Last Chance

2 Capítulo 1 - Aposta


Notas iniciais
Esse é um Edward completamente diferente de tudo o que já escrevi, confesso que será difícil gostar dele e aposto que muitas irão o odiar.
Espero que gostem ;)

Pouco tempo depois da morte da minha mãe, meu pai procurou a família Cullen e propôs um negócio, como ele não queria cuidar de mim resolveu me “vender” para Esme e Carlisle, eles ficaram indignados com isso, mas pensando no meu bem aceitaram a oferta e pagaram a ele uma quantia considerável, eu nem cheguei a conhece-lo, só quando tinha dez anos tive notícias suas e não foram boas, ele havia morrido em decorrência de um ataque cardíaco, eu sei que ele nunca agiu como um pai, mas doeu saber que agora eu estava sozinha no mundo. Apesar dos Cullen terem me adotado e me tratarem como uma filha, eu nunca me senti parte da família, acho que principalmente pelo modo que eu era tratada por Edward, filho único dos Cullens, ele fazia questão de me lembrar a todo o instante que eu era uma intrusa, alguém que não fazia parte daquele mundo e da sua família perfeita. Edward tinha dezessete e eu acabado de completar dezesseis, estudávamos na mesma escola, mas sequer conversávamos, eu era uma reclusa que não se encaixava em nenhum grupo, enquanto Edward era o cara mais popular e cobiçado do colégio.

Eu não me lembro quando me apaixonei por ele, apesar de seu modo rude e grosseiro eu me desmanchava em seus lindos olhos azuis e cabelos loiros acobreados completamente bagunçados, ele era absolutamente lindo e meu coração praticamente saltava do peito quando aparecia, entretanto suas palavras sempre vinham carregadas de ofensas e desdém, eu sabia que me odiava por usufruir dos mesmos benefícios que ele sem merecer.

Mais uma manhã e me levantei preguiçosamente, fui até meu banheiro para me preparar para o dia que viria pela frente, eu vivia como se fosse filha dos Cullen, tinha um quarto enorme e nunca me não deixavam faltar nada, eu me sentia em dívida com eles por tudo o que faziam por mim, principalmente por todo amor e carinho. Assim que me aprontei desci as escadas, na mesa já estavam Esme e Carlisle.

– Bom dia. — Cumprimentei os dois com um beijo.

– Bom dia meu bem. — Esme me cumprimentou alegre.

– Bom dia filha. — Carlisle sempre me chamava de filha, mesmo que eu me negasse a chama-los de pai e mãe, ainda que eles fossem isso para mim.

– Dormiu bem amor? — Esme perguntou. Assenti sorrindo.

– Sim, apesar do nervoso pela prova de álgebra. — Comentei tensa.

– Tenho certeza que vai detonar. — Carlisle disse fazendo com que eu e Esme déssemos risada. Ele era um empresário muito respeitado, seus negócios iam desde construtoras á empresas petrolíferas, a família era muito rica, mesmo assim eram as pessoas mais humanas e especiais que havia conhecido em toda minha vida.

– Bom dia família e Bella. — Gelei ao ouvir a voz aveludada de Edward ecoar no cômodo me colocando no meu lugar.

– Edward! — Sua mãe lhe repreendeu. — Bella também faz parte da família.

– Não da minha. — Respondeu rudemente me olhando com desdém. Edward sequer me olhava ou dirigia uma palavra a minha pessoa, ele simplesmente fingia que eu não existia.

– Quero que peça desculpas a Bella. Agora! — Carlisle exigiu.

– Tudo bem Carlisle. — Pedi, não queria de modo algum que brigassem, afinal de contas eu já estava acostumada a esse tratamento por parte do Edward.

– Não esta bem não Bella, ele tem que lhe respeitar. — Edward fez uma careta.

– E por que eu deveria fazer isso? Ela não é nada para mim. — Não pude evitar surpresa ao ouvir ele falar aquilo com tanto nojo. Me segurei para não chorar.

– Edward! — Exclamou sua mãe. Não suportei mais ficar ali.

– Com licença. — Pedi me levantando

– Filha você não comeu nada. — Esme me falou.

– Estou sem fome. Tenham um bom dia. — Disse e sai da mesa, antes de subir as escadas ouvi Esme e Carlisle repreendendo Edward.


Edward POV


Eu não entendia o que meus pais viam nessa garota, para mim ela não era nada mais que uma intrusa, que se aproveitava da riqueza e bondade de meus pais, aposto que esse jeito de boa moça era só uma forma de fazer com que todos sentissem pena dela e se arrastassem aos seus pés, mas eu não estava disposto a fazer isso, queria que ela soubesse seu lugar, que era muito abaixo de mim.

