Last Chance
54 Capítulo 53 - Ressaca
Notas iniciais
Como a semana foi uma loucura não deu tempo de terminar o capítulo então infelizmente não será neste que vão descobrir a surpresa, please não me matem :(
Neste capítulo teremos como diz o titulo, a ressaca de Isabella e suas consequências... rsrsrs
Espero que gostem ;)
Edward POV
Acordei um pouco desorientado, olhei o relógio e vi já passava das dez da manhã, Bell ainda dormia profundamente agora sobre meu peito, sorri e afaguei seu rosto com cuidado para não acordá-la, parecia tão serena, completamente diferente de ontem quando tentava me atacar de todas as formas possíveis, passei minha mão sobre seu corpo, podia ser impressão minha, mas Isabella parecia mais encorpada, inclusive seu quadril e seios, nem ia comentar nada, pois era capaz de achar que estava dizendo que estava gorda, o que não era o caso, na verdade estava ainda mais gostosa e linda, beijei sua testa e sai da cama com extrema cautela, ela logo agarrou o travesseiro sem acordar, fiquei ainda algum tempo admirando minha futura esposa antes de descer e fazer nosso café da manhã.
Cheguei na cozinha e comecei a preparar um mingau reforçado, tinha certeza que Isabella não iria comer nada sólido, fiz o suco de laranja e quando estava terminando de montar a bandeja me lembrei de nossos amigos, pensei em ligar, mas decidi esperar, com certeza eles ou estavam dormindo ou resolvendo seus problemas com suas parceiras, eu mesmo teria que conversar seriamente com Isabella sobre o que tinha acontecido, principalmente sobre aquele abusado grudado no corpo dela e daquele vestido tentador. Soquei com vigor o balcão da cozinha, só de me lembrar daquela cena a raiva voltava com tudo. Respirei fundo, antes eu precisava cuidar de Isabella, depois teríamos uma conversa franca e ela teria que esclarecer direitinho o fato de ter ficado naquela boate cheia de homens e ainda se embebedar. Terminei de preparar tudo e subi, entrei no quarto e estranhei em encontrar a cama vazia, um barulho no banheiro chamou minha atenção, deixei a bandeja sobre a cama e corri até lá, da porta vi Isabella debruçada sobre o vaso vomitando violentamente, me aproximei e acariciei suas costas, ela tentou me afastar, mas não me movi nenhum centímetro, ela se sentou no chão deitando a cabeça sobre o braço, levantei e fui até a pia, molhei uma toalha e retornei a mesma posição, passei a toalha no seu pescoço e depois pela sua testa, Isabella voltou a enterrar a cabeça no vaso e vomitar novamente enquanto acariciava suas costas, após algum tempo ela parou.
– Quer vomitar mais? — Perguntei calmo, ela negou fracamente, a ajudei a levantar e ir até a pia, Bell lavou a boca e escovou os dentes, fiquei todo o instante ao seu lado, assim que terminou a peguei no colo, ela sequer se mexia, fui para o quarto e a deitei na cama, peguei a bandeja e coloquei em frente a lareira. Sentei na cama e acariciei seu rosto, ela mantinha os olhos fechados. — Como esta se sentindo? — Questionei preocupado, ela estava pálida e fraca.
– Minha cabeça esta me matando... — Reclamou com a voz levemente rouca, levantei e fui até o banheiro, peguei um comprimido e voltei ao quarto, peguei o suco de laranja e levei até Bell.
– Aqui anjo, tome. — Ela abriu os olhos e a ajudei a sentar na cama e tomar o remédio e o suco, ela fez uma careta colocando a mão na garganta.
– Arde... — Resmungou afastando o copo.
– Esta incomodando por causa do vômito, mas você precisa tomar. Perdeu muita água, tem que se hidratar. — Expliquei, ela suspirou e pegou o copo tomando o restante do suco, assim que terminou o deixei sobre o criado e me sentei ao seu lado.
– Meu corpo todo dói. — Pronunciou se mexendo na cama, então me fitou com os olhos estreitados. — Se divertiu ontem? — Perguntou de um modo sarcástico, franzi meu cenho. Se eu me diverti? Que merda era essa que ela estava dizendo?
