Last Chance
37 Capítulo 36 - Verdade
Notas iniciais
Afinal é só enfrentando os pesadelos que podemos voltar a sonhar.
Espero que gostem ;)
Bella POV
Meu coração batia descontrolado e mesmo sem querer minha mente trouxe as memórias de um passado que eu queria esquecer.
“- Olha só quem esta aqui? — Um dos meninos se virou me encarando. Eu fiquei parada.
– Nossa Isabella não sabia que você tinha uma boca tão suja. — Caius disse se aproximando.
– É, quem diria que a gatinha gostava de gemer alto. — Marcus disparou com um sorriso malicioso. Eu continuava na mesma posição em choque. O que estava acontecendo? Procurei os olhos de Edward e ele tinha um sorriso sacana no rosto.
– Sabem o que dizem sobre as mais quietinhas né Marcus? — Caius provocou. — São as mais selvagens. — Falou tocando meu ombro, me afastei dele e encarei Edward.
– O q-que significa isso? — Perguntei sem conseguir evitar de gaguejar.
– Ah! Isabella, você, uma aluna brilhante não sabe mesmo o que significa isso? Oras, por favor. — Edward respondeu caçoando.
– Eu não entendo. — Falei completamente perdida.
– Ahhhh... Você ... hum não entendeee? — Demitri perguntou como se estivesse gemendo. Voltei a olhar para Edward.
– Edward? — O chamei na esperança dele desmentir tudo o que estava acontecendo e me dizer que não havia gravado nossa noite.
– Assim não Isabella. — Zombou Caius. — O certo é: ahhhhhhhh Edward. — Gemeu me imitando. Todos caíram na gargalhada, inclusive Edward. Eu me aproximei dele, meus olhos marejados. Não podia admitir que isso fosse verdade, que ele seria capaz disso.
– Me diz que é mentira. — Pedi quase chorando.
– Não Isabella não é, foi uma aposta e eu ganhei. Disseram que eu não seria capaz de transar com você, mas eu provei o contrário. — Olhava abismada para ele, sem querer acreditar em suas palavras. Ele fez um bico. — Own! O bebê vai chorar? — Eu não me segurei e pulei em cima dele socando seu peito.
– Seu canalha desgraçado. — Edward continuava a rir enquanto segurava meus braços. — Como pode fazer isso comigo?
– Para que tanto escândalo garota. Vai dizer que você não adorou quando eu a fiz gozar? Foi você que pediu. "Edward me fode!! Me fode gostoso!! Por favor". — Ouvi minha voz soar no gravador que Caius colocou bem no meu ouvido. Me desvencilhei dos braços de Edward.
– Você nunca mais vai encostar o dedo em mim. ESTA ME OUVINDO! NUNCA MAIS! — Gritei, atraindo a atenção de mais pessoas. Ele abriu um sorriso irônico.
– Obrigado, mas acho que uma vez para mim foi o suficiente. — Respondeu rindo com uma cara enojada fazendo com que todos dessem risada também. Virei de costas e fui embora.
– Hei Isabella não fica assim não. Se quiser vou adorar ouvir você gemer para mim. — Pude ouvir Caius gritar, sai de lá o mais rápido que pude, não queria encarar ninguém.”
Agora o desgraçado estava bem na minha frente me fazendo relembrar de tudo, queria poder sair correndo, mas não conseguia me mover.
– Isabella? — Ouvi Benjamim me chamando, olhei para ele. — Tudo bem? — Engoli em seco e assenti rapidamente. — Quer dizer que vocês se conhecem? — Continuei calada, tentando absorver o que estava acontecendo.
– Fomos amigos no colégio não é Bella? — Caius respondeu e tudo o que eu queria era pular em seu pescoço.
– Que bom então. — Meu chefe disse vendo que eu não respondia. — Vou deixa-los a sós para discutir o projeto. Fique a vontade senhor Manchester. — Completou se retirando da sala, em um rompante me mexi e fui atrás dele deixando Caius para trás.
– Benjamim eu não posso aceitar esse trabalho. — Disparei, ele me olhou sério.
– Por que não?
– Eu e Caius nunca nos demos bem. — Respondi sucintamente.
– Você quer que eu perca um cliente milionário por que você não se dava bem com ele na escola? Por favor Isabella. — Falou exasperado.
– Eu não posso fazer esse projeto.
