Last Chance

47 Capítulo 46 - Lembrança


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários!! Fiquei muito feliz em saber o quanto gostaram do capítulo anterior *-*

Bom este capítulo não esta bem como imaginei, infelizmente como não ando muito romântica esses dias achei melhor deixar a viagem para o próximo, além disso se fizesse tudo agora o capítulo ficaria grande demais, por isso o que teremos neste capítulo é a reação dos dois a carta deixada por Carlisle, uma lembrança do passado e a ida deles para esse lugar que era muito especial para Esme.

"Talvez a sua luz seja uma semente,
E a escuridão, a sujeira.
E apesar das probabilidades desiguais,
Beleza surge da terra."
Uneven Odds - Sleeping at Last

Espero que gostem ;)

Bella POV


Edward se sentou ao meu lado pegando a carta em suas mãos, seus olhos percorriam cada linha tentando assimilar o que estava escrito ali, eu mesma estava em choque e muito emocionada com as palavras de Carlisle, se algum dia eu duvidei que eles me amavam, isso havia se dissipado completamente agora, mais do que nunca eu me senti uma parte deles, uma verdadeira Cullen, enxuguei meu rosto e olhei para Edward, ele se virou e me encarou, seus lindos olhos azuis estavam brilhando pelas lágrimas que se mantinham ali.

- Ele sentia orgulho de mim. — Pronunciou com a voz trêmula e embargada. — Apesar do péssimo filho que eu fui, meu pai sentia orgulho de mim Bell. — Murmurou emocionado, levantei e me sentei no seu colo, Edward no mesmo instante me abraçou apertado, nós chorávamos sem parar, um consolando o outro pelas lindas palavras de Carlisle. Por mais que eu mesma tenha dito diversas vezes o quão orgulhosa eu estava dele, era totalmente diferente ouvir isso de seu pai, ainda mais depois de tudo o que eles haviam passado nos dias que antecederam a morte de Carlisle. — Aquela empresa me tirou eles Bell e agora o Eleazar. — Edward soluçou fortemente. — Eu não posso perder mais ninguém. Não posso perder você. — Dizia desesperado as mesmas palavras que vinha repetindo desde o enterro do amigo, segurou meu rosto firmemente, seu semblante cheio de dor fez meu coração se contorcer. — A sua imagem em um caixão não sai da minha cabeça Bell, meu pai não pode pedir que eu seja presidente daquele lugar. Eu odeio aquela empresa, a odeio. — Abracei Edward contra o meu peito e o ninei, era horrível ver ele tão machucado emocionalmente. — Eu preciso tanto de você meu anjo. — Pediu me abraçando forte e chorando com aflição.

- Eu estou aqui. — O consolei beijando o topo de sua cabeça. — Nunca vou sair do seu lado, nunca. — Afirmei, Edward soluçou alto, sua dor e sofrimento eram palpáveis. Esses três dias tinham desestruturado ele drasticamente e dependia de mim colocar Edward em pé de novo. Subitamente as palavras escritas por Carlisle vieram a minha mente me dando a segurança que precisava naquele momento. "Cuide de Edward. Ele pode parecer seguro de si, altivo, prepotente e até mesmo egoísta, mas ali dentro bate um coração tão frágil quanto o seu, que vai precisar e muito do seu carinho, do seu colo e do seu amor". Foi então que pensei no lugar perfeito para viajarmos, talvez o que Edward precisasse fosse ficar próximo dos pais de alguma maneira, as vezes precisamos lembrar do passado para poder seguir em frente e tinha certeza que recordar de uma época mais tranquila faria bem à ele. Quando seu choro se acalmou o fitei carinhosamente limpando com carinho seu rosto molhado pelas lágrimas.

- Sabe do que você precisa? — Perguntei docemente o encarando.

- Do que? — Sussurrou com a voz rouca pelo choro.

- Fugir disso tudo. — Edward suspirou chateado.

- É o que mais quero, mas sabe que não podemos. — Disse com pesar, fungando e respirando fundo.

- Por que não? — Desafiei franzindo o cenho.

- Nossa casa e seu trabalho Bell. — Explicou de modo calmo, nada disso era mais importante do que ele no momento.

- A casa pode esperar Edward. — Argumentei, afinal o que seriam só mais alguns meses?

- Mas e seu trabalho? Não posso pedir que largue tudo. — Edward me encarou seriamente. — Eu não vou viajar sem você! Sem chance. — Se negou veementemente.