– Você por acaso se lembra do que aconteceu ontem? — Ela empinou o queixo.
– Sim, nós transamos no banheiro, mas isso não significa que eu esqueci o que fez... — Travei meu maxilar e levantei da cama em um rompante.
– Eu fiz??! — Questionei indignado passando minhas mãos pelos cabelos. — QUE PORRA É ESSA? — A encarei exasperado, ela se encolheu na cama com meu grito, mas sua postura não mudou, ainda me olhava com tom desafiador, como se eu tivesse feito algo errado. — Eu que deveria questionar o que a senhorita fez. — Acusei.
– Nós só fomos até aquele lugar porque vocês mentiram para nós! — Gritou se sentando sobre seus joelhos na cama. O que ela disse foi o bastante para eu explodir de uma só vez.
– NÓS MENTIMOS???!!! EU que tive que resgatar minha noiva em uma boate de strippers, não o contrário! — Não podia acreditar na acusação que estava ouvindo.
– Isso porque não fomos atrás de vocês. — Respondeu cruzando os braços, me aproximei e ficamos cara a cara.
– E se fossem iam ver que não fizemos nada disso que esta imaginando. QUE MERDA ISABELLA! — Gritei me afastando. — Eu disse o que iríamos fazer, como você é capaz de desconfiar de mim?
– Rosalie falou que viu o panfleto da boate em que vocês iam. — Rebateu altiva.
– Pois não me importa o que Rose viu ou não, você tinha que acreditar na minha palavra! — Respondi nervoso. — Isso me magoa mais do que qualquer outra coisa Isabella, mais do que aconteceu naquela boate. — Peguei minha calça jeans e a minha camisa no chão as vestindo.
– O que aconteceu? — Estreitei meus olhos e a olhei.
– Isso não importa, é bem capaz de não acreditar em mim mesmo. — Minha voz soou cortante e fria. — Vou sair. — Declarei indo até a porta.
– Onde vai? — Pude ouvir ela perguntar.
– Porque não liga para suas amigas e descobre? Isso se elas estiverem sóbrias. — Disparei e bati a porta saindo pelo corredor e descendo as escadas com rapidez, logo estava sentado em meu carro e dando a partida. Eu imaginei um manhã completamente diferente, sabia que teríamos que conversar, mas nunca pensei que ouviria aquelas palavras saírem de sua boca. Como ela podia duvidar do que eu disse? Se contei o que íamos fazer, por que acreditar nas amigas e não em mim? Quando Isabella confiaria em mim? Suspirei chateado. Sinceramente nesse momento eu não sabia o que fazer ou até mesmo para onde ir, parei o carro e encostei a cabeça no volante e como um estalo eu soube exatamente o que eu deveria fazer para relaxar.
Assim que peguei Chance no hotel que o havíamos deixado para passar a noite o levei até um parque, precisava de tempo para esfriar a cabeça antes de encontrar com Isabella, meu celular já tinha inúmeras ligações dela, entretanto eu preferi não atender, somente mandei uma mensagem dizendo que estava brincando com Chance em um local perto de casa, depois disso ela não voltou a ligar. Sentei ao chão e joguei a bola de tênis que sempre estava com ele, Chance correu até ela e voltou correndo, só que ao invés de me dar a bola se deitou ao meu lado e se pôs a mastigá-la. Talvez assim fosse mais divertido para ele. Sorri e acariciei suas orelhas.
– A mamãe vai me deixar louco rapaz. — Confidenciei para ele, Chance largou a bola e me olhou virando a cabeça para o lado como se perguntasse: Por que?– Ela não confia em mim, acho que nunca vai confiar. — Completei desgostoso, ele se moveu e deitou com a cabeça na minha perna, me fitando com aqueles grandes olhos caídos. — Você acha que eu devo dar uma chance a ela? — Perguntei e na mesma hora ele se levantou abanando o rabo e latindo. Acabei rindo, o puxei pelo pescoço e o abracei. E ainda dizem que os animais são irracionais! Beijei sua cabeça e me levantei. — Vamos para casa? — Chance pulou no chão e latiu, peguei sua bola e o prendi com a correia o levando até o carro.
