entregando a caixinha preta e colocando o outro embrulho sobre a mesa, me ajeitei no seu colo da melhor forma que podia, a peguei e a abri logo em seguida. Dentro tinha um lindo bracelete de brilhantes com pequenas pedras azuis espalhadas, era absolutamente lindo. — Você sempre diz o quanto gosta da cor dos meus olhos, agora vai poder olhar quando quiser. — Encarei seus lindos olhos azuis, idênticos a cor que estava no bracelete, incapaz de dizer qualquer coisa o abracei o mais apertado que pude.
– Obrigada. — Agradeci beijando seus lábios e todo seu rosto, Edward ria.
– Pelo visto gostou mesmo.
– Eu adorei, ainda mais o significado que tem por trás, toda vez que olhar esse bracelete vou pensar em você, mais ainda do que já penso. — Ele riu alto e lhe dei mais um beijo, em seguida olhei a caixa lilás em cima da mesa. — E aquela, é de quem? — Edward a pegou e me entregou, sem esperar mais nada a abri, dentro havia um par de sapatinhos de bebê na cor lilás claro e cheio de bolinhas em uma cor mais escura com um detalhe floral na frente, não consegui segurar as lágrimas ao imaginar nossa filha o usando.
– Um presente para o meu anjo e outro para minha princesa. — Edward sussurrou no meu ouvido acariciando meu ventre, me virei e o encarei, ele enxugou algumas lágrimas que já escorriam pelo meu rosto.
– Eu te amo. — Foi tudo o que eu consegui dizer antes de pular novamente no seu pescoço e o abraçar. — Te amo demais Edward. — Ele me abraçou e beijou minha cabeça.
– Eu te amo meu anjo, você é tudo para mim Isabella. — Murmurou no meu cabelo, me agarrei ainda mais nele e ficamos ali, aproveitando aquele momento perfeito por algum tempo, fazendo planos para nosso ainda pequena família. Infelizmente uma hora nossas responsabilidades nos chamaram, fui para meu escritório e ele ficou no dele arrumando a bagunça que havíamos feito, tudo o que eu mais queria era ir para casa com Edward e mostrar o quanto eu o amava e o quanto ele era fundamental na minha vida.
Quando finalmente fomos para a casa mais à noite eu não vi mais nada a não ser Edward, ele deixou Chance dormindo no andar de baixo e me pegando no colo me levou para nosso quarto, eu nunca teria demais dele, nunca me cansaria como o meu corpo se arrepiava com seu toque, o modo como apenas seu toque seria capaz de me deixar pegando fogo e eu sabia que não era apenas algo da gravidez, era o que eu sempre senti por ele, aquele desejo e amor avassalador e que nos deixava sem ação.
Edward POV
Depois de algumas horas no quarto descemos e a fiz se alimentar com algo leve, já que desconfiava que não havia comido muito bem no almoço, ela não reclamou e fez tudo o que pedi com um sorriso lindo no rosto, após o jantar demos comida para o Chance e assistimos um filme para relaxar, mas logo já estávamos nos pegando no sofá da sala o que acabou na nossa cama e onde estávamos até agora.
Olhei o relógio que ficava no criado e já passava da meia noite, Bell estava deitada sobre mim brincando com os pêlos do meu peito e balançando seu novo bracelete, uma das minhas mãos descansava sobre o colchão enquanto a outra segurava possessivamente a cintura de Isabella, como se eu pudesse evitar que ela saísse dos meus braços.
–Será que vai ser sempre assim? — Ouvi sua voz soar contra a minha pele.
–O que?
–Essa necessidade que ando sentindo de ter vocêa cada segundo, acho que esta piorando. — Acabei rindo.
–Eu espero que dure o máximo que puder. — Bell se apoiou no meu peito e me encarou.
–Tem certeza? Acho que uma hora vai acabar enjoando de mim. — Reclamou torcendo os lábios, a encarei sem nem saber o que responder a essa bobagem.