- Nem pensei nisso. — Respondi descartando essa ideia sem sentido. — A verdade é que já cancelei todos os projetos que estava trabalhando. — Seu semblante ficou confuso e o choque passou pelo seu rosto.

- O que! Por que fez isso? — Perguntou sem entender.

- Eu não estou com cabeça para mais nada agora. — Edward torceu os lábios em desgosto, desviando o olhar.

- Minha culpa. — Disse amargo, segurei seu rosto e o fiz me encarar.

- Nem venha me dizer esses absurdos! Eu amo o que faço, mas eu me sinto exausta fisicamente e mentalmente, não é só você que precisa desse tempo. — Retruquei firme, ele suspirou e me olhou. — Lembra aquela semana infernal que tivemos logo depois que começamos a namorar? — Edward assentiu.

- Tudo desabou de repente. — Completou em um sussurro.

- É, a melhor coisa que você fez foi pensar naquela viagem, foram só dois dias, mas recuperaram nossas forças. — Edward sorriu, com certeza se lembrando de como foi bom aquele tempo que passamos juntos, só nós dois.

- Quer ir no mesmo lugar? — Perguntou colocando suas mãos na minha cintura e acariciando minhas costas.

- Não. — O que será que ele ia achar da minha ideia? — Lendo essa carta senti saudades de Esme e Carlisle e agora que recuperou os bens da sua família...

- Nossa família. — Disse interrompendo antes que continuasse. O olhei e abri um leve sorriso.

- Ok, nossa família. Bom, eu estava pensando em irmos para o lugar que Esme mais gostava. — Deixei a proposta no ar.

- Aspen. — Respondeu me observando atentamente.

- Isso. Acho que nos fará bem reviver o que passamos lá, acredito que o que você mais precisa agora é se afastar, assim vai poder enxergar as coisas com mais clareza. — Edward me encarou e passou seus dedos pelo meu rosto em uma carícia doce e silenciosa.

- O que eu faria sem você Isabella? — Perguntou seriamente, sorri.

- Isso é algo que nunca vai descobrir. — Passei meus braços pelos seus ombros e o beijei, Edward me trouxe para mais perto encostando nossas testas.

- Promete que vai ficar comigo para sempre? — Perguntou hesitante. Nunca tinha visto Edward tão inseguro e parte da culpa por isso era minha por mencionar o nome de James na nossa briga, fui tão estúpida dizendo aquilo, ainda mais porque nunca trocaria o que tinha com Edward pelo meu relacionamento com James.

- Todo sempre. — O beijei selando minha promessa. — Eu te amo Edward, me desculpa se por um momento eu coloquei isso em dúvida, eu quero que saiba que não me arrependo de nada do que passamos juntos, absolutamente nada. — Afirmei convicta, Edward me encarou sabendo exatamente que me referia a nossa briga.

- Depois de tudo o que passamos nesses três dias eu não posso de modo algum duvidar do que sente por mim. — Sorri com sua declaração. — Eu te amo demais anjo. — Disse e me puxou para mais um beijo delicioso, parecia que agora todas as peças estavam se encaixando, nos separamos ofegantes, Edward depositou um beijo carinhoso em minha testa e pegou a carta de nossos pais, encostei minha cabeça em seu peito.

- Eu sabia que nossa mãe queria que ficássemos juntos pelo o que Eleazar me disse, mas essa do nosso pai me surpreendeu. — Começou dizendo.

- É, e eu achando que disfarçava bem o que sentia. — Respondi com um sorriso, ainda não podia acreditar que eles sabiam, quer dizer, teve uma época que desconfiei que Esme soubesse, mas nunca poderia imaginar que eles realmente nos queriam juntos.

- Achava impossível você sentir algo por mim. — Edward murmurou contra o meu cabelo traçando linhas imaginárias nas minhas costas.

- Eu pensava o mesmo de você. — Comentei erguendo minha cabeça.

- Felizmente estávamos errados. — Respondeu segurando meu queixo e me puxando para mais um beijo, enterrei minha cabeça em seu pescoço sentindo seu aroma delicioso.

- Verdade. — Concordei e Edward pareceu perdido por um momento. — O que foi? — Perguntei interessada no que ele estaria pensando.

- Nosso pai queria que eu investigasse a empresa, nunca me dei conta disso. — Confessou surpreso.

- Carlisle pensou mesmo em tudo, eu só não entendo como ele teria certeza que Michael não faria mal a você, afinal de contas você era o vice presidente quando tudo aconteceu.

