Last Chance

50 Capítulo 49 - Pedido


Notas iniciais
Capítulo *SURPRESA*

Achei que mereciam esse brinde depois de ter demorado tanto no capítulo anterior.
Obrigada pelos comentários e o incentivo.

Bom nesse capítulo ainda não teremos o pessoal e a aposta feita pelo Edward e o Emmett, resolvi reservar esse exclusivamente para Bella e Edward ♥

Espero que gostem ;)

Bella POV

Eu e Edward saímos do quarto em que Alice tinha acabado de dar luz ainda maravilhados com o nascimento daquele bebê lindo que agora dormia tranquilamente nos braços de minha amiga. Nesse momento fiquei pensando na maternidade, me sentia um pouco insegura com a ideia, mas sempre foi meu desejo formar uma família e sabia que Edward partilhava desse sonho comigo, aliás ele parecia até bem mais animado do que eu, vi como seus olhos se iluminaram quando olhou para Alexander e se existia algo que eu tinha certeza, era de que Edward seria um ótimo pai.


– Achei lindo o nome que eles escolheram. — Comentei enquanto caminhávamos para a saída do hospital.

– Muito bonito mesmo, é um nome forte e imponente. — Edward respondeu concordando.

– Não acredito que acertou o sexo. — Disse o olhando com um sorriso, ele riu.

– Eu avisei que ia acertar. — Retrucou piscando para mim, foi minha vez de rir.

– Afinal o que vocês dois apostaram? — Perguntei sem aguentar de curiosidade.

– Você vai ver. — Estreitei meus olhos em sua direção.

– Não vai mesmo me contar? — Questionei indignada, ele negou sorrindo. — Chato. — Murmurei com um bico, odiava quando me deixavam curiosa. Edward segurou meu queixo e me beijou delicadamente, como sempre acabei derretendo nos seus lábios, passei meus braços pelos seus ombros e aprofundei o beijo infiltrando meus dedos entre seus cabelos, queria aproveitar o máximo esse momento tão gostoso que estávamos tendo, porém cedo demais Edward me afastou, ambos ofegantes, ele encostou sua testa na minha e pronunciou as três palavras que conseguiram derrubar todo o meu ânimo.

– Eu preciso ir. — Na mesmo hora sai de perto dele e fui caminhando até a saída, logo senti sua mão segurando meu braço. — O que foi? — Puxei meu braço com brusquidão e o encarei indignada, felizmente já estávamos fora do hospital e um ataque meu não seria inviabilizado por ninguém.

– Foi que esse é o primeiro momento intimo que nós temos em dias e o que você faz? Me afasta e diz que precisa ir. — Edward suspirou e passou a mão pelo cabelo o deixando ainda mais bagunçado.

– Me desculpa se pareci grosso, mas é que eu preciso voltar para a empresa, tenho uma reunião importante agora. — Tentou se explicar, entretanto isso só me deixou ainda mais irritada.

– Não precisava largar sua preciosa empresa para estar aqui então. Ficasse lá! — Edward me olhou seriamente.

– Eu vim porque sabia que era um momento importante e queria estar com você e nossos amigos. — Respondeu altivo, eu balancei a cabeça negando.

– Não, você veio aqui para dizer que veio e mais nada.

– Você esta sendo absurda. — Falou exasperado. — Eu estou fazendo o impossível para estar aqui. — Respondeu apontando o indicador em seu peito quando se referiu a si.

– E o que você queria com isso? Um tapete vermelho? Uma salva de palmas? — Perguntei irônica, Edward passou a mão pelo rosto.

– Você sabia que ia ser assim. Eu te disse que as coisas iam mudar e você aceitou. — Me acusou seco.

– De fato eu sabia, mas você nunca me disse que eu teria que acordar e ir dormir sozinha, que nunca mais teria tempo para mim. Isso você esqueceu de dizer Edward. — Minha voz soou baixa e magoada. Merda! Não era assim que eu queria ter essa conversa. Respirei fundo e o encarei, Edward parecia ponderar minhas palavras e não saber o que dizer, para piorar a situação o celular dele começou a tocar, sem tirar os olhos de mim ele o atendeu.

– Cullen. — Respondeu imediatamente. — Sim senhorita Weber, eu já estou a caminho. Leve os investidores para a sala de reuniões, dentro de quinze minutos estarei aí. — Disse e desligou, seus olhos ainda presos em mim, se aproximou e segurou minha cintura. — À noite conversaremos. — Sussurrou e beijou minha testa se afastando. Eu fiquei ali parada vendo ele seguir para o seu carro e Jasen abrir a porta para que entrasse. Era assim que resolveríamos nossos problemas? Estava me sentindo um verdadeiro nada neste momento, era real, eu havia sido trocada pela empresa, afinal Edward preferia estar lá do que ficar comigo. Uma agonia sem tamanho me tomou e ainda meio entorpecida caminhei até meu carro, Thompson logo apareceu abrindo a porta para que eu entrasse, encostei no banco, fechei meus olhos e respirei fundo, tentando não chorar na presença dos seguranças.

– Para onde gostaria de ir senhora? — Kline perguntou, abri os olhos e o vi me fitando pelo retrovisor.

– Me leva para casa, a que acabamos de construir. — Expliquei caso ele ficasse em duvida, porém assim que falei percebi uma troca de olhares entre Thompson e Kline. — O que foi? — Perguntei olhando diretamente para Thompson, ela se virou na minha direção.

