Last Chance
30 Capítulo 29 - Visita
Notas iniciais
Achei que ia demorar bem mais para postar, mas felizmente minha inspiração voltou mais cedo e consegui seguir meu cronograma. Hei!
O capítulo de hoje não tem grandes emoções, teremos o acerto de contas entre Edward e Bella sobre o passado e não, o beijo ainda não vai rolar :( Acho que vou fugir de novo para as montanhas... rsrsrsrs
Espero que gostem ;)
Bella POV
Nervosa era pouco para descrever o que sentia naquele momento, Edward estava na minha frente estático me fitando com surpresa, sem pensar em mais nada me aproximei dele e o abracei com extremo cuidado, ele ao contrário envolveu meu corpo com força me apertando contra o seu peito enterrando sua cabeça nos meus cabelos. Eu não podia acreditar que ele estava vivo e bem.
– Você esta aqui. — Sussurrei maravilhada o abraçando.
– Você pediu que eu não a deixasse, lembra? — Me afastei minimamente de seu corpo e o encarei com um sorriso, meus olhos úmidos pelas lágrimas ainda não derramadas.
– Lembro. — Murmurei emocionada com a voz embargada. Foi então me toquei que ele podia ter me ouvido dizer que o amava. Merda! Não era assim que eu queria que ele soubesse. — Você ouviu mais alguma coisa? — Edward me olhou desconfiado.
– Não, só ouvi muito longe você chorando e pedindo que não te deixasse. Por que? Você disse mais alguma coisa? — Neguei, sem braços não saiam na minha cintura me prendendo a ele de forma possessiva.
– Não, mais nada. Só fiquei impressionada ao saber que me ouviu. — Tentei desconversar.
– Achei que fosse um sonho ou minha mente brincando comigo. — Sorri igual uma idiota, mas não ia deixar o que ele fez passar em branco.
– Como você esta? Esta sentindo dor? — Perguntei distraidamente.
– Só um pouco no peito.
– Seu braço esta doendo? — Ele me olhou confuso.
– Não. — Antes que pudesse questionar o porque, lhe dei um tapa. — Ai, Bell! — Reclamou. Quem mandou ele dar uma de herói?
– Nunca mais faça algo assim de novo seu idiota. — Ele relaxou e sorriu ouvindo minha bronca. — Não estou brincando Edward, eu quase tive um colapso quando te vi ferido. — Segurei a gola da sua camisa e o fiz me encarar, seus lábios quase me fizeram perder os sentidos, mas me mantive firme. — Nunca mais esta ouvindo! — Ele retirou uma das mãos da minha cintura e passou pelo meu rosto com delicadeza, meu corpo inteiro parecia pegar fogo.
– Nunca mais Bell. — Garantiu. — Prometo.
– Acho bom mesmo. — Disse ainda séria, ele riu. — Vim te buscar, esta pronto? — Perguntei saindo dos seus braços, que já estavam me distraindo demais.
– Você e Seth armaram isso? — Questionou cruzando os braços sobre o peito. Sorri sem graça.
– Sim, ele ficou de me avisar quando você teria alta. Onde estão suas coisas? — Ele foi em direção a sua bolsa e antes de pega-la eu fui mais rápida a puxando de sua mão. — Nem pensar. O médico disse que não pode fazer esforço.
– Bell isso não é nada.
– Não importa. Aliás tem algo que queria perguntar antes de irmos.
– O que?
– Bom, eu sei muito bem como vocês homens são e tenho certeza que se ficar naquele apartamento não vai se cuidar. — Ele sorriu se aproximando e de novo passou seus braços pela minha cintura, coloquei a bolsa de volta em cima da cama e o abracei pelo pescoço, parecia mesmo impossível ficarmos longe um do outro.
– E o que tem em mente?
– Que tal ficar comigo? — Ruborizei assim que disse em voz alta. — Quer dizer, no meu apartamento. — Tentei me corrigir, mas ele já sorria abertamente.
– Eu vou adorar ficar com você. — Falou beijando minha testa, me afastei sem vontade, não podia ser assim, tínhamos que conversar e muito antes.
– Vamos então? — Falei saindo de seus braços e pegando a bolsa novamente.
– Vamos. — Antes que saíssemos o médico apareceu e reforçou suas recomendações sobre Edward ainda precisar de repouso e não poder fazer esforço. Em seguida fomos em direção ao meu apartamento, o pessoal queria fazer uma festa de boa vindas para o Edward, mas eu preferi que deixássemos isso para quando ele estivesse completamente recuperado. Assim que chegamos no apartamento ele se acomodou no seu antigo quarto.
– Confortável? — Perguntei o olhando atentamente.
– Estaria melhor se estivesse aqui comigo. — Sorriu maliciosamente, balancei a cabeça rindo.