- Acho que meu pai se aproveitou do fato de Michael se achar muito importante e esperto, nas poucas vezes que nos encontramos ele sempre fazia questão de me humilhar de alguma forma, tenho certeza também que Eleazar o convenceu que eu não sabia de nada. — Edward suspirou pesadamente, levantei minha cabeça e o encarei. — Ainda não acredito que ele assim como nosso pai arriscou a própria vida pela empresa e por nós, que nem éramos sua família. Ele foi um ótimo amigo, um pai. — Disse emocionado enxugando o rosto, ele fechou os olhos por um momento e respirou fundo. — Eu não sei o que fazer. — Confessou cabisbaixo.

- Você vai descobrir. — Incentivei, ele arqueou a sobrancelha me encarando.

- Como pode ter tanta certeza? — Questionou cético.

- Porque você já mostrou mais de uma vez do que é capaz senhor Cullen e eu tenho certeza que vai tomar a decisão certa, mas para isso precisa pensar com calma. — Ele sorriu e beijou minha mãos.

- Obrigado Isabella. — Agradeceu, o encarei confusa.

- Pelo o que?

- Como pelo o que? Por fazer parte da minha vida, por não desistir de mim mesmo quando fui tão grosso e idiota com você, eu não sei o que teria acontecido comigo se não a tivesse ao meu lado todo esse tempo. — Sorri emocionada com suas palavras. — Você é minha fortaleza. — Declarou acariciando meu rosto com cuidado.

- E você é a minha Edward. — Respondi a mais pura verdade e o beijei delicadamente fazendo com que nos perdêssemos um no outro, em um mundo só nosso, era tão bom sentir isso depois de tanta angustia e aflição, nos separamos ofegantes e Edward distribui beijos delicados nos meus lábios, sorri com sua caricia delicada.

- Acho que devemos ir até nossa casa e avisar os operários que as obras vão parar por algum tempo. — Falou me olhando com seriedade especulando se eu tinha certeza sobre isso.

- É o melhor. — Afirmei. — É o mais correto a fazer nesse momento.

- Eu sei. — Concordou me dando mais um beijo, nos recuperamos do momento emotivo que tivemos ao ler a carta de Carlisle e seguimos para nossa casa. Edward parecia bem mais relaxado e tranquilo, mas eu sabia que ele ainda se preocupava, afinal a situação da empresa não estava totalmente certa, ele ainda queria abrir mão dela de uma vez por todas, só que eu sabia que se ele fizesse isso iria sofrer, esse tempo afastados seria providencial para podermos lidar melhor com essa situação da empresa e decidir o que fazer.

Assim que resolvemos todos os problemas relacionados a casa, fomos para nosso apartamento fazer as malas, aproveitamos e ligamos para nossos amigos e avisamos que ficaríamos fora algum tempo e os convidamos para passar um fim de semana conosco, desse modo também poderiam relaxar de seus afazeres, Emmett amou a ideia e já fazia planos para uma competição de Ski, eles com certeza iriam animar a viagem, depois de tudo pronto seguimos para o aeroporto.

Olhava pela janela do avião perdida em pensamentos. Há quanto tempo não ia para Aspen? Sorri com a lembrança da viagem que havia sido tão especial para mim, talvez por que Edward tenha conversado e brincado comigo, mesmo quando éramos crianças nós nunca tivemos qualquer tipo de relacionamento e esse breve momento que passamos juntos era algo que guardava a sete chaves, eu tentava e muito não pensar nisso enquanto crescia, pois me magoava ver como Edward nunca mais me trataria daquela forma, só que as coisas mudaram e pela primeira vez em anos me permiti pensar naquelas férias que passamos juntos, eu com dez anos e Edward com onze.


Devido a uma forte tempestade de neve ficamos presos em casa, Esme fazia chocolate quente com biscoitos e Carlisle estava esparramado em sua poltrona lendo o jornal, ele era um ótimo pai, mas nunca foi do tipo que sentava no chão para brincar com o filho, eu observava Edward olhando a neve cair sentado no sofá em frente a janela, sempre senti certo fascínio por ele, era o garoto mais lindo que já vira na minha vida e quando ele me olhava diretamente com aqueles lindos olhos azuis eu sentia meu estômago vibrar como se tivessem mil borboletas batendo asas ali dentro.

- Pai estou entediado. — Reclamou aborrecido.