– Recebemos ordens do senhor Cullen para não levar a senhora até lá hoje. — Explicou sutilmente, franzi meu cenho, ela percebendo a confusão no meu rosto completou. — A casa esta sendo inspecionada para verificarem qualquer problema. — Na hora me lembrei que Edward havia me dito isso há uns dois dias quando a construção foi finalizada, com tanta coisa acabei esquecendo.

– Tinha me esquecido. — Respondi me sentindo ainda mais derrotada, o jeito era ir para nosso apartamento. — Para o apartamento Kline. — Disse e ele colocou o carro em movimento, chegamos em pouco tempo e os dispensei dizendo que não iria mais sair naquele dia, mesmo assim pelo menos Thompson permaneceria na portaria, ordens de Edward.

Abri a porta e estava tudo em um silêncio mortal, infelizmente Chance havia ido com Edward para o escritório, aquela bola de pêlos com certeza poderia me animar, me obriguei a caminhar e segui para o nosso quarto, deixei minha bolsa sobre a cama e entrei no banheiro me despindo no caminho até o box, liguei a ducha e sem perceber comecei a chorar. Era assim que seria a minha vida agora? Sozinha? A verdade é que eu nem sabia como conversar com Edward, assim como aconteceu na porta do hospital tinha certeza que acabaríamos discutindo e isso era a última coisa que eu queria. Sai do chuveiro e me enrolei na toalha me enxugando, segui para o quarto e vesti somente um robe sobre a lingerie que tinha acabado de colocar, fui para a cozinha e como a maioria das mulheres abri o congelador pegando um pote de sorvete, catei uma colher na gaveta e me encolhi no sofá tentando achar uma forma de conversar com Edward da melhor forma possível.

Já passava das dez da noite e eu remexia sem parar na cama, Edward havia ligado para avisar que tinha uma jantar de negócios e por isso chegaria tarde, eu simplesmente respondi com um tudo bem e desliguei batendo o telefone na cara dele, era bem capaz de decidir passar a noite fora de casa para não ter que lidar comigo, foi então que ouvi a porta da sala sendo aberta, me enrolei nas cobertas virando de costas para a entrada do quarto, ouvi as patas de Chance sobre o assoalho e os passos de Edward, quando estava na porta ele parou e pude ouvir sua voz calma e suave.

– Boa noite amigão. — Chance suspirou, com certeza estava esparramado na sua almofada que ficava no corredor, tentamos deixar ele ficar conosco no quarto, mas não deu muito certo, primeiro porque eu não me sentia bem transando com Edward e Chance ali do lado e segundo, porque ele roncava muito alto, na primeira noite que passamos todos no mesmo cômodo, eu e Edward não acreditamos ao ouvir aquela pequena bola de pêlos roncando, foi engraçado até não conseguirmos dormir devido o barulho, no corredor o som era mais tolerável.

A porta do quarto foi aberta lentamente e pude ouvir Edward se locomover por ele, em poucos minutos saiu de novo, com certeza foi tomar banho no outro banheiro, quem sabe dormir no outro quarto, entretanto logo essa ideia foi descartada ao ouvir seus passos novamente no quarto e ele levantar a coberta da nossa cama, aos poucos foi se aproximando de mim, continuei fingindo que dormia, senti seus dedos acariciarem meu braço e mesmo que eu não quisesse me arrepiei com seu toque, em seguida percebi sua boca próxima ao meu rosto, ele encostou o nariz em meus cabelos e inspirou.

– Eu te amo anjo. — Declarou com a voz baixa, por pouco não me virei e o agarrei, mas no momento estava magoada demais para isso, pude perceber Edward se deitando atras de mim, sem tirar seu braço do meu corpo me puxou ao encontro do dele, podia me afastar, só que isso me denunciaria e acima de tudo eu não queria, em pouco tempo adormeci enrolada em seus braços.

Na manhã seguinte acordei com um latido agudo de Chance.

– Chance! A mamãe esta dormindo. — Ouvi Edward o repreendendo, achava uma graça quando ele dizia mamãe ou papai para nosso cachorro. Mas peraí, que horas eram? Peguei o relógio no criado e vi que já passava das nove da manhã de uma sexta, franzi meu cenho. O que Edward estaria fazendo em casa nesse horário? Levantei pegando meu penhoar e indo em direção da cozinha, respirei fundo antes de me fazer presente, talvez estivesse na hora de conversarmos, eu só não sabia o que dizer ainda. Afinal ele não era o único culpado por essa situação, eu também havia me distanciado com a construção da casa, embora sua atitude no dia anterior tenha me deixado muito chateada. Me aproximei lentamente e observei Edward no fogão atento no preparo das panquecas e falando baixinho com Chance, ele estava se dando melhor na cozinha e já era capaz de preparar um ótimo café da manhã sem a minha ajuda, subitamente ergueu a cabeça e me viu ali.

– Bom dia. — O cumprimentei e ele abriu um sorriso cauteloso, Chance ao ouvir minha voz parou de prestar atenção na comida que Edward fazia e veio correndo na minha direção abananando seu rabo para todos os lados, me abaixei e segurei sua cabeça. — Bom dia para você também rapaz. — Acariciei sua cabeça coçando sua orelha, ele arfava como se estivesse gargalhando, eu amava aquele peludo.

– Chance vem comer e deixa a mamãe sossegada. — Edward o chamou e colocou a vasilha dele no chão que na mesma hora foi correndo para comer, levantei, fui até a pia da cozinha e lavei minhas mãos, depois me sentei no banco que ficava em frente ao balcão, Edward permaneceu em silêncio.

– Não vai trabalhar hoje? — Perguntei de modo distraído, Edward me olhou de esgueira enquanto retirava as panquecas da frigideira.

