Last Chance

12 Capítulo 11 - Cullen's


Notas iniciais
E aí prontas para o Senhor Cullen?
Edward veio nesse capítulo para abalar e seu jeito prepotente, mesquinho, egoísta e metido vão aparecer como nunca, quem mais vai sofrer são seus pais :(
Também teremos as participações especiais dos antigos amigos de Edward, Marcus e Caius :-/
E finalmente ele verá alguém que adoraria poder esquecer ^^
Espero que gostem ;)

\"\"Edward POV

Finalmente chegou o meu primeiro dia de trabalho, me arrumava no amplo banheiro da cobertura que tinha acabado de comprar, era perfeita, espaçosa e linda. Tinha a minha frente o estuário de Long Island e podia ter uma bela vista de onde desembocavam vários rios do estado de Nova Iorque. Minha mãe ainda estava chateada por não ter me ajudado a escolher o apartamento e decorar, mas eu não estava com cabeça para ficar ouvindo reclamações, essa foi uma das razões pela qual decidi me mudar o mais rápido possível, não queria ninguém no meu encalço. Olhei meu reflexo no espelho e vi que estava perfeito, o terno Armani caia muito bem, já imaginava como ia deixar as mulheres loucas, meu pai me advertiu para não me envolver com ninguém do trabalho, mas desde que ele não soubesse estava tudo certo. Sai do banheiro e fui para a sala colocando meu paletó no caminho, peguei minhas chaves e me dirigi para a Cullen's.

Assim que entrei pude perceber os olhares se voltando para mim, no caminho até a presidência só ouvia, "seja bem vindo senhor Cullen", eu simplesmente acenava com a cabeça, os empregados não mereciam nada mais do que isso. Cheguei no andar em que meu pai trabalhava e entrei na sala antes que a secretária pudesse dizer qualquer coisa.

– Senhor Cullen me desculpe ele entrou sem que eu percebesse. — Se desculpou com meu pai se interpondo na minha frente.

– Tudo bem Irina. — Ela assentiu se retirando da sala.

– Você devia treinar melhor seus empregados pai. — Disse me sentando na sua frente.

– E você deveria ser mais educado Edward. — Retrucou sério. Ótimo, mais sermão.

– Estou aqui para trabalhar, onde fica a minha sala?

– Antes temos que conversar.

– Sobre o que?

– Sobre as regras que deverá seguir. — Revirei meus olhos e me acomodei melhor na cadeira. Fiquei ali durante duas horas ouvindo sobre como deveria me portar e de novo ele reiterou que não podia de forma alguma ter qualquer envolvimento intimo com alguma funcionária. Eu "aceitei" todas regras e finalmente fomos conhecer minha sala, antes porém meu pai me apresentou à minha secretária. A olhei maliciosamente, a garota era uma delícia.

– Edward esta é Jéssica Stanley, será sua assistente e secretária. — Ela sorriu me estendendo a mão.

– Muito prazer senhorita. — A cumprimentei.

– Prazer senhor Cullen. Estou aqui para o que precisar. — Sua resposta soou sedutora, felizmente meu pai não percebeu. Na hora fiquei pensando no que aquela boca linda poderia fazer por mim.

– Vamos Edward tenho um monte de contratos para você analisar. — Disse me puxando para minha sala e me enchendo de trabalho. Desde que entrei em meu escritório não sai, chegou uma hora que eu só via letras voando na minha frente tamanho era o número de contratos que eu tinha que analisar e assinar. Isso era um saco, já estava sentindo falta da minha vida de estudante, mas eu tinha que cuidar do que era meu, e essa empresa e todos os bens do meu pai seriam meus um dia. Me levantei e olhei através da grande janela de vidro que ficava atrás da minha mesa, estava fazendo um dia muito bonito, quando saísse daqui iria me encontrar com meus amigos, ainda mantinha contato com Caius e Marcus e já tinha marcado uma balada para hoje, seria muito bom extravasar depois de trabalhar tanto.

– Senhor Cullen. — Ouvi uma voz calma me chamar, virei e fitei minha aprazível secretária.

– Sim senhoria Stanley? — Perguntei me sentando, ela se aproximou de minha mesa e ficou me encarando. Foi impossível não achar graça, eu tinha esse poder sobre as mulheres. — Senhorita? — A chamei novamente, ela pareceu acordar de seu sonho diurno e ficou envergonhada.