–Não seja absurda. — A repreendi. Estava cada vez mais claro que precisaria ter muito cuidado e paciência com Isabella, seu humor mudava muito rápido.
–Mas é verdade, no chá de bebê da Alice muitas mulheres reclamavam de seus maridos, uma parte porque eles não as achavam mais atraentes e a outra porque não a viam mais como mulher, mas só como mãe. — Franzi meu cenho, confuso.
–Acha que isso vai acontecer comigo? — Bell balançou os ombros.
–Não sei, ainda é cedo para saber. Nem pareço grávida. — Disse tocando seu ventre plano sem esconder seu aborrecimento por quase não ter barriga. Segurei sua mão e a trouxe para os meus lábios.
–Amor você ainda esta no terceiro mês, indo para o quarto, é cedo. — Expliquei com tranquilidade, mas pela sua expressão isso não aplacou em nada seu temor.
–Você vai me dizer se não sentir mais desejo por mim? Eu não quero te obrigar a nada só porque estou grávida. — Como é?! Que merda era essa que ela estava dizendo? Respirei fundo antes de dizer qualquer coisa, tinha que ter muita calma com Isabella. Paciência Edward. Paciência. Repeti como um mantra na minha mente antes de responder.
–Eu nunca faria nada contra minha vontade ou só para agradar você. — Garanti. — Além disso para mim a cada dia você esta mais linda, sensual e gostosa. — Seus olhos se arregalaram.
–Mesmo? — Questionou insegura.
–Você realmente acredita que eu teria ficado a tarde toda e a noite de ontem e hoje te amando se fosse mentira? — Ela negou, então continuei. -Não dá para fingir desejo Isabella, ou sentimos ou não sentimos, não posso garantir que sempre estarei disposto, afinal de contas sou humano, mas uma coisa que nunca poderá me acusar é de não desejar você, porque o simples toque da sua pele na minha já me deixa aceso. — Bell suspirou aliviada e sorriu voltando a deitar sobre mim, dessa vez tinha certeza que havia tirado suas dúvidas.
–Acho que era exatamente isso que eu precisava ouvir. — Confessou, a abracei.
–Eu prefiro você me matando de tanto fazer sexo do que nem querendo chegar perto de mim. — Isabella riu, com certeza se lembrando de quando Alice estava no quarto mês e Jasper nem podia chegar perto dela que ela passava mal, e nem adiantou trocar de sabonete nem de perfume.
–Pobre Jasper, ele sofreu horrores na gravidez da Alice. — Bell lamentou pensando na situação do amigo.
–Verdade, não éa toa que eles não querem outro filho. — Falei beijando sua testa.
–Eu já disse para ela que uma segunda gravidez pode ser diferente, mas não adiantou nada, Alex vai ser mesmo filho único.
–Bom, logo ele terá uma linda amiguinha para lhe fazer companhia. — Sussurrei espalmando minha mão sobre seu ventre.
–Talvez eles até cheguem a namorar, já imaginou? — O QUE?!QUE PORRA ERA ESSA?
–Isabella! — Ralhei horrorizado, ela se sentou na cama e me encarou.
–Oras Edward, foi o que aconteceu conosco, não estou dizendo que vai ocorrer o mesmo, mas na vida nada é impossível, especialmente se crescerem juntos. — Então me lembrei de tudo o que fiz na minha adolescência com um monte de garotas inocentes, tudo o que fiz com Bell, minha espinha gelou. Não! Minha garotinha não iria cair nas lábias de nenhum safado. Nunca!
–Pois então iremos viver no Alasca, moleque nenhum vai tocar na minha princesa! — Bell riu e me olhou com carinho.
–Isso vai acontecer algum dia amor, é melhor já ir aceitando, além disso ela sempre será sua filha, isso não vai mudar. — Não! Era cedo demais. Eu nem tinha meu bebê nos meus braços e já queriam tirar ela de mim.
–Não quero pensar nisso. — Respondi seco, Bell percebendo minha expressão se alarmou.