– Não, resolvi tirar o dia de folga. — Sua resposta me surpreendeu.

– Pelo o que aconteceu ontem? — Indaguei sem pensar, Edward me encarou se apoiando na pia e balançou a cabeça.

– Não Bell, quer dizer, o que você me disse ontem realmente me fez pensar em muitas coisas, mas hoje eu iria mesmo tirar o dia de folga, por isso precisei ficar até tão tarde ontem e passei a semana inteira trabalhando tanto, tinha que resolver todos os assunto para poder ficar sossegado. — O olhei intrigada.

– E posso saber por que? — Questionei interessada, ele deu a volta no balcão e brincou com o dedo na parte descoberta da minha perna, causando arrepios pelo meu corpo e fazendo com que minha respiração acelerasse.

– Por enquanto não. — Estreitei meus olhos bufando, Edward riu pela minha cena, mas logo seu semblante ficou sério, segurou minha mão e me encarou. — Eu sei que os últimos meses foram terríveis e que com a construção da casa e meu excesso de trabalho nós acabamos nos afastando, mas agora eu quero um voto de confiança. Pode confiar em mim? — Implorou com aqueles olhos pidões que pareciam com os de Chance, desse jeito ficava difícil negar qualquer coisa.

– Posso tentar. — Fiz uma graça, Edward sorriu e me abraçou.

– Desculpa por ontem. — Pediu passando a mão pelas minhas costas, enterrei minha cabeça no seu pescoço. Nós já havíamos enfrentado tantas coisas e não seria agora que eu desistiria.

– Tudo o que eu queria era que você desejasse estar ali conosco, mas quando disse que precisava ir embora fiquei morrendo de raiva, porque percebi que seus negócios são mais importantes do que eu. — Murmurei com pesar, Edward se afastou e segurou meu rosto.

– Nada é mais importante que você para mim Isabella. Absolutamente nada. — Garantiu com segurança.

– Não foi o que pareceu. — Resmunguei sôfrega, ele abriu um sorriso triste e suspirou.

– Eu sei que pisei na bola, principalmente ontem, mas eu estava tão estressado com as coisas que ainda precisava fazer para poder ter o dia livre que acabei descontando meu nervosismo em você, discutir com você era a última coisa que eu queria. Eu juro.

– Eu não aguento mais ver você se matando de trabalhar Edward, será que não vê como esta esgotado? — Questionei passando meus dedos pelo seu rosto e suas olheiras, ele assentiu.

– Sei disso anjo, o que me disse na porta do hospital me fizeram acordar, eu quero ter tempo para você, para nossos amigos, para uma vida e quando tiver um filho eu não quero ser um pai ausente, que só vê o filho nas férias ou no jantar. Quero uma família de verdade. — Fiquei emocionada com suas palavras, especialmente porque foi algo que ele percebeu sem que eu tivesse que dizer isso várias vezes.

– O que tem em mente? — Indaguei interessada.

– Bom, para começar já distribui a maior parte de minhas funções a funcionários de confiança, além disso estabeleci um horário para entrar e sair da empresa, claro que ainda vou receber ligações nos horários que não estiver na empresa, mas isso só em caso de emergência e nenhum dos encarregados puder resolver e ao invés de ter o domingo livre, escolhi o sábado e domingo irei trabalhar meio período e em casa. — Sorri, seu plano era perfeito. — Gostou? — Perguntou com expectativa.

– Vai mesmo fazer tudo isso? — Minha voz soou esperançosa.

– Claro que vou. — Respondeu com uma certeza que fez meu coração bater de alegria, sem pensar pulei em seus braços, Edward me apertou e senti seu sorriso contra a minha pele. — Eu sinto muito por ter te magoado Bell, mas eu garanto que a partir de hoje as coisas vão mudar. — Disse com convicção, o olhei seriamente.

– Eu fico feliz por isso, estou cansada de acordar sem você na cama. — Reclamei manhosa.

– Eu também, principalmente em te levar para a cama. — Retrucou com um sorriso maroto, lhe dei um tapa, Edward riu e se levantou me puxando pela mão. — Vem, vamos tomar logo nosso café que o dia esta cheio. — O fitei fazendo um bico.

– Não vai mesmo me dizer o que vamos fazer? — Fiz meu melhor olhar de Chance e Edward gargalhou, era ótimo ver ele assim, mais do que isso, ter esses momentos leves e descontraídos com ele.

– Nem adianta vir com esse olhar, é uma surpresa. — Disse afastando a cadeira para que eu sentasse.

– Que tipo de surpresa? — Edward se inclinou na minha direção e me beijou.

– Espere e verá. — Respondeu simplesmente se virando e pegando as panquecas e o suco, eu não estava me aguentando de curiosidade, contudo decidi deixar as coisas fluírem, o clima estava bom demais para que eu o estragasse tentando descobrir o que Edward estava armando. Olhei para Chance e ele já estava esparramado no chão da cozinha dormindo, era sempre assim, depois da comida tirava seu cochilo. — Ah! Antes que esqueça Jasper ligou. — Edward disse se sentando ao meu lado e me puxando para seu colo, felizmente esse era um costume que ele não perdia.

– E o que ele disse? — Perguntei tomando um gole de suco.

– Falou que Alice e o Alex terão alta hoje à tarde, aproveitei e perguntei se podíamos dar uma passada lá à noite, ele disse que tudo bem, Emm e Rose também vão. Tudo bem para você?

– Claro, vai ser ótimo ver Allie e o bebê. — Respondi concordando. — Quer dizer que Alexander já tem um apelido? — Edward abriu um sorriso tímido.