- Brinque com Bella Edward. — Carlisle aconselhou serenamente, Edward me olhou e fez uma careta, abaixei a cabeça chateada, ele sempre me tratava como se eu não existisse, como o estorvo que eu era para ele e sua família, sai da sala e fui até a cozinha, sentei no banco próximo ao balcão e observei Esme preparando os biscoitos, assim que me viu abriu um sorriso lindo, amava ver ela sorrindo, não lembrava da minha mãe verdadeira sorrir desse modo quando me via.

- Oi meu bem. — Disse carinhosa. — Quer aprender a fazer biscoitos? — Perguntou sorridente, assenti, ela começou a explicar enquanto os fazia e me pediu que colocasse os biscoitos já prontos na forma para assar, eu a ajudei e os colocamos no forno. — Viu que fácil. — Falou passando o dedo sujo de farinha no meu nariz, acabei rindo. Eu tentava me sentir bem com eles, mas era difícil, pois por dentro sabia que não eram a minha família e a sensação de ser uma intrusa sempre voltava com força.

- Isabella? — Virei a cabeça em direção a porta e não pude acreditar que Edward estava me chamando, ele carregava um tabuleiro nas mãos. — Quer jogar comigo? — Esme sorriu e com certeza também estava surpresa pela atitude dele, já que Edward nunca falava comigo.

- Ok. — Respondi simplesmente, Edward foi até a sala e eu o segui em silêncio. Ele montou com calma o tabuleiro de damas sobre a mesinha de centro da sala, depois se sentou no tapete que ficava ali, me aproximei sentando do lado oposto.

- Sabe jogar damas? — Perguntou e assenti. — Ótimo. Pode começar. — Pediu. Movi uma peça e ele fez o mesmo, fomos jogando até que Edward finalmente comeu uma pedra minha, ele sorria a cada pedra que comia e quando ganhou a partida abriu um enorme sorriso vitorioso, estava tão feliz por estarmos brincando juntos que nem me importei em perder, confesso que muitas vezes deixava ele comer minha pedra de propósito só para ver ele sorrindo.

- Crianças o lanche esta pronto! — Ouvimos Esme chamar, chegamos na sala de jantar e Carlisle já estava sentado tomando seu chocolate quente, ele o tomou e ficou com um bigode de chocolate fazendo com que déssemos risada, colocamos marshmallow nas nossas xícaras e Edward contou como eu era uma péssima jogadora de damas, eu concordei com ele e acabamos nos divertindo enquanto Edward dizia como havia comido quatro pedras minhas de uma só vez e disse que me ensinaria a jogar damas e depois xadrez, meu sorriso cresceu com essa perspectiva.

Logo após o lanche assim como havia prometido Edward me ensinou a jogar damas e xadrez, mas mesmo assim quando jogávamos eu sempre perdia, afinal não podia deixar de ver aquele lindo sorriso, quando finalmente parou de nevar Esme nos deixou sair para brincar na neve, me lembro que ela me agasalhou tanto que mal conseguia caminhar, Edward quando me viu não parava de rir, dizendo que estava parecendo um algodão doce gigante, então aproveitei enquanto ele estava distraído e fiz uma bola de neve jogando nele em seguida, Edward estreitou os olhos na minha direção, se abaixou fazendo sua bola, corri e me escondi, ficamos brincando desse modo o resto da tarde, foi assim durante toda semana que ficamos lá, nunca tinha me sentido tão feliz, aquela estava se tornando a melhor semana da minha vida. Quando voltamos para casa achei que eu e Edward manteríamos a mesma relação que havíamos construído nesse tempo, mas me enganei completamente, ele me disse que só me aturou na viagem pois não tinha outra maneira e que eu deveria manter distância dele. A partir daquele dia decidi nunca mais falar com ele.


Edward POV

Eu ainda me sentia entorpecido com tudo o que tinha ocorrido, a morte de Eleazar, meu comportamento, os pesadelos, o medo e agora a carta que nosso pai havia deixado me pedindo que não deixasse a empresa, que fosse o presidente. Essa ideia era inadmissível para mim depois dos últimos acontecimentos, se não fosse pelo meu anjo eu com certeza teria pirado, olhei para o meu lado e a vi perdida em pensamentos, Isabella foi meu porto seguro em toda essa situação, me mostrando em cada ação, carinho e palavra o quanto me amava e que sempre estaria ao meu lado, lembrei do modo rude e disperso que a tratei e se isso não bastasse ainda deixei outra mulher flertar comigo, suas palavras ainda pareciam vivas dentro da minha mente quando se referiu à James. "Pelo menos ele nunca me fez sofrer". Não podia dizer nada contra aquilo, era a pura verdade e ela tinha toda razão, tudo o que fiz foi fazer meu anjo sofrer e mesmo assim, ela estava ali, do meu lado, me amando. Como eu podia duvidar do amor que ela sentia por mim? Depois de tudo? Ela podia ter ficado com James, mas não, ela me escolheu, apesar de todo mal que fiz, ela preferiu ficar comigo. Foi nesse momento que finalmente me senti preparado para deixar James para trás e pensar só em mim e Isabella e em fazê-la feliz e mostrar o quanto a amava.