Não ia adiantar fugir disso por muito tempo, Isabella e eu deveríamos conversar, o modo como ela agiu ontem e como eu estava agindo agora não era o certo, éramos dois adultos e não adolescentes birrentos. Assim que ajeitei Chance no carro dei partida e voltamos para casa, quando chegamos estava tudo silencioso, corri para o segundo andar preocupado. E se Isabella ainda estivesse passando mal? Merda! Era minha responsabilidade ficar e cuidar dela. Me desesperava pelo caminho até nosso quarto com Chance ao meu lado, quando abri a porta relaxei, Bell dormia tranquilamente, me aproximei e vi que a bandeja que havia preparado para ela estava limpa. Meu anjo. Teimoso e displicente, mas mesmo assim meu anjo. Peguei a bandeja e sai do quarto com Chance, ele estava cada dia mais obediente e calmo, o que era um alivio, já que os primeiros meses foram terríveis.
Chegamos na cozinha e deixei tudo em cima da pia, como já passava das duas da tarde resolvi fazer um lanche leve para o almoço, peguei os ingredientes e comecei a preparar, a hora passou rápido e logo terminei, Chance mordia seus brinquedos no chão enquanto montava a bandeja que levaria para o quarto, assim que finalizei tudo subimos novamente. Abri a porta com cuidado e coloquei a bandeja sobre a cama.
– Isabella... — Chamei baixinho, ela gemeu alguma coisa e se mexeu abrindo lentamente os olhos.
– Oi. — Falou timidamente.
– Oi. — Respondi calmo. — Trouxe seu almoço. — Expliquei colocando a bandeja sobre seu colo, Chance latiu se fazendo presente, Bell se sentou na cama e riu.
– E vejo que trouxe mais alguém. — Disse rindo e fazendo carinho em Chance.
– Ok rapaz, deixe a mamãe comer. — Ele choramingou e deitou a cabeça na cama. — Não adianta fazer essa cara. — Respondi e o peguei pela coleira o guiando até a porta do closet, onde ficava sua cama, joguei um brinquedo e ele foi correndo até seu colchão, voltei ao quarto e Bell segurava seu lanche com tristeza, sentei na beirada e ela me olhou. — Não esta bom? — Questionei tentando achar um caminho para iniciar essa conversa. Ela sorriu fracamente.
– O lanche deve estar ótimo, só acho que não mereço.
– Desculpa ter saído daquele modo. — Isabella arregalou os olhos e me olhou com incredulidade.
– Se tem alguém aqui que deve desculpas sou eu Edward, não devia ter entrado naquele lugar.
– Apesar de ter odiado ver você lá, não foi isso que me magoou. — Confessei, ela me encarou com a testa franzida.
– Não foi eu ter ido na boate? — Questionou confusa.
– Por incrível que pareça nada do que aconteceu lá doeu tanto do que saber que a minha palavra não conta para você. — Foi possível ver o choque passar pelo seu rosto.
– Claro que conta Edward, olha eu ia ligar para você, mas Alice raptou meu celular e elas tinham tanta certeza que vocês estavam em uma boate de strippers que eu acabei acreditando... — Tentou se desculpar, mas não me convenceu.
– Você deveria confiar em mim. — Bell assentiu abaixando a cabeça, me aproximei sentando ao seu lado na cama, segurei seu queixo e a fiz me encarar, seus olhos lacrimejavam e uma lágrima solitária desceu pelo seu rosto.
– Desculpa... passei essa manhã toda pensando em você e em como eu não deveria ter ficado lá... Eu sinto muito. — Enxuguei seu rosto com o polegar e o puxei para o meu unindo nossos lábios em um beijo casto, ela pareceu surpresa no inicio, mas logo se entregou. O que eu deveria fazer? Isabella era humana e também cometia erros. Agiu por ciúmes, eu com certeza faria o mesmo, aliás o mesmo não, eu teria ido atrás dela, exatamente como fiz na noite anterior.
– Você tem noção do que poderia ter acontecido Isabella? — Questionei com calma, mas sério, só a ideia de algo acontecer com ela me deixava furioso, Bell abaixou a cabeça.
– Eu sei. — Segurei sua mão e enlacei nossos dedos.
– Não faz mais isso anjo, por favor. — Pedi, ela abriu um sorriso tímido.