– Você não presta Edward. — Reclamei.
– Vem cá. — Chamou novamente, meu coração batia sem parar e acabei aceitando seu convite, me sentei ao seu lado de frente para ele, Edward segurou minha mão entrelaçando nossos dedos. — Temos que conversar. — Disse seriamente.
– Acho melhor esperar você se recuperar completamente. — Desconversei.
– Não Bell, precisamos disso. — Realmente era o que precisávamos, mas eu me sentia preparada para isso? O olhei e decidi fazer a pergunta que estava me corroendo desde que ele havia levado o tiro.
– É verdade? — Edward franziu o cenho.
– O que?
– Que você me ama. — Disse finalmente, seus olhos se prenderam nos meus.
– É sim. — Era tão difícil acreditar nisso, então outra pergunta me veio a mente.
– Desde quando? — Edward encarou nossos dedos sobre o colchão e me olhou.
– Tudo começou na nossa primeira vez. — Arregalei meus olhos diante da informação.
– Como assim? Você me disse que me odiava naquela época. — Expressei espantada, ele suspirou.
– Eu odiava, mas depois que ficamos juntos e começamos a nos relacionar eu simplesmente me perdi em você Isabella, eu a queria a todo o momento e não era só o sexo que era incrível, era sua companhia, seu jeito doce, eu me apaixonei. — Aquilo era tão surreal, sempre achei que Edward só me via como um objeto, algo para se divertir, essa declaração me pegou completamente desprevenida.
– Isso não faz sentido Edward, você me disse coisas horríveis quando terminamos. Por que fez aquilo se estava apaixonado por mim? — Como ele pôde ser tão estúpido se me amava? Que tipo de amor era esse afinal?
– O que eu sentia por você me assustava, mas não foi por isso que terminei tudo. — Se explicou.
– Então por que?
– Lembra que naquela noite você tinha combinado de ir até meu quarto. — Assenti. — Você estava demorando e decidi ir atras, quando entrei vi...
– Minhas anotações. — Completei espantada me lembrando do que estava fazendo naquela noite.
– É, não foi muito bom ler em letras garrafais o título "Como humilhar Edward Cullen" e idéias completamente diferentes de como se vingar de mim. No começo eu pensei mesmo que só tivesse se aproximado com o intuído de se vingar, mas conforme passávamos mais tempo juntos achei que pudesse gostar de verdade de mim. — Ele suspirou chateado. — Quando eu vi tudo aquilo perdi a cabeça, senti um ódio mortal por ter me apaixonado por você, pensei que seria impossível você conseguir me humilhar, mas me enganei. Fiquei naquela casa o máximo que pude e felizmente fui embora para a faculdade, mas o que eu sentia por você não me deixou, eu quis continuar na Inglaterra por que seria muito mais fácil ignorar o que sentia por você lá, só que ao mesmo tempo eu queria vê-la. Eu tentava arranjar razões para te odiar, dizendo para mim mesmo que tudo o que queria era o dinheiro dos meus pais.
– Edward... — Murmurei, mas antes que dissesse mais uma vez que nunca quis o dinheiro da sua família ele me cortou.
– Eu sei que isso não é verdade, mas eu não queria te amar. — Se explicou, ficava cada vez mais espantada com o que ouvia. — Só que era mais forte do que eu, até cheguei a pegar seu endereço e parar em frente ao seu apartamento, vi você e Alice. Estava tão linda Bell. — Edward sorriu, mas seu rosto logo ficou sério. — Aquele sábado que vi você e o James na casa dos meus pais eu surtei, era a mulher que eu amava com outro, briguei com minha mãe e ainda fui grosso com você no enterro. Fui um canalha com você e paguei caro por isso, mas nada doeu mais do que ver que tinha reconstruído sua vida, ver você feliz com James realmente me mostrou o que eu tinha perdido. — Foi então que me toquei que todo esse tempo que Edward morou comigo ele já me amava. Não podia imaginar o que tinha sido para ele me ver a todo o momento com meu namorado. Mais um que havia feito sofrer. Me condenei.
– Quer dizer que todo esse tempo... Edward. — Sussurrei em um tom de lamento.
– Bell esta tudo bem. — Tentou me consolar.
– Não! Não esta. Eu magoei o James, você. Argh! Eu sou um monstro. — Puxei minha mão e coloquei as duas sobre o rosto.
– Você não é nada disso. — Falou retirando minha mão do rosto a segurando me fazendo encará-lo. — Como você ia saber? Depois de tudo o que eu fiz? Bell você não tem culpa de nada, eu só colhi o que plantei, só isso. Eu fico feliz por agora poder finalmente me abrir e contar o que eu sinto. — Já que estávamos sendo sinceros decidi falar tudo o que pensava.