– É mais prático, Jasper que o chamou assim e acabei pegando também. — Se explicou.

– Eu gostei. — Sorri, Edward depositou um beijo em meu pescoço. — E vai ser hoje que vamos descobrir o que tanto você e o Emm apostaram?

– Ainda não.

– Ah! Por que?

– Nós tínhamos combinado de ser feito no hospital, mas achamos que talvez o momento não fosse o melhor, por isso decidimos fazer quando Alice estiver pronta para sair, assim vamos todos juntos.

– Hum... Estou me corroendo para saber o que o Emmett vai ter que fazer.

– Logo saberá anjo.

– Tem outro jeito?

– Não. — Respondeu sorrindo, voltamos a tomar nosso café da manhã e assim que terminamos Edward e eu nos trocamos, pegamos Chance que já havia acordado e estava louco para sair um pouco, fomos para a garagem onde Jasen já esperava, acomodamos Chance no banco traseiro, Edward se sentou no meio ao meu lado e eu fiquei na outra janela, assim que o carro foi percorrendo as ruas eu percebi que conhecia aquele caminho, me virei e encarei intrigada Edward.

– Estamos indo para nossa casa? — Ele sorriu e assentiu.

– Sim, vamos passar o dia lá.

– Então já finalizaram a inspeção? — Edward me olhou de um modo estranho como se estivesse me escondendo alguma coisa.

– É, podemos dizer que sim. — Franzi meu cenho confusa.

– Como assim? — Edward sorriu brincando com uma mexa do meu cabelo.

– Amor desse jeito você estraga a surpresa. — Estreitei meus olhos, mas não disse mais nada, estava louca para saber o que Edward estava escondendo.

Em poucos minutos entramos no terreno de nossa casa, toda vez que a olhava sentia uma alegria enorme, aquele lugar seria nosso lar, para mim, Chance, Edward e nossos filhos. Descemos do carro e Chance já queria sair correndo pela propriedade, entretanto Edward o segurou firme na coleira, ele ainda tinha receio de deixar Chance sozinho no quintal, seu maior temor era nosso cachorro se afogar no lago, apesar da raça de Chance estar acostumada com água e a nadar, nós preferíamos ficar por perto caso acontecesse algo.

Edward pediu que Jasen voltasse somente no fim da tarde, ele falava sério quando disse que passaríamos o dia aqui, só queria saber o que estava planejando. Aproveitamos que estávamos ali e passeamos um pouco com Chance, depois voltamos para casa e assim que entramos Edward o soltou da coleira jogando um brinquedo para que ficasse entretido, colocou a almofada dele no chão e mais algumas sacolas que trazia sobre o balcão da cozinha, veio em minha direção e me puxou para o segundo andar, quando chegamos na porta do nosso quarto ele me virou fazendo com que o encarasse, tirou do bolso um pedaço de pano preto, o olhei intrigada.

– Feche os olhos. — Pediu, mas soou mais como uma ordem, arqueei minha sobrancelha, Edward sorriu. — Vamos amor, faz parte da surpresa. — Argumentou fazendo uma carinha adorável.

– Ok. — Acabei concordando e fechei os olhos, senti o tecido me vendando e Edward dando um nó na parte de trás, suas mãos seguraram meus ombros e ele me virou, em seguida se afastou, ouvi a porta se abrindo e sua mão na minha me puxando com delicadeza para dentro, quando entramos Edward me soltou e foi fechar a porta, logo o senti atras de mim, suas mãos na minha cintura me abraçando, deixei meu corpo cair contra o seu peito enquanto minhas mãos encontravam as suas sobre minha barriga, ele beijou a lateral da minha cabeça e sussurrou as minhas palavras preferidas em todo o mundo.

– Eu te amo anjo. — Sorri e o apertei mais em mim, em pensar que ontem estava quase querendo matar ele, mas eu sabia que um relacionamento não era feito só de momentos bons, afinal como poderíamos aproveitar o som se não fosse o silêncio, ou a luz sem a escuridão, para tudo na vida era necessário equilíbrio, inclusive em uma relação.

– Eu também te amo garotão. — Edward riu, adorava quando o chamava assim, ele delicadamente virou meu rosto e meus lábios encontraram os seus, no inicio de modo calmo, entretanto isso durou pouco, logo estávamos vorazes um pelo o outro, virei meu corpo e segurei sua nuca o trazendo ainda mais para perto, como se eu tivesse a necessidade de fundir nossos corpos, Edward apertou minha cintura e soltou um gemido rouco, me deixando cada vez mais louca por ele, contudo uma hora precisamos de ar e tivemos que nos afastar, senti Edward encostando sua testa na minha ao mesmo tempo que tentávamos controlar nossas respirações. — Já estou gostando dessa surpresa. — Respondi sorrindo, pude ouvir sua risada.

– Espero que continue gostando. — Falou se distanciando um pouco e me virando novamente para a frente, seus dedos tocavam o nó da venda. — Eu quero que me prometa uma coisa. — Pediu antes de desfazer o nó.

– O que?

– Se não gostar vai ser sincera comigo. — Nesse momento eu imaginei o que ele estava escondendo, assenti sem parar de sorrir.

– Feito. — Senti a respiração dele um pouco pesada contra a minha nuca, com certeza devia estar tenso, seus dedos começaram a trabalhar desfazendo o nó da faixa que cobria meus olhos.