– Ou você volta para aquela sala e faz o seu trabalho ou esta na rua. — Contestou ríspido. Respirei fundo, ele tinha razão, não podia deixar Caius me arruinar dessa maneira, era meu trabalho e precisava ser profissional.
– Ok Benjamim. — Concordei.
– Ótimo. — Disse se virando e indo para seu escritório, passei a mão pelo rosto tomando coragem para voltar para aquela sala, caminhei até lá lentamente, entrei e encontrei Caius sentado na ponta da mesa.
– Algum problema Bella? — Perguntou preocupado.
– Me chame de Isabella. — O cortei rudemente.
– Hum pelo visto continua aquela gatinha selvagem de antes. — Respondeu sorrindo. Eu posso fazer isso. Eu posso. Repeti mentalmente.
– Vamos nós focar no projeto senhor Manchester. — Falei me sentando infelizmente ao seu lado. — O que o senhor gostaria de fazer? — Perguntei procurando ser o mais profissional possível sem deixar meu emocional afetar meu trabalho.
– Quero reformar minha casa. — Explicou.
– A casa inteira? — Questionei fazendo as anotações.
– Sim. — Respondeu se aproximando. — Sabe, esta ainda mais bonita que antes. — Sussurrou perto do meu ouvido, me afastei. — Não sei por que esta tão arisca Isabella, o Edward que foi o responsável por te humilhar você já perdoou. — Como ele sabe disso?
– O que sabe do Edward?
– Eu vi vocês em um boate uns dias atrás, pareciam bem íntimos. — Disse se aproximando ainda mais enquanto eu me afastava. — Pensei, bom se ele que armou tudo e a fez sofrer tanto esta tendo uma chance, por que eu também não posso?
– Eu sei muito bem que foram vocês que instigaram o Edward a aceitar a aposta. — Respondi duramente.
– E você acreditou? — Caius me olhou parecendo surpreso, ele colocou sua mão sobre a minha e eu a puxei no mesmo instante. — Tão inocente Isabella, Edward só quer se divertir com você sua boba. Ele me confessou logo após a morte dos pais que ia se vingar de você. — Franzi meu cenho. Que maluquice era essa?
– Isso é mentira! — Aleguei.
– Infelizmente não. O Edward culpa você pelos pais o terem deixado sem nada, então decidiu que a melhor maneira de se vingar seria te humilhando novamente, vejo que esta dando certo haja visto que você acreditou nele. Tenho que dar o braço a torcer para ele, é realmente um ótimo ator, mas acho que isso você já sabe não é mesmo? — Não podia ser verdade, Edward não seria capaz. — Não posso acreditar que pensou que ele estava mesmo arrependido? Ah Isabella! — Disse em um tom de lamento. — Você precisa de alguém que te proteja meu bem. — Pronunciou e acariciou meu rosto, eu fiquei ali parada, ainda me sentia entorpecida pela simples hipótese de tudo o que estava vivendo com Edward ser uma mentira. — Eu sempre gostei de você, diferente do Edward que só quis brincar com seus sentimentos. — O encarei seriamente.
– Por que esta fazendo isso agora então? Por que nunca tentou antes? — O desafiei enquanto lutava contra o bolo que estava se formando na minha garganta e a dor que estava sentindo.
– Porque achava que você de alguma forma me culpava por tudo o que aconteceu, mesmo eu sendo inocente e toda a ideia ter partido dele, mas quando vi você com Edward e percebi que ia cair nas garras dele novamente, decidi me aproximar e avisá-la, não podia admitir isso. Você não merece sofrer daquela forma de novo Bella. — Disse atencioso.
– Tudo isso é mentira. — Repeti me controlando para não chorar, ele negou.
– Não é Bella, você sabe o que passou por causa dele, sabe que no fundo essa é a verdade. — Ele desceu a mão pelo meu pescoço. — Posso te fazer tão feliz. — Murmurou se aproximando do meu rosto, em um rompante o empurrei com minhas duas mãos.
– Eu não quero ser feliz com você. — Gritei me levantando.
– Quer com quem então? Com o Edward? Ele vai te humilhar de novo, é isso que você quer? — Perguntou nervoso.
– Você não sabe nada dele Caius, nunca o conheceu de verdade.
– Eu o conheço melhor do que você e te garanto que ele vai acabar com sua vida de novo.
– Mesmo que seja verdade, você não é melhor que ele.
