Last Chance

66 Capítulo 65 - Lua de Mel - Parte final


Notas iniciais
Obrigada pelos comentários!!! Disse que esse seria o último, mas achei melhor dividir o capítulo. Teremos o fim da lua de mel agora e no próximo o capítulo final, que deve ser bem grande, por isso vou demorar um pouco para postar ;) Espero que gostem!

Isabella POV

Acordei me sentindo um pouco enjoada e zonza, era uma pena me sentir assim na nossa lua de mel. Ainda mais com a noite perfeita que tínhamos tido.
– Bom dia, anjo — Edward cumprimentou com doçura me dando um leve selinho.

– Bom dia — mesmo que não quisesse minha voz saiu fraca, o semblante de Edward se transformou em um nano segundo, deixando de ser calmo e relaxado para preocupado e tenso.

– O que foi? Está se sentindo mal? — questionou com urgência.

– Só um pouco enjoada — reclamei. Estava indo para o quinto mês de gravidez e mesmo assim, as vezes, ainda sentia um pouco de enjoo, a médica explicou que era normal, que algumas mulheres demoravam mais para passar pelos enjoos da gravidez.

– Quer ir no médico? — perguntou ansioso. Suspirei negando.

– Não, amor. É um mal estar normal na gravidez, a médica explicou, lembra? — tentei soar mais animada, mesmo assim não pareceu dar certo, Edward ainda parecia apreensivo.

– Tem certeza? — assenti.

– Tenho, só preciso ficar quietinha aqui, logo passa — ele se inclinou sobre mim e beijou minha testa.

– Ok. Vou tomar um banho e já volto. Quer comer alguma coisa?

– Agora, não. Mais tarde — ele me deu mais um beijo e levantou. Suspirei ao ver meu lindo marido nu indo até o banheiro. Minha vontade era levantar e transar com ele no chuveiro, mas se fizesse isso era capaz de vomitar e isso não seria nada romântico. Fiquei quietinha na cama, sentindo a brisa suave que vinha da janela e ouvindo as ondas batendo na praia, estava tão relaxante que acabei adormecendo.

Senti um toque gostoso nas minhas costas, macio, quente e molhado. Ronronei contra o travesseiro e ouvi um riso baixo. Abri os olhos e virei o rosto para trás. Encontrei Edward sorrindo largamente, vestindo uma bermuda cáqui e uma camisa de botões azul clara. Absolutamente gostoso. Ele se aproximou e me deu um selinho.

– Está melhor, amor? — inspirei seu aroma e assenti. Me sentia renovada e pronta para outra.

– Sim — respondi passando minha mão pelo seu braço até chegar nos cabelos, os puxei delicadamente. Edward sorriu ao perceber o que aquele gesto significava.

– Não quer comer algo antes? — neguei freneticamente. Seu sorriso aumento e em um segundo tomou meus lábios nos seus em um beijo veroz. Pouco me importava que tivesse acabado de acordar, eu o queria e pelo visto, Edward não era muito diferente.

– Quero ficar por cima — pedi contra a sua boca, e sem me soltar ele nos virou na cama, me deixando em cima dele.

– Pronto, pode fazer o que quiser comigo — sorri mordendo os lábios e remexi sobre seu membro, Edward gemeu, apertando minha cintura. Senti seu membro duro sob o shorts. Aquilo me deixou louca, agarrei sua camisa e puxei com força, fazendo com que os botões voassem pelo quarto. Edward ofegou, me olhando com desejo. Sua respiração estava descompassada, assim como a minha. Não esperei mais nada e o ataquei. Arranhando seu peito nu e remexendo sobre seu membro.

– Ah! Isabella... — gemeu apertando meu bumbum e aumentando a fricção contra o seu corpo. — Me deixa louco, gostosa — murmurou enquanto descia meus beijos pelo seu pescoço.

– Vou deixá-lo ainda mais, senhor Cullen — sussurrei contornando seu mamilo com a língua e o ouvindo urrar de prazer, para provocar dei uma leve mordida que fez Edward saltar da cama e me apertar ainda mais com suas mãos.

– Preciso de você, Isabella. Agora! — disse urgente, desci minha mão pelo seu peito entrando no seu shorts. Edward ofegou. — Não faz isso, anjo. Quero gozar em você.

– Eu também quero, mas agora preciso de você na minha boca.

– Porra! — sorri com seu xingamento e fui descendo meus beijos pela sua barriga, seu tirar minha mão do seu membro. Edward suava devido ao calor e por segurar seu orgasmo. Dei uma lambida no seu quadril que o fez estremecer.