– Pode deixar. — Respondeu e me puxou para outro beijo, a afastei com cuidado e ela me olhou em pânico.
– Você precisa comer. — Alertei, Bell suspirou aliviada e sorriu me dando um beijo rápido.
– Obrigada por cuidar de mim. — Agradeceu acariciando meu rosto.
– Eu cuido porque te amo. — Respondi na mesma hora, Isabella abriu um sorriso enorme e voltou a me beijar. — Sua almoço... — Murmurei com nossos lábios colocados.
– Eu como depois... — Se afastou, colocou a bandeja no chão e veio até mim. — Agora quero você. — Completou me beijando com paixão.
– E eu você. — Declarei a virando e deitando por cima dela na cama, Isabella me agarrou pelo pescoço. — Pelo o que estou vendo já melhorou. — Brinquei, ela passou o indicador pelo meu rosto e me olhou seriamente.
– Você é o meu melhor remédio. — Sua resposta colocou um sorriso idiota no meu rosto, me aconcheguei nela, beijando seu lábios, Isabella infiltrou seus dedos em meu cabelo me puxando para mais perto, isso bastou para que eu enlouquecesse.
– Eu te amo Isabella. — Murmurei no seu pescoço enquanto beijava sua pele com adoração, ela gemeu e se contorceu sob meu corpo. — Você é minha. — Declarei descendo os beijos pelo seu corpo macio e saboroso.
– Só sua Edward... — Respondeu roucamente, sorri contra sua pele abaixando sua calcinha lentamente. — Edward não me torture. — Pediu desesperada, ri beijando o interior de suas coxas.
– Estou te torturando? — Perguntei ao mesmo tempo em que passava meu nariz pelo seu sexo, Isabella gemeu alto, o cheiro de sua excitação me deixou ainda mais duro e não pude mais resistir, a tomei em minha boca, me deliciando com aquele sabor irresistível. Isabella rebolava em meu rosto ensandecida, eu a provava com volúpia e desejo, penetrei um dedo e logo mais um, ela não parava de gemer e eu não parava de lamber e me degustar com o deleite que era minha mulher. Minha Isabella. A suguei com força e aumentei a velocidade em que meus dedos a invadiam, seus gritos tomaram o quarto e ela gozou gloriosamente em minha boca, mesmo assim não me afastei, porém Isabella tinha outros planos, ela me agarrou pelos cabelos e me puxou até que nossos lábios estivessem unidos, gememos, nos beijando loucamente, tirei minha calça com dificuldade, pois me recusava a me separar dela, quando enfim estava nu a penetrei de uma só vez.
– Eu.te.amo.Edward. — Isabella dizia pausadamente entre as estocadas que dava em seu corpo, isso só fez com que meu desejo aumentasse e eu a tomasse com mais força e velocidade.
– Eu te amo tanto anjo. — Sussurrei em seu ouvido chupando seu pescoço, entrei em seu corpo mais uma vez e foi o suficiente para ela gozar, me apertando dentro dela de um modo que era impossível não sentir todo aquele prazer, gozei logo em seguida, abafei o som do meu grito no travesseiro, ambos estávamos ofegantes e quase sem ar, respirávamos com dificuldade, Bell me abraçou e beijou meus cabelos, levantei a cabeça e a beijei delicadamente, continuamos nos amando, dessa vez com mais com calma e doçura.
Após algumas horas continuamos na cama, só aproveitando a companhia um do outro, pelo o que podíamos ouvir Chance dormia profundamente em nosso closet, quanto mais velho ele ficava mais alto roncava.
– Edward? — Bell me chamou levantando a cabeça que estava sobre o meu peito e me encarou com receio.
– O que? — Perguntei pegando sua mão e beijando a palma, ela sorriu com meu gesto, mas logo ficou séria. Bell respirou fundo, parecia tomar coragem para me dizer algo.
– Ontem... — Parou, desviou o olhar e mordeu os lábios.
– Ontem? — Incentivei puxando seu rosto pelo queixo, fazendo com que me olhasse.
– O que exatamente aconteceu? — Isabella me olhava ansiosa e um pouco aflita, me sentei melhor na cama e ela fez o mesmo, puxando o lençol e cobrindo sua nudez. O melhor era ser honesto.