– Mantenha os olhos fechados. — Pediu soltando a venda, puxou meu queixo para o lado e senti seus lábios nos meus novamente, antes que aprofundasse o beijo ele parou, suas mãos foram para os meus ombros. — Pode abrir. — Sussurrou em meu ouvido, virei meu rosto para frente e lentamente abri meus olhos para encarar maravilhada nosso quarto, estava lindamente mobiliado e decorado, porém o que mais me impressionou foram as flores vermelhas sobre a cama, me aproximei e vi ali uma garrafa de vinho e duas taças, me virei e olhei para Edward que parecia apreensivo e ansioso.

– Foi você que fez tudo isso? — Ele assentiu.

– Foi, eu já estava há algum tempo com essa ideia, mas morrendo de medo de você não gostar, na verdade ainda estou. — Confessou sem jeito passando a mão pelos cabelos, Edward ficava uma graça nervoso. — Se quiser mudar, fique a vontade, eu só queria fazer uma surpresa. — Antes que dissesse algo ele continuou falando. — Você odiou né? Eu não devia ter feito isso, você disse que queria fazer comigo, eu sou um idiota... — Começou a disparar sem parar.

– Edward...

– Tudo bem, eu peço para desmontarem e você pode escolher o que quiser...

– Edward... — Tentei mais uma vez.

– Eu nem sei por que pensei que fosse gostar, eu...

– Edward! — Gritei e finalmente ele parou de falar prestando atenção em mim. — Eu amei. — Edward me encarou realmente surpreso.

– Mesmo? — Um sorriso começou a despontar em seus lábios. — Bell eu juro que não vou ficar chateado se você não gostou. — Balancei a cabeça e me aproximei dele o abraçando.

– Como eu não gostaria? Esta perfeito. — Ele me apertou contra o seu corpo e pude sentir ele dando um suspiro de alívio.

– Nem acredito. Sério mesmo que gostou? — Assenti freneticamente e o beijei.

– Na verdade eu não gostei, eu amei. — Edward abriu um sorriso lindo. — Principalmente da cama. — Apontei para a decoração que ele havia feito com as flores. — Quando fez isso? — O encarei curiosa.

– Ontem à noite, depois que sai do jantar de negócios. — Arregalei meus olhos espantada.

– Foi por isso que adiantou todos os seus compromissos?

– Como falei, tem alguns dias que estou planejando isso. — Aquilo caiu como uma bomba para mim.

– Não acredito! E eu fui tão estúpida brigando com você ontem. — Me condenei.

– Você tinha razão de chamar minha atenção Bell.

– Mas você estava preparando tudo isso. — Expliquei abrindo meus braços e mostrando tudo o que havia feito.

– Mesmo assim, eu realmente perdi a noção do quanto estava trabalhando. Se você não tivesse chamado minha atenção com certeza eu não cairia na real e não teria tomado nenhuma daquelas decisões que te disse hoje de manhã. — Talvez ele tivesse razão.

– Não vamos pensar mais nisso. — Pedi e me aproximei dele o puxando para a cama. — Estou pensando agora em estrearmos essa cama maravilhosa juntamente com esse vinho. — Peguei a garrafa em uma mão e as taças com a outra, Edward me puxou pela cintura e me beijou com desejo.

– Não vejo a hora de matar toda a saudade que estou de você safada. — Gemi enlouquecida, fazia um bom tempo que não transávamos com loucura. — Quero ouvir você gemer muito mais. — Edward tirou a garrafa e as taças de minhas mãos as colocando no criado. — Depois bebemos, agora eu quero tomar algo mais doce. — Murmurou no meu ouvido, fazendo com que arrepios passassem pelas minhas costas, me empurrou gentilmente sobre a cama, seu corpo cobriu o meu e nossos lábios se perderam um no outro com desespero, quando o ar nos faltou Edward passou a distribuir beijos pelos meu pescoço, eu comecei a desabotoar sua camisa ao mesmo tempo que ele tirava o leve vestido que eu usava me deixando somente com uma calcinha fina, se ajoelhou entre minhas pernas passando suas mãos pelas minhas coxas e me olhando com malícia. — Você é uma tentação Isabella. — Disse com a voz rouca de desejo, eu gemi, Edward subiu uma de suas mãos e tocou meu seio nu, seu toque começou delicado se tornando mais forte, um sorriso safado despontou em seus deliciosos lábios, de um modo sedutor os lambeu, me fazendo quase gozar com a cena luxuriante que via diante de mim e morrendo de vontade de morder aquela boca gostosa, em seguida ele apoiou a mão que apertava minha coxa na cama e inclinou seu corpo sobre o meu, tomando um de meus seios com a boca enquanto o outro era acariciado com sua mão. Eu arfava e gemia sem controle, as sensações eram boas demais, Edward lambeu o vão dos meus seios, sua mão que estava sobre a cama substituiu sua boca que agora sugava e lambia meu outro seio. — Tem um gosto tão bom, eu poderia passar o dia inteiro sentindo seu sabor. — Murmurou enquanto sua língua rodeava e mordia meus mamilos túrgidos, meu corpo arqueava na cama, subitamente eu me senti perdida com seu toque e sua boca, para meu próprio espanto eu gozei sem ao menos ter ele dentro de mim, senti os espasmos percorrendo meu corpo como uma corrente elétrica, assim que me acalmei Edward me encarava com um sorriso, se aproximou e mordeu o lóbulo da minha orelha. — Esse é só o primeiro de muitos orgasmos que lhe darei hoje. — Meu coração que já estava batendo em descompassado acelerou ainda mais quando seus lábios tomaram os meus, me dando a certeza que este seria um dia inesquecível.