– Desculpe senhor Cullen, aqui tem alguns contratos que seu pai gostaria que o senhor assinasse. — Disse me passando mais papéis.

– Você tem namorado senhorita? — Perguntei enquanto pegava os papéis, não estava afim de arrumar briga com ninguém.

– N-não. — Respondeu gaguejando.

– Sabe, eu acabei de me mudar e estou louco para conhecer algum lugar interessante aqui. Gostaria de me acompanhar? — Perguntei sedutoramente, porém antes que me respondesse fomos interrompidos.

– Atrapalho? — Ouvi a voz grave de meu pai perguntar. Era só o que faltava.

– Não senhor Cullen, com licença. — Jéssica saiu praticamente correndo do meu escritório. Meu pai me encarou sério.

– Edward o que eu disse sobre assediar as funcionárias? — Soltei um suspiro alto.

– Eu sei, eu sei.

– Não é o que parece. Não quero ver essa empresa sendo acusada de assédio. Esta me ouvindo?

– Pai se for consensual não é assédio. — Tentei argumentar.

– Não interessa. Eu te conheço, vai usar as mulheres e depois sou eu que terei que lidar com um demissão em massa. — Acabei rindo com sua suposição. — Estou falando sério.

– Ok, não vou dar em cima de nenhum mulher aqui. — Respondi levantando minhas mão em sinal de rendição.

– Quando você vai levar a vida à sério? — Revirei meus olhos bufando.

– Quando você e minha mãe vão entender que não sou mais criança para ficar ouvindo sermão? Desde que cheguei só tem sido isso. — Reclamei sem paciência.

– Isso só vai acontecer quando você amadurecer Edward e pelo o que estou vendo vai demorar e muito. — Disparou exasperado. — Agora se me dá licença preciso voltar aos meus afazeres. — Disse saindo da sala batendo a porta. Maldição! Até quando iria ter que aguentar isso? Voltei minha atenção ao trabalho para não ter que pensar em tudo o que eu podia e não podia fazer na minha própria empresa.

No instante que meu expediente acabou eu sai de minha sala apressadamente, me despedindo de modo sério e comportado da minha secretária que pareceu confusa pela minha mudança, conforme caminhava até o elevador um imbecil trombou comigo derrubando todos os papéis que carregava.

– Seu inútil! — Esbravejei. — Não me viu? — Perguntei rudemente. O rapaz olhou para cima.

– D-desculpe senhor Cullen. — Bufei saindo dali. Peguei o elevador e fui para a garagem, no momento que sai daquele lugar me senti aliviado, finalmente um tempo para poder me divertir. Dirigi até em casa, comi qualquer besteira, me arrumei, desci e peguei um táxi indo para o lugar que havia combinado com os rapazes, íamos beber até tarde e depois iríamos para uma boate.

– Edward! — Ouvi meu nome sendo chamado por uma voz conhecida, fui até a mesa que estavam.

– E ai seus malandros? — Falei cumprimentando os dois.

– Cara você não mudou nada. — Comentou Caius.

– Mudei sim, estou muito mais gato. — Respondi presunçosamente.

– Pelo visto continua o mesmo convencido de sempre. — Marcus disse rindo.

– Hei, eu só digo a verdade. E vocês como estão as coisas? — Começamos a conversar sobre a faculdade que cada um tinha feito e as garotas que pegamos.

– Sabe quem está a maior gata? — Caius perguntou tomando mais um gole de sua cerveja.

– Quem? — Fiquei curioso, talvez podia arranjar um jeito de sair com ela.

– Isabella. Putz, ela tá uma delícia. — Assim que ouvi seu nome me senti congelar.

– Esta mesmo, eu a vi uns dias atrás em uma boate e quase não acreditei. — Marcus disse concordando.

– Que bom para ela. — Falei de modo imparcial.

– Você ainda não a viu?

– Não, ainda não. — Respondi secamente. — Já me mudei da casa dos meus pais, aliás podíamos fazer uma festinha no meu apartamento o que acham? — Perguntei com o intuito de mudar de assunto. — Por que não fazemos isso agora?

– Agora para mim não vai dar, tenho que acordar cedo amanhã. Tenho que estar no tribunal as sete. — Comentou Marcus.

– Falou o super advogado.

– Cala a boca Caius. — Retrucou. — Na verdade já vou indo. Boa farra para vocês. — Desejou jogando uma nota de cinquenta na mesa.