Sua ideia de irmos para o lugar preferido de minha mãe foi perfeita e conforme nos afastávamos da cidade e de tudo aquilo eu sentia um alivio incrível me tomando, esse tempo era o que precisava para colocar minha cabeça em ordem e claro, mimar e muito minha linda namorada, me aproximei dela e a vi perdida em pensamento, passei meu nariz pelo seu pescoço.

- O que tanto pensa? — Perguntei chegando ao pé do seu ouvido, Bell sorriu e se virou para mim.

- Na última viagem que fizemos em família para Aspen. — Pensei claramente na semana que passamos juntos, eu devia ter uns onze ou doze anos, brincamos e nos divertimos na neve e quando voltamos para casa eu voltei a ignorar ela de novo, como sempre, resolvi não tocar nesse assunto, nosso passado já havia sido esclarecido e não precisávamos trazer isso a tona mais uma vez

- Eu me lembro. — Comentei rindo. — Você parecia uma bolinha cor de rosa. — Bell bufou.

- Nem me fale, você me chamava de...

- Algodão doce gigante. — Completei ainda rindo, ela me deu um tapa, mas via um sorriso brincando em seus lábios.

- Esme sempre me vestia demais. — Reclamou cruzando os braços.

- Verdade, nossa mãe era um exagero. — Sorri pensando em como aqueles momentos em família foram bons, era uma pena que eu não tenha dado o valor suficiente a eles enquanto crescia. — Amei sua ideia de virmos para cá. — Disse a beijando.

- Que bom. — Respondeu sorrindo e me dando um selinho. — Você parece bem melhor. — Comentou me observando atentamente.

- Com um namorada linda como a que eu tenho, tem como não se sentir bem? — Perguntei sorrindo, Bell riu.

- Não tem mesmo, o senhor é mesmo um homem de muita sorte. — Provocou, acabei rindo também.

- Eu sei que sou, por isso vou cuidar muito bem da mulher magnifica que tenho ao meu lado.

- Você já cuida garotão. — Respondeu sorrindo.

- Vou cuidar ainda mais anjo. — Garanti a beijando novamente, eu queria mostrar a Isabella o quanto ela era importante para mim e faria dessa viagem algo inesquecível para o meu anjo.

O vôo foi relativamente rápido e logo chegamos à Aspen, alugamos um carro no aeroporto e seguimos para o que era agora nossa nova casa de inverno, tudo estava coberto pela neve, afinal estávamos no meio do rigoroso inverno que assolava os Estados Unidos, a cada instante que passava eu me sentia melhor e mais calmo, eu e Isabella conversávamos banalidades enquanto seguíamos pela estrada, não demorou e avistamos ao longe nosso destino, descemos do carro e demos as mãos observando com nostalgia a casa que estava diante de nós.

- Chegamos. — Anunciei com um sorriso, Bell se agarrou no meu braço e colocou a cabeça sobre meu ombro.

- É, chegamos. — Beijei sua cabeça e a puxei para dentro, tendo mais do que nunca a certeza de que não importava o que parecesse no nosso caminho, nós enfrentaríamos juntos. Hoje e sempre.

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Notas finais
O que acharam??
Finalmente um pouco de calmaria entre eles, Edward já se mostra mais seguro e tranquilo e quem diria até mesmo se sentindo melhor em relação ao James. Aleluia! Também com tantas provas de amor dadas pela Bell ele tinha mais que deixar essa insegurança para trás :)

No próximo teremos a viagem *-* Se preparem para noites quentes em frente a lareira, brincadeiras na neve e muito amor, no final do capítulo a Bell vai surpreender Edward com uma surpresa e calma! Ela não esta grávida, mas vamos dizer que esse presente também dá um certo trabalho ;)

Bjs e até o próximo ;)