Edward POV


Bell ressonava tranquilamente em meus braços após horas nos amando, observei seu rosto sereno e o acariciei. Há quanto tempo não ficávamos assim? Somente curtindo um ao outro? Eu fui um imbecil no dia anterior discutindo com ela, mas eu estava tão estressado com a quantidade de coisas que precisava fazer para poder ter o dia livre que nem me toquei que havia sido frio e até um pouco grosso, a verdade é que eu amava meu trabalho e geralmente quando estava na empresa eu não via o tempo passar, eu e Isabella estávamos tão focados cada um nas suas obrigações que acabamos de alguma forma esquecendo um do outro, felizmente agora com o fim da construção da nossa casa Bell pode perceber como estávamos distantes e me dar um choque de realidade, pois se não fosse ela me dizer tudo aquilo com certeza depois de um dia de folga como o de hoje eu voltaria a ser o viciado em trabalho de antes.

Depois que discutimos na frente do hospital, segui atordoado para a empresa, as palavras de Bell ainda na minha cabeça. "Você nunca me disse que eu teria que acordar e ir dormir sozinha, que nunca mais teria tempo para mim. Isso você esqueceu de dizer Edward" Suas palavras me pegaram em cheio e então eu percebi o que estava perdendo, imaginei Isabella no lugar de Alice e eu perdendo o parto do nosso filho, pois se eu continuasse assim era isso que aconteceria, eu perderia muitos momentos importantes e que valiam mais que trabalho. Quando cheguei à empresa minha primeira providência depois de fazer a reunião que tinha marcado foi reunir meus funcionários de confiança e distribuir melhor minhas funções e desse modo ter mais tempo para Bell e para mim mesmo, além disso estipulei um horário fixo para entrar e sair da empresa, eu sentia uma falta imensurável de tomar café da manhã e principalmente ir para cama com ela, nos últimos meses tudo o que estávamos fazendo estava se tornando automático, inclusive o sexo, uma prova disso foi o turbilhão de desejo e sentimentos carnais que nos tomaram quando a deitei em nossa cama, a fazendo gozar sem ao menos estar dentro dela ou a tocando intimamente.

Felizmente percebi tudo isso antes que fosse tarde demais, principalmente por causa do pedido que irei fazer, queria mostrar a Isabella que podia fazer ela feliz e que eu era merecedor do seu amor. Um choramingo baixo chamou minha atenção, com extremo cuidado tirei Bell dos meus braços e a deixei deitada na cama dando um beijo casto em sua cabeça, vesti minha boxer e a camiseta e segui até a porta do quarto, ao abri-la encontrei Chance sentando abanando o rabo, sorri.

– Esta com fome amigão? — Chance ficou de pé e antes que latisse o repreendi. — Shiu. — Ele ficou quieto e seguiu correndo pelo corredor, fechei a porta com cuidado e o segui, desci as escadas e peguei a bolsa que havia trazido com as coisas de Chance, encontrei o saco de ração e sua vasilha, Chance não aguentou e latiu alto. — Chance! — De novo tive que repreendê-lo, Chance se sentou e ficou arfando, esperando sua comida. Despejei a quantidade necessária para seu "almoço" e quando coloquei no chão ele foi todo afoito comer, afastei a vasilha. — Devagar. — Instrui, ele pareceu entender e comeu com mais calma, peguei sua vasilha de água e a enchi, limpei a sujeira que havia feito no jornal e coloquei um limpo, depois lavei e desinfetei minhas mãos, percebendo que Chance estaria bem e que após comer dormiria, peguei uma sacola que preparei sem que Bell visse e subi de volta para o quarto, entrei o mais silenciosamente possível, felizmente ela ainda dormia, fui para nossa suite e deixei tudo sobre a pia, nosso banheiro seguia o estilo do restante da casa, mas tinha um ar um pouco mais moderno, especialmente nossa banheira que tinha uma cascata e uma linda vista do nosso terreno, peguei uma pote com pétalas de rosas e joguei por todos os lados, eu sabia o quanto Bell gostava disso e eu adorava fazer esse tipo de coisa por ela, em seguida acendi as velas e distribui pelo banheiro, conforme ia arrumando tudo o meu medo crescia. E se ela dissesse não? E se minha falta de zelo nos últimos tempos a fizessem repensar seu desejo de ficar comigo? Balancei a cabeça me negando a aceitar isso, afinal de contas todos os casais passam por problemas, o importante era que nos amávamos e prezávamos o que sentimos um pelo o outro, mesmo tentando me assegurar que tudo daria certo o meu temor só iria embora se eu ouvisse uma resposta positiva de Isabella, terminei de arrumar o banheiro e voltei para o quarto, me aproximei do seu corpo e passei a distribuir beijos na suas costas nuas, ela se remexeu apertando o travesseiro.

– Hum... Isso sim e um bom jeito de acordar. — Murmurou sonolenta se virando, deitei sobre ela e a beijei. — Dormi muito? — Perguntou manhosa.

– Não, me deu tempo de preparar nosso banho. — Respondi com um sorriso maroto.

– Eu amo tomar banho com você. — Disse enlaçando seus braços no meu pescoço.

– Quero só ver o que vai achar desse banho. — Bell franziu o cenho, levantei da cama com ela nua no meu colo.

– O que esta aprontando senhor Cullen? — Questionou sedutoramente beijando abaixo da minha orelha e provocando ondas elétricas pelo meu corpo, respirei fundo antes que a atacasse, parei de andar e a encarei antes de entrar no banheiro.

– Pronta? — Ela assentiu sorrindo, empurrei a porta com meu pé e meus olhos ficaram presos no seu rosto, Bell abriu a boca em choque e ofegou.

– Edward isso é... Eu nem tenho palavras. — Virou o rosto e me encarou. — Você é uma caixinha de surpresas. — Sussurrou encostando sua boca na minha. — Eu te amo. — Sorri largamente.