– Thompson me ligou dizendo que você e as meninas tinham bebido e que não sabia o que fazer, eu e os rapazes fomos correndo até lá, assim que entrei naquele lugar a primeira coisa que vi foi um cara quase te agarrando, entretanto você parecia querer se desvencilhar dos braços dele. — Ela me encarou assustada.
– E-eu não me lembro de rapaz nenhum.- Gaguejou colocando a mão no peito.
– Pois é, felizmente os seguranças estavam lá para me avisar, mesmo assim você foi muito descuidada se embebedando daquele modo. — Ralhei com ela.
– Eu não achei que a bebida tivesse tanto álcool, pelo menos não dava para sentir o gosto. Não pensei que ia ficar bêbada, eu juro.
– Bell você não é mais uma criança ou adolescente. Poxa! Sabe que nesses lugares todas as bebidas vem repletas de álcool e o pior vem sem o gosto para que beba mais e nem perceba.
– Você tem razão, eu fui muito imprudente e infantil, se pudesse nem teria entrado lá ou bebido só água. Nunca mais quero ficar bêbada. — Declarou agarrando seus joelhos sobre a cama.
– Só precisa moderação. — Adverti. — E claro que eu do seu lado. — Ela sorriu abertamente. — Falando nisso que porcaria de vestido era aquele que estava usando. — Bell corou levemente.
– Alice que fez especialmente para a festa de despedida. — Explicou um pouco envergonhada.
– Vou ter uma conversa séria com Alice. — Respondi sisudo, Isabella se aproximou e sentou do meu lado, passei meu braço pelo seu ombro e ela se deitou sobre meu corpo.
– Não gostou do vestido? — Perguntou brincando com os pelos do meu peito.
– Gostei muito, só que para usar comigo. Aliás para usar só para mim. — Pontuei com seriedade, ela riu e beijou meu queixo.
– Você fica uma graça com ciúmes. — Sorri e a apertei em meus braços beijando sua cabeça. — Tem uma coisa que queria perguntar.
– O que?
– Você sabe porque tem dinheiro no chão? — A encarei confuso.
– Dinheiro?
– É, enquanto você estava fora eu levantei para ir ao banheiro e tinha um monte de notas de um dólar espalhadas. — Foi então que me lembrei das mulheres enfiando dinheiro na minha calça. Como eu iria explicar isso?
– Ah! Hum... É que quando eu fui te resgatar do stripper folgado, algumas mulheres se empolgaram e começaram a colocar notas na minha calça. — Isabella se levantou e me fitou pasma.
– Como é que é?
– Elas devem ter pensado que eu era um stripper também.
– Vadias! — Esbravejou socando o colchão.
– Foi o que você disse antes de pular em cima de uma delas. — Bell arregalou os olhos.
– Eu briguei? — Assenti.
– Se não fosse por Jasen não sei como teria separado vocês duas. — Isabella tapou a boca completamente em choque.
– Não acredito... — Sussurrou baixinho, Bell parecia em choque ao saber tudo o que tinha aprontado na noite anterior. — Me diz que eu não fiz nada mais vergonhoso do que isso. — Pediu praticamente suplicando que eu dissesse que não.
– Bem...
– Ah não! O que eu fiz? — Indagou aflita.
– Você meio que tentou me agarrar no carro e pediu que eu te fodesse ali mesmo. — Ela pareceu aliviada com isso.
– Menos mal, achei que fosse algo pior. — Estranhei sua resposta.
– Pensei que não gostasse de intimidades com Jasen por perto. — Declarei surpreso, ela ficou estática.
– Peraí! Jasen estava no carro?
– Estava, foi enquanto voltávamos para casa. — Bell tapou o rosto e me olhou por entre seus dedos.
– Eu disse isso baixinho né?
– Na verdade você gritou e ainda ficou se esfregando no meu colo. — Ela voltou a esconder o rosto entre os joelhos.
– Eu não vou mais sair de casa, esta decidido. — Segurei seus braços e a trouxe para o meu peito.
– Amor deixa de bobagem.
– Bobagem?! — Gritou, mas sem sair do meu colo. — Eu não acredito que fui capaz de fazer tudo isso. Estou morrendo de vergonha. — Falou enterrando a cabeça no meu peito, acariciei seus cabelos.