– Caralho, Isabella! Assim eu não aguento — ri e decidi parar de brincar com ele. Tirei minha mão do seu membro e abri seu shorts, ele levantou o quadril me ajudando a tirar o shorts junto com a boxer preta, seu membro ereto saltou na minha frente, me deixando com água na boca. Seu pré-gozo molhava a cabeça, fazendo com que lambesse meus lábios.

– Não me tortura mais, por favor — implorou Edward e sorri. Segurei seu membro com uma mão e o tomei com minha boca, até o fundo da minha garganta. O corpo dele tremeu, e o senti segurando meu cabelo com força, procurando seu ritmo, descendo e subindo, coloquei as mãos sobre suas coxas e chupei, lambi e suguei seu membro com minha boca. Edward gemia e se contorcia. Soltou meu cabelo e apertou com força os lençóis. Seu pênis pulsava, ele gozaria logo.

– Goza, Edward. Goza na minha boca — pedi lambendo toda sua extensão e o chupando de novo. Como se estivesse esperando meu pedido, Edward pulsou e gozou com força dentro da minha boca, não parei de chupá-lo até que tomasse todo seu sabor. Levantei meu trompo e o vi jogado na cama, ofegante e lindo, deitei sobre ele, beijando seu peito até sua boca, ele segurou meus braços e me beijou com desejo. Gemi entre nossos lábios e senti uma de suas mãos apertar meu bumbum e depois tocar minha intimidade completamente molhada. Tremi ao sentir seus dedos provocando meu sexo e entrando na minha intimidade.

– Isso...Oh! Isso, Edward... — gemia descontrolada, rebolando em seus dedos enquanto sua boca consumia a minha. Apertei minhas mãos nos seus ombros ao sentir meu orgasmo se formando.

– Ah!! — gritei conforme apertava seus dedos no meu centro. Ele não parava, seus dedos invadiam minha intimidade ao mesmo tempo que seu polegar massageava meu sexo. Tremi sobre seu corpo e flutuei, caindo sobre ele, ofegante e desejosa de algo mais.

– Eu quero você dentro de mim — consegui dizer enquanto tentava recuperar minha respiração.

– Monta em mim — sorri. Sentei sobre sua barriga e, segurando seu membro que já estava rígido de novo o conduzi até a minha intimidade me afundando nele. Seu membro preenchendo todos os cantos, matando aquela necessidade que eu sentia dele. Quando estava com ele todo dentro de mim, comecei a subir e descer. Uma de suas mãos, foram para meu seio enquanto a outra apertava meu quadril. Subiu seu tronco, e sua boca faminta tomou meu outro seio. Gemi alto com o prazer que me tomou. Sua língua sugava e mordiscava meu mamilo. Aumentei a velocidade que fodia seu membro e agarrei suas costas passando minhas unhas por ela. Nos dois molhados de suor e loucos de desejo. Gemidos e sons desconexos tomaram o quarto, até que não aguentamos mais e gozamos juntos. Nos perdendo um no outro. Totalmente entregues. Totalmente apaixonados.

– A senhora ainda vai me matar — ri contra o peito de Edward. Ainda nos recuperávamos da tarde fantástica de tesão e amor que tínhamos tido.

– Isso se o senhor não me matar antes — ele riu e me abraçou beijando minha testa molhada de suor. — Precisamos de um banho — murmurei debilmente.

– E a senhora precisa comer, já passa das seis da tarde e não comeu nada hoje — levantei a cabeça e o beijei.

– Banho, depois comida? — Edward sorriu.

– Feito! — ele me pegou no colo e levou para o banheiro, onde continuamos o que estávamos fazendo na cama.

[...]

– Nossa! Estou morrendo de fome — comentei conforme íamos para a cozinha. Edward me abraçou por trás.

– Nos exercitamos muito hoje, anjo — ri.

– Eu adoro me exercitar com você, senhor Cullen — ele sorriu e me beijou.

– Eu também, senhora Cullen — antes que aprofundasse o beijo, ele se afastou. — Comida — avisou. Sorri.

– O que temos para jantar? — mudei de assunto sentando em um dos bancos que ficava ao redor do balcão da cozinha.

– Tudo o que você mais gosta, é só pedir — pensei por um momento.

– Frango grelhado, batata assada e salada — lambi os lábios só pensar.

– É pra já — Edward disse e foi até a geladeira pegando o frango, percebi que ainda estava cru.