– Eu achei que você pudesse ter confundido amor com gratidão.
– Eu sou grato sim a tudo o que você fez por mim, mas isso só fez com que eu a admirasse ainda mais. Você foi um anjo na minha vida, cuidando de mim com tanto carinho quando tudo o que eu merecia era desprezo. Eu te amo pela mulher formidável que você sempre foi, que me acomodava em seus braços enquanto acariciava meus cabelos e tirava todos os meus medos. — Não consegui evitar de sorrir me lembrando de todas as vezes que ficávamos no meu quarto só conversando.
– Você ficava tão diferente quando estávamos juntos que eu não sabia se estava sendo sincero ou não. — Comentei me lembrando das nossas conversas.
– Eu só conseguia isso com você. — Confessou me olhando intensamente.
– Então a ideia da casa rodeada de árvores com seu filho e sua esposa não era mentira? — Inquiri receosa.
– Você se lembra disso? — Perguntou espantado. Sorri assentindo.
– Lembro. Eu te disse que tinha gostado dessa ideia. — Edward me olhou de um modo estranho e desviou seu olhar.
– Iria realizá-la com James? — Questionou incomodado. Não podia acreditar que estava com ciúmes. Resolvi tirar qualquer duvida que ele pudesse ter.
– Só existe uma pessoa com a qual eu realizaria esse desejo. — Edward sorriu de lado meio tímido e me olhou.
– Era você Bell. — Franzi meu cenho confusa.
– Eu o que?
– Quando eu falei que via minha esposa, era você. Eu nunca pensei em ninguém dessa forma. — Se isso era um sonho eu não queria acordar. — Só não te pedi em namoro por que me importava com a opinião dos meus colegas imbecis e minha reputação. — Falou desgostoso, deveria ficar triste com isso, mas esse não era o mesmo Edward. — Eu podia ter sido tão feliz se fosse menos egocêntrico e prepotente. Devia ter colocado você contra a parede, dito que te amava e que queria te levar comigo para a Inglaterra, ao invés disso preferi te odiar. — Como é? Inglaterra?
– Você ia me levar para a Inglaterra? — Perguntei sem esconder minha surpresa, Edward não parava de me surpreender.
– Ia. — Respondeu sorrindo. — No começo teríamos que manter o namoro à distância já que você ainda tinha que terminar o colégio, mas depois ia pedir para você ir estudar em Cambridge para ficar comigo, só que eu estraguei tudo e a fiz me odiar ainda mais. — Lamentou, segurei sua mão.
– Esta na hora de você saber a minha versão da historia. — Edward me olhou atento, ele precisava saber que mesmo que um dia eu tivesse desejado, nunca o odiei.
Edward POV
Me sentia muito melhor depois de contar tudo o que tinha passado a Isabella, agora tentava me preparar para ouvir seu lado, o que não seria fácil.
– Acho que não é novidade que era apaixonada por você na adolescência. — Neguei, antes eu podia garantir o que Isabella sentia por mim, agora eu não fazia ideia. — Eu te achava o cara mais lindo do mundo, nem sei desde quando me sentia dessa forma, mas era impossível não me sentir assim, exceto claro pela forma que me tratava. — Fiz uma careta, me sentia péssimo só de lembrar como tratava ela mal. — Aquela noite em que invadiu meu quarto eu cheguei a pensar que você gostava de mim só que tinha vergonha de admitir, nem preciso dizer que estava redondamente enganada. O pior não foi ver a escola inteira rindo de mim e sim seu olhar de desprezo, eu nunca chorei tanto em minha vida, meu maior sonho tinha se tornado um pesadelo. — Segurei sua mão com mais força, vendo a dor em seus olhos. Como eu pude fazer isso com ela? Como?
– Eu sinto tanto Bell. — Uma lágrima escorreu pelo seu rosto e ela logo a enxugou, veio em minha direção colocando a cabeça no meu ombro, nossas mãos unidas sobre meu peito. Meu coração apertou ao ver seu sofrimento, eu preferia ser esmurrado, levar outro tiro do que ver ela assim, só de pensar que eu era o responsável por isso minha vontade era de acabar comigo mesmo.
– Eu pensei em te ignorar, mas eu não consegui, então decidi me vingar. — Tremi. — Mas eu fui uma imbecil, acabei me envolvendo mais ainda com você, aquela noite em que você terminou tudo eu tinha decidido esquecer a vingança. — Como é que é?
– O que? — Ela levantou a cabeça e me encarou apoiando seu corpo com o braço.
– Eu quis esquecer tudo e simplesmente deixar as coisas acontecerem, mesmo sabendo que ia acabar sofrendo, o que realmente aconteceu. — Murmurou se condenando.
– Mas você me odiava. Por isso quis se vingar. — Bell me olhou seriamente.