– Eu também te amo anjo. — A levei até a banheira, Bell desceu do meu colo e entrou na água, fui me despindo enquanto Isabella me comia com os olhos. — Gosta do que vê? — Ela riu e se deitou na outra ponta da banheira sem parar de me olhar.

– Minha vista favorita. — Gargalhei alto com sua resposta, entrei na água ficando de frente para ela, Bell mordeu os lábios e me provocou movendo seu pé entre minhas pernas, segurei seu pé embaixo d'água.

– Safada. — Falei a olhando com ardor enquanto massageava seu pé, o levei até minha boca e o beijei, Bell se contorceu e gemeu, achei melhor parar de provocar caso contrário meu plano ia pelo ralo, ela suspirou desanimada quando soltei sua perna, precisava tomar coragem, só não fazia ideia de como começar e o que dizer. E se ela achasse esse pedido idiota e sem criatividade?

– Tudo bem Edward? — Bell perguntou e percebi que estávamos em silêncio há algum tempo.

– Esta sim. — Me endireitei na banheira e senti minha respiração mais pesada, meu coração já estava em frangalhos, Isabella se aproximou e ficou entre minhas pernas.

– Não esta não. — Negou intrigada passando a mão pelo meu rosto e meus braços. — Você esta tremendo Edward. — Sua voz soou preocupada e me olhou alarmada.

– Eu preciso te dizer algo. — Disparei de uma só vez, senti seu corpo tencionar e ela prender a respiração.

– Pode dizer. — Me incentivou temerosa, passei minha mão pelo seu braço o acariciando com o polegar tentando acalmá-la, do modo como eu estava agindo até parecia que ia dar uma má notícia, decidi acabar logo com essa situação e a encarei, seus lindos olhos verdes me deram o impulso que precisava.

– Eu te amo. — Declarei obstinado, Bell sorriu aliviada e antes que dissesse algo posicionei meu indicador nos seus lábios a silenciando e continuei. — Devo tudo o que sou e tenho unicamente a pessoa que sem pensar passou por cima de si mesma para socorrer aquele que a tanto lhe fez sofrer. — Ela balançou a cabeça negando. — É a verdade anjo, você me salvou de mim mesmo e não foi só uma vez, você me salva todos os dias só por estar ao meu lado, por me fazer feliz e não me deixar desistir do que realmente importa, do que tem valor de verdade na vida, os amigos, a família e o amor, por tudo isso Isabella, eu quero, mais do que isso, eu preciso de você na minha vida para sempre. — Bell me fitava sem ação, algumas lágrimas escorrendo pelo seu belo rosto, estiquei meu braço e peguei a caixa de vidro que havia deixado discretamente ao lado da banheira e olhei para Bell, respirei fundo e disparei. — Quer se casar comigo Isabella? — Perguntei finalmente estendendo a pequena caixa transparente em sua direção, ela respirava rapidamente e seus olhos disparavam da caixa para meu rosto, estava começando a temer que dissesse não, mas no instante seguinte senti seus braços ao redor do meu pescoço apertando seu corpo contra o meu.

– Sim! — Disse soluçando, se afastou e distribuiu beijos nos meus lábios. — Sim! Sim!Sim! Mil vezes sim. — Sorria saltando dentro da banheira e me beijando, me contagiei pela sua alegria e segurei sua cintura tomando seus lábios em um beijo voraz. — Eu te amo Edward. Te amo. — Declarou com nossas bocas coladas. Sorri abertamente subindo minhas mãos e segurando seu rosto.

– Eu te amo meu anjo. Muito! — Ela sorriu e me beijou de novo, foi então que me dei conta que não estava mais segurando a caixa de jóia. — Droga! — Praguejei a afastando.

– O que foi? — Perguntou confusa.

– Eu deixei a caixa com o anel cair. — Expliquei e começamos a tatear a água em busca da caixa, felizmente não demorei a encontrar, Bell sentou sobre seus joelhos entre minhas pernas, tirei o anel da caixa e a encarei. — Pronta para se tornar a futura senhora Cullen? — Isabella sorriu emocionada e assentiu, segurei sua mão e deslizei o anel pelo seu dedo, Bell analisou a jóia e seu sorriso cresceu ainda mais e percebi que tinha gostado.

– Combina com meu anel de compromisso. — Murmurou encantada.

– Essa era a intenção. — Ela suspirou e se inclinou tomando meus lábios em um beijo quente e delicioso, passei minhas mãos pelas suas costas e sem esperar a penetrei, a fazendo minha mais uma vez, Isabella soltou um gemido alto e começou a rebolar sobre o colo me deixando cada vez mais louco e ávido por ela, minha futura esposa, com essa certeza a tomei com força, querendo fundir meu corpo com o dela.

– Vem gostosa. Goza para mim senhora Cullen. — Vi um sorriso enorme aparecer em seu rosto, ela apoiou na banheira e aumentou a velocidade com que subia e descia no meu membro.

– Estou indo senhor Cullen. — Rosnei e puxei seu seio para minha boca, tomando, sugando e chupando sua pele deliciosa, em pouco tempo ela soltou um grito alto de puro prazer, continuei estocando enquanto ela rebolava e logo alcancei meu ápice, Bell caiu suavemente sobre o meu corpo, nossas respirações entrecortadas, porém ambos com um sorriso estúpido no rosto.