– Você vai fazer? — ele sorriu.

– Não se preocupe, vai ficar bom — olhei desconfiada para ele.

– Mesmo? — Edward riu.

– Pode confiar — respondeu e piscou para mim, voltando ao seu serviço. Com destreza ele descascou as batatas e grelhou o frango. Sabia que ele estava melhorando na cozinha, mas sua habilidade me surpreendeu. Logo ele terminou e preparou meu prato, sentando ao meu lado para comermos. Cortei o frango e um pedaço da batata e comi.

– Hum — gemi de prazer. Edward me olhava atento.

– Gostou? — peguei o guardanapo e limpei a boca.

– Se gostei? Está uma delícia — ele sorriu largamente. — Acho que vai começar a cozinhar em casa a partir de agora — disse comendo mais um pedaço do frango. Edward riu.

– Não vamos exagerar, amor — ri também. Enquanto jantávamos, conversávamos sobre o que faríamos no dia seguinte. Os planos incluíam, praia, sexo, passeio pela cidade, sexo, almoço, sexo, piscina e sexo. Edward brincou dizendo que iria precisar de fôlego extra para acompanhar meu ritmo, acabei rindo. Esse era o único sintoma que ainda parecia fora de controle na minha gravidez, se pudesse não sairia da cama e agradecia por Edward estar disposto a apagar meu fogo, mesmo eu o deixando quase em frangalhos quando terminávamos de transar.

Após o jantar, peguei os pratos, mas Edward disse que viria alguém pela manhã para arrumar tudo, então deixei as coisas na pia e decidimos dar uma volta antes de ir dormir. Caminhamos pela praia e depois sentamos no gramado curtindo a noite e a companhia um do outro. Quando começou a esfriar, subimos para o quarto. Escovei os dentes, fiz minha higiene e coloquei uma camisola, para então, desmontar na cama. Não demorou e Edward se juntou a mim, me apertando em seus braços.

– Boa noite, anjo — desejou beijando minha cabeça.

– Boa noite, garotão — murmurei e adormeci com um sorriso enorme no rosto. Sentia-me plena e satisfeita, de todas as formas.

[...]

– Sorria — Edward pediu segurando sua câmera enquanto eu estava na água.

–Larga essa câmera e vem para cá — pedi chutando a água e o molhando. Ele estreitou os olhos, largou a maquina em cima de uma espreguiçadeira e veio correndo até onde eu estava. Tentei nadar, mas não deu tempo, ele me pegou antes.

– Jogou água em mim, não é? — brincou me fazendo cocegas. Ri.

– Edward, para! — pedi, entretanto ele não o fez. — Para — ria sem parar. Ele finalmente atendeu meu pedido e me beijou.

– Estragou minha sessão de fotos — reclamou com um sorriso.

– Já tirou muitas fotos minhas.

– Uma foto sua nunca é demais — respondeu e eu sorri. — Além disso, preciso de um papel de parede para o celular, o computador, meu tablet — não aguentei e ri, o abraçando pelo pescoço.

– Depois eu deixo você tirar quantas quiser. Agora, eu quero que me ame — ele sorriu largamente.

– Aqui? — assenti. A praia que ficava na frente da casa era privada e bem reservada. — Seu desejo é uma ordem, senhora Lewis — beijou com delicadeza meus lábios me levando para a parte mais funda da praia e matando todo desejo que sentia por ele.

Após o delicioso sexo na água, relaxávamos nas espreguiçadeiras no platô que ficava ao lado da praia, tinha uma bela vista e de onde era possível mergulhar no mar calmo que estava na nossa frente. Seria bem legal pular dali. Sem conter minha vontade, levantei.

– Onde você vai? — Edward perguntou, tirando os óculos escuros e me observando com atenção.

– Vou dar um mergulho — respondi simplesmente, seus olhos arregalaram.

– Não vai, não! — disse enérgico.

– Deixa de ser chato — reclamei.

– Isabella! Estou falando sério! — arqueie minha sobrancelha. E fui mais para a beirada. — Para!

– Tenta me impedir — desafiei sorrindo e virei, pulando na água. Pude ouvir a voz de Edward gritando o meu nome, mas era tarde, já estava na água, que por sinal, estava uma delicia. Antes que pudesse reagir, senti um par de braços me rodeando, me puxando para a superfície.

– Você está bem? — perguntou preocupado, passando as mãos por todas as partes do meu corpo.

– Claro que estou. Não exagera, Edward — ele estreitou seus olhos. Merda!

