Last Chance
5 Capítulo 4 - Vingança
Notas iniciais
Recebi alguns convites por isso decidi criar uma conta no Face e estou pensando em criar um grupo também para postar coisas como trilhas sonoras, imagens e trechos dos próximos capítulos e também para discutirmos o desenvolvimento da estória. O que acham?
Quem quiser me adicionar meu face é: https://www.facebook.com/taty.tgrey
Espero que gostem do capítulo ;)
Bella POV
Suja. Imunda. Era assim que me sentia nesse momento, cheguei do colégio e fui direto para o meu quarto, inventando uma desculpa qualquer para Esme não se preocupar. Assim que me tranquei no banheiro, apoiei na porta e deixei meu corpo cair até o chão. Nada, absolutamente nada havia me feito chorar desse jeito, nem a morte de minha mãe, nem ser vendida pelo meu pai e muito menos ser ignorada e humilhada por todos naquela escola. Nada tinha doído tanto quanto o que ele havia feito e eu sabia a razão, era por que eu o amava como nunca amei ninguém, e ver e ouvir que ele fez tudo aquilo só para se divertir estava me matando. Edward pegou a noite mais perfeita da minha vida e a transformou em uma chacota, um motivo para se vangloriar e ganhar dinheiro. Por que Edward? Por que? Essas eram as perguntas que minha mente não parava de fazer enquanto as lagrimas molhavam todo o meu rosto. Apertei meus joelhos e gritei o mais alto que pude tentando aliviar a pressão crescente que sentia no meu peito, a dor era insuportável. Depois de horas chorando uma batida na porta chamou minha atenção.
– Bella, você esta bem? — Esme parecia preocupada.
– Estou. — Respondi com a voz trêmula e embargada.
– Não minta para mim. Por favor abra a porta. — Pediu. Respirei fundo, me levantei e a abri, assim que me viu Esme me olhou com carinho e abriu seus braços, sem pensar duas vezes a abracei, sem perceber tinha voltei a chorar. Ela acariciava com cuidado meus cabelos, sem dizer uma palavra me consolou. Na hora eu pensei em contar tudo e dizer o que Edward havia feito, mas eles não mereciam isso, Esme e Carlisle só iriam sofrer ainda mais ao saber e a última coisa que eu queria era trazer sofrimento a essas duas pessoas maravilhosas que eu tinha como um pai e uma mãe. Não sabia dizer quanto tempo ficamos ali abraçadas, mas assim que consegui me acalmar me afastei, ela segurou meu rosto.
– O que houve meu bem? — Perguntou preocupada. — Acho que esta me escondendo alguma coisa. — Disse desconfiada.
– Não Esme, é só um presente que minha mãe me deixou e eu perdi. Era a única lembrança que tinha dela. — Tentei melhorar a mentira que havia contado quando cheguei em casa, ela ainda me olhava com desconfiança.
– Vou acreditar em você. — Empenhei em sorrir, mas parecia impossível. — Por que não toma um banho? Vai ajudar a relaxar.
– Acho que é isso que vou fazer. — Respondi sem ânimo.
– Podemos te esperar para jantar? — Sua pergunta me tirou do transe. Jantar? Com Edward na mesa? Não, eu não estava pronta para encarar ele. Balancei a cabeça negativamente.
– Não estou com fome, depois do banho só vou querer minha cama.
– Posso pedir a Gianna que traga sua janta aqui. Que tal? — Neguei novamente.
– Estou mesmo sem fome. — Insisti. Ela acariciou meu rosto mais uma vez.
– Tudo bem. — Me deu um beijo na testa. — Descanse amor e se precisar de qualquer coisa não hesite em chamar. Ok? — Fechei os olhos e assenti. Assim que Esme saiu do quarto tranquei a porta e fui para o banheiro, me despi e entrei debaixo na ducha, deixei a água lavar toda a minha tristeza, peguei a esponja e conforme me lembrava da noite passada a esfregava violentamente pelo meu corpo com o intuito de tirar qualquer rastro dele que ainda poderia estar em mim. Fiquei quase uma hora no chuveiro antes de me enrolar em um roupão e cair em minha cama. Fui burra ao pensar que toda dor tinha ido embora, as lágrimas voltaram assim que depositei minha cabeça no travesseiro, e ao invés de diminuir elas só aumentavam, cada soluço parecia uma faca afiada rasgando meu corpo, dilacerando meu coração.
Quando ele apareceu no meu quarto na noite passada e começou a me beijar eu pensei em tantas coisas. Coisas sem sentido óbvio. Eu fui tão idiota em achar que ele realmente sentia algo por mim. Burra. Tapada. Imbecil. Quem sabe agora aprende quem é Edward Cullen. E agora? Como iria encarar a escola no dia seguinte? Aposto que meu orgasmo já tinha chegado na internet. Suspirei resignada. Precisava racionalizar a situação. Me levantei indo em direção do banheiro, lavei as lágrimas e encarei meu rosto abatido no espelho.
