Last Chance

32 Capítulo 31 - Confiança


Notas iniciais
Nada como um dia frio para escrever *-*
Esse capítulo tem um pouco de tudo, um chilique da Bella, um pedido do Edward que ela confie nele e um papo intimo que irá revelar mais do que a Bella podia imaginar.

Espero que gostem ;)

Bella POV

Os raios de sol passavam pela fina cortina fazendo com que eu despertasse, não me lembrava de me sentir tão feliz como neste momento, com um sorriso enorme no rosto me espreguicei abrindo os olhos lentamente, quando me virei percebi que estava sozinha na cama, apoiei os braços e levantei meu tronco, o quarto e o banheiro estavam silenciosos fazendo com que meu sorriso morresse um pouco e meu coração batesse mais rápido.

– Edward? — Chamei, mas ninguém respondeu. Engoli em seco. Ele deve estar na cozinha. Pensei. Levantei colocando as minhas roupas que estavam jogadas pelo chão e sai do quarto, esperava ouvir algum barulho, mas não escutei nada. — Edward? — Chamei mais uma vez e nada. Cheguei na sala e estava vazia, assim como a cozinha. Aposto que ele estava escondido e queria me pregar uma peça. Só podia ser isso. Ele não tinha me deixado. Edward não faria isso. Expulsei essas idéias e me pus a procurar por ele. — Não adianta se esconder viu? Tenho certeza que vou te achar. — Dizia enquanto vasculhava cada canto do meu apartamento, o pânico aumentava cada vez que eu olhava em algum lugar e não o via. — Edward já deu! — Exclamei nervosa. — Aparece agora ou você vai se ver comigo. — Ameacei sem paciência, mas nada aconteceu. Eu só conseguia ver uma explicação para isso. Edward tinha ido embora. Será que tudo o que ele queria era me levar para a cama? Comecei a chorar desesperadamente. — Não! De novo não! — Dizia desnorteada, sentei no sofá e abracei meus joelhos, a dor invadindo o meu peito sem permissão, soluçava tentando entender porque ele faria isso de novo. Ele só queria brincar comigo? Mostrar que podia me fazer de boba mais uma vez? Isso não fazia sentido e tudo o que passamos? Um barulho de chave na porta me congelou.

– Hei você acordou! Queria tanto fazer uma surpresa. — Edward? O alivio tomou meu corpo, mas permaneci sentada, senti ele se aproximando pelas minhas costas. — Dormiu bem amor? — Perguntou se agachando na minha frente o lindo sorriso no seu rosto morreu quando me viu. — O que houve? — Perguntou alarmado, não consegui falar nada só pulei no seu pescoço e o abracei. Burra. Idiota. Me xingava mentalmente. Edward afagou minhas costas com carinho, se levantou e sentou no sofá comigo no colo e ficou ali, esperando que me acalmasse, enfiei minha cabeça em seu peito e outro choro veio ainda mais forte, alivio por ele estar ali, mas principalmente arrependimento por pensar que Edward seria capaz de me fazer sofrer de novo. Passou um tempo e finalmente me acalmei, levantei a cabeça e ele me fitava com agonia, passou sua mão pelo meu rosto enxugando minhas lágrimas. — Esta melhor? — Assenti. — Aconteceu alguma coisa? — Fechei os olhos, eu podia inventar algo, mas não queria mentir para ele, que tipo de relação teríamos se já começasse mentindo.

– Eu achei que você... — Comecei dizendo, mas só de pensar na hipótese dele ir embora voltei a chorar, olhei para Edward e percebi que ele havia entendido, continuou a acariciar minhas costas com carinho e virou o rosto na direção da janela fitando o horizonte em um olhar vago.

– Acho que nunca vai confiar em mim não é? — Meu peito se apertou ao ouvir sua voz soar tão baixa.

– Desculpa. — Respondi com a voz embargada. Edward me encarou e seu olhar estava destruído, ele balançou a cabeça negativamente.

– Não tem porque pedir desculpa Isabella. — Respondeu com frieza. Droga! Não podia acreditar que estava estragando tudo. — Eu só estou colhendo o que plantei. — Murmurou chateado. Segurei seu rosto.

– Isso não é verdade Edward, você se tornou um homem incrível, não tem mais nada daquele irresponsável que foi um dia.

– Do que vale isso se a mulher que eu amo não consegue confiar em mim? — Disparou aborrecido. — Eu entendo que seja difícil para você e sei que fui um monstro, mas não tem como termos uma relação se você continuar achando que vou engana-la ou ir embora. Preciso de um voto de confiança Isabella. — Pediu me olhando seriamente, Edward tinha toda razão.

– Eu sei. É que o medo que você me deixe de novo é maior que o meu bom senso e razão. — Confessei sem evitar de chorar. Só a ideia dele ir embora me deixava sem ar, Edward me abraçou apertado.