– Eu sou sim, tentei impedi-lo dizendo que você não merecia isso, mas ele nem se importou, disse que a odiava e queria ver você sofrer. Acha que um ódio tão grande vai embora? Ele só aumenta Isabella. — Estava desnorteada com tudo aquilo. — Vou te mostrar o que é um homem de verdade. — Disse me empurrando contra a parede e tomando minha boca de forma voraz, não sei de onde veio minha força, mas eu consegui afasta-lo lhe dando um sonoro tapa na cara.
– Nunca mais encoste em mim! — Gritei ao mesmo tempo que a porta se abriu e Benjamim apareceu com o semblante sério.
– O que esta acontecendo aqui? O que significa isso Isabella?
– Significa que seu querido cliente me beijou a força. — Disse séria, com certeza Benjamim tomaria uma atitude contra isso.
– Isabella que é uma vadia, você devia selecionar melhor os seus funcionários Benjamim. — Caius se defendeu, sabia que essa pose de bom moço era uma farsa.
– Não se pode esconder por muito tempo quem se é na verdade não é Caius? — Falei o olhando seriamente.
– Na minha sala agora Isabella! — Benjamim exigiu saindo da sala em seguida, antes que o seguisse Caius segurou meu braço.
– Eu falei sério sobre Edward, ele não presta. — Tentou dizer novamente.
– Não é o único não é mesmo? — Respondi arqueando minha sobrancelha.
– Me desculpa pelo que falei, eu perdi a cabeça quando você me acusou e me bateu. — Puxei meu braço com força.
– Você é um imbecil se pensou que eu iria lhe dar uma chance, minha opinião sobre você nunca vai mudar. — Retorqui ríspida.
– Se você prefere ser enganada pelo Cullen ótimo. Vou adorar ver ele te humilhando mais uma vez. — Disparou e saiu da sala, eu fiquei lá sem saber o que dizer ou fazer.
– Isabella? — Me virei em direção da porta e vi Kate me observando. — Benjamim esta lhe esperando. — Assenti e fui até a sala de meu chefe, abri a porta sem nem bater. Ele estava andando de um lado para o outro, parecia bem zangado, mas eu nem me importei com aquilo, ainda me sentia em choque pelo o que havia acabado de acontecer e pelas coisas que havia ouvido, Benjamim finalmente me viu na sala.
– Pode me explicar o que acabou de acontecer? — Perguntou nervoso.
– Eu sinto muito por tudo aquilo Benjamim. — Pedi sinceramente.
– Sentir muito não vai adiantar porra nenhuma Isabella. Merda! Você me fez perder um ótimo cliente, tem noção disso?
– Tenho, mas ele foi indecoroso comigo e não o contrário. — Tentei me defender.
– Estou pouco me lixando para isso. — O encarei abismada.
– Quer dizer que não há problema algum um cliente me assediar? Você esta ouvindo o que esta dizendo?
– Ele era importante demais para nosso escritório, acho que não teria problema em ser simpática com ele. — Esse não podia ser o mesmo homem que um dia eu tive como exemplo.
– Simpática? Ele me forçou a beija-lo Benjamim, isso é assédio! — Exclamei enervada.
– Estou cansado Isabella, eu sempre abro exceções para você, lhe dando folga quando você precisa ou até mesmo adiando viagens devido aos seus problemas pessoais e você não pode fazer nada por mim. — Reclamou.
– Queria o que? Que ele me assediasse e eu levasse tudo na boa só por causa de dinheiro?
– Você podia se fazer de desentendida ou enrolar ele, nem seria um sacrifico tão grande já que tinham um passado juntos. — Tentou argumentar, eu o encarava incrédula.
– Eu não acredito que esta me dizendo isso.
– Pois estou sim, fiquei animado com o fato de se conhecerem, era um cliente importante e que traria mais prestigio a nossa empresa, mas você só pensa em você. — Exclamou. — Para mim já chega Isabella, pode arrumar suas coisas. Esta demitida! — Desde que vi Caius naquela sala eu imaginei que esse seria o meu destino.
– Ótimo, depois de tudo o que ouvi aqui não continuaria mesmo trabalhando com você. — Disparei irritada.
– Somos dois então, arrume suas coisas enquanto peço para Kate preparar os papéis da demissão.
– Me enganei tanto com você Benjamim. — Lamentei chateada.