– Bom só sobrou nós dois. Vamos pegar umas mulheres ou não? — Perguntei me levantando e deixando o dinheiro da conta, Caius fez o mesmo, ele não tinha problema com trabalho, fazia isso se quisesse, tinha herdado uma fortuna do avó e poderia passar o resto da vida sem se preocupar com dinheiro.

– Demorou. — Saímos e ele me indicou uma boate que ficava ali perto. Deixamos a festa no meu apartamento para outro dia, afinal de contas eu teria que trabalhar no dia seguinte. Curtimos a noite inteira, nem me lembro que horas fui para casa.

Acordei péssimo, talvez a ideia de uma balada no meio da semana não tenha sido tão boa, me arrumei e segui para empresa. Entrei na minha sala sem nem cumprimentar ninguém, estava sem paciência hoje, assim que abri a porta vi meu pai sentado na minha cadeira.

– Isso são horas Edward. — Perfeito! Tudo o que eu precisava era uma bronca.

– Só me atrasei um pouco, não exagera. — Reclamei me deitando no sofá.

– Um pouco? — Perguntou com a voz elevada.

– Pai por favor estou morrendo de dor de cabeça.

– Claro, deve ter ficado vadiando na rua até essa hora. — Respirou fundo. — O que eu vou fazer com você Edward?

– Acho que me deixar sozinho é um bom começo.

– Levanta! — Abri os olhos lentamente. Suspirei e me sentei no sofá. Meu pai pegou os óculos escuros que estava usando, fechei meus olhos fortemente. Com certa dificuldade tentei abrir meus olhos novamente, estava muito claro aqui. — Senhorita Stanley traga uma aspirina e uma água. — Ouvi meu pai pedindo. — Olha para mim Edward. — Ergui minha cabeça e o encarei. — Acabou esta ouvindo? Se você chegar assim de novo aqui esta despedido. Não me interessa se é meu filho ou não. — Só pude assentir.

– Aqui esta senhor Cullen. — Meu pai agradeceu.

– Toma. — Me passou o comprimido e eu o engoli juntamente com a água. Ele se sentou ao meu lado. — Eu sei que é muita responsabilidade para você Edward, mas eu sei que é capaz, só precisa tomar juízo. — Passou a mão pelo meu cabelo. — Sua mãe adoraria que fosse almoçar conosco no domingo.

– Isabella estará lá?

– E se estiver?

– Eu não vou. — Respondi simplesmente.

– Queria entender essa cisma que você tem com ela, é uma moça amorosa, companheira, doce.

– É uma aproveitadora, isso sim.

– Claro que não. — A defendeu.

– Ela só fica direto com vocês para que paguem as coisas para ela ou para ter algum direito na herança quando morrerem.

– Você não a conhece Edward. — Conheço melhor do que vocês imaginam. Respondi mentalmente, não ia adiantar dizer nada mesmo, ele não ia acreditar. — Ela conseguiu tudo o que tem por esforço próprio. — Arquei minha sobrancelha.

– Isso não é verdade.

– O carro e o apartamento foram presentes sim, mas que ela mereceu. — Franzi o cenho.

– Apartamento? — Questionei. — E você me diz que ela não é interesseira. Tá bom.

– Não vejo problema nenhum. Não fui eu que paguei o seu carro, sua faculdade, seu apartamento? Por que não posso fazer o mesmo por ela?

– Por que ela não é sua filha. — Respondi exasperado.

– Eu e sua mãe a criamos Edward. Olha não vou discutir isso com você de novo. Melhor voltar para o trabalho. Entendeu meu recado não é? — Suspirei derrotado.

– Sim. Se chegar de ressaca estou demitido. — Respondi em um tom monótono.

– Ótimo. — Se levantou, antes que saísse o chamei.

– Pai?

– Sim?

– Onde fica esse apartamento que vocês compraram para ela? — Me olhou desconfiado.

– Por que quer saber?

– Só quero saber se não exageram no presente. — Ele suspirou.

– Você não tem jeito mesmo não é? Fica algumas quadras da nossa casa, condomínio Ceaser.

– Nossa capricharam hein. — Respondi com certo desdém sabendo exatamente do lugar que se tratava.

– Ela merece. Com licença. — Disse se retirando e me deixando com um gosto amargo na boca. Ela merece. É uma golpista isso sim, o resto da tarde passou lentamente enquanto eu tentava me focar no trabalho. Estava analisando uns documentos quando vi um erro grotesco com alguns relatórios, peguei o telefone e pedi que minha secretaria chamasse o responsável. Logo alguém batia na porta.