– Eu nunca vou deixar você. Nunca. — Garantiu beijando minha testa. — Eu te amo. Você é toda minha vida agora. — Sorri contra o seu corpo, me afastei e acariciei seu rosto com carinho.

– Você é minha vida também. — Declarei, Edward sorriu fracamente, não pensei em mais nada e o beijei, ele estava relutante no inicio, mas logo se deixou levar, me dando um daqueles beijos que me deixavam sem chão, ar e sentidos. Nos separamos ofegantes e encostei minha testa na sua.

– Eu quero sua confiança, mas preciso de uma ajuda também. — Falou calmamente, suspirei aliviada ao perceber que o clima parecia mais leve.

– Eu sei. — Murmurei. — Eu meio que perdi a cabeça quando não te achei. — Edward afastou meu cabelo e o colocou atrás da minha orelha.

– Queria fazer uma surpresa. — Explicou. — Como sou uma negação na cozinha desci para comprar nosso café da manhã. Devia ter deixado um bilhete ou esperado você acordar. Desculpa.

– Você não tem culpa nenhuma Edward, eu que fui precipitada. — O olhei sem graça. — Ainda esta chateado comigo? — Ele abriu um sorriso tímido e pude perceber que não, mas logo ficou sério.

– Não era com você que estava chateado Bell. Eu sou o responsável por isso, se eu não tivesse... — Tapei sua boca antes que continuasse.

– Já conversamos sobre tudo isso. Fui eu que errei agora, preciso confiar mais em você. — Edward voltou a sorrir. — Não quero ficar sem você.

– Eu também não, quero você para sempre. — Respondeu me beijando, sorri, o abraçando apertado. Olhei para o balcão da cozinha e vi lotado de sacolas.

– O que você comprou? — Perguntei manhosa mudando de assunto, seu sorriso aumentou e ele beijou meu nariz.

– Esta com fome?

– Morrendo. Sabe eu me exercitei muito ontem a noite. — Comentei com um sorriso malicioso.

– Hum. Sei muito bem que tipo de exercícios você fez. — Provocou, levantei rindo, Edward me abraçou por trás e beijou meu pescoço, me virei e o encarei. — Eu tenho certeza que vamos dar certo. Sabe por que? — Perguntou segurando meu rosto.

– Por que nos amamos. — Respondi com um sorriso, ele sorriu também.

– E por que pertencemos um ao outro. — Completou me dando um beijo delicado. Essa era a mais pura verdade, Edward e eu éramos cada um a metade de um todo. Fomos até o balcão da cozinha de mãos dadas, sentei no banco enquanto Edward arrumava tudo, já que ele havia me proibido de fazer qualquer coisa. Observava Edward arrumando a mesa com as coisas que havia comprado, ele ficava tão lindo assim, aliás ele era lindo de qualquer maneira, se eu não tivesse tido um chilique poderia ter recebido um belo café da manhã na cama, mas não, preferi pensar no pior, eu precisava parar de achar que Edward ia me deixar ou aprontar alguma coisa comigo, mas era difícil, essa desconfiança estava enraizada em mim, só esperava que com o tempo melhorasse, pois não estava disposta a perder ele por causa dessa insegurança idiota. Viver sem Edward agora seria o mesmo que vegetar, podia estar sendo exagerada, mas era assim que me sentia, presa a ele de uma forma permanente e irrevogável, ele me fazia esquecer o mundo e também o bom senso, enrubesci lembrando que havíamos esquecido a camisinha na noite anterior. Edward me deixava mesmo a flor da pele.

– O que esta pensando? — Ele me olhava atento e curioso.

– Ahn! Nada. — Desconversei. — A mesa esta linda. — Elogiei descendo do banco e indo até ela, entretanto ele me segurou antes que chegasse até lá.

– Bell sabe que pode me dizer qualquer coisa. — Incentivou, olhei para as minhas mãos e voltei a corar, me desvencilhei de seus braços e fui até a mesa me sentando, Edward me acompanhou, podia sentir seus olhos presos em mim.

– Er... Estava pensando que não usamos camisinha. — Falei finalmente. Edward não parecia preocupado.

– Não esta tomando pílula? — Perguntou tranquilamente.

– Tomo sim, mas isso não previne doenças.

– Bom eu não tenho nenhuma, sempre me protegi.– Seria ridículo se sentisse feliz com isso?– Eu deveria me preocupar? — Edward questionou me olhando.

– Não. — Respondi diretamente.

– Então você e James... — Deixou a frase no ar, ele não parecia muito confortável, por isso foi sucinta.

– Sempre usamos camisinha. — Completei rapidamente, Edward pareceu surpreso ao saber disso.

– Não que eu não tenha gostado, mas por que já que tinham um relacionamento estável? — Olhei confusa para ele. Da onde estava vindo esse interesse repentino na minha relação com James?

– Isso não tem nada a ver, mesmo em uma relação estável é indicado usar contraceptivos. — Expliquei diretamente.

– Eu sei, mas nós não usamos.