– Digo o mesmo. Agora saia!
– Com muito prazer. — Falei e fui para minha sala pegar as minhas coisas, Kate me arrumou uma caixa e eu coloquei todos os meus pertences, terminei tudo, assinei minha demissão saindo logo em seguida daquele escritório, entrei em meu carro e dei a partida. Já estava na rua quando me dei conta de tudo o que havia acontecido e comecei a chorar desesperadamente, decidi parar o carro em uma rua qualquer antes que sofresse um acidente.
Debrucei sobre o volante e o choro veio ainda mais forte, não por causa da demissão ou pelas coisas que havia ouvido de uma pessoa que um dia tanto admirei, mas sim pelo o que Caius disse de Edward, Eu sabia que não devia acreditar nele, só que eu não estava preparada para enfrentar meu passado desse jeito. E se ele estivesse certo? Droga! O que eu estou pensando? Solucei fortemente, todo o meu medo que parecia ter sumido desde domingo quando me vi sozinha em casa parecia ter voltado com força total, meu passado com Edward foi esfregado na minha cara da pior maneira possível, o dia que eu tanto queria esquecer agora estava ainda mais fresco na minha memória, o modo hostil e grosso que Edward me tratou, o desprezo e o nojo estampado em seu rosto. Soltei um grito alto, o choro me consumia de uma forma que eu não conseguia controlar, eu me negava a acreditar que ele seria capaz disso, não depois do que passamos no último ano. Ouvi meu celular tocar e o peguei na bolsa, quando vi quem ligava congelei. O nome de Edward piscava na tela, olhei para fora do carro e só então percebi que havia anoitecido, encarei o aparelho na minha mão, eu não queria ver ele nem ouvir sua voz nesse momento. Joguei o celular no banco do passageiro enquanto ele não parava de tocar. Edward não faria nada disso Isabella. Ele te ama. Pensa em tudo o que passaram. Em tudo o que ele fez por amor a você. Minha mente tentava me alertar, mas aquele Edward, o que tanto me magoou não saia da minha cabeça, nem ele, nem o modo como me tratou. Respirei fundo tentando controlar meu choro e pensar claramente em tudo, voltei a apoiar minha cabeça no volante e repassei tudo o que Edward e eu vivemos desde o começo.
“- Quero que peça desculpas a Bella. Agora!
– Tudo bem Carlisle.
– Não esta bem não Bella, ele tem que lhe respeitar.
– E por que eu deveria fazer isso? Ela não é nada para mim.
[...]
– Edward! O que esta fazendo aqui?
– Realizando seus sonhos minha linda.
[...]
– Me diz que é mentira.
– Não Isabella não é, foi uma aposta e eu ganhei. Disseram que eu não seria capaz de transar com você, mas eu provei o contrário.
– Seu canalha desgraçado. Como pode fazer isso comigo?
– Para que tanto escândalo garota. Vai dizer que você não adorou quando eu a fiz gozar? Foi você que pediu.
– Você nunca mais vai encostar o dedo em mim. ESTA ME OUVINDO! NUNCA MAIS!
– Obrigado, mas acho que uma vez para mim foi o suficiente.
[...]
– Se você fosse menos certinha e careta nós poderíamos nos divertir juntos.
– Eu não quero me divertir com você. Tudo o que eu quero é distância.
– Pena que seu corpo não pensa o mesmo.
[...]
– E se eu falhar?
– Você não vai falhar Edward. É a pessoa mais capaz que eu conheço.
[...]
– Onde você imagina que vai estar daqui dez anos Edward?
– Sinceramente? Não vai rir?
– Juro que não.
– Eu gostaria de morar em um lugar bem sossegado, com uma bela casa no estilo meio rústico rodeada por árvores e um belo gramado. Chegar do trabalho e ver meu filho brincando com o cachorro enquanto minha esposa os observa, assim que me visse ela viria correndo na minha direção pulando no meu colo.
– Ah Edward eu estava falando sério.
– Hei o que a faz pensar que isso não é sério?
– Você, casado com um filho? Por favor né!
– As pessoas podem mudar Isabella.
[...]
– Vou ser direto Isabella. Acabou.
– O que? Por que?
– Porque eu cansei, por isso.
– Isso não faz sentido. Nós estávamos bem há um segundo.
– Há um segundo eu não tinha recebido uma ligação da nova aluna gata.