– Você não vai se rebaixar Isabella. Vai enfrentar essa situação com a cabeça erguida. À merda com o que eles digam. Que Edward Cullen vá para o inferno! — Bati com meu punho cerrado na pia. — Não vou deixar esse playboy desgraçado me destruir. Não vou. Acabou, a partir de hoje ele não existe mais para mim. — Falei resoluta. — Acabou! — Repeti mais uma vez. Respirei fundo, sai do banheiro e me deitei na minha cama. Quando imagens da noite passada tentavam invadir minha mente, eu automaticamente pensava em outra coisa. Eu sabia que não seria fácil, mas iria tirar Edward da minha mente e principalmente do meu coração para sempre.
Devo admitir que foi difícil acordar no dia seguinte, mesmo assim me coloquei de pé. Segui até o banheiro e entrei direto no chuveiro, quando terminei meu banho me fitei no espelho, estava bem pálida e com uma olheira horrível. Decidi que era uma boa hora para usar o conjunto de maquiagem que Esme havia me dado, nunca gostei muito dessas coisas, mas agora era necessário. Assim que terminei de me maquiar vi que não havia feito um serviço tão ruim, na realidade estava muito bom, eu até parecia feliz e era exatamente isso que eu queria, terminei de me arrumar e desci para o café da manhã. Respirei fundo antes de entrar no cômodo e como havia previsto a primeira pessoa que vi foi ele, estava com um sorrisinho sacana no rosto. Não Isabella, não se deixe abalar. Como resposta coloquei o sorriso mais falso do mundo e me pus presente.
– Bom dia! — Cumprimentei alegremente. Menos Isabella. Meu inconsciente me alertou.
– Bom dia meu amor. Vejo que acordou bem melhor. — Esme disse notando meu bom humor.
– Nada como uma boa noite de sono para esquecer certas coisas. — Respondi olhando diretamente para Edward. Ele deu uma risadinha e balançou a cabeça. O restante do cafe foi silencioso. Levantei e subi para arrumar minhas coisas, quando sai no corredor Edward estava lá.
– Achei que a primeira coisa que faria seria falar com meus pais. — O encarei seriamente.
– Eles não merecem uma decepção dessas. — Respondi seca, ele riu.
– Você acha que eu sou uma decepção? — Perguntou cheio de graça.
– Se a carapuça serviu use-a. — Ele veio em minha direção e me prensou na parede.
– Você não foi rude assim enquanto eu te fodia. — Disse com a voz sensual, meu corpo traidor estremeceu, eu o empurrei, mas ele era muito forte. — Sabe Isabella. — Falou meu nome de um modo de deixou minhas pernas moles. Passou o dedos pelo meu pescoço eu me arrepiei, ele sorriu. — Se você fosse menos certinha e careta nós poderíamos nos divertir juntos. — Seus lábios encostaram no meu pescoço. Respirei fundo e o empurrei o mais forte que pude e dessa vez ele se afastou.
– Eu não quero me divertir com você. Tudo o que eu quero é distância. — Ele riu.
– Pena que seu corpo não pensa o mesmo. — Respondeu convencido.
– Pense o que quiser. — Lhe dei as costas e desci, me despedi de Esme e segui para o ponto de ônibus. Se eu odiava a escola antes do que Edward havia feito, agora eu a abominava, em todos os lugares em que eu ia, ouvia gemidos e as palavras que tinha dito a Edward em um momento íntimo agora faziam parte do vocabulário de todo o colégio, eu fui humilhada e pisoteada, nunca tinha me sentido tão pequena e insignificante. Quando tiravam sarro eu simplesmente ignorava, não estava disposta a revidar, não ia adiantar de nada, a dor que eu estava sentindo nada poderia apagar. Edward continuava se divertindo as minhas custas, rindo com seus amigos e com as garotas penduradas no seu pescoço. Tudo o que eu queria era odia-lo, mas eu não conseguia e com isso acabava sentindo raiva de mim mesma. Foi então que decidi tomar uma atitude, eu sabia que me vingar não traria nada, mas era só nisso que eu conseguia pensar, em humilhar Edward assim como ele fez comigo.
A semana que se seguiu foi a mesma coisa, ainda riam pelas minhas costas e me diziam coisas nojentas e grotescas, meu plano de vingança se intensificou, agora eu só precisava saber por onde começar. Tinha percebido que desde que transamos Edward me olhava de outro modo, estava claro que ele me desejava, podia negar isso para seus amigos, mas essa era a verdade, ainda me lembrava de suas palavras quando nos encontramos no corredor depois do incidente. "Se você fosse menos certinha e careta nós poderíamos nos divertir juntos." Era justamente isso que eu faria, deixaria ele louco por mim e depois iria envergonha-lo na frente de todos. Meu plano só tinha um grande problema: Eu não fazia idéia de como seduzir um homem e se eu me insinuasse e ele me humilhasse mais uma vez? Não, eu não podia ter medo. Ele tinha que pagar pelo o que me fez.
Notas finais
Bjs e até o próximo ;)
Fale com o autor