– E não foi certo. — Acusei, acho que só transamos com camisinha nas três primeiras vezes, depois isso foi esquecido por mim, eu até me lembrava de usar, mas na hora eu simplesmente deixava de lado, eu gostava da sensação de poder sentir Edward completamente dentro de mim.

– Realmente não foi, mas isso não muda o fato de usar camisinha com seu ex-namorado. — Franzi meu cenho. Onde ele queria chegar com essa história?

– Edward não estou entendendo onde você quer chegar.

– Quero saber porque não se importa de não usar camisinha comigo e porque sempre usou com seu ex-namorado. Só isso.

– Eu não sei. — Dei de ombros. — Nunca parei para pensar nisso.

– Ele nunca pediu para pararem de usar? — Na hora me lembrei de uma conversa que tivemos em que James queria parar de usar o contraceptivo e até havia feito exames para mostrar que não tinha qualquer doença, mas eu não quis.

– Pediu. — Edward me encarou atento.

– E você não aceitou? — Neguei. — Por que? — Suspirei e decidi contar o porque para Edward.

– Eu não queria correr o risco.

– Risco de que? — Questionou confuso.

– Eu sei que a pílula é eficaz, mas pode falhar, eu não queria implantar um DIU e por isso exigia o uso da camisinha, era uma garantia a mais.

– Você não queria engravidar. — Concluiu.

– Não. — Admiti finalmente.

– Mas comigo?

– Eu não racionalizo direito quando estou com você Edward. — Ele sorriu.

– Eu também não, mas prefiro pensar que isso é uma forma de você dizer que confia em mim e que gostaria que eu fosse o pai dos seus filhos. — Como é? O olhei e Edward tinha um sorriso presunçoso no rosto.

– Você se acha mesmo hein?

– É a verdade Bell, mesmo que seja inconscientemente é isso que você quer. – Será que isso fazia sentido?– Não vamos pensar nisso ok? O que importa é que eu estou limpo e você também. Podemos continuar sem camisinha ou você prefere que usemos?

– Sem. — Declarei na mesma hora corando vergonhosamente, pelo jeito Edward tinha toda razão. Ele sorriu e me puxou para o seu colo.

– Acho que te conheço mais do que você mesma. — Cerrei meus olhos na sua direção.

– Melhor calar a boca e comer. — Edward riu, beijou meu ombro e me serviu com algumas guloseimas que havia comprado, não podia acreditar que havia conversado com ele sobre um assunto tão intimo. Pior que o que ele havia dito fazia sentido, eu não tinha problema nenhum em transar com ele sem camisinha, mas com James isso sempre pareceu impossível, ficou tão comum no nosso namoro que ele mesmo nunca esquecia. Isso era uma prova de confiança? Afinal eu não teria um filho com alguém em quem não confiasse. Melhor parar de pensar nessas coisas e deixar o tempo se encarregar disso, estaríamos juntos e era isso que importava.

– Vai sair com as meninas mais tarde? — Edward me perguntou.

– Sim, Rose estava histérica ontem no telefone, disse que precisava falar comigo e a Alice urgentemente.

– Emmett também esta estranho. Pediu que eu e Jasper almoçássemos com ele, pois precisava da nossa ajuda.

– O que será que esta acontecendo com eles?

– Sei lá, mas parece sério.

– Espero que o Emm não tenha aprontado algo muito terrível, caso contrário nem eu nem Alice seremos capazes de arrumar o estrago.

– Eu não ponho minha mão no fogo por aquele grandalhão. — Edward disse rindo.

– Garanto que nem a Rose. — Completei. Edward beijou meu pescoço, me fazendo esquecer qualquer outra coisa.

– Que horas vai sair?

– Hum. — Senti ele sorrindo contra a mim pele.

– Que horas vai sair com as garotas? — Perguntou novamente.

– Às 13:00.

– Isso nos dá quatro horas. — Olhei para ele sorrindo e acariciei seu rosto.

– E o que tem em mente para essas quatro horas? — Questionei maliciosamente.

– Quer que eu te diga ou te mostre? — Murmurou com sua boca próxima do meu ouvido.

– Quero que me mostre. — Edward se levantou da cadeira comigo no colo.

– Tudo o que desejar minha vida. — Disse carinhoso me beijando e nos levando para o quarto, talvez as coisas entre nós não fossem fáceis ou simples, mas nada disso importava, pois eu amava Edward e estava disposta a enfrentar tudo, inclusive meus medos para ficarmos juntos.

Notas finais
No próximo teremos um papo das garotas sobre seus homens e dos rapazes sobre sobre suas mulheres, além disso o Emmett vai precisar de ajuda para fazer um pedido muito especial para Rose o que vai fazer com que o Edward entre na onda e compre um presente muito especial para Bella *-*

Quem quiser pode conferir os trechos, fotos e trilhas deste capítulo e do próximo na página do face:
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Bjs e até o próximo ;)