– Entra. — Pedi sem tirar meus olhos do computador.

– O senhor queria me ver? — Olhei e vi o mesmo rapaz que tinha esbarrado comigo no dia anterior.

– Então é você o responsável por essa porcaria de relatório. — Ele arregalou os olhos assustado. — Responde!

– E-eu não sei. Deixe me ver. — Pediu com a voz trêmula, entreguei os documentos e ele os analisou. — Não senhor, eu fiz só os cálculos, o relatório quem fez foi o diretor do meu setor.

– Oras por favor. Você quer que eu acredite que um diretor fez essa merda? — Perguntei incrédulo, esse garoto só podia achar que eu era burro.

– Mas é a verdade. Ele só me pediu para fazer os cálculos. — Tentou argumentar.

– Esta me enfrentando rapaz? É isso?

– Não senhor.

– Esta demitido. — Ele me olhou assustado.

– Por favor senhor eu não fiz nada.

– Como nada? Você esta jogando a culpa de algo em um diretor e ainda teve a audácia de me responder. Pode passar no RH e pegar suas contas.

– Mas... — Tentou dizer.

– Mas nada, vai sair com as próprias pernas ou quer que eu chame a segurança. — Ele abaixou a cabeça e saiu. Bando de funcionários inúteis, voltei minha atenção aos documentos quando em um rompante a porta se abriu, vejo meu pai furioso vindo em minha direção.

– Quem te deu ordens para demitir alguém Edward? — Aposto que o garoto foi chorar para o meu pai.

– O garoto me desrespeitou e ainda colocou a culpa de um serviço mal feito em um diretor.

– Não interessa, não se demite as pessoas como se estivesse descartando lixo, isso tem que ser averiguado. Nunca mais faça isso antes de me consultar, entendido?

– Parece que não posso fazer nada nessa empresa. — Contestei desgostoso.

– Enquanto eu estiver vivo você terá que me dar satisfações, assim como qualquer outro empregado.

– Tá bom. — Respondi emburrado.

– Ótimo, não posso ficar saindo de reuniões importantes para lhe ensinar o que fazer Edward, esta na hora de crescer. — Respondeu antes de sair. Essa situação já estava me dando nos nervos, não foi assim que imaginei que seria meu trabalho, pensei que poderia fazer o que quisesse, a hora que quisesse, mas pelo jeito teria que esperar meu pai aposentar para então poder dar um jeito nessa empresa.

Às sete finalmente sai da empresa, peguei meu porshe e antes que me desse conta estava parado naquele lugar. Eu só queria saber o que estava fazendo ali, devia ter ficado louco e perdido completamente meu juízo, só isso explicaria. Era melhor ir embora, entretanto antes que desse partida no carro eu a vi, meu coração bateu acelerado como há muito tempo não batia, Caius não mentiu, ela estava absolutamente linda, sorria para uma garota que andava ao seu lado. Só ficava imaginando se teria o mesmo sabor e aroma, na hora minha mente foi invadida pelos momentos que passamos juntos, seu corpo junto ao meu, nossas bocas e mãos entrelaçadas sobre os lençóis. Eu quis tanto odia-la e esquecer que um dia ela existiu, mas isso com o tempo pareceu cada vez mais difícil, ainda mais com a minha mãe e meu pai insistindo em falar dela todo o tempo, esse era um dos motivos por que eu evitava ligar para casa quando estava na Inglaterra e por que eu não queria ficar na casa de meus pais. Tudo o que eu sentia por ela parecia ter se intensificado com o tempo e aumentado ainda mais agora, mas eu sabia que ela nunca seria minha, principalmente por que eu tinha certeza que não prestava, tudo o que sempre quis foi vingança e não duvido que quisesse dinheiro também, por isso fingia amar meus pais, pelo carro e pelo apartamento, eu queria tanto que eles pudessem ver do que ela era capaz com sua doçura, charme e beleza, entretanto era inútil dizer qualquer coisa contra ela, Isabella os tinha enfeitiçado, assim como a mim, pelo menos eu sabia quem ela era de verdade.



Notas finais
O próximo será mais leve e nele Bella finalmente vai descobrir que Edward voltou, mas ainda não será o reencontro. Como será que ela vai reagir a essa novidade?
Bjs e até o próximo ;)