– Mas eu achei ...
– Achou o que? Que eu ia me apaixonar por você? Que seriamos namorados? Não seja ridícula. Olha para você. Não tem nada que possa prender um homem como eu. Aproveitei bem o que tinha, mas agora enjoei. Quero carne nova.
– Você não presta Edward. E em pensar que eu achei que você fosse diferente. Como eu fui burra.
– Sem drama por favor.
– Eu tenho pena de você.
– Não Isabella, sou eu que tenho pena de você, aliás é só isso que as pessoas sentem por você. Pena. Ninguém suporta ficar ao seu lado, não é a toa que seu pai te vendeu e sua mãe se matou.
[...]
– O que esta fazendo aqui?
– Vim me despedir dos meus pais Edward.
– Eles são meus pais, não seus. Você é só uma vagabunda que eles pegaram para criar por pena.
[...]
Ele se mexeu e abriu lentamente os olhos me fitando, acariciei seu rosto e tentei me levantar afim de deixa-lo descansar, contudo Edward me segurou colocando seu braço sobre o meu colo, quando mirei seus olhos, percebi que ele parecia angustiado e com medo, passei minha mão pelo seu rosto.
– Não precisa ter medo, você esta seguro aqui.
[...]
– Sabe que você também deveria agir assim não é? Não devia nem querer me ver na sua frente.
– Achei que já tínhamos resolvido isso.
– Você pediu que nós esquecêssemos e começássemos de novo, mas eu não entendo como foi capaz disso, depois de tanto mal que lhe fiz.
– Depois de tudo o que aconteceu achei que merecia uma segunda chance.
– Uma vez você me disse que não acreditava que as pessoas podiam mudar. Então por que me ajudar?
– Eu ainda acredito nisso, mas espero sinceramente que você possa me mostrar que estou errada.
– Confia tanto assim em mim?
– Eu só espero que você use tudo o que aconteceu para construir algo melhor.
– Eu não vou te decepcionar.
[...]
– Por que você me odiava tanto?
– Eu sempre fui egoísta, desde criança. Queria tudo para mim, quando meus pais me disseram que tinham te adotado e que você seria minha irmã, eu fiquei louco de raiva por uma intrusa se beneficiar de tudo o que eu tinha, além de ter que dividir a atenção dos meus pais, mesmo sem motivo eu morria de ciúmes e conforme o tempo foi passando isso só piorou
– Foi por isso que decidiu me humilhar?
– Isso foi coisa dos idiotas que eu considerava como amigos, eu era imbecil demais para fugir de uma aposta. Não queria fazer aquilo, principalmente por que se meus pais viessem a descobrir eu sabia que estaria ferrado.
[...]
– Sei que já falamos sobre isso, mas eu nunca pedi. Me perdoa Isabella? Por tudo o que eu a fiz sofrer. Me perdoa?
[...]
– Eu vou embora para a Itália.
– Você esta feliz?
– Estou, James é o homem certo para mim. Me desculpa, acabei esquecendo. O que você queria me contar?
– Sabe que eu acabei esquecendo.
– Você parece chateado. Foi algo que eu disse?
– Eu não quero que você vá. Eu preciso de você.
– Eu sempre estarei aqui para você, sempre.
[...]
– Edward? Edward! O que houve? Alguém chame socorro!
– Bell...
– Não diz nada, fica quietinho, o James vou chamar ajuda. Você vai ficar bem.
– Promete que será...
– Não fale.
– Feliz. Promete.
– Só se você ficar bem.
– Acho difícil.
– Não fala isso.
– Eu te amo Bell...
[...]
– Tudo começou na nossa primeira vez.
– Como assim? Você me disse que me odiava naquela época.
– Eu odiava, mas depois que ficamos juntos e começamos a nos relacionar eu simplesmente me perdi em você Isabella, eu a queria a todo o momento e não era só o sexo que era incrível, era sua companhia, seu jeito doce, eu me apaixonei.
[...]
– Eu sou grato sim a tudo o que você fez por mim, mas isso só fez com que eu a admirasse ainda mais. Você foi um anjo na minha vida, cuidando de mim com tanto carinho quando tudo o que eu merecia era desprezo. Eu te amo pela mulher formidável que você sempre foi, que me acomodava em seus braços enquanto acariciava meus cabelos e tirava todos os meus medos.
[...]