Depois do nosso banho delicioso, tomamos uma ducha em meio a brincadeiras, risos e beijos, a cada segundo que passava com Bell eu via o quanto havíamos perdido nesses meses por causa dos nossos compromissos, quando finalmente saímos do quarto descemos para comer alguma coisa. Chance estava esparramado em sua almofada mordendo seus brinquedos, mas assim que nos viu veio correndo em nossa direção latindo.

– Ah! Meu lindo o papai mau deixou você aqui sozinho? — Bell perguntou para ele acariciando sua cabeça, Chance latiu me olhando.

– É assim que você trata quem te alimenta? — Questionei o olhando indignado, Bell riu e me abraçou.

– Ele só estava dizendo a verdade. — Brincou indo em direção da cozinha.

– Um ingrato, isso sim. — Reclamei, Chance veio para cima de mim pedindo carinho, não aguentei e acabei fazendo um cafuné na cabeça dele.

– Esse rapazinho tem você na pata dele. — Bell zoou lavando as mãos na pia e indo até a geladeira, a abracei pela cintura.

– Só você e ele tem esse poder. — Respondi sorrindo.

– Acho bom mesmo. — Virou o rosto e me beijou. — Tem comida aqui? Estou morrendo de fome. — Perguntou se desvencilhando dos meus braços e abrindo a geladeira, arregalou os olhos ao ver ali cheio de tudo o que ela mais gostava. — Será que tem como o dia de hoje ser ainda mais perfeito? — Se virou e me beijou.

– Se depender de mim pode ter certeza que não. — Retruquei afagando seu rosto com delicadeza, a beijei e antes que intensificasse o beijo, Chance se meteu entre nós.

– Acho que tem alguém aqui com fome. — Bell comentou rindo, se afastou pegando a comida dentro da geladeira e arrumando em cima do balcão.

– Nada de comida rapaz, já te dei o que comer. — Chance choramingou e deitou no chão rolando de um lado para o outro, revirei meus olhos e fui me sentar com Bell, peguei um pedaço de pão e joguei para Chance.

– Edward! — Ela ralhou comigo.

– Hei! Não tenho culpa. — Me defendi, Bell balançou a cabeça e sorriu.

– Você mima demais ele, desse jeito vai virar uma bola, sabe que ele não pode comer nada mais do que a ração.

– Eu sei, mas é difícil resistir. — Me inclinei e a beijei.

– É para o bem dele.

– Ok, não farei mais. — Prometi e olhei para Chance que estava esparramado no chão com aqueles olhos caídos. — Desculpa, mas acabou a festa amigão. — Falei para ele que soltou um gemido magoado, como se pudesse entender o que eu dizia, eu e Bell rimos e voltamos a comer.

– Posso te perguntar uma coisa?

– Claro. — Concordei tomando um gole de suco de uva.

– Desde quando esta planejando tudo isso?

– Bom o pedido já tem um bom tempo, eu queria que fosse quando nossa casa tivesse pronta, agora os detalhes finais eu aprontei nos últimos dias, eu pensei em pedir na cama, mas a banheira me pareceu bem mais a nossa cara. — Isabella abriu um sorriso enorme.

– Nosso fetiche. — Completou, sorri.

– É, mesmo assim fiquei com receio que fosse sem graça demais. — Bell segurou minha mão.

– Eu amei Edward, foi o pedido perfeito. Hoje esta se tornando um dos dias mais felizes da minha vida. — Declarou parecendo realmente feliz e aquilo me deixou nas nuvens, era exatamente isso que eu queria.

– Eu falei sério quando disse que as coisas vão mudar Bell. — A certifiquei novamente dos meus planos, nada mais me afastaria de Isabella. — Eu senti muito sua falta anjo.

– Você não foi o único culpado, eu também me distanciei com a construção da casa, talvez se eu estivesse trabalhando nem percebesse o que estava acontecendo entre nós.

– Mas percebeu e agiu, isso que importa. — Ela assentiu e levantou se posicionando entre minhas pernas.

– Não vejo a hora de estarmos morando aqui. — Falou e me abraçou passando seus braços pelos meus ombros, levei os meus para sua cintura a prendendo contra o meu corpo.

– Eu também, na próxima semana já podíamos começar a mobiliar o resto da casa o que acha? — Ofereci percebendo como tudo finalmente estava se encaixando.

– Acho perfeito. — Concordou me beijando, infelizmente Chance cortou o clima latindo alto e chamando nossa atenção.

– Ele já esta sacaneando comigo. — Bufei, Bell riu e voltamos a comer enquanto Chance fazia suas gracinhas no chão da cozinha, depois arrumamos tudo e fomos dar mais um passeio com ele pela propriedade, o soltamos e deixamos que aproveitasse um pouco o espaço que tinha para correr e se divertir enquanto eu e Bell sentávamos no gramado e curtíamos a companhia um do outro pelo restante da tarde.


Anel de Noivado da Bell *-*



\"\"


Notas finais
O que acharam?? Curtiram o pedido ou ficou muito sem graça?? Achei a cara dele, Edward não é um grande romântico, mas ele tenta e a Bell o ama mesmo assim, também como não amar???rsrsrsrs
Acho bacana o modo como eles resolvem seus problemas, mesmo brigando um pouco as vezes, eles sempre conversam e se acertam. Isso é o máximo!

No próximo teremos a reunião do pessoal do apê da Allie e do Jazz, imagina a festa sabendo agora que a Bella também vai casar, depois teremos a tão aguardada aposta e claro os planos para esse novo casamento *-*

E nos próximos a despedida de solteiro de Rose e Emm e finalmente o casamento. Como será o reencontro de Bella e James? Não sei em que capítulo será ainda (ultimamente estou errando todas as minha previsões), mas será logo ^^

Bjs e até o próximo ;)