– Não fica assim anjo... O importante é que não aconteceu algo mais sério com você. — De repente a senti tencionar sob meus braços, ela se afastou e me encarou.
– E se alguém filmou? — Perguntou preocupada, ela tinha razão. E se alguém tivesse tirado uma foto ou filmado?
– Merda! Nem pensei nisso. — Praguejei, me condenando por nem ter cogitado essa hipótese.
– Droga Edward! Se a imprensa descobre algo assim nossa paz já era e justo agora que eles tinham nos deixado em paz. — Disse se lamentando, me endireitei na cama e peguei meu celular no criado.
– Vou ligar para o Jasen e pedir que ele verifique isso para nós.
– Ok. — Concordou, disquei o telefone de meu segurança e no segundo toque ele atendeu.
– Boa tarde senhor Cullen. — Me cumprimentou com tranquilidade.
– Boa tarde Jasen, desculpe incomodá-lo em sua folga.
– Incomodo nenhum senhor, aconteceu alguma coisa?
– Sim, eu preciso que verifique na internet se postaram algum vídeo sobre a briga naquela boate em que estivemos e se a mesma tem cameras espalhadas pelo salão, preciso dessas fitas, de forma alguma isso pode ir para impresa, entendido?
– Sim senhor Cullen, farei isso imediatamente.
– Ótimo. Qualquer novidade me ligue.
– Farei isso senhor. — Dei mais algumas orientações e desliguei. Confiava em Jasen e sabia que ele faria muito bem seu trabalho. Afinal o que mais eu poderia pedir de ex-agente do FBI.
– E aí? — Bell me perguntou aflita.
– Ele vai verificar, temos que esperar. — Ela suspirou.
– Eu só dou trabalho para você. — Reclamou chateada, a puxei para meus braços novamente a abraçando apertado. — Não esta bravo? — Perguntou com receio, parei e pensei em tudo o que aconteceu e em como nossa vida poderia virar uma zona caso a imprensa soubesse, mas a verdade é que eu já não sentia a mesma raiva que antes e o motivo principal estava bem aqui, Isabella, desde que ela estivesse segura ao meu lado, eu pouco me importaria com o resto.
– Eu estava puto ontem quando Thompson me ligou e fiquei ainda mais quando te vi com aquele vestido e com um idiota tentando se aproveitar, mas depois que viemos para casa eu me acalmei, ia ter uma conversa com você sobre tudo isso hoje, mas acabamos brigando.
– É, eu fui uma bela imbecil.
– Você ficou com ciúmes, assim como eu quando Thompson me ligou. — Acariciei seu braço. — Ela me disse que você não queria entrar. — Comentei distraidamente.
– Não queria mesmo, só que estava morrendo de ciúmes imaginando você com alguma dançaria rebolando no seu colo. — Reclamou fazendo um bico lindo, não resisti e a beijei.
– Eu só quero uma mulher rebolando no meu colo. — Sussurrei em seu ouvido, ela se arrepiou e beijou meu maxilar.
– Que tal se eu rebolar agora... — Propôs passando a mão pelo meu peito nu e descendo até meu membro.
– Adoro quando fica insaciável senhora Cullen. — Senti sua risada no meu pescoço ao mesmo tempo que ela apertou meu membro já duro.
– É só o senhor que me deixa assim senhor Cullen. — Murmurou contra minha pele, gemi ao sentir seu toque delicado e mesmo assim forte. Essa mulher era capaz de fazer o que quisesse comigo e eu não me importava nenhum pouco de estar em suas mãos, nesse caso literalmente.

Notas finais
Sei que esperavam outra coisa no capítulo, mas essa parte era necessária para concluir a despedida de solteira :)
E no próximo: rufem os tambores, descobriremos a surpresa!!!! Mas imagino que a maioria já saiba, ou não??
Ainda teremos uma conversa entre as meninas e saberemos o castigo que cada uma recebeu, já que a Bell parece ter sido completamente perdoada...rsrsrs
Ah! Tenho uma ótima notícia! A fic esta em sua reta final! Possivelmente teremos o final no capítulo 60.
Desejo que curtam esses últimos capítulos!!!!
Bjs e até o próximo ;)
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