– Eu não sei se estou pronta para uma relação agora. Mas eu quero você.
– Eu também quero você. Não me importo de esperar desde que esteja ao meu lado.
[...]
– Você sente falta do James?
– Eu tenho um carinho muito grande por ele, mas não, eu não sinto falta dele. Por que esta perguntando isso?
– Eu acho que nunca serei tão bom quanto ele.
– Edward James não é perfeito, ninguém é, vocês são muito diferentes, só isso.
– É disso que eu tenho medo Bell, nada do que você gostava nele eu tenho, eu não sou romântico, não sei cozinhar, não sou...
– Você é o Edward e eu amo quem você é. Amo como você fica neurótico quando qualquer coisa acontece comigo, amo o modo doce como cuida de mim, amo quando sorri, amo até quando fica convencido, amo tudo o que eu sinto quando estou ao seu lado. Eu te amo Edward, só você.
[...]
– Isso é tão bom Edward.
– Eu e você.
– Nós.
[...]
– Acho que nunca vai confiar em mim não é?
– Desculpa.
– Não tem porque pedir desculpa Isabella. Eu só estou colhendo o que plantei.
– Isso não é verdade Edward, você se tornou um homem incrível, não tem mais nada daquele irresponsável que foi um dia.
– Do que vale isso se a mulher que eu amo não consegue confiar em mim? Eu entendo que seja difícil para você e sei que fui um monstro, mas não tem como termos uma relação se você continuar achando que vou engana-la ou ir embora. Preciso de um voto de confiança Isabella.
– Eu sei. É que o medo que você me deixe de novo é maior que o meu bom senso e razão.
– Eu nunca vou deixar você. Nunca. Eu te amo. Você é toda minha vida agora.
[...]
– Eu te transformo em uma tarada e você me transforma em um bobo apaixonado.
– Eu te amo.
– Eu também te amo. Você não faz ideia de como me faz feliz Isabella.
[...]
– Sei que nosso terreno ainda esta frágil e que antes precisaremos de tempo e cuidado para construímos nele um forte alicerce, mas tudo o que eu mais desejo é construir uma vida ao seu lado e eu quero que esse seja o símbolo desse começo. Você aceita ser oficialmente minha namorada Isabella?
– Sim.Sim.Sim.
– Gostou da aliança?
– Muito, é linda, tão delicada.
– Assim como você.
– Eu te amo tanto.
– Eu também te amo Bell. Demais.
– Cadê a sua aliança? Afinal não quero nenhuma lambisgóia achando que o senhor anda solto por aí.
– Coloca para mim?
– Você é meu agora.
– Completamente seu, meu anjo, minha vida.
[...]
– Estava pensando em comprarmos um terreno. O que acha?
– Terreno?
– É, temos uma casa para construir, lembra?
– Nossa casa com as árvores em volta?
– Isso. Juntando nossos salários aposto que podemos financiar um bom terreno.
– Esta falando sério?
– Claro anjo. Você desenha e eu construo.
[…]
– Esta no mundo da lua anjo?
– Estava vendo as fotos, parecemos um casal.
– Nós somos um casal.
– Agora, mas na época ainda não.
– Nós sempre fomos um casal amor.”
Levantei a cabeça em um rompante. Que merda eu estava pensando? Até quando eu iria desconfiar de Edward? Ele me amava e provava isso a cada instante. Como eu podia levar em conta a palavra de um imbecil que conheci na adolescência e relevar tudo o que havia vivido com Edward? Tudo o que ele havia me dito? Ele tinha sim me magoado, mas não era o mesmo, Edward havia amadurecido e tinha toda razão, eu precisava dar um voto de confiança para ele e não seria acreditando em Caius que eu faria isso, Edward estava fazendo a parte dele e eu precisava fazer a minha. Passei a mão pelo meu rosto o enxugando e assim que percebi que estava recuperada liguei o carro indo para o único lugar que gostaria de estar nesse momento, os braços do homem que eu amava.
Notas finais
O Edward vai querer quebrar a cara do Caius, mas a Bella não vai deixar, pois sabe que ele pode armar algo já que é muito influente e rico, o que o Edward não é AINDA... rsrsrsrs... Mas não se preocupem não vai demorar para o Caius aprender que não se mexe com a mulher de Edward Cullen... kkkkkkkkkkkkkkkkk
Bjs e até o próximo ;)
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