– Não exagera?! Estou puto da vida! Tem noção do que poderia acontecer? Você está grávida, porra!

– Grávida e não inválida! — respondi nervosa com seu piti.

– Mas não é tudo que você pode fazer! Não lembra da lista que a médica nos deu? Do que podia, e não podia na gravidez? Mergulhar estava lá! — fiquei parada em choque. Droga! Edward tinha razão. Como pude ser tão irresponsável?

– Eu esqueci — minha voz saiu em um sussurro. Ele respirou fundo e me puxou para seu braços.

– Sinto muito, Edward. Eu realmente esqueci.

– Tudo bem, anjo — beijou minha testa e me puxou para sair da agua.

– Acha que pode ter afetado o bebê? — perguntei preocupada.

– Quer ir no médico? — assenti.

Fomos em direção da casa e enquanto me trocava Edward ligava para os seguranças e pedia um helicóptero, fiz minha higiene atenta a qualquer sangramento, mas felizmente não vi nada. Edward apareceu no quarto dizendo que logo o helicóptero estaria ali. Trocou de roupa rapidamente e se aproximou de mim, que estava sentada na cama.

– Amor, não fica assim — segurou minha mão e seus olhos arregalaram. — Isabella, você está gelada!

– Estou nervosa — murmurei preocupada, ele me abraçou.

– Tenho certeza que não foi nada, vamos só nos certificar, ok? — assenti sem muita segurança. Não podia acreditar que tinha feito aquilo!

Durante todo caminho até o hospital, fui em silêncio, entretanto minha cabeça fervilhava. Edward me apertou em seus braços e dizia palavras de consolo. Quando chegamos ao nosso destino fui encaminhada para fazer diversos exames. Meu coração batia descompassado e a cada minuto eu sentia o medo me tomar. Edward e eu ficamos em uma sala esperando noticias.

– Desculpa por ter gritado, mas eu fiquei desesperado — virei para Edward que me olhava agoniado.

– Você tinha razão, eu fui imprudente — ele balançou a cabeça negando.

– Não mais do que eu — respondeu e apertou minha mão, levei a minha até seu rosto e o beijei com doçura.

– O senhor só estava cuidando dos seus amores — Edward abriu um sorriso e antes que dissesse qualquer coisa o médico entrou na sala, sentou na sua cadeira e nos fitou.

– Os exames voltaram normais, o bebê está bem. Não há com que se preocuparem — garantiu. Senti meu corpo liquidificar na cadeira, tamanho era meu alivio. — Mas é bom a senhora evitar esse tipo de atividade, o impacto com a água e só o fato de voltar a superfície podem afetar o embrião — assenti.

– Obrigada, doutor — Levantamos e nos despedimos.

– Estava com medo — murmurei para Edward quando já estávamos no corredor. — Obrigada por me trazer aqui — agradeci. Ele sorriu e enlaçou minha cintura.

– Acho que mesmo que você não quisesse, eu o faria — ri me aconchegando nos seus braços e voltamos para nossa lua de mel.

[...]

Saí do banheiro e segui até nossa cama. O dia tinha sido cheio e exaustivo. Deitei e observei que Edward parecia perdido em pensamentos.

– Um beijo pelos seus pensamentos — ofereci deitando sobre seu peito. Ele sorriu levemente.

– Estou me sentindo culpado pelo que aconteceu hoje — confessou acariciando minhas costas, levantei a cabeça e o encarei incrédula.

– Que absurdo, Edward! Como pode pensar isso?

– Eu não lidei com a situação da melhor maneira, ao invés de dizer diretamente o que a médica havia recomendado, eu discuti com você, e posso apostar que o meu não, fez com que tivesse ainda mais vontade de pular.

– Isso não isenta a irresponsável que eu fui. Estou me sentindo uma péssima mãe.

– Claro que não, anjo.

– Como não? Coloquei em risco a vida do nosso bebê sem ao menos pensar.

– Você esqueceu as recomendações, não é um crime.

– Uma mãe de verdade não esqueceria — reclamei, Edward sorriu.

– E uma péssima mãe não ficaria desesperada até saber que seu bebê estava bem — retrucou. Sorri com sua resposta.

– Temos tanto que aprender ainda, não é? — Edward sorriu largamente.

– Temos sim, e faremos isso juntos — afirmou beijando minha testa. Sorri satisfeita, sabendo que aquilo era a mais pura verdade. Estávamos mais unidos do que nunca, agora e sempre.