Depois da bronca que minha mãe me deu, subi e fui me arrumar para o colégio, eu fazia parte do time de basquete e era o cara mais popular e invejado de toda a escola, mas também como não ser? Eu era rico, bonito, inteligente, não existia ninguém que não quisesse ser eu, ou estar ao meu lado, eu vivia rodeado de amigos e claro, mulheres, as mais lindas e gostosas do colégio, eu pegava quem eu queria, ninguém era imune ao meu charme. Estava no meu último ano e assim que terminasse o colegial iria para a Inglaterra fazer minha faculdade de administração, quando me formasse voltaria e assumiria a vice presidência das empresas do meu pai, meu futuro era certo e muito promissor, mas enquanto isso, eu ia aproveitar bem minha vida.

Peguei meu porshe preto e fui para a escola, assim que cheguei vi meus amigos nas escadas.

– E aí vagabundo? — Caius me cumprimentou.

– Fala aê seu malandro. — Falei rindo, cumprimentei todos os que estavam ali, era um bom lugar para secar as gatinhas. — O que estão conversando?

– Estava dizendo como você já pegou quase todas as garotas da escola. — Arqueei minha sobrancelha.

– Como assim quase todas? Eu já catei todas. — Fui enfático. Esse é o problema de pegar todas as gatinhas, agora estava na seca por falta de carne nova.

– Não pegou não. — Marcus retrucou.

– Tá, então me digam, quem falta? — Perguntei cruzando meus braços. — Caius apontou, quando olhei me assustei, era Isabella. — Vocês só podem estar brincando. — Disse rindo. — Quando disse que tinha pego todas as garotas da escola, eu me referia as que valiam a pena, nem me passou pela cabeça a escória da escola.

– Mas Isabella não é de se jogar fora, ela é até gostosinha. — Rebateu Demitri.

– Claro você tem um péssimo gosto para mulher. — Retruquei, os caras aproveitaram e tiraram sarro dele. — Além disso se eu fizesse qualquer coisa com ela meus pais me matariam.

– Eu aposto que não consegue levar ela para cama. — Desafiou Caius.

– Também acho. — Concordou Marcus, Demitri e Alec.

– Por favor Caius, a Isabella é apaixonada por mim desde que somos crianças. Isso seria a coisa mais fácil do mundo.

– Eu duvido, ela é super fechada, não fala com ninguém e nunca a vi com um cara.

– Por isso mesmo, a idiota fica sonhando comigo. — Respondi sorrindo.

– Você que se acha. — Marcus rebateu.

– Eu não me acho, eu sou. — Eles riram. Eu sabia muito bem o poder que tinha sobre o sexo feminino.

– Para mim você esta com medo de levar um fora. — Desafiou Caius. Analisei a situação.

– Hum. Quer saber? Acho que isso pode ser até divertido. Estou sem nada para fazer mesmo.

– Ah! Aí esta o Edward que conhecemos. — Me cumprimentaram.

– Mas eu preciso de um incentivo. O que vou ganhar com isso?

– Isso se conseguir. — Disseram. Que idiotas. Eu, Edward Cullen não conseguir alguma coisa? Isso não existia.

– Eu vou conseguir. Qual vai ser o valor?

– Fazemos assim, se conseguir vai receber 500, e se perder vai ter que pagar o valor total a cada um de nós.

– Justo. — Aceitei, pois era óbvio que eu não iria perder. Eu via no rosto deles que estavam duvidando que eu conseguiria, mas eu fazia questão de mostrar que ninguém resistia a mim, além disso ainda ia ganhar um troco com a brincadeira, resumindo eu só tinha a ganhar.

– Mas não pense que vai ser assim tão fácil. Queremos provas de que você de fato conseguiu.

– Que tipo de provas? Já aviso que se for para filmar estou fora. — Queria me divertir, mas isso tinha limite, se meus pais soubessem que eu mexi com a menininha deles não podia imaginar o que aconteceria comigo.

– Estava pensando em gravar somente as vozes, ou melhor gemidos. — Eles riram, revirei meus olhos. — Amanhã eu trarei um gravador que tenho assim não terá como nos enrolar e fingir alguma coisa.

– Eu não preciso fingir ou forjar nada, podem se preparar para perder. — Ameacei. O sinal tocou.

– Eu duvido que vai conseguir Edward. — Marcus disse.

– Eu também. — Demitri concordou.

– Aposto que vai levar um belo tapa na cara. — Caius me provocou rindo.

– Assim como você quando tentou agarrar ela? — Perguntei e todos riram, ele ficou sério. Ainda lembro quando Caius tentou beijar Isabella e levou um belo tapa na frente da escola inteira.

– Você vai ver o que é bom Edward. — Disse tentando me atingir.

– Pode ter certeza e será em uma noite quente com um monte de mulheres deliciosas enquanto eu gasto a grana de vocês. — Respondi rindo, eles fecharam a cara e seguimos até a próxima aula. A única barreira entre mim e a grana era a chata da Isabella, mas ia valer a pena, além disso ia me divertir com a cara de sonsa dela.

Notas finais
Só gostaria de avisar que como esta ainda é uma historia em desenvolvimento não tenho absolutamente nada pronto. Por isso peço desculpas por que não irei postar com tanta assiduidade.
Agradeço a todas que estão acompanhando.
Bjs e até o próximo ;)