– Eu quis te odiar Edward, eu tentei, mas não consegui e talvez por isso sentia ainda mais raiva de mim mesma, pois depois de tudo o que tinha feito eu ainda te amava. — Soltei sua mão e tapei meu rosto passando as mãos pelos meus cabelos exasperadamente, Isabella estava sentada ao meu lado me observando. Depois de tudo que fiz ela continuou me amando? Não podia acreditar naquilo. Será que ainda amava? Seria possível?
– Tudo podia ser tão diferente Bell. Se eu não tivesse invadido seu quarto, nós poderíamos estar juntos, quem sabe até meus pais estariam vivos. Merda! — Praguejei. — Eu estraguei tudo, fui tão cego e imbecil. Eu devia ter morrido. — Esbravejei dizendo a mais pura verdade, Isabella arregalou os olhos e subiu no meu colo segurando meu rosto entre as mãos.
– Nunca mais diga isso Edward. Nunca! — Acariciei seu rosto.
– Eu só fiz mal a você, só te machuquei. — Ela negou. — É a verdade Isabella, nada do que eu passei apaga o que eu fiz.
– É passado, acabou.
– Como você pode ser tão boa comigo? — Bell abaixou a cabeça, suas mãos nos meus ombros então ela me encarou, seus olhos vermelhos, algumas lágrimas já escorrendo pelo seu belo rosto.
– Por que eu nunca deixei de te amar Edward. — Declarou. Eu ouvi direito? Bell me amava? Apesar de todo o mal que fiz a ela? — Edward? — Isabella me chamou, a olhei, ela me fitava com receio.
– Me ama? — Consegui perguntar depois de algum tempo. — Mesmo depois de tudo?
– Eu te Amo. — Declarou mais uma vez. Eu me sentia feliz e confuso ao mesmo tempo, claro que sempre quis ouvir que ela me amava, mas agora eu não conseguia entender como ela podia me amar. — Não vai dizer nada?
– Eu não entendo. — Bell me encarou confusa.
– O que você não entende?
– Porque você me ama. — Ela abriu um sorriso tímido.
– Eu me apaixonei perdidamente pelo rapaz lindo, convencido e gostoso. — O que? Era por isso que ela me amava? Isso não era amor, era sexo. Isabella não me amava, o que ela sentia por mim era só paixão. Perceber isso fez meu corpo inteiro parar. Então era James que ela amava? Como ela podia achar que eu tinha confundido os sentimentos quando ela fez isso. Isabella segurou meu queixo, com certa reticência a olhei. — Mas eu amo mesmo o rapaz meigo e bobo que invadia meu quarto sem permissão e deitava a cabeça no meu colo pedindo cafuné. — Meu coração batia acelerado. Abri um sorriso enorme vendo sinceridade em seu olhar.
– Eu agi tão mal e mesmo assim você ainda consegue me amar. Você é formidável Isabella e merecia alguém assim ao seu lado, alguém como James. — Por mais que doesse essa era a mais pura verdade, Isabella era boa demais para o canalha que eu fui. Ela me olhou com carinho.
– Acabou Edward, o que importa é quem você é agora e o que faremos daqui em diante. — Ela tinha razão, eu não era mais o mesmo e nem podia sequer cogitar a ideia de ver ela sofrendo de novo.
– O que faremos? — Perguntei interessado no que ela teria em mente.
– Eu não sei se estou pronta para uma relação agora. — Confessou. — Mas eu quero você. — Sorri igual um idiota, mesmo morrendo de vontade de tomar seus lábios nos meus me segurei, ela ainda precisava de tempo, apesar de esclarecermos todo o nosso passado e eu ter certeza do seu amor, sua confiança ainda precisava ser reconquistada.
– Eu também quero você. Não me importo de esperar desde que esteja ao meu lado. — Isabella encostou sua testa na minha.
– Não poderia estar em outro lugar. — Disse e deitou com cuidado sobre o meu corpo enquanto minhas mãos acariciavam suas costas. Tanto tempo perdido, se tivéssemos ao menos conversado naquela época, lamentei, a verdade é que aquele Edward não merecia a mulher que Isabella era, só agora podia ver isso, mas eu faria de tudo para merecer e tinha certeza que já estava no caminho certo para isso. Afinal o que seria algum tempo para quem esperou por anos?
Notas finais
No próximo teremos uma passagem de tempo e então rufem os tambores... o momento que todos esperam =D
A partir de agora teremos capítulos bem mais leves e completamente Beward ( amo escrever as cenas desses dois *-*). Só uma curiosidade, vocês preferem que a historia acabe assim que eles ficarem juntos ou preferem que tenhamos mais momentos dos dois até o fim?
Bjs e até o próximo ;)
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