–Desculpa Edward, foi algo que a Alice disse e acabei falando sem pensar. — Pediu me abraçando, me acalmei e envolvi meus braços ao seu redor.
–Eu que exagerei Bell, não se sinta mal. — Suspirei resignado, Isabella tinha razão, isso uma hora ia acontecer. Droga!– Acho que eu ainda não tinha me dado conta que um dia ela vai crescer, se apaixonar. — Minha voz sumiu subitamente.
–Mas não é algo que temos que pensar ainda garotão, eu fui estúpida trazendo essas coisas a tona agora, não sei o que me deu. — O silêncio se instaurou entre nós, minha mente viajando a milhas por hora, me sentia absorto e impotente. Senti um toque suave no meu rosto, Bell me olhava preocupada.
– O que foi? — Questionou, balancei a cabeça. — Ah não Edward! Isso funciona dos dois lados, eu sempre te digo o que estou sentindo. Agora é sua vez, por favor? — Pediu com os olhos suplicantes, suspirei derrotado.
–Eu só estava pensando no que eu faria se um desgraçado magoasse nossa filha assim como eu fiz com você. — Minha voz saiu hesitante, os olhos de Bell perderam o foco. Com certeza se arrependendo do canalha que havia escolhido para ser o pai dos seus filhos. Merda! Eu me sentia enjoado.
–Oh Edward. — Disse em tom de lamento e se jogou nos meus braços. — Eu sinto muito. — Franzi meu cenho confuso.
–Do que esta falando?
–Você esta pensando nisso por causa da besteira que eu falei, eu me sinto péssima por ter falado sobre isso.
–Não Bell, já disse, você tem razão. Eu só não tinha me dado conta disso ainda e também que talvez um dia minha filha possa me odiar. — Como seria olhar e ver desprezo nos olhos da minha garotinha? Sentia minha respiração falhando.
–Isso é ridículo! — Esbravejou sem tirar seus olhos de mim.
–É a realidade. — Sussurrei tapando meu rosto com o braço.
–Olha para mim. — Não me mexi. — Olha para mim Edward! — Exigiu, suspirei e movi meu braço a olhando, Bell segurou meu rosto. — Tudo o que aconteceu no passado deve ficar lá, não há razão para dizer isso aos nossos filhos, isso só diz respeito a nós, quanto a nossa filha crescer e se magoar, bom, não podemos evitar, mas podemos sim dar carinho e guiar seus pessoas da melhor maneira possível, não a compare comigo, Anne não vai como ser uma garota carente, sem amigos, sem família, vivendo em um lugar que não achava merecido, nossa filha vai ser amada e nunca vai duvidar disso. — As lágrimas de Bell começaram a cair. — Anne terá um pai maravilhoso que vai estar ao seu lado em todos os momentos, alguém que não vai medir esforços para protegê-la... — Eu estava em choque e emocionado com suas palavras, a trouxe para os meus braços e a abracei apertado, ela soluçou contra o meu peito.
– Pois eu quero que nossa filha seja exatamente como você Isabella. — Segurei seu rosto e a olhei com convicção. — Uma mulher forte, destemida, inteligente, que deu a volta por cima mais de uma vez, que foi capaz de um amor sem limites e me deu uma vida, uma família. — Bell sorriu emocionada fungando, enxuguei seu rosto com os polegares. — Você tem toda razão, estou sendo ridículo em me preocupar com algo que não tenho controle algum. — Suspirei e sorri. — Mas eu tenho você ao meu lado e farei tudo o que estiver ao meu alcance para que nossa filha seja feliz. — Bell segurou minhas mãos que estavam em seu rosto.
– Assim como a mãe dela é. — Respondeu com um sorriso, meu coração bateu mais rápido, ela estava tão linda, não resisti e a trouxe para mim a beijando, sabendo que qualquer coisa que tivesse que passar na minha vida eu sempre teria minha Isabella ao meu lado, me apoiando e amando.

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